How to Love

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Olá gente, tudo bem? Desculpem a demora, mas estava meio enrolada essa semana. Bom, descobri essa semana que é possível responder os comentários individualmente (sou nova nisso, lembram?), então vou responder vocês a partir de agora. Agora, vamos ao capítulo! Aproveitem :)

Levanto do sofá e vou até a cozinha. Bebo um copo de água e decido tomar um banho frio. Quando chego no quarto, tiro o meu vestido e o coloco em um cesto para roupas sujas que está embaixo da pia do banheiro. Entro no box e ligo o chuveiro. A água fria sai em um jato, molhando meu corpo. Meus músculos se contraem com a temperatura e demoro alguns momentos para relaxar. Passo o sabonete do hotel pelo corpo e deixo a água escorrer pelas minhas costas, relaxando a tensão dos meus ombros. Desligo o chuveiro e estico a mão para alcançar a toalha. Passo o tecido macio pelo meu corpo, secando-o, e fecho os olhos. Uma imensidão dourada me engole. Os olhos de Jace. Balanço a cabeça, tentando tirar a imagem da cabeça, e me visto. Coloco um shorts preto e uma camiseta regata branca, e vou escovar os dentes.

Sento na cama e começo a pensar no dia de amanhã. Pego o meu celular e programo o despertador para às 6:00. Como é o meu primeiro dia, não quero correr o risco de me atrasar. Dou uma olhada no armário, pensando em qual roupa vestir, e ouço meu celular tocar.

— Fray, — digo sem ver quem era.

— Fray! Tudo bem? — a voz de Simon enche meus ouvidos e faz com que eu sorria.

— Simon! Tudo bem, e você?

— Tudo bem também. Acabei de ver sua mensagem, acredita?

— Não, — respondo sorrindo.

— Tudo bem, tudo bem. Eu esqueci de responder. Como você já fez isso, e eu te perdoei, espero o mesmo de você. Ah, deixa eu te contar! Fui na reunião e já sei até em qual quarto eu vou ficar. Vou dividir o quarto com um cara chamado Jordan e a última semana vai ser livre. Estava pensando em marcar alguma coisa com você, sei lá, — ele diz do outro lado da linha.

— Pode ser. Eu ainda não tenho meus horários, mas a gente combina. Você já está com tudo pronto?

— Não, ainda não. Mas e aí? Conte os detalhes, Fray. Como é a Itália?

— Ah, é linda! Você iria amar. Tem muita cultura, sabe? — digo rindo. Ouço ele sorrir e posso imaginá-lo, sentado em seu sofá, assistindo Star Wars e comendo salgadinho.

— Hm, imagino. E você? Já conheceu seus chefes? — ele pergunta. A imagem de Jace piscando para mim no restaurante vem em minha mente, seguida pela cena no carro. Perco o fôlego ao perceber, pela primeira vez, que Jace é meu chefe.

— Vou conhecê-los amanhã, — digo. Minha voz soa travada e percebo que, em muito tempo, estou mentindo para Simon. Ele também nota isso.

— Bom, Fray, espero que você esteja gostando e que você aproveite. Qualquer coisa liga! Te amo, beijos, — ele diz.

— Também te amo, — digo, ouvindo-o desligar.

Coloco o celular para carregar e deito na cama. Me encolho embaixo do cobertor e fecho os olhos. Acordo inquieta. Meus dedos tremem enquanto eu tento afastar meus cabelos do meu rosto. Olho no relógio e vejo que são 4:20 da manhã. Estico a mão para a minha bolsa e pego o meu caderno de desenhos. Visto um largo casaco de lã e vou até a sacada. O sol ainda não nasceu, mas o céu está razoavelmente claro. Abro o caderno e encaro a folha em branco. Alguns minutos passam, mas tenho a impressão que estou sentada há horas. Encosto a cabeça na parede e estico as pernas, fechando os olhos por alguns segundos. Mesmo depois de tanto tempo sem desenhar, sorrio com a familiaridade do sentimento. A maneira como minhas mãos ficam inquietas e meu coração acelera.

Passo a mão pela folha em branco e respiro fundo. Abro os olhos e começo a desenhar. Pela primeira vez em dois anos eu estou desenhando. Faço alguns rabiscos, sem saber ao certo o que estou fazendo. O lápis desliza pelo papel, como se tivesse vida própria. Um risco leva ao outro e eu sorrio com a sensação. O sol nasce e ouço o alarme do meu celular tocar. Levanto e, quando pego o celular para desligar o alarme, percebo que já são 6:00. Vou até o banheiro e entro no chuveiro. Molho meu cabelo, espalhando shampoo e enxaguando-o em seguida. Depois de um banho relaxante, desligo o chuveiro. Saio do box com uma toalha na cabeça e vou em direção a pia. Espalho o creme de morango pelo meu corpo e penteio os cabelos. Pego o telefone do quarto e ligo para a recepção, pedindo o café da manhã. Coloco o roupão do hotel e estou secando o cabelo quando escuto alguém bater na porta. Uma senhora de cabelos grisalhos e um sorriso gentil traz uma bandeja com pães, café, manteiga e bolo para dentro, deixando-a no balcão da cozinha. Ela acena com a cabeça, me cumprimentando, e sai.

