How to Love

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Olá gente, tudo bem? Feliz dia das mães pra quem é mãe! Estou de volta, com um capítulo fresquinho! Esse capítulo é dedicado a todos vocês, por acompanharem essa história! Chegamos a 4000 vizualizações! Sério, não sei como agradecer vocês! Boa leitura, amores!

Aceitar meus sentimentos por Jace havia sido uma grande vitória. Não havia me aberto totalmente, mas sabia que meu coração estava balançado. Nunca senti nada parecido por nenhum outro homem. Se fosse ser sincera comigo mesma, nunca havia gozado daquela maneira com outro homem. Não que eu já tivesse dormido com diversos caras, mas eu não era nenhuma inexperiente. E, jamais, imaginei ser possível sentir o que eu senti com Jace.

Seu olhar, a maneira como seu cabelo estava fora do lugar, seu sorriso tímido. A maneira como nos beijamos, tão apaixonadamente. Algo derrubou todas as muralhas que eu havia construído em volta do meu coração. Algo fez com que eu decidisse que ele valia a pena. Ele valia o risco de me decepcionar e quebrar a cara. Ainda assim, eu queria ficar com ele. Queria que ele me mostrasse como um homem deve tratar uma mulher. Queria que ele me beijasse daquela maneira de novo. Queria que ele lesse minha alma, como vinha fazendo. E, Deus, queria ver seu sorriso tímido toda vez que ele procurava desculpas para puxar assunto comigo.

Provavelmente, eu estava extremamente carente. Isso deveria explicar tudo, certo? Meu irmão, me ignorando. Meu pai, quebrando meu coração. E um oceano entre eu e minha mãe. Logo, a primeira pessoa que me mostrou qualquer sinal de afeto… Mas era mais do que isso. Não sabia dizer o que aconteceu. Claro, havia uma química incomparável. Ainda assim, era como se houvesse um reconhecimento. Como se eu tivesse passado minha vida inteira esperando por algo assim. Esperando conhecer alguém como ele.

Tento me livrar desses pensamentos, balançando a cabeça e passando as mãos pelo meus cabelos. Estava sentada na varanda do meu quarto há duas horas, pelo menos. Não consegui fazer nada além de corar e encarar meu computador depois que Jace voltou para sua sala. Por isso, acabei indo embora mais cedo. Cheguei no hotel, peguei meu caderno de desenhos, e fui até a varanda. Não havia desenhado nada, mas só segurar o caderno parecia me acalmar. Respiro fundo, lembrando da vez que nos sentamos aqui, enquanto esperávamos nossa pizza chegar. Jace não tinha nem hesitado em vir me ver. E, claro, o motivo havia sido meu pai.

Meu pai. Minha cabeça dói. Quando eu via Jace com seu pai, lembrava da minha relação com Luke. Mas não conseguia assimilar a palavra a ele. Embora eu soubesse, em meu coração, que ele é o pai que eu nunca tive, Valentim era o meu pai de verdade. Pelo menos, ele deveria ser. Encaro minhas mãos enquanto considero ligar para ele. Não sei nem o que falar para ele, mas tenho medo dele aparecer na sede dos Herondales se eu continuar ignorando suas ligações. Respiro fundo e pego o telefone.

— Vamos lá, Clary. Você consegue, — digo. Digito o número do celular dele e não me importo em checar o fuso.

O telefone toca a primeira vez e eu prendo a respiração. Faço uma prece silenciosa para ele não atender. O segundo toque faz com que meu coração bata tão rápido que posso ouvir meu próprio sangue correndo pelas minhas veias. O terceiro toque…

— Clarissa, — sua voz enche minha mente. O som é tão calmo que sinto uma lágrima escorrer pela minha bochecha. Como ele podia soar tão tranquilo enquanto eu estava caindo aos pedaços?

— Valentim, — respondo. Minha voz soa mais estável do que eu me sinto.

— Achou seu celular?

— Sim, — murmuro. Não consigo pensar em uma resposta melhor.

— Que bom! Agora que você está agindo como uma adulta, podemos conversar, — ele diz. Seu tom, como sempre, me repreende. Sinto meu sangue ferver.

— Você me trata como uma criança. Decidi agir assim para ficarmos de acordo, — minha voz soa fria e feroz. Faço uma anotação mental para comemorar essa resposta mais tarde.

— Já tomou uma decisão? — ele ignora minha resposta.

— Decisão?

— Sim. Vai voltar para Nova Iorque ou vai ir direto para a Índia? — minha cabeça gira com a pergunta. Não era possível que, depois de tudo que eu falei, ele fosse agir como se nada tivesse acontecido.

