Notas iniciais
Olá! Por favor, por favor, não me matem por eu ter demorado tanto para postar, mas em compensação eu vim aqui com um capítulo com 9k palavras! Gente, LEIAM ISSO AQUI, POR FAVOR: Então, eu queria saber se vocês estão gostando da história e a opinião de vocês sobre tais, coisas, então fiz um formulário para vocês responderem (link: https://docs.google.com/forms/d/1wcnLtra5vcc31pO38eLRZk96ovR5mHx6UTZcA4e4inE/viewform) então, por favor, não ignorem :) Nunca pensei que vocês odiar tanto Atena, sério, meus amores! Mas, fiquem tranquilos, eu também não gosto dela. Nenhum pouco! Então... esse capítulo foi dividido, porque se eu escrevesse mais sairia muito mais do que 10 mil palavras, bem mais e aí a leitura ficar muito massante. Queria falar que eu amo esse capítulo e eu espero que vocês gostem, também! Ah, tentem prestar atenção em tudo, por favor. Queria dizer que, não porque, imagino Nico como Jake Bugg! Sei lá, parece tanto. Amo o Jake, aliás. Eu tinha bastante coisa pra falar, mas é quase uma hora da manhã e não lembro mais de nada, então, chega de falação vamos ao capítulo! Enjoy the show, amoras!

Acordada pela velha e boa claridade do sol escaldante, abrasivo de Kvemo, pensei que meu humor havia mudado depois de uma noite mal dormida. Eu estava redondamente enganada – e mais algumas formas também. Eu me sentia como se eu fosse a personificação da acidez, e não era à toa eu ser fruto da gestação da mulher mais sórdida que o mundo já pode presenciar.

Atena Chase.

É. A fúria por ela ainda crepitava em todas as minhas veias, fazendo-me relembrar, infelizmente, de todos os momentos em que tive o desprivilegio de gastar minhas palavras com ela. Claro, que como a boa filha que ela esperava que eu fosse, eu deveria me esquecer dos últimos acontecimentos que envolviam-na. Mas, assim como ela, eu era adepta cem por cento ao rancor, daquelas bastantes devotas em nunca esquecer o que me afetavam.

Ainda mais com minha querida mãe e sua alta capacidade de me tirar do sério com suas ameaças de meia boca e sua compostura imune à desonra. Pelo menos, era isso, até eu existir.

Pensar sobre sua promessa, barra, advertência, fazia-me sentir um enojo incomum para quem acorda tão cedo de manhã. Normalmente, eu apenas pronunciaria algumas coisas recheadas de baixo calão, mas hoje, eu só queria me esgueirar entre todos e ter um tempo para pensar, longe de pessoas. Onde eu pudesse não expressar minha raiva.

Suspirei, sôfrega.

Só de pensar que um novo dia, à lá high School estava vindo pela frente, minha vontade de voltar a fechar os olhos e dormir se solevava de forma muito, muito interessante.

Espalmei minhas mãos no edredom, cuja textura aveludada e lisa me acariciou de volta, unindo todas as minhas forças para pelo menos me situar sentada naquela imensa cama de casal. De imediato, espreguicei-me apenas para me certificar de que meus ossos e músculos ainda estavam em plena função, e o que recebi como resposta foi minhas costas se estralando em um crack que poderia ser audível até em Nova York.

Puta merda, Chase. Você só tem dezessete anos.

Verifiquei todo o meu quarto. Eu estava em busca de algum caos, ou anormalidade que contrariasse as minhas memórias do dia anterior. Normalmente, com a descarga de emoção que eu tive ontem, meu corpo já estava preparado para algo muito maior do que um simples arremesso de telefone, e uma foto caída e quebrada ao chão.

O que acontecia comigo, era eventual. Podia ser claramente descrito como um surto psicótico e alucinado, mas eu sabia que não era isso. Eu só precisava esvair minhas emoções acumuladas em minhas costas e mente às vezes, eu só precisava eclodir minimamente para que uma grande explosão não viesse a se formar depois.

Como as erupções de vulcões na terra, que servem unicamente para nos deixar vivos, mesmo que de forma tão rude. É. Era justamente o que acontecia comigo. Fazia tempo. Mas, eu sabia que eu estava prestes a estrondar de uma forma nunca vista antes.

Problemas à partes, eu precisava me levantar. Claro que o relógio, situado em frente à minha cama, fazia questão de me lembrar que faltavam quinze minutos para Thalia estacionar seu Audi negro rente ao meu meio fio. E seu eu fosse estúpida o suficiente para não me adiantar logo, eu acabaria tendo a sorte de ir à pé até àquela escola, que basicamente, era um tanto infernal.

Pulei, num supetão.

Digamos que não foi nada confortável ter meu corpo quente se chocando abruptamente com o piso amadeirado e gélido, mas eu dispensava dar importância a isso. Dirigi-me imediatamente ao meu guarda-roupa, já bastante acostumada em acordar tarde demais para compromissos cedo demais. Fui à procura de alguma roupa que fosse condizente com o meu humor, contudo, não achei que seria uma boa aparecer no colégio tão parecida com uma emo, em seu estágio maior de depressão.

Logo, despi-me por completo, e num estalar de dedos, após um banho – sem molhar um cabelo –, fui logo vestindo uma calça jeans, de lavagem desbotada, e um blusão, cujo sigla IDC se sobressaia num branco-gelo. Após localizar meus all star em algum lugar bastante obscuro que nem sequer me lembro, calcei-os, agora indo ao banheiro para escovar os dentes e fazer as coisas totalmente reversas.

Após fazê-lo e jorrar água em minha cara, amarrei o meu cabelo num rabo de cavalo, por motivos de: ele estava mais uma vez indomável, e eu não me atreveria a enfiar uma escova entre os fios loiros. No meio do caminho para fora do meu quarto, alcancei minha bolsa, e fiel escudeira, e meus óculos de sol, para esconder a desordem que estava a minha face.

Quando cheguei à cozinha, esperei encontrar alguém por lá. Contudo, tudo estava friamente quieto. As cadeiras de couro altas estavam recolhidas sob a mesa vidrada, na qual nenhum copo ou vasilha com comida se encontrava. Atrasada demais para perguntar ao nada sobre o paradeiro de meus avôs, corri ao armário de duas portas azuladas, desajeitada, abri uma delas e levei comigo uma caixa de cereal de chocolate.

Pensei até em sentar e respirar profundamente depois de todo aquele processo, mas aos meus ouvidos uma buzina ressonou.

Thalia.

Lá fora, o sol se esparramava pelas ruas, totalmente contrário da noite. Em Kvemo o clima funcionava como em um deserto: dias quentes, noites frias.

– Aconteceu alguma coisa para você estar pronta, com cinco minutos de antecedência, senhorita Chase?

O vidro esfumaçado do Audi se abaixou, revelando-a do outro lado, administrando um sorrisinho maroto ao volante.

Fazendo um incrível malabarismo, que consista em segurar com um único braço a embalagem cheia de comida e minha bolsa, abri a porta, e depois que eu estava devidamente dentro do veículo, fechei-a.

– Você e sua grande habilidade de fazer piadas nessa hora infeliz do dia, Grace – falei pela primeira vez no dia, a rouquidão se espelhava em cada manifestação do meu timbre. Joguei minha bolsa no banco de trás, colocando meus pés e meu querido tênis no painel do carro – O dia já está sendo péssimo, se quer saber.

