Notas iniciais
Olá! Tudo bem com vcs? Obrigada a todos que leram e comentaram essa nova fic. Agradecimento especial para Maluzinha, que recomendou a minha história. Fiquei muito feliz e espero que continue gostando! Obrigadíssima pelo apoio e pela confiança. Segue o segundo capítulo. Divirtam-se. Eu revisei o texto muito rapidamente, então se houver qualquer erro, por favor me avise.

O supervisor ficou de boca aberta por alguns segundos, tentando assimilar o pedido de seu subordinado.

— Você enlouqueceu, Taylor? Eu não posso simplesmente me desfazer de uma detetive com a experiência da Bonasera assim, de uma hora para outra. Não posso fazer isso.

Mac afinou os lábios e remexeu a cabeça negativamente.

— Chefe, você me deve um favor. Preciso usá-lo agora.

Sinclair o olhou fixamente por alguns segundos antes de considerar a proposta de Mac. Taylor o havia livrado de várias enrascadas, e ele aguardava ansiosamente pelo dia em que seria cobrado de volta. Ele só não esperava que o pedido de seu subordinado fosse tão impactante. Mesmo que contrariado, ele teria que retribuir o favor.

— Eu já entendi, Taylor – bufou Sinclair – felizmente, durante a minha pesquisa para uma vaga para o Adam, eu verifiquei que existe uma vaga para chefe do laboratório em Nova Orleans. Vou recomendar a Stella.

Taylor respirou fundo e Sinclair percebeu a incerteza e o nervosismo no semblante dele.

— Tem certeza que é isso que quer, Taylor?

Ele consentiu.

— O que aconteceu entre você e a Bonasera? Não vai me dizer que vocês...ou isso é ciúmes?

Mac se remexeu desconfortavelmente na cadeira e tratou logo de acabar com o interrogatório de seu chefe.

— Chefe, eu nunca fiz nenhuma pergunta sobre nada. Por favor, não faça isso comigo agora.

— Está bem Taylor. Eu quero a sua palavra de que isso não o está afetando e não afetará seu trabalho aqui nesse laboratório.

— Tem a minha palavra, senhor – confirmou Mac com um tom derrotado.

Sinclair o dispensou e antes que Mac saísse do escritório, ele se lembrou de incluir uma última condição.

— Chefe, por favor, não diga nada sobre o meu envolvimento.

O chefe concordou com Mac, mas o alertou.

— Taylor, você sabe que eu não posso simplesmente transferi-la para Nova Orleans. Eu vou oferecer a vaga, e no fim, a decisão final será dela. Posso tentar convencê-la, mas e se ela não aceitar?

Mac olhou para o chão enquanto pensava na situação levantada por seu chefe.

— Ela vai aceitar – confirmou Mac.

Ele fechou a porta sob o olhar fulminante de seu chefe. Sem conseguir se mover, Mac se encostou na parede do escritório e tentou respirar, mas o sangue gelado que viajava em suas veias travou seus pulmões. Após tossir desesperado, ele percebeu que era hora de sair do laboratório, antes que Stella chegasse.

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Stella ajeitou os cabelos e retocou o batom usando o espelho retrovisor de sua SUV. Sua primeira missão do dia era ir direto à sala de Mac e esclarecer o ocorrido do dia do anterior.

Ela cumprimentou todos pelos corredores rapidamente, de forma a evitar que ninguém a interrompesse e a impedisse de chegar ao seu destino.

Assim que se aproximou da sala dele, ela diminuiu o passo e respirou fundo, pois não queria deixar transparecer sua ansiedade.

Devagar, ela se aproximou da sala e entrou. Mac não estava e não havia indícios de que ele já havia chegado. O computador ainda estava desligado e os documentos todos organizados em cima da mesa, do jeito que ele fazia todos os dias, antes de deixar o laboratório.

Stella respirou frustrada e se preparou para deixar a sala, mas sua atenção se voltou ao pedaço da parede, onde ela havia sido pressionada por Mac. Ela se aproximou do local e o alisou delicadamente. Fechando os olhos, seu corpo sentiu novamente o toque rude e demandante dele, ruborizando sua face.

Sinclair passou no corredor vasculhando uma porção de documentos em sua mão e a presença na sala de Mac o chamou a atenção. Ele estranhou ver Stella tocando a parede delicadamente, mas aproveitou a oportunidade para convocá-la para a fatídica conversa.