— Ah. Acho que prefiro a Itália. Ouvi dizer que o clima nessa época é bem agradável, — respondo. Mordo o lábio, segurando a vontade de gritar e desligar o telefone.

— Eu estou falando sério, Clarissa.

— Eu também, Valentim.

— Me diga uma coisa, — ele diz. Sinto a raiva contida em sua voz. — Pra quem não estava nem um pouco a fim de ir pra Roma, você parece ter mudado de ideia bem rápido. Eu me pergunto o que, ou quem, causou essa mudança.

— Não entendi…

— Não se faça de boba, garota, — ele grita. Escuto enquanto ele respira fundo e se acalma. — Você sabe exatamente do que eu estou falando.

— Me diga uma coisa, — digo. Meu coração acelera enquanto eu penso na minha pergunta. — Se eu voltasse para Nova Iorque como sua filha e não trabalhasse mais para você, seria o suficiente? Ou você só me quer de volta como sua ‘arma secreta’?

— Você é minha filha, — ele diz. Penso nas reuniões que tínhamos, com fornecedores e empregados. Ele usava a mesma técnica para evitar as perguntas. Diga algo óbvio. Algo que eles não podem contestar. E mude de assunto.— Isso significa que você está considerando voltar?

— Eu não vou voltar para Nova Iorque enquanto eu não fechar esse contrato, — digo. Minha voz alta me surpreende.

— Então quero que saiba que, a partir de hoje, você não tem mais um pai, — ele diz. Posso sentir meu coração se despedaçando. Respiro fundo e mordo o lábio, segurando um soluço.

— Eu nunca tive um pai. Só um chefe, — sussurro. — E Luke.

— Como você ousa…

Termino a ligação. Afasto o celular de mim, colocando-o em cima da mesa e andando até o quarto, como se o mesmo pudesse me bater. Da mesma maneira que ele provavelmente faria se eu tivesse dito aquilo pessoalmente. Deito na cama e abraço o travesseiro, deixando os soluços me levarem. As lágrimas não trazem nenhum alívio e, depois de falhar ao tentar recolher os pedaços do meu coração, deixo a escuridão me levar. Pego no sono chamando pela minha mãe.

O dia seguinte passa em branco. Não lembro de ter jantado na noite anterior. Não lembro de ter ido dormir. Só sei que acordei com uma dor de cabeça alucinante e com os olhos inchados. Por isso, decidi fazer um dia de beleza para tentar recuperar minhas forças. Mandei uma mensagem para Isabelle, perguntando se havia algum salão de beleza que ela recomendaria. Aproveitei e perguntei qual seria o visual para a festa do dia seguinte, já que a resposta de Jace não foi de grande ajuda. Corei com o pensamento. Fiquei praticando um pouco de italiano e ela respondeu, alguns minutos depois.

Estou indo te buscar. Vamos às compras! — XX

Revirei os olhos com a resposta e fui ao banheiro. Tomei um banho demorado e, após pentear os cabelos e passar uma maquiagem leve, coloquei um vestido azul claro. Calcei uma sapatilha e fui esperar na recepção.

São 11:30 quando vejo o carro de Izzy. Ando em direção a entrada do hotel e ela destrava a porta do carro. Seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo alto e ela está usando um shorts jeans, de cintura alta, e um cropped vinho. Sorrio quando ela dá de ombros e entro no carro. Ela nota meus olhos, ainda vermelhos pela noite anterior, mas não diz nada. Apenas sorri e dirige. O trajeto é curto e ela estaciona o carro perto de uma loja enorme. Vejo vários vestidos longos na vitrine e respiro fundo.

— Teremos que ir de longo? — pergunto. Minha voz soa estranha e rouca. Ela sorri.

— Claro, — ela diz, puxando-me pelo braço e entrando na loja. O lugar é extremamente arrumado, com piso branco e longos espelhos nas paredes. Vejo que os vestidos são extremamente chiques e caros. Sorrio ao pensar em Jace. — Vamos.

— Sim, — digo. Não consigo dizer mais nada enquanto ela me puxa mais para dentro. Vejo que os vestidos mais bonitos estão nessa sessão e ela sorri. Escolhemos alguns para provar e, enquanto ela experimenta os seus, eu experimento um dourado.

Saímos do provador ao mesmo tempo e eu vejo o quão bonita ela está. Seu vestido é justo no corpo, com um tom de nude que dá um ar sensual na peça. O meu, no entanto, é um tomara-que-caia dourado. Seu tom é tão brilhante que dá uma sensação de espelho, se visto de perto. A saia é longa e solta, com uma fenda na perna esquerda. Noto que o de Isabelle também tem uma fenda e sorrio.

