How to Love

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Olá, meus amores! Tudo bem? Feliz Ano Novooooo (atrasado, mas está valendo)!!!! Bom, a justificativa para minha ausência estará nas notas finais :) Obrigada pelos comentários do cap. passado! Amei todos :) O cap. de hoje é dedicado a Drica, que recomendou a fic. Obrigada, meu amor ♥ Boa leitura!

Fico sentada pelo que parecem horas. Não consigo criar coragem para sair do banheiro. Ouvi Tessa, Jace e Jonathan chamarem meu nome, em momentos diferentes. Ignorei todos eles. Meu corpo tremia de raiva e de culpa. Essa pessoa não era eu. Eu não perdia o controle. Não gritava. Não negava coisas pro meu irmão. Mas eu queria ficar. Queria ficar porque eu amei Roma. Queria ficar porque Tessa me lembrava uma mulher que eu podia ter sido se meu pai fosse diferente. Queria ficar porque Stephan merecia minha ajuda no contrato. E, Deus, queria ficar por causa daqueles olhos dourados. Respiro fundo, enxugando as lágrimas, e me levanto. Depois de arrumar minha roupa e consertar minha maquiagem, abro a porta do banheiro. Olho em volta da sala e vejo que tudo permanece no lugar. A porta continua fechada e a lousa continua riscada. Por algum motivo, imaginei que as coisas estariam jogadas no chão. Assim como eu. Respiro fundo novamente e saio da sala. Encaro a porta fechada da sala do Sr. Herondale e bato três vezes. Ouço sua voz, autorizando minha entrada. Arrumo minha blusa outra vez e entro.

Jace está na sala. Encostado no sofá, ele tem seus cabelos desgrenhados e suas mãos no bolso. Seus olhos parecem surpresos em me ver. Stephan, por outro lado, continua sentado em sua cadeira. Seu cabelo está levemente desalinhado, mas ele parece inabalado. Fecho a porta e ando até ficar de frente com ele.

— Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pela minha atitude, — digo. Respiro fundo e tento esconder minhas mãos, que não param de tremer, atrás das costas. — Quero que saiba que eu não costumo agir dessa maneira. Isso não irá se repetir, — ele parece surpreso com a minha ação, mas não fala nada. — Em segundo lugar, gostaria de dizer que mantenho minha palavra sobre finalizar o contrato. Irei começar a escrever o contrato em si amanhã, mas já sei como vou convencer o Sheik à assinar, — encaro-o, esperando uma reação. Ele acena levemente com a cabeça.

— Fico muito feliz em ouvir isso, — sua voz calma me relaxa e sorrio timidamente. — Tenho certeza que teremos muito sucesso nesse contrato. Em relação a sua atitude… Eu entendo. Apenas acho que você deveria conversar com seu irmão, ou seu pai, sobre o ocorrido para definir sua situação.

— Sim, claro, — concordo. Minha cabeça dói ao pensar em uma conversa com meu pai, mas mantenho a postura calma.

— Seu irmão está hospedado no mesmo hotel que você. Se achar isso incômodo, podemos mudá-la de quarto…

— Não será necessário, — digo imediatamente. Jonathan poderia ser parecido com meu pai, mas ela jamais faria nada para me machucar. Tinha certeza disso. — Irei conversar com ele assim que retornar ao hotel. Obrigada, Sr. Herondale.

— Stephan.

— Desculpe-me, — murmuro. — Com licença, — digo, andando até a porta e saindo da sala. Quando entro no meu escritório, percebo que Jace me seguiu. Ele encosta a porta e me encara, seus olhos procurando os meus.

— Olá, — digo, sem ânimo.

— Oi, — ele responde. Vejo a incerteza em seus olhos e seguro um sorriso. — Como você está?

— Estou bem, — ele arqueia uma sobrancelha e eu reviro os olhos. — Estou acostumada.

— Eu sinto muito, — ele diz. Sua voz baixa me dá vontade de chorar. — Você não deveria ter que escolher entre…

— Eu escolhi. É isso que importa, — digo, mordendo o lábio para não desabar.

— Eu só quero que você saiba que eu admiro o que você fez, — ele diz. Uma lágrima teimosa escapa dos meus olhos e ele estica o braço, secando-a com as pontas dos dedos. — E que você não precisa ser forte o tempo todo.

