How to Love
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Após alguns minutos, noto que Jace sai da estrada e entra em uma rua com diversas casas. Mansões, na verdade. No final da rua, há uma fila de carros. Jace, no entanto, entra algumas casas antes, abrindo o portão da garagem com um controle. Vejo que a casa é enorme, com uma entrada grandiosa. As luzes estão todas apagadas e eu fico confusa. Olho para Jace e vejo que ele desligou o carro e está descendo do mesmo. Solto o cinto e abro a porta.
— Você se importa de andar? — Seus olhos me avaliam e eu vejo um sorriso tímido se formar em seu rosto. — Se quiser, nós podemos ir no carro dos seguranças até a entrada.
— É a casa no final da rua?
— Sim. Como vem muitas pessoas, os mais próximos vão parar aqui para que tenha espaço para todos os carros, — ele diz, me ajudando a descer e fechando a porta do carro.
— Essa casa também é do seu pai? — pergunto, olhando em volta. Há quatro carros na garagem, incluindo uma Lamborghini e um Porsche.
— É minha, — ele diz. Nossos olhos se encontram e vejo que ele está analisando cada movimento meu. Sorrio e seguro seu braço.
— Eu não me importo de andar, — digo, escondendo a curiosidade e o calor que tomou meu corpo.
Ele sorri e me acompanha até a porta. Nós andamos pela calçada e eu olho em volta. Estamos bem afastados da cidade, então o céu parece mais estrelado que o normal. Vejo que estamos em uma parte mais alta e é possível ver as luzes da cidade ao longe.
Chegamos em uma escadaria principal. Há um tapete azul escuro, da porta de entrada até a calçada onde estamos. Do lado esquerdo, posso ver parte da mansão de Stephen Herondale. A casa tem janelas enormes e cortinas grossas atiçam minha curiosidade. Do lado direito, diversos fotógrafos se aglomeram. Atrás deles, seguranças observam tudo e todos. Árvores altas marcam os limites da escada e luzes que saem do chão dão um ar mágico para o local. Enquanto nos aproximamos, vejo manobristas correrem de um lado para o outro, ajudando as pessoas a descerem dos carros e estacionando-os em seguida.
Jace me guia enquanto subimos as escadas. No meio do caminho, em um degrau mais longo, os casais param para as fotos. Sinto meu coração acelerar e aperto o braço de Jace. Ele me olha e, quando nossos olhos se encontram, uma calma toma conta do meu corpo e tudo parece desaparecer. Ficamos apenas eu e ele. Um sorriso dança em seu rosto e ele sussurra no meu ouvido.
— Sorria, amor, — sua voz rouca causa arrepios. Sua mão envolve minha cintura e eu olho para as câmeras. Sinto a fenda do meu vestido abrir conforme eu me viro e resisto à tentação de me esconder. Os fotógrafos parecem alucinados e, depois de algumas fotos, Jace faz uma leve pressão em minhas costas, indicando que era hora de continuarmos subindo. Seguro seu braço novamente e vou com ele até a entrada.
— Eles parecem felizes em te ver, Sr. Herondale, — digo, me referindo aos fotógrafos. Jace dá de ombros.
— Nunca acompanhei uma mulher para esse evento, Srta. Fray, — ele diz. Coro e sorrio, arqueando uma sobrancelha enquanto ele pisca um olho para mim.
— Sr. Herondale, — um homem alto, com cabelos brancos e olhos cinzas nos cumprimenta. Ele parece estar checando a lista de convidados. — Srta. Morgenstern.
— Angelo, — Jace diz, acenando. Sorrio para o homem, tentando conter a vontade de corrigir meu sobrenome para Fray. Ele sorri e volta sua atenção para o casal atrás de nós.
— Estou me sentindo uma convidada de honra, — sussurro em seu ouvido.
— Você é.
Sorrio com a resposta e, antes que eu tenha tempo de responder, entramos em um hall de entrada amplo. O piso, de pedra cinza claro, parece brilhar. Há um lustre enorme, com luzes amareladas, que cria um efeito de luz de velas. Flores brancas e amarelas estão espalhadas em diversos vasos, posicionados perto de espelhos. Há uma pequena corda, limitando a passagem de convidados do hall para a sala. Embora a mesma esteja com as luzes apagadas, a iluminação da entrada permite que eu veja um sofá claro, com quatro lugares, e uma mesa de centro, feita de mármore.
