Hurricane.

10 Elephant Memory


Notas iniciais
Hi people! Quero agradecer ao carinho de vocês, e declarar que essa semana eu fiquei muito doente, peguei uma virose que emagreci uns 3kilos, horrível mesmo, escrever foi a última coisa que eu pensei nesses dias. Enfim, quero agradecer a todos que comentaram no capítulo anterior, e quero colocar uma NOTA aqui embaixo. Para quem não se lembra estamos na fase de achar a árvore do carvalho branco, que foi vendida em 1912 pelos Salvatore, claro que ninguém sabe aonde estar. Rebekah descobriu que essa árvore existia, quado raptou Elena, que foi parar na caverna dos Lockwood. Enfim, se vocês puderem assistir o episódio da 3ºTemporada de TVD, vão ficar mais ligados na história.

A sensação de fazer algo errado não me era estranha, sempre fui uma criança marota, e deveras criativa. Então entrar na mansão Fell foi algo completamente fácil quando eu descobrir que não havia câmeras de vigilância.

Com passos deliberados, e ouvidos atentos, caminhei pelos corredores vazios de uma das casas mais antigas de Mystic Falls. O único barulho que vinha era do primeiro andar. Fato que aliviou um pouco minha tensão.

Com passos deliberados, e mãos ligeiras, abrir porta por porta da ala oeste, nenhum quarto por ali parecia habitável, então, fui para o leste, e dei sorte na primeira vez. O quarto era uma bagunça completa, ponto para mim, pensei. Sabendo que aquele quarto gritava médica cirurgião que não tinha tempo para nada.

Meredith tinha um apartamento perto da cidade, mas eu sabia que ela ficava na casa da família pelo menos quatro vezes por semana.

Algo que poucos sabiam sobre mim, era minha memória eidética. Eu podia absorver qualquer detalhe de uma conversa banal, qualquer informação em uma leitura sacal, ou mesmo detalhada. Tudo estava ali na minha memória das conversas que ela teve com Rick. E, de tudo que eu sabia sobre os Fell.

Fui em direção ao quarto olhando a torto e a direito, nas mesas das escrivaninhas haviam gavetas não trancadas, o que significava que ali não tinha nada de importante, já no closset...

O abrir com cuidado, as portas eram de madeiras, por causa do ranger das dobras, demorei mais do que o necessário. Em muitos cabides, havia roupas bagunçadas, os empurrei para o lado, vendo a parede falsa de madeira, muito parecida com a da cabana dos Gilbert. Se todo fundador pensava que aquele era um esconderijo bom, não era minha culpa ser tão fácil poder roubá-los.

Empurrei com o ombro a parede falsa, sentindo uma brecha se soltando, sorrir sem me conter, mas parei imóvel quando ouvir o rangido da porta, não estava nos meus planos ser pega, por isso não sabia como agir naquele momento quando olhei para trás e vir à empregada entrando, e deixando cair algumas toalhas dobradas que estavam no seu braço.

Ela era pequena, com olhos miúdos, e um rosto corado de saúde.

— Ei, eu sou amiga...

Antes que eu pudesse continuar com minha boa mentira, que surgiu como uma lâmpada acessa em cima da minha cabeça, a empregada deu a volta meio apavorada, e abriu novamente a porta para sair, a seguir em uma velocidade insípida não sabendo se estava preparada para simplesmente impedi-la de sair e chamar alguém.

Não foi necessário, graças ao vampiro parado fora do quarto.

Meu coração gelou, e minha mente deu uma volta completa para saber o que Elijah Mikaelson estava fazendo ali. Ele encarou a empregada fixamente, e eu sabia que ele planejava usar seus dons de vampiro nela.

— Você não viu ninguém aqui, vai continuar sua rotina do dia normalmente. — Sua voz era rouca, com uma sutileza mesclada a desinteresse.

A empregada concordou com uma aceno, e ele lhe deu espaço para ela ir embora, dei um passo para trás, quando ele deu um para frente, não me encarando, mas ao quarto bagunçado.

— Interessante essa decoração. — Um toque de humor tocou em seus lábios, e eu cruzei os braços, me sentindo completamente exposta, se fosse pelo menos Klaus, eu saberia o que fazer, contar a verdade, mas aquele era o vampiro mais nobre da família. — E interessante ver você aqui.

