How to Love

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Olá gente, tudo bem? Bom, desculpa ter demorado um pouco. Comecei a trabalhar e tive semana de provas, então fiquei enrolada. O capítulo de hoje está razoavelmente longo e eu estou bem animada com ele. Espero que gostem :) Boa leitura!

O final de semana passa rápido. Enquanto Jace resolve algumas questões de trabalho, que eu imagino estar relacionado ao episódio das fotos, eu saio para almoçar com a minha mãe e Luke. Tenho certeza absoluta que eles sabem, ou pelo menos enxergam, o meu amor por Jace. Ainda assim, não menciono o nosso relacionamento.

No domingo, Jace e eu decidimos ficar na casa dele. Passamos o dia juntos, aproveitando a piscina, e a cama, dele. Conversamos sobre tudo, mas não falamos das coisas que realmente importam, como a mensagem que ele havia recebido durante o jantar. Lembro de como seu corpo havia ficado tenso, mudando completamente a postura dele.

Acordo com o braço de Jace me puxando para si. Sinto meu corpo suado devido ao calor do seu peito contra o meu. Tento me desvencilhar do seu abraço, mas ele me puxa para ainda mais perto. Ele respira fundo e murmura alguma coisa. Fico imóvel, tentando prestar atenção no que ele está falando. Após alguns segundos, seus lábios se movem.

— Clary… — ele ronrona. Observo enquanto sua boca se move, meu corpo ansiando as palavras que deixam seus lábios.

Ele volta a ficar quieto. Distraída, acabo soltando um pequeno muxoxo. Fico surpresa quando noto a sombra de um sorriso passar pelo seu rosto. Sou tomada pela indignação e empurro-o para longe de mim, tentando levantar da cama. Jace me segura, gargalhando enquanto eu tento me soltar. Acabo caindo de volta na cama, rindo junto com ele.

E então, seu corpo se move com agilidade, ficando por cima de mim. Nossas pernas se entrelaçam enquanto ele apoia seu peso em seus cotovelos.

— Jace, — sussurro quando sua testa encosta na minha.

Uma mecha grossa cai em meu rosto e eu afasto-a, mantendo os cabelos de Jace presos com os meus dedos. Nossos olhos se encontram e eu me afundo em ouro líquido. Há um brilho puro e malicioso no dourado e eu perco o fôlego por um momento.

Lentamente, sua boca desce em direção à minha. Mas, enquanto eu espero o toque nos meus lábios, sinto seu beijo na ponta do meu nariz. Depois, seus lábios se movem para a maçã do meu rosto. Suspiro quando seus dentes fazem uma pequena pressão no lóbulo da minha orelha. Escuto seu sorriso e sinto a ponta dos seus dedos brincando o meu mamilo por cima da renda do meu sutiã. Gemo.

Seus lábios acham o caminho até os meus e nossas bocas se encontram em uma batalha frenética de línguas e dentes. Saboreio seu gosto enquanto sua língua explora minha boca. Posso sentir sua veneração em cada movimento seu. Derramo meu amor no beijo, deixando-o sentir o quão importante esse momento é para mim.

Arqueio minhas costas e Jace aproveita o espaço para soltar meu sutiã. Nossas bocas se separam quando eu arquejo em busca de ar. Meu sangue parece queimar em minha veias. Posso ouvir as batidas do meu próprio coração enquanto meu corpo suado tenta se livrar do contato com o tecido do sutiã. Jace, como se conjurado pelo meu desejo, envolve o bico do meu peito com sua boca. Enquanto sua língua desenha minha aréola, seus dedos envolvem o outro mamilo, fazendo uma pequena fricção. Me contorço de prazer, gemendo enquanto meu ventre parece pulsar.

Lentamente, sua mão desenha meu corpo, procurando a entrada para o meu ser. Ele afasta minha calcinha e o movimento é tão devagar que eu gemo um protesto. E então, contribuindo para a eroticidade do momento, sinto minha excitação escorrer em sua mão.

