Human Touch

7 Destinos Selados


Notas iniciais
Olá a todas (os)! Como estão? Sei que demorei "um pouco" com essa fic...peço desculpas. Agradeço a todas(os) que comentaram, e também me cobraram da atualização (Karol Bonasera Taylor e Tais Inácio - não esqueci das mensagens de vocês) e claro, agradeço quem está acompanhando a fic. Bem, sem mais, segue o tardio capítulo. Se houver qualquer problema, me avisem.

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O toque estridente do celular de Mac repercutiu irritante pela casa e atingiu os ouvidos deles em cheio, interrompendo o beijo.

Stella desviou seu rosto e aproveitou a oportunidade para se livrar daquela situação e foi buscar o aparelho celular dele.

Mac bufou e colocou as mãos na cintura, frustrado.

Após alguns segundos, ela reapareceu e estendeu o celular e a camisa, da porta do cômodo.

— Acho que você vai querer atender essa ligação.

Ele puxou os itens e ela se retirou rapidamente, fechando a porta.

Na tela do celular, a identificação do contato `Christine Whitney’ era mostrada, entre corações vermelhos.

— Christine, eu não posso falar com você agora. – respondeu irritado.

Mac repetiu sua condição e prometeu que ligaria mais tarde, encerrando a ligação.

— Droga! – vociferou.

Inevitavelmente, Stella viu a identificação da ligação e associou os ornamentos do nome à sua namorada. E não havia no mundo, hora pior para ela ter ligado.

Ele vestiu sua camisa, ainda aquecida pelo processo de secagem e jogou água fria em abundância em seu rosto, para retomar o controle. Antes de sair do lavabo e encará-la novamente, pediu sabedoria para que pudesse resgatar o progresso daquele encontro.

Stella estava sentada de volta no sofá, organizando e guardando a papelada do caso que estava espalhada pela mesa de centro de sua sala de estar.

— Stella, eu gostaria de...

Ela se levantou bruscamente e entregou as pastas de volta a ele.

— Não podemos fazer isso. Eu não quero fazer isso. Por favor, vá embora.

Mac segurou suas pastas e não conseguiu tirar os olhos dela, que cabisbaixa, recolhia os utensílios do pequeno café que haviam desfrutado.

Stella colocou as louças e na pia e se encostou no balcão, esperando seu pedido ser atendido.

Ele jogou as pastas no sofá e caminhou decidido na direção dela. Sem que ela pudesse reagir, a segurou firme pela cintura e a pressionou levemente contra o balcão.

— Stella, olha nos meus olhos e me diz que não sente nada por mim. Me diz que não quer ficar comigo e eu vou embora, para nunca mais voltar.

Ela baixou a cabeça desviando o olhar e tentou sair da posição em que estava, e ele a impediu.

— Me solta. — pediu Stella.

Mac a pressionou um pouco mais contra o balcão e a segurou mais forte pela cintura.

— Diga, Stella, olhando para mim — ordenou segurando o queixo dela delicadamente e levantando a sua cabeça de forma a alinhar os olhares.

Eles se entreolharam por alguns segundos e logo ela baixou seu olhar.

— Eu vou me casar, Mac...por favor me solte. — suplicou novamente.

Derrotado, Mac pegou suas pastas e deixou a casa, sem despedidas.

Stella fechou a porta por trás dele e se encostou nela. Uma dolorosa dor atingiu seu coração e desestabilizou seu corpo, que escorregou devagar até o chão. E ali, se entregou ao desespero e ao pranto.

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Mac observou as luzes da cidade de Nova Orleans da janela de seu quarto de hotel, acompanhado por um copo de uísque.

Um gole do uísque queimou a sua garganta e lhe proporcionou uma boa sensação por alguns segundos, e a comparou com o bem que as lembranças de Stella fazia com seu corpo.

O toque delicado e quente da mão dela ainda queimava em seu peito, como se sua pele estivesse marcada pelo calor. A respiração dela ainda causava cócegas em seus lábios e o brilho dos seus olhos, ainda iluminava suas lembranças.