Seus olhos, ao se viraram para mim, possuía um brilho divertido com certeza, o que me fez ficar mais ereta.

— Posso dizer o mesmo, como entrou na mansão Fell? — Perguntei tentando dar a volta na conversa, para ele não saber o que eu estava fazendo ali.

— Fui convidado, no ano passado, mas... — Ele levantou um dedo em riste, e com passos silenciosos se aproximou do closet vendo a parede falsa aberta. — Não posso dizer o mesmo de você.

Suspirei fundo, e cocei minha nuca um pouco envergonhada, não por está ali, mas por me ver de uma forma completamente estranha, em um beco sem saída. Claro que ele sabia que eu não deveria estar ali, todavia a vergonha latente, me fez corar.

— Eu faria qualquer coisa pela minha família... — Falei sinceramente, passando por ele, para continuar o que estava fazendo. — Então, se não vai me dedurar, ou algo do gênero, pode ir embora.

Puxei uma caixa de papelão, a única, com tampa fechada, e a levei para a cama, em cima do edredom.

— Dedurá-la, é última coisa que eu faria, quando vim pedir sua ajuda. — Comunicou o vampiro seriamente, me fazendo encará-lo.

Ele se aproximou com cautela da caixa, e olhou para ela, empurrando a tampa com um mínimo movimento de dedo. Suas palavras me deixaram tão chocadas, que sua proximidade, meu ombro tocando no seu braço, não me incomodou como eu acho que deveria.

— Ajuda? Como eu poderia ajudá-lo? — Perguntei pausadamente, não vendo muita coisa que eu poderia fazer por alguém tão velho, poderoso, e com tantos recursos como ele.

— Suponho que se lembre do ano passado... — Elijah levantou os olhos escuros, me fazendo levantar a cabeça para encará-lo o máximo que podia, meu queixo quase alcançou o segundo botão do seu terno. — Quando me ajudou com algumas pesquisas.

Fiz um aceno positivo.

— E suponho que essa pesquisa seja urgente, se você... Desculpe-me... — Balancei a cabeça negativamente, tentando clarear meus pensamentos. — Estava me procurando.

Foi a vez dele fazer um aceno positivo, um único aceno, elegante e singelo que mal fez parecer um balançar de cabeça.

— Tá... — Soltei aquela palavra, porque era o melhor que eu podia fazer naquele momento aonde eu não estava no meu nicho seguro, por Deus, eu estava cometendo um crime para procurar pistas que libertaria meu tio da cadeia, enquanto o advogado ia por recursos mais nobres. — Só me der um tempo, eu estou meio ocupada agora. — Terminei de falar, deixando um pouco aquele assunto de lado.

Vir que dentro da caixa, havia pastas amarelas, como aquelas de escritórios.

— Brian Waters, Bill Forbes... — Elijah leu por cima do meu ombro, quando eu passei de pastas, em pasta. — Alaric Saltzman, porque uma médica teria pastas escondidas sobre membros do conselho que foram esfaqueados, dois mortos se não me engano.

Apenas suspirei por suas informações que eu já sabia. Puxei a pasta de Alaric, e conseguintemente deixei cair um livreto grosso de couro, com folhas amarelas. Abrir a primeira página, curiosa, e me deparei com o nome apagado na legenda.

— Isso é um diário Gilbert. — Contei, o pegando, e o colocando de lado para levá-lo para análise posterior. — Ela tem tudo sobre meu tio, até registros de prisão.

Enquanto eu lia, e Elijah lia por sobre meu ombro, sentir meu coração dando um pulo quando vir algo completamente incrível.

— A morte do legista foi entre as uma e a três da manhã, mas o laudo do legista de Denver está falando que foi as cinco... — Falei mais para mim mesma, do que para o vampiro Original. — Tem algo errado.

— Não vejo nado errado, você encontrou algo que inocenta seu tio, podemos ir embora agora. — Elijah disse sucinto, encerrando o assunto, vir por minha visão periférica que ele ajeitava compulsivamente sua gravata impecável.

Não comentei nada, apenas fechei a caixa novamente, tomando cuidado de deixar quase tudo no mesmo lugar, depois fui até o closet e guardei, menos o diário e o laudo, de novo, sentindo um peso afiado e gelado no meu ser.