— Oh, meu Deus, você está absolutamente maravilhosa, — ela diz, sorrindo. Ela segura minha mão e me guia em um pequeno giro. A vendedora parece contente e aplaude. Dou risada e vejo que Isabelle está sorrindo maliciosamente.

— O quê?

— Jace vai ficar louco, — ela diz. Reviro os olhos e sorrio.

— Você não está podendo falar de mim, — digo. Ela sorri e, pela primeira vez, vejo que ela cora.

Depois de alguns minutos nos admirando e escolhendo uma sandália, tiramos os vestidos e andamos até o caixa. Pagamos um valor alto pela compra e, como nunca fui de gastar comigo mesma, gostei da sensação. Saio da loja com meu humor renovado e vou com Izzy até o carro. Um homem alto, com cabelos loiro claros e olhos escuros tromba comigo. Seus olhos me analisam e ele continua andando. Fico um pouco perdida e vejo Isabelle revirar os olhos. Deixamos as coisas no carro e atravessamos a rua. Vejo que, algumas lojas para baixo, há um grande salão de beleza. As portas são de vidro e há diversas mulheres trabalhando e sendo atendidas. Isabelle entra na frente e diz seu nome. A recepcionista sorri e acena com a cabeça, indicando duas cadeiras para nós. Enquanto aguardamos, noto que Izzy está inquieta.

— Você está bem? — pergunto, após alguns instantes.

— Você estava chorando por causa de Jace? — ela diz. Seus olhos estão sérios enquanto ela avalia minha reação.

— Não, claro que não, — digo. Ela continua me encarando e eu sou obrigada a desviar os olhos. — Estava chorando por causa do meu pai.

— Ah, — ela diz. Antes que eu possa reagir, ela se inclina e me abraça. — Pais são complicados, — ela diz, se afastando. Sorrio e seguro a vontade de chorar e desabafar com ela.

— Sim, — sussurro. Minha voz é fina e ela percebe que estou prestes a chorar. Seus olhos parecem urgentes e, quando ela abre a boca para falar algo, uma moça de cabelos longos e olhos azuis nos chama.

Somos guiadas até a sessão de lavagem e uma moça mais velha começa a lavar meus cabelos. Ela massageia meu couro cabeludo e passa um produto cheiroso nos fios. Deixo a massagem me relaxar. Depois, ela me guia até uma cadeira e eu me sento. Ela me vira de costas para o espelho e, enquanto ela faz a hidratação, a mesma moça que nos chamou começa a fazer minhas unhas. Escolho um esmalte preto e quando ela termina de pintar, percebo que o tratamento está pronto. A mulher que cuidava dos meus cabelos está secando meus fios com o secador, sem fazer escova. Ela me vira e eu encaro meu reflexo no espelho. Meus cabelos estão lisos, com pequenos cachos nas pontas. Há um brilho nos fios e o meu ruivo parece fogo. Sorrio com o resultado e vejo que Isabelle também hidratou seus cabelos.

Pagamos a conta e agradecemos as meninas. Izzy dirige até um restaurante de frutos do mar e comemos algo leve. A refeição está deliciosa e conversamos bastante. Ela me conta de Londres e eu fico com vontade de conhecer a cidade. Izzy, no entanto, fica louca quando eu falo de Nova Iorque. Segundo ela, eles já visitaram a cidade algumas vezes, mas nunca foram nos pontos turísticos. Sorrio e prometo levá-la.

— E amanhã? Como vai ser? — pergunto. Ela sorri.

— Ah, vai ser incrível. Nós fazemos o baile anual da empresa e, como estaremos celebrando os trinta anos, vai ser grandioso, — ela diz, animada com a festa.

— Vai ser na casa do Sr. Herondale?

— Sim! Stephen e Céline fazem questão de receber os funcionários em casa.

— Eles são muito gentis, — digo. Não posso evitar pensar em meu pai.

— Você tem o endereço?

— Não, — digo. Sinto minhas bochechas esquentarem. — Jace irá me buscar.

— Você gosta dele, — não é uma pergunta. Respiro fundo, tentando controlar a vermelhidão em meu rosto.

— Ele é… — Seus olhos me instigam e eu não consigo evitar a pergunta. — Sim.

— Fico feliz em ouvir isso.

— Por quê?

— Ora, não quero que meu irmão goste de uma mulher que não gosta dele, — ela diz, dando de ombros e tomando um gole do seu suco. Coro com o comentário, mas foco na ideia dela ter chamado ele de irmão.

