Human Touch
4 Notícia Bombástica
Notas iniciais
— Stella? – suspirou desacreditado.
— Você vai me deixar entrar ou prefere que eu descreva a sua canalhice aqui mesmo no corredor? – provocou.
Sem escapatória, Mac se afastou e ela entrou no apartamento, a passos duros. Assim que entrou, bateu os papéis que levava em suas mãos e andou sem rumo pela sala do apartamento dele.
— Você pode me explicar o que significa isso? – interrogou empurrando os papéis que segurava na direção dele.
Ele segurou os papéis e passou os olhos neles rapidamente. Ao conhecer o conteúdo, um choque elétrico viajou por seu corpo. Dentre os textos impressos, estavam a sua solicitação para a transferência dela e sua assinatura digital.
Mac fixou seu olhar de volta nela e nada respondeu. Sua reação fora bloqueada pelo temor que o perseguia, que era Stella descobrir sua participação naquela transação. No fundo, ele sabia que um dia seria descoberto. Só não esperava que fosse tão cedo.
Ela insistiu na pergunta ao perceber a falta de reação dele.
— Você escolheu me transferir, Mac? Por que?
Mesmo acuado, Mac ainda tentou contornar a situação.
— Porque era uma ótima oportunidade para você.
— Oportunidade? E quem você acha que é para saber o que é melhor para mim? Você acha que pode sair assim se metendo na vida das pessoas desse jeito?
— Stella, era o melhor a ser feito. – disse Mac usando um tom de voz firme.
Ela suspirou desacreditada e caminhou até o sofá, onde se sentou.
— Melhor para quem? Só se for para você. – concluiu triste.
Um silêncio pairou sobre o ambiente e a hesitação tomou conta dos dois. Stella respirou fundo e desviou seu olhar, tentando resgatar forças para continuar.
— Você quis se distanciar de mim. Por que? Tudo que fiz foi tentar me aproximar de você e abrir meu coração.
A confissão dela acalentou o coração de Mac e ao mesmo tempo, o envenenou ao resgatar as lembranças dela com outro homem. O amargor daquele sentimento rompeu todas as amarras que ele ainda tinha em sua língua.
— É, mas se atirou nos braços do primeiro homem que encontrou. – resmungou.
Stella interrompeu seu discurso imediatamente ao ouvir o resmungo de Mac.
— Como é que é?
— Nada. – ele respondeu prontamente, tentando desviar o assunto.
Ela se levantou irritada e se deslocou na direção dele.
— O que você disse?
Mac e Stella trocaram olhares suspeitos e logo a verdade fora revelada à ela.
— Você dormiu com o Adam. – acusou Mac.
— Ah – suspirou – eu devia ter suspeitado. Você descobriu.
Stella se virou e deu alguns passos para trás, se distanciando um pouco dele.
— Foi por isso que você me mandou embora? – indagou encarando-o.
Mac afinou os lábios, nervoso. Sua respiração se tornou ofegante e o ciúme o estava fazendo perder o controle. Entretanto, ele não quis perder a oportunidade de confrontá-la e tirar aquela fatídica história a limpo.
— Por que você não me contou?
O par de esmeraldas foi banhado por tímidas lágrimas.
— Eu fiquei envergonhada. Não queria que tivesse acontecido.
A honesta confissão dela causou uma ardência no par de safiras, que também foi banhado com tímidas lágrimas.
— Por que você fez isso? Por que não me procurou?
Derrotada e triste, Stella retornou e desabou no sofá. As tímidas lágrimas agora deslizavam livres pelo rosto dela, sem que ela quisesse escondê-las.
— Eu me desesperei, me senti sozinha. Eu procurei por você, mas você estava tão obcecado em pegar quem machucou o Danny e tão distante de nós, que eu acabei me perdendo onde não devia. Eu queria que você estivesse ao meu lado.
Mac cerrou os olhos com força e a questionou, sem ter coragem de abrí-los.
— Foi somente uma vez?
Ela consentiu, limpando as lágrimas de sua face.
— Sim e não significou nada. Bebemos demais e nos deixamos levar pelo sentimento de solidão.
Ele moveu sua cabeça discretamente, em um movimento positivo.
— Você devia ter me perguntado, Mac, naquele dia, no seu escritório. Eu teria te explicado tudo.