— Encontro você lá embaixo. — Comuniquei a Elijah, passando por ele, sem encará-lo, para poder voltar pelo corredor e encontrar uma saída daquela mansão vazia.

XXXXXX

O café estava realmente bom, e o clima da pousada Flowers era tão ameno quanto uma tarde de ócio.

Só havia eu, e Elijah Mikaelson, sentados em poltronas enquanto a lareira aquecia nossos pés, o vento era fresco, e minimamente gelado, mas agradável no total.

— Está procurando registros dos revendedores de madeira, e não pensou em falar com Carol Lockwood? — Indaguei ao vampiro que polidamente, com uma finesse desconcertante, levava aos lábios sua xícara de café, ele apenas levantou uma sobrancelha, tentando obter informações sem o meu desdém de alguém não saber de tal fato, confesso, eu pecava com minha mente afiada, quando outros não se interessavam em ter mínimas informações eu sua memória. — Uma longa linhagem de mulheres Lockwood, mantinham arquivos no reservatório de Winks, fica na saída da cidade, perto do parque central de caça... — Mordi os lábios, apertando minhas sobrancelhas, tentando detalhar mais o que eu sabia. — Isso até 1896, quando houve um incêndio... — Suspirei fundo, tomando um gole do café preto, rindo de mim mesma. — Não é meio estranho eu saber tudo isso?

— Na verdade, pela parte que se refere a minha necessidade, seu conhecimento é... — Elijah levantou sua própria xícara, como um brinde silencioso. — Adequado.

Sorrir minimamente, cruzando meus calcanhares embaixo da mesa de carvalho.

— Uau, ele sabe ser agradável quanto quer. — Zombei sarcasticamente sem me controlar.

Sua postura mudou, ficou tensa, e depois de meio segundo em que seu rosto se transformou em uma máscara envergonhada, um sorriso brilhante e convidativo se apossou de seus lábios bem formados.

— Creio que não fui muito agradável com você, mas achei que entenderia que eu apenas queria lhe proteger do meu irmão... — Ele colocou a xícara á sua frente, e abotoou um botão do seu terno impecável, para logo depois, de olhar para o lado, e não ver ninguém, desabotoá-lo novamente, como um tique. — Sinceramente Anastácia... — Elijah me olhou profundamente atento, e sério, suas mãos abaixadas, em conchas em cima do joelho, sua postura me lembrando Adônis de Michelangelo . — Você é boa demais para ele.

Sentir certo incomodo, tocar na boca do meu estômago, como pequenos cubos de gelo que subiu até minha espinha, formando uma sensação deveras desagradável.

— Hum... — Foi tudo que conseguir dizer, sabia que pensaria em uma resposta melhor depois, mas, naquele exato momento eu só queria estar livre do vampiro para pensar por mim mesma, Elijah parecia querer me lançar em direção a segurança, ao mesmo tempo, que seu irmão me atraia para o sobrenatural, dois lados da mesma moeda. Balancei a cabeça negativamente antes de continuar. — Já nos anos 20, todo registro sobre o desmatamento de árvores, para o crescimento madeireiro da cidade, começou a ser mantido pelos Salvatore. — Encolhi meus ombros quando vir uma faísca de curiosidade em seus olhos. — Se quiser, eu posso dar uma pesquisada sobre aonde esses documentos foram parar.

Elijah assentiu, e eu tomei meu último gole da minha bebida, me lembrando da sua surpresa por eu pedir o mesmo que ele, café puro, com pouco açúcar.

— Agradeceria, assim como agradeceria também que mantivesse , nossa conversa, entre nós... — Ele levantou um dedo em riste. — E em troca ajudarei o seu tio. — Ele prometeu, com uma seriedade honrosa.

Tirei uma mexa do meu cabelo do rosto, me mexendo até a beirada da poltrona para poder me levantar.

— Alaric vai sair essa noite mesmo, da cadeia, tenho certeza, mas, irei guardar seu favorpara mais tarde. — Falei polidamente altiva, o que lhe fez sorrir meio admirado.

— Certo.