Noite após noite, na solidão de seu apartamento, desejou e pediu fervorosamente uma nova oportunidade no amor. Uma nova chance de poder se entregar de corpo e alma a outra pessoa e fazer tudo diferente, de uma forma melhor e obviamente, fazer tudo o que não havia feito com Claire. A certeza de que havia encontrado um novo amor, estava confirmada e não seria justo, desperdiçar essa oportunidade, tão desejada.

Se Christine não tivesse interrompido, eles teriam se beijado e talvez, progredido com o relacionamento. Entretanto, não foi a ligação inoportuna que estragou a situação.

Apesar dela não ter falado que não queria nada com ele, a indiferença e a confirmação de seu casamento jogaram as últimas pás de terra na pequena esperança que tinha de reconquistá-la.

Seu coração não aceitava simplesmente deixá-la para trás e voltar a viver gelado e triste. Em adição, ele não queria mais sofrer ou se iludir, além de que, nunca em sua vida, queria fazê-la sofrer. Sua escolha infeliz de alguns meses atrás havia selado os dois destinos, transformando Stella em uma linda lembrança, e um amor impossível.

O último gole do uísque batizou sua mais difícil decisão. Conforme prometido a ela, iria embora, para nunca mais voltar.

Mac sentou-se na escrivaninha de seu quarto de hotel e registrou todas as suas análises do caso para entregá-las a Robert. E em seguida, deixaria Nova Orleans, decidido a esquecê-la.

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Atrasada, Stella caminhou depressa pelo corredor de seu laboratório, usando um enorme óculos escuros e com uma infindável dor de cabeça.

O vinho, o pranto e um certo marine de olhos azuis perturbaram seu sono, que só venceu seu corpo quando já era de manhã.

Ao chegar em sua sala, se jogou em sua cadeira e bufou nervosa. Ela tentou recuperar o controle, ao ter que lidar com Mac após o ocorrido em seu apartamento.

— Stella?

A voz de Robert vindo da porta de sua sala soou com música para seus ouvidos. Ela simplesmente se levantou e se jogou nos braços dele, sem comentar nada. Seu corpo precisava de calor e contato, e Robert atendeu as necessidades dela, apertando o abraço.

— Está tudo bem, amor? Você parece abatida.

— Sim, está. – respondeu tentando disfarçar sua aparência. — Senti a sua falta ontem.

Robert deu um meio sorriso e a segurou pela cintura.

— Ah, é? Você pode me mostrar como sentiu a minha falta hoje. O que você acha?

Ela sorriu e o beijou rapidamente.

— Pode se preparar.

Robert a liberou do abraço e alertou.

— Recebemos as ordens judiciais de busca e apreensão, a serem executadas amanhã. As instruções serão ministradas na reunião de alinhamento hoje. Precisaremos de todos os agentes disponíveis, pois a operação será grande.

Stella consentiu e retornou a sua cadeira.

— Robert, o Mac já chegou?

— Sim. E ele me entregou um dossiê contendo a análise que fez das evidências. Inclusive, me falou que você ajudou muito nessas análises.

— Foi. – respondeu desanimada.

— Ele te mandou uma cópia eletrônica.

— Você sabe onde ele está?

— Sim, na sala de reuniões.

Robert deixou a sala e ela apoiou seus cotovelos sobre a mesa, segurando sua cabeça com as mãos.

Sua mente estava afogada nas dúvidas e incertezas sobre o acontecimento ocorrido na noite anterior, e a voz de Mac ainda ecoava em seus ouvidos, causando uma conhecida reação em seu corpo.

No calor do momento, as palavras se distorceram e não representaram o real sentimento do casal. Ninguém declarou as suas intenções, e algumas respostas foram ditas, contudo, para as perguntas incorretas.