Vou até o balcão e começo a comer. Meu estômago ronca de satisfação quando eu coloco o último pedaço de bolo na boca. Termino meu café e sorrio lentamente com o gosto levemente amargo. Deixo os pães que sobraram em cima da pia, cobertos com um pano que veio na bandeja e coloco o restante das coisas na pia. Começo a fazer uma lista mental de coisas que preciso comprar enquanto vou para o quarto me vestir. Escolho uma saia lápis preta de cintura alta e um cropped azul royal. Olho no espelho e noto que meu corpo fica bem marcado pelas roupas justas, então escolho um blazer preto para combinar com a saia. Deixo o blazer junto com a minha bolsa, na sala, e vou escovar os dentes. Começo a fazer uma maquiagem bem simples, passando um pouco de base e corretivo para esconder as olheiras. Depois passo uma sombra marrom, rímel e lápis de olho. Para finalizar, passo um batom nude. Meus cabelos, já secos, estão lisos. Olho no espelho e sorrio para o meu reflexo, satisfeita com o visual. Calço meu sapato de salto alto preto e passo um perfume qualquer.

Uma vez pronta, vejo que ainda tenho cerca de dez minutos para descer. Dou uma ajeitada na cama e arrumo as minhas coisas. O que eu mais detesto em um quarto de hotel é que um desconhecido irá mexer nas minhas coisas. Nunca tive problemas com furtos, mas acho a situação desconfortável e guardo tudo antes de sair. Vou até a sala e vejo meu caderno de desenhos na varanda. Recolho-o e, pela primeira vez, noto o que eu desenhei. No papel, o rosto de Jace me encara. Seus olhos, tão vivos e reais que fazem eu perder o fôlego. O sorriso torto, o nariz, levemente arrebitado. Sua barba por fazer e seus cabelos desgrenhados. Sorrio, orgulhosa do meu trabalho, e decido colorir o desenho quando voltar para o hotel. Deixo o caderno em cima da mesa de centro, pego a minha bolsa e o blazer e saio. Desço até a recepção, chegando lá às 8:25. Depois de cumprimentar a recepcionista, aguardo apenas alguns minutos até que um carro preto estacione na frente do hotel.

— Srta. Fray? — um homem de cabelos grisalhos desce do carro. Seu sorriso é simpático, mas seu olhar é indiferente. — Eu sou o Hodge e irei te levar até a empresa, — ele diz, abrindo a porta traseira do carro para mim.

— Obrigada, Hodge, — digo, sentando no banco de trás. Ele fecha a porta e entra no carro logo em seguida. O som de uma música suave enche meus ouvidos enquanto nos afastamos cada vez mais do centro de Roma. Depois de 40 minutos, o carro para na frente de um prédio de três andares.

— Aqui estamos, — Hodge diz, abrindo a porta para mim. Agradeço-o e vou até a entrada do prédio.

A parte exterior é simples, com uma coloração branca. Noto que, embora o prédio seja baixo, ele é extenso e ocupa o equivalente a duas quadras. Há um amplo estacionamento na frente e a entrada do prédio é de portas automáticas de vidro. O interior, por outro lado, é extremamente moderno. O piso, de mármore branco, é impecável e todos os balcões e corrimões são feitos de vidro, assim como as paredes dos elevadores. Ando em direção ao balcão principal e sou recebida por um sorriso caloroso. A mulher, de cabelos castanhos e olhos cinzas sorri de maneira simpática e se apresenta como Srta. Gray.

— Você deve ser Clarissa Fray, certo? É uma honra conhecê-la, — ela diz enquanto digita alguma coisa no seu computador.

— Obrigada, Srta. Gray, — digo sorrindo, animada com a recepção dela.

— Ah, querida, pode me chamar de Tessa, — ela diz, piscando para mim. Após alguns segundos, ela me entrega um crachá com meu nome e uma foto minha. Imagino que meu pai tenha eviado a foto para a empresa quando ele planejou a viagem. — Bom, este aqui é o seu crachá temporário. Você tem acesso a todas as áreas da empresa com essa belezinha, mas em 90 dias, ele automaticamente se tornará inválido. O chefão está te esperando em sua sala. Você vai pegar esses elevadores à sua direita, — ela aponta, fazendo eu olhar para uma série de cinco elevadores. — E vai para o terceiro andar. Lá, é só você seguir em frente pelo corredor que a última porta é a do Sr. Herondale. Bata duas vezes e entre. Ele estará esperando, — ela diz, voltando-se para o seu computador.