— Detetive Bonasera, quero vê-la em minha sala em dez minutos.

Ela pulou de susto ao voltar para a realidade.

— Sim, senhor.

Ele desapareceu no corredor do laboratório sem nem dar tempo dela dizer mais nada. Ela suspirou triste e caminhou pelos corredores até a sala do chefe.

— Sente-se, Stella – ordenou Sinclair.

Sinclair remexeu alguns papéis desajeitado e limpou a garganta, tentando esconder seu nervosismo.

— Detetive Bonasera, durante todos esses anos nesse laboratório eu tenho sido testemunha do seu excelente trabalho e crescimento profissional. Como você sabe, eu sempre confiei no seu julgamento, e não tenho preocupação nenhuma em deixar esse laboratório em suas mãos.

A detetive cruzou as pernas e seu pé começou a se mexer, expondo seu nervosismo. Ela não se lembrava da última vez que havia recebido elogios de seu chefe, o que a deixou orgulhosa, mas ao mesmo tempo, aquela situação a estava deixando intrigada.

— Com a sua experiência e crescimento profissional, acredito que estar na segunda posição no comando já não seja mais suficiente para você.

A garganta dela secou instantaneamente.

— Senhor, você não está me dizendo que o Mac..? – gaguejou sem conseguir terminar.

Sinclair riu e negou.

— Não é isso, Stella. Surgiu uma vaga para a liderança do laboratório de Nova Orleans, e eu acredito que você tem toda a qualificação e competência necessária para assumi-la. Pretendo indicar você para preencher essa vaga. O que você me diz?

Ela sorriu nervosa e expirou ofegante. Essa era uma oportunidade que esperava desde os tempos de cadete na academia de polícia de Nova Iorque. Ser chefe de um laboratório, ter a sua própria equipe, traçar suas próprias estratégias, instruir e inspirar. Seria a melhor coisa para seu lado profissional, mas a pior coisa para o seu lado emocional.

— Nova Orleans, chefe? É um pouco longe daqui – suspirou.

— Tenho certeza de que é uma ótima oportunidade para você, Stella. Eu sei que gosta daqui, da cidade e dos seus colegas. Mas acredito que chegou a hora de pensar em você, pensar na sua carreira, onde está, onde quer chegar e quais são as suas oportunidades.

Stella mordeu a língua indecisa e nervosa com a proposta. A pequena dor a alertou de que não poderia dar uma resposta sem analisar todos os prós e contras dessa oportunidade, principalmente depois do ocorrido com Mac no dia anterior.

— Eu posso pensar, senhor? Que prazo eu tenho?

Sinclair a entregou um pasta com as características do laboratório de Nova Orleans para que suportasse na decisão que ela teria que tomar.

— Preciso dar a confirmação em três dias. Pense e analise esse material. Aí dentro também contém informações sobre a cidade de Nova Orleans.

Ela agradeceu e pediu licença timidamente para se retirar.

Sinclair bufou nervoso e levou as mãos ao rosto.

— Não sei o porque estou fazendo isso...mas espero que você saiba que está fazendo, Taylor! – esbravejou.

Ele respirou frustrado e começou a buscar um substituto para a vaga de sua detetive.

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Com a pasta junto a seu peito, Stella fixou seu olhar em sua sala no final do corredor e caminhou direto para lá. Ao se sentar em sua cadeira, ela olhou ao seu redor e um filme passou em sua mente, trazendo as boas lembranças daquele ambiente. Desde os primeiros dias difíceis com Mac até os últimos dias, onde o time comemorava e apoiava a recuperação de Danny.

Mac e sua postura tímida e rígida a intrigou e a encantou desde o momento em que eles se conheceram. No início, ela temia que não era competente o suficiente para o trabalho e se esforçou muito, trabalhando dia e noite, para estar sempre com as repostas preparadas para as perguntas dele.

Aos poucos, eles se complementavam nas atividades e as executavam com perfeição, como uma engrenagem bem lubrificada. A confiança batizou o relacionamento e o tornou forte e longínquo.

Stella sempre achou Mac bonito e charmoso e gostava de estar ao lado dele mas nunca sentiu atração sexual por ele. Ela ficou feliz quando Peyton apareceu, porque ele estava feliz. Admitiu um certo ciúmes com relação a tal Dra. Audrey, pois sua intuição feminina a alertou, mas para seu alivio, o relacionamento não vingou.

