Hurricane.

11 The Monster That Comes Up!


Notas iniciais
Oi meus amores, feliz páscoa! Estou aqui com alguns avisos, e vou começar a dá-los. Aviso 1: A fic está no fim, pelo menos essa fase da história, o que seria a 3 Temporada de TVD, eu espero pelo menos chegar no capítulo 18 dessa fanfic, espero que vocês lembrem de Favoritar, e Recomendar enquanto essa faze não acaba ;D Aviso 2: Vou fazer uma One-Short da Anya e do Damon, nada haver com o futuro dessa fanfic, mas, como seria se alguns fatos mudasse "nessa'' história. Seria como um outro final, para quem quiser uma prévia do que será a fanfic do Damon e Anya, me mande no review permissão para mandar uma MP quando eu terminar um pouco o TUMBLR. Aviso 3: As coisas Klanya estão bem lindinhas agora, mas, tudo tem seu fim, ou pausa no arco-íris como ambos sabemos. Espero que me perdoem se não houver Hentai nessa fanfic, mesmo que eu esteja ciente que todos querem, e eu mesma *-*. Mas tudo tem seu tempo. Enfim, boa leitura!

O cheiro de cloro, e de doença parecia sempre esta presente em qualquer hospital. Mesmo os aparelhos a minha frente não pareciam saudáveis. Olhando para meu tio deitado em uma maca na sala de ressonância, pelo vidro a prova de balas, suspirei fundo cruzando meus braços.

— O que está procurando? – Ouvi a voz de Elena perguntar a doutora.

Me virei lentamente, não deixando de presta atenção em Rick.

— Um tumor, anomalias vasculares. – Meredith Fell tinha uma capacidade incrível de ser indiferente ao que se tratava de trabalho. – Qualquer coisa física, que possa explicar o que está acontecendo. Porque se for caso médico, talvez eu possa tratar.

— Precisamos de uma bruxa, é isso que precisamos. – Deixei claro, pegando novamente meu celular para tenta ligar para Bonnie, a ligação rodou, mas depois caiu, o celular dela estava desligado.

— Esta tudo bem, Anya...

— Não, não está Elena. – Eu estava tão cansada mentalmente, por pensar em como ajudar tio Rick, que devia esta sendo uma vaca completa. – Meredith... — Suspirei me recompondo. — Quando suspeitou que meu tio, poderia esta matando pessoas?

Voltei ao meu celular, mandando uma mensagem para Bonnie enquanto ouvia a resposta da doutora.

— Depois que ele me contou sobre o anel, eu me lembrei de uma historia que minha avó me contava sobre Samantha Gilbert, e o diário secreto, nos os Fell, somos fofoqueiros famosos.

— Mas porque o protegeu? – Elena perguntou vidrada na historia, deixei meu celular volta para o bolso da minha calça jeans, e olhei para a doutora que possuía certa emoção ao explicar mais seu lado da trama.

— Porque eu sou médica, não gosto de pensar em pessoas se machucando por algo incontrolável, e por que... – Ela engoliu em seco, ficando um pouco envergonhada. – Quando o conheci eu sentir... Eu não sei, eu só queria ajuda-lo.

Longos trinta minutos depois eu estava sentada na sala de espera , olhando para o chão, enquanto Rick se trocava no quarto, vir uma bota de combate preta, e subir meus olhos até ver Damon Salvatore se aproximando pelo corredor como se fosse o dono do mundo. Sentir Elena se retesiar, e afastar o olhar do vampiro.

— Bom dia pra vocês também. – Ele zombou assim que ficou perto o suficiente para derramar um pouquinho do seu sarcasmo em nós, ou só em Elena que fingia que não o conhecia.

— Soube que andou levando seu irmão para se alimentar nos arredores do Grill... – Comecei como quem não quer nada.

— Anya! – Exclamou Elena não acreditando na minha ousadia de contar sobre o que ela havia me falado.