Stella se levantou do sofá e se aproximou dele novamente. Mac apenas a observou se movimentar, lançando um olhar mortal sobre ela.
— Mas não, você se deixou tomar pelo ciúmes e nos atacou. Você foi egoísta em querer passar por cima de tudo isso sozinho. Preferiu estragar as vidas das pessoas, ao invés de resolver um problema que era seu. Aliás, um problema que não existe. Sabe, o que me consome é ter que entender que depois de todo esse tempo você simplesmente me mandou embora assim, sem um pingo de consideração. E tudo por causa de um erro bobo. Tudo que construímos juntos, a nossa amizade, o nosso relacionamento...não conta? Não significou nada para você?
As imagens dela e de Adam juntos voltaram a perturbar a mente dele, e o ciúmes o dominou e o influenciou negativamente no rumo daquela conversa.
— Sim. E pelo jeito, só significou para mim, não é verdade? — atacou. — E eu não mandei você embora. Você aceitou a proposta do Sinclair.
As palavras de Mac a acertaram como se fosse uma arma afiada, causando uma dor aguda em seu coração. Seu emocional teimou em não acreditar no que havia ouvido; entretanto, seu racional foi mais forte e comandou sua reação. Ela levou as mãos à cintura e uma expressão sarcástica se desenhou em seu rosto.
— Quer saber de uma coisa Mac? Eu saio com quem eu quiser! Não sou sua propriedade! O que você queria? Que eu ficasse atrás de você que nem uma adolescente apaixonada?
— Stella...- alertou Mac.
— Que toda vez que você levasse um fora de suas namoradas eu ia estar lá para recolher seus cacos? Que esperasse a minha vida inteira para ter a sua atenção e seu amor?
— Stella...
Mac insistiu em interrompê-la usando um tom mais enérgico, mas ela não se constrangeu e continuou.
— Atrás dessa pompa de marine responsável, existe um canalha egoísta que acha que pode manipular a vida das pessoas que se fosse dono delas!
— STELLA! – gritou Mac irritado.
A brusca reação dele a assustou e a forçou cessar seu desabafo. O desespero destruiu a frágil proteção que tentava sustentar e ela debulhou-se em pranto.
Stella elevou as suas mãos e cobriu seu rosto, escondendo as lágrimas que escorriam sem controle pela sua face. Já seus soluços, se tornaram impossíveis de esconder.
Vê-la chorando copiosamente daquele jeito despertou o sentimento que ele quis imobilizar durante todo esse tempo. Sentiu a vontade de pegá-la nos braços e acaricia-la até as lágrimas secarem e se transformarem em um belo sorriso. Ele até se moveu um pouco para chegar mais perto, e nesse momento, as palavras ditas por Sinclair invadiram a sua mente. E o fez recuar.
Mac não estava pronto para dar a ela o que merecia. O medo e insegurança bloquearam seus sentimentos, além do fato de que a qualquer momento, Christine chegaria para o jantar.
— É melhor você ir embora, Stella.
Stella respirou fundo e engoliu o choro. Ao resgatar a sua bolsa, percebeu a pequena mesa arrumada delicadamente, com dois pratos, duas taças e um discreto vaso de cristal com uma rosa vermelha no centro.
— Você tem companhia, não é?
Ele engoliu seco e nada respondeu.
— Você já está tomando conta da vida dela também? – atacou.
Mac se irritou profundamente e teve que se controlar para não revidar aquela provocação.
— Saia, Stella. – ordenou apontando a saída do apartamento.
— Até nunca mais, Mac.
Ao sair do apartamento, bateu a porta com força propositalmente.
O ar abandonou os pulmões dele e sua visão ficou turva. Ele queria correr atrás dela, e não deixa-la sair assim de sua vida. E as palavras de Sinclair o lembraram mais uma vez da condição dele e então ele se conteve. Sua decisão já havia sido tomada e não tinha como voltar atrás.
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A passos largos, Stella cambaleou ofegante até encontrar um lugar onde pudesse se sentar. Assim que o fez, respirou fundo e resgatou seu fôlego. Com dificuldade, ela entendeu que Mac havia decidido seguir com a sua vida. E isso não a incluía. E o melhor a se fazer era seguir com a sua vida. E o excluir também.
