Human Touch
1 A Fofoca
Notas iniciais
Mac Taylor caminhou apressado pelos corredores de seu laboratório em direção à sala de seu superior, assim que recebeu a inflamada ordem através de uma mensagem de texto no celular.
A secretária não estava em seu posto, e ele bateu cuidadosamente na porta e a abriu, deixando uma pequena fresta para se mostrar presente.
Lá dentro, Sinclair falava ao telefone, mas quando percebeu Mac aguardando na porta, gesticulou para que ele entrasse e fechasse a porta.
Sinclair terminou logo a conversa e lançou um olhar sério para Taylor.
– Taylor, eu tolerei o envolvimento amoroso de dois de seus funcionários, porque você me garantiu que isso não influenciaria no trabalho do laboratório. Mas não vou mais tolerar isso.
Mac franziu a testa, surpreso.
– Chefe, você não está querendo que eu transfira a Lindsay ou o Danny, não é? Eu posso garantir que o relacionamento deles nunca atrapalhou as atividades do laboratório.
Sinclair olhou Taylor intensamente e percebeu que ele não estava sabendo das últimas notícias.
– Taylor, acho que você está por fora das novidades. Pois bem, vou deixá-lo a par de tudo. Há alguns dias, eu ouvi uma conversa bastante interessante entre dois de seus detetives, Danny e Adam no vestiário. Seu detetive júnior fez questão de contar todos os detalhes sórdidos da noite de amor que ele teve para seu colega de laboratório.
Mac deu uma meia risada do comentário de Sinclair.
– Chefe, qual é o problema disso? – questionou Mac liberando sua risada.
– Nenhum – respondeu Sinclair prontamente – a não ser quando a mulher a qual ele se referia era a chefe dele, a detetive Bonasera.
O sorriso desapareceu do rosto de Mac instantaneamente, assim como seu sangue, o deixando com o aspecto pálido.
– A Stella? Não chefe, deve haver algum engano. O senhor deve ter entendido errado.
Sinclair afinou os lábios e movimentou a sua cabeça positivamente.
– Eu também pensei ter me enganado quando ouvi o nome pela primeira vez. Mas eu fiquei lá, Taylor, ouvindo para tirar essa dúvida e o nome dela foi citado várias vezes. Nome e sobrenome. A não ser que exista outra Stella Bonasera em Nova Iorque, acho que nós dois a conhecemos.
Mac riu nervoso.
– Sinclair, o Adam inventou essa história para sacanear o Danny. Tenho certeza.
Sinclair o olhava intensamente, e sério.
– Taylor, para mim, o relato pareceu bastante real e eu estive pensando nisso desde aquele dia e tomei uma decisão. É o seguinte: história inventada ou não, estou transferindo o Adam para a primeira vaga em outro laboratório que aparecer. Eu já comecei a pesquisar e acionei alguns contatos. Isso deve acontecer em sete dias. Enquanto isso — ele interrompeu seu discurso e pegou uma série de pastas de seu armário e jogou em cima de sua mesa — você analisará os perfis contidos nessas pastas e escolherá um deles para substitui-lo.
Mac levou a mão à testa e expirou fundo, tentando esconder a decepção de seu chefe. Após estudar as pastas por alguns segundos, ele se levantou e as pegou.
– Mais alguma coisa, chefe? – questionou Mac envergonhado.
– Quero o nome do substituto em dez dias.
Mac consentiu em silêncio e pediu licença ao se retirar do escritório.
Os primeiros passos no corredor de seu laboratório foram descompassados e lentos. Sua respiração estava falha e sua visão turva.
Um suor frio começou a cobrir seu rosto e corpo quando imagens da Stella junto com Adam surgiram em sua mente. Na tentativa de se livrar desse pensamento, ele apressou seu passo e logo estava em seu escritório.
Ele jogou as pastas em cima de sua mesa com raiva e caminhou sem rumo pela sua sala. Suas mãos apertavam a sua cintura e evitavam que socasse qualquer coisa que aparecesse em sua frente.
