Hurricane.

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Notas iniciais
Quero agradecer a todos pelo carinho dos comentários, e pelo apoio, gente, espero que gostem de caps grandes, porque agora que eu estou "pincelando" os capitulos já feitos, não consigo fazer menos de 2.OOO mil palavras. Boa leitura.

— Oh Matt, eu sinto muito mesmo. — Minha voz possuía uma camada de angústia, e outra de empatia.

O garoto loiro se virou no sofá dele, aquele que era uma bagunça total de roupas, e caixas de lanches já passados da hora de serem jogados fora.

— Não foi sua culpa...— Matt gemeu se virando, até que com muito esforço ficou sentado, suspirando fundo quando colocou o braço em uma tipoia de malha, que estava ao redor do pescoço. Joguei uma almofada no chão e me sentei ao seu lado, colocando seu travesseiro nas suas costas. — Eu que fui um idiota de ter aceitado o convite da Rebekah.

Ele deu um gemido de dor, que me fez levantar as mãos como se fosse apara-lo.

— Porque o irmão mais novo dos Mikaelson lhe quebrou o punho? — Eu realmente demorei muito para fazer aquela pergunta, por causa disso ela saiu meio rápida demais, como se eu fosse uma garota intrometida.

— O nome dele é Kol. — Matt me passou a informação, levantando a cabeça para encarar o teto por um segundo, depois fechou os olhos, e suspirou fundo. — E porque ele fez o que fez? Ora Anya, ele é um vampiro, um bem maluco pelo menos, se não fosse Damon, acho que ele quebraria algo mais em mim.

— Damon? — Franzi a sobrancelha em confusão.

Matt me contou rapidamente, entre suspiros de dor como Damon evitou que Kol Mikaelson lhe ferisse um pouco mais, e como Damon estava um pouco chateado com Elena por algo que houve entre os dois. As noticias eram assim naquele grupo, nos passávamos um para o outro, no caso, Matt soube do que houve por Elena mesmo. Eles andavam meio grudados ultimamente.

— E Alaric? Já voltou? — Perguntou sem abrir os olhos, mudando de assunto.

— Sim, hoje de manhã... A doutora passou por lá, bem intensa ela é. — Comentei me levantando para começar a tirar um pouco daquele tanto de lixo que estava jogado pela sala. — Foi levar o laudo do raio-X do Rick, todos foram bem inconclusivos... — Joguei uma camisa suja para o corredor, aonde faria uma montanha de roupa para levar para a área de serviço depois. — Como o ferimento dele já estava praticamente curado, era impossível saber informações sobre quem o esfaqueou, baixo, alto, destro ou canhoto, sem pista.

Suspirei fundo, começando a tirar as tranqueiras ao redor da TV e do X-Box. Um garoto morando sozinho era receita para desordem.

— E a tomografia que ele fez? Explica porque ele não se lembra quem o atacou? — Matt indagou prestando atenção nas informações.

— Todos os exames deram normal, e como Rick toma verbena, ninguém sabe porque ele não se lembra do que aconteceu.

— Anya, dar pra parar de ficar limpando minha casa! — Matt exclamou fingindo-se de bravo, mas em seu tom havia uma voz engraçada que me fez virar o rosto para o encarar com um sorriso culpada. — Obrigado por ter passado para me ver.

Dei de ombros, como se não fosse nada demais, e me sentei ao seu lado, colocando minha cabeça em seu ombro esquerdo, longe do braço quebrado. Ás vezes me perguntava porque eu não conseguia pensar em Matt como alguém para se beijar, tipo, para ser meu namorado. Com ele seria tão fácil, como respirar.

Me lembrei de Rick aquela manhã quando ele soube que eu havia ido para o baile, e que Klaus havia me convidado, seu rosto se tornou uma sombra inexpressiva, foi quase assustador. Fiquei feliz de Meredith ter aparecido para ele mudar seu humor, sair de fininho sem me preocupar em contar mais nada. A vida era minha, eu havia dito, e tinha consciência de como hipócrita ele era por ter medo que eu me aproximasse de Klaus, quando ele era melhor amigo de Damon que havia-o matado, não uma vez, mas pelo menos três.

Depois de deixar Matt com muitos resmungos, e uma casa mais ou menos organizada e limpa, eu resolvi passar na casa de Mia Fell, querendo ou não ela era tão doidinha e legal que eu sempre aceitava seus convites para uma confraternização. Ela era prima de terceiro grau de Meredith, e por isso não morava na mansão Fell, mas em uma área mais urbana, com um jardim apenas atrás, o suficiente é claro para ela chamar alguns colegas para poderem dar uma festinha quando seus pais não estavam, o que era quase sempre.