Do lugar onde estava, ela ainda podia ver a entrada do prédio de apartamentos dele e isso apenas a fez chorar mais. Nem a fina chuva que começou banhar a cidade a irritou, e logo suas lágrimas se misturaram às gotas de chuva.
Dentro de seu peito, seu coração inquieto parecia querer rasgar sua pele e sua garganta, gritar, como se pudesse expelir toda a dor que estava sentindo.
Stella chegou a gemer de dor quando viu a distância, Mac aparecer na calçada de seu prédio, olhando para todos os lados, como se estivesse procurando por ela.
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Mac desligou o fogo que ainda esquentava a pouca água que havia na panela e bufou decepcionado.
Ao resgatar a desastrosa discussão que tiveram, se arrependeu imediatamente. A única vontade que o perturbou durante todo esse tempo era de esclarecer todo aquele mau entendido e trazê-la de volta à sua vida. Afinal, Stella nunca havia abandonado seus pensamentos e muito menos seu coração.
Percebendo que a única chance de resolver toda aquela confusão parecia se dissolver junto às gotas de chuva que banhavam a cidade, ele correu para tentar alcançá-la.
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Mac venceu a porta de entrada de seu prédio e olhou ao seu redor, buscando Stella. A fina chuva que caía ofuscou sua visão e molhou seu rosto. Ele tentou limpar seus olhos da chuva, sem deixar de procurá-la.
Ela sorriu discretamente e seu corpo reagiu imediatamente àquela cena. Se levantou e sem hesitação, começou a caminhar lentamente na direção dele.
Um táxi se aproximou e encostou junto a porta do prédio e dele, uma mulher loira desceu.
— Oi, querido! Está me esperando?
Sem demora, Christine beijou e abraçou Mac. Ele retribuiu, contrariado.
— Ah, não, é sim, Christine. – mentiu.
Christine pegou na mão dele e tentou puxá-lo para dentro. Entretanto, ele não se mexeu.
— Vamos, Mac! Vamos sair dessa chuva! – ordenou.
Mac hesitou e ainda olhou ao seu redor pela última vez. Sendo insistentemente puxado por Christine, ele desistiu e entrou de volta no prédio.
Stella assistiu toda a cena imóvel, junto a marquise de um estabelecimento. Um soluço desacreditado e involuntário a fez entender e aceitar que seu destino estava selado e seu relacionamento com Mac, terminado.
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Robert desistiu de tentar realizar a centésima ligação para Stella quando ouviu as batidas vinda da porta de sua casa.
— Stella? Onde você estava? O que aconteceu?
Soluçando e com o rosto marcado pela tristeza, ela se aproximou e se jogou nos braços dele.
Ele a acolheu e a abraçou forte, sem saber o que havia acontecido.
— Calma, amor! O que aconteceu?
Stella balbuciou e não conseguiu responder ao Robert.
Robert manteve o abraço e a guiou para dentro, em direção ao grande sofá.
— O que foi? Aconteceu algo em Lafayette? – perguntou acariciando seu rosto.
Stella estranhou a pergunta, mas logo sua consciência lhe alertou de que essa era desculpa que havia inventado para se ausentar da cidade por dois dias: que ela ia dar uma palestra na escola de criminalística da cidade de Lafayette.
— Ah, não. Foi tudo bem.
— Então por que você está assim? – interrogou Robert a analisando da cabeça aos pés – suas roupas estão úmidas, seu rosto abatido. O que aconteceu?
Ela gaguejou algumas palavras enquanto sua mente procurava uma explicação plausível para ele, diferente do motivo verdadeiro.
— Robert, enquanto eu estava longe, eu senti muito a sua falta. Então, eu decidi que não quero mais manter o nosso relacionamento em segredo. Eu peguei um pouco de chuva lá em Lafayette, mas assim que cheguei, tinha que vir direto para cá, pra te ver.
Robert segurou as mãos delas entre as suas e as beijou carinhosamente.
— Não acredito, meu amor! Não aguentava mais manter isso em segredo. Quero contar para todo mundo que você é a mulher que eu amo!
Stella deu um pequeno sorriso para disfarçar a mentira que havia inventado.
Ele levou uma das mãos ao rosto dela e percebeu que estava quente.
