How to Love

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Olá gente, tudo bem? Estou super feliz com todas as pessoas que estão acompanhando e favoritaram/comentaram! Muito obrigada, vocês fizeram eu ficar sorrindo à toa o dia todo! Em relação ao capítulo de hoje, não sei o que dizer. Ele está longo (razoavelmente) e têm pouquíssimo Clace, mas eu queria deixar detalhado para a imaginação de vocês acompanhar a minha. Espero que vocês gostem e continuem comentando!! Em resposta a um dos comentários, os personagens são baseados nos dos livros, mas como nem todos podem ter lido, vou fazer a aparência física mais similar aos da série, ok? Beijos, beijos

Após algumas horas, já havia passado pelo menos umas quatro dúzias de roupas e tomado mais umas três taças de vinho. Olhei em volta e vi que a pilha de roupas havia diminuído consideravelmente. Agora, apenas algumas peças ficavam em cima da mesa da sala. A grande maioria das roupas que passei iriam comigo para a Itália, mas algumas iam ficar para quando eu voltasse da viagem. Coloquei todas as peças que faltavam em um cesto e recolhi o monte de poeira que estava no corredor. Era uma hora da manhã quando tomei um banho quente para ir dormir.

Acordei com o despertador tocando. O barulho alto me assusta e levanto apressada. São 8:30, o que significa que eu tenho tempo. Preparo um café bem forte e como algumas torradas. A maioria das roupas já está na mala, mas ainda faltam alguns detalhes. Coloco uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca. Após prender meu cabelo em um rabo de cavalo, saio para comprar algumas coisas. Como Nova Iorque é um lugar horrível para estacionar, decido sair a pé. Chego no mercado e começo a comprar alguns remédios, absorventes, desodorante, e outras coisas que irei precisar durante a viagem. Fico pensando em como será a Itália. O clima, a cultura, a língua. Claro, já ouvi falar de lá e sempre sonhei em conhecer o país, mas nunca fui de fato. Não gosto de ir trabalhar em uma cidade que não conheço. Penso em todos os imprevistos que posso ter enquanto procuro um shampoo para levar.

— Fray!

Olho para trás e vejo Simon com uma cesta em suas mãos. Seu sorriso é largo e aquece o meu coração. Seu óculos está levemente torto e sua camisa xadrez está totalmente amarrotada.

— Simon, — digo sorrindo enquanto lhe dou um abraço apertado. — O que está fazendo aqui?

— Compras? — ele responde rindo.

— Sim, eu sei... Eu quis dizer… Quer dizer, deixa quieto, — digo, dando um soco em seu braço. Ele ri mais ainda do meu embaraço e eu não consigo evitar acompanhá-lo.

— Estou comprando algumas coisas para levar para a viagem, — ele diz algum tempo depois.

— Viagem? — assim que eu pergunto eu me lembro. Claro! Ele vai para o intercâmbio.

— Espanha, Fray. Lembra? A universidade de Nova Iorque gostou de algumas músicas que eu escrevi e apoiaram a minha decisão de ir para lá, estudar alguns estilos de música na Europa. Afinal, eu sou um talento nato e…

— Sim, eu lembro! Quando você embarca? — o interrompo antes que ele comece a falar sobre suas habilidades únicas.

— Eu embarco em quatro dias, — ele dá uma olhada no meu carrinho, me fazendo corar. — E você? Vai à algum lugar?

— Então, na verdade eu vou sim. Eu vou para a Itália, acredita? E antes que você diga que eu não te conto nada, saiba que eu só fui informada dessa viagem ontem.

— Isso te dá cerca de 24 horas para me informar, Fray.

Sorrio. Continuamos andando pelo mercado enquanto ele me conta sobre a sua viagem. De acordo com Simon, serão cerca de 2 meses em Madrid. Sua animação faz com que eu fique extremamente feliz, e quando ele me pergunta sobre a Itália, já estou um pouco mais animada. Depois de comprarmos tudo que precisamos, ele me dá uma carona até o meu prédio.

— Que tal um almoço, Fray? Conheci um restaurante outro dia, perto do Central Park. Poderíamos pegar o metrô, o que acha? — ele diz de dentro do carro, enquanto eu tiro as sacolas do porta-malas.

— Pode ser. Mas não pode demorar muito. Ainda tenho que arrumar algumas coisas e sair de casa cedo, então…

— Clary, é um almoço, não um casamento, — ele responde sorrindo.