— O que foi? Qualquer drama que me tire desse, é bem vindo. – Disse deixando claro, levantado minhas mãos em rendição, e cruzando minhas pernas, ignorando o olhar sério da castanha.

— Esqueça isso... – Damon revirou os olhos, e seu cabelo estava meio molhado ainda, ele exalava uma beleza tão exótica que vir uma enfermeira que passava girar o pescoço, ainda enquanto andava. – Não devia estar se arrumando para a apresentação?

Damon era bem pirracento também, claro que quando Elena fingisse que ele não existisse, ele também fingiria, o que não achei que faria, era me usar para aquilo.

— É meio estranho você se lembrar disso, quando não se lembra que eu pedi um vestido de época para a ocasião, do arsenal Salvatore. – Segurei uma mexa do meu cabelo a enrolando no dedo, fingindo não sentir o clima pesar, e pesar, a cada segundo.

Os dois, depois que tinham se beijado pela primeira vez, estavam em um jogo de quem demostra menos sentimentos, era horrível estar no meio.

— Fique a vontade, apenas Stefan estar em casa agora... – Damon colocou suas mãos dentro dos bolsos da jaqueta, olhando o quarto aonde Rick estava. – Claro que não precisa ir se tiver medo que ele a morda. – O vampiro se virou para me encarar mexendo freneticamente a sobrancelha em deboche.

Revirei os olhos e fiquei em pé, girando meus calcanhares para olhar Elena que tinha uma expressão casual no rosto.

— Meredith não vai achar nada nesse check-up, pode apostar. – Deixei claro minha opinião sobre aquele desperdiço de tempo. – Agora pode dizer ao meu tio para me encontrar na ponte Wickery?

Elena balançou a cabeça positivamente, dando uma olhada rápida em Damon, parecendo temer ficar sozinha com ele.

Damon levantou a mão, e balançou os dedos no ar em um tchau mudo. Novamente revirei os olhos, e seguir para fora.

XxxX

A mansão Salvatore não era exatamente estranha para mim, os tapetes caros, meio puídos pelo tempo, a poeira latente que vibrava em loops nos raios de sol, a mobila gótica clássica, e o quarto de roupas.

Eram roupas embrulhadas em sacolas transparente, em cabides de amostra, ou em caixas, felizmente eu sabia o que procurava, e o achei sem tanto cheiro de naftalina, a apresentação seria dali á duas horas, e em trinta minutos eu esperava que o vestido fosse lavado a seco.

Segurei o vestido em meu braço, o dobrando minimamente, e ouvir atentamente o barulho da casa, se Stefan estava ali, não parecia.

Matando dois coelhos com uma cajadada só, achei livros de registro na biblioteca, eu apenas peguei pelas datas 1912. Gravando em minha memoria as vendas feitas no portfólio de madeira, só foram três lugares ainda que estavam de pé.

Sair da biblioteca, e estava prestes a sair da casa, quando ouvir um tilintar de vidro, olhei por sobre o ombro, ao mesmo tempo que o vampiro loiro também fazia. Ele estava prestes a colocar uma bolsa de sangue no copo, sentir meu estomago embrulhar, e desviei o olhar do copo, para ele.

— Oi Stefan, achei que tivesse me ouvindo entrar. – Comentei um pouco nervosa

— Eu cheguei agora. – Stefan tinha um olhar sombrio no rosto, como um cara saindo da reabilitação.

Apertei o vestido em meu peito, querendo me encolher como o pano se encolheu.

— Damon me deixou pegar um vestido para a apresentação que vou participar... – Balbuciei, mordendo os lábios, levantando a cabeça, o vendo me encarar como um gato, encarando um ratinho acuado. – Você deveria ir, é na ponte Wickery.

Ele assentiu, mas ficou em silêncio, até que eu arranhei minha garganta, e dei um passo para trás, desistindo de tentar conversar com ele.