Thalia gargalhou, como se a minha amargura fosse um bom motivo para rir. Seus cabelos, que iam do pescoço ao ombro, balançaram-se junto com sua cabeça.

– Acho que isso já é bastante evidente, Chase – Ela deu partida no carro, depois de olhar para aquele relógio obscuro, como fazia todas as manhãs – Está a fim de me contar o que aconteceu?

– Como se você precisasse pedir para que eu fale – revirei meus olhos, abrindo sem preâmbulos o cereal, e colocando uma quantidade exorbitante em minha boca.

– Outch – Ela fingiu se sentir ofendida, enquanto saía da rua, e ia diretamente para avenida principal que nos faria chegar ao destino em minutos – Assim você me faz pensar que eu sou uma péssima amiga.

Não a respondi. Apenas peguei um punhado daquela comida dos deuses e levei aos meus dentes massacrantes. Demorou um minuto para que eu conseguisse digerir e mastigar tudo.

– Sabe, eu poderia morrer do que ter tido a noite que eu tive ontem. Quer dizer, o final de noite. Você me entendeu, não entendeu? Um meteoro poderia ter caído exatamente em cima da minha cabeça do que ter que, infelizmente, falar com ela.

– Com ela, você quer dizer, quem?

– Atena. Sabe, minha noite estava sendo ótima. Muito, muito boa, devo acrescentar, mas ela resolveu me ligar e simplesmente foder com tudo, falando daquele papo de que se eu manchasse a imagem dela eu iria me arrepender. E não era só eu que sofreria com aquilo. Que diabos ela queria dizer com aquilo? Sinceramente!? – Gritei, histérica.

Thalia desviou sua atenção do transito a mim, por simples dois segundos, apenas para franzir sua testa e me questionar com o olhar algo como o que diabos você está falando?

Então, eu percebi que estava me desestabilizando. Minhas respiração estava desconforme, como se eu fosse um peixe fora d’água desesperado para voltar ao mar. Meus pés apertavam com uma força desnecessária a parte do vidro que tocavam, e afrouxei a pressão com medo de quebrá-lo.

Inalei o ar do ar-condicionado com vagareza e suavidade, cerrando meus olhos, e tentando adiar ao máximo a erupção.

– Eu estou reprovando em biologia, porque pelo que parece, sou uma péssima aluna. Percy me propôs aulas particulares para me ajudar a passar de ano na prova final, e isso é uma ideia dele com minha vó. Acho que um complô. Depois do colégio eu fui à sua casa – mordi meus lábios –, estudamos, bem, eu tentei captar o que ele falava, e pulando, toda essa parte nada importante, nós transamos na cama dele. Foi muito bom, e blábláblá.

Thalia engasgou.

– Vocês transaram, de novo?

– Sim, nós transamos de novo ─ respondi-a antes que mais perguntas viessem – Qual é, Thals, você não está nenhum pouco surpresa mesmo.

– Não mesmo. Era só questão de tempo, Annie e vocês dois estariam se entregando ao mais insano desejo que sentem nesses corações aí – ela cantarolou, risonha – Agora, você pode me explicar o que tudo isso tem a ver com Atena?

– Seria um prazer – ironizei, movendo minhas sobrancelhas sob os óculos redondos e escuros o suficiente para esconder meus olhos, que se encontravam minúsculos – Vovó Rebeca contou a ela que seu primo está me dando aulas particulares, e parece que ela me conhece bem até demais. Disse que quando eu cair nas teias de Percy, o que irei cair, segundo ela, precisarei ser discreta. Caso contrário, eu e Percy estaremos fodidos. Ela me ameaçou.

– Oh, isso não é bom. Não mesmo. E o que você vai fazer?

Dei de ombros, apesar de estar realmente raivosa pelo seu modo evocado de sempre querer manter sua imagem intacta, Atena não me assustava.

– Nada – falei eu – Eu não farei nada. Sabe, quem te garante que eu vou transar, beijar mais uma vez seu primo mais velho e gostoso?

Thals balançou a cabeça seguidas vezes, como quem claramente não concordava comigo. Torcia seus lábios infimamente, e a o receio realmente se passava pelos olhos elétricos e ativos.

– Annabeth, tem certeza que está pronta para ignorar uma ameaça de sua mãe? Sinto muito dizer isso, mas... – antes de prosseguir com seu aviso bastante careta para ela, Grace prosseguiu – É de Atena que estamos falando.

– Por isso mesmo que não devemos nos importar, Thals – assegurei, com um sorriso totalmente plastificado – Chegamos – sussurrei o que era para ser um grito, e me esgueirei para conseguir pegar minha bolsa. Assim, que consegui capturá-la, joguei o cereal para um canto obscuro do carro de Thals, enquanto ela me olhava, mortífera.

– Meu carro não é um caminhão de lixo, minha querida – ralhou, fechando a porta e suspirando forte, com os pés, guardados por um coturno, fixando-se ao chão – Um novo dia, vamos aproveitar, Chase.

Desde quando Thals havia se transmutado de Thalia para uma garota animada, feliz, e contagiante? Ao que me lembrava, aquele era o papel de Silena, mas nunca havia passado em minha cabeça que Thalia o pegaria.

Franzi meu cenho, mesmo com o acessório enjaulando meus olhos, quando o sol bateu contra mim, e eu já estava concretamente no estacionamento daquele inferno.

– Desde quando você está feliz por ter um novo dia, Grace?

Thalia escancarou a sua boca, como quem estivesse indignada com a minha pergunta, e apertou o botão da chave, direcionando-a ao Audi, que se manifestou apitando e acedendo os faróis, indicando que estava absolutamente seguro. Oh, céus. Como aquela cena havia sido tipicamente Silena.

– O quê? – Ela fingiu-se de inocente, ajeitando a bolsa preta ao seu ombro esquerdo e afundando a chave por lá mesmo – Precisa mesmo acontecer alguma coisa para eu estar feliz?

Revirei meus olhos, um pouco sem paciência para Thalia e suas enrolações que escondiam o que realmente estava acontecendo.

– Vamos lá, Thals. Não temos todo tempo do mundo. Ou eu devo perguntar para Nico di Ângelo? – provoquei, ao avistar Nico e seu carro conversível, que aliás era a materialização do jeito emo dele, se estacarem algumas vagas a frente de onde estávamos.

– Chase, Chase... você não seria vadia o suficiente.

– Tem mesmo certeza disso? – deixei os óculos redondos escorregarem pelo meu nariz fino, revelando a ela os meus olhos e que, honestamente, eu estava longe de estar blefando – Belas calças as dele, aliás.

Ela rodou seus olhos para onde eu estava olhando, fixando-os descaradamente em di Ângelo, que saía vagarosamente do carro, como se estivesse sendo filmado.

O corpo esguio e alto de Nico se refugiava em sua diária e secular jaqueta de couro, evidenciando mais sua aparência tão semelhante a um típico cantor de rock alternativo. Sua franja lisa e bagunçada recaia pela testa e atingia uma taxa pequena de seus olhos cansados e adornados de olheiras roxeadas, que se cavavam no rosto fino. Eu me perguntava como Nico conseguia fazer um visual tão fantasmagórico ainda parecer atraente, eu não podia negar.