Meu corpo, já quente, cora violentamente. Sinto meus músculos ficarem tensos enquanto eu tento alcançar um prazer que Jace esconde de mim. Sua boca deixa meus seios e desliza pela minha barriga em uma trilha de beijos, mordidas e chupões. Enquanto ele tira minha calcinha, meu corpo parece arder com expectativa. Finalmente, seu calor encontra o meu e eu grito seu nome enquanto meu corpo se arqueia contra sua boca.

Minhas mãos envolvem o lençol enquanto Jace prolonga meu prazer. Sua língua explora cada fenda e cada segredo da minha feminilidade. Sua boca me instiga e me devora, me guiando pelo meu próprio prazer. Jace prolonga meu clímax até o meu limite. Quando estou prestes à implorar, ele me penetra com dois dedos ao mesmo tempo em que chupa meu clitóris. Meu corpo parece explodir conforme eu entro em colapso. Meus músculos são tomados por espasmos e meus gemidos são altos e descontrolados. Minha mente parece estar em alerta ao mesmo tempo em que eu me sinto anestesiada. Minha respiração acelerada me distrai e eu não noto os movimentos de Jace.

Quando começo a me recuperar, sua boca encontra a minha. Posso sentir meu gosto no beijo e engulo os gemidos de Jace. Suspiro quando sinto seu membro pressionando minha entrada. Devagar, no ritmo mais antigo de todos, ele me invade. Lentamente, ele me alarga e me explora. Nossos corpos se conectam totalmente no mesmo momento em que nossos olhos se encontram.

Por um segundo, não vejo nada além do seu rosto. Seus cabelos desgrenhados e sua barba por fazer. Seu rosto corado e levemente inchado pelo sono. Seus olhos dourados, iluminando o quarto inteiro. Seus lábios cheios e avermelhados. E então, como se voltasse a realidade, sinto o calor do seu membro dentro de mim quando ele começa a se mover. Nossos sexos parecem pulsar juntos, no mesmo ritmo das batidas dos nossos corações.

Enquanto nos beijamos, somos levados pela onda de desejo, prazer e luxúria que toma o ambiente. Nossos corpos trabalham juntos em busca de libertação. Nossas bocas permanecem conectadas enquanto um engole os gemidos e suspiros do outro. Suas mãos exploram cada curva do meu corpo enquanto as minhas puxam seus cabelos e arranham suas costas.

— Clary, Clary, Clary, — ele geme contra a minha boca.

— Por favor, — sussurro contra seu ouvido. Estou tão próxima do orgasmo que não consigo ficar de olhos abertos.

— Olha para mim, amor, — ele sussurra. Abro os olhos e afundo em ouro, sendo tomada por uma emoção tão intensa que sou incapaz de desviar o olhar. — Goza para mim, amor.

Como se controlado pela sua voz, meu corpo entra em ebulição enquanto eu derramo minha paixão nele. Os espasmos me levam novamente e eu sou incapaz de me controlar. Jace explode comigo e eu sinto seu pau contraindo dentro de mim. Nossas respirações aceleradas se misturam quando ele cai em cima de mim.

Após alguns minutos, nos acalmamos. Ficamos parados, acariciando um ao outro por algum tempo. Tenho a impressão de que Jace pegou no sono quando ele respira fundo contra o vão dos meus seios. Após alguns minutos, sinto meus olhos pesarem. Tenho a impressão de que peguei no sono, mas logo desperto com o som do alarme.

Jace geme, mas não se mexe. Sorrio, alcançando o celular e desligando o alarme. Faço um carinho suave em seus cabelos e ele ressona novamente. Tenho vontade de deixá-lo dormir, mas preciso ir trabalhar e não vou conseguir levantar sem que ele saia, literalmente, de dentro de mim.

— Hey, bonitão, — sussurro. Ele se mexe levemente, mas não desperta. — Jace.

— Hmm, — ele murmura. Sorrio, fazendo uma pequena pressão em seus ombros.