— Sinto muito pelo Rick... – Ele comentou de supetão, piscando rapidamente como se parasse de imaginar o gosto de meu sangue em sua boca. – Sei que vão encontrar uma saída.

Dei de ombros, incomodada com o assunto.

— Eu também espero, até logo. – Girei meus calcanhares, voltando para o corredor, e logo para a saída.

— Soube de você e de Klaus! – Stefan exclamou atrás de mim, meu coração saltou com a raiva em sua voz, vampiros com fome, iguais a vampiros bipolares. – Deveria ficar longe dele.

Me virei um pouquinho, apenas para ver seus olhos semicerrados em minha direção.

— Como Elena de Damon, e estranhamente de você? – Rebati secamente, o que foi bom, porque o peguei desprevenido, o deixando paralisado para eu poder sair dai.

Dentro do meu carro, girei a chave na ignição vendo minhas mãos tremulas, remexi meus ombros, balançando freneticamente minha cabeça para tirar aquela sensação perigosa que estava sobre meus ombros, como uma manta de pregos.

XxxX

— Esta nervosa? – Indagou tio Rick, parecendo um pouco mais normal quando me viu morder os lábios com força, e puxar meus dedos para deixar as juntas mais leves.

— Um pouquinho. – Deixei claro, encolhendo meus ombros de maneira tímida, eu podia sentir meus batimentos em meus tímpanos.

Olhei ao redor vendo todas aquelas pessoas, o palco pequeno no meio da ponte, enquanto a prefeita conversava com alguns fotógrafos.

— Aposto que você vai quebrar alguns copos, mas... – Damon segurou em meus dedos, e me puxou pela mão direita, com força e agilidade, me girando como em uma dança, que me fez rir sem me controlar, foi algo baixo, mas suave que deixou claro que eu estava ansiosa, eu nunca daria trela para o vampiro moreno em um dia normal. – Está incrível. – Me afastei dele, e de seu elogio, arrumando a barra do vestido de renda veneziana amarelada, era tão bonito quanto clássico. – Sabia que esse vestido foi de uma verdadeira Salvatore?! – Comentou o vampiro olhando casualmente para os lados.

Cruzei os braços, lhe dando um olhar esperto.

— Pelos menos os seus outros familiares tinham estilo. – Disse fazendo um bico revirando os olhos.

Meredith acabou rindo, e notei como a mão dela e de Rick estavam perto demais, como se eles fossem entrelaçar seus dedos a qualquer momento.

— Crianças, não comecem. – Pediu o bom professor de modo zombeteiro, colocando seu braço ao redor dos meus ombros.

Pela nossa brincadeira, seu rosto havia se tornado menos sério, fazendo eu e Damon Salvatore nos encarar, como se dividíssemos a vitória de um plano bem sucedido.

Estávamos andando em todo o caminho até o centro aonde as mesas estavam disposta, vir meu professor fazer um aceno com a cabeça para eu me aproximar, e fiz outro que eu havia entendido.

Meu tio com Meredith havia encontrado um lugar, mas, Damon estava de pé entre as cadeiras dobráveis, olhando para as pessoas que ainda chegavam.

— O que esses Originais estão fazendo aqui? – Perguntou tão baixinho que se eu não estivesse bem a sua frente não ouviria.

Os irmãos, Klaus, Rebekah e Elijah cumprimentavam a prefeita, de maneira bem formal.

Klaus estava usando uma camisa branca, um tom mais claro do que meu vestido, jeans escuro e coturno, parecia um cara que não havia saído da época New Age. Já Elijah estava com seu terno inseparável. Rebekah tão bonita quanto perigosa. Desviei o olhar quando peguei um lance do híbrido que devia ter sentido meu olhar, e o de Damon sobre eles. Segurei no braço do vampiro moreno a minha frente, e sorrir forçadamente.

— Eu preciso ir, vai cuidar do Rick, não é?

Damon tinha a mandíbula apertada, mas suspirou fundo e me deu um leve menear de cabeça aceitando.

