How to Love
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Seguimos por um corredor extenso. Após alguns instantes, saímos da casa, andando até o jardim. Embora a sobremesa já tenha sido servida, a festa continua a todo vapor. Andamos devagar, de mãos dadas, enquanto nos dirigimos até a mesa principal. Todos nos olham e eu coro, sorrindo timidamente. Will acena, movendo a cabeça tão discretamente que apenas nós notamos. Nos sentamos, ainda de mãos dadas. Uma moça passa com uma bandeja, servindo champagne.
— Traga uma taça de vinho, por favor, — Jace diz, pegando uma taça de champagne para si. A mulher sai, imediatamente, para buscar o vinho.
— Não precisa se preocupar, — sussurro.
— Nós iremos brindar, — ele sussurra, seus olhos dourados me avaliando. Fico confusa, mas aceito a taça quando a moça retorna. Sorrio e vejo Stephen se levantar.
— Senhoras e senhores, — ele diz. Sua voz parece se projetar e todos param de falar. Ele está de pé, com uma taça de champagne em uma das mãos. — Estamos reunidos aqui, nesta data tão especial, para celebrar. Hoje, nós celebramos trinta anos de uma empresa que, para muitos de nós, significa dedicação, alimento e sonhos. Hoje, nós celebramos trinta anos de uma empresa que, para muitos de nós, é o trabalho de uma vida inteira. Eu posso garantir, para todos vocês, que nós não teríamos comemorado um ano sequer, se não fosse por cada um de vocês. Pelo esforço e pelo profissionalismo de vocês. Pelo apoio incondicional da família de vocês, — ele faz uma pausa, acariciando o rosto de Céline com a sua mão livre e piscando para Jace, que sorri. — E é por esse motivo, por essa gratidão enorme que eu sinto por cada um de vocês, que eu recebo vocês hoje, no meu lar. Obrigado, — os convidados se levantam e aplaudem. Todos nós nos levantamos também, parabenizando Stephen e Céline. Eles agradecem e começam a andar, de mesa em mesa, cumprimentando os convidados.
— Parabéns, — sussurro no ouvido de Jace. Ele se vira, me encarando. Há um sorriso enorme em seu rosto, iluminando seus olhos. Posso ver, em seus olhos, o quanto ele quer representar o que o pai dele representa para essas pessoas.
— Obrigado, — ele sussurra de volta. Seus olhos descem pelo meu rosto, parando em meus lábios, e eu prendo a respiração. Ele se aproxima, levemente. Um dos seus braços envolve a minha cintura enquanto o outro segura uma taça de champagne.
— À Herondale’s, — Stephen grita, do outro lado do jardim. Jace pisca, voltando sua atenção para o pai. Sorrio e me junto ao coro que segue a fala de Stephen. Toco a minha taça na de Jace e tomo o meu vinho sem afastar os meus olhos dos dele.
—
A alegria é contagiante. Os convidados dançam, se abraçam e comemoram. Sorrio quando Jace se levanta e me puxa, me levando com ele. Nos juntamos aos outros e dançamos. Tessa parece mais animada, se divertindo com Will. Eles dançam e, quando ele tenta alguns passos mais arriscados, ela ri e o abraça. Sorrio, rodando nos braços de Jace.
— Você está feliz, — ele diz. Não é uma pergunta. Envolvo meus braços em seu pescoço, parando de dançar. Suas mãos, em minha cintura, causam arrepios em meu corpo.
— Estou, — digo. Um sorriso tímido se forma no canto dos seus lábios e eu tenho que me controlar para não beijá-lo.
— Que bom, — ele diz. Uma música lenta começa a tocar e ele encosta sua testa na minha. Passo meus dedos pelo seus cabelos, na base do seu pescoço, e fecho meus olhos.
— Obrigada por me deixarem fazer parte disso, — sussurro. Não abro meus olhos, mas sei que ele está me encarando. Sua respiração está próxima o suficiente para que eu sinta o cheiro da champagne. Nossos corpos continuam se movendo, lentamente, conforme a música.
— Clary, — ele sussurra. Abro meus olhos e afundo em ouro líquido. Seus olhos estão tão próximos que eu posso ver alguns pontos verdes próximo ao centro. O dourado, no entanto, parece brilhar e ilumina seu rosto.
