Hurricane.

2 This Is Not A Birthday. (Part.1)


Notas iniciais
Dividi esse capítulo porque estava muito grande, espero que gostem, e quero agradecer ao comentários no primeiro capítulo. Como sempre, vocês fazem valer a pena escrever xD

Os claps claps do meu salto alto estavam começando a me dar dor de cabeça, estranho como você nunca pensava exatamente no quanto sua escolha de vestimenta te irritaria, assim que você a tomasse, poderia acabar com seu humor.

Infelizmente eu era um pouco fútil por saber que estava diferente das minhas colegas, bonita o suficiente para poder até estar na faculdade. Meu sonho era ser uma universitária, saindo do sonho adolescente, para poder ter um pouco de liberdade, claro que eu já tinha 18 anos, mas acho que toda garota dos Estados Unidos tinha um sonho de se sentir melhor na universidade.

Passei serpenteando pelos brutamontes do time de futebol, que sempre faziam um alvoroço infantil nos corredores, e dei uma corridinha segurando apertado no peito, a caixa de doce rosa.

— Desculpem o atraso. — Disse afobada, parando antes de esbarrar em Bonnie que colocava umas bexigas coloridas ao redor do armário de Caroline.

— Tudo bem... — Garantiu Elena com um sorriso simpático, colocando uma cartolina bem na frente do armário escrito “Happy-Bay Caroline”. — Estava enrolada?

— Nem tanto... — Resmunguei verificando a obra de arte delas. — Apenas terminando algumas coisas.

Não iria dizer para elas onde estava, ou o quê fazia... Circulando lugares em um mapa, enquanto Carol Lockwood me contava os podres dos membros do conselho, e do por que eles não podiam se sentar na mesma mesa. Aquilo era como participar de uma preparação para a ONU.

— E vocês? Preparadas para a festinha na hora do intervalo para a nossa loira vampira... — Abaixei meu tom de voz ao falar a última parte. — Super controladora? E o que faziam?

Elas riram.

— Estava praticando uns feitiços novos. — Disse Bonnie terminando com as bexigas.

— E eu correndo de manhã, preciso aliviar um pouco a tensão. — Falou Elena suspirando de modo cansado.

Quase revirei os olhos pelo cotidiano normal delas.

— Olhem... — Preferindo me dedicar aquele momento, eu abrir a caixa rosa, lhes mostrando o bolo de morango e chocolate pequeno que parecia delicioso. — Aposto que ela vai amar.

Elas concordarem tão encantadas como eu, então, como era Elena, e eu precisava me lembrar que ela era legal e uma pessoa muito decente, mesmo que tivesse praticamente dois namorados, irmãos por cima, ela acabou com aquele momento quanto disse:

— Preciso contar pra vocês sobre o Jeremy.

— Oh... — Eu dei um passo para trás vendo o rosto de Bonnie criar certas rugas erradas na pele bonita. — Eu já vou indo, sei mais ou menos do que se trata Elena, e concordo você é a irmã dele, e bem... Mantemos contado por mensagens... Tchau!

Deixei elas ali, voltando a dar aqueles meus passinhos de clap clap até meu armário para guardar o bolo de Caroline. Olhando de longe vir uma certa tensão nas minhas amigas, e fiquei feliz de ter me afastado.

Aula de Inglês, Geometria, Política Avançada, e finalmente um intervalo.

— Como assim ela não veio? — Indaguei para Bonnie assim que as procurei no refeitório.

— Não veio... — Bonnie falou tristemente, e depois olhou para o lado para poder me perguntar algo que eu sabia, não gostaria de responder. — Acha que Elena está certa, de pedir a Damon para hipnotizar Jeremy para sair de Mystic Falls?

Mordi os lábios com força, e olhei para o chão, puxando a alça da minha bolsa no ombro.

— Acho que você deve garantir que não tenha arrependimentos entre vocês para poder seguir em frente. — Sabia que não era uma resposta, mas era o melhor que eu conseguia fazer no momento.

