How to Love

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Olá, meus amores! Tudo bem? Olha quem voltou (nem eu acredito)!! Espero que gostem do capítulo. Tá bem... intenso. Boa leitura!

Entro no quarto e vou direto para o banheiro. Tiro a minha roupa e coloco uma camisola verde claro. Tiro a minha maquiagem, escovo os dentes e penteio o cabelo. Vou para cama, checando meu celular uma última vez e colocando o alarme para às 8:30. Como a reunião seria só às 11:00, eu poderia chegar um pouco mais tarde. Fecho os olhos e deixo a escuridão me levar enquanto abraço um travesseiro.

Uma batida na porta faz com que eu me assuste. Levanto da cama atordoada, preocupada com o que poderia ser. Ou quem. Abro a porta e prendo a respiração.

— Desculpa, eu não queria vir tão tarde, mas… — Jace diz, olhando para suas mãos. Seus olhos se levantam e ele geme. Vejo o dourado quase sumir de seus olhos enquanto eles escurecem.

— Jace… — tento dizer. Suas mãos vão de encontro com os meus cabelos e sua boca toma a minha. Nossas línguas se chocam em uma batalha quente e úmida.

A porta se fecha em um baque oco enquanto ele me pressiona contra a parede. Suas mãos afastam as alças da minha camisola, fazendo com que ela deslize pelo meu corpo até o chão, me deixando apenas de calcinha. Eu gemo alto quando seus longos dedos tocam meu mamilo. Uma de suas mãos envolve meu seio esquerdo enquanto a outra puxa meus cabelos, inclinando minha cabeça para trás e dando-o um completo acesso ao meu pescoço. Minhas mãos começam a trabalhar em sua camisa, tirando-a de sua calça e abrindo os botões. Sua boca se arrasta pelo meu queixo e pescoço, descendo até a clavícula e depositando beijos e mordidas pelo caminho. Ele se afasta por tempo o suficiente para observar meus seios antes de levar um deles à boca. Mordo meus lábios, tentando sufocar um gemido, enquanto puxo seus cabelos. Ele morde e puxa um dos mamilos, circulando-o com a língua e chupando-o em seguida. Ele então o solta, dando um leve assopro e começando a tortura novamente. Eu gemo e suspiro seu nome, arqueando minhas costas e levando meu colo em direção ao seus beijos.

— Eu preciso de você, Clary, — ele murmura contra os meus peitos. — Preciso de você agora.

Ele termina de tirar a camisa, deixando seu peito nu. A visão do abdômen definido dele faz com que eu o empurre em direção ao sofá. Ele cai sentado, seus olhos fixos nos meus. Sento em cima do seu colo, rebolando suavemente contra sua ereção já evidente. Ele ruge contra a minha boca, trazendo meu quadril de encontro ao seu. Arrasto as minhas unhas pelo seu peito enquanto espalho mordidas em seu pescoço. Vou descendo meus beijos e paro apenas para abrir a sua calça. Ele sorri torto para mim, arqueando a sobrancelha. Sorrio para ele enquanto deslizo minha mão para dentro da sua cueca. Sinto seu pau duro contra a minha mão. Ele fecha os olhos e suspira. Faço um movimento de vai e vem, apertando suavemente. Ele geme e posso sentir seu pau pulsar. Gemo quando meu dedo desliza em sua glande molhada. Quando vou colocá-lo na boca, Jace me puxa para o seu colo e desliza a mão para dentro da minha calcinha. Seus dedos circulam meu clitóris, fazendo eu gemer e rebolar contra a sua mão. Ele acelera e diminui o ritmo diversas vezes, até que sinto um de seus dedos deslizando para dentro de mim. Posso sentir o quão encharcada estou quando ele desliza um segundo dedo. Mordo seu lábio inferior e arranho suas costas, fazendo ele gemer e acelerar o ritmo. Perco a razão quando sua outra mão aperta e puxa o meu mamilo.

— Goza para mim, Clary, — ele sussurra em meu ouvido, sua voz rouca. Eu explodo em sua mão, tremendo, enquanto ele morde o lóbulo da minha orelha.

