How to Love

25 Capítulo 25 - Jace


Notas iniciais
Olá, meus amores! Tudo bem? Estou de volta com um capítulo fresquinho para vocês. Antes de começar, sigam a conta da fanfic no Instagram! É só procurar @chrismarsz e seguir. Vou postar alguns spoilers e, se tiver algum imprevisto, eu aviso lá! Bom, o capítulo de hoje é dedicado a Zezinha. Esse ser incrível acompanha a história desde que eu comecei a postar e recomendou a fic. Como sempre, fiquei muito feliz e tocada pelas palavras. Obrigada. Espero que gostem do capítulo. Boa leitura!

Seus braços envolvem Clary. Percebo o quanto elas se parecem. Jocelyn tem os cabelos ruivos, vivos como os de Clary. Seu corpo é magro e, quando ela se afasta da filha, vejo que seus olhos são do mesmo tom de verde. Sorrio ao ver a felicidade de Clary. Ela parece realmente surpresa em ver a mãe. As duas se encaram por um segundo e voltam a se abraçar. Me afasto um pouco delas para dar mais privacidade. Noto que todos na sala estão encarando as duas.

Minha mãe se aproxima de mim e envolve meu braço. Ela sorri e dá de ombros. Encaro-o por um minuto e percebo que ela foi responsável por arranjar esse encontro. Reviro os olhos quando vejo que não estou nem um pouco surpreso.

Decido cumprimentar as outras pessoas. Abraço meu pai e ando até os Lightwoods. Vejo, ao lado de Maryse, um homem. Ele é alto, com cabelos castanhos e olhos azuis. Seus óculos são discretos e sua camisa xadrez me faz pensar em livros por algum motivo.

— Jace, — minha mãe diz quando eu me aproximo de Maryse. Vejo que Clary e Jocelyn se afastaram e estão olhando para mim. Sinto meu estômago se revirar com o nervoso.

— Mãe, — respondo. Não sei o que falar.

— Essa é minha mãe, Jocelyn, — diz Clary, sorrindo.

Por um minuto, isso é tudo que vejo. Seu sorriso. Tenho a impressão de que esse sorriso poderia iluminar o mundo inteiro. Percebo que estou encarando-a e sinto meu rosto corar. Respiro fundo e tento me controlar. Crio algumas barreiras em volta dos meus sentimentos e tento agir como um homem de negócios.

— É um prazer, — digo, cumprimentando-a. — Ouvi falar coisas incríveis da senhora.

— Ah, por favor! Apenas Jocelyn, — ela diz, dispensando as palavras com um aceno de mão. — Você deve ser Jace, o chefe da Clary.

— Sim, — respondo. A palavra chefe paira no ar e eu tento pensar em outra coisa.

— Esse é meu padrasto, Luke, — Clary diz, mudando o rumo da conversa. Vejo que ela havia acabado de abraçar o homem que estava ao lado de Maryse.

— É um prazer, — digo. Ele me avalia e eu posso ver sua mente analisando minha postura e minhas palavras.

— Todo meu, — ele responde. Não sei como continuar a conversa, então fico em silêncio.

Meus pais tomam a frente e começam a conversar com Clary. Ela cumprimenta as outras pessoas e volta para o lado da mãe. Nesse momento, percebo duas coisas. A primeira é que, por mais idiota que seja, estou com ciúmes dela com a própria mãe. Sinto meu corpo desejar seu toque, seu calor. Sinto meu coração se apertar um pouco.

A segunda coisa é mais preocupante. Enquanto observo as duas, constantemente se abraçando e sussurrando coisas uma para a outra, percebo que Jocelyn é a única pessoa que prende Clary à Nova Iorque. Ela é a única pessoa pela qual Clary largaria tudo na Itália. Meu coração se contrai quando eu penso nela me deixando.

— Você parece distraído, querido, — Maryse diz. Os olhos de todos se voltam para mim e eu me concentro em servir um copo de Whiskey.

— Apenas cansado, — murmuro. Ela sorri, esticando o braço e acariciando meu ombro levemente. As pessoa voltam a fazer outras coisas. — Como estão Alec e Magnus?

— Ah, tenho certeza que estão bem, — ela responde. — Alec está liderando um caso para a Interpol, — ela diz, seus olhos brilhando de orgulho. Sorrio ao pensar no meu melhor amigo.