— Jace, — ronrono. Suas pupilas se dilatam e eu observo, admirada, a mágica. O dourado derretendo, dando lugar para uma imensidão escura. Seus cílios longos sendo refletidos em seus próprios olhos.
— O que você está fazendo comigo? — Seus olhos se movem, analisando cada reação minha. Eu não consigo fazer nada além de encará-lo. A batida de uma música mais animada chama a minha atenção e eu sorrio, tentando retomar o controle do meu coração.
— Eu poderia fazer a mesma pergunta, — sussurro, me afastando levemente. Ele me olha maravilhado e eu me pergunto se ele sempre me verá dessa forma. Como se eu fosse a primeira estrela a brilhar no céu.
— Eu realmente não quero atrapalhar, — Izzy diz, tocando no meu ombro. Desvio o meu olhar, corando. — Mas eu estou indo embora.
— Quer uma carona? — Jace pergunta, limpando a garganta. Sua voz rouca causa um arrepio, que me abraça de uma maneira desconcertante.
— Jem vai me levar, — ela diz. Ela olha para mim e me abraça. — Tessa. Ela está bem? — ela pergunta, sussurrando no meu ouvido para que ninguém escute. Movimento a cabeça.
— Sim, — sussurro de volta. Ela se afasta, sorrindo para mim, enquanto Jace nos observa com curiosidade. Depois que ela abraça Jace, dou uma leve piscada para ela. Ela sorri, se afastando, e eu me despeço de Jem.
Depois que eles vão embora, noto que várias pessoas também estão arrumando as coisas para irem embora. Volto para a mesa enquanto Jace vai procurar seu pai. Pego meu celular e vejo que são 2:00. Levanto as sobrancelhas, me perguntando se amanhã teremos que ir trabalhar. Céline anda em minha direção e sorrio.
— Meu filho disse que vocês já vão embora, — ela diz, se aproximando de mim.
— Ah, é mesmo? Não querem ajuda para nada?
— Querida, se eu tivesse que fazer alguma coisa, não teria tido uma festa, — ela sussurra, piscando para mim. Rio da sua resposta e concordo.
— Realmente, — digo. Ela sorri, dando o braço para mim e me guiando até uma mesa onde Jace, Will e Stephen conversam com outros homens.
— Ouvi falar que você pediu demissão do seu antigo emprego para nos ajudar com um contrato, — ela diz. Não consigo dizer se, o fato dela não ter mencionado meu pai, foi por orientação ou por instinto.
— Sim, — digo. Não consigo pensar em uma resposta mais elaborada.
— Espero que você fique por aqui, então, — ela diz.
— Por causa da empresa? — pergunto. Tenho certeza que a curiosidade está estampada na minha cara.
— Por causa do meu filho, — ela sussurra, terminando a conversa assim que chegamos na mesa. Coro, encarando-a, e ela pisca para mim. Não consigo evitar sorrir. Jace automaticamente envolve minha cintura com um braço.
— Bom, eu já vou indo, pai, — Jace diz. Os outros homens acenam, se afastando. Stephen sorri, abraçando o filho.
— Cuidado na estrada, filho, — ele responde.
— Estrada? Eles estão a pé, — Will diz. O comentário faz com que eu core e sinto Jace respirar fundo.
— O seu carro está na minha garagem, William. Então, a não ser que você queira ir a pé, eu sugiro que tenha mais respeito, — Jace diz. O sarcasmo escorre da sua boca e eu não consigo segurar um sorriso. Stephen parece avaliar minha reação enquanto Céline está observando a cena.
— Clary, diga para ele que eu não falei nenhuma mentira, — Will diz, piscando para mim. Sorrio.
— Ele não falou nenhuma mentira, Jace. Mas, — pauso. Todos me observam e eu sorrio. — Não vou impedi-lo de trancar a garagem, Will.
— Oh, meu Deus, — Jace diz, rindo como eu nunca o vi rir antes. Stephen também está rindo. Céline parece surpresa e Will finge uma afronta.
— Vocês se merecem, — ele diz, com mágoa. Quando seus olhos se encontram com os meus, no entanto, eu vejo admiração. Sorrio com a vitória.