— Obrigada, — sussurro. Seus olhos me confortam enquanto ele passa seus dedos levemente pelo meus cabelos. Uma de suas mãos permanece no bolso, enquanto a outra contorna meu rosto. Suspiro e inclino minha cabeça em direção a palma da sua mão. Meus olhos fecham. — Eu acho que vou para casa, — digo. Abro os olhos e me afundo em ouro. Seus olhos analisam cada movimento meu, vendo minha alma. Ele acena com a cabeça.

— Eu vou com você até o carro.

— Não precisa. De verdade. Eu estou bem, — ele acena com a cabeça. Seus olhos parecem travar uma batalha.

— Apenas… Se precisar de algo… Se seu irmão…

— Ele não vai fazer nada. Eu sei que, pelo que aconteceu, vocês devem achar que ele é um monstro. Mas esse não é ele. Eu vou ficar bem, Jace. Eu prometo, — digo. Pego as minhas coisas e vou até a porta. Jace está parado, no corredor, me esperando. Suspiro e coloco uma das mãos em sua bochecha, fazendo um carinho leve. Ele fecha os olhos e sorri levemente. Sorrio de volta. — Obrigada, Jace.

O caminho de volta é tranquilo. Depois de sair da empresa, entrei no carro e liguei o rádio. Uma música italiana me relaxa enquanto eu dirijo até o hotel. Estaciono o carro e, enquanto ando até a recepção, vejo uma Ferrari preta. Tenho certeza que o carro é do meu irmão e reviro os olhos. Entro no elevador e vou até a cobertura. As portas do elevador abrem e eu dou de cara com Jonathan. Ele está com a mesma roupa. Sua camisa está amarrotada, com as mangas arregaçadas. Seu cabelo está desgrenhado e ele está sentado no chão. O corredor, apertado demais para suas pernas, obriga-o a dobrá-las. Seus olhos encontram os meus e vejo a dor neles.

— Eu sinto muito, ruivinha, — ele sussurra. Solto o ar e sento do seu lado.

— Eu também, — digo. Encaramos a parede, evitando olhar um para o outro. — Você sabe que eu não vou mudar de ideia, não sabe?

— Clary…

— Não vou, Johnny. Eu cansei. Cansei de ser a “arma secreta” do papai, — digo. Nossos olhos se encontram e travamos uma batalha em silêncio.

— Eu sei. Eu sei que você merece mais. É só que… Papai vai matar você, — ele diz depois de um tempo. — Ele nunca vai assinar sua demissão.

— Então ele vai ter que aceitar que eu não vou voltar sem fechar esse contrato.

— Clary, eu posso te perguntar uma coisa?

— Se for sobre Jace, não.

— Obrigado. Já respondeu a pergunta, — ele encara a parede. Encaro-o, indignada.

— Jonathan!

— Você sabe que ele é um conquistador, né? Ele já deve ter dormido com, sei lá, várias mulheres e…

— Para! A gente não tem nada, — digo, balançando a cabeça. Ele me olha de lado.

— Ele não teve relação nenhuma com você querer ficar?

— Claro que teve. Todos eles tiveram. O ponto não é esse, — digo cansada. — Eu quero ficar porque, em três dias…

— Você foi mais reconhecida do que em casa, — ele completa. — Eu ouvi essa parte, — ele soa cansado. — É só que você acabou de conhecê-lo. Não quero que se machuque, — ele sussurra. Não respondo e apenas encosto a cabeça em seu ombro. Ficamos em silêncio pelo que parecem horas e meus olhos começam a pesar.

— Se você for dormir no meu ombro, podemos pelo menos nos sentarmos em um lugar mais confortável?

— Sim, — digo, levantando. Puxo-o comigo e entramos no apartamento.

— Uau, — ele diz, olhando em volta.

— O mínimo, não é?

— Muito engraçado, — ele murmura, balançando a cabeça. Jogo minha bolsa no sofá e vejo que são 18:50. — Vamos tirar um cochilo, — ele diz.

— Vamos, — digo. Andamos até o quarto e ele tira seu sapato enquanto eu solto os cabelos. Nos jogamos na cama e eu deito a cabeça em seu ombro. Lembro-me de quando éramos pequenos, dormindo juntos na mesma cama. Sorrio e acabo pegando no sono, ouvindo ele roncar suavemente ao meu lado.

Acordo com o meu estômago roncando. O quarto está escuro e uma brisa suave entra pela janela. Vejo, depois de alguns minutos, Jonathan ao lado da janela. Seu corpo está relaxado enquanto ele se apoia na parede. Sua cabeça está totalmente para fora e seus cabelos balançam com o vento. Sorrio e me sento. Ele percebe o movimento e se vira, sentando ao meu lado. Seus olhos parecem mais verdes que o normal e seu rosto está levemente corado.