Continuamos andando até uma porta de vidro que marca o final do hall. Elas estão abertas e há um caminho de pedras para o jardim. Assim como a casa de Will, a piscina está coberta e há mesas espalhadas pelo jardim inteiro. Só que, comparado com o aniversário de Tessa, o espaço é vinte vezes maior e há, pelo menos, seis vezes mais o número de pessoas. Uma casa, à direita, parece conter o buffet do evento. É possível ver garçons servindo bebidas e retirando copos usados. Vejo que o movimento já está bem grande quando chegamos. Uma música animada toca ao fundo, alegrando o ambiente ainda mais. Suspiro e, quando olho para o lado, vejo Jace me encarando com um olhar maravilhado.
Passamos por alguns funcionários e posso sentir o olhar de todos em nós. Mordo o lábio, tensa com a atenção. Jace cumprimenta algumas pessoas e eu apenas sorrio. Posso perceber que ele não sabe só o nome das pessoas, mas também o nome dos familiares. Não consigo evitar admirar esse lado atencioso dele e, quando eu percebo, estou encarando-o. Ele me olha de volta e nossos olhos se encontram. Me pergunto se, algum dia, esse olhar não vai fazer meu coração derreter.
— Clary, — ouço Izzy chamar. — Jace!
— Izzy, — digo, abraçando-a. Seu cabelo está enrolado e sua maquiagem está impecável. O vestido parece ainda mais bonito e eu sorrio.
— Você está ainda mais maravilhosa, — ela murmura, se afastando e abraçando Jace em seguida. — Não que você precise do ego, mas também não está nada mal, — ela diz, olhando para Jace. Ele ri e dá de ombros.
— Estamos realmente falando de egos? — ele pergunta, sorrindo. Ela revira os olhos, mas há um sorriso em seu rosto. Depois, ela volta sua atenção para mim.
— Vamos, — ela diz, me puxando. Olho para Jace e ele parece dividido entre me acompanhar e continuar uma conversa com o gerente de vendas da empresa.
Passamos por alguns rostos familiares e chegamos à uma mesa redonda. Ela está posicionada, razoavelmente, no centro do gramado. Vejo Will e Tessa, sentados, conversando com Magnus. Will, assim como Jace, está usando um terno totalmente preto que faz seus olhos brilharem como safiras. Magnus está usando um terno escuro, com uma camisa roxa. Tessa está usando um vestido azul royal, longo. Eles acenam para mim e eu me sento ao lado deles. Jem chega em seguida, trazendo uma bebida para ele e outra para Izzy. Sorrio e começo a conversar com Magnus. Ele me conta como conheceu Alec. Segundo ele, durante uma viagem para Londres, ele viu Alec em uma boate e os dois começaram a sair. Sorrio enquanto ele descreve, com detalhes, o que Alec disse na primeira vez que ele o chamou para sair.
— Clary, — a voz de Jace enche minha mente e eu me viro, ainda sentada. Ele está de pé, ao lado da minha cadeira, e estende a mão para mim.
— Licença, — digo, olhando para Magnus e me levantando. Nossos dedos se entrelaçam e ele me entrega uma taça de vinho. Agradeço e vou com ele até uma mulher. Seus cabelos, presos em um coque perfeito, são loiros. Seus olhos são gentis, com um tom de verde claro que me faz pensar em minha mãe. Ela está usando um vestido prata, simples. Ela está razoavelmente afastada, mas todos parecem notar sua presença.
— Clary, está é minha mãe, Céline, — Jace diz. A mulher parece acender ao ver seu filho. Sorrio, imediatamente pensando em minha própria mãe. Ela me olha, um sorriso aberto iluminando seu rosto.
— Oh, Clary! É um prazer, — ela diz, me cumprimentando com um abraço apertado. Sorrio, abraçando-a de volta.
— É um prazer, Sra. Herondale, — digo.
— Oh, por favor, — ela diz, dispensando o título com a mão. — Apenas Céline.
— É um prazer, Céline. Ouvi falar coisas incríveis de você, — digo. Ela sorri e olha para o filho.
— E eu de você, — ela diz, seus olhos encarando os meus. — Você é muito mais parecida com sua mãe do que eu imaginei.
— Você também conhece minha mãe?
— Jocelyn é uma mulher maravilhosa, — ela diz, piscando para mim. — E, baseado no que eu ouvi, você não está nada atrás.
— Oh, — murmuro, corando. — Obrigada.
— Amor, — Stephen se aproxima da mulher, dando um beijo suave em sua testa. O gesto contém tanto amor que eu desvio o olhar. — Clary, filho.
— Pai, — Jace diz, abraçando o pai.
— Tudo bem? — ele pergunta, seus olhos sondando o filho.
— Sim, claro.
— Que bom! Vamos, eu estou com fome, — ele diz.
