Hurricane.
6 A Family Party
Notas iniciais
— Você deve está furioso. — Disse compreensiva, deitada de barriga para baixo na minha cama, enquanto Damon andava em círculos pelo meu quarto, e eu lia meu livro de alemão.
— Claro que estou! E também me sinto usado, como a mamãe Original não é uma arma para acabar com Klaus? Nós vivemos dias infernais só tentando libertá-la, e agora, segundo Elijah, eles querem paz, e viver em comunidade com a gente. — Damon bufou como se não imaginasse plano mais estúpido que paz entre nós, e os Originais, e infelizmente eu me colocava naquele “nós”. Mas, me sentie meio na beirada de um muro. — E ela perdoou Klaus por tentar mata-la! Como isso soa normal nessa história? — Damon continou.
Fiz um barulho de enjoo. Não queria ouvir nada sobre Klaus, ou mesmo vampiros por um longo tempo.
— Damon, o que você veio fazer aqui? — Fechei meus livros com um baque, e me sentei nos meus joelhos. — Já disse que Alaric foi para a casa do lago, verificar o arsenal de armas de lá, então porque está desabafando comigo?
Damon parou de andar em círculos, bufou colocando suas mãos na cintura, e depois me olhou sério.
— Stefan me deu um soco quando descobriu que Elena e eu nos beijamos.
Pensei em falar para o vampiro á minha frente que eu não era sua terapeuta, mas respirei fundo, dando lugar para ele se sentar na minha cama, o que foi inútil porque ele meio que deitou-se nela ao meu lado.
— Qual é o problema dela, porque ela está sempre no muro? — Ele se indagou olhando para o meu teto, e no fundo eu sabia que ele só queria falar com alguém, mesmo que fosse eu. — Porque não pode se decidir?
— Não sei. — Disse em um sussurro cansado, me deitando ao seu lado, colocando as mãos embaixo da minha bochecha imaginando porque eu não conseguia falar a verdade sobre o que pensava do assunto.
Quando Damon foi embora, depois de extravasar um pouco seus sentimentos secretos me sentir um pouco sozinha.
Mandei uma mensagem para Elena, erámos as únicas na cidade, Bonnie também tinha saído em uma viagem com a mãe e Care estava de luto na praia com a mãe. Tyler havia ido viajar para tentar se desvincular de Klaus, e enfim, apenas havia ela para tomar café da manhã comigo, e eu com ela. Combinamos de nos encontrar no Grill.
Tomei um banho, porque era sábado, e Damon tinha me acordado cedo demais para o meu gosto, me fazendo esquecer até de comer. Coloquei uma calça jeans, e uma blusa de lã roxa folgada.
Peguei as chaves do meu carro, então alguém bateu na porta bem quando eu estava á cinco passos dela. Sinceramente se fosse Damon eu fingiria que estava até com cólica se pudesse me livrar dela.
Abrir a porta me preparando para tudo, menos uma caixa de papelão ao pé do tapete de boas vindas. Olhei para os dois lados, vendo se avistava alguém, mas nada, nem mesmo barulho de alguém descendo as escadas.
Voltei-me então para a caixa marrom, bem grande, com um cartão amarelado escrito meu nome em letras itálicas bem bonitas. O peguei primeiro, vendo em vez de selo, cera quente o selando, no meio da cera vermelha, uma grande letra M aparecia.
A curiosidade me abateu, então também peguei a caixa, e entrei novamente no loft segurando a caixa entre meu quadril, e um braço, para poder olhar novamente a carta em minhas mãos.
Deixei a caixa na mesa da cozinha, e abrir delicadamente o envelope vendo letras impressas agora.
“Por favor junte-se a família Mikaelson hoje ás sete da noite.
Para danças, coquetéis, e celebração”
— Quem são os Mikaelson? — Me perguntei parvamente, tentando me lembrar daquela família.
Abrir a boca em surpresa me lembrando de Klaus se apresentando como Mikaelson, ou mesmo Rebekah na escola.
Olhei novamente a carta, e sem querer a rodei em meus dedos, vendo uma nota pessoal em uma letra mais masculina. Abrir bem os olhos, e depois apertei minhas sobrancelhas relendo o pequeno anexo.
“Guarde uma dança para mim... Klaus.”
Um sorriso singelo surgiu dos meus lábios, como uma flor que nasceria no meio de um território infértil. Aquilo era um convite mesmo para um baile?