— Eu pedi pizza, — ele murmura. Deus, eu vou ter que voltar para a academia.

— Que bom, — digo, ouvindo meu estômago protestar de novo.

— Queria conversar com você.

— Converse. Estou aqui.

— Eu sei. É… Bom, eu conheci alguém. Uma garota, — ele diz, desviando o olhar. Sorrio imediatamente.

— Você nunca me falou das suas namoradas, — digo, tentando lembrar de algum momento em que ele tenha mencionado alguma mulher.

— Ela é diferente, — ele diz. Seus olhos brilham e ele tem um sorriso bobo nos lábios. — Eu realmente gosto dela.

— Como ela é?

— Ela é loira, com os olhos marrons… Ela é linda, ruivinha.

— Eu imagino, — digo, sorrindo.

— Estamos namorando faz algum tempo, mas não contamos para ninguém. Não queria que ela entrasse nesse mundo, sabe?

— Por causa do papai?

— Também. Eu tentei falar com ele sobre isso, mas ele acha que eu sou muito novo para casar.

— Ele casou com 22 anos. Você tem 23.

— Eu sei. Eu disse a mesma coisa. E ele me perguntou como isso havia terminado para ele.

— Johnny…

— Eu só queria evitar o drama. Mas eu realmente gosto dela, sabe? Quero poder sair com ela, apresentá-la pros meus amigos, — ele diz. Depois, ele desvia os olhos encara a janela. — Queria apresentá-la para você.

— Eu adoraria conhecê-la.

— Sério?

— Lógico. Tenho certeza que vou amá-la, — digo, sorrindo. Ele sorri de volta e vejo seus olhos brilharem.

— Sim, eu também, — ele sussurra. — Sabe, eu entendo você querer distância do papai. Querer pular fora e viver sua vida. E eu te apoio. Só acho arriscado, sabe? Por que você não tenta, sei lá, criar um contrato com ele. Algo que determine algumas regras.

— É uma boa idea. Eu só tenho uma dúvida. Você conhece o papai? — pergunto, sorrindo levemente. Ele ri e balança a cabeça.

— Acho que vale a pena tentar.

— Posso até tentar, Johnny, mas tenho certeza que vou acabar sendo expulsa da sala dele.

— Provavelmente, — ele diz rindo. Ambos sabemos que as risadas escondem a decepção. Ele podia ser o favorito, mas eu sabia que ele também sofria. — Ele nos ama, sabia? De uma maneira doente e distorcida, mas ama.

— Eu sei.

— Você vai no casamento?

— Não sei, — murmuro, encarando o travesseiro. Ele sorri.

— Acho que você deveria ir, — ele diz. — Vai facilitar as coisas para mim.

— Como assim?

— Pretendo levar Jess para o casamento.

— Jess?

— Jessamine. Minha namorada.

— Ah, — murmuro. — Isso vai ser interessante.

— Vai ser um caos, — ele sussurra. Começo a rir.

— Com certeza, — digo entre as gargalhadas. Ele me acompanha. Depois de um tempo, quando paramos de rir e ficamos em silêncio, ele me encara.

— Vou te falar algo sério agora, — encaro-o, perplexa. — Como seu irmão, você tem meu total apoio para pedir demissão e viver sua vida. Como seu chefe, não vou te apoiar nessa decisão. Ou seja, não me faça escolher, por favor.

— Jamais faria você escolher entre papai e eu, — digo. — O que importa para mim é a sua opinião como meu irmão.

— Fico feliz em ouvir isso, ruivinha, — ele sussurra. Abraço-o, enterrando meu rosto em seu pescoço. Sinto cheiro de suor e perfume.

— Acho que você precisa de um banho, — digo, brincando com ele.

— Cala a boca, Clary, — ele responde, rindo e me empurrando para longe. Ouvimos uma batida na porta e, enquanto vou ao banheiro, ele pega a carteira e vai até a porta receber a pizza.

Jantamos em silêncio. Vejo que são 21:50 quando terminamos e vou lavar a louça. Ele se senta no balcão da cozinha e enxuga os pratos enquanto eu guardo a pizza que sobrou.

— Eu devo embarcar para Londres amanhã, no fim da tarde, — ele diz.

— Já?

— Eu só vim te buscar, ruivinha, — ele dá de ombros. — Podemos almoçar juntos amanhã, o que acha?