Mac não queria acreditar naquela história e tinha que tirá-la a limpo. Mas ele sabia que se chamasse Adam até seu escritório e ele confirmasse o ocorrido, o mataria. Então, resolveu usar adotar outra estratégia.
A ordem para que Danny fosse a sua sala através de uma ligação do celular foi breve, sem nem mesmo conter um cumprimento.
Em alguns minutos, Mac observou a silhueta de Danny, ainda mancando, através do vidro de sua sala e logo ele chegou à porta.
– Entre e feche a porta, Danny.
Danny assim o fez e se sentou, conforme indicado por Mac.
– Quero saber que história é essa que o Adam está inventado sobre ter passado uma noite com Stella.
O sangue do detetive congelou em suas veias e nada conseguiu responder. Mac notou a hesitação de Danny e logo atacou.
– Danny, eu preciso saber se isso é verdade ou não.
– Mac, eu não quero expor ninguém para você.
– É verdade ou não, Danny? Responda! – ordenou Mac socando a mesa violentamente.
Danny se assustou com a reação de Mac e continuou não respondendo a pergunta.
– Danny – retomou Mac tentando se acalmar – você tem noção do que pode acontecer a Stella ou ao Adam caso esse tipo de história se espalhe? Você tem noção do que eu terei que fazer caso isso chegue aos ouvidos dos superiores?
O detetive respirou frustrado, concordando com Mac.
– Ele me contou que aconteceu logo depois da morte da Angel. Eles se encontraram no bar, beberam além da conta e uma coisa levou à outra.
Mac sentiu seu sangue ferver e esquentar seu rosto.
– E quem garante que essa história é verdadeira?
– Bem, Mac, depois que o Adam me contou, eu fiquei meio que observando os dois, né, para ver se rolava alguma coisa. Nisso, eu escutei uma breve conversa, onde eles concordaram que havia sido bom, mas que não aconteceria de novo. Ouvi da boca da Stella, então acho que é verdade.
O coração de Mac parou de bater naquele momento. Um peso insuportável se instalou em suas costas e sua respiração se tornou impraticável.
Ele levou a mãos aos olhos, tentando conter as lágrimas a todo custo. Respirou fundo e se voltou a Danny.
– Danny, escute bem. Primeiro, nós nunca tivemos essa conversa. Segundo, não espalhe essa história. E instrua o Adam a não espalhar também, porque se eu tiver que fazer isso, vou preferir matá-lo.
Danny consentiu e pediu licença para se retirar da sala. Mas Mac o chamou antes que ele abrisse a porta.
– E diga ao Adam para manter as calças fechadas, pelo menos com as pessoas dentro desse laboratório.
O detetive chacoalhou a cabeça tentando entender as palavras de seu superior e se retirou da sala.
Ele expirou forte e tratou de se distanciar logo, assim que viu quem se aproximava da sala de Mac.
Stella ia cumprimentar Danny, mas ele abaixou a cabeça e saiu apressado pelo corredor. Ela deu de ombros e continuou a caminhar em direção à sala de Mac. De costas para a porta de entrada ele mantinha seu olhar focado na cidade através da parede de vidro.
– Mac?
A voz dela chegou ao ouvido dele e viajou por todo seu corpo, causando um arrepio. Ele cerrou os olhos com força e desejou não ter que encará-la.
– Sim, Stella – respondeu ainda de costas para ela.
– Eu trouxe os resultados dos exames do caso Salters.
– Deixa aí em cima.
Ela estranhou o comportamento de Mac. Sua voz estava fria e ele nem havia se dado o trabalho de se virar para falar com ela.
– Está tudo bem, Mac?
Ele se virou violentamente e um milhão de palavras chegaram a sua boca, mas ele se segurou e não soltou nenhuma. Ao invés disso, Mac a observou, como nunca tinha feito antes.
