How to Love

15 Capítulo 15 - Jace


Notas iniciais
Olá gente, tudo bem? Estou de volta (nem eu acredito)! O capítulo de hoje é dedicado a danybruno, que recomendou a fic! Você é maravilhosa e me emocionou com suas lindas palavras ♥ Bom, eu amei esse capítulo e espero que gostem! Boa leitura!

— Tessa, — ela diz. Sua voz rouca faz com que uma pontada dolorosa tome conta do meu pau.

Deslizo meu dedo por seu braço, trazendo a alça de sua blusa junto. Repito o movimento no outro braço enquanto uma das minhas mãos instiga ela a rebolar novamente. Ela suspira e eu encaro seu rosto. Seus olhos verdes parecem esmeraldas. Seu rosto está corado e suas sardas parecem brilhar. Desço meu olhar por seu pescoço e paro ao ver seu sutiã preto, assim como a blusa, de renda. Gemo, deslizando a ponta do meu dedo em volta da aréola, visível pela renda.

— Sim, claro, — ela responde, mordendo o lábio. Tento me controlar, mas imaginei tocá-la assim por tanto tempo que não consigo evitar. Beijo sua boca e engulo um de seus gemidos. Ela se afasta, procurando por ar. — E-Eu estou bem. Pode falar.

Sorrio e espalho beijos pelo seu rosto. Beijo sua bochecha, sua têmpora esquerda. Depois dou uma leve mordida no lóbulo da sua orelha, chupando-o em seguida. Sinto sua mão apertar o meu ombro enquanto ela diz mais alguma coisa. O cheiro de morango e perfume faz com que eu solte um longo suspiro contra sua clavícula. Continuo instigando seu quadril com as minhas mãos, afastando-o e trazendo-o de encontro a mim. Desço meus beijos pelo seu pescoço, espalhando mordidas e chupões por toda a extensão. Seus suspiros me deixam louco e ela puxa meus cabelos. Puxo-a com um pouco mais de força já que meu pau implora por ela. Ela solta um gemido alto.

— Ah, nada! Eu apenas bati meu dedo, — ela diz. Sorrio e volto meus beijos para o vão entre seus seios. Seguro seu sutiã com os dentes e puxo-o para baixo. Meus olhos encontram os dela e vejo sua pupila dilatar até que sobre apenas uma fina linha verde. Seu mamilo salta para fora, como se implorasse por contato, e eu o assopro. Ela solta um longo suspiro. — Sim, nos falamos mais tarde, — ela diz e joga o telefone de volta na base.

— O que ela queria, Srta. Fray? — pergunto. Minha boca está tão próxima do bico de seu seio que sinto-o tocar meus lábios enquanto eu falo. Ela apenas geme. Passo a língua em volta do mamilo, seguindo o desenho de sua aréola. — Diga-me.

— E-Ela… Ela queria falar sobre… — Coloco seu peito em minha boca e chupo. Ela deixa um gemido alto sair e eu o solto imediatamente.

— Por mais que eu ame ouvir você gemer, não queremos que os outros escutem, amor.

— Oh, Deus, — ela diz.

— Mas, voltando ao assunto, ela queria falar sobre o quê?

— Oh, Jace, — ela sussurra quando eu volto a chupar o bico do seu peito. Me afasto e, assim que passo a língua por ele, assopro. — Meu Deus!

— Ela estava falando sobre Deus? — pergunto. Sorrio contra o seu colo quando ela geme em frustração.

— Não, — ela diz. Corro minha mão por sua barriga e envolvo seu seio. O tamanho era perfeito, enchendo a palma da minha mão. Seguro seu mamilo com a ponta dos dedos, girando-o levemente, e sinto quando ela segura um gemido. — Oh, Deus!

— Tem certeza que não era disso que ela estava falando? — pergunto. Puxo seu mamilo com os dedos e solto-o. Volto a deslizar meus dedos por seu seio enquanto espalho beijos pelo seu pescoço. Afasto o sutiã do outro peito e começo a beijá-lo. Chupo e lambo todo seu seio, sem tirar a mão do outro. Seus suspiros e suas mãos, puxando meu cabelo e apertando meus ombros, tiram meu controle. Decido passar meus dentes por seu mamilo, como uma mordida suave.