— Sim, claro, — murmuro.

Ele sorri, satisfeito com o acordo. Depois de algum tempo, ele me conta que conheceu Jessamine em uma boate e que, por umas duas semanas, ela não fazia a menor ideia de quem ele era e do quão rico ele era. Ele conta que já conhece os pais e os amigos dela, mas ainda não apresentou ela para ninguém. Ele também me conta de Los Angeles e como é morar lá. Seus olhos brilham quando ele fala das praias e eu não posso evitar sorrir. São 23:30 quando ele decide ir para o seu quarto, que fica no andar de baixo do meu. Nos abraçamos e vejo ele entrar no elevador enquanto mando alguns beijos de boa noite. Fecho a porta e vou até meu quarto, onde escovo os dentes e tiro toda a minha roupa. Deito na minha cama com a janela aberta e sinto meu corpo se arrepiar com o vento. Me cubro, abraçando o travesseiro, e pego o celular. Decido mandar uma mensagem para Jace.

Falei com meu irmão. Estamos bem. Boa noite — XX

Reflito sobre meu dia e sinto meus olhos pesarem. Não queria ter que falar com meu pai sobre ficar na Itália, mas tenho certeza que Johnny não irá deixar que eu evite o assunto. Ouço meu celular vibrar e vejo que Jace respondeu.

Fico feliz em saber disso. Durma bem.

Sorrio e viro de lado, fechando os olhos. Deixo o sono me levar e apago, a escuridão me engolindo.

O quarto está escuro e eu tento me acostumar com o ambiente. Ouço um barulho alto na sala e ando, discretamente, até a porta. Meu pai está sentado no balcão da cozinha, suas costas largas cobertas por um terno caro. Seus cabelos louros, quase brancos, estão bagunçados e compridos. Ele parece cansado, apoiando os cotovelos no balcão e respirando pesadamente.

— Pai, — digo, minha voz fraca soa distante.

— Oh, Clarissa, — ele sussurra, descendo do banco. Ele se vira, seu corpo ficando maior enquanto ele se aproxima, me encurralando na parede. Há um copo de uísque em suas mãos e ele começa a rir, jogando o copo longe. Os cacos se espalham pelo chão e eu me encolho, meus olhos cheios de lágrimas.

De repente, não estamos mais no hotel. Estamos no apartamento dele, em Nova Iorque. Não sou mais uma adulta, mas sim uma criança de oito anos. Meu corpo, pequeno e magro, se encolhe enquanto ele se aproxima. Seu hálito forte me envolve e meu estômago se contorce. Sinto vontade de chorar enquanto me afasto dele.

— Você deveria estar com a sua mãe, Clarissa, — ele murmura.

— Mamãe está com Luke, — digo. Tento dizer a mim mesma para não falar nada, mas apenas observo enquanto meu pai levanta sua mão e acerta o rosto de uma Clary pequena e inocente. Assisto, horrorizada, enquanto seu corpo cai no chão e ela grita. Jonathan entra correndo, empurrando meu pai. Ele parece mais novo, como uma criança de 10 anos. Sinto seu medo, por me defender, como se fosse eu em seu lugar.

— Pai, por favor, — ele diz.

— Jonathan, volte para o seu quarto.

— Pai…

— Jonathan, — ele ruge. Sua mão levanta e Jonathan espera o golpe. Papai, no entanto, apenas ameaça. Seus olhos parecem facas enquanto ele grita com meu irmão. Jonathan recua e, olhando para mim, sai da sala com lágrimas nos olhos. Meu pai se volta para mim. — Oh, Jocelyn…

Acordo assustada. A luz do sol ilumina meu quarto através da cortina. Meu corpo treme enquanto eu tento estabilizar minha respiração. São 8:20. Merda, penso ao notar que perdi a hora. Levanto da cama e vou até o banheiro. Meu cabelo parece mais escuro, assim como meus olhos. Fico surpresa ao ver a semelhança com a minha mãe. Oh, Jocelyn. A voz do meu pai no sonho enche meus ouvidos e um arrepio desce pela minha coluna. Balanço a cabeça, tentando me livrar do sonho. Entro no chuveiro. Tomo um banho frio, lavando o cabelo. Quando saio do chuveiro, passo um creme no corpo e coloco uma lingerie azul. Penteio o cabelo e, depois de secá-lo, faço uma trança. Coloco um vestido justo, azul escuro, na altura do joelho. Finalizo com um salto nude. Vou até a cozinha e preparo um café e um lanche de manteiga e queijo. Como rapidamente e vou escovar os dentes. Faço uma maquiagem rápida e pego a minha bolsa, indo para o carro.