Enfrentar a morte da Aiden não foi fácil, mas enfrentar a morte da Angel foi insuportável. Pela primeira vez, desde o ocorrido com Frankie, ela sentiu a necessidade de estar com alguém, de sentir o calor e o toque humano em seu corpo. E Mac apareceu em sua mente. A partir daí, o sentimento se transformou em algo quente e demandante, e ela não deixou mais de pensar nele.

Ela tentou se aproximar dele várias vezes, mas ele estava distante e obcecado em descobrir quem havia machucado Danny. Sem ao menos se recuperarem desse baque, novos tenebrosos casos tomaram conta do laboratório e Mac manteve a distância da equipe. Mas agora, as coisas pareciam ter mudado. Depois do avanço de Mac no dia anterior, Stella acreditou que ele finalmente havia percebido que, assim como ela, também precisava de alguém. E ela estava pronta para se entregar a ele e ao sentimento que nasceria dessa entrega. Se ela se afastasse agora, essa única e precisa chance seria desperdiçada e talvez, nunca mais apareceria outra.

Então, sem ao menos abrir a pasta fornecida pelo Sinclair, o coração de Stella tomou a decisão e os documentos, foram parar em sua lata de lixo.

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Mac fez de tudo para não voltar ao laboratório tão cedo. Ele pulou de caso em caso, se mantendo na rua e evitando a todo custo encontrar com Stella. Sabia que mais cedo ou mais tarde, a confrontaria e as palavras que iria dizer estavam decoradas e na ponta da língua. Só seu coração teimava em não concordar com toda a encenação que ele estava proposto a fazer.

Stella esteve com Lindsay durante o todo dia, interrogando meia dúzia de pessoas que Adam havia correlacionado no banco de dados com os itens encontrados na última cena do crime. Após o término dessa tarefa, Stella deixou Lindsay em seu apartamento, pois naquela noite, eles iriam comemorar mais uma etapa da recuperação do Danny.

Ela não estava com nenhum animo de ir à comemoração. Sua mente e coração estavam brigando entre si, alternando nas vantagens e desvantagens de ficar e de ir para Nova Orleans. Mas ela não poderia deixar de homenagear seu amigo e incentivá-lo a continuar, afinal, ele não tinha nada a ver com tudo o que estava acontecendo com ela. Assim Stella pensava.

Ela havia pensando em ir para o seu apartamento, se aprontar para o encontro com os colegas, mas, sem entender o motivo, sentiu a imensa necessidade de resgatar a pasta fornecida pelo Sinclair para estuda-la com calma e decidiu retornar ao laboratório.

Hawkes a encontrou subindo a escada da saída do prédio do laboratório.

— Stella, você não vai à comemoração conosco?

Ainda subindo os degraus com rapidez, ela confirmou.

— Vou sim, Hawkes. Só preciso pegar alguns documentos na minha sala e logo chego lá.

O detetive consentiu e a alertou de que todos a estariam esperando.

Ela caminhou pelo laboratório já quase vazio e meio escuro em direção à sua sala, quando percebeu a luz acessa vindo da sala de Mac. Seu coração disparou e sua respiração se descontrolou. A incerteza a dominou por alguns segundos e a fez reduzir seus passos. Sem a proposta de Sinclair, ela poderia demorar um ano para chegar a sala dele, mas tendo que dar uma resposta a seu chefe, tinha que esclarecer o que havia acontecido no dia anterior e como isso prosseguiria na vida deles.

Stella respirou fundo e se preparou para falar com ele.

Ao chegar à porta da sala, viu Mac sentado junto à sua mesa e compenetrado na escrita que desenvolvia no documento. Ele estava vestindo a irresistível camisa azul e as mangas estavam dobradas até antes do cotovelo. Do jeito que ela gostava de admirar.

— Mac, podemos conversar?

Ele consentiu e ela logo entrou e fechou a porta. Mac jogou a caneta que usava nos documentos em cima da mesa e passou a mão pelos cabelos, nervoso.

— Olha, Stella eu quero te pedir desculpas pelo aconteceu ontem. Eu não devia ter feito aquilo e isso nunca mais vai se repetir.

Stella se aproximou lentamente e se sentou a sua frente.

— Mac, eu só queria saber o que foi aquilo – perguntou receosa.

Mac lambeu seus lábios provendo tempo para sua mente resgatar a resposta.