Ele segura a mão de Céline e anda até a mesa central, levando-a com ele. Nós os seguimos, sentando ao lado deles. Izzy senta do meu outro lado e começa a conversar com Jem. Sinto que Tessa está observando os dois, mas ela disfarça e conversa com Will. Há mais três lugares na mesa e, depois de algum tempo observando, percebo que são para Alec e seus pais.
O pai de Jace dá a ordem para que o jantar seja servido e eu salivo ao ver o Risotto de Gorgonzola em meu prato. Há uma carne, bem temperada, acompanhando o prato. Tento controlar minha vontade de atacar o prato e como lentamente. Após alguns minutos, Alec e os pais, que se apresentam como Maryse e Robert Lightwood chegam e acenam para todos, sentando em seguida. Distraída, observo Jace enquanto ele toma seu vinho, ou faz um carinho na mão de sua mãe. Ele sorri, conversando com seu pai, e eu não consigo evitar o carinho que meu coração sente por ele. Sorrio, pensando na ironia do destino. Quem diria que, com tudo que está acontecendo entre eu e meu pai, eu teria a sorte de conhecer alguém que mexe comigo desse jeito? Como mais um pouco do Risotto e não consigo segurar um sorriso ao sentir o sabor em contraste com o vinho branco.
— Minha fortuna pelos seus pensamentos, — ele sussurra. Levanto os olhos e me afundo em ouro.
— Será que eles valem tudo isso? — pergunto, sorrindo e piscando os olhos. Ele sorri de volta, colocando uma mecha dos meus cabelos atrás da minha orelha. Noto que o gesto foi automático e coro quando ele desliza seu dedo pela minha bochecha.
— Para mim, sim, — ele diz. Não consigo afastar meus olhos dos seus. Meu coração bate tão rápido que posso ouvir meu sangue pulsando pelas minhas veias.
— Estava apenas apreciando um belíssimo prato de comida, — sussurro. Seus olhos brilham e ele ri. Sua risada é tão pura que eu começo a rir também. Dou de ombros, ainda sorrindo, e tomo mais um gole de vinho.
— Espere até ver a sobremesa, — ele diz, ainda sorrindo.
Continuamos comendo e, vez ou outra, eu observava Tessa. Depois de algum tempo, a sobremesa foi servida. Um tiramisù com sorvete de creme e calda de chocolate. Comi, apreciando cada pedaço da pequena fatia em meu prato. Quando me dei por satisfeita, encostei minhas costas na cadeira e tomei um copo de água. Jace estava com o braço apoiado no encosto da minha cadeira e, enquanto conversava com sua mãe, seus dedos faziam um carinho suave em meu ombro. O gesto não passou despercebido por Izzy, que piscou para mim e sorriu. Reviro os olhos e volto minha atenção para Magnus, que agora conversava animadamente com Alec. Vez ou outra, eles trocavam selinhos. Maryse, com cabelos escuros e olhos azuis conversava com Isabelle. Robert, com cabelos escuros e olhos azul-escuro, parecia extremamente entediado encarando seu prato vazio. Vejo que Magnus puxa um assunto com ele, que parece feliz com isso. Sorrio e desvio minha atenção quando Tessa levanta da mesa e se afasta.
— Licença, — digo, me levantando. Jace me questiona com os olhos, mas afasta o braço. Me afasto da mesa, seguindo Tessa para uma porta lateral que, ao que parece, leva até um banheiro. Sigo por um corredor largo, dentro da casa, que leva para um lavabo. A porta está fechada e Tessa está parada, encostada contra a parede. Ela está belíssima, mas quando seus olhos me encontram, eu vejo dor. — Oh, Tessa, — eu digo. Ela me abraça, respirando fundo. Sinto o esforço que ela está fazendo para não derramar nenhuma lágrima.
— Eu estou feliz por ele. Eu realmente estou, — ela diz, se afastando. Ajeito seus cabelos, colocando uma mecha atrás de sua orelha e acariciando sua bochecha. — Só não esperava.
— Ele está te dando uma chance, — eu digo. Não sei se é a coisa certa a dizer, mas sinto que deve ser dito. Ela me encara e, depois de algum tempo, sorri.
— É, ele realmente está.
— E Will está encantador, — digo. Ela sorri, abertamente, com as minhas tentativas.
— Ele sempre está, — ela diz. Uma senhora sai do banheiro e sorri. — Você vai usar? — Tessa pergunta, apontando para o banheiro.
— Não, — respondo. — Só vim te dar um abraço.