Bonnie pareceu me entender, mas aquilo não melhorou seu humor. Fiz-lhe um carinho no seu ombro, a fazendo sorrir tristemente.

Um dos motivos de não me envolver romanticamente era porque era errado o fato de seu coração não seguir sua mente.

Depois das aulas, Matt, Elena e Bonnie se juntaram para pegar de surpresa Caroline em casa, disse que não poderia porque já estava comprometida com o jantar beneficente.

Felizmente eu iria com Alaric, e talvez pudéssemos viver uma noite como uma família sem problemas, sonho meu.

Fiz meus deveres de casa, deixei meu quarto organizado, e quando já era hora de se arrumar, vestir uma blusa branca ciganinha de lã, uma saia florida longa com fendas nos dois lados e sandálias de plataforma. Ter 1,60 de altura não era muito agradável quando você vive ao redor de gente mais alta, como Alaric que andava ao meu lado com seu 1,87.

— Gostei das luzes. — Elogiou Alaric depois que saímos do carro, para poder andar pela passarela do jardim até a mansão. — Ideia sua?

— Sim, pensei em vaga-lumes, Carol queria lamparinas, receita para desastre. — Comentei baixinha dramaticamente o fazendo rir. — O professor Stephen disse sobre nosso debate na aula?

Comentei como quem não quer nada, ouvindo já as pessoas pela propriedade rindo, e se divertindo.

— Disse sim... — Alaric falou dividido sua expressão entre uma risada, e uma bronca. — Você o chamou mesmo de pedante?

— Bem... — Cocei minha garganta um pouco envergonhada, sabia que começaria a corar se não mudasse de assunto. — Eu gostaria de tê-lo chamado de escroto, mas achei meio pesado. — Dei de ombros, e Rick gargalhou não acreditando. — Ele disse que Dickens era uma obra fantasiosa!

Rick ainda ria quando chegamos nas portas duplas da mansão, vir de ante-mão quando Damon saiu parecendo ansioso ao encontrar-se com meu tio. Nunca vou entender aquele relacionamento deles, uma hora um matava o outro (No caso Damon) e depois ambos bebiam até o sol raiar. Homens...

— Anastácia Saltzman. — Damon segurou em minha mão, e com sua incrível força, me puxou, me girando como se fossemos dançar.

Fiz uma careta constrangida, e lhe deu um tapa na mão para me soltar, o que o fez sorrir mais maliciosamente como se fosse possível.

— Já falei pra você não ficar me tocando, Damon.

Deixei aquilo claro novamente, assoprando uma mexa do meu cabelo ruivo que caia liso divido ao redor do meu rosto.

— E eu que você fica linda corando.

Fiz um som de engasgo, o que o fez rir roucamente, e remexer suas sobrancelhas comicamente. Damon Salvatore poderia ter tatuado o nome de Elena Gibert em seu coração, mas era o tipo Bad Boy que dormia com qualquer uma. Menos Bonnie, e eu... Caramba, até Caroline já tinha caído em sua lábia!

— Céus! — Gemi.

Aproximei-me mais de Rick que achava engraçado aquela implicância de Damon comigo, só pelo fato é claro, de eu não dar trela. Duvido que ele gostaria de Damon, se eu gostasse de Damon.

— Será que podemos entrar? — Alaric perguntou vendo que só restava nós três ali fora.

— Estou ansioso. — Garantiu Damon com seu ar entediado.

Rodei meu braço no braço do meu tio, e juntos começamos a subir as escadinhas que davam para os portões duplos.

— Eu vou fazer uma doação generosa, e depois podemos ir ao Grill, o que acha? — Perguntou o vampiro claramente para o meu tio.

Alaric me deu uma olhadela lateral, e eu dei de ombros.

— Vou ficar... Qualquer um pode me dar uma carona. — Garantir sabendo daquilo.

Uma coisa legal em Mystic Falls é que as pessoas em sua totalidade eram nem gentis, querendo ou não é claro. Diferente do meu tio que só queria uma saideira com seu melhor amigo.