Acordo suada. Meu corpo treme e minha calcinha está encharcada. Gemo de frustração. Meu corpo inteiro está dolorido por um orgasmo que não existiu e, quando levo meus próprios dedos ao meu clitóris, sinto-o pulsar em minha mão. Levanto da cama e tiro a roupa, indo para o banheiro. Abro o chuveiro com a água fria e entro embaixo do jato, respirando fundo com o choque de temperatura. A água gelada se espalha pelo meu corpo, refrescando-o. Entretanto, não encontro nenhum alívio no chuveiro. Toda vez que fecho os olhos, posso sentir as mãos de Jace em meu corpo, ver seus olhos escurecendo a cada movimento meu, ouvir seus gemidos roucos de encontro com a minha pele. Minha vagina se contorce e sou obrigada a aliviar minha própria dor com os meus dedos. Gozo após alguns minutos. Meu corpo inteiro entra em combustão assim que imagino Jace fazendo o que eu estou fazendo. Sou obrigada a apoiar na parede para recuperar o fôlego. Assim que me controlo, desligo o chuveiro e coloco uma camiseta e uma calcinha limpas. O pijama que eu usava vai para um pequeno cesto de roupa suja e eu volto para a cama. Abraço o travesseiro, mas mesmo depois de fechar os olhos e contar até 150 carneirinhos, não consigo dormir.

Acendo a luz e começo a ler um livro sobre a História da Arte. Quando termino o primeiro capítulo, deslizo os dedos por uma pintura de um anjo. Minhas unhas contornam as penas das asas e eu sorrio com a sensação. Olho no relógio e vejo que são 4:15 da manhã. Fecho o livro, apago a luz, e tento voltar a dormir. Depois de alguns minutos, sou engolida por uma imensidão dourada.

Acordo com o som do alarme. Sento na cama e noto como os lençóis estão bagunçados. Balanço a cabeça e me levanto, indo para o banheiro. Depois de fazer minha higiene matinal, entro no chuveiro e deixo a água molhar meus cabelos. Massageio meu couro cabeludo, passando um produto para o cabelo ficar cacheado. Aproveito o tempo extra e me depilo. Saio do chuveiro com uma toalha na cabeça. Passo um creme hidratante no corpo e vou para o quarto. Coloco uma calcinha azul royal, com o sutiã combinando. Volto para o banheiro e seco meus cabelos. Uso a escova para fazer alguns cachos e, antes que o cabelo fique completamente seco, passo outro produto para hidratar. Amasso as mechas e checo meu reflexo. Quando estou contente com o resultado, sorrio para o espelho. Meu cabelo formava ondas naturais, como se eu tivesse acabado de chegar da praia.

Coloco uma calça social preta, de cintura alta, com uma blusa de seda verde escura, com mangas três quartos. Volto ao banheiro para fazer a maquiagem. Passo uma base, com corretivo, para tentar cobrir as olheiras. Passo uma sombra nude, com um batom matte, cor de boca. Finalizo com um rímel incolor que aumenta meus cílios. Quando estou, finalmente, satisfeita, coloco um sapato preto, de salto médio. Pego a minha bolsa e meu celular e vou para a recepção. Caminho até a área do café da manhã e pego um suco, um pedaço de bolo, uma xícara de café e uma banana. Levo tudo para uma mesa, onde me sento e aproveito a refeição. Depois de comer tudo, vou até o banheiro da recepção e escovo os dentes. Guardo meu kit na bolsa e vou para o carro.

O caminho até a empresa é movimentado. Por causa de uma pequena batida, que gerou um trânsito enorme, chego na empresa às 9:50. Estaciono o carro em uma pequena sombra e ando até a porta principal, onde apresento meu crachá. Uma vez na recepção, vou até o balcão de Tessa. Ela está usando uma calça preta, de cintura alta, com uma blusa clara. Um cinto marca sua cintura, a deixando maravilhosa. Seus cabelos estão em um coque bagunçado e ela parece ocupada com um telefonema. Faço um sinal para ela, que sorri e pisca para mim. Depois de checar com ela o local da reunião, vou até minha sala.