Eu geralmente tentava muito fazer amizades normais. Talvez se eu me misturasse um pouco, passaria por uma garota normal também, pensava no meu interior.

Como Matt não havia aceitado umas gotas de sangue de Tyler para se curar, a notícia que ele tinha quebrado o braço era um chamariz para puxar conversas.

— Que pena, bem no final do campeonato. — Comentou uma garota loirinha de olhos amendoados com uma falsa angustia que me dava arrepios.

Ela estava bêbada.

Vendo que naquela festinha a bebida já rolava solta, eu não vir mais como ficar. Era domingo, e eu podia ir para meu lugar favorito. A torre do relógio. Me despedir de Mia, que estava com o olhar meio vidrado, enquanto estava sentada no colo do seu namorado. Como era de se esperar, eu sabia que a festa ali não duraria muito, apenas mais uma hora, ou no máximo duas, antes dos vizinhos chamarem a polícia.

Peguei um ônibus que passava por ali porque não tinha usado meu Fusca aquele dia. Diferente das muitas cidades os ônibus era bem limpo, e vazio na maioria dos dias. Era mais um beneficio de se morar em um lugar pequeno aonde jogar papel no chão dava muta.

O ônibus deu a volta pela praça, e me preparei para saltar, ao mesmo tempo que sentia meu celular vibrar em uma mensagem.

Sorrir dando boa noite para o motorista que cantarolava junto com seu radinho de pilha, e pulei saltando em uma calçada perto da prefeitura.

Tirando meu celular da bolça, eu o desboquei para ver a foto de Damon para melhorar meu dia, e abrir logo a mensagem, um pouco desconfiada por ele me mandar SMS e não me ligar pessoalmente.

"Apareça no Grill e esteja bonita."

Franzi a sobrancelha para a mensagem, e andando mandei uma simples.

"Porque?"

Damon não me respondeu, e eu girei meu calcanhares para poder ir até o Grill e não para a Torre como era meu plano desde o começo, estranhamente acabei pensando sobre estar bonita como em seu pedido. Eu não ligava muito para o que Damon, ou mesmo ninguém achava sobre minha aparência, a não ser eu mesma. Por isso quando passei em uma vitrine espalhada achei que estava realmente apresentável.

Usava uma saia cereja á cima da metade das coxas, um cropped branco, um blusão de caxemira aberto cinza que parecia um vestido por ser bem longo, mas sem botões. E uma bota de salto bem sutil com cadarço. Se aquilo era aceitável para mim, deveria ser para um vampiro que deveria estar aprontando alguma coisa.

Assim que entrei no Grill notei que a energia do lugar era bem alegre, e bem sombria. A bebida alcoólica fazia aquilo com as pessoas, tiravam suas inibições e as transformavam em outra versão de si mesma.

Apertei a vista, e olhei ao longe diretamente para o bar, com certeza Damon estaria ali, foi a última coisa que pensei ao vê-lo. Desviei rapidamente o olhar, e fiquei atrás de um casal que entrava, para passar despercebida até aonde podia. Tudo bem, eu admitia para mim mesma que estava fugindo de Klaus Mikaelson. E o interessante é que aquilo era muito idiota.

Eu gosto de você, porque não gostaria?

Só a lembrança de suas palavras fizeram meu rosto esquentar, e borboletas aveludadas causarem desconforto em meu estômago.

Passei por uma pilastra saindo na lateral ao contrária do bar, aonde Klaus estava com seu irmão mais novo, Kol. Vir uma silhueta familiar, e suspirei aliviada vendo Alaric em uma mesa de sinuca, com Meredith. Me aproximei querendo apenas não sair correndo e dar uma de doida.

Quando eu entrei na área da mesa, meu tio estava no celular, parecendo realmente tenso, e muito zangado.

— ... Damon, você não ousaria, a deixe fora disso. — Ele falava rispidamente, em um tom super baixo, se não conhecesse sua voz tão familiar, nunca pegaria o conteúdo da conversa.

— Rick. — Meredith o chamou, me vendo primeiro, então meu tio se virou, olhando para mim com surpresa.