Despedimo-nos quando ele me levou para o Loft, aonde eu me sentei no sofá, esperando ansiosamente qualquer alma viva, eu teria um concerto com o grupo da escola no dia seguinte, para a pré-inauguração da ponte Wickery.

Pensei em desmarcar com Klaus, para poder me concentrar um pouco na minha música, tocar violino era uma das coisas que eu mais gostava de fazer, claro que problematicamente era um hobby que sombriamente me aproximava da minha mãe.

Decidi não pensar nela, e me concentrei nas pesquisas sobre o desmatamento do século 20. Havia alguma coisa na mansão Salvatore, alguns documentos, mas não saberia dizer se era realmente sobre o que eu procurava. Precisava dar uma passada lá para saber, e até cheguei a pegar as chaves do meu Fusca para sair, olhando pela janela, vir que o crepúsculo se aproximava. Meu chaveiro, com uma Torre Eiffel caiu no chão, assim que tio Rick abriu a porta, e eu paralisei de alívio, ao seu lado Elena estava.

Seu rosto abatido, e cansado me fez suspirar.

— Seu advogado é realmente muito bom.

Sorrir e me lancei em seus braços, não dando tempo nem dele entrar direito na nossa pequena casa.

— É, e com certeza o fato de Meredith entregar um laudo do legista, como o que você encontrou na mansão Fell, ajudou.

Quem falou foi Elena, me fazendo sair dos braços de Rick que me apertava em um abraço também aliviado.

— Mas, o advogado falou que iria usar o laudo, claro que ele me garantiu que até meia noite no máximo conseguiria te soltar... Porque Meredith faria isso, se claramente ela escondia uma cópia... — Falei devaneando, gesticulando nervosamente com as mãos, sentindo que algo não se encaixava.

— Isso não importa, o que importa é que eu estou aqui! — Rick exclamou alegre, me abraçando pelo ombro, enquanto puxava Elena também para nosso triangulo do abraço.

Elena, como eu, tinha uma expressão estranha, na face. Abaixei os olhos, tentando espantar aquela sensação.

XXXXXX

Abracei minhas pernas, colocando o diário em cima do joelho, a cadeira de encosto alto não era nada agradável, mas o suficiente para eu desapegar um pouco dos meus pensamentos confusos.

Algo estava errado, e eu sentia em cada fibra do meu corpo.

Eu não havia me arrumado muito para aquele encontrocom Klaus, sinceramente se eu tivesse seu número de celular desmarcaria, mas era bom também, sair e deixar Alaric um pouco sozinho para sentir a liberdade de não ter ninguém o encarando a cada cinco segundos, e perguntando se ele estava bem.

Meu tio era daquele jeito, e eu também, então o entendia melhor do que ninguém.

O diário pertencia claramente a uma mulher Gilbert, e o nome eu ainda não havia encontrado. Era 09h27min p.m. Eu ainda tinha um bom tempo antes de Klaus aparecer.

E as perguntas sobre do porque de Meredith Fell ter aquele diário ainda era a chave de algum quebra-cabeça.

“Não me sinto eu mesma... Estou perdendo tempo, estou enlouquecendo”.

Aquela era uma das poucas frases que dava para ler no diário, o resto era apenas rabiscos de alguém desesperado, quase a ponto da loucura.

“Estou trancafiada desde 1912, eu Samantha...”

Sentir o diário caindo aos meus pés, me lembrando de outra informação, outra que a ladainha de Damon havia me favorecido. Ele havia matado uma Gilbert, em 1912, e só uma pessoa com um anel dos Gilbert, como Rick tinha podia se livrar de um vampiro.... Então...

— Parece que estamos adiantados.

Dei um pulo da cadeira, sentindo meu corpo congelar de medo. Klaus me encarou perdendo seu sorriso malicioso de um segundo atrás, abaixando sua cabeça, ele viu o diário caído, e voltou a me olhar, sua indagação do que estava acontecendo era nítida.

— Acho que meu tio é um assassino. — As palavras pesaram na minha língua, e desceram de um jeito amargo e dolorido até meu coração.

Notas finais
Deus, fico ansiosa para escrever romance, e sei que vocês também estão, mas vou seguir o ritmo do enredo de TVD, posso só garantir que Anya vai chegar até a passar uma Temporada na mansão Mikaelson. Hahaha eu sou muito má. Bjs e até logo!