O pedido de Mac a perturbava, e ela não podia afirmar que não sentia nada por ele. Sua vontade era de entregar seu amor ao marine, como sempre desejou. E assim, Stella decidiu e se redimiu, por várias vezes, durante a noite. Todavia, as ações dele eram incompreensíveis e seus sentimentos, extremamente misteriosos. E, também, não queria passar pelo insuportável sofrimento de rejeição quando descobriu a verdade sobre a sua transferência.

Stella respirou fundo e decidiu resolver essa situação com Mac, de uma vez por todas. Se ele fosse claro nas respostas para as perguntas que faria, seu futuro se decidiria ali mesmo.

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Sem gerar nenhum ruído, ela se aproximou da porta e agradeceu ao vê-lo sozinho, na grande sala de reuniões. Seu coração disparou em ansiedade e quando Stella ia abordá-lo, o celular dele o fez primeiro.

— Oi Christine, tudo bem? Como você está?

O nome pronunciado irritou os ouvidos de Stella, que interrompeu suas ações e os sintonizou na conversa.

— Eu sei. Me desculpe.

Ele mudou o tom de voz e conversou docemente com Christine, despertando-lhe um ciúmes amargo.

— Fui escalado para uma missão conjunta aqui e devo voltar logo. Podemos combinar sim, claro. Eu estou no escritório agora. Te ligo mais tarde para conversarmos com mais privacidade.

Ela mordeu seus lábios, nervosa, e resolveu sair apressadamente, antes que ele percebesse a sua presença. Todavia, seus ouvidos ainda conseguiram ouvir a romântica despedida dos dois.

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A densa reunião de alinhamento salvou a sanidade de Stella. As inúmeras instruções para as futuras ações do caso desviaram totalmente a sua atenção. Como Mac não compareceu à reunião, ela foi nomeada como a líder da ação que executaria com ele. Portanto, tinha que entender e aprender todos os detalhes envolvidos, e posteriormente, instrui-lo.

Assim que a reunião acabou, ela caminhou pelos corredores do laboratório a procura dele, e não o encontrou.

— Gracie, você viu o Mac? Sabe se ele já foi embora?

— Vi, ele já foi.

Robert terminou uma conversa com um dos agentes e se aproximou de Stella, a abraçando pelos ombros.

— O Taylor me disse que tinha assuntos pessoais para tratar, por isso não estava na reunião.

Stella expirou frustrada. Sua mente logo desenhou uma conversa melodramática entre ele e a insuportável Christine.

— Você está pronta? Vamos embora?

Ela gaguejou, procurando uma desculpa para dispensá-lo.

— Ah, Robert, eu ainda tenho que concluir alguns documentos. Devo demorar mais uma hora.

Ele consentiu e deu um carinhoso beijo em sua testa.

— Te espero ansiosamente em casa. – sussurrou em seu ouvido.

Stella voltou para a sua mesa e fingiu trabalhar nos documentos em seu computador. Nos registros dos agentes, buscou o endereço do hotel onde Mac estava hospedado e esperou.

A detetive Gracie, e temporariamente assistente durante a missão conjunta, questionou ao aparecer na porta de sua sala.

— Stella, você precisa de alguma coisa?

— Não, Gracie. Pode ir. Obrigada por tudo e até amanhã.

A detetive se despediu e Stella esperou alguns minutos, para depois ir atrás de Mac.

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Stella dirigiu ansiosa pelas ruas de Nova Orleans, e rapidamente chegou ao seu destino. Sua decisão se fortalecia a cada segundo que passava e, seu futuro, só dependia de uma resposta dele.

Durante o curto trecho que caminhou entre o estacionamento e o hotel, repassou as palavras que compunham a pergunta que precisava fazer. Aquele era o momento decisivo para os dois e não havia mais espaço para desentendimentos e meias palavras.

Na recepção do hotel, ela solicitou uma ligação para o quarto de Mac Taylor. Não houve resposta.

Stella agradeceu e tentou ligar no celular dele. E a única resposta que teve, foi o acionamento da caixa de mensagens.

— Ele não deve ter ido embora...será? – pensou alto.