Lá, deixo minha bolsa e ligo o computador. Checo alguns emails, anoto a data de algumas reuniões em um post-it e reviso os termos do contrato mais uma vez. Meu celular vibra com uma mensagem do meu irmão.

Precisamos conversar, ruivinha. Me ligue quando puder — XX

Mordo o lábio e checo o relógio. Vinte minutos para a reunião. Não era tempo o suficiente para ligar, falar com meu irmão e me recompor. Respiro fundo e coloco o celular no mudo. Levanto e pego os papéis que vou precisar, assim como uma caneta. Abro a porta da sala e dou de cara com olhos dourados. Meu rosto cora imediatamente e eu dou um passo pra trás. Seus olhos parecem divertidos. Seu cabelo está penteado para trás e seu terno, feito sob medida, está impecável.

— Olá, — ele diz, sorrindo.

— Sr. Herondale, — digo, dando um meio sorriso. Ele ri e me dá o braço.

— Vamos, Srta. Fray. Eu lhe levarei até a sala de reuniões, — ele diz. Sua postura rígida, tentando entrar no personagem de chefe, faz com que eu comece a rir.

— Sim, senhor, — digo, colocando a mão no seu braço e andando com ele até o outro lado do prédio. No final do corredor, um pouco antes de chegar nos elevadores, uma porta está aberta. Ele me puxa para dentro, onde dou de cara com Will e Jem. Eles estão sentados, ao lado de outra porta. A sala é discreta, sem nenhuma decoração excepcional. Will abre um enorme sorriso e me cumprimenta com um beijo na bochecha. Jem sorri e acena com a cabeça. Fico confusa e começo a rir, dando de ombros quando Jace faz uma pequena careta. Tessa entra na sala e, tanto Will quanto Jem, parecem se iluminar. Deus, como era possível ela ter os dois apaixonados por ela? Jace sorri e dá de ombros.

Todos entramos em uma outra sala. Há uma mesa enorme, de vidro preto, no centro. Havia cerca de vinte cadeiras ao redor da mesa. Quadros, espalhados pela sala, transformavam o ambiente. Automaticamente comparo o ambiente com a sala de reuniões do meu pai. O contraste do azul claro daqui com o cinza claro de lá. Os quadros, de pinturas romanas, contra as enormes janelas de vidro que davam para Nova Iorque. Ambas eram de tirar o fôlego. Jace faz um sinal com a cabeça. Ele anda até a outra ponta da mesa e se senta à direita da cabeceira. Ele faz um sinal para que eu me sente ao seu lado. Will senta do lado oposto, com Jem ao seu lado. Tessa entrega cópias do rascunho do contrato que eu fiz para eles e anda até a outra ponta da mesa. Ela se senta do mesmo lado que eu, só que próxima a outra cabeceira. Franzo a testa, tentando entender por que ela não sentou com a gente. Depois, conforme outros homens e mulheres entram na sala, noto que cada um tem um lugar específico. Às 10:55, Stephan Herondale entra. Sua postura atrai o olhar de todos e o ambiente parece mudar. Sorrio com o olhar admirado de Jace. Stephan anda calmamente e se senta à cabeceira da mesa, entre Will e Jace. Ele sorri para nós e pega o rascunho. Sinto meu rosto corar quando todos fazem o mesmo.

— Bom, podemos começar, — ele diz, sem tirar os olhos do papel. Todos os olhos se viram para mim e eu respiro fundo.

Sinto as muralhas crescerem ao meu redor enquanto me torno a mulher de negócios que sou. Deixo a menina desenhista, insegura sobre seu corpo e com problemas com seu pai, de lado e me torno uma mulher confiante que sabe que é boa no que faz. Levanto do meu lugar e vou até uma pequena lousa, do outro lado da sala. Fico próxima de Tessa enquanto falo. Respondo as perguntas de todos, aponto os erros, menciono o problema com os termos muito vagos, anoto as opiniões. Depois de duas horas de reunião, todos parecem satisfeito com os ajustes.