– Sem comentários desnecessário, Chase – pela segunda vez no dia, Thals ralhou, seus dentes se chocando um nos outros – Mantenha-se atenta apenas em suas presas, querida.

Arregalei meus olhos, imediatamente. Minha boca também seguiu o compasso e se escancarou, contendo minha vontade berrante de rir.

– Que diabos foi isso, Thals?

– Isso? – ela guinchou, repuxando seus ombros para cima – Que tal só pararmos de falar sobre ele? – Meneou sua cabeça ao Nico, que passava ao nosso lado, sem sequer pronunciar uma saudação – Não me importo com ele, e como você acabou de ver, isso é reciproco.

– Tudo bem, senhorita histérica. Agora, o que estava te fazendo tão feliz, já que eu fui capaz de dissipar tudo isso.

Thals olhou para os dois lados, cuidadosamente, antes de retirar de sua bolsa um maço de cigarros inviolado e me lançar um olhar sugestiva, uma pergunta muda se eu aceitava a oferta, que sinceramente, era mais do que irrecusável.

Assim como ela, sondei todos as possibilidades de espionagem, para depois pegar com meus dois dedos a forma cilíndrica e revigorante daquele cigarro. Sim. Eu estava sendo extremamente filha da puta com Percy e toda sua preocupação – incompreensível, aliás – contudo, eu necessitava tragar a nicotina obsessivamente. Eu precisava tentar me estabilizar.

– Estaria agradecida se me passasse logo esse isqueiro – sorri, irônica, enquanto somente visualizava Thals acender seu cigarro, e me entregando logo após o maldito objeto. Ainda entre os dedos, a forma cilíndrica ganhou vida quando a acendi com o fogo flamejante riscando o vazio e aquecendo minha face. Joguei-o de volta à Thals, e aproveitei para tragar profundamente, sem me preocupar o quanto demoraria – Oh, céus. Parece que faz tanto tempo.

Nossa fumaça preenchia nosso espaço, e parecia tão linda aos meus olhos.

– Hoje, à noite, temos um compromisso.

Franzi meu cenho, curiosa.

– E o que seria?

– Uma festinha secreta num pub fechado. Tudo permitido – ela completou, os lábios se movimentando aperfeiçoadamente – Ou seja, Chase. Sem amarras.

Eu sabia. Eu sabia. Era claro que eu tinha ciência de que tudo que Percy havia me dito. Mas, eu simplesmente não podia discordar. Era exatamente do que eu precisava, estar presa em um pub, com uma música pulsante, na pista de dança, e de preferência ingerindo algo ilícito.

– Parece bom – dou de ombros, parecendo especialmente indiferente – Devo pensar que alguém de importância suma para você estará lá? – Levantei uma de minhas sobrancelhas.

– A única coisa que você deve pensar é que estaremos lá para nos sentirmos soltas, libertas. Caso contrário, Annie, não será válido nem mesmo sua indireta meia boca.

– Quem está de mau humor já não sou mais eu – joguei minhas mãos ao alto, por fim, sorrindo a primeira vez na manhã – Seja lá que horas for, estarei pronta às nove e meia – traguei por uma última vez a nicotina, e joguei o cigarro naquele asfalto, girando meus calcanhares após acenar para Thalia numa despedida silenciosa.

(..)

Depois de enfrentar um dia abarrotado de aulas cansativas e intermináveis, devo acrescentar, cheguei à conclusão de que se eu esbarasse na pessoa que havia feito esse horário ridículo de quinta-feira, eu seria incapaz de responder pelos meus próprios atos.

Quem, pelos quintos dos infernos, colocava nove aulas de exatas no mesmo dia?

Era exatamente 16h37m, o que me deixava um pouco mais animada, já que eu conseguiria passar antes pela sala de canto, para só assim, encontrar Thals e partir para casa.

Àquela hora, os corredores estavam recheado de gente. Alunos, e alunos tentando o mais rápido possível escapar daquele purgatório sem com que alguma coisa extraordinária acontecesse, como o diretor convocando todo o corpo docente para uma palestra sobre sexo e suas responsabilidades.

Percorri um caminho totalmente oposto ao fluxo de alunos, podendo só assim respirar normalmente quando consegui estar longe de todo o alvoroço, infelizmente, onipresente em toda minha vida. Havia dois elevadores no colégio. Um, logo no hall de entrada, e o outro, ao lado dos portais que levavam a cantina. Segundos se passaram, e ali estava, o elevador nada confiável de Kvemo High School. Bem, ou era isso, ou teria que me deslocar até o outro lado do colégio e ir de escada, o que eu claramente dispensava hoje.

Aparentemente, aquela joça ambulante que se passava por um elevador, estava ocupada. E como eu estava com certa pressa para esperá-lo, não deixei de pensar por que diabos uma escola como aquela tinha 4 andares, sendo dois deles totalmente inacessíveis e desnecessários. Quando se passou algumas horas e mais alguns minutos, finalmente, aquela joça se abriu, revelando o que eu menos queria ver no momento.

Percy Jackson dialogando tranquilamente com a personificação ruiva da futilidade e todos esses sinônimos. Quer dizer, eu poderia ver algo bem melhor do que uma cena tão enojada como aquela, não é? Seja lá quem comanda a merda do destino, não está dando certo, baby!

– Muito obrigado, senhor Jackson – Como se não percebesse que eu estava bem ali na frente de ambos, Rachel sibilou venenosa, jorrando aquele tom sedutor que era mais do que nauseante. Seu sorriso de quinta categoria se ampliou ao pegar alguns livros das mãos de Percy, para depois depositar um beijo demorado perto demais da sua boca. Vadia! – O senhor é um verdadeiro cavalheiro!

Agora era oficial, eu estava prestes a colocar tudo para fora. Principalmente quando Jackson teve a audácia de assentir, sorrindo de lado. E seja lá como eu tinha certeza, mas aquilo sorriso era obsceno ao excesso. Maldito seja.

– Estou sempre ao seu dispor, senhorita Dare – ele ilustrou uma reverência, encurvando-se para baixo minimamente e gesticulando com o braço esquerdo.

Rachel soltou um risinho, e saiu do elevador. Revirei meus olhos, propositalmente teatral, quando ela passou por mim com aquela expressão que dizia algo como: olhe meu novo brinquedinho. Por céus, tudo que eu queria era somente pegar um elevador!

– Boa tarde, Annabeth – Ela destilou, com uma faceta cheia de bondade, como se ela fosse capaz de expressar algo assim comigo alguma vez – Até mais.

Quando ela estava longe o suficiente para ser apenas mais um borrão ruivo, Percy, finalmente, saiu. Seus olhos me enclausuravam, e ele estava totalmente compenetrado, com aquela aura de superior que ele adorava portar. Seu cenho estava franzido, as mãos refugiadas nos bolsos dianteiros, encarando-me intrigantemente.

– Não tinha te visto aí, senhorita Chase.

A minha risada irônica e ao mesmo tempo cheia de incredulidade se formou entre nós, enquanto eu praticamente engasgava com a sua cara de pau ao pronunciar tal.

– Tudo bem, Jackson – dei duas batidinhas em seus ombros largos e gostosos, antes de me dirigir por fim ao elevador, chamando-o antes – Agora estou bastante atrasada.

