Humans and Zombies
1 Um mal começo.
POW! Minha arma disparou mais um tiro. Acabei acertando um zumbi bem na testa.
Olá, meu nome é Gabriel. Tenho 13 anos e moro na rua Oscar Freire, uma região rica de São Paulo.
Vou te contar como este pesadelo começou.
Eu acordei num dia comum, todos os dias. Tomei meu milkshake matinal, servido pelo meu garçom James. Tudo corria bem, até que eu pedi outro milkshake. Sou apaixonado por milkshakes, como já deve ter percebido. Chamei meu garçom, e ele não veio me servir. Achei estranho, pois ele sabia que podia ser despedido. Fui ver o que era. Quando cheguei no quarto de James, um zumbi estava lá: havia contaminado James. Eu achei aquilo estranho, pois nunca acreditei em zumbis na vida. Desesperado, peguei uma arma no meu quarto, um revólver que modifiquei. Normalmente contava com um espaço para 5 balas, mas com modificações que eu mesmo fiz, coloquei uma mira telescópica (Aquele tubo que funciona como uma lupa, para ver as coisas mais de longe, você já deve ter o usado em seus joguinhos de tiro), um laser (para mirar, não para atirar), uma lanterna e uma faca interna, que podia ser ativada girando o gatilho para o outro lado e apertando-o. Também peguei uma espada, com uma lâmina de mais ou menos 50 centímetros e coloquei na minha bainha. Eu gostava de lâminas pequenas, pois me davam agilidade, o que era ótimo numa luta. Também tinha todo esse equipamento de segurança, pois como somos uma família um tanto rica, queríamos nos proteger ao máximo. Cheguei ao quarto e James e apertei o gatilho do revólver.
PAW! Um som estridente saindo da arma entupiu meus ouvidos. Havia acertado o zumbi em sua barriga, o suficiente para matá-lo, pois zumbis são relativamente frágeis.
Voltei para meu quarto e usei meu telescópio, havia o ganhado na feira de ciências de minha escola, por ter o melhor projeto. Realmente eu era um aluno inteligente. Ao utilizá-lo, vi que vários zumbis, mais do que eu podia contar, estavam no portão de casa. Eu teria que dizimá-los. Estava começando um apocalipse zumbi.
Peguei minha mochila, coloquei lá dentro meu telescópio, coloquei carregadores para o revólver no cinto, e outros na mochila, um pouco de dinheiro que eu guardava, uma faca de emergência, remédios e bandagens. Corri para a cozinha, e preparei um milkshake, embora não soubesse, e lambuzei minha camiseta do Pikachu inteira. Mas corri até o portão.
Chegando lá, apontei para um zumbi. Dei um tiro, e acertei a cabeça de três zumbis com um só tiro. Foi uma morte tripla!
Retirei minha espada da bainha, e fui acertando a espada em um zumbi de cada vez: acertava a barriga, depois com um giro acertava o pescoço de um zumbi. Pulei e acertei bem em cima da cabeça de um.
Quando olhei, havia vários corpos ao chão. Um zumbi acertara-me o braço, do machucado saia um líquido verde, além de sangue, então passei um remédio para vírus nele e coloquei uma bandagem. Esperava não virar zumbi também. Coloquei minha espada toda ensanguentada na bainha.
A cidade inteira estava sendo atacada pelos zumbis, e era minha obrigação impedir. Bebi um pouco do meu milkshake e comecei a andar. Não havia mais nenhum zumbi, embora houvesse corpos ao chão. E descobri o porquê. Uma garota apontara uma arma, uma espingarda para um zumbi. Eu não era o único incomodado com eles.
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