Parei de apertar as palmas das minhas mãos no vestido, e me encaminhei até meus companheiros de classe.

Enquanto ouvia a prefeita discursar eu sentia os olhares deles, da família Original sobre mim, talvez não Rebekah, porque ai eu estaria querendo demais, mas dos outros, e me peguei imaginando como seria encará-los. Eu precisava falar com Elijah em particular, e... Tocar meu violino na frente daquelas pessoas.

Fiquei feliz de usar meia calça quando o vento da manhã espantou o toque quente do sol. O raio da minha palma me distraiu até que ouvir a prefeita anunciar nossa performance escolar.

Ignorei tudo ao meu redor, era como respirar quando toquei no instrumento de madeira, levando a base a minha bochecha, e o arco nos meus dedos. Sentindo o mundo ao meu redor diminuir até se transformar em uma obra de arte de Chopin eu me desfiz.

Fazia tanto tempo que eu não tocava, ou meramente cantava, em público, que havia me esquecido da sensação.

Era como pular de uma grande altura, mas depois de segundos, apreciar e rezar para que a queda demorasse. A música era como um pedaço do corpo que eu havia esquecido de recoloca-lo pela manhã.

Quando terminamos, os aplausos eram o chão que me trazia de volta a terra. Sorrir para meus colegas, Biel no piano, Leona na Harpa, Igor no violoncelo.

XxxX

— Você foi fantástica! – Tio Rick declarou me acolhendo em seus braços. Sorrir sem mostrar os dentes, e olhei envergonhada para Meredith que sorria um pouco pasma demais. – Faz tempo que eu não a ouvia tocar.

— Hun... – Mordi os lábios, e olhei ao redor, aceitando os elogios de quem se aproximava até poder fazer uma pergunta decente. – Cadê o Damon?

— Ele encontrou uma amiga antiga, foi tudo que disse. – Confessou Meredith também olhando ao redor. – Eu e Rick vamos indo.

— Para a casa? Eu também vou... – Declarei pegando minha bolsa de mão que a doutora estendia para mim.

— Não vai não. – Disse teimoso Alaric, puxando Meredith para se afastar de mim. – Ouvir seus amigos falando de uma comemoração, precisa se divertir.

— Ei, espere!

Antes que eu pudesse continuar, a prefeita chegou me separando do meu tio que fazia um aceno de adeus. Eu queria ficar com ele, mas ele achava que eu tinha cabeça para me divertir. E Damon havia sumido, achado uma amiga... Ouvindo a ladainha das mulheres da sociedade, que garantia que eu deveria participar do Miss Mystic Falls, vir Elijah afastando, olhando claramente para mim.

— Prefeita Lockwood, pode me dar licença, por favor? – Me despedir das mulheres com uma sutileza que eu não sabia aonde tinha aprendido.

— Claro meu bem, nos vemos mais tarde... Ruth como eu ia dizendo. – A prefeita já conversava sobre outro assunto que entreteria todas aquelas mulheres.

Segurei como uma garotinha a bolsa de mão, na frente do meu corpo, e lancei meu cabelo para trás, estava em cachos suaves, me deixando quase como alguém de outra vida, outra garota que não tinha o mundo nas costas, alguém leve e suave.

— Devo dizer que foi uma performance que agradaria Chopin. – Comentou Elijah com sua voz rouca, e polida, suas mãos estavam dentro dos bolsos da calça, mas logo ele as colocou atrás das costas, me fazendo quase uma reverencia encurvada.

— Porque favor não me diga que conheceu Chopin! – Exclamei horrorizada com a possibilidade, sentir até meus olhos ficarem maiores. Elijah olhou para cima, e crispou os lábios, dando de ombros, acabei rindo desacreditada. – Você mal parece ter vinte sete anos, não quero nem pensar em quantos anos tem.

— Bem... – Ele se virou, ficando de lado, me oferecendo seu braço. – São muitos. – Contou como um segredo, em uma voz convicta com uma superioridade que me fez rir. – Vamos caminhar um pouco?