— Ah, Clary! Eu realmente espero que você fique aqui permanentemente, — ela diz. Sorrio e ela entra no banheiro. Meu coração acelera. A ideia de ficar já tinha passado pela minha cabeça, mas falar em voz alta parece ter tornado-a ainda mais presente.
Me viro, andando de volta para o jardim. O corredor parece diferente agora que eu não estou seguindo ninguém. Fico um pouco perdida e viro para a direita. Dou de cara com Mortmain. Meu sangue gela e eu me viro, indo na direção oposta. Sinto sua mão envolver meu braço em um aperto firme e sinto o pânico percorrer meu corpo. Respiro fundo enquanto ele me vira, tentando controlar minhas emoções.
— Nós temos que parar de nos encontrar assim, princesa, — ele diz. Sinto cheiro de Whiskey e meu estômago se revira.
— Concordo plenamente, — digo. Minha voz soa insegura e ele sorri.
— Você está ainda mais saborosa com esse vestido.
— Você está ainda mais patético, — digo. Seus olhos brilham com algo perigoso. Ele se aproxima.
— Clary, — Tessa diz. Eu poderia gritar de alívio. Meus olhos encontram os meus e ela avalia a situação. Sua expressão muda de confusão para raiva. — O que você pensa que está fazendo, Mortmain?
— Oh, se não é minha recepcionista favorita. Deus, as coisas que eu faria com vocês duas, — ele diz. Tento me mover e seu aperto fica mais forte em meu braço.
— Você é louco, — Tessa diz. Vejo Will entrar no corredor.
— Você está me machucando, — digo. Mortmain nota Will enquanto Tessa encara a mão de Mortmain em meu braço. Seus olhos se desviam para algo atrás de mim e, antes que eu possa me virar para ver, Mortmain solta meu braço. Olho para ele, que agora está contra a parede. Jace está pressionando-o, um braço contra sua garganta, o outro apoiado contra a parede.
— Como você se sente, sendo pressionado por alguém três vezes maior que você? — ele diz. Sua voz soa tão fria que um arrepio desce pela minha coluna.
— Sr. He-Herondale, — Mortmain diz, lutando por ar.
— Jace, — eu digo. Minha mão toca suas costas e eu sinto a tensão em seus músculos. — Está tudo bem, — sussurro. Ele olha por cima dos ombros, afrouxando o aperto em Mortmain. Seus olhos se voltam para o homem em sua frente.
— Se você chegar perto dela… Se você olhar para ela novamente, eu acabo com você. Está entendendo? — Mortmain balança a cabeça, freneticamente, concordando. — Pegue suas coisas amanhã e nunca mais apareça na minha empresa.
Mortmain empalidece, entendendo o que Jace está dizendo. Jace se afasta, estando ainda entre eu e ele. Mortmain se recompõe, seus olhos brilhando com raiva enquanto ele me encara. Will pega ele pelo paletó, guiando-o até a saída pelos fundos. Tessa encara Jace e, quando Will volta, ela acena para mim e retorna com ele para o jardim. Jace ainda parece tenso, então tento pensar em algo para acalmá-lo.
— Obrigada, — sussurro, acariciando suas costas. Envolvo-o em um abraço, minhas mãos puxando seu corpo contra meu peito. Apoio minha cabeça em suas costas. Ele se vira, me encarando. O dourado em seus olhos parece ouro líquido.
— Você está bem? — ele pergunta, sua voz ainda mais rouca. Seus olhos me avaliam e eu sorrio, deslizando meus dedos pelo seus cabelos.
— Agora sim.
— E seu braço? — Sua expressão séria faz com que eu sorria.
— Jace, está tudo bem, — digo. Ele suspira, aliviado, e me guia para uma área menos movimentada.
— Eu me preocupo com você, Clary, — ele sussurra. Sinto a sinceridade dessa afirmação e suspiro.
— Cuidado, eu posso meu acostumar com isso, — digo. Ele me olha, abrindo uma porta e me levando com ele. Ele fecha a porta atrás de si e eu olho em volta. Estamos em um escritório. Há uma estante na parede lateral e uma mesa de madeira escura no centro. Atrás dela, uma janela está coberta com uma cortina grossa, de cor clara. — O que estamos…
Ele me puxa para si e me beija. Um beijo tão intenso que eu perco o fôlego. Suas mãos me guiam até a mesa e eu encosto meu quadril nela. Meus dedos se enroscam nas mechas grossas do cabelo de Jace e eu mordo seu lábio, passando a língua pelo local. Ele geme contra os meus lábios. Uma de suas mãos segura minha nuca enquanto a outra desce pelo meu corpo, deslizando pelo tecido. Ele espalha beijos pelo meu pescoço, respirando fundo contra o lóbulo da minha orelha. Suspiro contra seus lábios quando ele volta a me beijar. Dessa vez, o beijo é mais suave. Mais apaixonado. Sinto-me derreter enquanto nossas línguas se encontram em um vai e vem mágico.