— Foi um impulso, Stella. Eu reagi sem pensar.

A respiração dela começou a falhar, mas ela não se deixou abater.

— Não significou nada para você, Mac?

Stella lançou um olhar tímido que acertou o coração de Mac em cheio. A vontade que ele tinha era de terminar o que havia começado e depois leva-la para casa, e fazer amor com ela até o nascer do sol.

— Claro que não, Stella. Nós somos amigos e eu nunca faria isso com você. Aliás, eu estou muito envergonhado de ter tocado em você daquele jeito. Peço mil desculpas e espero que possamos continuar a nossa amizade sem que isso nos prejudique. Tudo bem?

— Tudo bem, Mac – suspirou triste.

Ela respirou fundo para controlar a sua emoção, pois ainda queria conversar com ele sobre a proposta de Sinclair.

— Mac, o Sinclair me ofereceu uma vaga para a chefia do laboratório de Nova Orleans. Você sabia disso?

Ele consentiu.

— Sim, Stella, o Sinclair comentou comigo e eu acho que ele fez muito bem. Você é a mais qualificada para assumir essa vaga.

— Isso foi antes ou depois do que aconteceu aqui? – disparou.

O sangue de Mac desapareceu de sua face ao receber o disparo em forma de interrogação dela.

— Não acabamos de concordar em não deixar isso influenciar em nosso trabalho? – desviou Mac.

Ela consentiu. Contrariada.

— Você acha que eu devo ir?

Mac se levantou da cadeira e levou as suas mãos à cintura. Sua mente pensou rápido e ele se preparou para fazer duas coisas: convencê-la a ir para Nova Orleans e convencer seu coração de que era isso mesmo que ele deveria fazer.

— Claro que sim. Será uma ótima oportunidade para a sua carreira, além de que, você merece essa chance mais que todos os outros indicados para a vaga.

Stella desviou o olhar dele e confessou.

— Mas meu coração está aqui.

Ele percebeu a voz chorosa dela e teve que ser forte para não toma-la em seus braços e implorar para que ela não fosse embora.

— Eu sei que é difícil buscar algo novo, principalmente quando se tem que deixar uma longa história para trás. Mas pense na sua carreira, seu crescimento e o mais importante; pense em você.

Ela riu nervosa.

— Até parece que você não entendeu, Mac.

Stella e Mac se entreolharam em silêncio.

— Stella, não enxergue coisas onde não existem. Eu já disse que não era para ter acontecido.

— Mas Mac...

Ela tentou argumentar e antes que ele se entregasse ao arrependimento, interveio.

— Eu estou saindo com alguém, Stella – mentiu.

A garganta dela secou instantaneamente e sua respiração travou.

— Eu não comentei com ninguém, porque não quero especulações, além de que, não quero criar uma exposição desnecessária sobre ela.

Ela teve que coordenar as palavras de forma a montar uma sentença completa, sem gaguejar.

— Eu conheço? – perguntou com um meio sorriso.

— Acredito que não. Peço que mantenha isso em segredo, por favor.

Um silencio tomou conta da sala e Mac percebeu que era hora de agir, antes que as emoções voltassem a dominá-los.

— Stella, eu realmente acho que você deveria considerar a proposta de Nova Orleans. Será melhor para você.

As palavras de Mac não tinham forma física, mas acertaram os ouvidos dela, causando uma dor pontiaguda. Sua esperança investida na possível relação com ele se esvaiu, e ela se levantou derrotada, sem olhar para ele. Antes de atravessar a porta, ela se virou e desabafou.

— Vai ser melhor para você também, não é Mac?

A pergunta de Stella ficou sem resposta vocalizada, mas o silêncio e a imobilidade dele confirmaram a suspeita dela. Stella deixou a sala, sem dizer mais nada e ele apenas a observou, sem esboçar nenhuma reação.

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Por mais que ela tenha jogado água no rosto e tentado se acalmar, as marcas de choro eram totalmente perceptíveis. Por isso, teve que carregar um pouquinho mais na maquiagem para camuflar e tirar a atenção dos olhos marejados. Ela respirou fundo e tentou convencer a sua alma de que, só estava fazendo aquilo pelo amigo Danny e que não iria deixar aquela infeliz conversa com Mac interferir na comemoração do time.