— Ele nasceu para ser um líder, — digo. Ela sorri abertamente.

— Ah, sim! Não poderia concordar mais.

Continuamos conversando por alguns minutos. Segundo ela, Magnus e Alec deveriam oficializar as coisas e casarem. Sorrio ao pensar no quanto ela mudou desde o começo da relação dos dois. Robert logo se junta a nós e dá sua opinião sobre o casamento. O tempo todo, observo enquanto Clary e Jocelyn conversam com minha mãe. Elas parecem animadas e eu me pergunto qual é o assunto da conversa.

— Sra. Herondale, — diz Amatis, do corredor. — O jantar está servido.

— Oh, claro. Já estamos indo, — minha mãe responde.

Assim que ela diz isso, todos andamos até a mesa de jantar. Há um enorme lustre e uma mesa retangular, para 10 lugares. Apenas oito estão servidos, no entanto.

Meus pais se acomodam nas pontas e eu ando até o assento perto do meu pai. Robert se senta na minha frente e Luke ao lado dele. Entre Luke e minha mãe, fica Jocelyn. Maryse está no assento oposto do seu e, para a minha sorte, Clary está do meu lado. Assim que ela senta, seus olhos encontram os meus. O verde parece brilhar com divertimento e alegria e eu não consigo evitar o sorriso que toma meu rosto.

Os pratos são servidos e eu aprecio o cheiro do fettuccine com molho funghi. Ouço Clary suspirar e engulo a risada. Ela me dá uma cotovelada discreta e eu dou de ombros.

— Vocês gostariam de vinho ou champagne? — pergunta Amatis.

— Vinho, — digo, pensando em Clary. Percebo que respondi ao mesmo tempo em que Robert disse ‘champagne.’

— Achei que você preferisse um espumante, querido, — diz Maryse. Me viro para ela e vejo que Clary está corada.

— Acho que vinho combina mais com o prato, — digo, dando de ombros.

— Realmente, — meu pai fala.

O assunto termina e eu sinto uma onda de calor quando os dedos de Clary fazem um carinho suave na minha perna. Vejo a sua maneira discreta de me agradecer e olho para ela de canto de olho. Nossos olhos se encontram por um breve segundo e o momento acaba rápido demais. Quando desvio meu olhar, no entanto, encontro outro par de olhos verdes. Jocelyn me encara de maneira curiosa, arqueando levemente a sobrancelha. Sou obrigado a sorrir tranquilamente e voltar minha atenção para o prato.

Uma conversa amena começa e o jantar flui com leveza. Quando todos estão satisfeitos, Amatis traz a sobremesa. Um brownie com sorvete é posto em cada prato e eu noto quando Clary ronrona. Meu corpo reage imediatamente, mas eu disfarço comendo o sorvete. Tomo mais um gole de vinho e tento focar no que Robert está falando.

— E você, Jace? Está namorando? — Jocelyn pergunta. Não consigo evitar engasgar com o vinho. Meus olhos se voltam para as mulheres e vejo que a mesa inteira está me encarando. Minhas bochechas esquentam e eu tento pensar na melhor saída para essa pergunta.

— Hmm, — limpo a garganta. Sinto meu pai segurar um sorriso e chuto ele por baixo da mesa.

— Ele está apaixonado, — diz minha mãe. Encaro-a, perplexo. Ela sorri e pisca para o meu pai. Nesse momento, não sei dizer qual dos dois é pior.

— Ah, que maravilha! Então você está namorando, — Jocelyn diz. Seus olhos brilham e eu fico surpreso com a semelhança entre ela e Clary.

— Sim, — digo. Não há outra resposta possível depois disso. Ela sorri.

— E quando vamos conhecer sua namorada? — pergunta Maryse, prolongando o assunto.

— Quando que esse jantar se tornou sobre mim? — penso em voz alta. Todos riem, mas vejo que há uma expectativa no ar. Reviro os olhos. — Não sei. Quando ela se sentir à vontade para conhecer vocês, eu trarei ela aqui.

— Que gentil, — Luke murmura. Não tenho certeza como interpretar sua fala, então decido não responder.

Volto minha atenção para o brownie. Assim que coloco um pedaço na boca, Jocelyn continua a conversa.

— Não vejo a hora de Clary apresentar um namorado para nós, — ela diz. Sinto Clary corar. — O anterior era…

— Mãe…

— …um completo idiota, — ela continua. Sinto uma onda de possessividade tomar conta de mim ao pensar em outro alguém com Clary.