— Tudo bem, tudo bem. A gente se encontra na Rua 57, pode ser?

— Por mim, está ótimo. Nos vemos lá às 13:00, — ele responde, fechando o vidro e buzinando enquanto se afasta do prédio.

Pego o elevador e subo até o meu andar. Quando chego no meu apartamento, percebo que ainda não avisei minha mãe sobre a viagem. Sinto uma gota de suor se formar na minha testa enquanto imagino a reação dela. Após guardar algumas das coisas que comprei na mala e deixar outras, como os absorventes e a pasta de dente, em um local mais acessível, decido ligar para Jocelyn.

Digito o número do telefone da casa dela e espero enquanto chama. Parte de mim quer ouvir sua voz desesperadamente, já que estou sem vê-la faz pelo menos uma semana. Mas uma outra parte, mais covarde, está torcendo para que ela não atenda. Não quero ter que falar para ela que não estarei aqui para o seu aniversário. Ouço a linha chamar até que Luke, meu padrasto, atende.

— Luke Garroway, — ele diz com uma voz seca.

— Espero não ter atrapalhado nada, Luke, — responde sorrindo. Luke sempre foi um exemplo para mim, e seu jeito de lidar comigo, assim como a sua gentileza, fizeram com que eu desenvolvesse uma relação com ele que era melhor do que a que eu tinha com meu próprio pai.

— Clary! Claro que não. Tudo bem? — sua voz está consideravelmente mais animada.

— Tudo sim, e você? Minha mãe está aí? — pergunto para não prolongar a minha ansiedade.

— Tudo. Está sim, quer falar com ela?

— Por favor.

— Ok, só um minuto, — ouço ele chamar o nome da minha mãe algumas vezes até que ela finalmente atende.

— Clary!

— Oi, mãe.

— Tudo bem? Que voz é essa? — ela pergunta, seu tom demonstrando uma certa preocupação.

— Bom, mãe. Tenho que te contar uma coisa que você não vai gostar de ouvir, mas não adianta tentar esconder de você, então…

— Clary, por favor, você está grávida?

— O quê? — não consigo entender de onde ela tirou essa ideia, já que eu não namoro.

— Tudo bem, Clary. De verdade. A gente dá um jeito. Tenho certeza que seu pai vai entender, e…

— Mãe! Não! Eu não estou grávida. Meu Deus! De onde você tirou isso? — interrompo-a antes que a vermelhidão que se espalha pelo meu rosto atinja um estado crítico.

— Bom, filha, não sei. Achei que…

— Achou errado. Eu liguei para dizer que não vou estar aqui no seu aniversário, — solto frustrada. A linha fica muda por alguns segundos antes que ela diga algo.

— Por que não?

— Bom, eu estou indo para a Itália. Papai precisa que eu resolva alguns negócios lá. Vou ficar fora por três meses, — mais silêncio.

— Eu vou conversar com ele! Eu não aguento mais! A empresa é dele, porque ele não resolve isso? Você não pode perder o meu aniversário. Eu já tinha planejado tudo! Você tem que enfrentá-lo, sabe? Ele é seu pai, não é Deus.

— Mãe, quando ele me disse que eu ía para lá, ele era meu chefe. Não posso simplesmente dizer não.

— Mas filha…

— Liguei para avisar que embarco hoje de noite. Eu ligo quando chegar lá, ok? Te amo mãe, — digo. Ela murmura algo e desliga o telefone.

Após alguns minutos, recebo uma mensagem de Simon:

Houve um imprevisto. Tenho uma reunião às 13:30 para falar da viagem. Tem como nosso almoço ser às 12:00? XX

Olho no relógio e vejo que faltam apenas quarenta minutos. Respondo que sim e arrumo algumas coisas que irei precisar na viagem. Pego o meu computador, assim como todos os carregadores. Pego dois cadernos novos, um caderno de desenho, alguns lápis e algumas canetas. Faz cerca de dois anos que eu não desenho nada, mas alguns hábitos não morrem. Pego também um livro sobre a História da Arte e guardo tudo em uma mala de mão. Quando faltam 20 minutos para o meio-dia, pego a minha bolsa e vou até o metrô. Uso a linha F, saindo do Brooklyn e indo até a Rua 57.

Procuro a saída que leva ao Central Park e vejo Simon, parado perto das escadas. Ele ajeita seus óculos quando me vê e me abraça assim que eu me aproximo. Ele me leva até o restaurante enquanto me conta sobre a reunião. Aparentemente, sua mãe marcou sem que ele soubesse. Ela queria confirmar alguns detalhes e checar a segurança da cidade.