Nos despedimos de todos, inclusive Tessa, que aparece após alguns minutos. Céline me dá um abraço tão apertado que penso em minha mãe. Jace abraça Alec, sussurrando algo em seu ouvido. Depois, eu me despeço de Magnus e dos Lightwoods, seguindo Jace até a entrada. Ele segura a minha mão enquanto descemos as escadas. Ao chegarmos na calçada, ele acena para Angelo, que está parado perto de alguns dos carros. Jace envolve o meu braço no seu e andamos assim até sua casa. A noite está estrelada e uma brisa suave bagunça ainda mais meu coque. Jace me observa, de canto de olho, e eu finjo não ver.
Chegamos em sua casa e ele abre a porta lateral. Entramos na garagem e, de repente, um calor toma todo o meu corpo. Lembro de suas palavras, na minha sala, sobre o que eu deveria vestir para a festa. Eu irei tirar o que quer que você escolha. Andamos até um dos carros e ele me puxa para si, fazendo com que eu fique de frente para ele.
— Eu sei que o Will…
— Não tem problema.
— Eu sei, mas não quero que pense que tem que ficar aqui ou…
— Você está cansado? — pergunto, mudando de assunto. Sinto que, se ele continuar falando, a vermelhidão em meu rosto atingirá um estado crítico.
— Eu nunca estive mais desperto, Clary, — ele sussurra. Meus olhos encontram os seus e todas as minhas inseguranças desaparecem. Sinto, em meu ser, que ele irá fazer exatamente o que eu pedir. Se no meio do caminho eu pedir para ele parar, sei que ele vai me obedecer. Sei que ele vai entender. E essa confiança me domina, desmoronando as muralhas em volta do meu coração.
— Eu também, — sussurro. Seus olhos me encaram. Posso ver a pergunta neles. Uma promessa silenciosa. E, embora eu saiba que, no momento em que eu me entregar, meu coração pode passar a pertencer à ele, eu ainda aceito. Eu ainda me entrego. Porque ele vale o risco.
— Você…
— Apenas me beije, Jace, — digo. Nossos olhos se encontram e eu me perco no dourado. E, quando nossos lábios se unem, posso sentir seu coração batendo acelerado contra o meu.
—
Seus braços me envolvem enquanto ele me guia para o interior da casa. Nosso beijo é urgente. Ele fecha a porta que leva para a garagem em um baque oco e continua me beijando. Vou de encontro à uma bancada, o que causa um barulho alto. Ele bate a mão na parede, acendendo a luz. Sua boca desce para o meu pescoço, espalhando mordidas e chupões, e eu gemo enquanto solto meu cabelo. Nossos lábios se encontram novamente e suas mãos deslizam pelo meu corpo. Seus dedos se enroscam na fenda do meu vestido, levantando-o. Dobro a perna, trazendo-o mais perto ao envolvê-lo com a minha coxa. Sua mão segura minha perna no lugar e ele se aproxima. Sinto sua ereção pulsar contra mim e mordo seu lábio. Ouço-o gemer e puxo seus cabelos, beijando-o com uma ferocidade que me assusta.
Ele se abaixa, levemente, e sinto sua outra mão segurar minha outra coxa. Solto um suspiro de surpresa quando ele me levanta, me segurando em seus braços. Envolvo minhas pernas em sua cintura, sentindo-o contra mim, e suspiro. Continuo beijando-o enquanto ele anda, subindo as escadas. O movimento causa um fricção suave e eu sinto-me ficar ainda mais encharcada enquanto gemo seu nome. Ele engole meus gemidos, sua língua movendo-se contra a minha. Sinto-o se afastar, lentamente, enquanto ele me coloca na cama. Meu rosto esquenta e ele volta a me beijar. Minhas mãos parecem ter vontade própria enquanto ele tira seu paletó e eu desabotoo sua camisa.
A visão do seu peito nu faz com que eu morda os lábios, deslizando minhas mãos pelo seu corpo. A suavidade da sua pele se contrasta com a rigidez dos seus músculos sob os meus dedos. Corro as minhas unhas pelos gominhos do seu abdômen. Suas mãos deslizam pelo meu vestido, procurando o zíper, enquanto ele suspira.
— Nas costas, — sussurro. Nossas respirações se misturam enquanto ele me levanta, levemente, e desce o zíper do vestido.