— Você vai sozinha? — pergunto, mudando de assunto. Ela sorri.

— Vou com Jem, — sua voz soa… Insegura? — Não conte para Tessa, ok?

— Claro, — digo, surpresa. — Não se preocupe.

Terminamos de almoçar e voltamos para o carro. Ela me deixa no hotel e eu agradeço-a pelo dia. Ando distraída até o meu quarto e guardo o vestido e a sandália. Olho em volta, sem saber o que fazer. Vejo que são 15:40. Me sinto inspirada o suficiente para trabalhar no contrato. Por isso, vou até o sofá e abro meu computador. Passo a limpo alguns pontos do contrato e mudo alguns detalhes. Vejo as anotações que fiz da reunião e analiso o primeiro rascunho.

Após algum tempo, sinto meu estômago roncar e levanto do sofá. Abro a garrafa de vinho que comprei e tomo uma taça. Pego uns pedaços de queijo e começo a comer. Noto que o sol está se pondo e vejo que já são 20:25. Decido pedir uma salada para a recepção do hotel e, depois de guardar o vinho e comer, escovo os dentes e vou dormir.

Acordo às 9:00 com um frio no estômago. Os olhos de Jace parecem fixados em meus pensamentos. Sua promessa. Meu coração acelerado espalha um calor pelo meu corpo e eu suspiro. Encaro meu celular e vejo que há uma mensagem de Simon. Respiro fundo, tirando Jace dos meus pensamentos. Decido ligar para Simon e desabafar. Ele atende no terceiro toque e ficamos conversando por algumas horas.

Conto sobre meu irmão, minha vontade de ajudar os Herondales, meu pai. Desabafo sobre ontem e, quando ele diz que tudo vai ficar bem, eu choro. Deixo as lágrimas caírem e prometo para mim mesma que não chorarei mais. Não por isso. Ele pergunta sobre a Itália e eu falo um pouco da cidade. E, depois de considerar o assunto, eu falo sobre Jace. Não comento nada sobre o que aconteceu entre nós. Ainda assim, falo que ele é uma pessoa maravilhosa e que eu irei na festa da empresa com ele. Simon parece feliz em me ouvir. Não consigo decifrar sua reação quando eu menciono Jace, mas sinto que está tudo bem. Depois de algum tempo conversando, desligo o telefone. Levanto da cama e preparo um café preto. Já são 12:30 quando eu termino de tomar café. Vou até o quarto e mando uma mensagem para minha mãe.

Estou com saudades. Irei sair hoje. Amanhã eu te ligo. Amo você.

Aguardo uma resposta, mas depois de algum tempo percebo que ela ainda deve estar dormindo. Vou até o banheiro e entro no chuveiro. Prendo meu cabelo em uma touca de banho e me depilo. Tomo um banho demorado e me enrolo numa toalha. Passo um hidratante de morango no corpo e sorrio com o cheiro. Vou até o quarto e checo a hora. São 14:10. Visto uma calcinha de renda preta e coloco um roupão. Vou até o banheiro e começo a trabalhar no meu cabelo. Puxo os fios para trás e prendo alguns com grampos. Enrolo eles em um coque e desfio, dando uma aparência de um coque bagunçado. Depois que estou com o cabelo pronto, faço a maquiagem. Passo uma sombra clara, com um pouco de brilho, e um batom cor de boca. Desenho as sobrancelhas e passo o rímel. Volto para o quarto e ouço meu telefone tocar.

— Filha, — minha mãe diz. Sorrio.

— Olá, mãe. Tudo bem?

— Sim! Vi sua mensagem.

— Acordou agora? — pergunto, colocando o celular no viva voz e indo até o armário. Tiro o roupão e coloco o vestido. Tenho um pouco de dificuldade com o zíper, mas consigo fechá-lo.

— Faz um tempinho, já. Você vai sair?

— Sim. A empresa está comemorando trinta anos e eu vou na festa, — digo enquanto calço a sandália.

— Ah, que bom! Divirta-se, — termino de fechar a sandália e pego o celular. — Só liguei para dar um oi. Amanhã a gente conversa.

— Sim, tudo bem. Amo você, — digo.

— Eu também, amor, — ela responde. Posso ouvir seu sorriso e desligo.

Vejo que são 18:10 e sorrio. Depois de passar um perfume e colocar alguns anéis, ando até o armário e procuro uma bolsa. Depois de alguns minutos procurando, não encontro nenhuma que combine com o vestido. Pego meu celular e vou até a sala. Pego um pouco de dinheiro e minha carteira de motorista e coloco na capinha do meu celular. Olho no espelho mais uma vez e sorrio com o resultado. Pego a chave do hotel e abro a porta, chamando o elevador em seguida.