— Eu tinha quinze anos. Ser idiota nessa idade é pré-requisito, — Clary diz. Algumas pessoas riem e Jocelyn dispensa o comentário com a mão.

— Quem sabe a Itália, sendo o país do romantismo, não trará alguém para sua vida, — ela diz. Minha mãe sorri, concordando com Jocelyn. Me pergunto se ela contou sobre nós e estamos nos fazendo de idiotas por nada. Quando nossos olhos se encontram, no entanto, vejo que ela está apenas se divertindo. Reviro os olhos novamente. Me perco em pensamentos quando questiono o motivo de estarmos fingindo que não temos nada para a mãe de Clary.

Meu celular toca ao receber uma mensagem. A atenção de todos é desviada enquanto eu abro a mensagem. Uma foto aparece na tela do aparelho. Meu sangue gela e ferve ao mesmo tempo.

Deitada em uma cama de hotel, usando o vestido azul royal da festa de Tessa, está Clary. Seus olhos estão fechados enquanto ela abraça o travesseiro. Um arrepio desce pela minha coluna quando eu vejo que, no canto inferior da imagem, está a mão de um homem. Como se estivesse prestes a tocar a perna dela, a mão paira no ar, congelada pela foto.

Meu estômago se revira. Essa foto não estava na pilha de fotos deixadas no hotel. Havia olhado cada detalhe de cada foto. Em nenhuma delas, havia alguma parte do responsável. Saio da imagem e vejo que o número que enviou a foto é privado. Meus músculos ficam tensos e eu encaminho a foto para Angelo.

— Está tudo bem? — meu pai pergunta. Vejo que todos estão me olhando. Tenho vontade de arrastar Clary para minha casa, trancá-la no quarto, e não deixá-la sair até ter lidado com isso.

— Com licença, — murmuro, minha voz rouca pela raiva.

Antes que alguém me interrompa, levanto e me afasto da mesa. Vou até a parte exterior da casa e ando até a piscina. Meus dedos digitam o número de Angelo.

— Sr. Herondale, — sua voz responde no segundo toque.

— Recebeu a foto? — o gelo em minha voz me assusta.

— Sim. Estamos tentando ver se há alguma marca na mão que possa ser usada para identificar a pessoa, — ele responde. Seu sotaque italiano disfarça a tensão em sua voz.

— Você consegue rastrear o número?

— Acredito que seja um telefone descartável, senhor.

— Você pode, pelo amor de Deus, me dizer alguma coisa útil? — rosno.

— Infelizmente não, senhor, — ele responde. Sinto vontade de jogar o telefone na piscina.

— Puta que pariu, Angelo, — digo, passando as mãos pelo cabelo. — Pra que caralhos eu estou te pagando?

— Vamos achar o responsável, senhor. Não se preocupe.

— Espero que você tenha algo para mim da próxima vez que eu te ligar, — murmuro, desligando o telefone em seguida.

Me abaixo, apoiando meu corpo nos calcanhares sem encostar os joelhos no chão. Fico encarando a piscina por alguns segundos. Meu celular toca novamente e eu fico com medo de checar a mensagem.

Assim que desbloqueio o aparelho, vejo uma mensagem de texto do mesmo número.

Aproveite cada segundo. Ela logo será minha.

Meu coração parece sangrar e eu encaminho a mensagem para Angelo. Ainda abaixado, jogo meu celular para o lado. Fico parado, encarando minhas mãos, por um período que parece longo demais. Após algum tempo, ouço passos. Não me importo o suficiente para ver quem é, no entanto.

— O que aconteceu? — Clary pergunta. Sua voz é um sussurro e eu vejo que ela recolheu meu celular e abaixou ao meu lado. — É sobre as fotos, não é?

— Nada que você possa fazer a respeito, — murmuro. Minha voz soa seca e eu encaro-a arrependido no mesmo segundo. Ela sorri levemente e eu sinto a necessidade de beijá-la.

— Não foi isso que eu perguntei, — ela sussurra.

Nossos olhos se encontram e eu me pergunto em que momento eu me apaixonei completamente por ela. Em qual momento meu coração passou a pertencer à ela.

