Hurricane.

13 The magic that is in me.


Notas iniciais
Oi oi *me escondendo atrás de um muro de 2metros de altura* Eu sei, eu sei, vocês acharam que eu não postaria mais, sinceramente até mesmo eu, eu tenho toda a base da história na minha cabeça, e em rascunhos, mas, me falta inspiração e tempo para escrever, estou fazendo auto-escola e cursinho, então quando chego em casa tá bem complicado. Mas, sei que vocês iram me perdoar por esse capítulo que tem tudo para ser apaixonante *-* Boa leitura PS: Vou revisar assim que chegar em casa, porque acho que não tem tantos erros, estou desde de sábado para revisar, mas quis postar quando terminei, revisei por algo, mas peço desde já desculpas se houver muitos erros.

Abrir o armário laranja encontrando todos as minhas coisas ali novamente. Como se eu nunca estivesse passado por nada naquele final de semana, e ainda fosse a mesma garota do colegial. Eu me sentia mais velha quando peguei aquela xícara de porcelana que continha moedas para eu usar na máquina de doces no final daquele corredor.

Voltar á escola sempre foi o certo, todavia, eu me sentia perdida pela primeira vez. E sozinha, principalmente quando sentir alguém atrás de mim, não me surpreendeu ver Elena assim que me virei depois de fechar novamente o armário, quando já tinha pego boa parte dos livros que seriam usados nas aulas.

— Como você está? — Os olhos castanhos da garota, que estranhamente eu sentia que fosse minha amiga, mesmo quando eu tentava ser melhor do que ela, em alguns sentidos, me transformaram em uma pedra, eu odiava me sentir vulnerável, e os olhos amigáveis de Elena me davam vontade de chorar.

— Ótima. — Disse casualmente, desviando o olhar dela. — Notícias do meu tio?

— Damon me disse que estava bem, enclausurado em casa... Achei que você soubesse notícias dele?! — Rebateu ela prontamente um pouco mais exasperada.

Estávamos ambas no escuro, e aquilo era um choque para o que eu acreditei que fazia Elena ser melhor do que eu. Nosso relacionamento não tinha muitas bases sólidas.

— Não, não sei. — Para enfatizar balancei negativamente minha cabeça de um lado para o outro, em um pesar que cobria meus ossos de agonia. — Damon também apenas me deixou saber que ele estava de olho em Rick.

Elena assentiu, fazendo seus cabelos incrivelmente liso, e castanho sussurrar com o movimento, ela deu um passo para frente, se afastando de uma horda de alunos do terceiro ano, brincando e se divertindo. Os invejei momentaneamente.

— Conversei com Matt. — Me contou como um segredo, enquanto eu seguia com os olhos os jogadores. —Ele disse que você pode ficar no antigo quarto da Vick.

Pendi minha cabeça para o lado, tentando entender do que ela estava falando, as moedas que eu havia pego na xícara de porcelana pareciam mais geladas que o normal ainda na minha mão fechada.

— Porque eu ficaria na casa do Matt? — Falei lentamente, mas para mim mesma que para ela.

Mesmo assim, Elena fechou um pouco a expressão, arrumando a alça da sua bolsa, para falar mais baixo do que antes.

— Você não pode morar com Klaus.

Pensei realmente no que aquela sentença, no ponto dela é claro, significava. Então, deixei meus lábios se transformarem em uma linha fina e rígida.

— Eu posso fazer o que eu quiser, Elena. — Deixei claro, fazendo tifo, e virando o rosto para encarar o corredor cheio de adolescente que não parava nem por um segundo seus olhos em nos, aquilo era o High School, sem o Musical, voltei para o assunto. — Como encontrar um lugar para ficar... E não morar com Klaus. — Me voltei novamente para a encarar, ela já demostrava total desagrado comigo, fato que me surpreendeu segundo as próprias faltas dela na categoria sanidade. — Quem deixou você pensar que eu estou morando com ele?

Elena cruzou os braços, e suspirou fundo, o que realmente me irritou, porque pareceu que ela estava se controlando, coisa que eu também deveria fazer, ou fazer primeiro. Eu realmente tinha uma séria necessidade de provar que eu poderia ser madura.

— Você gosta dele. — Elena disse sem emoção, como uma queimadura na madeira, algo que era irreversível. — Mesmo depois de tudo que ele fez conosco!

Pisquei lentamente e disse algo que soou muito mais verdadeiro do que tudo que todos, Matt, Caroline, Bonnie, e até Rick já poderiam ter dito a doce Elena.