Os olhos dela estavam mais verdes que o normal e a boca coberta com um brilho avermelhado e deliciosamente entreaberta. A blusa era justa, contornando seus seios redondos e o decote deixava seu lindo colo a mostra. A insígnia brilhava em sua cintura fina, e sua calça preta realçava suas coxas.
Um arrepio e um calor viajaram pelo corpo de Mac ao mesmo tempo. Ele começara a se imaginar tocando a pele dela, beijando sua boca e até a ouviu gemer em seu ouvido. Mas logo a sua mente revelou quem a tocava, e era o Adam.
– Stella, tem alguma coisa que você quer me contar?
Ela o olhou incerta.
– Não, Mac. Por que? Eu perdi alguma coisa?
Ele fechou os olhos, decepcionado com a resposta dela.
– Não, Stella. Está tudo bem. Você pode se retirar agora – ordenou e se voltou para a cidade atrás do vidro.
Stella fez uma careta ao ouvir Mac dispensá-la. Ela esboçou um comentário e chegou a mover seus lábios, mas desistiu.
A equipe ainda se recuperava do caso Angel e comemorava a recuperação do Danny, quando o estressante caso Salters surgiu. Com a perda de alguns policiais, esse caso atingiu toda a equipe novamente, principalmente Mac, que se consumia tentando resolvê-lo o mais rápido possível.
Ela não questionou o comportamento do chefe, achando que era consequência do caso em investigação. Stella sabia que no final, voltaria a ser o velho Mac Taylor, o mais temido e o mais amado do laboratório de investigação criminal de Nova Iorque.
Pelo reflexo no vidro, ele viu Stella se retirar da sala e expirou frustrado. Seus pensamentos estavam confusos e ele lutou para voltar seu foco ao caso Salters. De forma a não voltar a pensar na história absurda que tomara conhecimento, resgatou todos os relatórios gerados até aquele momento e os analisou, tentando estabelecer quais seriam os próximos passos na investigação.
As informações populavam a sua mente, mas era só ele deixar de pensar no caso por um segundo que a imagem de Stella em um momento íntimo tomava conta de seus pensamentos. E o Adam estava junto com ela.
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Mac deixou o laboratório tarde da noite, pois havia conseguido focar a sua atenção nas últimas novidades do caso Salters, junto com Sid, na sala de autópsia. Ele ficou por horas longe de seu laboratório, pois encarar Stella e Adam era a última coisa que ele queria fazer naquele dia.
Ao chegar em casa, a solidão e o silêncio trouxeram de volta a fatídica história entre Adam e Stella. Ele se dirigiu à sua cozinha e encontrou no fundo do armário, uma velha garrafa de uísque. Encheu o copo e tomou tudo de uma vez, deixando o líquido queimar sua garganta. A sensação de ardor não foi suficiente para acalmá-lo e, tomado pela raiva, atirou o copo contra a parede. Os cacos se espalharam pelo chão ao mesmo tempo que o sangue ferveu em seu rosto.
Sua camisa estava tomada por um suor nervoso e ele tentou resgatar a sua respiração. As imagens da Stella na cama voltaram a popular a sua mente, mas dessa vez, não era Adam que a tocava. Era ele.
Fechando os olhos, ele podia quase sentir a pela macia dela em seus dedos e o gosto de seu beijo em seus lábios. Seu corpo começou a reagir aqueles pensamentos e sua roupa o apertou.
Ele respirou fundo e tentou se acalmar, mas o álcool e o calor gerado pelos pensamentos o perturbavam profundamente. Irritado com toda aquela situação, Mac caminhou depressa até o banheiro, largando suas peças de roupa pelo apartamento.
A água fria banhou seu corpo, causando um choque térmico e arrancando um gemido dolorido dele. Mac deixou a água correr, de forma a acalmar seu corpo, mas em vão. Sua excitação continuava pulsante e nem o frio parecia afetá-la. Em meio a uma contradição de sentimentos e sem conseguir resistir mais a tentação, ele se tocou e se deixou levar pelo prazer, embalado pela linda mulher que dominava a sua mente.