Ela me encara por um longo tempo e eu me afundo no verde dos seus olhos. Sinto a tensão no meu corpo e a preocupação em minha mente tomarem meu corpo enquanto eu observo cada sarda em seu rosto. E então eu me levanto e me afasto, porque não quero magoá-la com a minha revolta. Ela me segue, sua mão envolvendo meu braço.

Ela me puxa contra si e seus dedos acariciam meu rosto, deslizando pelos meus cabelos. Fecho os olhos, aproveitando a proximidade do seu corpo, desejando seu calor como eu nunca havia desejado nada em minha vida. Não consigo evitar pensar nas palavras da mensagem. Aproveite cada segundo. Franzo a testa, tentando tirar o pensamento da minha cabeça e sinto seus lábios tocarem os meus. É uma carícia suave, delicada. É um toque que fala de apoio e amor.

Nossas bocas se afastam por um momento e, quando elas voltam a se encontrar, sinto que vou entrar em ebulição. Nossos corpos se encontram e minhas mãos envolvem seus cabelos, ajustando seu rosto e encaixando o nosso beijo. Há uma sincronia de movimentos enquanto nos beijamos. Cada suspiro, cada arquejo, cada toque nos guiando para algo inevitável.

Não sabia dizer quando havia me apaixonado por ela. Quando olhos verdes e sardas passaram a representar um lar para mim. Não sabia dizer como era possível amar tanto uma pessoa em tão pouco tempo. Mas sabia que, independente do que aconteça, nós fomos feitos para esse momento. Cada segundo que vivemos nos trouxe até hoje, nesse jardim. Cada decisão que tomamos nos trouxe até os braços um do outro. Cada batida dos nossos corações nos trouxe até esse amor.

Ela se afasta, buscando ar. Nossos olhos se abrem e eu me despejo nela. Despejo as angústias e as preocupações, o amor e a admiração. E ela me olha de uma maneira que me assusta. Ela parece ver cada detalhe e cada cicatriz da minha alma e, mesmo com todos os erros e defeitos, ela parece amar cada pedacinho de mim.

Uma mecha dos seus cabelos cai em seu rosto e eu afasto-a em um gesto automático. Ela sorri, corando levemente. Tento contar quantas sardas há em seu rosto, mas perco a conta quando olho para os seus lábios. Vermelhos e levemente inchados.

— Jocelyn está fazendo perguntas, — minha mãe diz. Nos viramos para ela, que está parada na porta que leva para o corredor principal. — Não que vocês já não tenham entregado o ouro.

— Mãe, — digo. Ela sorri e volta para o interior da casa. Meus olhos se voltam para Clary e noto o quão corada ela está. — Você não pode achar isso mais embaraçoso do que o jantar.

— Idiota, — ela diz, me empurrando e rindo. Sorrio enquanto caminhamos de volta para a casa.

Ela me entrega o celular e eu afasto os sentimentos ruins que me envolvem. Vejo a curiosidade em seus olhos e agradeço-a mentalmente por não perguntar mais nada. Ela vai até o banheiro e eu vou para a sala de estar. Peço desculpa a todos e invento uma coisa qualquer relacionada a trabalho para justificar minha saída abrupta do jantar. Após alguns instantes, Clary retorna do banheiro.

— Porque você não toca para nós, Jace? — meu pai pergunta. Encaro-o por um minuto e ele arqueia a sobrancelha, me desafiando silenciosamente. Ando até o piano e respiro fundo.

— Algum pedido especial? — pergunto, a rouquidão ainda em minha voz. Clary está sentada do lado oposto da sala, perto de sua mãe. Ambas parecem curiosas.

— Toque alguma de sua autoria, — minha mãe diz.

Respiro fundo e tento me lembrar das notas de uma das músicas. Depois de alguns segundos, começo a tocar. Deixo a música me guiar. Cada nota me toca e alivia um pouco da tensão em meus ombros. Meus dedos se mexem no teclado como se eu nunca tivesse parado de tocar. A melodia enche a sala e o som do piano dá um toque melancólico para a música. Lentamente, o ritmo diminui e, por fim, acaba. Assim que paro de tocar, a minha pequena platéia aplaude. Meus olhos encontram os de Clary e vejo o brilho deles, mesmo estando do outro lado da sala. Sorrio e dou de ombros.

— Isso foi belíssimo, — Maryse diz, o orgulho claro em sua voz.