— Muito hipócrita da sua parte, já que está apaixonada por dois irmãos, sendo que um dele matou seu irmão, umas duas vezes, e já tentou te matar... Espera Stefan também tentou te matar esse ano, então, aonde está mesmo o telhado de vidro?! — Fui meio sarcástica no final, e me arrependi por ver os grandes olhos dela se arregalarem como se eu tivesse acabado de dar um baita soco em seu rosto bem maquiado. — Ninguém a julga por amar Stefan e ser apaixonada por Damon.

Foi a última coisa que eu conseguir falar, um pouco triste por soar como uma pessoa que a estava julgando, antes de me afastar dela, guardar minhas moedas no bolso da minha calça, e acabar indo para a minha primeira aula com o estômago vazio.

XxxX

Encontrei Matt, agora com uma luva no punho, em vez de gesso. Almoçamos juntos em silêncio até ele o quebrar enquanto eu dava uma mordida no meu sanduíche.

— Não fique brava com a Elena, sabe que ela só quer ajudar.— Revirei os olhos, porque já tinha esquecido a conversa com Elena mais cedo, minhas preocupações eram um pouquinho mais drásticas.

— Me odiaria se eu gostasse do Klaus? —Desistir de comer, e encarei minhas unhas de cabeça baixa.

— Não a odeio agora, e você gosta dele. — Matt disse sem emoção, dando de ombros quando eu levantei meu olhar. — Só não se engane como Elena faz, okay? Eles são maus, e somos no fim de tudo isso, apenas humanos.

Assentir lentamente com a cabeça, entendendo exatamente o que ele queria dizer.

Minhas aulas acabaram depois de uma longa corrida na educação física, era bom esticar as pernas, sentir cada membro do seu corpo se cansando gradativamente.

Não foi surpresa ver Damon encostado ao lado do meu Fusca de braços cruzados, me esperando. Fiquei um pouco mais atenta, olhando para os lados como se alguém fosse aparecer a qualquer momento. Alguém chamado Rick.

— Ele ainda está no looft, não vai sair tão cedo. — Contou Damon tirando seus óculos escuros do rosto, lendo meus atos corretamente.

— Ah...— Soltei sem graça de ser tão ruim em esconder meus sentimentos. — Então o que você quer?

Ele deu um risinho debochado, e saiu da frente da porta do motorista para eu abri-la e poder jogar minha bolça lá dentro.

— Arrumei um quarto na mansão pra você. — Contou me surpreendendo, fazendo eu girar meu pescoço em um único movimento para encará-lo.— Sabe, dormi com Klaus não é...

— Eu não estou dormindo com Klaus! — Exclamei sentindo aquele sentimento de amizade por Damon se evaporar. — Dar pra parar de ficar me analisando?

Ele levantou as mãos como quem estava se rendendo, mas sua sobrancelha cínica ainda estava levantada em completo deboche me fazendo revirar os olhos, como nos velhos tempos.

—Vamos fazer uma festa lá na mansão Salvatore..— Comentou muito casualmente para aquilo não soar ante-casual.

— Quem? —Indaguei realmente curiosa, meus nervos principalmente da nuca endureceram parecendo sentir que algo estava por vim.

— Isso importa? — Rebateu ele veloz como um raio em sua irritabilidade ativa nos momentos que eu precisava de um pouco mais de informação. — Apenas achei que seria bom relaxarmos um pouco, principalmente Stefan, que não bebe sangue desde que ameaçou jogar Elena na ponte.

Damon bufou no final, encarando o céu como se esperasse ver alguma divindade lhe mostrar as respostas sobre como seu irmão poderia ser tão chato.

— Esquece. —Bufei virando-me para entrar no carro, e fechar a porta, logo após me debrucei na janela aberta olhando para cima para o encarar fixamente. — A última coisa que eu preciso agora é uma festa.

—Tentarei levar Alaric, ele já está recluso a bastante tempo não acha?! —Damon lançou aquelas palavras de foma lenta, como se soubesse que eu ansiava por elas.

Abaixei a guarda totalmente, assim como meu rosto. Depois suspirei fundo, liguei o carro, e não o olhei antes de dar a volta na vaga para sair da escola.

Paradoxo

Damon Salvatore era bom em muitas coisas, seu ego geralmente o fazia acreditar em todas elas. Mas, ele sabia dar uma festa de poucas horas sem precisar levantar um dedo. Claro que ele sempre sabia quem colocar como cabeça daqueles movimentos, e não errou ao chamar para gerenciar os preparativos a vampira loira que gritava no celular enquanto a banda no jardim da mansão se preparava, e os convidados já haviam começado a chegar.