Ainda tentando contatá-lo pelo celular, deu alguns passos pelo lobby do hotel, até que viu o atendente da recepção segurando o fone e gesticulando para ela. Voltando depressa ao balcão, o agradeceu e agarrou o fone. Finalmente, Mac havia atendido.

— Oi, Mac sou eu. Preciso conversar com você. – confessou ofegante.

— O Mac não pode atender agora. Ele está no banho. Você quer deixar um recado?

A voz feminina distorcida do outro lado da linha lhe causou um desconfortável calafrio.

— Não é necessário. – gaguejou – Diga ao Taylor que existe um recado para ele na recepção do hotel.

— Tudo bem. Eu aviso.

— Ah, me desculpe. Com quem eu falei?

— É Jocelyn.

Não foi por falta de educação que Stella quase jogou o fone no balcão da recepção. Ela ainda se permitiu duvidar se o atendente havia ligado para o quarto certo. Sua mente logo a repreendeu, pois, qual a probabilidade de existir outro Mac Taylor e outra Jocelyn, na mesma cidade e no mesmo hotel?

Dentro do carro, seu espanto com aquela situação deixou de dopar seu corpo e ela então, entendeu o ocorrido. E isso causou uma dor insuportável em seu peito, lhe fazendo chorar incontrolavelmente.

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Ela afundou a cabeça na almofada e virou a sua atenção para a televisão, enquanto Robert preparava o jantar.

Algumas palavras que ele dizia da cozinha eram inteligíveis para seus ouvidos, enquanto que, a maioria, passou despercebida. Suas respostas e comentários eram monossilábicos e muitas vezes sem sentido.

Stella não sabia como havia chegado na casa de Robert. Em seguida a sua crise de choro, ela não pensou em mais nada e dirigiu, em modo automático, para a casa dele.

Seus olhos viam as imagens se movimentarem na tela da televisão, todavia, sua mente apenas processava o fato de que, realmente, Mac era um grande cafajeste. Nunca, em todos os anos que trabalharam juntos, imaginaria esse comportamento dele. Apesar de que, uma amostra já havia sido revelada pelas ações dele com relação a ela e a sua fatídica transferência.

Imaginá-lo traindo alguém, mesmo que fosse a Christina, e ainda mais com a Jocelyn, doía como corte profundo na pele. E doía mais, o fato de que ela quase abandonou tudo para ficar com ele.

— Esse programa está tão interessante assim? Já faz tempo que estou falando e você nem responde.

O tom de voz propositalmente mais alto dele a despertou da tortura de seus pensamentos. Ela se sentou no sofá e ele a ofereceu uma taça de vinho.

— Obrigada. Estava precisando.

— Por que você está assim? Preocupada com as ações de amanhã?

Um gole da bebida tinta relaxou seus nervos e a pergunta dele economizou o disfarce de uma resposta.

— Sim, um pouco.

— Não se preocupe. Vai dar tudo certo.

Robert tocou nos ombros dela delicadamente, prestando apoio, sem imaginar que sua preocupação era outro homem.

— Vem, o jantar está pronto.

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Indiscutivelmente, Robert tinha habilidade com suas mãos, dedos e língua. As carícias e massagens causaram uma avalanche de sensações em seu corpo e bloquearam seus pensamentos, deixando suas preocupações fora da cama.

Stella o abraçou forte contra seu corpo quando ele a penetrou, intensificando o contato. O calor da pele dele a aconchegou, e ela fechou os olhos, aliviada.

Robert usou a pequena liberdade que tinha e moveu seu corpo contra o dela, firme e forte, e ela forçou seu quadril, direcionando o atrito para o seu prazer.

Ele beijou o pescoço dela e subiu até o seu ouvido, onde sussurrou alguns elogios obscenos.

Infelizmente, não foram as palavras dele que ela ouviu. Seus ouvidos a traíram, e o que sua mente processou, foram as palavras de Mac, ditas na noite anterior. O dono do par de olhos azuis e voz rouca dominou sua mente e o contato com Robert, se tornou doloroso. Ela tentou se concentrar na seção de amor, com todas as forças que podia, mas elas haviam se esgotado na cena da recepção do hotel.