— Estou com fome, — digo. Isso faz com que ele abra os olhos. O dourado parece atingir um tom de bronze conforme seus olhos se adaptam a claridade. Ele levanta, saindo de mim e caindo do outro lado da cama.

Levanto e vou direto para o chuveiro. Tomo um banho longo, lavando o cabelo e limpando o suor do meu corpo. Quando estou satisfeita, saio e passo um creme hidratante. Coloco uma lingerie rosa e um vestido preto, bem comportado. Seco meu cabelo, deixando ele com um ar natural e ondulado. Assim que me dou por satisfeita, coloco meu salto rosa e passo uma maquiagem suave.

Saio do closet e vejo que Jace continua dormindo. Pego meu celular e desço até a cozinha. Digito o número da Tessa e aguardo enquanto ela não atende. No terceiro toque, ouço sua voz.

— Clary! Tudo bem? — ela pergunta. Sua voz soa animada e eu sorrio imediatamente.

— Tudo e você? — pergunto enquanto pego um iogurte na geladeira.

— Tudo ótimo. Precisa de alguma coisa?

— Está ocupada?

— Um pouco, — ela diz e eu escuto algumas vozes no fundo. Abro o iogurte e pego uma colher.

— Queria saber como está a agenda de Jace, — falo, colocando uma colherada na boca e deixando o sabor de morango explodir em minha boca.

— Um minuto, — ela diz. Ouço alguns sons e pessoas conversando. Depois de alguns instantes, ela responde. — Ele está com a manhã livre. Há uma reunião na hora do almoço, no entanto.

— Ah, tudo bem. Obrigada, anjo, — digo, sorrindo enquanto termino o iogurte.

— Sem problemas! Vai chegar atrasada? — a malícia escorre do telefone e eu dou risada.

— Não, — digo. Ela ri comigo e nós nos despedimos.

Pego uma maçã e dou uma mordida. Como rapidamente e vou até a parte de fora. Vejo um dos seguranças e faço sinal para ele. Não lembro seu nome, mas reconheço-o como um dos seguranças na festa de trinta anos da empresa. Ele se aproxima e eu vejo seu rosto mais claramente. Ele tem olhos castanhos e cabelos ruivos.

— Srta. Morgenstern, — ele diz, acenando com a cabeça.

— Por favor, me chame de Clary, — digo. Ele abre a boca para falar algo e eu dispenso o comentário. — Pelo menos de Srta. Fray. Morgenstern é muito… Formal. Como é seu nome?

— Henry Branwell, senhorita, — ele diz, sorrindo. Noto que ele é um homem bonito e me pergunto se ele todos os homens que vivem nesse país são bonitos.

— Henry, querido, você pode me levar até a empresa. Não quero dirigir um dos bebês do seu chefe, — digo. Ele sorri abertamente com esse comentário. A verdade é que eu queria dirigir todos os carros de Jace, mas queria fazê-lo com ele ao meu lado.

— É claro, senhorita. Vou preparar o carro imediatamente. Esperarei você na garagem, — ele diz e sai andando.

Volto para o interior da casa e vou até o quarto. Jace está nu, abraçado com o travesseiro. Sorrio e reviro os olhos ao sentir a imensidão de carinho que eu sinto por ele. Vou até seu criado-mudo e coloco o alarme do seu celular para às 10:40. Escrevo um pequeno bilhete e deixo-o ao lado do celular.

Amo você.

Sorrio feito boba e pego minha bolsa, indo até o carro.

O caminho até a empresa é tranquilo e silencioso. Henry me deixa na porta da empresa e, assim que eu desço, vejo Tessa acenando para mim. Quando vou até ela, no entanto, o telefone toca e ela faz um sinal que, pelo que eu entendo, quer dizer que ela vai me ver mais tarde. Vou até minha sala e começo a trabalhar. Vejo que são 9:50 quando o último rascunho do contrato começa a tomar forma.