Irritado e bravo consigo mesmo por não conseguir controlar um impulso sexual como se fosse um adolescente inexperiente, ele se entregou mais uma vez a bebida e finalizou sua garrafa de uísque. Ele se repreendeu fortemente por ter se masturbado pensando em sua amiga de trabalho e temeu quais seriam as suas reações ao vê-la todos os dias, agora que a enxergava de outra forma.
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Sua cabeça martelou dolorosamente até que ele acordou e percebeu que seu celular tocava estridente em sua mesa de cabeceira.
– Taylor – atendeu com dificuldade.
– Mac, é a Stella. Está tudo bem?
Aquela voz ferveu seu sangue e o despertou do torpor causado pelo álcool. Ele estranhou a ligação dela mas entendeu quando verificou o horário em seu relógio digital. Estava atrasado. Devidamente, atrasado.
– Ah, está Stella. O que você quer?
– Mac, temos mais uma vítima e suspeitamos que esteja ligado do caso Salters...
A voz da Stella soou distorcida e distante para ele, até que o nome Adam chegou aos seus ouvidos.
– Espera, Stella – interrompeu nervoso – quem vai com você?
– O Adam. Adam e eu estamos indo para a cena do crime.
– NÃO! – gritou – Não, Stella, preciso do Adam no laboratório para analisar as evidências encontradas naquele galpão.
– Mac, Hawkes está fazendo isso.
– Não, Stella. Hawkes vai com você, Adam fica no laboratório.
Houve alguns segundos de silêncio na ligação e um suspiro frustrado expelido por Stella.
– Está bem, Mac. Vou passar a sua instrução para os dois.
No final da tarde, Mac juntou o time e passou novas e claras instruções sobre a condução da investigação do caso Salters. Ele tinha que manter Adam longe de Stella e se manter longe dos dois. Mas não tão longe que ele não pudesse vigiá-los.
– Adam, você fica no laboratório e supervisiona a execução e a geração dos resultados das análises.
Como essa função era primariamente de Stella, ele logo se justificou.
– Stella, você vai coordenar as investigações externas.
Ela não gostou das instruções de Mac e retrucou.
– Engessar a equipe dessa forma e não permitir flexibilidade prejudicará a investigação, Mac.
Sem querer estender a conversa e ter que se justificar mais, Mac foi enfático.
– É assim que vai ser, e isso é uma ordem. Quem não tiver contente, a sala do Sinclair fica ao final do corredor.
E sem dizer mais nada, ele se retirou sob os olhares perplexos de seus funcionários. Enquanto o time balbuciava sobre as novas ordens de Mac, Stella percebeu que algo estava incomodando e afetando o comportamento dele. E não era o caso Salters.
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Os dias se passaram e todos os funcionários do laboratório perceberam o comportamento rude de Mac Taylor. Ele evitou Stella e Adam a todo custo e da mesma forma, interagiu para deixá-los bem longe um do outro.
Ao voltar de uma cena de crime, já tarde da noite, Mac resolveu ir direto para a copinha do laboratório, tomar um café. Ele pretendia trabalhar mais algumas horas e acreditou que a bebida lhe daria mais um pouco de energia para executar sua missão.
O ciúme quase o cegou quando viu Stella e Adam conversando animadamente, afastados, no fundo da copa. Ela sorria e tocava nele, conforme as palavras fluiam. Seu sangue ferveu e ele não conseguiu segurar as suas palavras.
– Adam, você não tem trabalho a fazer?
Adam e Stella cessaram a conversa bruscamente e se voltaram para Mac.
– Enquanto você está aí se divertindo, o assassino Salters está solto e a população está correndo perigo. Vamos, pare com isso e volte ao trabalho!