— Deus, como você é linda, — ele sussurra, se afastando. Ele puxa meu vestido, me deixando apenas de calcinha. Termino de tirar sua camisa enquanto coro e nossos lábios se encontram novamente. Ele joga o meu vestido no chão e eu sorrio, puxando seu cabelo enquanto beijo seu pescoço.
— Acho que você está muito vestido, — murmuro contra os seus lábios. Ele se afasta, ficando de pé. Estou deitada ainda com o salto alto. Ele abre sua calça, tirando-a sem afastar os olhos dos meus. Mordo o lábio, me movendo para abrir a sandália. Ele segura as minhas mãos e eu o encaro, curiosa. Ele se ajoelha na cama, entre as minhas pernas, e eu me deito novamente. Vestido apenas com sua boxer preta, Jace abre a primeira sandália. Ele tira o sapato, apoiando meu pé em seu ombro e beijando minha panturrilha. Gemo, revirando os olhos com a eroticidade do momento. Ele desce os beijos e as lambidas, dando pequenas mordidas, até chegar no interior da minha coxa.
— Jace, — grito quando ele assopra minha calcinha. Seus olhos encontram os meus e eu gemo.
— Sim? — ele sussurra, sua voz rouca e seu sotaque carregado. Sua mão coloca a minha perna, que parece queimar, de volta na cama. Solto um muxoxo e ele sorri, pegando a outra perna e abrindo a sandália. Ele repete os beijos, descendo até a minha virilha dessa vez.
— Eu… Eu, — não consigo terminar o raciocínio. Ele chupa meu clitóris sob a calcinha e eu grito. Seu hálito quente faz eu revirar os olhos. Nossos olhos se encontram sob a minha barriga e eu não consigo desviar o olhar. — Jace! Oh, Deus!
— Você é tão deliciosa, Clary, — ele sussurra contra a minha pele. Me contorço, indo de encontro a sua boca. Estou na borda quando sinto seu sorriso e seguro o lençol. Ele sobe os beijos, mordendo e chupando minha barriga e o vão entre os meus seios.
Não consigo pensar em nada quando ele leva um dos meus seios até a boca. Ele puxa e chupa meu mamilo, passando a língua e assoprando em seguida. Gemo seu nome e puxo seus cabelos quando ele segura meu outro seio com sua mão. Seus dedos seguram meu mamilo, puxando-o e girando-o suavemente. Ele troca de seio, chupando o outro e repetindo o processo. Uma de suas mãos descem até minha calcinha, massageando meu ponto máximo de prazer. Ele se afasta, só um pouco, e nossos olhos se encontram. Me afundo neles, vendo uma mistura de sentimentos. Seus dedos não param de se mover. Estou perdida em gemidos e suspiros quando ele se aproxima.
Nossos lábios se encontram em um toque suave. Um roçar de peles. Sua língua pede passagem e eu o envolvo, retribuindo o beijo. Meu sangue parece ferver e meu coração acelera. O beijo é lento e apaixonado, dizendo milhares de coisas que eu não consigo entender. Ele segura meu rosto no lugar, beijando-me e venerando-me. Gemo contra os seus lábios e o envolvo em um abraço, levantando meu quadril e indo de encontro ao seu. Ele morde meu lábio inferior, puxando-o enquanto geme.
— Jace, eu, — sussurro. Nossas respirações altas me envolvem enquanto ele desce seus beijos, mordendo meus mamilos delicadamente. — Ah, Deus!
— Clary, — ele sussurra. Meus olhos encontram os seus e vejo a pergunta em seus olhos. Faço que sim com a cabeça e ele sorri. — Quero ouvir você, amor, — ele diz e eu gemo. A maneira como ele me chama faz meu coração bater tão forte que chega a doer.
— Sim, por favor, — eu imploro. Ele tira a minha calcinha numa lentidão que faz eu querer gritar. Ele desliza seus dedos pela minha entrada e sinto o quão encharcada estou enquanto ele geme.
— Deus, você está tão molhada, — ele sussurra. E, para a minha total perdição, se abaixa. Seus lábios tocam meu clitóris no mesmo momento em que um dos seus dedos desliza para dentro de mim.
— Oh, Jace, — digo, sentindo o orgasmo me levar.