— Como se Nova Iorque fosse um exemplo de segurança nacional. Imagina? Se eu sobrevivi 21 anos da minha vida aqui, tenho certeza que consigo viver 2 meses em Madrid. E isso é porque ela não sabe dos passeios para a França e Portugal. Imagina se essa mulher descobre isso?

— Hm, será que eu devo contar? — pergunto para ele, sorrindo inocentemente. Ele me olha de canto de olho, e me dá um soco no braço. Depois ele começa a reclamar de sua irmã mais nova e de como ela ocupa o espaço dele.

Chegamos em uma banca que vende tacos. Ela é perto de uma das entradas do parque e tem uma fila considerável. O senhor que atende a banca oferece os tacos como se estivesse oferecendo ouro aos fregueses. Se meu pai o visse, chamaria ele para trabalhar na equipe de Marketing, com certeza. Ele tem um leve sotaque e seus cabelos brancos demonstram que ele é mais velho do que aparenta.

— Isso é um restaurante, Simon? — pergunto sorrindo.

— Ah, Fray. Deixe de ser fresca. Isso é cultura, — ele responde, orgulhoso de sua nova descoberta.

Sorrio enquanto ele pede os tacos e depois nos sentamos em um banco. A vista para o parque é lindíssima e os tacos estão maravilhosos. Simon sorri da minha satisfação e dá de ombros, como se soubesse que eu amaria. Conversamos sobre a minha viagem e eu lhe conto sobre a minha crise da noite anterior.

— Não sei porque ainda me importo, — concluo entre uma mordida e outra.

— Clary, ele é seu pai. Eu estaria mais preocupado se você não se importasse. Você ama ele e ele te ama, da sua própria maneira. Passar esses três meses fora, trabalhando para e com outras pessoas, pode ser bom pra vocês. Talvez você perceba o quão boa é e que não precisa dele para ter um emprego. E talvez ele perceba que você não é um objeto que ele pode manter. Você vai ver, — ele diz enquanto tenta limpar sua camisa de uma mancha de molho de tomate.

— Aqui, — entrego-lhe um guardanapo que tinha na minha bolsa. — O ponto é justamente esse. Eu estou chateada porque tenho medo de ir e não querer voltar. No sentido da empresa, e não do país, — completo quando ele engasga com o seu suco.

— Bom, — ele diz, como se isso terminasse a conversa.

Após alguns minutos, Simon termina sua refeição e começamos a andar em direção ao metrô. Já são 13:00 e Simon não quer se atrasar para a reunião, então nos despedimos na Rua 57. Ele diz que devíamos marcar algo enquanto estivermos na Europa, mas eu duvido que funcione. É mais fácil ir de um país ao outro lá, mas ainda sim, a Suíça e a França inteiras estarão entre nós. Entro no metrô e pego a linha B dessa vez.

Quando desço na Rua Futton, tenho que andar algumas quadras até o meu apartamento. A caminhada me acalma e, quando eu passo por um Walgreens, paro para comprar algumas coisas de maquiagem. Uma base, um rímel, um lápis, e dois batons depois, saio com a minha energia renovada. Chego em casa e termino de arrumar a mala. Checo a bolsa de mão e vejo que falta pegar uma escova de cabelo, o perfume, e a escova de dente. Vou ao banheiro e começo a preparar um banho.

Uma vez que a água está quente, tomo um banho demorado e relaxante. Lavo o cabelo e me depilo. Quando saio do banho, me enxugo e passo um creme novo que comprei. Morango com champagne. O cheiro é divino. Espalho o creme pelo meu corpo todo e decido levá-lo na viagem. Coloco uma calça jeans escura e uma camiseta preta. Pego também uma jaqueta de couro azul e meu tênis All Star preto. Eu era uma mulher de negócios, que sempre se vestiu de maneira séria, mas já que estava indo viajar, decidi prezar o meu conforto e me vestir de acordo com uma menina de 21 anos.