O time do laboratório criminal já estava lá, conversando, rindo e felizes por Danny. Stella se sentou na ponta da mesa, e tentava se manter transparente para eles. Às vezes, eles a envolviam na conversa e o máximo que ela fazia era concordar, discordar ou tecer qualquer comentário monossilábico. Ela planejou ficar pouco tempo, pois não estava em condições emocionais, além de que, teria que encarar Mac, que já estava para chegar.

Mac chegou a mesa do seu time já segurando um copo de uísque, vazio. Ao sentar, pediu uma segunda dose. Ele e ela evitaram cruzar os olhares e não se dirigiram a palavra.

Após conversar alguns minutos com o time e terminar seu segundo copo de uísque, Mac resolveu fazer um brinde dedicado a Danny.

Flack pegou o champagne que estava no balde com gelo e preencheu as taças dos amigos na mesa. Mac se levantou rapidamente e o efeito da bebida o fez cambalear de leve. Levantando a taça com o líquido dourado borbulhante, ele chamou todos para o brinde a Danny.

— Quero oferecer esse brinde ao Danny, que merece toda a nossa admiração pela força e esforço que fez para se recuperar e superar todas as essas dificuldades.

Os colegas levantaram as taças e vibraram com as palavras de Mac.

— Eu também gostaria de dizer que te admiro muito, Danny e que você é meu amigo. Porque amigos não traem, não mentem e não fazem coisas escondidas, não é? Amigos valorizam o relacionamento e não se entregam ou se ignoram na primeira dificuldade, certo? Pena que nem todos são assim.

O voz de Mac soou distorcida, e o time logo percebeu que era o efeito da bebida.

— E também, queria oferecer um brinde a Stella, que foi convidada a ser líder do laboratório em Nova Orleans! Parabéns, Stella!

Stella engasgou com sua champagne e arregalou os olhos. Um sentimento de ódio correu pelas suas veias e ruborizou o seu rosto.

— MAC! – gritou nervosa.

Seus colegas de laboratório se entreolharam surpresos, e balbuciaram sobre a notícia.

— É verdade, Stella? Você nem nos contou nada! – disse Lindsay.

— Parabéns, querida! Você merece! – brindou Sid.

Envergonhada, Stella desenhou um falso sorriso em seu rosto.

Alguns colegas bateram palmas e Mac esperou que fizessem silêncio para continuar.

— Vamos desejar a Stella toda a sorte do mundo nesse novo desafio que ela vai enfrentar! À nova chefe do laboratório de Nova Orleans!

Stella se levantou irritada e socou a mesa, com força.

— Para com isso, Mac!

Os detetives do laboratório ergueram as suas taças e ofereceram o brinde para ela.

Flack percebeu os olhares fulminantes que Mac e Stella estavam trocando e resolveu agir. Ele se levantou e o abraçou, o levando para longe da mesa. Stella se pôs imóvel por alguns instantes, observando os dois se distanciarem e depois suspirou algumas desculpas, deixando os colegas para trás.

O time observou Flack levar Mac para longe da mesa e logo depois, Stella sair correndo do bar.

— Acho que alguém falou demais – comentou Danny rindo.

Lindsay deu uma cotovelada nele.

Hawkes tomou o líquido borbulhante de sua taça e retrucou.

— Ah, amanhã eles serão o casal ternura do laboratório novamente.

Todos riram e continuaram com a animada conversa, ignorando o que acabara de acontecer.

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Stella chegou em casa desolada e abriu a porta do seu apartamento com dificuldade. Assim que entrou, se encostou na porta fechada e deslizou, até sentar no chão. Ali, se debulhou em lágrimas, respondendo à dor que as palavras de Mac haviam causado.

Agora, imaginar Mac com outra mulher era insuportável, e assim também seria olhar, falar, trabalhar com ele sabendo que ela não poderia se aproximar da forma que gostaria.

Seria melhor terminar antes de começar, e naquele momento, a distância lhe parecia a única solução para amenizar a sua dor.

Ela pegou seu celular na bolsa e enviou uma simples e decidida mensagem, selando o seu futuro.

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O toque estridente do despertador martelou na cabeça de Mac e ele gemeu de dor. Ao se sentar na cama, sentiu uma alta pressão dentro de sua cabeça e seu mundo girou, sem controle. Ele levou as mãos às têmporas e as massageou, de forma a tentar aliviar a dor.