— Como assim não vem Bonnie? Tire já esse pijama, e venha nos ajudar, eu não posso falar agora, mas isso não é apenas uma festa, mas algo bem, bem grande!

Damon bufou e voltou-se para a biblioteca aonde via seu irmão não desgrudar os olhos de uma estaca de carvalho branco. Matt e Jeremy discutindo sobre suas armas que basicamente era idênticas Bestas. Elena sentada na frente da lareira, com suas próprias dúvidas criando vincos em sua testa,o que o vampiro achava a pior forma de começar um plano para acabar com a família original. E muito preocupante.

— Nada de Rick ainda. — Damon comentou fechando a janela atrás de si, ao mesmo tempo que guardava seu celular no bolço.

— Como assim ainda nada de Rick? — Caroline abaixou seu próprio celular, e o encarou com preocupação exaltado.

— Ele sumiu, tá legal?! — Damon gruiu as palavras não gostando do gosto delas. Stefan deu-lhe um olhar prévio com antipatia, o fazendo bufar e volta-se para o momento. —Olha, precisamos apenas de uma chance, e temos 12 bem aqui. — Ele apontou para a maioria das estacas em cima da mesa de cento. — E, só precisamos matar um original, já que todos eles estão ligados, então, se um morrer...

— Todos morrem. — Stefan sussurrou de modo agourento.

— Precisamos falar para Anya sobre Alaric. — Comentou Elena expressando realmente sua preocupação do momento. —Talvez ela saiba aonde começar a procurar ele.

Damon soltou um gruindo e olhou para todos os adolescentes, e longamente para seu irmão em busca de ajuda. Com um movimento de exaustão, ele começou a falar lentamente, com um toque bem letal do que queria.

— Anya é nossa isca, então, ela não pode saber de nada! Qual parte vocês não entenderam?—Ele rebateu. — Se não fosse pela placa original da ponte Wichery não teríamos nenhuma arma contra Klaus, e temos agora doze, só precisamos de um pouco de distração.

— Damon convidou Sage para a festa, deixando claro que Finn saberia o que era viver...— Stefan falou erguendo um dedo.— Um original na festa.

— Eu convidei Rebekah. — Matt deixou claro.

Recebendo um aceno dos vampiros.

—Anya mesmo não sabendo vai trazer Klaus, e algo me diz que também Elijah. —Damon balançou sugestivamente as sobrancelhas fazendo Caroline bufá.

— Deve ser apavorante sua mente. — Comentou a vampira loira, fazendo-o sorrir maliciosamente. — Eu só não me sinto segura sem Bonnie aqui, quero dizer, uma bruxa nessas horas seria uma benção.

— Sem contar com Rick, um caçador. — Comentou Jeremy casualmente.

— Tá, então vamos esperar uma hora em que todos nós se sinta confortável com a situação. —Damon retrucou sarcasticamente. — Ah sim, não tem uma hora.

— Damon está certo. — Stefan concordou. — Vamos criar a situação com o que temos, então, vamos pegar apenas um, e, todos estarão mortos, e nós, livres.

Elena colocou a mão atrás da nuca, e coçou sua orelha, sentindo que algo não acabaria bem, mas, não dando para trás com o plano maluco de Damon.

As luzes do jardim estavam bem brandas, o ar noturno morno devido as fogueira ao redor da propriedade, e mesmo assim os lugares para se esconder eram muitos. Atrás da mansão Salvatore havia uma vasta área de arbustos altos, e árvores escuras e grossas.

Anya se lembrava que também havia uma estufa em algum lugar, longe dos olhares curiosos. A música era boa, ela julgou, e estranhamente a bebida também, pelo menos o primeiro gole do copo que Klaus havia surrupiado de um estudante que passava por eles na hora exata que entraram no jardim lotado da mansão Salvatore.

— Você está vendo ele? —A ruiva jogou seu cabelo para o lado quando rodou no próprio eixo.

Klaus engoliu o perfume de margaridas que ela exalava, principalmente quando o vento batia em suas madeixas.

— Não. — Respondeu simplesmente porque não sabia porque estava naquela besteira de festa ao ar livre.

Anya suspirou fundo, olhando para o chão ao mesmo tempo que se aproximava dele, até encostar seu corpo quente no do híbrido, fazendo seu nariz encostar nos primeiros botões de sua camisa.