Deixei a carta do lado do envelope, e abrir a caixa lentamente, prendendo a respiração de surpresa. Era um vestido vermelho escuro, com detalhes em preto, a saia parecia de tafetá, bem pesada e grande, por cima vermelho por baixo preto.
Fiquei feliz de tio Rick não está ali, porque nunca ele me deixaria vestir aquilo, um presente de Klaus? O que havia feito para merecer aquilo?
Xxx
— Então você disse que não vai? — Perguntei olhando para o cardápio não sabendo como falar com Elena sobre o convite que eu também havia recebido, se fosse pelo menos Bonnie as palavras sairiam mais rápidas do que eu poderia pensar.
— Disse, porque não posso lidar com o drama Salvatore agora. — Ela falou suspirando fundo, provavelmente Damon tinha passado na casa dela também, e Stefan. — Mas se Esther quer falar comigo, não posso dizer não.
— Hun... — Foi tudo que saiu depois de fingir que lia o cardápio. — Acho que vou só querer panquecas.
Elena concordou, e chamou a garçonete para pedir a mesma coisa.
— Então você vai? — Elena perguntou de supetão, me fazendo levantar uma sobrancelha. — Acho que Klaus te convidou, não foi?
— Porque você acha isso? — Rebati tomando um gole de suco, e ignorando os olhos da castanha, às vezes ela era muito perspicaz.
— Porque vir como ele te olhou ontem...
— Não. — Levantei as mãos e fechei os olhos respirando fundo. — Sério, não comece.
— Eu não ia falar nada sabe... — Elena disse suavemente, quase como se pisasse em ovos. — Não ia dizer que é perigoso, nem mesmo que a vida é sua e você faz o que quiser, e que apenas eu gostaria que tomasse cuidado.
Sua fala mansa me fez colocar as minhas mãos na coxa, e assentir com a cabeça. Ótimo, não éramos exatamente amigas, mas Elena me conhecia muito bem para saber o que falar, mesmo quando eu tinha ciúmes dela, por ela ser o centro de todos, até de Rick muitas das vezes, ela era gentil comigo.
— Acho que eu combino com um vestido vermelho? — Perguntei vendo a garçonete colocar as panquecas na mesa, e depois a bebida.
Servimo-nos, e depois ela me responde.
— Acho que você ficaria ótima em um vestido vermelho, por quê?
Estava prestes a falar do vestido que havia ganhado de presente, quando uma voz familiar falou atrás de mim.
— Olha se não é a dupla dinâmica.
Olhei para trás, e pude sentir o ofego de Elena.
— Tá fazendo o quê aqui Rebekah? Eu sei das regras da sua mãe, nada de matar locais.
Rebekah, que eu sabia antes estava em um caixão, assim como Elijah, paralisada depois de Elena a ter apunhalado nas costas, parecia mais bonita do que eu me lembrava, e eu sabia que era apenas a magia que prendia ela naquele corpo de adolescente.
— Cai na real Elena, você não é o centro de tudo. — Rebekah falou secamente irônica, e depois passou por nós para ir até o final do bar, e dizer oi para Matt.
— Ela tá convidando ele para o baile? — Perguntei surpresa, vendo que Elena também estava. — Porque ela tá convidando ele?
Matt sorriu aceitando um envelope amarelado como o meu que estava guardando no meu baú no meu closset naquele momento. Eles sorriam para o outro, e ele assentiu como garotos idiotas faziam quando garotas bonitas lhe davam atenção.
— Porque claramente quer uma reação minha. — Elena acabou dizendo, e eu sinceramente não duvidava.
Rebekah ia usar Matt para atingir Elena, aquilo era certo, mas, o problema seria se ele se machucasse.
— O baile é as sete, não é mesmo?!
Elena confirmou, e voltamos a encarar Rebekah e Matt que riam de uma piada particular.
XxxX
Terminei de me maquiar, não exagerando em nada, eu nunca fui boa naquele lance, apenas sombra em um tom escuro, rímel, e um batom pêssego. Me perguntei pela décima vez se iria ficar realmente bonita com aquele vestido vermelho que deixava tão em evidencia meu cabelo. Mas, como eu nunca tinha comprado nenhum vestido de baile, aquele teria que servir. O vestir cansando um pouco, porque a saia era um pouco fofa, e o espartilho digno de ajuda. Havia luvas também na caixa, brancas, percebi que eu não tinha muitas joias, então, apenas coloquei dois brinquinhos de estrela que refletiam as luzes. Os sapatos preto boneca, com salto alto de fivela teriam que dar conta, pelo menos eram confortáveis. No meu cabelo apenas conseguir fazer um coque baixo, desleixado, e puxar ele para o lado deixando algumas mexas soltas, nada muito elaborado. Vir também que na caixa havia uma echarpe preta de veludo, ótimo, eu estava me sentindo Julia Roberts em uma linda mulher quando se ver no espelho pela primeira vez.