— Isso não vai ficar assim. — Ele rebateu para a pessoa do outro lado da linha, seu amigo com certeza, antes de desligar e me dar um sorriso engasgado, para depois olhar na direção do bar. — Anya, o que está fazendo aqui?

Levantei uma sobrancelha, e fiquei na frente da sinuca, dando um aceno sútil de reconhecimento para Meredith que retribuiu.

— Damon me pediu para vir aqui. — Comentei como quem não tinha ouvido a discussão entre ele e o amigo. Claramente falavam sobre mim, e claramente, tio Rick não me queria ali, naquela hora quando ele olhou novamente para o bar notei que algo estava para acontecer. — Mas como ele não estar, vou embora.

— Isso...— Alaric balançou a cabeça positivamente bem mais do que aquela única palavra exigia, segurou em meus ombros, e me virou em direção a saída. — Vá dormi cedo, amanhã você tem aula.

— Tá, papai. — Zombei minimamente irritada pela forma dele me tratar, como se houvesse algo que eu estivesse prestes a saber, e ele claramente não queria me contar.

Balançando a cabeça incrédula, caminhei a passos rápido para fora, sentindo a sensação de algo pinicar minha nuca, como se alguém me observasse. Não ousei olhar pra trás.

O ar quente de Mystic Falls assoprou meus cabelos, fazendo eu ter que tirar algumas mexas vermelhas que cobriam meus olhos, e colocá-las atrás da orelha ao mesmo tempo que atravessava a rua.

Uma buzina alta, fez meu coração dar um pulo tão forte que até minhas costelas doeram. Dei um passo em falso, e vir Klaus levantando os braços em rendição para o carro que quase o havia atropelado. Seu rosto era uma máscara de fúria pela ousadia do velhinho atrás do volante.

— Por favor, olhe para os dois lados antes de atravessar a rua. — Brinquei lhe dando uma piscadela, como um adeus também, voltando a caminhar para a frente a passos rápidos.

Claro que ele não entendeu a dica.

— O que posso fazer?! Você me desconcerta. — Falou charmosamente, já do meu lado, na praça central.

Fingir não ouvir o elogio, e continuei a caminhar, a agradável sensação porém de suas palavras, era a mesma coisa de colocar uma pedaço de chocolate na boca, fazia seu corpo amolecer.

— Por favor, me diga que não estar me seguindo. — Falei encarando meus pés, e depois a minha direita aonde um casal de namorados passeava com o seu cachorro enorme que puxava mais o homem do que era guiado.

— Eu poderia, mas seria mentira. — Ele riu de sua própria piada, seu hálito cheirava a Bourbon e menta. Talvez fosse algo de vampiro, nunca se embriagar, ou parecer firme mesmo quando bebia demais, já havia visto Damon beber três garrafas de Whisky e nunca balançar. — Ainda chateada comigo por ontem?

Parei de andar quando ouvir sua pergunta, ao mesmo tempo que deixava meus pensamentos analíticos para depois. O encarei lentamente, me demorando em entender porque deveria estar chateada. Havia uma vulnerabilidade em seu olhar, que passou em seus olhos azuis como uma sombra, por um nano segundo é claro, depois, seu sorriso malicioso a apagou.

Cocei minha nuca, e suspirei exasperada antes de falar.

— Não estou chateada com você, por você gostar de mim...— Quase engasguei com aquelas palavras, olhei para o Grill imaginando que tio Rick apareceria, mas não apareceu. — E eu não quis... — O olhei de esguelha, vendo sua confusão em suas sobrancelhas. — Dar a entender que eu nunca gostaria de você... — Ótimo, eu estava corando, suspirei fundo, voltando a andar, tendo certeza que ele me seguiria. — Apenas que não sou... Deus. — Resmunguei parando, apertando minhas mãos em punhos, para me virar para ele, batendo com meu rosto em seu peito porque ele estava um passo bem atrás de mim, seu perfume era caro eu podia sentir, e diferente. — Apenas sou eu o problema entende?

Ficamos nos encarando duramente, até que ele riu baixinho, me fazendo fazer uma careta, e voltar a andar para longe.

— Anastácia, espere! — Klaus correu atrás de mim, segurando em meu braço, me fazendo prender a respiração, seus dedos abaixaram lentamente passando a minha blusa para tocar no meu pulso, olhei para baixo vendo a suavidade da minha pele em sua áspera criar pequenas ondas de eletricidade que subia pela minha coluna. — Desculpe, eu não deveria ter rido....— Ele riu novamente, agora de maneira quase felina, como um animal suave recebendo um agrado. — Esqueci como vocês mulheres são sensíveis.