— Robert, Robert. – alertou, o empurrando nos ombros.

Concentrado na sensação de estar dentro dela, Robert demorou para perceber seu pedido.

— Robert, por favor, para! – suplicou com a voz trêmula.

Assustado, ele parou seus movimentos e focou sua atenção nela.

— O que foi?

Ela engoliu um soluço de choro e desabafou.

— Não dá Robert. Eu preciso parar.

Robert acariciou os cachos carinhosamente e abandonou o corpo dela.

— O que aconteceu? O que está te perturbando tanto?

— Acho que operação toda está me deixando louca.

Ele lançou um olhar suspeito.

— Tem certeza que é só isso mesmo?

Ela expirou fundo e gemeu cansada.

— Sim. Essa mistura de agentes e trabalhos paralelos são coisas que não estou acostumada. Não acontece isso normalmente no meu laboratório.

Robert deu um beijo carinhoso nos lábios dela e ela retribuiu.

— Vou buscar uma bebida para gente.

Stella o assistiu sair do quarto e bufou irritada. Além de se remoer internamente com as lembranças de Mac, agora se culpava por enganar Robert.

Ele retornou com uma garrafa de vinho e duas taças.

— Vamos beber e esquecer tudo isso. Pelo menos hoje.

Eles degustaram a bebida gelada e assistiram a um filme antigo na tv, até que pegaram no sono, abraçados.

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Ela despertou assustada, sozinha na cama dele. Ao se espreguiçar, se encantou com a rosa que descansava no travesseiro dele.

Robert a amava verdadeiramente e sempre a tratou decentemente. Nunca deu razões para dúvidas, brigas ou desconfianças. Sua presença a fazia se sentir segura, protegida e, entre quatro paredes, a mais desejada das mulheres.

Seu coração sofreu com esse sentimento e ela se repreendeu amargamente, por ter considerado deixá-lo para ficar com Taylor.

Stella se sentou na beirada da cama e respirou fundo. Pediu forças para executar a importante ação com Mac e resolver o máximo de pendências que podia, para finalmente, se afastar definitivamente dele.

Assim que essa missão fosse finalizada, sua próxima missão já estava definida: começar os preparativos para seu casamento.

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Ao chegar em sua sala, seu café preferido já a aguardava, devidamente adoçado. Robert sempre a mimava, quando percebia sua tristeza.

Ela se preparou psicologicamente para encarar Mac e começou a procurá-lo. No entanto, ninguém sabia onde ele estava. E para variar, só conseguiu deixar uma mensagem na caixa postal de seu celular.

— Deve estar com aquela infeliz. – resmungou com seus botões.

Esperando por uma resposta dele, voltou a estudar as pastas da ação, rabiscando o plano de atuação e algumas estratégias auxiliares.

O tempo passou depressa e quando se deu conta, já estava na hora do almoço. Alguns times, incluindo o de Robert, haviam saído para missão pela manhã, e a sua, estava escalada para tarde. Portanto, seu almoço seria solitário.

Stella foi até o trailer que ficava em frente ao seu escritório e comprou sua tradicional salada Caesar, planejando almoçar em sua sala.

Ao passar de volta pela mesa de Gracie, questionou.

— Você viu o detetive Taylor hoje?

— Vi. Acabei de voltar do almoço e vi ele almoçando com a Jocelyn na cafeteria do laboratório.

Stella rolou os olhos desacreditada e evitou comentar.

— Por favor, Gracie, se ele passar por aqui, diga que estou procurando por ele.

A assistente confirmou que assim o faria.

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Dentro da sua sala, Stella golpeava as folhas e os legumes de sua salada, violentamente. Ela estava cansada daquele comportamento estúpido e irresponsável de Mac, e se ele não aparecesse para a missão, iria sozinha.