Quando eu estava devidamente dentro do elevador, ele me indagou:

– Você não vai para o pub que minha prima pretende te levar, não é?

Sorri, de lado.

– Só indo para descobrir.

(..)

– Qual o problema em responder rápido o telefone, Chase?

Rolei minhas orbes, dramaticamente, ao escutar a voz impaciente de Tyson soando tão alto ao telefone, como se quando me encontrasse, fosse me esquartejar por uma simples demora ao atender ao aparelho.

– Não há nenhum problema com isso, doçura – sibilei, utilizando do sarcasmo ao falar com ele pela primeira vez hoje – Aconteceu algumas coisinhas indesejáveis ontem e eu acabei por arremessar ele em qualquer canto – omiti a parte em que eu havia quebrado uma foto que um já havia sido preciosa para mim.

– Ah, isso explica as 19 ligações que fiz para você terem caído direto na caixa. Parece que o comportamento típico de Annabeth Chase, finalmente, voltou. Selvagem e revoltada.

Eu revirei meus olhos uma outra vez, só de ilustrá-lo com um sorriso sacana ao rosto, como ele sempre fazia questão de fazer quando se referia ao meu nem tanto antigo temperamento.

– Vá se foder, por gentileza – ri, por mais que o humor não estivesse se escondendo atrás da onipresença ─ O que devo a honra de sua vontade santíssima em me ligar, Ty?

– Preciso estar pedindo para ter que ligar para minha doce melhor amiga? – ele indagou, satírico.

– Na maioria das vezes, você precisa, de verdade.

– Ah, Chase – ele gemeu, fingindo um cansaço por defender apenas por momentos sua tese nem tão convincente e compacta assim – Por que você resolveu dar uma de excluída e drogada hoje? Logo hoje, horas depois da sua transa com meu irmão.

Impeli minha fala seguinte no mesmo segundo em que o ouvi completando a sentença. Por que, diabos, Percy tinha que contar a totalidade que acontecia conosco para seu irmãozinho? Ok. Irmãozinho que era meu melhor amigo, contudo, de qualquer forma, seria bastante viável e recomendável que ele restringisse essa lista – que deveria consistir em apenas uma pessoa: Ty – que deveria inexistente, aliás.

Sondei o teto, cuja cor esbranquiçada e imaculada se propagava, e respirei fundo, ajeitando minha cabeça ao meu travesseiro fofinho de penas, meu querido Ted.

Voltei, rapidamente, meu foco à uma nota mental de ter uma conversa um pouco séria com Percy, cujo assunto era com quem ele partilhava coisas da sua vida que me envolviam. Se era somente eu a envolvida, já que depois de presenciar lamentavelmente aquela ceninha inoportuna em um colégio dele e Dare, eu duvidava muito.

– Então – pigarreei, tentando soar o mais casual possível, mas meu ombros estavam rijos e minha voz ondulava –, seu irmão te conta o que aconteceu no reforço?

– Somos irmãos – ele disse. Podia jurar que ele estava dando de ombros – Não há segredos entre irmão, Annie.

Cerrei meus olhos, mesmo que ele estivesse do outro lado da linha, era como se ele pudesse captar ou assistir cada ato que eu fazia com meu corpo.

– Isso quer dizer que você contou a ele o que aconteceu na festa retro do ano passado?

– Não! – Ele urrou. Depois, tossiu duas vezes como quem disfarçava. O que ele estava tramando? – O que aconteceu na festa retro, fica na festa retro.

– Aquele não era o tema da festa. Na verdade, o lema da festa era certos fatos se concretizam para serem lembrados. Não vejo como as duas coisas se encaixam, Ty. Sinto muito.

– Quer dizer que, se esse é o tema, você se lembra do que ocorreu daquela festa? É bom saber – ele provocou, manifestamente tirando suas cartas e jogadas a mais.

Ah, mas não era assim. Ele não podia simplesmente manipular aquele joguinho, que na verdade nem era um jogo, com seus dribles esperto, devo admitir.

– Por que você não conta para Percy? – por fim, questionei, agora empunhando toda a seriedade ao perguntar, explanando que a coisa era crítica.

Fez-se uma ausência de som, iminente a ser permanente, o que de jeito nenhum poderia ocorrer. Ty era melhor amigo, e às vezes, eu suspeitava de coisas que jamais deveriam até serem matutadas. Enquanto eu o esperava fervorosamente com sua resposta, eu mexia-me, inquieta.

– Eu – ele resfolegou, antes de prosseguir –, achei que não fosse recomendável porque Percy já falava de você antes de tudo acontecer.

Quando eu menos notei, meu peito caiu gradativamente, liberando o ar que estava intrigantemente preso neles, sem nem eu mesmo perceber. A atenuação entrou em meu corpo, e eu estava sorrindo por mais pequeno que fosse o esboçar.

Também não pude deixar de notar o segundo conteúdo, que era mais do que atordoante, célere ao chegar a minha mente, para que por fim, ela o digerisse com certa dúvida. Não. Eu sabia que Percy e eu tínhamos uma conexão sexual imensurável e relevante, mas, Jackson não poderia ter falado de mim para Ty antes do chalé, porque até tempos atrás, ele me odiava.

E, não era moderadamente.

– O que ele te disse mais? – Puta merda, Chase. Por que justo essa pergunta que ressonava tão curiosa e afeta a isso?

– Coisas que apenas os ouvidos masculinos seriam capazes de digerir, então, você terá que reprimir mais sua vontade e perguntar a ele mesmo.

– Infelizmente não vou aceitar uma resposta tão incapaz como essa.

– Vejamos – ele fez uma pausa, para logo voltar a falar, e em contrapartida, meu estômago se revirava insanamente. Motivos, eu não sabia – Ele me disse que vocês tiveram uma aula, ele te pegou bisbilhotando coisas que não devem ser bisbilhotadas, houve uma simples discussão, num piscar de olhos vocês estavam se engolindo, no outro se comendo. Quer que eu deixe as coisas mais nítidas, amor?

– Eu ficaria agradecida – devolvi na mesma quantidade o seu deboche.

Às vezes, quase sempre, Ty já no começo de uma conversa esgotava a taxa de irritabilidade do ano todo.

– Ele disse que você e seus peitos são bastante chupáveis. Então, ele te chupou bastante?

Bufei, impaciente, antes de sequer respondê-lo. A dúvida se algum de seus neurônios eram ativos se entortou sobre sim, mas logo, desvendei a solução, negativa, aliás.

– Você tem mais alguma coisa a declarar antes que eu desligue na sua cara?

– Nada mais, Chase – ele disse – Te vejo na festa.

Repousei o telefone ao meu lado na cama, confesso, que um pouco pensativa com o que aquela simples conversa ao celular havia se tornado. Algo para eu reverberar inúmeras vezes em minha cabeça, o que era a coisa que eu menos queria no momento, sendo sincera. E algumas palavras de Ty ainda estavam cravadas em minha mente, com um auto relevo que me fazia ser incapaz de relevá-las. Seja lá o que aquilo significava – digo, toda aquela torrente de pensamentos inconvenientes – era melhor do que eu mais temia. Percy Jackson se importar comigo era mais viável do que a hipótese desregulada que, eventualmente, passava-se ao meio de meu cérebro.

Eu não deveria estar me desempenhando em descobrir sobre tal, no final das contas.