Fico focada nos detalhes, analisando cada anotação das últimas reuniões e cada proposta já feita. Escrevo algumas coisas, excluo outras. Depois de um longo tempo, sinto meu estômago roncar. A fome bate com força total, mas eu decido terminar meu raciocínio. Às 12:20, termino a primeira parte do contrato. Uma batida na porta me desperta.

— Entra, — digo, soltando o cabelo e colocando meus sapatos. Tessa coloca a cabeça para dentro da sala e entra, trazendo com si uma bandeja de coisas.

— Entrega especial, — ela diz, sorrindo. Seus cabelos estão presos em um coque alto. Ela está usando uma calça social cáqui com uma blusa vinho.

— Meu Deus, — digo assim que vejo a quantidade de comida na bandeja. Ela ri da minha expressão enquanto eu limpo a mesa para que ela possa apoiar as coisas.

— Não se preocupe, eu também vou comer.

Depois de colocar a bandeja na mesa, nós nos servimos de lasanha de quatro queijos com molho Alfredo, salada e alguns pães. Ela me conta que Jace chegou um pouco atrasado e teve que ir direto para a reunião, mas que ele já havia encomendado almoço para dois. Então, porque não se deve desperdiçar comida, ela tomou o lugar dele.

Tessa conta a história de maneira divertida e eu não consigo parar de rir. Nós almoçamos, aproveitando cada pedaço. Durante o almoço, nós também falamos de Will e Jem. Ela diz que já superou o “relacionamento” de Jem e Izzy. Segundo ela, o relacionamento com Will até havia melhorado. Ambos estavam se entregando mais ao amor que sentiam e tudo estava indo bem.

Após alguns minutos considerando, decido desabafar com ela. Falo do meu pai e das mudanças de humor dele, falo da minha mãe aparecendo aqui e falo das fotos. O choque passa pelo seu rosto e ambas ficamos emocionadas. Por fim, conto que estou ficando indefinidamente na casa de Jace.

— Ah, Clary! Sabe que, se precisar de qualquer coisa, você pode vir ficar comigo, — ela diz, me abraçando. Sorrio com o comentário e aceno. — Sério! Sei que você e Jace são completamente apaixonados um pelo o outro, mas se algum dia você precisar sair fora por um tempo, pode ficar comigo.

— Você é uma pessoa maravilhosa, Tess, — digo, envolvendo-a em um abraço.

A conversa continua e, quando Tessa vê que são 14:15, ela se desespera. Acabamos recolhendo tudo correndo e ela sai da sala, levando a bandeja consigo. Sorrio e agradeço Jace mentalmente por ter, indiretamente, me proporcionado esse almoço.

O restante do dia passa rápido. Minha mãe me manda uma mensagem e nós decidimos ir jantar juntas. Chamo Jace para nos acompanhar, mas ele diz que precisa trabalhar até mais tarde para compensar pela manhã. Me pergunto se ele está chateado comigo ou com alguma coisa.

Durante o jantar, minha mãe faz questão de falar do meu pai. Acho curioso que ele não tenha aparecido nenhum desses dias, mas não quero comentar nada. Depois de insistir muito, admito que pedi demissão da empresa e Luke pede uma garrafa de champagne para comemorar. À meia-noite, eles brindam ao meu aniversário. Sorrio, grata por poder passar esse dia com as duas pessoas que mais me apoiaram na vida.

Depois de uma refeição deliciosa e de uma sobremesa comemorativa, minha mãe fala que vai me deixar no hotel. Concordo e, assim que chego, vou direto para o meu carro. Aproveito a oportunidade para levar o carro até a casa de Jace. O caminho até lá e longo e silencioso. Em um certo momento acho que peguei a estrada errada, mas logo vejo a rua para a casa de Jace. Estaciono o carro em frente a garagem às 00:40. Desço do carro e entro pela porta lateral.

As luzes estão apagadas e eu tento não fazer barulho. Sinto que Jace esqueceu do meu aniversário, mas decido não ficar chateada. Pelo menos, não demonstrar isso. Chego no quarto e acendo a luz.