Mordi meu lábio inferior, e afastei sua mão da minha pele, que estranhamente ainda estava quente aonde ele tinha tocado.

— Quando foi a última vez que parou para notar que as mulheres dessa época ainda são complicadas? — Indaguei marotamente, com um sorrisinho de lado inevitável de esconder.

Ele pareceu pensar antes de responder. E minha zanga com ele se evaporou como água quente.

— A muito tempo. — Acabou dizendo com um sorriso amplo. — Então, fale comigo...— Ele abriu os braços como se mostrasse o seu eu. — Me conheça, deixe-me se aproximar de você.

Ponderei suas palavras, e só conseguir pensar e se? E se eu fizesse aquilo? Acabaria tudo bem? Deus, eu... Me lembrei do baile.

— Seu irmão, Elijah, disse que eu não deveria. — Comentei evitando olhar seu rosto, mas depois, não me controlei e vir certa ira queimar em suas pupilas. — Disse que sou muito inocente, ou astuta, sinceramente achei que ele queria me dar um aviso. — Cruzei os braços embaixo dos seios tentando passar seriedade.

Klaus colocou suas mãos nos bolsos da sua jaqueta, apertando a mandíbula com raiva controlada.

— Esqueça o que Elijah acha....— Pediu forçando um sorriso encantador a aparecer novamente. — Aonde você vai? Posso acompanhá-la? Podemos conversar um pouco?

Me lembrei também de Alaric e suas palavras aquela manhã.

"Você não sabe aonde está se metendo."

Demorei, mas finalmente descruzei os braços, e assentir positivamente, vendo o sorriso dele se abrir mostrando seus dentes perfeitos.

— Vou a um dos meus lugares favoritos dessa cidade....— Me balançei um pouco no lugar, e comecei a andar para trás antes de me virar, o sentindo ao meu lado, então ergui a cabeça, e sussurrei. — Só é meio que proibido.

Um novo sorriso apareceu no rosto dele, quase sombrio, banhado a juventude. Ele aparentava naquele momento um homem de no máximo 23 anos pela suavidade que estava sua face.

— Mostrei-me o caminho. — Seu pedido era banhado de uma alegria férrea que causou câimbras nos dedos do meu pé.

Assentir com a cabeça e damos a volta na praça. O silêncio era confortável, como o vento morno nas minhas pernas. Andamos por um pouco mais de cinco minutos

Quando eu dei a volta na torre do relógio, não o encarei quando pulei agilmente em um engradado antigo de caixas, e me icei na escada enferrujada de emergência para puxá-la para baixo. Com cautela subir em cima do latão de lixo, e olhei para baixo vendo ele com uma sobrancelha apertada na outra.

— Você quer subir? — Perguntou ele divertido, e eu assentir, me preparando para a subida de dez lances de escada. Levantando os braços para me içar para cima prendi a respiração. — Que tal outra ideia? — Se aproximando do latão de lixo, ele levantou as palmas da mãos em minha direção. — Confia em mim.

Não era uma pergunta, era um pedido, foi minha vez de ficar receosa, mas não menos intrigada. Tirei a mão da escada, e o pé. Ficando em um joelho, para permitir que ele me pegasse daquela altura. Foi o que ele fez, com as mãos fortes em cada lado da minha cintura, me abaixando com uma leveza que fez meu ar sumir.

Klaus me abaixou, ao mesmo tempo que meu corpo roçava no seu, o contato mesmo com a roupa de ambos, era quente, meus pés não tocaram o chão e notei assombrada o que ele iria fazer. Automaticamente, coloquei minhas mãos em seu ombro, e ele me puxou muito próximo a si, sussurrando baixinho uma recomendação antes de encolher seus joelhos, e saltar.

— Segure-se.

Engoli em seco, e foi meu último respirar antes de me ver voando. Não exatamente voando, mas eu não sabia como explicar. Ele pulou, sem fazer barulho, como uma Pantera deveria fazer de um galho para o outro, e em um vulto subimos, e subimos, até que ele pousou delicadamente do lado da janela dupla da Torre.

— Deu-s-s...— Gaguejei olhando para baixo, sentindo finalmente meus pés em algo firme. — Não faça mais isso. — Pedi temerosa, o que só o fez gargalhar.

— Não prometo nada. — Garantiu, me soltando.