Adam olhou de volta para Stella e ela consentiu com um movimento positivo bem discreto de cabeça. Ele baixou a sua cabeça e saiu rápido do recinto, pedindo desculpas para Mac ao passar por ele.
Mac e Stella trocaram olhares por alguns segundos e ele se retirou sem dirigir nenhuma palavra à ela.
Stella se irritou com o comportamento de Mac e o seguiu, tentando chamar sua atenção pelo corredor, mas ele a ignorou até chegar em sua sala.
– O que está acontecendo com você, Mac? Eu sei que o caso Salters está nos tirando do sério, mas isso já passou dos limites.
– Limites? Temos trabalho a fazer, Stella, evidências para analisar – respondeu irritado.
– O Adam está trabalhando há mais de dezesseis horas, Mac. Ele precisa de um descanso.
Mac não queria ter nenhum contato com ela. A raiva havia se transformado em um amargo ciúmes que agora, nutria o desejo que tomava seu corpo todas as vezes que a via. Ele disfarçou e começou a manusear os documentos que estavam sob a sua mesa, tirando sua atenção dela.
Stella percebeu o comportamento de Mac e bateu sua mão em cima das pastas que ele fingia manusear, o impedindo de remexê-las. Ele levantou seu olhar que logo se cruzou com o dela.
– O seu problema é comigo, não é? – perguntou séria.
A voz de Stella tomou um tom sensual que causou um arrepio em Mac. Sua respiração acelerou e antes que o suor nervoso tomasse conta de seu corpo, ele largou as pastas e planejou sair da sala, mas ela entrou em sua frente, obstruindo a sua passagem.
– Eu só o mandei voltar ao trabalho, Stella. Não inventa história e sai da minha frente – ordenou Mac nervoso.
Ele forçou alguns passos a frente e ela o acompanhou, dando os mesmos passos para trás, mas sem deixá-lo se desviar dela.
– Stella, por favor.
Ela cruzou os braços sobre o peito.
– Não, Mac, eu não vou sair até você me explicar o que está acontecendo! Você acha que eu não percebi que você está me evitando? Que você não me olha mais nos olhos? Não me dirige mais a palavra? Se eu fiz alguma coisa para você por favor me diga!
Mac respirou com dificuldade e desviou seu olhar quando ela passou a língua nos lábios ao terminar seu discurso.
– Stella, vou pedir mais uma vez, saia da minha frente. Senão terei que obrigá-la.
Stella mexeu a cabeça negativamente.
– Não, Mac! Eu não vou sair enquanto você não me dizer o que acontecendo!
– Stella... – repetiu Mac nervoso.
– Você vai ter que me obrigar – desafiou Stella.
Ele não conseguiu mais resistir e a empurrou até prensá-la contra a parede de sua sala. Ela gemeu com o contato e sua respiração disparou, assustada.
Mac a encarou e viu a incerteza em seu rosto. Seus lábios molhados estavam entreabertos e suas pupilas dilatadas. Sua respiração acelerada pode ser percebida através da movimentação de seu peito.
Ele cravou as mãos na cintura dela e a segurou forte, pressionando seu quadril contra o dela.
O doce gemido que ela soltou no contato dos corpos destruiu qualquer resistência que ele ainda tinha.
Stella sentiu os lábios de Mac atacarem os seus e a língua dele a acariciando desesperadamente. Sem demora, ela permitiu que o beijo se aprofundasse. As línguas se tocaram famintas, se conhecendo e procurando sentir cada pedacinho da boca um do outro.
Embalado pelo beijo, Mac subiu a sua mão pelo corpo dela e acariciou seu seio por cima da blusa, o apertando deliciosamente. Ao sentir o bico se enrijecer e se projetar na roupa, ele amenizou a carícia e começou a massageá-lo com a ponta dos dedos.