Então, foquei meus olhos na tintura azul cobalto desgastada que pincelava todas as paredes de meu quarto, e estranhamente, lembro-me exatamente de como foi o dia em que aquele ajuntar de paredes havia adquirido aquela cor. Aquele quarto sempre representava tanto o meu eu, que normalmente, todos conheciam entretanto, mas de forma rasa.

Aquele simplório cômodo reunia acervos tão encobertos e confidencias sobre mim que chegava a ser magnífico. Nunca fui encaixada a grande porcentagem que um dia teve quarto demasiadamente rosa pink e já no outro, o enegrecer se espreitava por todos os centímetros cúbicos. Este sempre havia sido meu quarto, desde que aos meus 7 anos de idade, tive a coragem de reivindicar meus direitos e exigir um quarto menos afável e mais o meu jeito.

Nunca gostei de ser estereotipada desde aquela época, mas é claro, que coisas do tipo ainda caem sobre mim.

Mirei as várias coisas entrepostas e intercaladas na parede em frente aos meus olhos. As fotos que emolduravam Thals, Si, Ty, Bianca e eu me fizeram sorrir quase que de inopino. Só Si sabia o quanto eu sentia a sua falta, e o quanto ela se fazia em minha vida. Ela se manteve onipresente em minha vida todos os anos, e ela simplesmente, se foi para Londres, deixando-me desolada.

Contudo, eu sabia que não poderia ser tão narcisista e egoísta a esse ponto. Ela era minha amiga e continuamente esteve desejando somente o bem a mim, seria estritamente injusto eu nutrir tais sentimentos por pura insuficiência de não conseguir me manter a mesmo sem ela.

Todos os dias, eu agradecia por ainda Thals, Ty e Bianca ainda estarem no meu rumo, servindo como o melhor respaldo.

Além das fotos, emblemas das minhas bandas favoritas se fincavam na parede, preenchendo os espaços vazios.

Minhas divagações se sucumbiram no instante em que, estridente, a campainha soou, fazendo-me pular minimamente no meu eixo.

Era impressionante como aquele aparelhinho infernal conseguia atingir tão longe, mesmo sendo tão pequeno. Sozinha em casa, tive que me deslocar da materialização do conforto e me rastejar para fora do meu quarto, já me encontrando no corredor estreito e longo da casa. Meus avôs haviam saído para o bingo, e como de costume, tardariam a voltar, o que me deixava com mais chances para não ser pega indo ao tal pub.

Ao fim do corredor, era visualizável o corrimão de madeira entalhado com ínumeras formas e desenhos de época. A escada espiral ocupava noventa por cento de meu campo de visão, e já apta, saltitei entre os degraus até estar no primeiro andar.

Esforcei-me mais alguns metros e, glórias a todos os deuses e ao meu sedentarismo que no fundo nem era tão colossal, escancarei a porta.

– Chase! – Thals surgiu, com várias sacolas de compras na mão (pergunta mental: o que haviam feito com minha melhor amiga?) e com Bianca ao seu lado – Viemos aqui fazer o terrível e psicótico papel de Si para te torturar. Numa linguagem mais humana e colossal: viemos aqui para te arrumar para irmos à nossa festinha hoje.

– Olá, Annie – Bianca sorriu, e ao fazê-lo duas covinhas adoráveis e irresistíveis se cavaram em cada lado de seu rosto – Antes que isso pareça mais estranho do que já é, isso foi ideia da Thalia.

Aquiesci, debilmente.

– Isso vai ser desagradável.

~

O estacionamento, ao contrário do que eu imaginava, já estava lotado em plena 21h30m. Seja lá o que aquilo significava, não era de meu conhecimento. Geralmente, em Kvemo, as festas que eram realmente boas, começavam a partir da meia noite, então fiz um pequeno pedido mental ao céus para que Thals soubesse a qualidade do local, para qual nos dirigia.

Duas filas opostas de carro apertavam a rua estreita e longa em que nos encontrávamos. Demorou cerca de vinte minutos para que conseguíssemos uma vaga, e nem rodando meus olhos por todos os estabelecimentos consegui captar qualquer evidência de que um daqueles prédios era um pub. Na verdade, aquela rua era bastante conhecida por ser uma ótima praça de alimentação aberta.

E convenhamos, não seria nada legal festejar com um salto de 15 centímetros numa loja do McDonalds exalando gordura. Sobre saltos altos, apelidados carinhosamente por mim de calçado demoníaco e mortal, eu não queria estar usando-os. Na verdade, todo aquele visual que, ressalto, eu nunca usaria na minha vida estava me deixando parcialmente incomodada. Tudo estava compactuado demais ao meu corpo, de modo que minha pele coberta mal podia respirar.

Mas, vejamos pelo lado bom, a totalidade de panos me cobrindo era igual ao meu amor incessante pelos calçados demoníacos e mortais, ou seja, nitidamente reduzida.

– Não estamos andando por tempo de mais? – eu quis saber, olhando atenciosamente o chão para evitar o meu desabamento épico e nada inovador.

Thals olhou-me, como quem questionava meu sedentarismo, contudo, pelo que eu me lembrava bem, ela não era nada atlética e conseguia ser bem mais inútil do que eu remetendo-se a isso.

– Ah, qual é, Annie – ela guinchou, macabramente a cópia de Silena ao reverberar o som não tão estridente mas com a mesma intenção – Estamos quase chegando, quer dizer, ainda faltam duas ruas.

– Duas ruas? – mesmo com a voz calma, Bianca exasperou, as sardinhas de seu rosto ainda estavam claramente evidentes sob a maquiagem e a luz penetrante dos postes – Não seria melhor que estacionássemos o carro mais perto?

– Não, não seria melhor, cara di Ângelo. Além do mais, seriamos barradas. O estacionamento está todo aqui apenas para camuflar onde realmente é o local. Pelo que Ty disse o dono do local não quer visibilidade total do negócio.

– Então, como você, uma de menor, sabe sobre? – Arqueei minha sobrancelha.

– Digamos que o local é feito para nós, Chase. E de qualquer forma, isso não importa, realmente. Só temos que desfrutar – Ela abriu um sorriso puramente presunçoso, o que me deixou bastante receosa ao que ela poderia estar tramando.

Bianca sacudiu sua cabeça, concordando de forma silente com meu olhar desconfiado.

– Você quer nos contar alguma coisa, Thalia?

– Contar não seria bem a palavra certa – desvencilhou-se do assunto, torcendo os lábios – Mas, quando for a hora, toda verdade virá à tona.

Não me mantive atenta às ações de Thalia, por mais que eu o quisesse; eu tinha a leve impressão de que havia alguma coisa substancial se passando com ela. Buscar entendê-la agora exigiria mais esforço mental do que pretendo fazer essa noite ─ e genuinamente, eu não queria pensar mesmo entrando ou não numa enrascada.

Quando menos percebi já estávamos adentrando uma rua deserta, apenas o som que era gerado dos nossos sapatos se ampliava, e eu não pude deixar de pensar como seria bem mais agradável se eu estivesse com os meus all star. Thals nos guiou por mais um outro caminho, este sendo o direito, e eu vi meus olhos entristecerem por ainda não ter algum requisito do maldito pub.

– Pensei que precisaríamos andar somente mais duas ruas – sibilei, a voz carregada. Thalia olhou-me de soslaio, com aquele sorrisinho superior praxe dela.