Eu joguei meus cabelos para o lado, evitando um riso de puro nervosismo, então abrir uma das janelas sem problema nenhuma, e entrei depois de me sentar no batente.

O ar úmido e mal iluminado do que seria um sótão me fez me sentir mais segura, encontrei uma lamparina, e um fósforo, acendendo o meio, para agradecer a luz bruxuleante que o objeto antigo produziu.

— Ainda não faça graça. — Pedi vendo ele olhar desdenhoso para o lugar.

Com um sorrisinho culpado, ele levantou as mãos como quem se rende.

Afastei-me da lamparina, e acabei encontrando o que queria, uma janela do relógio de vitral que dava para passar sem problema.

Fiquei do lado de fora, sentada na parte do batente amplo que usavam para limpar o relógio uma vez por mês. Voltei-me para trás vendo Klaus saindo também da janela, vendo o que eu via. Foi minha vez de sorrir altiva.

— Adoro essa época do ano, parece que estou no meio das estrelas. — Foi tudo que conseguir dizer, sentindo ele se sentar ao meu lado, nossas pernas balançando no ar, enquanto nossas cabeças estavam erguidas vendo o céu da cidade.

Era como um tapete vivo, e brilhante, cheio de vaga-lumes que não aceitava poluição em seu reino.

— Conhece os nomes? — Perguntou ele baixinho, como se estivesse contemplando o silencio do infinito.

— Sim...— Estendi um dedo, apontando para nossa esquerda. — Está vendo ali, do lado de Celaeno, e Electra, ali estar bem separada e pequenina, minha estrela, ganhei quando nasci, da minha avó.

— Ótimo, menos um presente que eu não posso te dar. — Falou Klaus em com seu sotaque charmoso enviando ondas elétricas para o meu coração.

Balancei a cabeça fingindo que não acreditava em seu elogio, o mesmo que fazia com Damon quando me elogiava.

— Então, sobre o que deseja conversar? — Fui mais para trás, deixando minhas costas relaxarem no vidro.

Klaus me olhou fixamente, suas íris parecendo maior, e minimamente com pingos amarelos no mar azul que eram seus olhos.

— Sobre você, seus sonhos, medos, tudo que quer na vida. — Sua intensidade era desconcertante, e sua proximidade uma manta quente no inverno, com sua voz passando promessas que não eram faladas.

Rir balançando a cabeça, e passei meus dedos na testa, colocando meu cabelo atrás da orelha. Ótimo, eu estava flertando.

— Eu sou uma longa história. — Disse convicta, com as palmas das mãos do lado da minha coxa, espalmadas no concreto frio.

Ele se aproximou, agora, definitivamente como alguém que quer algo. Prendi minha respiração, sentindo seu toque em meus dedos, algo como eletricidade, e um banho quente no inverno fez minhas bochechas corarem, e eu perder qualquer expressão do meu rosto que não fosse espanto, quando sentir seu dedão em minha bochecha como uma carícia.

— Gosto de longas histórias. — Comentou politicamente suave, como se concordasse com tudo que eu poderia dizer, ou mesmo se dedicar a encontrar algo dentro de mim que ele poderia tocar.

Então ele olhou para os meus lábios, tocando em meu queixo com seu dedo anelar e polegar, e eu me inclinei para a frente não recebendo comandos do meu cérebro naquele momento. Seu hálito no meu, e minha respiração na sua. Me preparei para o gosto, o toque, mas nunca chegou.

Klaus se afastou rapidamente como se eu tivesse de alguma forma o alfinetado, com uma mão no coração sua careta de dor fez meus olhos se arregalarem.

— Klaus, está tudo bem? — Perguntei tocando em seu ombro.

Ele se afastou grosseiramente, como se não suportasse meu toque, e me olhou com raiva e agouro.

— O que você fez? — Gruiu com uma voz animalesca enquanto apertava o peito.

— Nada, eu não fiz nada, juro. — Minha voz saiu abafada. Seus olhos olhavam agora a torto a direito, como se um inimigo estivesse escondido.

Me encolhi para longe, porque fiquei realmente com medo pela forma que ele mudou drasticamente, como da água para o vinho. Balançando a cabeça uma vez, ele se deixou cair, e eu soltei um grito de pânico antes de me lembrar o que ele era.

Klaus caiu suavemente no chão, e eu fiquei feliz que não tivesse ninguém ali para presenciar. Como um vulto ele desapareceu, me deixando sozinha, com uma bola de ferro no lugar no coração. O que tinha acontecido?