— Oh, Jace, — ela geme. Sinto quando seu corpo fica tenso e, em ondas, começa a tremer. Me afasto, encarando-a, em choque, enquanto ela atinge o orgasmo em meu colo. Suas mãos me envolvem e ela enterra seu rosto em meu ombro, abafando seus gemidos. Sinto uma contração em meu pau e gemo. Ficamos assim, abraçados, tentando estabilizar nossas respirações.

Após alguns minutos, ela se afasta. Seu corpo ainda está sensível, com pequenos espasmos, e seu rosto está extremamente corado. Seus olhos encontram os meus e meu coração se aquece. Seus lábios formam um sorriso tímido e eu arrumo seu sutiã no lugar. Ela parece ficar mais corada e eu sorrio. Ela se afasta, se levantando e se apoiando na mesa enquanto coloca a blusa no lugar. Eu permaneço sentado, mais duro do que jamais estive na minha vida. Ela me olha e anda em minha direção. Seus lábios encontram os meus em um beijo lento, que diz mil palavras e que derrete minha alma.

— Eu deveria voltar ao trabalho, — digo, me afastando. Se ela continuasse me beijando daquela maneira, eu a possuiria na mesa da sua sala. E eu não queria isso. Pelo menos, não agora.

— Mas você…

— Eu ficarei bem, — digo. Seus olhos parecem curiosos e tristes ao mesmo tempo. Respiro fundo e tento me recompor. A maneira como ela me encara não ajuda e eu levanto, segurando seu rosto entre minhas mãos. — Mais tarde. Prometo que você irá me retribuir, amor.

— Jace, eu…

— Eu sei que você não quer se envolver com seu chefe…

— Eu quero, — ela diz. Meus olhos encontram os dela e vejo uma certeza transbordar por eles. Sinto vontade de abraçá-la e nunca mais soltar.

— Você quer? — minha voz soa suave.

— Sim, — ela diz. Ela desliza sua mão pela minha bochecha e sinto meu corpo relaxar, como se ela conseguisse controlá-lo mais do que eu mesmo consigo. — Eu só estava com medo de me envolver demais.

— E agora? — pergunto. Seus olhos parecem surpresos e não sei dizer se é com o fato dela ter dito aquilo em voz alta ou com a minha pergunta.

— Acho que vale a pena arriscar.

Encaro-a, perplexo com o poder que essa frase tem sobre mim. Meu coração bate acelerado e eu desvio o olhar. Não estou preparado para sentir o que eu estou sentindo por ela. E muito menos para ela descobrir esses sentimentos. Tento disfarçar e sorrio. Ando até ela e beijo sua testa. Ela sorri, relaxando, e recolhe seu casaco do chão.

— Tem certeza que está bem? — ela pergunta. Vejo seus olhos brilharem com malícia e dou um meio sorriso.

— Tenho certeza que teremos uma belíssima celebração de trinta anos da empresa, — digo. Ela cora, desviando o olhar, e eu sorrio com a vitória. — Eu te pego às 18:30, no domingo.

— O que eu devo vestir?

— Não importa. Eu irei tirar o que quer que você escolha, — sussurro em seu ouvido. Vejo que ela cora e me encara, soltando um longo suspiro. Então, saio da sala.

Entro no meu escritório e fecho a porta indo direto para o banheiro. Alivio minha ereção com as mãos e me limpo em seguida. Sento em minha mesa e encaro o computador pelo que parecem horas. Não consigo parar de pensar nela. Seu corpo, respondendo ao meu, gozando sem que eu tenha feito nada além de carícias. Seu rosto, tomado pelo desejo. Seus olhos verdes, me encarando. Suas sardas, espalhadas feito trilhas a serem seguidas. Fecho os olhos com força, tentando afastá-la dos meus pensamentos. Tento, inutilmente focar nos relatórios que tenho que assinar, mas não consigo. Meu pau parece implorar para eu terminar o que eu comecei.

— Alguém está bem distraído, — Isabelle diz. Ela está parada, na porta da minha sala, me encarando. Seus cabelos pretos estão presos em um rabo de cavalo e ela está usando um vestido vermelho, justo, na altura dos joelhos. Sorrio e reviro os olhos.

— Quantos homens caíram enquanto você andava até a minha sala?

— Eu não parei para contar, — ela diz, sorrindo. — E você? Por quê estava tão distraído?

— Não estou.

— Eu bati na porta e entrei sem você notar, Jace, — ela diz, arqueando a sobrancelha.

— Eu estou trabalhando muito.

— Ah, — ela diz. Posso ver em seus olhos que ela não acredita em mim.

— Diga.

— O quê?