O corpete do vestido havia feito totalmente a diferença com meus seios, o que não era nada vulgar por eles não serem grandes, mas médios e modestos.
Ótima, pensei, você está realmente bonita. Respirei fundo, puxando novamente as luvas, e peguei uma bolsinha de mão que felizmente era minha para jogar meu gloss e celular.
Sair do apartamento feliz de Alaric não está ali.
* Panorama *
Aquilo era uma piada. Ele pensou com certa brusquidão quando teve que arrumar novamente aquela gravata borboleta. Porque tinha que dar uma festa para sua família que mal tinha voltado dos mortos, na sua casa? Porque ele tinha que se vestir com aquele smoking feito as presas? Ah sim, porque sua mãe, que estranhamente, e curiosamente, e suspeitamente, havia o perdoado por tudo, queria celebrar a família.
— Sorria irmão, até parece que não gosta de uma festa. — Elijah pareceu zombar ao falar aquelas palavras, mas, Klaus não se enganava, o irmão apenas queria saber que ele não arruinaria a festa com seu mal humor.
— Não gosto de uma farça, Elijah. — Ciciou Klaus, tomando novamente um gole do seu champanhe.
Ele se esticou, deixando seu ombro descansar ao lado da escada que serpenteava até o segundo andar, imaginando quando sua mãe anunciaria que a noite teria começado. Os convidados pelo menos não paravam de chegar.
— Eu te perdoei Niklaus, isso deveria valer de alguma coisa. — Elijah soou mais sério, fazendo o loiro lhe dar um olhar lateral avaliativo. — Quero que sejamos uma família de novo também, então, não saia da linha...
Klaus abriu a boca para dar uma resposta um pouco ferina ao outro, mas ele esqueceu o que iria dizer quando sentiu o perfume dela. Quase como uma luz sendo irradiada, a ruiva passou pelas portas segurando a barra do seu vestido.
Ele perdeu literalmente a ar.
Seus cabelos vermelhos eram o mais impressionantes, mas, naquele vestido, sua pele translucida parecia brilhar, criando certa luminosidade ao redor que fazia outros olharem também.
Uma ajudante se aproximou, lhe pedindo a echarpe, e lhe assustando no mesmo segundo que tocou em seus ombros. Anástacia Saltzman sorriu acanhada, e lhe deu a peça que cobria seus ombros.
Ótimo. Ele pensou extasiado. Daquele jeito ficava melhor.
Klaus não se incomodou em dizer nem mesmo uma até logo ao irmão, sabia que os olhos dele também tinham instintivamente ido até ela.
Anya encarava o teto, parecendo deslumbrada com o lustre antigo.
— Boa noite. — Ele se sentiu convencido quando ela não se assustou, mas abaixou a cabeça lhe dando um sorriso pequeno, mas verdadeiro.
Ela estava nervosa, ele podia dizer aquilo pelas batidas do seu coração.
— Boa noite. — Ela disse se encolhendo um pouco quando os olhos dele desceram um pouco maliciosamente para seu decote.
Ele tratou de não fazer mais aquilo, notará que ela não gostava de olhares carregados.
— Você está realmente linda. — Klaus soou verdadeiro, de forma que quase nunca soava. Ela levantou novamente os olhos verdes mordendo a ponta dos lábios, não sorrindo como qualquer garota faria pelo elogio, mas corando graciosamente. — Quer conhecer um pouco a casa? — Ele perguntou mudando de assunto, oferecendo seu braço.
Anya sorriu assentindo e se aproximou, entrelaçando seu braço ao redor do dele.
Ela não usava perfume, ele notou novamente. Nada manchava aquele cheiro puramente feminino que vinha dela. Com certeza, Klaus Mikaelson gostava daquilo. Ignorando o olhar curioso de Elijah, ele se aproximou mais um pouco dela que não o encarava, mas as pessoas ao seu redor, absorta com seus próprios pensamentos.
Fale com o autor