Há diversas pétalas de rosa espalhadas pela cama. No centro, há um balde com gelo, um vinho, e duas taças. Sorrio ao ver que ele pegou o vinho pensando em mim. Há um pequeno cartão também.

Amo você, infinitamente. Espero que esse seja o primeiro de muitos aniversários que passaremos juntos. Parabéns. — Jace

Sorrio e sinto lágrimas se acumularem em meus olhos. Ninguém nunca havia feito algo assim por mim. Respiro fundo, tentando controlar minhas emoções, e sinto sua presença. É como se meu corpo se acendesse com a proximidade da sua alma. Minha pele se arrepia e eu posso sentir seu perfume me envolvendo.

— Feliz aniversário, — ele sussurra no meu ouvido. Sua voz rouca causa arrepios no meu corpo e seu sotaque carregado me abraça. Seus braços me envolvem e eu sinto o calor do seu corpo contra as minhas costas.

— Obrigada, — sussurro. Minha voz é baixa e frágil.

Ele me vira de frente para si e ergue meu rosto com as pontas dos dedos. Nossos olhos, como ímãs, se atraem e se encontram. O dourado se transforma em ouro líquido enquanto sua alma engole a minha. Nossas respirações se misturam e, como se não pudéssemos evitar, nossas bocas se encontram. Nos devoramos, aliviando tensões e compartilhando amor. Quando fico sem fôlego, ele se afasta.

Noto que ele, assim como eu, ainda está usando a mesma roupa. Sua camisa azul escura e sua calça preta parecem moldar uma escultura. Seus cabelos, ainda desgrenhados, dão um ar mais jovial para o seu rosto. Suas bochechas, levemente coradas, contém algumas pequenas sardas. Sorrio enquanto guardo cada detalhe dele em minha mente. Suas sobrancelhas grossas, seus lábios macios, seu nariz levemente torto.

Ele se afasta, tirando uma caixa pequena de dentro do seu bolso. Meu coração vai de acelerado para prestes a decolar. O nervoso é tão grande que fico com falta de ar. Ele também parece tenso. Ele me entrega a caixinha ainda fechada. O veludo azul é macio e eu suspiro assim que vejo o conteúdo. Há um colar fino e prateado, com um pingente delicado. A corrente é fina e discreta. O pingente, embora pequeno, é feito de uma esmeralda envolta por ouro branco. Encaro a jóia de boca aberta. Meus olhos deixam a peça por um segundo e encontram os de Jace. Para a minha maior surpresa, ele parece aflito.

— Gostou? — sua voz soa tensa, como se a minha reação pudesse ser diferente de puro e completo amor.

— Eu amei, — sussurro. Minha voz falha e eu tento segurar as lágrimas.

— Se quiser que eu troque…

— Jace, essa é a coisa mais linda que alguém já me deu, — digo. Seguro seu rosto com a minha mão livre e deixo que ele veja a sinceridade no meu rosto.

— Você merece mais, — ele sussurra. Escuto o alívio na sua voz e sinto quando uma lágrima escorre dos meus olhos.

— Eu te amo tanto, — suspiro. Ele sorri, tímido.

Delicadamente, ele tira o colar da caixinha e coloca-o no meu pescoço. A jóia não é pesada e combina perfeitamente comigo. Me pergunto quanto tempo ele passou escolhendo o colar perfeito. Ele coloca a caixinha em cima da cama e se volta para mim. Vou até ele, envolvendo-o em um abraço que diz mais do que eu jamais serei capaz de dizer. Depois de um tempo, ele se afasta e senta na cama, puxando-me para o espaço entre suas pernas.

— Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, sabe? — ele diz, seu rosto corando enquanto ele tenta abrir seu coração para mim. — Desde o dia que eu te conheci, você mexeu comigo de uma maneira que eu não consigo entender. E, cada dia que passa, eu me apaixono um pouco mais por você…

— Jace, — digo, segurando um soluço. Dessa vez, seus olhos encontram os meus.