Ele não para de mover seu dedo, adicionando mais um enquanto chupa meu clitóris. Sua língua o circula enquanto meu corpo inteiro treme. Quando acho que finalmente parei de gozar, nossos olhos se encontram e a eroticidade do momento me leva novamente. Sinto meus músculos ficarem tensos e o mundo parece cair. Espasmos tomam meu corpo enquanto eu chamo seu nome. Ele continua me lambendo, massageando minha entrada. Me sinto tão sensível que posso sentir meu sexo pulsar. Jace se afasta, me olhando.
— Você é maravilhosa, — ele diz, se aproximando de mim. Sorrio, corando, enquanto ele me beija. Sinto meu gosto em sua boca e gemo. Ele se move, sem afastar os lábios dos meus, e eu vejo que ele tirou a cueca. Sinto meu corpo inteiro esquentar quando vejo seu tamanho.
— Você é… Notável, — digo. Soa como uma pergunta e eu sorrio. Seu sorriso ilumina o ambiente e eu sinto meu corpo relaxar.
— Você acha? — ele pergunta, passando a cabeça do seu pau na minha entrada. Gemo, revirando os olhos.
— Ta-Talvez, — suspiro. Ele sorri, repetindo o movimento.
— Talvez? — ele pergunta. — Vou ter que melhorar o atendimento, então.
— Ah, sim, — digo, movendo meu quadril contra o seu. Ele sorri, me analisando, e estica o braço. Vejo que ele está abrindo a gaveta do seu criado-mudo e encaro-o. Meu rosto cora com a paixão e eu deslizo meus dedos pelos seus cabelos, beijando seu pescoço. Ele se afasta para colocar a camisinha e eu deslizo a mão pelo seu corpo, arrastando a minhas unhas pelo seu peito.
— Clary, — ele diz. Sua voz rouca soa travada e sorrio maliciosamente. Ele se aproxima novamente, deslizando a cabeça do seu pau na minha entrada de maneira suave. O movimento me atiça e eu suspiro.
— Jace, por favor, — imploro. Ele se move, me alargando, e sinto o quão grande ele é.
— Meu Deus, como você é apertada, — ele geme contra o meu ouvido. Ele tenta se mover mais um pouco e não consegue. Eu estava há muito tempo sem transar e ele não era exatamente proporcional. Ele respira fundo e se move, novamente, entrando completamente em mim. Gemo, com o desconforto, e ele para. Seus olhos parecem alarmados. — Você está bem? Eu te machuquei?
— Não, — digo. Ele parece mais alarmado ainda e eu seguro se rosto, sorrindo. — Não me machucou, — sussurro. — Eu estou bem.
Ele não diz nada, apenas me beija. Seu corpo começa a se mover como se tivesse vontade pronta. Ele se move, lentamente, me penetrando e me enchendo. Seus movimentos são controlados e ele entra e sai de mim, quase completamente, me fazendo gemer contra os seus lábios. Sinto meu sexo mastigar seu pau e engulo seus gemidos. Ele se movimenta mais rapidamente, indo ainda mais fundo, e eu gemo. Empurro seu corpo, sem nos desconectar, e fico por cima. Rebolo, lentamente, me apoiando em seu peito. Ele geme meu nome, guiando meu quadril com as mãos. O tesão me consome e eu acelero o ritmo, procurando meu próprio prazer. Meu corpo suado, meus gemidos misturados com os seus e o barulho do nossos corpos se chocando me levam até a borda.
— Jace, eu… Eu vou… — gemo, rebolando. A fricção é maravilhosa e ele me deita, ficando por cima novamente.
— Ainda não, amor, — ele sussurra no meu ouvido. Gemo, arranhando suas costas enquanto ele chupa o meu pescoço. Seu lábios sobem, mordendo o lóbulo da minha orelha, enquanto ele diminui seus movimentos.