A lembrança da mensagem de Damon, a grosseria de Rick, algo estava rolando, e eu não estava no lance do jogo, mas no fundo do peito, sentia que estava sendo um peão.

XXX

— Eu não acredito que você me colocou nessa posição! — Meu grito doeu em meus próprios ouvidos, e fiquei minimamente satisfeita por ter doido também na cabeça de Rick.

— A ideia não foi minha, Anya... — Alaric gemeu, enquanto a doutora Fell lhe colocava uma compressa gelada na cabeça aonde tinha um galo enorme. — Brigue com Damon, não comigo...

— Mas você sabia! Sabia assim que eu entrei no Grill que era Damon que tinha me pedido para ir até ali.

Deixando a dor de lado, Rick me olhou friamente, o que me assustou no amago.

— Klaus te seguiu não foi? E estranhamente Damon sabia que isso aconteceria, por isso usou você como um chamariz.

Gruir revoltada.

— Não vou participar de assassinato, porque ele, ou você não me contou o que estava acontecendo? — Joguei meus braços para o alto sentindo puro pânico. — Porque ninguém passou a informação de que Esther uniu os filhos, e o que acontece com um, acontece com todos, e que Damon queria paralisar todos porque Rebekah sequestrou Elena... Porque Elena é sempre sequestrada? Isso é muito trágico! — Gemi me remexendo, não falando coisa com coisa, ou, apenas colocando para fora todas aquelas informações que até Meredith sabia!

— Porque você está começando a se envolver de um jeito que eu não estou gostando, com Klaus, que é nosso inimigo! — Alaric já estava na minha frente, e eu precisava muito erguer a cabeça para poder o ver, seu hálito quente cheirava a puro álcool, e ele gritava com força e raiva, quase cuspindo em uma chuva de ira no meu rosto.

Uma chama em mim brotou, algo que em todos os Saltzman era restringindo por bom senso, Alaric tinha aquilo, e eu tinha. Fechei os punhos com força, e o empurrei no peito, ele se balançou estupefato, e eu deixei uma minima rachadura do meu caculo se soltar.

— Damon te matou, não uma, mas três vezes! Não seja hipócrita para saber o que é melhor para mim! E nunca mais ouse colocar-me um plano que eu não saiba!

Dei a volta não me importando por aquele ser o apartamento de Meredith, e abrir a porta com tudo, a batendo com força atrás de mim, como uma verdadeira adolescente.

Felizmente, pensei depois quando cheguei no loft, Alaric estava longe, porque eu realmente estava furiosa.

Esther queria matar todos os filhos, e eu quase participei as cegas daquele plano como um chamariz para Klaus.

Deitei na cama procurando em meu celular o número dele, criando na minha mente um pedido de desculpas, mas, lembrei depois que eu não tinha seu contato. Apenas ... Elijah Smith. Passei por aquele contato, e liguei para Caroline, vinte minutos depois, segurei uma lágrima ao saber que para salvar Elena, Damon deu sangue de vampiro para a mãe de Bonnie, a transformando, e fazendo Esther fugir.

Uma das coisas que eu tinha plena convicção de querer ter. Era minha liberdade para escolher que lutas lutar, ou mesmo aonde pisar, um passo em falso, poderia causar a você grande dor. Bonnie deveria está passando por aquilo naquela noite.

Deitei na cama, abraçando meu travesseiro, e não segurei um suspiro angustiado.

Notas finais
Sporleis do next. Anya vai atrás de Klaus, e lhe conta um segredo oculto sobre seus pais... Alaric é preso, e ela se mete em confusão para o tirar da cadeia. "— Vim pedir desculpas. — Avisei em um sô fôlego tentando passar logo minha visita a sua casa. Fiquei em silêncio. Nós dois ficamos em silêncio, na verdade.... — Pelo o quê? – Ele perguntou um pouco indiferente, como se não quisesse admitir o que havia acontecido entre nós... Ele respirou fundo, e falou ironicamente. — Porque foi errado usar você contra mim? — Porque o que sentimos por outra pessoa não deve ser usada como uma fraqueza. — Soei meio magoada por ele passar que não sentia nada mais por mim, ele mal piscou. — Eu não estou contra você Klaus, assim como também não estou á favor do que Rick fez com Kol...— Balancei a cabeça negativamente...." Pedaços para aguçar vocês. Beijos e não se esqueçam de comentar, e favoritar! ♥