— Acho que você está com febre. Venha – ordenou a puxando do sofá – vai tomar um banho e tirar essa roupa molhada. Enquanto isso, vou preparar uma sopa para nós. E depois, detetive Bonasera, vai direto para cama, debaixo do cobertor bem quentinho.
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O analgésico que tomou baixou sua febre, mas não acabou com a dor que sentia no peito. Dor essa que agora se dividia em duas partes: a rejeição de Mac e a mentira para Robert.
Aconchegada no peito aquecido de Robert, Stella se sentiu segura. Ela gostava de estar em sua companhia e de receber seus carinhos e suas carícias. Ele sempre a tratara muito bem e sempre respeitara suas decisões e opiniões. Além de que, em qualquer coisa que fizesse, a fazia se sentir desejada. Única. Amada.
Com a rejeição de Mac, ela sentiu a necessidade de estar próximo a Robert. Stella tinha total conhecimento de que nunca amaria Robert como amava Taylor, mas se pôs disposta a se entregar a esse relacionamento, assim como Robert já havia feito.
Ela fechou os olhos devagar e suspirou decepcionada.
— Está tudo bem, amor? – perguntou Robert a apertando levemente no abraço.
— Sim. Obrigada por cuidar de mim.
— Eu sempre vou cuidar de você, Stella. Agora, tenta descansar.
Ela assentiu e se aconchegou ainda mais no peito dele, se entregando ao sono.
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Mac se perdeu inúmeras vezes na passagem do relatório final do caso McGregor, irritando Jo.
A detetive nem acompanhava mais a leitura do colega, em sua cópia impressa, e apenas o observava frustrada, enquanto mordia a ponta da caneta.
Taylor errou algumas frases e finalmente percebeu que não estava em condições de continuar aquela atividade. Ele levou a mão aos olhos, tentando massageá-los.
— O que está acontecendo, Mac?
Ele bufou decepcionado e moveu sua cabeça negativamente.
— Jo, preciso de sua palavra que não vai comentar nada com ninguém.
— Nem precisa pedir, Taylor. O que aconteceu? Posso ajudar?
— A Stella me procurou.
Jo arregalou os olhos surpresa. Sua curiosidade a fez se aproximar e se debruçar sobre a mesa dele.
— Sério? Quando? O que aconteceu?
— Poucas semanas atrás. Nós discutimos e eu expulsei ela do meu apartamento.
Ela se entristeceu com o relato do colega e conseguiu ver a tristeza ofuscar o par de safiras.
— Mac, o que realmente aconteceu entre você e a Stella?
— Nada. – respondeu com uma risada breve. — Não aconteceu nada.
Jo cruzou os braços e se distanciou da mesa dele, se apoiando no encosto da sua cadeira.
— Então não estou entendendo mais nada.
Mac coçou a cabeça e narrou a primeira parte da história a Jo. A morte da Angel, o ferimento de Danny e a noite de amor entre seus detetives.
Ela ouviu a narração atenciosamente e se surpreendeu a cada detalhe.
— E esse caso entre eles durou muito tempo? – interrompeu.
— Acho que não. Ela me garantiu que foi somente uma vez.
Mac continuou a história, complementando com o seu ataque a Stella, a transferência, a descoberta e a recente discussão em seu apartamento.
— Céus, Mac! Se você publicasse essa história venderia mais que Nicholas Sparks. – provocou Jo dando uma pequena gargalhada.
— Por favor, Jo – repreendeu Mac.
Jo cessou seu riso e foi direto ao ponto.
— Me responda, honestamente. – pediu se debruçando novamente sobre a mesa dele – você gosta da Stella?
Ele mordeu seu lábio inferior e se preparou para responder.
— Sim. Com todo o meu coração.
A declaração de Mac e a expressão de serenidade que se formou em seu rosto derreteu o coração de Jo.
— Ah, Mac. Então o porque você não resolveu tudo quando ela foi te procurar? Ela não corresponde?
— Sim, ela se declarou para mim. Mas não posso, Jo. Quando ela partiu, eu queria ir atrás dela. E então, Sinclair abriu meus olhos para uma condição que não havia considerado.
Jo elevou suas sobrancelhas e nem precisou vocalizar sua pergunta. Mac buscou em sua memória os acontecimentos que sucederam sua chegada do aeroporto, após a partida de Stella.