Termino de fechar a mala, e checo tudo de novo mentalmente. Dou mais uma olhada na mala de mão e pego a minha bolsa. Pego o passaporte, a identidade, o celular e meu óculos de sol, colocando tudo dentro da mesma. Sento no sofá e começo a beliscar alguns amendoins enquanto assisto um seriado na TV. Quando são 17:00, desço com as malas e ajeito tudo no carro. Mando uma mensagem para Luke dar uma olhada no apartamento de vez em quando, enquanto eu estiver fora, e ele logo responde que tudo bem. Dirijo até a empresa do meu pai e estaciono na vaga mais afastada. Meu carro vai ficar aqui por 3 meses, então ele não precisa atrapalhar ficando na vaga mais próxima do elevador. Subo apenas com a bolsa e encontro todos na recepção do prédio. Meu pai está sorrindo, conversando com os dois cavalheiros que conheci ontem. Ambos sorriem para mim, mas um deles parece se demorar enquanto olha para a maneira como estou vestida. A repulsa cresce dentro de mim e me afasto, andando em direção a Maia.

Ela tem um lápis atrás de cada orelha e uma caneta na mão. Seus olhos estão em todos os lugares enquanto ela fala com duas pessoas ao mesmo tempo. Sua camisa preta está levemente torta, com o primeiro botão aberto. Ela me olha e vem me abraçar.

— O imbecil da van cancelou faz uma hora! Sabe como é difícil achar alguém que confirme uma corrida assim, tão em cima da hora! Vou colocar dois estagiários para levar vocês, em dois carros separados. Eu espero, veementemente, que seu pai reconheça os meus esforços e me dê um aumento. Ah, sem contar que a Lilly estava doente e não veio trabalhar hoje, e…

— Maia! Hey, relaxa! Vai dar tudo certo. Qualquer coisa nós vamos de metrô, — digo, tentando acalmá-la. Ela sorri para mim, mas antes de falar algo, alguém faz com que ela saia correndo, pegando seu celular e ligando para alguém.

Sento-me em um banco, de frente para a recepção. O saguão do prédio é belíssimo. O piso, assim como o do escritório do meu pai, é de mármore branco. As portas de vidro dão para a frente do Empire State Building e posso ver milhares de turistas, andando de um lado para o outro, tirando fotos. O teto é alto, deixando os cinco primeiros andares com vista para o saguão. Há um balcão, branco e com mármore preto. À direita, há algumas catracas onde as pessoas passam seus crachás para terem acesso aos elevadores. À esquerda, há dois elevadores que levam para as garagens. As colunas, espalhadas pelos saguão, são cobertas por espelhos, fazendo com que o mesmo pareça ainda maior.

Enquanto observo o ambiente, não noto que um dos representantes italiano sentou ao meu lado. Ele foi o que me analisou da cabeça aos pés. O homem careca tem os olhos escuros e a barba por fazer. Seu nariz parece já ter sido quebrado e há um brinco em sua orelha. Ele está usando uma camisa branca e uma calça jeans clara. Ele sorri e, para a minha surpresa, seus dentes são brancos e alinhados.

Clarissa, certo? Eu sou o Mortmain. Não acho que fui propriamente apresentado, — sua voz é grossa e seu sotaque é carregado. Sua língua se arrasta em cada palavra enquanto ele me observa.Foi o suficiente, — digo seca.O seu acento, é na executiva ou na primeira classe? — ele pergunta, mudando de assunto.Executiva, — respondo, rezando para que o dele seja bem longe do meu.Olha só, que coincidência, — ele sorri, seus olhos escuros com desejo. — O meu também, — ele dá uma piscada para mim, com o olho direito e se levanta. — Nos falamos mais no avião, — ele sussurra e sai andando.

A bile sobe pela minha garganta e eu sou obrigada a respirar fundo. Já havia passado por situações semelhantes com outros caras, mas ninguém nunca havia tido coragem de me assediar na empresa do meu pai, com ele no mesmo ambiente. E nenhum deles iria comigo para a Itália. Uma van finalmente chega e, após pegar minha bagagem no carro, partimos em direção ao aeroporto. Eu, o motorista, um estranho e um assediador.

—-

No check-in do aeroporto, faço questão de deixá-los passar na frente. Uma vez que ambos já tinham seus cartões de embarque em mãos, me aproximei para fazer o meu próprio check-in. Depois de lhe entregar meu passaporte, perguntei ao atendente se era possível me tirar da classe executiva. Depois de me cobrar $1500 dólares, a senhora que estava me atendendo imprimiu meu cartão de embarque para a primeira-classe.