– Acalme-se, Annie. Qual é a parte de secreto que você não entendeu?

– Toda a parte, pra falar a verdade.

– Espero que todo esse esforço valha a pena, Thals! – resmungou Bianca, com a sua capacidade incrível e afável de ser a melhor pessoa do meu convívio atual.

– Nunca traria vocês a uma festa que não fosse digna de mim, garotas.

Fingi acreditar, vendo-a parando abruptamente em frente a um prédio, de aparentemente quatro andares, e com o estilo gótico exalando. Estaquei, oscilando o edifício e esperando que Thalia se pronunciasse. E nada. Nenhuma movimentação ou sequer atividade humana foi registrada pelos meus sentidos.

– É aqui? – indagou Bianca, resguardando uma mecha de cabelo atrás da orelha sardenta – Aqui?

– Como vocês estão subestimando toda a coisa – cantarolou irônica, Grace, direcionando seus pés para a calçada de mármore bege do prédio, cujo contorno fazia-se no céu, a pintura verde clara tendo um contraste com o céu azul cobalto e salpicado por pingos brilhantes.

A mão de Thalia, quando desloquei minha atenção da extensão cobalto, estava se fechando num punho e logo ela o jogou contra a madeira escura da porta entalhada, socando-a fervorosamente.

Num baque, a porta se abriu. Esperei algum segurança alto e dotado de músculos mutantes, mas havia apenas um pequeno rapaz tímido e encolhido observando-nos, curioso.

– Algum problema?

– Nós – Thalia começou, falando com um tom cheio de insinuações – queremos café com leite, o triplo de espuma com essência de pistache.

– É só entrar pela única porta, descer as escadas, e você está lá – em sussurros, o cara com o óculos oval deslizando pelo nariz que mais parecia uma protuberância em sua face, passou as informações – Lembrem-se, vocês não vão querer passar essa informação adiante para uma pessoa errada.

– Fique tranquilo – Ela piscou, e olhou-nos sobre os ombros, como quem nos convocava para segui-la.

– Não temos opções – dei de ombros para Bianca.

– Isso é o que mais me assusta – ela suspirou, claramente nervosa. Ela não costumava a frequentar festas, e quando o fazia, as coisas simplesmente não terminavam bem para ela.

– Isso, Bi, é o que deixa tudo mais legal – tranquilizei-a, mais para apaziguar seu genuíno desespero do qualquer coisa – Agora, vamos entrar.

O cara nos deu passagem, afastando-se e segurando a madeira do portal para que pudéssemos adentrar. Enquanto fazíamos a travessia, não pude deixar de perceber o olhar desejoso que ele nos lançava sem nenhuma camuflagem pelo rabo de olho.

Eu não o culpava, não quando estávamos bastante produzidas com todas as armas femininas que eram disponibilizadas para nosso uso. Havia coisas que eu nunca admitira na minha vida, mas era impossível não dizer que hoje estávamos, especialmente, muito bonitas.

Especificamente, Bianca e Thalia.

Claro que a beleza estrondosa e alucinante das duas era sempre uma coisa fática. Só que, agora, foi como se uma fada madrinha tivesse aperfeiçoado cada traço, curva, membro do corpo delas, tornando-as as personificações da imponência.

Observei Thalia se movimentar, confiante, acima de seus saltos enormes e pretos, suas pernas translúcidas estavam, praticamente, à mostra, já que o vestido negro e reluzente, com os dizeres Little Black Dress, cobria apenas metade de suas cochas. Ela parecia graciosamente provocante naquele vestido e eu sabia que havia alguma mensagem subtendida sob aquele visual, bastava eu apenas saber.

Seu cabelo, aquela coisa solta, livre, e rebelde estava mais intenso. Os fios espetados pareciam estar ampliado ao toque do brilho dosado que a deixava deslumbrante, com cabelos dignos da liberdade. Os olhos, mais marcados do que o usual por uma camada grossa de delineador preto ao redor, estavam divergentemente mais brilhantes, um ar animalesco escapava das íris que de tão claras era possível de ver raios e mais raios de passando pelas orbes.

Nem mesmo o salto de 15 centímetros repleto de tiras horizontais fez com que a altura reduzida de Thals acabasse, mas aquilo não importava, porque pelo visto, ela continuava em seu total esplendor.

Se Thalia parecia um furacão, por outro lado, Bianca estava parecendo aquele tipo de menina inocente que fazia todos os garotos subirem pela parede.

Principalmente pelo rosto pálido e sardento, um tanto quanto simétrico, feito com todo o carinho e paixão pelos deuses. Os lábios já rosados e carnudos por natureza estavam pincelados por um rosa claro que combinava com o vestido quase que da mesma cor, exceto por ser um tom a menos.

A peça era realmente o que mais caiu bem em Bi, depois de ínumeras roupas testadas. O tecido se pregava em todo seu corpo até a cintura, onde se abria, num rodeado perfeito e uniforme que terminava na metade das pernas de di Ângelo, o vestido deixava as cortas plenamente expostas. Seus cabelos, pretos e extensos, caíam sobre seus ombros, abundantes em ondas perfeitas que aperfeiçoavam a face dela.

E havia eu.

Um tanto quanto insatisfeita por estar usando uma blusa de couro preta com um decote quase que caracolado nas extremidades das laterais inferiores, e que sucumbia-se acima do umbigo. Uma saia azulada, justa e alta se ajustava ao meu corpo, e devo dizer que ela subia mais do que o devido enquanto eu caminhava, aliás.

Uma jaqueta jeans clara protegia meus braços e meus ombros do frio, já que pelo visto, eu era bastante desacostumada com o ele.

Eu não sabia como, mas Bianca havia conseguido domar meu cabelo, deixando-o perfeito, e totalmente desassemelhado daquela fera diária que eu tinha de enfrentar. Os cachos pareciam ter saído de uma revista de cabelo mundial, e ainda havia uma trança ao lado, perto de minha orelha esquerda, como se não fosse o suficiente.

– Acho que se eu continuar andando acabarei mostrando coisas que não devem ser mostradas – resmunguei, repuxando mais uma vez minha saia para o devido lugar.

Thalia olhou de soslaio a mim, mas depois voltou a analisar o pequeno salão mal iluminado, com várias estantes recheadas de livro que iam do rodapé ao teto.

– Você está extremamente gostosa nessa roupa, então pode nos agradecer.

– Ah, claro – forcei um sorriso – Obrigado por me transforma numa vadia à lá Rachel E. Dare – reforcei uma carranca enojada, certa de que ela estava a notando.

– Vamos lá, Annie! – Bianca exclamou – Você está linda e acho que deveríamos ir logo para o que realmente importa.

Aquiesci, desatenta a todos os detalhes do que parecia ser uma biblioteca, e por fim, encontrando uma porta, ao lado de uma balcão velho e amadeirado.

– Tem razão. Vamos logo.

Quando abri a porta, Thals e Bianca atrás de mim, apenas encontrei o escuro me encarando. Espalmei minhas mãos na parede, e logo, um interruptor se chocou contra a minha mão e logo acendi a luz, fazendo a escada em espiral avermelhada e de ferro ficar visível.

À medida que íamos descendo, uma música pulsante e elétrica se fazia presente, gradativamente aumentando o volume e me fazendo entrar no espírito da coisa. Pelo menos, a música que estava tocando era boa, pensei comigo ao compreender o remix de Ultraviolence.