Ela soltou outro gemido dentro do beijo e arqueou de leve, roçando seu quadril contra o dele. Desta vez, Mac gemeu forte dentro do beijo. Sua mão subiu mais um pouco e cravou nos cachos, os puxando para trás, fazendo com que o beijo fosse interrompido e que a cabeça de Stella encostasse na parede. Dessa forma, seu pescoço ficou a mostra e logo Mac o atacou com beijos, mordidas e lambidas. As carícias molhadas desceram até o colo e o vale de seus seios, retornando para a sua boca, em outro beijo demandante.
Stella levantou a sua perna e a passou em volta da cintura de Mac. Ele percebeu que o acesso ao corpo dela estava mais fácil e sem perder tempo, pressionou seu quadril contra ela e começou um movimento, esfregando sua ereção contra o centro dela.
Ela fechou os olhos e voltou a encostar a sua cabeça na parede, sentindo a fricção causada pelo contato dos corpos enquanto Mac puxou sua blusa e seu sutiã bruscamente para o lado para abocanhar seu seio. Stella acariciou gentilmente a cabeça dele e ele a chupou com mais intensidade.
Ele deixou outro rastro molhado pelo colo dela e voltou a devorar a sua boca. De repente, ele cessou o beijo e a encarou nos olhos.
Stella viu o desejo e o descontrole nas grandes safiras, praticamente tomadas pelas pupilas negras dilatadas. Ela ficou imóvel, esperando a próxima ação por parte dele.
Mac respirou ofegante e sem deixar de olhá-la nos olhos, ele desceu as suas mãos pela calça dela e abriu o zíper. Sem nenhum cuidado, puxou os tecidos e invadiu a intimidade quente e úmida dela, massageando eroticamente.
Sentindo uma onda de calor e prazer começar a percorrer seu corpo, Stella fechou os olhos e deixou sua cabeça pender contra a parede novamente.
– Olha para mim, Stella – ordenou Mac.
Sua voz rouca trouxe Stella de volta. Ele retirou os dedos de dentro dela e os saboreou, os chupando deliciosamente. Mac abriu a sua calça e liberou seu membro, já pronto para penetrá-la. Stella expirou forte e esperou ser invadida por ele. Mac se aproximou dela e voltou a beijar seu pescoço, mas ela não resistiu mais e o incentivou.
– Fica comigo – sussurrou Stella.
Ao invés de encorajá-lo a continuar, a voz suave e sensual de Stella o trouxe de volta à realidade. Por uma fração de segundos, ele percebeu que estava prestes a tomá-la rudemente, pressionada contra uma parede, apenas para satisfazer os caprichos de um ciúme doentio, que nasceu de uma transa exatamente como aquela que estava prestes a acontecer.
De repente, ele se afastou e se virou, fechando as suas calças. Passou a mão nervosamente pelos cabelos e suspirou para ela antes de sair.
– Isso não pode acontecer, Stella.
Stella cambaleou e se jogou no sofá vazio, tonta e intoxicada pelo ataque de Mac Taylor. Ela se sentiu vazia logo que ele a largou, mas ao voltar em sã consciência, um sentimento gostoso voltou a aquecer seu corpo.
Fechando o zíper da calça, ela pensou em correr atrás dele, mas desistiu. Tentou arrumar os cachos, os penteando com as próprias mãos e sorriu vitoriosa. Ela amava Mac e aguardava pacientemente o dia em que ele se entregaria a esse amor. E parece que esse dia havia chegado.
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Nas primeiras horas da manhã, Mac se dirigiu à sala de seu superior e o aguardou. O prazo para a definição da substituição de seu funcionário havia acabado.
– Desculpe o atraso, Taylor.
Ele se cumprimentaram e Sinclair foi direto ao assunto.
– E então, Taylor? Já decidiu?
– Sim – disse Mac decidido – quero que a Stella seja transferida no lugar do Adam.
Sinclair não acreditou no que ouviu.
– Como é que é Taylor?
– Transfira a Stella ao invés do Adam – pediu Mac.
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