Ele move seu quadril tão devagar que parece prestes a parar. Então, ele acelera o ritmo e me leva até a borda. Quando estou prestes à gozar, ele diminui novamente, me deixando frustrada. Seus lábios nunca deixam minha pele e minhas mãos nunca se afastam dele. Meu quadril parece obedecer Jace, seguindo seu ritmo sem que eu possa pensar sobre o assunto. Nossos lábios se encontram em um beijo quente, que derrete meu coração. Me seguro em seus ombros como se estivesse prestes a cair de um penhasco. Uma de suas mãos segura meu rosto no lugar. A outra envolve meu seio, massageando-o. Gemo, mastigando-o com uma ferocidade que me espanta. Ele geme, ou ruge, contra a minha boca. Passo meus dedos pelo seus braços e suas mãos envolvem as minhas. Ele segura minhas mãos acima da minha cabeça, nossos dedos entrelaçados, e aumenta a velocidade fazendo eu gemer alto.
— Ah, Jace, — suspiro, chamando seu nome. Ele abaixa seu corpo, aumentando a fricção contra o meu ponto máximo de prazer e eu me perco no dourado do seus olhos.
— Goza para mim, Clary, — ele sussurra.
Ele arremete com precisão e meu corpo, como se respondendo ao seu comando, explode em um milhão de faíscas. Sinto seu pau convulsionar dentro de mim enquanto ele continua arremetendo e meu corpo é tomado por espasmos ainda mais fortes. Ele diminui os movimentos, sem parar totalmente. Sua testa encosta na minha e ele arremete uma última vez.
Seu corpo despenca sobre o meu e ele apoia a cabeça no vão dos meus seios. Ficamos assim pelo que parecem horas, tentando acalmar nossos corações e nossas respirações. Deslizo meus dedos pelo seus cabelos enquanto observo-o. Ele está com os olhos fechados, seu rosto parece relaxado. Faço um carinho suave em seu rosto e suas pálpebras tremem. Ele abre os olhos e levanta a cabeça. O dourado me engole e eu sorrio. Ele sai de cima de mim e sinto-me vazia. Ele se afasta levemente, tirando a camisinha e jogando-a em um cesto ao lado de sua cama. Depois ele me puxa para si, deitando-se. Eu encosto minha cabeça em seu peito, nossas pernas entrelaçadas. Meus dedos desenham seu peito e suas mãos acariciam meus cabelos. Ficamos em silêncio por algum tempo e sinto meus olhos pesarem. Respiro fundo, abraçando-o.
— Boa noite, amor, — ele sussurra, abraçando-me de volta.
— Boa noite, Jace, — sussurro, minha voz distante. Ele encosta seu rosto em minha cabeça, respirando fundo, e eu durmo com as batidas do seu coração contra a minha bochecha.
—
Acordo com calor. Meu corpo está coberto com um lençol e há um braço envolvendo minha cintura. Sinto uma respiração suave contra a minha nuca e sorrio ao pensar em Jace. O quarto está escuro, com a luz da lua entrando pela janela. Noto, pela primeira vez, como o quarto é. Há uma janela grande perto da porta que, pelo que parece, leva para o banheiro. Cortinas grandes cobrem parte do vidro. A porta do banheiro está fechada e, para à esquerda, há uma passagem que leva para diversos armários. Não consigo ver o outro lado do quarto, mas posso ver um porta-retrato com uma foto de Stephen e Céline no criado-mudo ao meu lado. Tento me mexer, para me livrar do lençol, mas os braços de Jace me prendem.
Respiro fundo, tentando pensar em alguma coisa. Me movo, lentamente, me virando de frente para ele. Jace se mexe, inconsciente, me abraçando. Sua testa encosta na minha e ele respira fundo. Sorrio, vendo seu rosto relaxado. Tento memorizar os detalhes para desenhá-lo mais tarde. Suas sobrancelhas grossas, seus cílios longos. A maneira como seu lábio parece formar um pequeno bico. Seus cabelos desgrenhados, caindo em sua testa. Sem que eu perceba, deslizo meus dedos pelo seu rosto. O toque é tão suave que ele não parece sentir.