Quando estávamos, por fim, no subsolo, os pés firmes, a iluminação roxeada impactou minha visão, e ela se ampliava por todos os metros cúbicos do espaço.

Um rapaz, classudo e bonito, se estacou em nossa frente, e com um sorriso disse:

– Sejam bem-vindas à inauguração da Summit, o mais novo pub da cidade. Sintam-se livres para fazerem o que quiser, já que aqui não tem regras e muito menos restrições.

E então ele se foi, se esquivando da multidão de corpos que rondavam de lá para cá com um copo na mão. Por ser um pub, o local era bem mais amplo do que o esperado, e aquela cor púrpura se espalhando diante aos meus olhos fazia a sensação de que estávamos no paraíso fluir.

– Isso aqui é perfeito – Thals conseguiu dizer, a boca escancarada.

Eu concordei com a cabeça, por mais que uma boa parte ainda não me era visível por toda aquelas pessoas acumuladas, como um formigueiro.

–Não é tão mal assim... – eu disse, afinal.

– Fala sério – Bianca estava admirada. Suas sardinhas ficavam ainda mais adoráveis sob a luz roxa – Jamais vi tanta gente junta e tão colada.

– Bem-vinda ao paraíso, então, querida di Ângelo – Thals disse, sorrindo maliciosa.

– Hm, preciso de uma bebida, vocês vem ou? – questionei.

– Bianca e eu iremos conhecer e apreciar algumas maravilhas masculinas, depois te encontramos no bar – Thalia disse rapidamente, para depois puxar a pobre Bianca pelo braço, e arrastá-la para algum lugar através da aglomeração humana.

Eu sorri, mesmo que elas não tenham visto, e me preparei para andar naquele piso incandescente e levemente violeta. Não me assustei ao me deparar com inúmeros rostos conhecidos, a maioria de Kvemo High School, e apenas os ignorava, quando tentavam lançar acenos ou sorrisos amigáveis.

A pista de dança led era a frente da cabine do DJ. Era a única extensão preta do local, sendo pontilhada por todas as cores possíveis que se intercalavam e vibravam ao ritmo que o DJ estava ditando. Era o local mais cheio, de fato. Havia alguns casais se agarrando sobre os sofás de couro e baixos entrepostos metros à frente do bar, outros se engoliam colados a parede com vários pôsteres neons em auto relevo, ou até marcas de bebidas, ou emblemas de bandas.

Ao avistar a imensa bancada de mogno branca, refletida pelas luzes purpurinas cravadas ao teto, fui em direção a ela, até que uma silhueta franzina barrou-me de ir onde eu realmente queria estar.

– Annabeth – Nico falou analisando-me um pouco confuso – Você está bastante bonita, aliás.

Dei duas batidas em seus ombros, cobertos pela sorrateira jaqueta de couro acima da camisa branca ou roxo. Oh, céus. Aquele lugar até poderia ser descrito como o Maravilho Mundo Roxo.

– Obrigada, Nico – repuxei meus lábios num sorrindo, sondando-o – Você não está nada mal, também.

Ele sorriu, balançando sua cabeça, os vários fios caindo sobre seus olhos, adornados pelas olheiras que integravam-se àquele visual não me importo com nada ─ no qual eu até acreditaria se ele não tivesse deixado de ser nosso amigo para se juntar a Jason e todo aquele pessoal desnecessário.

– Por acaso, você viu Thalia? – casual, ele questionou. Mas eu sabia que ela estava esforçando-se através da casualidade para esconder seu interesse e isso era claro na suas orbes obsidianas tão forte quanto as trevas.

Resolvi fingir que não entendi sua real intenção.

– Ah, sim. Ela sumiu agora há pouco, provavelmente deve estar com Bianca na pista.

– Uh, valeu – ele disse. Gesticulou com as mãos, nervoso – Estou indo, ahn, boa festa.

E por fim, desapareceu de minha frente.

Não pude deixar de notar a sua falta de afinidade comigo, o que me era tão sórdido, já que há dois anos atrás partilhávamos mais do que a amizade. A razão pelo qual ele se afastou até hoje era um mistério a ser desvendado, e era um segredo como ele conseguia se esquivar de nós sendo irmão gêmeo de Bianca.

De qualquer forma, uma fagulha de felicidade se ascendeu em mim, por vê-lo em busca de Thalia.

Se as coisas entre ele e eu já eram assim, imagine com Grace, que era a mais próxima de Nicolas.

As banquetas esbranquiçadas estavam desocupadas, o que me deixou mais aliviada. Era um saco beber com um idiota ao seu lado, enchendo sua paciência, e jorrando cantadas e piadinhas de últimas categorias.

Logo, sentei-me em uma delas, apreciando a bela visão após o balcão recheado de copos e bebidas extraordinários, que consistia no final do pôr do sol, quase que no início da noite numa praia. Tal imagem era tão surreal sob as prateleiras de led que mudavam de tons roxeados constantemente e que suportavam as bebidas intermináveis, contudo, parecia que eu era realmente estava vivenciando o espetáculo da natureza.

– Vou querer um Darkness Cry... – informei ao barman, que me lançava sorrisos insinuantes. Em sua boca, estava um cigarro que só o deixava mais fodidamente gostoso – Com o máximo teor de álcool que você conseguir – acrescentei, devolvendo um riso sem som a ele.

– Como quiser... senhorita.

Ele sumiu, se agachando, e num segundo depois, voltou com todos os ingredientes precisos para que fizesse a bebida; e o show iniciou-se. O barman, barra, deus grego, começou o malabarismo com enquanto jorrava suas ações descaradas sobre mim. Eu apenas assistia, apreciando tudo, aquele sorriso se dilatando, e revelando a arcada dentária com a cor branca imaculada.

Ao terminar, ele derramou o conteúdo oscilante e enegrecido em um copo baixo e com a forma cúbica, o arrastando até a mim e se debruçando sobre o mogno mais invasivo do que o recomendável. Ele retirou o cigarro da sua boca, soltando a fumaça ondulante perto demais de meu rosto, e eu sorri cheirando o aroma de chocolate do sabor que ele tragava.

– Espero que goste – ele sibilou, compenetrado com os olhos azulados examinando cada centímetro meu.

Tomei o copo com minhas duas mãos, prestes a ingerir aquele liquido, até que no trajeto até minha boca, o recipiente de vidro simplesmente se esvaiu de minha mão.

– Olha, acho que ela não te falou mas hoje ele só está tomando suco, refrigerante ou água – E depois daquela voz bastante conhecida ressonar perto dos meus ouvidos, o baque do copo ao balcão de propagou – Agora, se nos der licença, preciso de um pouco de privacidade com minha garota.

O barman soergueu suas mãos em rendimento, se afastando de nós, um pouco assustado com a reação repentina e ridícula de Percy.

Virei-me repentinamente, para a esquerda, onde eu havia sentido sua presença, e se meu olhar fosse uma arma, Percy Jackson já teria cavado sua própria cova.

Aquele sorriso de lado soberbo de narcisismo já estava implantado lá, como se estivesse muito feliz por ter massacrado meu momento com o barman gostoso.

– Qual é a porra do seu problema, Jackson?