Passamos por toda a imigração e, quando eram 20:00, chegamos ao portão de embarque. O avião já estava lá, mas demoraria mais 20 minutos para que o embarque começasse, então decido comer alguma coisa. Mortmain e Thomas, o outro representante, me acompanharam. Fomos até uma hamburgueria que ficava próxima ao nosso portão. Após pagarmos a conta, ouvimos chamar o embarque do voo e andamos até a fila. A expressão no rosto de Mortmain quando ele viu que eu estava na fila da primeira-classe valeu os $1500 dólares, e eu embarquei sorrindo.

O voo era de 8 horas e 40 minutos. Foi servido um jantar e, como eu estava cheia, aceitei a sobremesa que era um delicioso sorvete de creme com calda de morango e chantilly. Tomei uma xícara de chá e, mesmo tendo colocado um filme de ação, acabei pegando no sono. Após cinco horas de voo, acordei assustada durante uma turbulência. Um frio desce pela me espinha enquanto eu seguro os braços da minha poltrona. O avião chacoalha e eu começo a suar. Alguns segundos passam e tudo se acalma. Depois de ter certeza de que a turbulência passou, decido levantar para pegar um copo de água. Quando chego na área do banheiro e dos comissários, uma moça me diz que iria buscar a água para mim. Aproveito para usar o banheiro.

Lavo meu rosto algumas vezes e saio do banheiro, trombando com uma pessoa. Seus braços me seguram e seu rosto chega perigosamente perto de mim.

— Cuidado, Clarissa. Desse jeito você vai acabar machucando alguém, — Mortmain sussurra.

Sua mão desliza pelo meu braço e sua boca se aproxima da minha. Desvio de sua investida, pisando em seu pé e usando isso como apoio para poder sair do banheiro. Ele tropeça para dentro do banheiro e, quando ele se vira, a aeromoça chega com o meu copo de água. Ela sorri, tentando entender a situação. Sorrio de volta e agradeço, indo em direção a minha poltrona. O voo é tranquilo até Roma e, depois de assistir dois filmes e comer um belíssimo café da manhã, finalmente chegamos.

O aeroporto era movimentado e perdi a conta de quantas línguas diferentes eu ouvi. Não demorou muito para nossas malas aparecerem na esteira e logo estávamos em uma van que nos levava para o centro da cidade. O veículo para em frente a um hotel e sou informada que ficarei hospedada aqui.

— Um carro irá te levar para a empresa amanhã, às 8 horas do horário local. Use o dia de hoje para dar uma olhada em volta e descansar. Até amanhã, Clarissa, — diz Thomas, enquanto levava as minhas malas até a recepção.

— Obrigada, — digo apressada.

Assim que chego na recepção, uma moça adorável, de cabelos cacheados e óculos, começa a falar em italiano comigo. Assim que ela percebe que não estou entendendo nada, ela começa a falar em inglês. A mudança é tão sutil que parece que um botão foi apertado e ela mudou de idioma. Seu inglês é perfeito e descubro, mais tarde, que ela é americana.

— Qual é o nome da reserva, querida? — ela pergunta, sorrindo.

— Não sei. Tente Clarissa Fray… ou Morgenstern, — digo, pensando no assunto.

— Jace Herondale, — diz alguém atrás de mim. Sua voz é grossa e levemente rouca. A proximidade faz com que um arrepio me abrace, deslizando pelo meu pescoço e pela minha cintura. — O nome da reserva é Jace Herondale.

Olho para trás enquanto a recepcionista se engasga. Não estava preparada para o que vi. Um homem alto, com ombros largos, usando um terno feito sob medida. Seu cabelo loiro parece tão extremamente macio que fico tentada a passar meus dedos nele. Há algumas mechas caindo em sua testa, como se bagunçadas pelo vento. Seus olhos, praticamente dourados, me analisam da cabeça aos pés e escurecem levemente. Seus lábios cheios formam um sorriso torto e sua barba por fazer faz com que eu imagine coisas impróprias.

— Clarissa, — ele diz, estendendo sua mão para mim. Seus olhos analisam todos os meus movimentos e sinto minhas pernas tremerem. — Eu sou Jace Herondale.

Notas finais
Bom, gente, espero que tenham gostado! Esse link aqui é para uma imagem do mapa do metrô, se alguém estiver curioso: http://web.mta.info/maps/images/subway_map_May20_2700x3264.jpg Em relação às postagens, vou tentar postar uma vez por semana, no mínimo. Vou postar assim que tiver o capítulo pronto, então vou tentar escrever pelo menos um por semana :) Não esqueçam de comentar, por favor!! Beijos, beijos