As portas se abrem e posso sentir os olhares em mim. Olho em volta, procurando por Jace. Vejo que ele ainda não chegou e ando até um dos sofás. As pessoas parecem me encarar e eu sinto minhas mãos tremerem. Fico com medo de ter exagerado e respiro fundo. Depois de alguns minutos, vejo Jace entrar e perco o fôlego. Ele está usando um terno preto, com uma gravata borboleta combinando. Posso ver que o terno é feito sob medida. O sapato, de couro italiano, termina o visual. Ele não me vê, por eu estar sentada atrás de uma pilastra, e anda até a recepção. Vejo a mulher ao meu lado suspirar e sorrio. Levanto e ando em sua direção.

— Signore Herondale, — digo. Havia praticado essa frase por alguns minutos enquanto fazia minha maquiagem. Ele se vira, seus olhos confusos.

O dourado de seus olhos encontram o verde dos meus e eu seguro um gemido quando seus olhos escurecem. Sua boca se abre, levemente, enquanto seus olhos descem pelo meu corpo e voltam para o meu rosto. Sorrio e deixo que minhas bochechas corem um pouco. Ele apenas me encara e eu sinto vontade de pular com a vitória. Me aproximo levemente.

— Você está bonito, — sussurro. Minha voz soa mais firme do que eu me sinto e ele pisca, aturdido.

— Você… É… Está linda, — ele diz. Sua voz rouca parece uma carícia em minha pele.

— Obrigada, — digo. Ele me encara por mais alguns segundos e olha em volta. Percebo, assim como ele, que todos pareciam nos observar.

— Srta. Fray, — ele diz, se recompondo.

Seguro seu braço e o acompanho até o carro. Chegamos em um Audi R8 esportivo, cinza. Ele abre a porta do carro para mim e eu entro. Coloco o cinto enquanto ele entra no carro. Nos encaramos por alguns segundos e ele respira fundo, voltando sua atenção para o volante. Ele sai com o carro e noto que há um dodge seguindo a gente.

— Acho que estamos sendo seguidos, — digo, tentando afastar o medo da minha voz.

— Meus seguranças, — ele diz, dando de ombros.

— Você tem seguranças?

— Você não? — ele não me olha, mas sinto que ele está interessado na minha resposta.

— Nunca precisei, — digo.

Vejo que nos afastamos da cidade e sinto meu coração acelerar. Deus, como eu queria beijá-lo. Sua barba estava feita e seus olhos pareciam dançar quando ele me olhava. Resisto a vontade de tocá-lo enquanto ele dirige. O barulho do motor me acalma e eu me pergunto quantos carros ele tem. Olho para a janela, tentando ignorar a tensão sexual. Prendo a respiração quando sua mão toca minha coxa. Seus dedos desenham pequenos círculos e eu sinto a fenda do tecido se abrir, deixando minha perna esquerda exposta. Ele continua o movimento e eu sinto meu coração acelerar.

Sinto seus dedos subirem o movimento, chegando até o limite da fenda. Sua mão se abre, segurando minha coxa. Por ter as pernas finas, sinto seus dedos irem até o meio das minhas pernas. Ele não me toca lá, mas a proximidade faz com que eu solte um gemido baixo. Vejo que ele se move no banco e percebo, pela primeira vez, que eu posso fazer o mesmo com ele. Ele não move mais a mão, então eu coloco a minha mão sobre a dele. Meus dedos envolvem os seus e eu sinto seu braço ficar tenso. Então afasto a mão e coloco-a em seu pescoço. Faço um carinho leve e desço, passando a ponta dos meus dedos pelo seu tronco. Quando chego na sua coxa, a mão que estava na minha perna me segura, entrelaçando nossos dedos.

Sorrio e olho para seus olhos, piscando com ar de inocente. Vejo um sorriso torto se formar em seus lábios enquanto ele me observa de canto de olho. Depois de alguns minutos, seus dedos fazem um carinho suave em minha mão, aquecendo meu coração. E, sem que eu perceba, me pego retribuindo o gesto e corando levemente.

Notas finais
E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado. Eu amei e não vejo a hora dessa festa começar! Me digam o que estão achando e o que vocês querem que aconteça. Por favor, comentem, favoritem e, se acharem que a fic merece (por favorzinho :) ), recomendem! Obrigada novamente pelas vizualizações. Beijos, beijos