— Diga. Está claro que você quer falar algo. Vá em frente, — digo, encostando na cadeira e cruzando meus braços. Deus, a quantidade de pessoas que estavam se metendo na minha vida era surpreendente.

— Eu gosto dela, — ela dá de ombros.

— Como assim?

— Ela é uma menina legal. Gosto dela.

— E…?

— Não quero que você quebre o coração dela, — Isabelle me olha. Seus olhos parecem sérios e eu vejo, pela primeira vez, uma mulher que se importa mais com os outros do que com si mesma.

— E o meu coração?

— Então você está apaixonado por ela?

— Não! Só quero entender porque você está mais preocupada com o dela, — desvio o olhar. Não podia estar apaixonado. Estava apenas… gostando dela.

— É que, normalmente, as mulheres se apaixonam por você e não o contrário. Mas não se preocupe, irmãozinho, eu vou matá-la se ela quebrar seu coração, — ela diz. Sorrio com a resposta e balanço a cabeça.

— Se você se preocupasse com a sua vida amorosa do mesmo jeito que se preocupa com a minha e a de Alec, você provavelmente já estaria casada.

— E qual seria a graça disso? — ela pergunta, piscando para mim. Dou risada do seu jeito de ser e ouço alguém bater na porta.

— Entre, — digo. Ambos encaramos a porta e vemos Tessa entrar. Ela está usando um vestido cinza, na altura dos joelhos, e seu cabelo está preso em um coque baixo.

— Oh, Izzy, tudo bem? — ela diz, abraçando Isabelle.

— Tudo! Eu já estou de saída. Vim ver… hm… deixa para lá, — ela diz e sai andando. Fico confuso com a resposta mas, quando Tessa olha para mim e me questiona, dou de ombros.

— Você sabe de Clary? — ela pergunta, encostando a porta assim que Izzy sai da sala. Engasgo com minha própria saliva e tento disfarçar.

— Não, por quê?

— Eu liguei para ela, para falar sobre a celebração, e ela pareceu… Distraída?

— Ah, — digo. Não sei o que dizer e tento conter minha frustração quando percebo que Tessa está esperando uma resposta melhor. — Ela deveria estar trabalhando. Ela disse que começou o segundo rascunho do contrato, se eu não me engano.

— Oh, isso é bom! Fiquei muito preocupada com a ameaça do pai dela.

— Eu fiquei muito puto, — digo seco. Deus, acho que se eu trombasse com Valentim na rua, era capaz de passar o carro por cima dele.

— Nós notamos. Bom…

— Nós?

— Will, — ela diz, apenas.

— Como vocês estão? — pergunto. Odiava quando Will se metia em minha vida, mas ficava muito triste em ver essa situação com Tessa se prolongando.

— Não sei, — ela diz e, para a minha total surpresa, se senta. — Eu sei que é egoísmo, mas não consigo imaginar minha vida sem um deles.

— Tessa…

— E Deus sabe que eu amo os dois. É só que, — ela para, por um minuto. O silêncio dura tanto tempo que começo a torcer para alguém bater na porta. — Eu amo seu primo.

— Sim, — digo. Não arrisco nada além disso.

— Só que, toda vez que eu acho que estou tomando uma decisão, ele me afasta e se fecha, — ela diz, fazendo um bico com os lábios. — Acho que é porque, a única pessoa que ele ama tanto quanto a mim, é o Jem. E Will não vai permitir que eu quebre o coração dele.

— Mesmo que isso signifique perdê-la, — digo. Não é uma pergunta. Ela me encara e vejo o amor que ela sente por Will. Me pergunto se eu faria o mesmo. Se eu aceitaria perder para que meu melhor amigo fique com a mulher que ele ama.

— Por favor, não diga nada que eu desabafei com você, — ela diz após alguns instantes. Sorrio e aceno com a cabeça.

Ela me agradece e sai da sala, seu vestido cinza balançando enquanto ela anda. Fico me perguntando se ela havia vindo até minha sala para falar disso ou se ela estava apenas curiosa sobre Clary. Clary. A conversa com Tessa e Izzy me confunde ainda mais. Não sabia o que estava sentindo. Parte de mim queria apenas conhecê-la melhor. Outra parte era extremamente atraída por ela. E, por fim, uma pequena parte de mim, imaginava um futuro com ela. Um futuro que incluía ela ficar ao meu lado e não ir embora, para Deus sabe onde, por causa de Valentim.