Sorrio, agradecendo-a e volto ao meu assento, próximo a minha mãe. Ela pega minha mão e acaricia meus dedos enquanto conversa com Jocelyn. Descubro, finalmente, que a mãe de Clary veio para o seu aniversário, daqui a quatro dias. Sorrio ao pensar na festa surpresa que Tessa está organizando.

— Minha fortuna pelos seus pensamentos, — Clary sussurra, se sentando ao meu lado. Arqueio a sobrancelha, como se considerasse a oferta.

— Não acho que sua fortuna consiga comprar esse pensamento, particularmente, — sussurro. Ela finge indignação, mas após alguns instantes ela ri. Sorrio, acompanhando-a.

Após algum tempo conversando, Jocelyn e Luke decidem ir embora. Vejo que são 1:20 da manhã e sinto o cansaço bater com força total. Maryse e Robert levantam, decidindo ir embora também. Todos nos levantamos para nos despedir. Vou até a porta com os outros e paro nas escadas.

— Clary, filha, a gente te deixa no hotel, — Jocelyn diz, chamando Clary da calçada. Nossos olhos se encontram e o entendimento é que, independente do que Jocelyn e Luke acharem, ela não pode voltar para o hotel.

— Não precisa se preocupar, — ela diz.

— Imagina! Nós estamos num hotel perto do seu, — sua mãe dispensa o comentário com a mão.

— Eu darei uma carona para ela, — digo. Jocelyn me encara, esperando uma justificativa melhor que essa. — Tenho que resolver algumas coisas no hotel ainda hoje, então não será problema algum.

— Ah, — Jocelyn murmura.

— Mantenha suas mãos para si, rapaz, — Luke grita do carro. Clary cora violentamente e eu sorrio, desistindo da farsa. Dou de ombros quando ela me encara e vejo um brilho de divertimento passar pelo seu rosto.

Assim que eles vão embora, me despeço dos meus pais e ando até em casa com Clary. Havia colocado meu casaco em seus ombros. A caminhada é relaxada e silenciosa. Assim que chegamos, aciono o alarme de segurança e faço um sinal para os seguranças. Subo até o quarto e tiro minha roupa, escovando os dentes e indo direto para a cama. Clary lava o rosto, tirando a maquiagem, e se junta a mim. Seu corpo, de calcinha e sutiã, se junta ao meu e o contato da sua pele contra a minha me aquece. Mesmo com o cansaço, sinto meu corpo acender ao encostar no seu. Ela se aconchega no meu peito, me envolvendo com braços e pernas. Sorrio, acariciando seus cabelos enquanto ela puxa a coberta para nos cobrir.

— Você vai ter que me contar sobre o idiota, sabe, — sussurro depois que apago a luz do abajur. Sinto seu sorriso contra o meu peito e sorrio também.

— Não faço a mínima ideia do que você está falando, — ela diz, sua voz rouca de sono.

— Cara de pau.

— Se você me contar sobre a mensagem que você recebeu, eu penso a respeito, — ela murmura. Seus dedos traçam desenhos em meu peito e eu respiro fundo. Seu cheiro de morango invade meu nariz e me distrai da pergunta.

— Não quero te preocupar. Não é nada importante, — sussurro.

— Tudo bem, — ela murmura depois de algum tempo. Antes de continuar, ela boceja e eu sinto vontade de congelar esse momento e viver nele para sempre. Apenas eu e ela, deitados juntos. — Me fala sobre a música, então.

— Eu tinha dezessete anos quando comecei a compor essa música, — sussurro lentamente. Ouço-a ressonar e sorrio. — Eu amo você.

Ela não responde. Mas seu corpo, como se entendesse a frase, se aproxima ainda mais do meu. Lentamente, o cansaço toma conta do meu corpo. E, por fim, eu durmo com o som da sua respiração.

Notas finais
E aí, amores? O que acharam? Espero que tenham gostado. Esse capítulo ficou um pouco mais curto que os outros, mas achei que vocês mereciam esse final fofo. Me contem nos comentários o que vocês querem ver. E não esqueçam de seguir o insta (@chrismarsz). Daí fica mais fácil da gente conversar e vocês me contarem o que estão achando. Devo postar de novo no final de semana que vem! Prometo que vou fazer o meu melhor hehe Bom, como sempre, comentem e favoritem muito. E, se acharem que a fic merece, recomendem (por favor! Estariam fazendo uma autora *muito* feliz) :) Fiquem bem! Obrigada por todas as visualizações e o carinho ♥ Beijos, beijos