A água fria que percorreu seu corpo trouxe as péssimas lembranças do enfadonho discurso que ele havia feito, além do olhar triste e decepcionado que Stella havia lhe dado antes que saísse.

Ele também havia respondido grosseiramente a Flack, que apenas havia tentado evitar maiores problemas no bar. Os dois discutiram e o policial o deixou sozinho, com suas próprias decisões, no corredor do banheiro. Sem condições de voltar a comemoração do seu time, Mac apenas se retirou do estabelecimento e sinalizou para o primeiro taxi que apontou na rua da big apple.

Mac tomou seu café forte e sem açúcar e decidiu que pediria desculpas ao time, ao Flack e principalmente, a Stella.

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Ao chegar ao prédio da polícia de Nova Iorque, ele foi direto se desculpar com Flack, que as aceitou.

Já no andar do laboratório, ele procurou por Stella na sala dela, mas não a encontrou.

Ele andou a passos largos pelos corredores, a procurando e perguntando por ela para todos que poderiam saber dessa informação. Stella não havia ainda aparecido no laboratório.

Mac puxou seu celular e ligou para ela, e a caixa postal eletrônica atendeu e solicitou o recado. Ele tentou mais algumas vezes, sem sucesso.

Sem que ele percebesse, Sinclair se aproximou dele.

— Parabéns, Taylor. A Bonasera aceitou a proposta e inclusive, a essa hora – Sinclair checou seu relógio de pulso – deve estar a meio caminho de Nova Orleans.

O coração de Mac bateu apertado e um frio desconfortável tomou conta de seu estômago.

— Quanto tempo ela vai ficar lá? Quando ela volta? – perguntou Mac nervoso.

Sinclair percebeu a incerteza na expressão dele e reagiu.

— O que isso te importa, Taylor? Você a queria longe daqui, e conseguiu. E outra, eu acabei de arranjar tudo com os nossos superiores e com o comando em Nova Orleans. Eu fiz o que você pediu. Não vai estragar tudo agora.

Um sentimento de arrependimento começou a perturbá-lo e ele teve que se conter para não deixar transparecer para o seu superior.

— Não senhor.

Por onde ele passou, teve que responder que Stella estava em Nova Orleans, arrumando as coisas para a sua transferência. E mesmo que tivesse repetido isso por inúmeras vezes durante o dia, não conseguiu acreditar e nem se convencer que aquilo estava realmente acontecendo.

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Stella ficou em Nova Orleans por dez dias, mas para Mac, pareceu uma eternidade.

Sem querer demonstrar arrependimento, ele conseguiu descobrir com Sinclair que ela voltaria no dia seguinte. Para saber como ela estava, ele teve ajuda de Lindsay, que conversou com a amiga através de mensagens de texto.

No dia anterior à volta dela, Mac ficou nervoso e não conseguiu se concentrar no trabalho. Ele somente pensava em Stella e como pediria desculpas para ela, como a faria confiar nele novamente e o mais importante, como ele faria para desfazer todo esse mal entendido.

A noite passou lenta e dolorosa e Mac não conseguiu fechar os olhos nem por um segundo. Sua mente apenas processava Stella e o que faria para tê-la de volta ao lado dele.

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Mac chegou ao laboratório motivado e correu para a sala de Stella. Um calafrio viajou por seu corpo quando ele a viu vazia. Todas as coisas dela haviam desaparecido.

Ele correu pelos corredores e também notou a ausência de seus empregados.

O celular logo apareceu em sua mão e acionou o contato desejado.

— Lindsay, é o Mac. O que aconteceu?

— Nada, Mac. Fomos até o aeroporto nos despedir de Stella. Já estamos voltando ao laboratório.

Mac engoliu seco com a notícia.

— Stella? Como assim? Ela já partiu?

— Não Mac, o voo dela sai em uma hora. Se você correr ainda dá tempo.

Ele desligou o celular bruscamente e correu para sua SUV. Mac ligou sua sirene vermelha e dirigiu ensandecido pelas ruas de Manhattan, costurando através dos carros e ganhando espaço e tempo, intercalando as faixas da rodovia.

Chegando ao aeroporto, ele usou sua insígnia para parar em local não apropriado e correu pelo terminal, tentando alcançar Stella antes que ela entrasse no avião. Era a última chance que ele tinha de implorar para que ela o perdoasse e ficasse ao seu lado.

Notas finais
E aí? Gostaram? Devo continuar com essa história? Comentem! Grande abraço!