Assentir aceitando a proposta, e seu braço que segurei.

— Pode ser até o meu carro? Eu realmente preciso ir para a casa ficar com meu tio. – Comentei um pouco sufocada, tirando uma mexa que tocou meus lábios, e grudou um pouco no batom, olhei ao redor tentando encontrar Klaus, mas não o vir.

— Ele está tentando encontrar informação sobre nosso irmão Finn, com a antiga namorada que apareceu hoje na cidade. – Contou Elijah me levando a passos de passeio pela ponte, e logo até o estacionamento improvisado á frente. – Creio que logo lhe dirá o quanto ficou impressionado com sua apresentação.

Elijah tinha uma voz completamente fria ao comentar aquilo, como se falasse uma coisa desagradável. Fiquei em silencio sobre aquilo.

— Ah, eu conseguir a informação que você queria... – Me aproximei do meu carro, e parei antes de entrar na porta, tirando um pedacinho de papel, da minha bolsa de mão, aonde tinha marcado minha descoberta. – Só encontrei três vendas por desmatamento na época de 1912 no comércio que os Salvatore lideravam.

Elijah levantou uma sobrancelha, aceitando o papel dobrado, como se aceitasse uma bomba, eu não sabia qual a informação verdadeira ele encontraria por trás daquela, mas mantive minha curiosidade latente enterrada.

— Agradeço a ajuda Anastácia. – Ele falou erguendo os olhos em minha direção. – Se eu puder fazer algo por você.

— Eu não preciso exatamente de alguma coisa... – Cruzei os braços, me encostando-se na porta de ferro gelado do Fusca, e encarei o chão de cimento aos meus. – Apenas um jeito de ajudar meu tio

— Que bom que eu tenho um jeito. — A voz era de Klaus, me assustando minimamente, mas não seu irmão, que se virou para dar espaço para o loiro aparecer.

Sorrir sem mostrar os dentes, parecendo um pouco encurralada entre os dois.

— Vou deixar vocês às sóis. – Disse o vampiro de terno, se aproximando de mim, fazendo minha coluna se retesiar e meus braços se descruzarem, minha postura ficou na defensiva, todavia, e para minha total surpresa, o Original me deu um leve beijo na bochecha direita, como se fossemos amigos que haviam acabado de se despedir. – Anastácia.

— Elijah. – Disse automaticamente, o vendo ir embora.

Klaus o seguiu com o olhar sombrio, como se também tentasse entender o que o irmão estava fazendo. Claro que minha analise era apenas 10% do que o hibrido deixava transparecer, os 90% por cento era indecifrável.

— Não sabia que viria hoje. – Disse casualmente, puxando novamente aqueles olhos claros, e mortais, para mim.

— Decidimos de última hora. – Comentou secamente. Fiquei tensa, e ele abaixou a cabeça, suspirando fundo, como se tirasse um pouco de peso do corpo, e felizmente do seu tom e personalidade. – Você foi ótima, não sabia que tocava.

Sorrir saindo um pouco do carro, todavia o movimento foi o suficiente para o vento novamente prender outra mexa nos meus lábios. Klaus foi mais rápido que meus dedos, ele se aproximou, sua mão erguida tirando as mexas do meu cabelo do meu rosto, para coloca-las atrás da minha orelha, eu precisei olhar para cima para encará-lo.

Sua proximidade era um doce tormento. Como tentar tocar uma sensação de conforto quanto se estar paralisada, ou coçar um lugar inalcançável.

— Sei um jeito de ajudar seu tio. – Contou engolindo em seco, parecendo estranhamente sentir algo parecido com o que eu sentia, claro que só deu para imaginar pela forma como ele se afastou de mim, mas estava em seus olhos quentes e convidativos.

— Obrigada. — Conseguir sussurar meio desconcertada.

XxxX

— Você acredita nele? – Alaric meio que gritou quando eu contei o plano, ele andava de um lado para o outro parecendo um pouco transtornado quando eu citei o nome de Klaus em voz alta.