Ele estreitou seus olhos, movimentando as pupilas de lá pra cá nas esferas oculares, que céus, não deveriam estar tão olháveis.

– Deixe-me ver... Estou te seguindo, evitando que você realize uma merda, como por exemplo, beber até dar para o barman – ele sorriu, irônico, encobrindo o copo com a bebida negra, e tomando um gole ávido. Ele esboçou uma leve careta, soltando um gemido refrescante – Uau, essa bebida é realmente boa. Quer que eu peça sua água, Chase?

Fechei meus olhos, inalando uma quantidade exorbitante de ar, evitando a todo custo um homicídio em plena festa. A música desse lado, não era tão alta, mas ainda sim tínhamos que falar com o tom alterado.

– Que diabos de ceninha foi aquela, querido? – rosnei, meus dentes rangendo enquanto eu cerrava minhas mãos num punho que até deixava os nós dos meus dedos incolores – Aliás, nós só transamos duas vezes, não sou sua, sendo mais direta, não sou de ninguém.

Quis deixar bastante ressaltado o fato de que eu tinha amarras em mim, e duas fodas com ele não dariam a ele o privilégio de me ter. Até porque eu não era um objeto, e muito menos posse de alguém.

Percy revirou os olhos, como se estivesse entediado demais, mas logo um sorriso cheio de escárnio o penetrou.

– Então quer dizer que já estamos no estágio de assumir tudo em público? Olhe, Annie, você me surpreende mais a cada dia, querida.

A fúria só ganhou mais espaço em cada pedacinho do meu corpo e maldita seja a hora em que eu decide percorrer meu foco naquele ser pecaminoso.

Não seria um abalo se eu dissesse que Percy estava mais do que irresistível e todo essa falação que sempre ocorria quando eu encontrava-o. Só que era impossível não encará-lo debaixo daquela luz esparramando-se em purpura, todas as feições e traços masculinos se destacando de forma divina, como se ele fosse uma estrela especial cintilando do céu.

Os cabelos estavam despojado e jogadas para todos os lados, e pude notar que estavam genuinamente úmidos. Os lábios repuxados num riso sem som fodidamente gostosos, chamando-me para um beijo. A camiseta de manga longa, negra, ainda deixava em pura evidência seus músculos de outro mundo e chega de notá-lo.

Aparentemente, eu estava o lixando, não babando por ele.

– Você é um cretino – foi tudo que eu disse.

– Você está regredindo com os insultos, Chase – Ele afastou o copo de si, e chamou com um aceno uma barman ruiva de caixinha e com os peitos mais grandes do que toda a Ásia. Não posso deixar passar como Percy se degustou com aqueles balões artificias a mostra naquele decote gigantesco – Pode trazer outra Darkness Cry, por favor?

– Claro, meu querido.

Eu ignorei o fato de que ela nem o conhecia para usar aquele pronome possessivo sobre ele e fiquei bastante satisfeita ao vê-la sumir, aleluia – amém! Aliás, aonde estava aquele gostoso que eu estava flertando ainda agora?

– Uau – fingi estar impressionada – Não acha que está dando em cima de muitas garotas num dia só?

Percy franziu suas sobrancelhas, agora realmente desapercebido da real questão que eu iria tratar.

– Como assim, Annabeth?

Eu tive que gargalhar, e minha exasperação se mesclou ao som de Coldplay que pulsava insanamente em meus ouvidos.

– Qual é, Percy – Empurrei-o, pelos ombros, depois, mordi meus lábios – Você sabe exatamente do que eu estou falando. Hoje à tarde você deu em cima da vadia da Rachel, aliás, você sabia que eu a odeio e que por mim, ela poderia estar do outro lado do universo? E agora, você olha descaradamente os peitos daquela ruiva falsa. Espera, qual seu fetiche por ruivas?

Quando eu percebi, já havia soltado uma torrente de palavras, que ao contrário do que previ ao soltá-la, haviam soado perigosamente ciumentas. Ah, porra. Eu tenho essa arte revigorante de foder tudo no clímax.

Agora, meu professor estava com aquela expressão convencida e extremamente filha da porra contorcendo belamente sua face.

– Quanto ciúmes, bela Chase. E se quer saber, por mais quentes e tudo mais que ruivas sejam elas não fazem meu tipo. Sabe, eu prefiro loiras, extremamente gostosas e inconsequentes do que fazem.

Certo. Eu poderia estar insana, mas aquela indireta mais do que direta havia sido para mim.

– Não estou com ciúmes, Perseu. Você só deveria não fazer comigo de plateia.

– Já disse que não dei em cima de nenhuma ruiva ou qualquer mulher hoje – Ele reforçou, dando de ombros, como se não quisesse mais insistir em me persuadir – Falando em ruivas, o que você tem contra Rachel, ela é tão legal.

– Legal? – ri eu, incrédula, afastando a jaqueta de meus ombros, deixando elas caírem pelos meus braços. Percy olhou o movimento vidrado, enquanto mordia os lábios não tão discretamente – Acho que você foi enganado.

– Mas, você não tem problemas com isso, não é?

– O meu único problema está noite é que você estragou minha diversão, então, acho melhor que você conserte isso – sorri, habilidosa na arte de ser obscena quando queria mas mesmo assim transparecer tal coisa apenas por segundos – você é capaz disso?

Seus lábios estavam se entreabrindo, ele estava prestes a me responder, mas a voz totalmente estridente e nojenta daquele ruiva peituda fez-se presente e sorri minimamente quando Jackson rolou os olhos, ainda os mantendo em mim.

A garota, totalmente decepcionada, apenas retirou o copo da bandeja e o plantou a frente de Percy, tratando de esvair-se graças ao céus.

– Sou capaz de tudo por você, Chase.

Eu entrei numa combustão sobressaltada assim, que segundos depois, processei o que ele havia dito. Eu estava com raiva dele, confere. Contudo, convenhamos, por mais gato que aquela minha frustrada presa fosse, Perseu era um milhão de vezes melhor. Mais gostoso, intenso, misterioso.

E isso se tudo se somava, fazendo com que a vontade de beijá-lo se alastrasse por cada fibra minha.

Eu estava sem palavras, por demorados cincos segundos, que pareciam mais um ano, acrescento.

Mas, logo me recompus, deixando um sorriso endiabrado e proibido esboçar-se em meu rosto.

– Ótimo, porque a noite será bastante grande e cheia de surpresas.

Notas finais
"– Sou capaz de tudo por você, Chase." Quem aí surtou quando Percyto disse isso? PORQUE EU ESTOU EM CHAMAS, ESSE HOMEM ME DESESTABILIZA. gENTE, Annabeth dando em cima do barman, e o Percy com a Rachel? tsc, tsc, tsc será que dá merda? por favor, comentem e respondam ao formulário (link: https://docs.google.com/forms/d/1wcnLtra5vcc31pO38eLRZk96ovR5mHx6UTZcA4e4inE/viewform). VOU EMBORA MAS ANTES AVISO PRA JÁ PREPAREM O FORNINHO DE VCS PRO CAPÍTULO QUE VEM QUE VAI SER BADASS VAI TER DESCOBERTAS E MISTÉRIOS E PERCABETH FEELS AO EXTREMO. VOLTAREI DANDO TIRO EM TUDO, MATANDO A ESTRUTURA DE TODOS. Porque eu amo vcs, starkjackson, xx.