Às 17:40, decido ir para casa. O dia não estava sendo produtivo e não vi um motivo para continuar sentado, encarando o computador, sem conseguir ler um único relatório. Antes de desligar o computador, no entanto, checo meus e-mails. Vejo uma mensagem de Angelo, chefe da segurança da empresa.

Sr. Herondale,

Estou escrevendo para lhe informar o relatório do pneu do carro da Srta. Clarissa Morgenstern. Assim como o senhor imaginou, o pneu foi rasgado por alguém. Após checarmos todas as câmeras do estacionamento, concluímos que o mesmo deve ter sido feito pelo motorista de uma van que estacionou ao lado do carro dela. O veículo ficou parado em um ângulo que tampou a visão de uma das câmeras. Aparentemente, o motorista mexeu no carro dela e foi embora, sem entrar na empresa.

Como chefe da segurança, tomei a liberdade de verificar as placas da van e, como imaginei, eram falsas. A identidade apresentada pelo motorista, como Jonathan Christopher Wayland, ao entrar no estacionamento, também era falsa. Gostaria de saber como gostaria de proceder. Podemos instalar uma segurança particular para a garota, se o Sr. quiser.

Atenciosamente,

Angelo.

Encaro o computador sentindo uma mistura de medo e raiva passar pelo meu corpo. Lembro de ter visto o pneu do carro dela e pensado, imediatamente, que o mesmo havia sido de propósito. Havia um rasgo, de fora a fora, e nenhum prego seria capaz de fazer isso. Imediatamente, mandei alguém trocar o pneu e pedi para Angelo verificar. O fato de alguém ter se dado ao trabalho de entrar na empresa com uma identidade falsa e um carro com placas falsas, só para furar um pneu não fazia o menor sentido. Ainda assim, mostrava um comprometimento absurdo. Considero uma segurança particular e tenho certeza, absoluta, que Clary vai revirar os olhos e negar. E só de imaginar a decepção dela ao descobrir que eu coloquei pessoas para segui-la sem sua permissão… Não seria capaz de fazer isso. Ao mesmo tempo, não queria arriscar. Deus, se algo acontecesse com ela, eu perderia a cabeça. Principalmente sabendo que eu poderia ter evitado.

Penso em quem poderia querer fazer mal a ela. O primeiro nome que me vem à cabeça é Valentim. Mas ele não seria capaz de mandar alguém furar o pneu da própria filha. Seria? Minha cabeça dá voltas e eu não consigo tomar uma decisão. Eu tinha meus próprios seguranças, mas eles não me seguiam para todo lado. Apenas faziam a ronda da casa e, quando eu viajava, eles me acompanhavam. Afinal, eu tive aulas de luta e sabia me defender. Não precisava, e nem gostava, de caras armados me seguindo para todo lado. No entanto, pensar em Clary, sozinha por aí, fazia meu estômago se revirar.

Aperto minhas têmporas enquanto reflito sobre isso. Considero falar com meu pai sobre isso, mas acho que ele vai mandar eu falar com ela. E ela já tem coisas demais em sua cabeça. Um irmão que, apesar do que ela disse, parece ser um babaca. E um pai que, se dependesse de mim, não estaria vivendo tão confortavelmente. Fora a incerteza sobre seu emprego. Claro que, assim que ela mandasse o primeiro currículo, as grandes empresas mundiais iriam fazer ofertas gigantescas. Ainda assim, era uma dúvida. E eu não queria acrescentar ao seu stress.

Leio o e-mail novamente e encaro o nome. Jonathan Christopher. O mesmo nome que eu. E, até onde eu sei, o mesmo nome que o irmão dela. Será que o cara estava tentando passar uma mensagem com isso? Ou será que ele estava apenas escolhendo um nome comum? Ainda assim, se ele quisesse algo realmente comum, ele teria escolhido um nome italiano, discreto. Não um nome composto, igual ao do dono da empresa. Certo?

— Você parece prestes a decidir o destino do planeta Terra, filho, — meu pai diz. Sua voz enche meu ser. Encaro-o, parado em minha porta. Seus cabelos loiros se mesclam com os brancos. Seus olhos azuis são ternos. Seu rosto é marcado por pequenas rugas que, conforme ele inclina o queixo, parecem cicatrizes de batalhas. É para assustar os inimigos. Sorrio com o pensamento.

— Apenas pensando, — digo. Ele me encara, arqueando uma sobrancelha.