Sim, ele sabia porque estava ali, porque estranhamente ela parecia o ver como apoio naquela hora. E ele simplesmente gostava da situação, e da sensação única de alguém tão frágil precisar dele.

Anya se afastou, colocando suas emoções de volta nos eixos, e sorriu-lhe sem animo, dando a volta para entrar na festa. Klaus seguiu em seu encalço, vendo como os adolescentes ao redor dela lhe encarava. Nem todos era com apreciação, ele notou. Talvez porque ela estava mais que deslumbrante naquele vestido até a metade da coxa de malha cinza, que parecia mais um camisa de mangas cumpridas com um decote ziguezagueando nas costas, e bota preta á baixo do joelho. Os cabelos presos em um rabo de cavalo baixo que mudava de ombro na maioria das vezes que ela se balançava.

Anya estava prestes a subir pelas escadas laterias da mansão, com Klaus, mas, logo Damon apareceu, descendo rapidamente as escadas antigas de granito que seus ancestrais outrora também haviam descidos.

Ele lhe sorriu como sempre, ignorando seu acompanhante que lhe deu um olhar normal, a ruiva tentou amenizar o clima de testosterona falando primeiro.

— Rick? Aonde está?

— Ainda não chegou...Ei! Gostou da banda? —O vampiro perguntou mudando de assunto.

Ela deu de ombros, e tomou outro gole de cerveja, era apenas para manter sua mão ocupada.

— Porque não vamos dançar? Tenho certeza que Klaus não se importa.

Antes mesmo de Anya pensar em responder não, o vampiro pegou em sua mão, e a puxou, dando apenas um segundo para ela colocar o copo de plástico nas mãos do híbrido que a observou ser levada para o meio do que parecia apenas corpos se mexendo. Klaus se virou de supetão vendo seu irmão aparecer das sombras.

— Precisamos conversar. — Disse Elijah sombrio.

Klaus franziu o cenho e assentiu.

Anya tinha que admitir que adorava a forma como Damon dançava música rápida, ele possuía agilidade, e confiança. Duas coisas necessárias em um parceiro de dança. E com certeza não tinha vergonha de mostrar seu rebolado. O que sempre a fazia rir.

Quando ele a rodou, e eles bateram ao mesmo ritmo com seus calcanhares em uma performance eficaz, e ele a rodou depois pela cintura, a ruiva não esperou ver Rebekah Mikaelson parada ali com um sorriso deslumbrante.

— Olá barbie Klaus. — Comentou Damon parando a dança, para jogar os braços ao redor dos ombros de Anya, ficando ao seu lado. —Vejo que está procurando seu barman.

— Não, apenas meu irmão. — Rebekah gruiu.

— Klaus? — Anya perguntou confusa olhando para o lado aonde havia deixado o híbrido dois minutos atrás.

—Ou Elijah. — Rebekah falou revirando os olhos e jogando seu cabelo loiro para o lado antes de colocar suas mãos na cintura. —Porque sinceramente eu acho que todos os meus irmãos que estão na cidade estão nessa festa boba.

Anya concordou depois de observar Finn conversando com Sage. Havia os conhecido aquela manhã, em um café exaustivo e tenso. Aonde Klaus havia quebrado uma porta quando saiu vermelho de uma discussão com o que seria realmente o irmão mais velho.

— Qual'é deixe seus irmãos em paz, porque não dançamos todos juntos? —Damon se ofereceu, se afastando da humana para encarar por alto a loira Original que fingiu não se incomodar com o olhar malicioso do outro.

— Fiquem á vontade. — Anya comentou, não sabendo se ambos haviam ouvido, porque já estavam presos um no outro.

Depois de procurar Klaus por um tempo, vendo Elena e Caroline que a ignoraram parecendo esconder alguma coisa, ela se cansou de esperar pelo tio para acertarem as coisas, e procurou a estufa encontrando as portas duplas abertas, e o híbrido parado ali, encarando o irmão com uma intensidade assustadora.

— Ah, aí está você Anastácia, talvez pudesse nos ajudar? —Pediu Elijah educadamente quando ambos se viraram quando a sentiram.

— Do que precisam? —Anya indagou apertando as mãos umas nas outras na altura da barriga ao mesmo tempo que se aproximava.

Ali, o cheiro era de ervas, e flores como tulipas e begônias

Elijah sorriu polidamente, colocando as mãos no bolso da sua calça social quando se virou completamente para a ruiva.