— Bom, creio que isso seja o suficiente por hoje, — Stephan diz. Seus olhos parecem brilhar. — Acho que podemos ter outra reunião daqui duas semanas, nesse mesmo horário, para vermos a evolução do contrato e as mudanças feitas. O que acham? — Todos acenam e começam a se levantar. Volto para o meu lugar e guardo as anotações com a minha cópia do contrato.

— Meu Deus, você foi o máximo, — Tessa diz, me abraçando. Sorrio, envergonhada.

— Obrigada, — digo.

— Realmente. Melhor do que a maioria dos presentes, — Will diz. Jace e Stephan dão risada, enquanto Jem e Tessa levantam as sobrancelhas, surpresos com o comentário.

— Tenho que concordar com isso, — Stephan diz, ainda sorrindo.

— Bom, se vocês me dão licença, tenho que ligar para o meu irmão, — digo depois de algum tempo.

— Seu irmão? — Jace pergunta.

— Sim. Ele disse que precisava conversar comigo, — digo, dando de ombros. Vejo todos segurarem a respiração enquanto Jace e Stephan trocam olhares. — Algum problema?

— O almoço é por minha conta hoje, — Stephan diz. Todos acenam e saem da sala apressados. Exceto Jace. Respiro fundo e cruzo os braços, encarando-o.

— Desembucha, — digo. Ele passa a mão pelos cabelos, como quando ele está nervoso. Ele olha para a porta, como se estivesse considerando uma fuga, e ambos notamos que Stephan fechou a porta atrás de si.

— Hm… Seu pai… Hm…

— Meu pai?

— Sim. Ele, hm, ligou para o meu pai, — ele diz. Seus olhos parecem olhar para todos os lugares da sala, menos para mim.

— Ah, ótimo. Esqueci que tinha sete anos de idade, — digo, revirando os olhos.

— Ele ameaçou meu pai, — ele diz. Sinto a cor deixar meu rosto. Meus olhos ficam arregalados enquanto eu assimilo o que Jace acabou de dizer.

— O quê?— minha voz, extremamente baixa, soa fria.

— Ele disse que, se você não retornasse para Nova Iorque imediatamente, ele iria quebrar todos os contratos que temos com a Morgenstern’s, — seus olhos encontram os meus e eu sinto meu sangue ferver.

— O quê? Como… Como ele ousa?

— Nós dissemos que, a não ser que você queira voltar imediatamente, ele pode quebrar os contratos, — ele diz. Seus olhos transmitem uma segurança que eu não sinto.

— Vocês vão falir sem os contratos do meu pai, — digo. Não é uma pergunta. Eu sabia da influência que meu pai tinha sobre todo mundo. Todas as empresas. Quebrar contratos assim… Os Herondales poderiam perder tudo.

— Não, — ele diz. Seus olhos procuram os meus enquanto eu me afasto lentamente. — Não vamos. Nós fizemos a conta…

— Você não pode quebrar sua empresa, Jace, — interrompo-o. Fecho os olhos, tentando organizar meus pensamentos.

— Clary, Clary, — ele diz. Sua voz chama minha atenção e ele levanta meu rosto com a ponta dos dedos. Nossos olhos se encontram. — Nós fizemos a conta. O lucro que teremos com você fechando o contrato com o Sheik será duas vezes maior, pelo menos, que o prejuízo que teremos com seu pai. Nós teremos total influência no Oriente Médio, além da Europa. Fora que existem outras empresas Americanas com quem podemos negociar…

— Você realmente acha que meu pai vai permitir isso? As grandes empresas Americanas estão ligadas à ele de alguma maneira, Jace! Ele vai ameaçar elas e vocês não vão conseguir fazer nada…

— Clary, nós mandamos na Europa. Se ele fechar o mercado Americano para nós, a Herondale’s fecha o mercado Europeu para ele. Seu pai não seria idiota a ponto de quebrar a própria empresa.

— Oh, Deus, ele vai colocar uma dívida enorme nos ombros do Jonathan, — digo, assim que percebo o plano dele. Meu pai sempre se preocupou em ganhar. Se a empresa falisse um dia depois dele ter deixado o trono, ele não se importaria. Contando que todos soubessem que não tinha sido na mão dele.