Entramos juntos, e logo os dois se incumbiram de pegar taças de champanhe, enquanto eu procurava alguém da minha idade, ou só a prefeita.

Eu vivi muito tempo de cidade em cidade com Alaric, não parando nem para apreciar fazer amigos, muito menos me aproximar demais, então, quando me sentir incluída em clubes que ajudavam em pontos para a faculdade, acreditem ou não, eu me joguei de cabeça.

Achei Mia Fell, com sua avó que parecia o tipo de avó que se via em contos de fadas, me juntei a ela como um salva-vidas.

Sua pele pálida, e seu cabelo cacheado era tão bonito que me fazia desejar ser tão normal como ela, ao meu redor, eu era a única ruiva.

— Soube da novidade? — Indagou Mia assim que nos afastamos da sua avó, ela adorava uma fofoca.

— Qual? — Rebati procurando Damon ou Alaric na multidão, estranhamente, eu sentia que eles estavam aprontando.

— Um cara inglês, gato demais... — Mia se abanou. — Disse que vai igualar cada dólar que arrecadarmos foda já que vovó fez um cheque de cinco mil dólares.

Soube que deixei algo passar na história, e me sentir como se tivesse perdido uma pista.

Sorrir sem jeito, e pedi licença para Mia alegando que precisava dar um olá para a prefeita, a garota que não tirava os olhos de um garçom mal notaria minha falta.

Não vir meu tio, mas, vir Damon perto da escada serpenteada com Carol, um garoto loiro, e um homem loiro que exalava algo antigo, e altivez maciça que me fez perder-me em seu rosto bonito.

Aproximando-se sorrateiramente, sentir o clima pesar nos lábios finos de Carol, e na postura dos homens que se encaravam fixamente.

— O que é isso amigo, der uma chance à paz.

O homem loiro, que eu tinha certeza se tratar de Klaus, pelo sotaque que sua voz suave emanava, falou sarcasticamente para Damon que fechou as mãos em punhos, e deu um passo á frente como se fosse pular na frente do outro.

Dei uma passada rápida, e segurei a mão de Damon na minha, sorrindo mansamente para Carol, entrando de bico na conversa.

— Prefeita, pode me emprestar Damon só um pouquinho? — Pedi docemente, ganhando certa atenção para mim, que eu não queria é claro.

Fiz um aceno distante para o loiro que de perto era bem mais impressionante, ele tinha um vinco confuso em suas sobrancelhas tentando entender quem eu era claramente. E depois mais um outro aceno para o amigo mais jovem, híbrido recém criado como Tyler provavelmente.

Mesmo pasma com o clima de agouro que estava acontecendo, Carol Lockwood mal se movimentou quando eu puxei Damon, o virando como uma criança, ou alguém ferido, para o abraçar pela cintura e o empurrar pelos salão até uma das saídas laterais para o prédio.

— Inferno, Damon, aquele homem é...

— Klaus. — Damon rangeu os dentes, e pegou uma taça de champanhe que passava por perto, não me controlei e peguei uma também, meu coração batia forte. — Valeu... — Resmungou sem me encarar. — Eu teria pulado encima dele se você não tivesse aparecido.

— E provavelmente causado um ataque cardíaco na maioria dos convidados. — Emendei dando um longo gole na bebida gelada, tentando conter meu nervosismo.

Ficamos ali parado cada um com seus pensamentos, quando Damon se virou e sumiu novamente para dentro da mansão.

Vir do outro lado do pátio Alaric conversando com a legista, a conhecia porque a vir em uma das reuniões, Meredith Fell.

Passei as mãos no meu ombro direito nu, graças a blusa, e suspirei fundo sentindo que noite não melhoraria.

Notas finais
Quando escrevi essa história pensei, como seria está lá? Em cada cena na 3°Temporada? Será que valeria a pena ver porque Klaus é tão dramático, quando todos os outros personagens "do bem" também são? Ser uma garota humana no meio da bagunça, é como ser um vaga-lume no meio da noite, não acham? Beijos e até logo ♥