Humans and Zombies
2 Consigo balas em um restaurante.
– Olá...
Mal eu ia cumprimentar a garota que vi, e ela já apontou sua espingarda para mim. Levantei minha mão, como alguém que não quero morrer... ainda.
– O que você quer?
– Calma...
Deu para perceber que ela era uma garota agressiva. Ela tinha cabelo moreno, com as pontas vermelhas. Parecia branca como as nuvens, se é que isso é uma qualidade. Era magra, e confesso, era linda. Usava um laço para prender o cabelo e tinha um símbolo de três triângulos em sua mão direita.
– Eu vim em paz, ok? — dizer isso me fez parecer um alienígena — estou do seu lado dessa guerra.
– Quem é você? Acho que já te vi alguma vez.
– Sim, já deve ter me visto na televisão ou algo do tipo. Eu moro ali, naquela mansão, e...
De repente, vi um zumbi atrás dela. Ela ouviu o barulho, atirou, acertou em cheio e depois carregou sua arma.
– Então você é rico? Parabéns.
– Eu queria saber se a gente poderia fazer uma equipe e trabalharmos...
– Opa opa. Calma garoto, eu trabalho sozinho.
– Mas, mas...
– Sem mas. Agora saia da minha frente.
Ela foi andando, com uma faca presa no cinto que ainda não tinha percebido.
Então eu continuei andando. Alguns zumbis apareceram, mas não foi tão difícil matá-los, uma pequena espadada em seu coração era fatal para eles.
Estava com muita fome, então parei em um restaurante que estava destruído devido ao ataque dos zumbis. Devia ter algo sobrando ali.
Cheguei na cozinha para preparar algo quando encontrei um cozinheiro, ainda não contaminado, mas em estado horrível: totalmente pálido, os olhos vermelhos, cheio de sangue e líquido verde. Me deu vontade de perguntar se ele fumou maconha ou algo do tipo.
- Hãã... olá.
- O que você... faz aqui...? — disse o cozinheiro
- Eu só estava de passagem...
- Vejo que você tem uma arma... venha comigo...
O cozinheiro, com muita dificuldade, se levantou e me levou para a sala do cozinheiro chefe e abriu uma gaveta. Lá havia dois carregadores para minha arma. Os coloquei num bolso, onde guardo meus carregadores, e quando estava saindo, o cozinheiro havia virado um zumbi, sem eu ter percebido. Saquei minha arma e atirei. O acertei na barriga, que não o matou, devido a sua estatura, e atirei de novo, acertando-o no pescoço. O zumbi morreu. Havia sobrando vinte e uma balas. Comi um pouco e peguei um pouco de água, coloquei num squeeze e levei comigo. A bandagem em meu braço estava muito verde. Estava com medo, mas sai do restaurante e segui meu caminho.
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