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Após vários exames, todos com resultados negativos, e algumas horas em observação, Mac fora liberado do hospital. Ao retornar ao laboratório, já tarde da noite, foi recepcionado pelo seu nada contente chefe.
— Que circo foi aquele no aeroporto? Tive que dar um milhão de explicações para o coordenador da TSA sobre a sua conduta.
Sinclair continuou a esbravejar, mas as palavras chegavam distorcidas e abafadas ao ouvido de Taylor. Sua mente estava longe, tentando se juntar a Stella.
— Ein, Taylor? Você me deve uma explicação!
Mac pulou de susto ao ser atacado com um grito de seu superior.
— Não tenho nenhuma explicação, senhor. Eu, eu apenas... – suspirou sem conseguir terminar a sua frase.
Sinclair se enfureceu ainda mais e se aproximou dele.
— Eu sei o que está acontecendo. Você se arrependeu do que fez. Finalmente percebeu seus sentimentos por ela, não é mesmo?
A verdade atingiu Mac em cheio e o deixou sem resposta.
— Por que, agora? Ela esteve ao seu lado durante todo esse tempo e você nunca se deu uma chance, ou deu a ela uma chance. Eu via o jeito como ela te olhava e como se dedicou a você durante todo esse tempo e quando ela mais precisou de sua companhia, você simplesmente a mandou embora.
Mac levou suas mãos ao rosto, em uma tentativa frustrada de esconder as suas lágrimas. Esse movimento não passou despercebido por Sinclair, que respirou fundo e decidiu que estava na hora de encerrar aquela conversa. Suas suspeitas sobre o arrependimento de Mac haviam se confirmado.
— Eu fiz o que você me pediu, e não posso voltar atrás. Também não posso proibi-lo de ir atrás dela, pois não sou dono de seus sentimentos. Mas considere que Stella teve uma chance de recomeçar e numa posição que sempre mereceu. Por isso, tenha certeza de que você está pronto para aceitar isso e dar a ela tudo que ela merece. Senão, não vá até lá para estragar tudo. De novo.
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— Ai, Mac, por favor! Se você realmente gosta dela, está pronto para tudo isso! Por que você acha que não estaria?
— Sinceramente, não sei. Eu estava assustado e perdido em meus sentimentos e as palavras de Sinclair pareceram verdadeiras. Eu me questionei muito se, realmente fosse atrás dela, não estragaria tudo novamente.
— E agora?
— Agora acho que estraguei tudo de vez.
Ela afinou os lábios e negou decepcionada.
— Você tem que ir atrás dela e explicar tudo. Se vocês se gostam, porque negar desse jeito? Sofrer a toa?
— Não vou fazer isso, Jo. Eu fiz exatamente o que Sinclair me alertou e não quero machucar ela novamente. É melhor que ela siga a vida dela.
— E você? Vai conseguir viver sem ela?
— Provavelmente. Não.
Jo rolou os olhos e expirou desacreditada.
— Não consigo entender como duas pessoas que se amam conseguem estragar tudo desse jeito.
Mac achou o comentário da colega engraçado e riu nervoso. Jo o acompanhou no riso nervoso e se levantou da cadeira.
— Vamos, Mac. Vamos tomar um café.
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Mac e Jo entraram na cafeteria e se serviram com café e creme. Em seguida, chegaram Danny e Hawkes.
— Vocês também receberam a mensagem da Linds?
— Não – responderam Jo e Mac ao mesmo tempo para Danny.
Os detetives responsáveis pelo laboratório checaram seus celulares simultaneamente e confirmaram o recebimento da notificação de Lindsay.
Adam e Sid apareceram no corredor e se juntaram ao restante do time.
Flack apareceu por último e correu em direção à cafeteria do laboratório.
— O que aconteceu?
Os detetives se entreolharam curiosos e resmungaram, até que Lindsay apareceu na porta da cafeteria.
— Pessoal, eu tenho uma grande notícia para dar a vocês!
Ela aumentou o tom de voz e quando todas as atenções se viraram para ela e o silêncio reinou sobre o ambiente, soltou a notícia que havia acabado de receber.
— A Stella vai se casar!
Os colegas de laboratório comemoraram felizes, saudando e batendo palmas.
A notícia bombástica, somada a história que acabara de saber, deixou Jo de boca aberta.
E o coração de Mac parou.
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