— Clary, — ele diz contra os meus lábios. Seus braços parecem tentar me afastar, mas seus lábios não desgrudam dos meus.
— Jace, — digo. Seguro seu rosto com as minhas mãos e encaro seus olhos, tentando controlar a vontade que eu estou de beijá-lo. — Se vamos fazer isso, acho melhor voltarmos para sua casa.
— Oh, Deus, — ele diz, sua voz rouca me causando arrepios. — Não faça uma oferta dessas.
— Muito difícil de recusar?
— Você não faz ideia do quão duro eu estou desde o momento em que eu te vi, Clary, — ele diz. Sinto minha calcinha ficar encharcada.
Uma onda de adrenalina toma conta do meu corpo e eu não consigo me controlar. Ando para a direita, fazendo com que ele se vire de costas para a mesa. Sem desconectar nossos olhares, eu me aproximo e roço meus lábios nos seus. Me afasto antes que ele aprofunde o beijo e sorrio. Seus olhos parecem uma mistura de desejo, confusão e surpresa. Minhas mãos deslizam pelo seu corpo e vão de encontro ao seu volume. Sinto-o pulsar através do tecido da calça e mordo o lábio quando escuto-o suspirar. Me abaixo, com cuidado, e abro o fecho da sua calça, descendo o zíper lentamente. Nossos olhos se encontram novamente e eu posso ver seu desespero.
Continuo encarando-o enquanto abaixo sua calça levemente, trazendo a cueca junto. Seu membro salta para fora e eu seguro um suspiro. Ele é grande e grosso e eu sinto minha boca salivar. Envolvo-o com a mão e começo um movimento de vai e vem bem lento. Posso ouvir sua respiração acelerar quando aperto-o, suavemente. Levanto-o e, enquanto continuo o movimento, passo a língua em uma de suas bolas. Como elas estão depiladas, decido me aventurar e coloco uma na boca, chupando tão suavemente que não tenho certeza de ter o feito. Vejo que ele aperta a mesa e ouço um gemido. Me afasto e sorrio.
Nossos olhos se encontram mais uma vez e, sem desviá-los, eu coloco-o na boca. Passo a língua pela glande e chupo em seguida. Continuo com o movimento e assopro levemente. Ele ruge, ou geme, e eu sorrio. Relaxo a garganta e coloco-o na boca, levando-o até o meu limite. Repito o movimento algumas vezes, chupando-o e assoprando em seguida. Sinto-o pulsar e Jace coloca uma de suas mãos em meu cabelo. Sei que ele está na borda, então repito o movimento mais uma vez. Quando estou tirando-o da minha boca, passo os dentes na glande e sinto-o convulsionar. Coloco ele o mais fundo que consigo, relaxando minha garganta e respirando pelo nariz, e sinto o primeiro jato. Ele goza, chamando meu nome e se apoiando na mesa. Passo a língua mais uma vez, limpando qualquer vestígio do seu sêmen. Me afasto, subindo sua calça e fechando o zíper. Depois, eu me levanto e o encaro.
Seus olhos parecem dançar enquanto ele me encara. Coro com a maneira dele me olhar e sorrio. Sua mão me puxa pela cintura e nossos lábios se encontram em um beijo calmo e lento. Ele se afasta e seus olhos procuram os meus.
— O que você está fazendo comigo, Clary? — ele sussurra, suas mãos me prendendo contra seu corpo.
— Para você relaxar, — eu digo, como se precisasse justificar. Ele sorri, deslizando um dos dedos pelo meu rosto.
— Eu realmente quero me acostumar com isso, — ele diz. Sorrio, desviando o olhar do dele. Ele levanta meu queixo, o dourado atraindo o verde.
— Eu também, — sussurro. Seus olhos brilham, mas parecem sérios. De repente, sinto-me envergonhada. Exposta. A maneira como ele me olha, como se pudesse ver minha alma, faz com que eu me sinta insegura. E se ele ver algo que não gosta?
— Vamos, amor, — ele sussurra. — Devem estar sentindo nossa falta.
Nos afastamos e, enquanto eu me recomponho, ele destranca a porta. Antes de sairmos ele me dá um selinho. O toque é tão suave que me pergunto se imaginei. Seus olhos, no entanto, são uma promessa silenciosa. E, quando ele segura minha mão e me guia, eu não hesito em segui-lo.
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