— Há quatro anos atrás, quando houve o acidente com a família Gilbert toda a fundação da ponte Whickery foi destruída para construírem a nova de metal. — Elijah parou de falar lentamente, e encarou o irmão que parecia uma estátua virado para a parede de vidro da estufa.— Mas, sobrou uma placa, a placa original da construção de 1812, eu fui em sua procura, mas parece que houve um roubo á duas noites atrás no museu de Libertor, que como você deve saber é nossa cidade vizinha.

— Quem roubaria uma placa? E sinceramente o que isso tem haver com vocês...— Anya questionou confusa, cruzando os braços no peito, encarando Klaus que parecia paralisado por algum tipo de feitiço.

Elijah se aproximou da garota, fazendo Klaus se movimentar mais rápido do que os olhos verdes de Anastácia capturarem.

—Ela não tem nada haver com isso, irmão, sua bruxa já está á caminho, e já temos o sangue de Kol e Finn que faltava para nos desligarmos. — Klaus disse duramente. — Vamos achar aquela placa, e acabar com nossos inimigos.

Anya não baixou o olhar diante dos olhos escuros de Elijah, o que muitos antes fizeram. O vampiro de terno se voltou para o irmão, que tinha um braço estendido na frente da humana, de modo protetor, e disse mordaz.

— Espero que esteja razão. — Ele ajeitou sua gravata, e depois falou sem pestanejar como o líder. —Mas enquanto isso, vamos nos reagrupar, e ficar juntos, eu vou em busca dos demais, lhe vejo em casa.

Anya acompanhou com o olhar Elijah que saiu da estufa com uma dignidade digna de reis, e depois, deixou seus ombros caírem pela falta de tensão.

— Ele é sempre tão intenso? — Indagou ela sem se conter. —E sinceramente, eu não entendi o que foi isso.

Klaus suspirou fundo, o que foi quase um bufá, e se virou para caminhar até o final da estufa aonde havia uma janela no teto, Anya o seguiu e se perguntou não pela primeira vez como seria tocar em seus cabelos. Era mais loiro na nuca, e os músculos da sua camisa parecia ressaltarem mesmo na camisa preta que ele usava.

— Elijah acha que você sabe quem pode ter roubada a placa no museu. — Klaus informou, levantando a cabeça o máximo que podia para ver a lua minguante no meio das nuvens prateadas.

— Não faço ideia do que essa placa é, ou quem a roubou, e também não faço ideia do que esteja acontecendo. — Anya falou sinceramente, se encostando na beirada da mesa, ela não sabia daquelas coisas especificas, mas mordendo os lábios se decidiu por saber o que estava em seu coração. —Klaus...— Ela o chamou, o fazendo se virar minimamente, seu rosto ainda olhando a lua, mas seu corpo tenso parecendo prever que ela falaria algo importante. Anya suspirou fundo, e molhou a ponta dos lábios antes de dar ordens aos seus pensamentos. — Gosto de você também.

Aquilo não pareceu expressar exatamente o que ela sentia, mas aquilo era quase as mesmas palavras que ele havia usado na festa de gala da mansão Mikaelson, então, era quase uma resposta a uma pergunta que parecia ter sido feita a anos.

Klaus se virou lentamente de início, e Anya teve que abrir seus braços, para colocar a palma das suas mãos abertas na madeira para se segurar quando ele avançou. Como uma tempestade, segurando em seu rosto com cautela, antes de se inclinar e finalmente lhe tocar os lábios.

Se aquela cautela não fosse suficiente para fazer seus sentidos cantarem, o toque dos lábios dele nos dela foi.

Anya perdeu o fôlego com o impacto antes de ser tomada pela sensação e a complexidade de tudo aquilo… O contraste inesperado de lábios que eram tão quentes e macios e, no entanto, pertenciam a um rosto que poderia ter sido esculpido em pedra pela beleza surreal. E seu gosto… uma quente mistura de Whisky e o sabor da própria boca. Era viciante. Incendiário.

O coração de Anya disparou quando sentiu a mão dele, em sua cintura, lhe puxando para mais perto do corpo másculo, ela se deixou ser dominada pela língua que procurava a dela e a convidava para uma dança, que logo se transformou num frenesi de calor que se alastrava por todo o seu corpo.

O homem sabia beijar, aquilo era um fato. Ela pensou por um nano segundo.

Sentia-se toda envolvida por aquele ser sobrenatural que era Niklaus Mikaelson e seus braços, e sua boca. Seus seios que se apertavam contra o peito duro, os quadris rijos contra seu ventre macio, as coxas se enroscando. Era muito mais que qualquer beijo que já experimentara. E era a última coisa de que precisava naquele momento de bagunça em sua família, contudo, era bom demais para terminar.