— A questão é que não temos opção. – Apertei meus braços em cima da mesa da cozinha dos Gilbert onde estávamos. – Eu liguei para Caroline, e ela falou com Bonnie, ela disse que Abby concorda que é um feitiço simples, bruxas que se envolvem com magia negra tem os mesmos sintomas, algumas ervas, e um objeto antigo que você usava antes pelo menos de vim para Mystic Falls, é tudo que precisamos.

Alaric balançou a cabeça negativamente, e vir Elena me dando um olhar de aviso.

— Porque Klaus me ajudaria? – Raciocinou o professor consigo mesmo. Olhei para minhas mãos, e até Meredith que estava fazendo um café parou de se mover, a tensão parecia crepitar como pura eletricidade por longos minutos. – Ah é, ele está obcecado por minha sobrinha. – Disse Rick friamente parecendo roubar os pensamentos de alguém presente.

— Isso importa?! Só queremos te ajudar! – Exclamei ficando irritada. – Dar pra fingir que não foi Klaus que deu a resposta para nossos problemas? E aceitar que temos uma chance de salvar você? – Lancei minhas mãos para cima exasperada. – Estou cansada de mortes. – Terminei deixando meus ombros caírem, como se sentisse finalmente o peso do que estava acontecendo.

Alaric também notou o abatimento sobre mim, e sobre Elena, e acabou cedendo com um único aceno.

— Tem minha aliança de casamento, estar no looft.

Assentir umas três vezes, e me preparei para ficar em pé, até minhas pernas pareciam cansadas.

— Eu vou buscar, com Meredith. – Elena disse disposta, me fazendo sentir certo nível de pânico por dentro. – Aonde esta?

A castanha ignorou meu olhar confuso, e se incumbiu de fazer aquela parte do plano, enquanto esperávamos Bonnie voltar à cidade.

Acabei deitando no sofá quando as duas se foram, vestindo roupas que havia pegado no quarto de Elena, minhas mesmo, pelas vezes que eu e Rick ficávamos ali, principalmente quando Jeremy estava.

Eu e Rick ficamos em silencio, assistindo a canais idiotas até que ele acabou dormindo pelos tranquilizantes que Meredith estava lhe dando. Peguei meu celular enquanto a água do café esquentava, mandando uma mensagem de agradecimento para Caroline, e outra para Damon para ele aparecer, às vezes achava que ele se esquecia da prioridade. Podia parecer estranho... Como tudo é claro, mas ter Damon ali, melhor amigo de Rick, era tranquilizador.

Olhei pela janela, vendo as estrelas apareceram no céu azul marinho, e decidir acabar com o estado de silencio.

— Tio, tá acordado?! – Eu soava realmente uma criança que fugia do assunto, mas não dava mais.

Vir Alaric se remexendo na cadeira, e coçar o cabelo, ritual de sempre quando ele acordava dos seus cochilos.

— Sim, tá fazendo... – Ele bochechou, e se levantou com as mãos nas costas. – Está fazendo café?

Fiz um aceno positivo, esperando ele se aproximar, coloquei meu celular no bolso de trás da calça.

— Sei que não conversamos muito ultimamente... – Comecei, ignorando seus olhos, para pegar um pano de prato no meio da bancada, e dobrá-lo. – Mas eu ainda sou a mesma.

Alaric ficou sério novamente, e em silencio, ao fundo eu podia ouvir o barulho da água na maquina começando a borbulhar.

— Não, não é. – Ele falou indiferente, me fazendo erguer os olhos confusa. – Está quase apaixonada por um vampiro, e eu não a culpa, culpo a mim por ser amigo de um, e admitir que ainda more comigo.

Uma pontada de surpresa dolorida tocou meu amago.

— O que quer dizer? – Perguntei em um sussurro, olhando para o rosto suave do meu tio, havia algo errado em suas bochechas, uma dureza que tocava seus olhos também.

