Notas iniciais
Nos vemos lá em baixo.
Boa leitura.

Acordei na minha cama com meus membros doloridos.Ainda vestia as roupas da noite passada. Um alívio tomou meu peito.Então aquilo teria sido só um pesadelo, certo? Corri para o quarto da minha mãe, nada.

Ouvi um barulho lá em baixo de louça sendo lavada, meu coração disparou. Desci as escadas correndo, quase que caí até.Antes eu tivesse caído e quebrado o pescoço.

Não havia sido um pesadelo, Emma realmente havia estado lá em casa, pois ali estava ela, lavando a louça, o mesmo vestido cabelo... Na sala, Sr. e Sra. Hewit, Rod e um policial.

Cai de joelhos ali no pé da escada, as lágrimas desciam, meu peito doía, assim como minha cabeça e alma.Emma pôs se ao meu lado,me abraçando e passando a mão em minha cabeça, mas não ia adiantar.

Eu já chegava á soluçar de tanto chorar.Rod e Emma me levaram até o sofá, onde Pamela tomou-me em seus braços e dizia-me coisas reconfortantes.

Mas ela era mãe, mãe de Emma, não minha!Aquilo não estava adiantando!

"Srta. Savage?" chamou o policial.

Eu o olhei, sei que o olhei com raiva, mas não dele, do mundo, de tudo.

"Minhas sinceras condolências. Vim te avisar sobre a morte de sua mãe, foi confirmado esta manhã que ela embarcou no avião."

"Que..." funguei e respirei fundo "que horas foi a tragédia?"

"Por volta das duas da manhã. Estão investigando sobre o porque de ter explodido e os familiares serão remunerados." ele suspirou "Bom, segundo os pais dos seus amigos, era só você e sua mãe.Sabe se ela deixou algum testamento?"

Sacudi a cabeça.

"Vocês tinham algum advogado? Você tem algum parente?"

"O advogado da minha mãe era da empresa que ela trabalhava, Sr.Jackson, e meus parentes... nunca fomos próximos."

"Bom, acho que por enquanto é só isso.Espero que fique bem Srta. Savage."

Assenti.

O policial foi embora então chorei até dormir.

Os meus dias seguintes foram penosos, não importava o quão amanhã estava bela, o tempo agradável, as pessoas simpáticas...tudo me fazia chorar, até um filme de comédia, até desenhos que eu amava.Nem meus livros me tiravam daquela completa fossa qual me encontrava.

Eu estava num estado vegetativo depressivo. Se não fosse por Emma, Rod, Pamela, eu teria morrido de fome, estaria fedendo mais do que um lixão.

Não tinha vontade de fazer nada, tudo e qualquer coisa me lembravam de minha mãe.O modo doce como ela sorria, até sua cara de brava, sentia saudades dela chegando e gritando "Kate, cheguei!". As nossas tardes de pipoca e filmes de romance que nos faziam chorar.

Embora tivesse sido sempre um tanto ausente, era minha mãe!Eu a queria de volta, porque como eu viveria agora sem ela?

E todo dia eu pensava assim, e ficava na cama, chorando, janelas fechadas até que Emma chegasse, pois ela sempre as abria dizendo que precisava entrar ar novo.

Levantei-me da cama e fui ao banheiro, mas logo ao lado era o quarto dela.Encarei aquela porta fechada, houve um pouco de medo de pânico dentro de mim, lá estava tudo dela, seu perfume, suas fotos, seus diários, tudo!

Pus a mão na porta, meu corpo tremeu.Deslizei a mão pela madeira polida até a maçaneta dourada, rodei-a mas não empurrei a porta.

Respirei fundo e empurrei. A cama grande de grades brancas em um lindo conjunto de curvas, os lençóis e travesseiros de flores, a parede metade branca e metade verde oliva, os moveis rústicos brancos. Na bancada havia fotos nossas.Fechei a porta atrás de mim e respirei fundo, aspirando seu cheiro que dominava todo o ambiente. Meus olhos encheram d’água novamente. Na mesma parede da porta, á minha direita havia uma cômoda, onde sobre ela havia as fotos que eu sempre mais amei.

Dela e meu pai, jovens, se casando, quando nasci, um dia quando fomos no zoológico, todas as fotos que tinha ele.

A foto mais bonita de todas era o casamento, a união de Emily e James Savage. Ela parecia uma princesa com seus cabelos negros presos em uma trança lateral, com flores delicadas em certos pontos, o vestido de tomara que caia de renda branca, os olhos verdes brilhavam, estava feliz, podia-se ver, meu pai também, o terno preto, seus cabelos castanhos e olhos negros, sorria alegre, lembro-me vagamente de como ele era brincalhão.Peguei aquela foto e apertei contra o peito, deslizando as costas na cômoda enquanto caia sentada em prantos ao chão.

Olhei para aquela foto mais uma vez, a saudade doeu no meu peito, ambos levados de mim, se existia Deus, porque não me levara também?Eu queria estar com eles de novo, eu ia!

Soquei o vidro da foto e peguei um caco grande e afiado. Chorando passei fundo no meu pulso, fazendo-me gritar, deixando-me com raiva de mim.

O sangue brotou vivo, escorria brando.Peguei a foto e apertei contra o peito novamente, esperando a morte, minha passagem ao encontro deles.

Alguém me pegou no colo, braços fortes e quentes, todo vestido de branco, o capuz na cabeça e tal baixa não deixavam com que eu visse quem era.Pegou meu pulso e a toalha de mão que ficava na cômoda da minha mãe e, apertou sobre meu pulso, em seguida limpou.O sangue ainda jorrava e tudo ficava mais e mais turvo, minha respiração era muito fraca, eu não tinha forças nem para falar.

Pegou-me o pulso e apertou.Quis gritar mas só devo ter feito uma careta.Onde estava cortado agora queimava, esperneei e trinquei os dentes, agora havia mudado, estava gelado, muito gelado, o gelo entrava na minha corrente sanguínea, congelando-me todo corpo, fazendo-me tremer e suar frio.O gelo chegou aos meus pulmões, retirando-me o ar.Então era assim que os anjos faziam?

Aos poucos o congelamento do meu corpo se amenizava, partindo para um morno e logo uma temperatura normal.Minhas forças agora pareciam totalmente esgotada, até que fui abraçada pela escuridão.

Notas finais
Peço perdão pela demora, mas estou em semana de provas e tudo mais.
Espero que tenham gostado do cap.Fiquei muito feliz com as minhas novas leitoras e com a Recomendação que a Monique deixou, nhaaa sua limda com m de maravilhosa!
Deixem comentários sobre o que acharam, bjss