— Não importa o quão cedo é. Não importa se eu te conheci há um mês ou na vida passada. Eu amo você. Incondicionalmente. E eu me partirei no meio para te fazer feliz. Você merece o mundo e as estrelas. E, mesmo que eu não possa te dar tudo isso hoje, espero que eu consiga recompensar você te dando algo simbólico cada dia, — ele diz, dando de ombros. Meus olhos estão embaçados com as lágrimas. — Eu desejo, do fundo do meu coração, que você realize cada sonho seu. Parabéns, meu amor.

Não consigo responder. Um soluço escapa dos meus lábios e Jace se levanta, secando cada lágrima com uma delicadeza angelical. Sua paciência me emociona ainda mais e eu enterro meu rosto na curva do seu pescoço, respirando fundo e absorvendo o seu cheiro. Sussurro, diversas vezes, o quanto eu o amo e o quanto eu sou grata por tudo que ele fez e faz por mim.

Inevitavelmente, nossas bocas se atraem e nos beijamos. Com calma, com amor.

— Obrigada, — sussurro. — Por tudo.

E então, nossas roupas caem e as pétalas nos envolvem. Tomamos vinho e deixamos o amor fazer a noite. Nossos corpos se unem e nossos corações batem como um só. No final, me aconchego em seus braços e deixo as batidas do seu coração me guiarem até o descanso. Estou usando apenas o colar que ele me deu quando pego no sono.

Acordo com um movimento na cama. O lençol macio envolve meu corpo nu. Abro os olhos, tentando adaptar minha visão a claridade. Vejo Jace, sentado ao meu lado. Seu sorriso tímido me lembra um menino pequeno e eu sorrio, deixando a felicidade me envolver. Lentamente, eu tento levantar o suficiente para sentar na cama. Assim que consigo, vejo a bandeja ao meu lado. Há pães, queijos, café, bacon e algumas frutas. Suspiro.

— Jace, — sussurro. Ele me olha, avaliando cada reação do meu corpo.

— Feliz aniversário, — ele diz, acariciando minha bochecha. Sua voz rouca e seu sotaque britânico me envolvem e eu sinto meu coração acelerar.

Sem que eu perceba o que estou fazendo, me aproximo dele. Nossas bocas se encontram em um frenesi de paixão e desejo. Meus dedos se enroscam nas mechas do seu cabelo e suas mãos me puxam para si. O amor parece transbordar de mim e eu fico tão emocionada que perco o fôlego, me afastando.

Nossos olhos se encontram e eu vejo o dourado brilhar, lentamente se transformando em ouro líquido e dando espaço para uma pupila dilatada. Parece mágica. Suas bochechas estão levemente coradas e sua boca está avermelhada.

— Eu amo você, — digo, encarando seus olhos e deixando-o ver minha alma. — Incondicionalmente.

Antes que ele responda, dou um selinho rápido nele e saio de cima do seu colo. Volto para a cama, pegando um pedaço de melancia e colocando-o na boca. Saboreio-o enquanto coloco algumas fatias de queijo em um pão. Escuto Jace segurar a risada e pegar um pedaço de manga. Não posso evitar sorrir.

Para a minha surpresa, ninguém me cumprimenta na empresa. Jace me leva até a minha sala e me dá um beijo tão quente que eu sou obrigada a segurar um gemido. Depois, tento focar em trabalhar no contrato, mas as lembranças da noite anterior invadem minha mente e me impedem de fazer qualquer coisa.

De tarde, Simon me liga. Sua voz está absurdamente animada e eu não consigo evitar o sorriso que toma meu rosto.

— Fray, — ele grita do outro lado da linha. — Tudo bem?

— Sim, e você?

— Tudo ótimo! E aí, como está sendo seu dia? — ele pergunta. Dou risada.

— Particularmente bom. E o seu, Simon?

— Não sei! Estou tendo uns problemas de memória, — ele diz e eu posso imaginá-lo coçando a cabeça e ajeitando os óculos. — Podia jurar que hoje era um dia importante.