O caminho até a empresa tem um pouco de trânsito, mas chego às 9:35. Passo pela recepção e não vejo Tessa. Vou direto para a minha sala, pendurado a minha bolsa e ligando o computador. Coloco um alarme no celular para me lembrar do almoço com meu irmão e começo a trabalhar. São 11:30 quando ouço uma batida na porta. Tessa coloca sua cabeça para dentro da sala. Seus olhos demonstram a pena que ela sente de mim embora ela tente disfarçar com um sorriso.

— Oi, — ela diz.

— Olá. Entre, — respondo, pausando um vídeo que eu estava assistindo e retirando os fones de ouvido.

— Estava pensando em almoçarmos juntas, — ela murmura. Seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo e ela usa uma calça social preta e uma blusa estampada em azul. Sua roupa séria não combina com sua postura insegura.

— Ah, Tessa, desculpa. Eu vou almoçar com meu irmão hoje, — respondo.

— Ah.

— Está tudo bem?

— Sim, — ela diz. — Achei que você fosse gostar, sabe, de conversar um pouco?

— Oh, — murmuro. Sorrio com o gesto. — Obrigada! Eu… Obrigada. É que, como ele vai embora hoje, queria passar um pouco de tempo com ele.

— Sem problemas, — ela diz sorrindo. Seu corpo parece mais relaxado. — Eu entendo.

— Obrigada, Tessa. De verdade, — digo. Ela sorri e anda até mim. Antes que eu possa levantar, ela abaixa e me abraça.

— Queria ter te dado um abraço ontem, depois de tudo o que aconteceu. Mas, como não consegui, decidi que hoje ainda estaria em tempo, — ela diz, se afastando. Lágrimas enchem meus olhos enquanto ela sorri.

— Você não faz ideia do quanto esse abraço significa para mim, — respondo, afastando as lágrimas ao olhar para o teto.

— Acho que faço sim, — ela diz. — Bom, já que não vamos almoçar juntas, que tal uma festa, sábado à noite? Para comemorarmos sua primeira semana com os Herondales. Eu conheço um lugar ideal, — seu sorriso faz com que eu ria de nervoso.

— Podemos ver, — digo, rindo com seus pulinhos de felicidade.

— Ah, antes que eu esqueça! O Sr. Herondale marcou uma reunião para conversar sobre o contrato com o Sheik. Será na quinta, às 11:00.

— Perfeito. Obrigada, anjo, — digo, anotando em um post-it e colando-o ao lado do teclado do computador.

— Ok. Bom, nos vemos mais tarde. Um ótimo almoço para vocês. Precisando, é só chamar.

— Obrigada, — digo enquanto ela sai da sala e sopra alguns beijos.

Respiro fundo e checo meu celular. Vejo uma mensagem de meu irmão me avisando que ele deve passar para me buscar às 12:00. Levanto e vou até o banheiro. Checo meu visual e retoco o batom, arrumando o cabelo em seguida. Volto para minha mesa e desligo a tela do computador, pegando minha bolsa e saindo da sala. Chego na recepção da empresa às 11:50. Aceno para Tessa, que está no telefone com alguém, e vou até a porta. Vejo a Ferrari de meu irmão se aproximar. Sorrio com o nosso timing e respiro fundo, fazendo uma prece silenciosa para que dê tudo certo nesse almoço.

Notas finais
Bom, meus amores, o que acharam? Espero que tenham gostado. O próximo capítulo será na perspectiva do Jace, ok? Comentem o que acharam, favoritem e recomendem, por favor! Prometo não ficar tanto tempo sem postar!! Bom, a justificativa, na verdade, é aquela velha história de "uma coisa levou a outra" sabe? Era para eu ter postado antes do feriado de ação de graças, mas era meu primeiro feriado nos Estados Unidos e eu estava indo para a casa da minha colega de quarto, com a família dela. Ou seja, tive uma pequena crise de pânico e não postei. Daí, começaram as provas e, logo antes do Natal, vim pro Brasil. Vi a família toda (sim, teve muita choradeira) e foi época de festas. Ou seja, nem vi que já estava há dois meses sem postar. Agora, finalmente, consegui me organizar e finalizar o cap. que eu já tinha começado. Então, desculpa! O próximo cap. vem ainda esta semana, então até daqui a pouco! Beijos, beijos