— Se seu irmão for razoável, não tem porque manter a disputa. Uma vez que ele assuma, podemos retomar os contratos, — Jace diz. Ele havia pensado em tudo.

— Jace, não. Não. Vocês não podem fazer isso. E se eu não consigo fechar esse contrato…

— Clary…

— Vocês não podem apostar tudo em mim, — grito, tentando colocar algum senso na cabeça dele.

— Você realmente acha que se você entrar num avião hoje, seu pai não vai achar um jeito de quebrar os contratos com a Herondale’s? — ele sibila. — Não se engane, Clary. Sem você aqui, fechando o contrato com o Sheik, nós quebraremos.

— Mas…

— Clary, — sua voz está mais calma. — Apenas pare e pense. Você conhece seu pai e eu conheço o meu. Meu pai não deixaria você ficar se achasse que isso fosse quebrar a empresa. Muita gente trabalha e depende dele para ele arriscar desse jeito. E seu pai não suporta perder. Mesmo que você volte, ele já foi humilhado. Ele não vai deixar isso passar batido, — seus olhos procuram os meus. Não consigo encará-lo. Não quando a única coisa passando pela minha cabeça é ódio. E eu não queria que ele visse isso em meus olhos.

— Eu preciso de um tempo, — digo, respirando fundo. Tento me afastar mas sua mão segura meu braço e me puxa para si. Tento sair do seu abraço, mas seus braços são muito maiores e mais fortes que eu. Quando paro de tentar, percebo que meu corpo inteiro está tremendo. Sinto os espasmos atingir meu corpo enquanto eu me agarro em Jace. Sua mão faz um carinho suave em meus cabelos. Ainda assim, a raiva me consome. — Eu odeio ele! Eu odeio ele, Jace, — minha voz some enquanto uma nova série de espasmos me atinge.

— Eu sei, eu sei, — ele murmura contra meus cabelos. Quando meu corpo finalmente para de tremer, me afasto. Não derramei nenhuma lágrima. Não senti vontade de chorar. É como se o último pedaço da minha alma que ainda se importava tivesse sido despedaçado. Jace estica sua mão e afasta uma mecha de cabelo dos meus olhos.

— Obrigada, — digo. Minha voz, seca, soa cansada.

— Por que você não vem comigo e come alguma coisa? — Jace pergunta. Sua voz, gentil, não me reconforta.

— Eu deveria ligar para meu irmão.

— Acho que você já teve emoções suficientes para uma manhã. Vamos comer alguma coisa e, depois do almoço, você liga para ele.

— Mas…

— Acho que estão servindo lasanha hoje, — ele diz. Seus olhos dourados parecem brilhar e seu sorriso tímido me lembra o de um menino pequeno. Sorrio com suas tentativas.

— Tudo bem. Eu farei esse esforço pela lasanha, — digo.

— Só pela lasanha?

— Sim, — digo, segurando um sorriso. Podia sentir meu sangue fervendo, a raiva acelerando meu coração. Ainda assim, Jace parecia conseguir me acalmar.

Quando chegamos no refeitório, vejo o olhar de todos nos encarando. Jace me guia até os pratos e eu pego um pedaço de lasanha. Ele também pega um e, depois de pegarmos um suco cada um, vamos até a mesa e nos juntamos aos outros. Ninguém faz perguntas. Mesmo quando um espasmo atinge minha mão e eu derrubo o garfo. Jem se levanta, pega outro garfo e sorri para mim. Tessa faz algumas piadinhas e Jace passa sua mão na minha, levemente, debaixo da mesa. Um toque tão suave que me pergunto se o imaginei. O sorriso tímido em seu rosto faz com que eu perceba que, de fato, ele fez um carinho suave em minha mão. Sorrio com o gesto e volto minha atenção à lasanha, que está magnífica. Depois que todos terminamos, levantamos e saímos do refeitório.

— Bom, eu acho que uma certa reunião me deixou com um ótimo humor, — Stephan diz, sorrindo. — Acho que vocês todos merecem o resto do dia de folga, — ele diz. Tessa dá um pulinho de alegria, enquanto Will sorri e Jem comemora. — Só não contem para os outros, — ele sussurra. Todos concordamos, sorrindo, e voltamos para os nossos escritórios para buscarmos nossas coisas.