Continuo com o movimento e seu braço me puxa para mais perto. Sorrio com seu jeito de me segurar, como se eu fosse desaparecer a qualquer momento. Fecho os olhos, tentando pegar no sono novamente. Depois de algum tempo, contando carneirinhos, abro os olhos novamente. Penso em como será daqui dois meses. Já havia passado um mês e, em algumas semanas, teria que entregar o contrato pronto. E, depois das negociações, eu… Voltaria para Nova Iorque? Deus, só de pensar em ver meu pai eu podia sentir meu estômago se embrulhar. Jace, como se sentisse minha tensão, se move. Seus dedos deslizam pela minhas costas, me trazendo para mais perto de si. Penso no que a mãe dele me disse, na festa, e sorrio. Podia imaginar um futuro com Jace. Ainda assim, o medo de me decepcionar parecia maior do que qualquer sentimento que eu tivesse por ele. E, se eu tivesse que escolher entre ficar na Itália ou ficar perto da minha mãe, sinto que iria com a segunda opção. No entanto, a ideia de deixar Jace faz meu peito doer.
— Não quebre meu coração, Jace, — sussurro. Ele não se mexe, respirando tranquilamente. Sorrio e escondo meu rosto em seu pescoço. Uma das suas mãos acaricia meus cabelos enquanto eu respiro fundo, sentindo o cheiro de suor e pós barba em sua clavícula. Depois de algum tempo, pego no sono novamente.
—
Um barulho alto me acorda. Abro meus olhos, confusa. Estou deitada no peito de Jace e ele parece tão confuso quanto eu. Em algum lugar na minha mente, a ideia de trabalhar aparece.
— Por favor, me diz que não temos que trabalhar, — murmuro contra seu pescoço. Ouço seu sorriso enquanto ele pega seu celular e desliga o despertador.
— É uma das vantagens de ser o chefe, — ele sussurra contra os meus cabelos. Levanto a cabeça, encarando seu rosto. Seus olhos parecem brilhar e ele não parece que acabou de acordar.
— Eu não sou o chefe, — digo. Ele dá de ombros.
— Eu sou e, acredite, você não vai sair dessa cama para ir trabalhar. No máximo para tomar banho comigo.
— Jace, — digo, me levantando. Ele me segura, me puxando contra si. Tento resistir, mas ele faz cócegas em minha cintura e eu começo a rir, me contorcendo. Caio na cama e ele fica em cima de mim, pressionando meu corpo contra o colchão.
— Clary, — ele diz, arqueando a sobrancelha.
— Eu não posso faltar no trabalho porque estou dormindo com meu chefe, — digo, frustrada. Ele sorri, deslizando um dedo pela minha bochecha.
— Nem se ele pedir com jeitinho? — ele pergunta, beijando meu pescoço suavemente.
— Jace, — digo. Ele sobe os beijos, passando a língua e chupando o lóbulo da minha orelha. Suspiro. — Isso é trapacear.
— O que posso fazer se você é uma tentação?
— Eu estou falando sério, — digo, empurrando-o e sentando na cama. Ele cai do meu lado, com um sorriso no rosto, e dá de ombros.
— Não abriremos hoje.
— Por quê?
— Ora, todos os funcionários foram em uma certa festa ontem. E, por mais que sejamos profissionais, não precisamos que todos trabalhem de ressaca só porque é segunda, — ele diz. Avalio sua expressão, procurando alguma indicação de uma mentira. Ele sorri, abertamente, e me puxa para si.
— Se eu souber que nós tínhamos que ir trabalhar, — digo, olhando em seus olhos. Tento manter o tom sério, mas a alegria em seu rosto faz com que eu comece a rir.
— Prometo, Srta. Fray, — ele diz. Sorrio e me aproximo dele. Encosto meus lábios nos seus em um toque suave. O calor toma meu corpo e eu aprofundo o beijo de maneira apaixonada. Ele me puxa, fazendo com que eu fique por cima, e eu sinto sua ereção contra a minha entrada.
— Jace, — sussurro contra o seus lábios. Ele me afasta, olhando em meus olhos.
— Poderia me acostumar com isso, sabe, — ele diz. Seu tom é sarcástico, mas vejo em seus olhos um pedido silencioso que aquece meu coração. Sinto meu rosto esquentar e me afundo em ouro líquido. Minha reflexão da madrugada volta com força total e eu me pergunto se já estou apaixonada por Jace.
— Eu também, — sussurro. Seus olhos me avaliam e ele me beija. Com calma. Como se estivesse aproveitando cada segundo. Como se fosse a primeira e última vez. Meu coração bate tão rápido que fico tonta. O beijo é tão suave que me emociona. E, quando me afasto e olho em seus olhos, sei que meu coração pertence a ele já faz tempo.
Fale com o autor