— Bom, nesse caso, — ele diz. Ambos sabemos que estou mentindo, mas ele não faz menção de me questionar. — Gostaria que você viesse até a empresa amanhã. Sei que é sábado, — ele diz, levantando a mão quando eu faço menção de interrompê-lo. — Mas preciso que você verifique alguns detalhes para a celebração.

— Não posso fazer isso de casa? — pergunto.

— Para mim, não faz diferença. Apenas quero que cheque alguns relatórios da segurança, — ele diz, dando de ombros. O assunto, no entanto, faz com que eu fique extremamente atento.

— Segurança?

— Sim. Iremos receber diversos funcionários amanhã. Preciso que alguém verifique com Angelo os nomes de cada um. Alguém de confiança, — ele diz. Aceito imediatamente.

— Tudo bem. Eu virei, — digo. Ele sorri e olha para o meu computador. Não acho que ele consiga ler o e-mail por causa do ângulo do monitor, mas seu gesto é uma pergunta silenciosa.

— Gostaria de me perguntar algo, filho? — ele diz após eu abrir e fechar minha boca três vezes.

— A mamãe não tem segurança particular aqui. Só em Londres. Por quê?

— Ela tem segurança particular aqui, — ele diz. Seus olhos parecem me avaliar e eu desvio o olhar. — Lógico que, aqui ela tem apenas dois, enquanto lá ela tinha quatro. Eles se revezavam e pronto.

— Mas…

— Ela sai menos aqui. Nós estamos naquele estágio da vida que, ficar em casa, pintar, tocar piano e viajar são coisas do dia-a-dia. Antigamente, quando morávamos em Londres, ela saia para dançar e curtir os amigos. Muito mais do que hoje. Acho que por isso diminuímos o número de seguranças.

— Ah, — digo. Não sei o que dizer.

— Você quer que ela tenha seguranças?

— Não, se o senhor acha que…

— Estou falando de Clary, — ele diz. Meus olhos encontram os seus e levanto as sobrancelhas, surpreso. Deus, será que eu era transparente ou será que ele me conhecia melhor do que eu mesmo?

— Apenas pensei a respeito, sabe? Por causa de Valentim, — digo, envergonhado. Não sei explicar o motivo da vergonha, mas sinto-a de qualquer jeito.

— Eu te entendo. Mas acho que você não deveria fazer nada sem falar com ela antes, — ele diz. Sorrio ao notar que sabia exatamente o que ele ia falar. — O quê?

— Sabia que você iria falar isso.

— Você me conhece, filho, — ele diz, dando de ombros. Depois, ele sorri e sai, entrando em sua própria sala e fechando a porta.

Sorrio com sua maneira de ser. Dar conselhos e ir embora, me dando tempo para refletir. Desligo o computador e pego meu paletó, fechando a porta da minha sala assim que saio. Antes que eu perceba o que estou fazendo, bato na porta da sala dela e coloco minha cabeça para dentro. A sala está vazia e eu me surpreendo com a decepção que toma meu corpo. Fecho a porta novamente e vou até o elevador. Chego na recepção e vejo Tessa falando no telefone com alguém enquanto anda de um lado pro outro atrás do balcão. Seus olhos encontram com os meus e eu vejo um agradecimento silencioso. Aceno com a cabeça e continuo meu caminho até o estacionamento. Procuro por seu carro e vejo que ela já foi embora. Após olhar em volta, procurando por câmeras e avaliando onde estão posicionadas, entro no meu carro.

O caminho até em casa é tranquilo embora eu pegue um pouco de trânsito. Entro com o carro na garagem e, depois de guardar as chaves, vou direto para a cozinha. Vou até a geladeira e pego um copo de água. Depois de colocar o copo na pia, vou até a sala e encaro o bar por alguns segundos. Pela primeira vez, desde que Clary chegou, decido não beber. Subo as escadas para o quarto e entro no chuveiro, deixando a água morna lavar minhas preocupações. Ainda assim, quando fecho os olhos, não consigo evitar pensar em seus olhos verdes e seus cabelos ruivos.

Notas finais
Bom, meus amores, e aí? O que acharam? Espero que tenham amado!!! Eu, com certeza, amei escrever esse cap. pra vocês. Agora é com vocês. Comentem, favoritem e recomendem por favooor! E me contem o que vocês querem ver aqui! Ah, e quem vocês acham que furou o pneu dela? Hm, sei não. Obrigada novamente, pela recomendação! Final de semana que vem tem mais! Beijos, beijos