Entro na minha sala, desligo o computador e pego minhas coisas. Vejo Jace parado no corredor, segurando seu paletó e uma pasta. Saio da sala, fechando a porta, e andamos em silêncio até o elevador.

— Seu pai é maravilhoso, — digo. Ele sorri.

— Sim, — ele concorda. Vejo em seus olhos a admiração que ele tem por Stephan.

— Vou ligar para meu irmão quando chegar no hotel, — digo, mudando de assunto. Sinto a tensão em seu corpo quando ele acena com a cabeça.

— Sim, — ele diz. Saímos do elevador e andamos juntos até o estacionamento. Ele vai até o segundo carro, um Porsche, e fala tchau. Dou um beijo em sua bochecha e continuo andando. Meu carro está levemente afastado e, antes mesmo de chegar nele, vejo o pneu completamente murcho.

— Merda, — digo. Diminuo a velocidade quando o carro de Jace para ao meu lado. Ele abaixa o vidro do carro, olha para a mesma direção que eu, e para o carro na vaga atrás da minha.

Ele desce do carro, anda até o pneu, se abaixa e começa a avaliar o estrago. Mordo o lábio, irritada com a situação. Seu semblante é sério enquanto ele olha para o pneu. Ele levanta, pega o celular e faz duas ligações. Uma é para um cara que, pelo que eu entendi, trabalha na manutenção da empresa. Jace pede para que ele venha trocar o pneu do carro. A outra ligação é completamente em italiano. Faço um bico, frustrada. Os olhos de Jace escurecem levemente enquanto ele afasta meus lábios com o polegar. Sinto um arrepio se espalhar pelo meu corpo enquanto ele desliga o celular.

— Vamos. Eu te dou uma carona, — ele diz, indo na frente e abrindo a porta do carro para mim. Lembro da sua piada sobre ser cavalheiro.

— Inglês, né?

— Oi?

— Você? É Inglês, né?

— Ah, — ele ri. — Sim. Faz parte do charme, — ele diz, dando de ombros e fechando a porta para mim. Sinto o cheiro de perfume masculino enquanto coloco o cinto. Ele entra no carro. Posso ver que seus ombros estão tensos, mas imagino ser por causa do meu irmão. Não falamos nada o caminho inteiro. Quando chegamos no hotel, ele estaciona o carro.

— Como será que isso aconteceu? — pergunto. Seus olhos desviam dos meus.

— Não sei. Você deve ter passado em cima de algum prego, ou algo assim, — ele diz. Franzo as sobrancelhas.

— O que eu vou fazer agora?

— Bom, eu diria descer do carro. Mas se quiser ficar…

— Jace!

— Eu passo aqui para te buscar amanhã, — ele diz, dando de ombros, como se não pudesse evitar fazer uma piada. — Às 9:00.

— Mas é só trocar o pneu, — digo, encarando-o. Seus olhos parecem divertidos.

— Sim, mas o cara que vai trocar o pneu vai fazê-lo na empresa. Amanhã, quando chegarmos lá, já vai estar pronto, — ele diz. Reviro os olhos. Pego minha bolsa e me inclino para beijar sua bochecha. Ele vira, no último momento e me dá um selinho. Seu sorriso torto está de volta e não consigo evitar rir enquanto desço do carro e entro no hotel.

Notas finais
Bom, gente, o que acharam? Espero que tenham gostado! Amei escrever esse cap. Como podem ver, a inspiração está correndo solta aqui hahaha Obrigada a todos que responderam as perguntas do cap. passado. Estou devendo responder os comentários. Maaaas, vamos falar do cap. de hoje. Me contem o que acharam, ok? E esse pneu furado, hein? Como será que rolou? Achei muito estranho, e vocês? hehehe Comentem, favoritem e recomendem (por favoooor)! Beijos, beijos PS: estou postando nesses horários loucos por causa do fuso. Aqui ainda são 23:00, mas aí já são 4 da matina :/