E assim aconteceu. Mac não apareceu e nem respondeu aos chamados de celular. Percebendo o tempo se esgotar, Stella considerou os riscos da ação que tinha que executar e decidiu ir sozinha.

Antes, ela deixou mais um recado na caixa de mensagens dele, explicando que estava partindo para executar a missão.

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Robert visualizou Mac saindo do elevador, balançando seu celular estranhamente. E um sentimento de alívio tomou seu corpo.

— Ainda bem que vocês voltaram! Como foi a missão?

Percebendo que sua noiva não apareceu com ele, questionou sem esperar as respostas para as perguntas anteriores.

— Onde está a Stella?

Mac o olhou surpreso.

— Eu também quero saber. Estou procurando por ela há horas.

— Como assim? Vocês não foram juntos executar as ações de hoje?

— Não. Ela iria me contatar, mas somente agora percebi que meu celular está sem sinal. Vim procurá-la depois do almoço e ela já não estava mais.

Robert arregalou os olhos, intrigado.

— Gracie, quando foi a última vez que você viu a Stella? – perguntou.

— Na hora do almoço, entre meio-dia e meio-dia e trinta.

— Ela não deixou nenhum recado?

— Não, senhor.

— Você viu que horas ela saiu?

Gracie negou, e se desculpou, envergonhada. Ela deixou seu posto para ouvir Jocelyn fofocar sobre a noite que passara com o detetive Taylor, e deixou de registrar a saída da Stella para a missão.

Robert levou a mão ao rosto, e suspirou nervoso.

— Ela foi sozinha.

— E o celular dela? – tentou Mac.

— Não responde.

— O último registro com a central da missão?

— Duas e quinze da tarde.

Mac sentiu seu sangue esquentar e sua respiração falhar. Sua mente trabalhou com rapidez e o fez agir da mesma forma.

— Vamos, Robert. Eu tenho as pastas aqui com o endereço.

Robert acionou mais quatro agentes para acompanhá-los e deixou ordens estritas à Gracie, para avisá-los caso Stella voltasse.

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Eles chegaram ao endereço descrito nas pastas da missão e encontraram uma casa velha, escura e vazia. E nem sinal de Stella.

Os agentes investigaram as ruas adjacentes, procurando pelo carro dela e questionando alguns moradores vizinhos, sem sucesso.

Mac insistiu em contatar o celular dela, e em todas as tentativas, ativou-se a gravação de acesso à caixa de mensagens.

Robert recebeu informações pelo celular e assim que o desligou, anunciou, desolado.

— Os detetives foram até a casa dela e a minha. Nada. Eles vão ficar por lá e mandar qualquer nova informação.

Mesmo com a escuridão da noite e a pouca iluminação da velha casa, o time de investigadores foi até o local e trabalhou duro para levantar qualquer pista ou evidência que levassem ao paradeiro de Stella.

Alguns agentes no laboratório buscavam rastrear o celular dela, para estabelecerem o percurso realizado e sua possível localização.

Taylor entrou no carro sozinho e descansou no banco do motorista. Com as portas e vidros fechados, ele conseguiu um pouco de privacidade e de silêncio e ali, focou sua mente em como faria para encontrá-la. Se ela estivesse em perigo, a culpa era sua, pois seu comportamento displicente e irresponsável com relação às ações da missão a motivaram erroneamente.

Ele conectou seu celular na tomada de doze volts no carro e tentou fazê-lo funcionar. Depois de algumas tentativas, o aparelho ligou e estabeleceu conexão com a rede. Com a atualização dos alertas, várias ligações perdidas e duas mensagens de voz foram anunciadas na tela.

Ao ouvir a gravação da voz dela, um arrepio viajou por todo seu corpo.

— Onde você está, Stella? – suspirou.

Depois de horas de investigação e tentativas de contato improdutivas, Robert declarou Stella Bonasera, desaparecida.

Notas finais
Será que haverá uma disputa entre os cavaleiros? Quem chegar primeiro, ganha o coração de Stella? Comentem! Grande abs e até+!