Anya então angulou a cabeça em instinto, e senti-o aprofundar mais o beijo, a língua escorregando sobre os lábios dela, e lhe tocando algum sentindo nunca despertado, ela ficou nas pontas dos pés, o abraçando pelos ombros, e tocando em seus cabelos com as pontas dos dedos.

A sensação era parecida como estar em uma roda gigante, sobre as estrelas com uma balada aos seus pés, e uma música alta em seus ouvidos, só, que mil vezes melhor.

Então, algo explodiu e Klaus se retesiou e cambaleou se afastando, com a mão no peito, fazendo Anya se desequilibrar com o abandono rápido.

— Klaus? —Anya sussurrou seu nome quando ele caiu com um baque duro no chão, a fazendo soltar um grito. —Klaus!

Ela gritou seu nome, e ficou em cima dele, tocando com sua mão direita o bolso da camisa. O desespero de Anya foi tanto que ela começou a balançá-lo quando ele suspirou de modo dolorido como se estivesse perdendo o ar, então, suas pálpebras balançaram, e sua pele estava começando a ficar pálida.

Anya sentiu seu coração parar e o medo lhe dominar, talvez não sabendo o que estava fazendo, foi tarde demais quando sentiu sua mão pegajosa pela força que fizeram contra o bolso da camisa do híbrido que não estava vazia.

Foi como se sua mão fosse um ímã contra a poça de sangue que estava crescendo á partir do que parecia ser um cilindro de sangue dentro do bolso de Klaus. Sua pele até o pulso ficou alaranjada, não como um sintoma de algo, mas como se houvesse uma luz embaixo do peito de Klaus que voltara a respirar.

Anya sentiu seu cabelo balançar em um vento fantasmagórico, tão gelado que fez seu sangue esfriar. Ela viu as luzes da estufa piscaram, e sentiu um gosto metálico preencher sua boca, assim como a sensação de pura adrenalina fazer seu coração bombear.

Klaus voltou a respirar, como se estivesse sendo sufocado, e sentou-se tão rápido que a ruiva caiu de bunda para trás, olhando confusa e temerosa a própria mão.

— O que foi isso? — Sua voz era um sussurro em meio ao barulho da respiração do híbrido que a encarou espantado.

Klaus olhou para a camisa manchada de sangue. E logo de volta para ela.

— Você quebrou o feitiço de ligação que unia a mim, e meus irmãos.

Anya não soube o que responder, ou mesmo o que pensar. Como fizera aquilo? Se perguntou mentalmente como um mantra que repetia em sua cabeça.

Ela estava tão desnorteada que apenas sentiu por alto Klaus a segurar pelos ombros e a levantar, depois, um toque firme em sua cintura, e seus pés perderem a firmeza do solo.

O híbrido tinha algo mais com que se preocupar, como por exemplo o irmão no meio do jardim da mansão Salvatore, caído morto em meio as chamas.

— Finn! Não! — Sage, a vampira que esperou 900 anos pelo Mikaelson mais velho gritava enquanto um outro vampiro a segurava.

Anya se viu colocada ao redor do que parecia uma fogueira, a festa havia se dissipado, e apenas havia a sujeira e o fedor de um corpo sendo queimado.

— O que houve? — Klaus perguntou sem muitos sentimentos para a irmã que encarava a pira de Finn com olhos lagrimejantes.

— Um caos, foi o que houve, eu sentir que também estava morrendo — Rebekah engoliu em seco, e colocou a mão no coração, como se por alguns estantes estivesse se lembrando da dor. — Quando alguém estaqueou Finn...

— Assim como eu. — Comentou Elijah paralisado, seus olhos maiores do que alguma vez alguém o vira.

Klaus apertou as mãos em punho, e olhou por sobre os ombros para encarar Anya que estava tão branca quanto papel. Sua teoria sobre a humana começara a ser criada. E como o destino havia o colocado, assim como toda sua família em um penhasco na beira da morte se não fosse por sua inteligência de ter um cilindro com o sangue de todos os irmãos em seu bolço. E Anastácia Saltzman ao seu lado.

Notas finais
Ai ai ai... Quem aí ficou surpreso? Anya realmente absorveu a magia que ligava todos os Mikaelson, como na série todas as descendência tem seus mistérios, lembram que eu joguei o verde de Quem era o Pai da Anastácia? Cabem a vocês captarem o que realmente ela é. Beijinhos e até o próximo!