— Que eu não deveria ter trazido você para esse mundo que você se acostumou tanto... E, estranhamente gosta, ou pensa que eu não vejo como se encaixa normalmente em cada aspecto monstruoso dessa cidade? Dando sangue de vampiro para Meredith usar em seus pacientes. Já pensou em algum momento que foi Klaus que matou Jenna, a dona dessa casa? – Rick me jogou aquelas palavras como quem joga espinhos, e seu rosto mudava a cada segundo, a ponto de eu sentir uma pontada de medo tocar meu estomago. – Anda Anya, sei que pensou que ele é um monstro que deveria ser abatido!

Sentir a pia me barrando, notando pela primeira vez que eu dava um passo para trás, a cada palavra dele, e que Rick se aproximava, e, em suas mãos havia uma faca afiada.

Não sei como eu agir tão rápido, mas minha perna direita já estava se erguendo em um chute quando ele se aproximou, não era meu tio, era outra pessoa, incorporando algo ruim.

— Fique longe de mim! – Gritei passando pelo outro lado da bancada, enquanto ele se recuperava do chute no estomago, podia o sentir correndo atrás de mim pela sala, enquanto um abajur caia no chão.

Tentei subir as escadas, porque foi a primeira coisa que eu pensei, mas sentir a mão dele no meu calcanhar me puxando, me virei ficando de barriga para cima, apoiando meu peso com as palmas das mãos para dar um chute na faca que cortou minha cocha, sentir a dor latente subir até meu cérebro, me fazendo gritar. Com outro chute acertei o nariz de Rick, o fazendo finalmente me soltar.

Engatinhei o máximo que eu podia até o segundo andar, e corri em direção ao banheiro, fechei a porta atrás de mim sentindo minha perna latejar de dor, e ouvir um baque alto, como um ombro batendo na porta a forçando.

Entrei pela porta do quarto de Elena, já que o banheiro era adjacente, e abrir o closet rapidamente, não entrando ali é claro, porque seria o primeiro lugar que alguém procuraria. Tentei forçar minha respiração a se tornar um mero respirar, mesmo sentindo a dor da perna levando ondas de pânico por todo meu corpo.

Ouvir a porta do banheiro sendo quebrada, e fiquei bem parada quando Alaric entrou no quarto, como imaginei, ele foi direto para o closet, o que me deu tempo o suficiente de dar a volta atrás da porta, e voltar para o corredor, e perto da escada.

Lembrei do celular do bolso na minha calça e o tirei tentando encontrar o contado de Damon, pulando de dois em dois degraus na escada, conseguir ligar, estava prestes a colocar o celular no meu ouvido, quando sentir uma mão puxando meu cabelo com força, fazendo eu dar um grito de desespero.

— Você é bem esperta em...

Alaric não continuou, porque eu virei meu punho em direção ao seu esôfago, o fazendo perder o ar.

Cheguei ao primeiro andar, e abrir a porta prestes a correr pela saída, mas ele me puxou novamente, e eu não sabia da onde vinha aquela rapidez e força dele. Lhe dei outro soco, fazendo o celular voar para a mesinha do telefone, e desviei de um lance de inox que vinha da sua mão, de alguma forma ele havia recuperado a faca.

— Você precisa acordar tio Rick, esse não é você! – Gritei com a voz sufocada.

— Está enganada. – Disse ele sem perder o folego.

Ele investiu, e eu me afastei, usando métodos de luta que usaria apenas no perigo, ele era um bom lutador, me acertou com o punho, e eu o acertei com minha mão fechada, sentindo um estalar dolorido quando seu nariz deu um crack agourento, junto ao meu dedão.

Ele riu, e eu gritei quando sentir a faca entrando na minha barriga.

— Amantes de vampiros... – Ele girou a faca, e a dor era tanta que eu não sabia como voltar a respirar. – São piores do que vampiros.