— Não faço a mínima ideia do que você está falando, — digo, desenhando um bolo de aniversário em um post-it.

— Você é impossível, — ele diz, rindo. Sinto tanta saudade dele que fico sem ar. — Parabéns, Fray! Espero que você realize todos os seus sonhos.

— Obrigada, Lewis, — digo.

De repente, fico triste por não estar com ele. Desde que comecei a trabalhar para o meu pai, sempre tive que me virar do avesso para que pudesse passar o meu aniversário em casa, com a minha família e Simon. E, embora eu esteja muito feliz em passar com a minha mãe e Jace, esse seria o primeiro aniversário longe dele.

Conversamos sobre mais algumas coisas e logo ele desliga, falando que está atrasado para alguma coisa. Depois disso, o dia passa rápido.

Às 17:00, Jace bate na porta. A imagem dele, com um terno feito sob medida e o cabelo desgrenhado, apoiado no batente da porta, faz com minhas pernas fiquem bambas e meu sangue esquente minhas veias. Ele me espera enquanto eu arrumo as coisas e pego minha bolsa. De mãos dadas, andamos até o elevador. Quando entramos no elevador, ele puxa assunto.

— Preciso passar na casa de Will para pegar umas coisas para o meu pai, tudo bem? — ele diz. Seus olhos não encontram os meus, mas eu estou distraída com as portas do elevador abrindo. — Ele disse que podíamos ficar para jantar.

— Sim, claro, — murmuro, pensando nas roupas que estou usando. Um vestido vermelho, de mangas compridas. Reviro os olhos e sorrio. — Por mim tudo bem.

— Podemos ir em outro lugar se preferir, — ele diz, suas bochechas levemente vermelhas. Sorrio.

— Prefiro a casa dele. Pelo menos não temos que lidar com muita gente, — digo. Ele sorri torto e eu coro.

O caminho até lá é tranquilo. Jace segura minha mão enquanto dirige, fazendo um pequeno carinho. Sorrio, imaginando um futuro com ele. Assim que chegamos, vejo a entrada grandiosa da casa do Will. As luzes estão acesas e há alguns carros parados na rua. Jace passa direto, indo em direção à uma garagem na lateral da casa. Ele para atrás do carro de Will, sem abrir o portão da garagem. Nós descemos e andamos até a porta de entrada.

Assim que chegamos, Jace bate na porta. Alguns segundos passam e Tessa abre a porta. Ela sorri abertamente ao me ver e seus braços me envolvem, surpreendendo-me. Nós nos afastamos e ela cumprimenta o Jace. Assim que eles se afastam, ela envolve seu braço no meu e meus olhos encontram os de Jace, que dá de ombros. Sorrio enquanto ela me arrasta para o jardim.

As portas se abrem e eu vejo um aglomerado de gente gritando ‘surpresa’ ao mesmo tempo. Há várias pessoas da empresa, incluindo Jem, Will e Stephen. Céline está do lado da minha mãe, com Luke. Izzy está parada perto de Tessa. Meus olhos encontram os de Jace e o dourado brilha tanto que eu fico sem fôlego. Sem hesitar, meus braços envolvem seu pescoço e eu beijo-o, como se minha vida dependesse disso.

Ouço mais alguns gritos e começo a rir no meio do beijo. Ele se afasta, sorrindo enquanto eu coro violentamente. Assim que me afasto, olho para o grupo de pessoas novamente. Meus olhos se enchem de lágrimas quando eu noto sua presença.

Num canto, perto de Luke, está Simon.

Notas finais
E aí, gente? O que acharam? Me contem nos comentários o que estão achando da fic e o que vocês querem ver acontecer. Não esqueçam de favoritar e, se acharem que a fic merece, recomendarem! E não esqueçam de seguir a conta do Instagram (@chrismarsz)! Estou voltando para casa hoje, então vai ficar enrolado postar. Prometo fazer o meu melhor :) Fiquem bem! Bom fim de ano :) Beijos, beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.