Meus joelhos cederam, e tudo ficou lento quando ele se afastou, e alguém o empurrou como um flash em direção à parede, o fazendo desmaiar.

Cair com a cabeça virada em direção à porta vendo botinas familiares no meio daquela sombra que tentava preencher minha visão, a dor era demais, como ser queimada viva.

— Me convide para entrar! Agora! – Alguém familiar ordenou do lado de fora, batendo com força em uma parede invisível.

— Anastácia, olhe para mim... Precisa ficar acordada. – Outra pessoa falou, e eu realmente queria entender o que estava acontecendo, mas acabei tossindo, uma tossida dolorida que me fez sufocar em meu próprio sangue.

— Elijah, der logo seu sangue para ela!

Abrir os olhos com esforço, sentindo um espasmo nos ombros quando o vampiro de terno tentava me sentar minimamente.

— Eu preciso tirar a faca primeiro.

Afastei os olhos de Elijah, que me analisava de modo clínico, para me lembrar de quem estava na porta, os olhos azuis de Klaus, intensos, em seu rosto animalesco não me deu tanto medo quanto eu achei que daria, era como se eu gostasse do estranho dentro dele.

Eu deveria estar delirando, porque ouvir um grito que doeu meus tímpanos quando a dor se multiplicou, fechei os olhos, agradecida pela escuridão, mas antes de deixá-la me levar, sentir algo duro sendo colocada na minha boca, como um pulso, imaginei, e uma ferida aberta de um vampiro Original.

Panorama.

Elijah não se lembrava da última vez que viu seu irmão tão agitado daquela forma, foi preciso mais que pulso firme para evitar que ele matasse Alaric Saltzman. Se Stefan não tivesse chegado com Elena segundos depois, e a garota não estivesse incapacitada de sair, o Original tinha certeza que o irmão teria colocado fogo na casa.

Claro que aquilo não impediu-lhe de garantir que a Anastácia estive em seus braços, passando pela porta da casa mais segura da cidade.

— Não acho que seja uma boa ideia, Niklaus. – Elijah acabou dizendo, assim que seu o híbrido subiu o primeiro degrau para o andar de cima. – Um quarto no primeiro andar, apenas por hoje seria melhor.

Klaus parou no terceiro degrau, levando a ruiva nos braços como se não passasse de uma almofada.

— Melhor? Para quem? – Era fácil perceber o tom sarcasticamente assassino na voz de Niklaus. – Para sua honradez? – Klaus deu um sorriso sarcástico, e se virou lentamente, enquanto a garota se encolhia como uma boneca mais á seu colo. – Ou para a minha perversão? Por quem me tomas, irmão?

Elijah ficou tenso, e mudou sua expressão para algo mais sério, e menos preocupada.

— Tire pelo menos esse sangue, para que ela não se assuste ao acordar... – Ele fez um sinal de queixo em direção a blusa da ruiva.

Klaus bufou irritadamente, mas se virou para voltar a andar sem responder.

O híbrido subiu pelas escadas, ouvindo seu irmão sair novamente, sabia que algo estava acontecendo com Rebekah que havia ido investigar por si mesmo o paradeiro da árvore de carvalho branco, que seus irmãos cuidassem daquilo naquele momento.

Ele ouviu o coração de Anya, dolorido demais, e rápido demais, soube que o sangue do irmão ainda fazia a cura interna dos ferimentos da garota. Ela fedia a sangue, dela e de Elijah, e sinceramente ele queria deixar claro para si mesmo que não se importava com o segundo odor, todavia, não era um bom mentiroso em sua sua própria mente.

— Não se preocupe amor, está segura agora. — Cochichou apenas para si mesmo, empurrando com o pé a porta do seu quarto.

Notas finais
Espero que tenham lido os avisos! Roupa da Anya.... https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/3b/b4/da/3bb4dab62a7da878368e257f0a1b85b9.jpg Música que ela toca: https://www.youtube.com/watch?v=DsRup1iD_ME