Respiro fundo e sigo com a missão. O elevador está vazio e, quando chego no terceiro andar, noto que há apenas um extenso corredor. Há portas dos dois lados do corredor e eu ando por uns 2 minutos até ver a última porta. A maioria das salas tem janelas, mas todas estão bloqueadas por cortinas persianas. Sorrio com a minha curiosidade. Imagino alguns quadros sobre o Império Romano espalhados pelas paredes. Imagino as longas paredes pintadas de azul claro, como o céu do lado de fora. Apenas alguns passos me separam da porta do Sr. Herondale e respiro fundo. Estou prestes a bater quando a porta do lado da sua se abre e um homem alto se choca comigo. Perco o equilíbrio e começo a cair quando mãos fortes seguram meus braços. Abro os olhos, assustada, e sou engolida por uma imensidão dourada. Suspiro.

— Jace, — digo, sorrindo. Seus olhos parecem sem foco, mas suas mãos continuam me segurando.

— Clary… — sua voz é rouca e um arrepio desce pela minha nuca.

— Uau, Jace! Isso é o que eu chamo de reflexo, — uma voz feminina diz de dentro da sua sala. — Eu sou Isabelle, — ela diz sorrindo. Resisto a urgência dos olhos de Jace e desvio o olhar.

— Olá, — digo com a voz rouca. — Eu sou Clarissa, — sorrio, recuperando o meu autocontrole. Olho para a garota e meu sangue ferve. Ela é absolutamente linda. Seus cabelos lisos e pretos são sedosos e seu corpo é uma escultura cheia de curvas. Ela está usando um vestido justo, verde musgo. Seu salto é altíssimo e seu sorriso é um que diz “sim, eu sou linda, e eu sei disso”. Me sinto pequena e desajeitada, insegura sobre a minha aparência. Não consigo evitar imaginar qual é a sua relação com Jace.

— Jace, acho que Clarissa já recuperou seu equilíbrio, — Isabelle diz, sorrindo maliciosamente. Coro violentamente quando Jace me solta, olhando para baixo.

— Bom, Izzy, eu… Nós… Clary e eu precisamos ir, — ele diz, passando as mãos pelo cabelo. Um cacho loiro cai sobre sua testa e mordo o lábio para resistir à urgência de afastar a mecha.

— Claro, eu entendo, — ela sorri e dá um beijo estalado na bochecha dele. Depois ela me olha e dá uma piscadinha, passando por mim e indo embora.

— Eu… Hm… Deveria ir, — digo apontando para a porta do Sr. Herondale.

— Sim, claro, — seus olhos descem pelo meu corpo, como se pela primeira vez. Seu olhar se escurece e ele vai até a porta. — Meu pai deve estar esperando por nós.

Jace abre a porta para a sala do Sr. Herondale e eu sorrio com a imagem. As paredes são de um tom azul claro e há vários quadros na parede. Balanço a cabeça, surpresa com a minha imaginação. Jace parece maravilhado com algo, mas apenas me dá passagem. Há uma grande mesa de madeira e o Sr. Herondale está apoiado nela. Ele sorri e vejo como ele e Jace são parecidos. Os mesmos cabelos loiros e sorriso torto.

— Clarissa, que prazer em vê-la! Você se tornou uma mulher belíssima, — ele diz me cumprimentando com dois beijos na bochecha. — Claro que você não deve lembrar de mim. A última vez que eu te vi, você deveria ter uns 6 ou 7 anos. Era uma garotinha linda, — ele dá uma olhada para Jace e anda até uma cadeira de couro atrás da mesa. — Você corria para lá e para cá, deixando sua mãe louca.

— Você conhece a minha mãe? — pergunto surpresa. Não me lembrava dele, mas achei que ele era amigo do meu pai e não da minha mãe.

— Claro que sim. Foi por ela que conheci seu pai, — ele dá de ombros. — Sua mãe é uma mulher maravilhosa e Valentim é um…

— Pai, — Jace diz, cortando-o. Ele cora, olhando para mim. Seu sorriso tímido pede desculpas pelo seu pai.

— Desculpe-me, — Sr. Herondale diz. — Fico apenas surpreso com a habilidade de um homem perder uma mulher como Jocelyn, — ele levanta as mãos inocentemente enquanto Jace revira os olhos. Sorrio com a cena. Estava admirada com a relação de amizade dos dois. — Ouvi dizer que ela está casada com Lucian, certo?

— Eles moram juntos, sim, — dou de ombros. — O senhor o conhece?

— O senhor está no céu, querida. Me chame de Stephan. E sim, claro. Os Graymark sempre foram amigos dos Herondale.

— Graymark?

— Sim, é seu nome. Ouvi dizer que ele usa outro agora, assim como você.

— Ah, não sabia disso. Achei que seu nome fosse Garroway.

— Pai, — Jace interrompe novamente.

— Tudo bem, Jace. Bom, Clarissa, vamos lá. A sala ao lado da minha, de frente com a de Jace, será sua temporariamente. Todos os dados que temos sobre o Sheik estão lá. Há um banheiro, uma parede de vidro que você pode usar para escrever, sabe? E há uma mesa. Você pode enfeitá-la com o que quiser. Jace irá te levar para um tour pela empresa. A Srta. Gray irá te dar o seus horários e você irá ver o que é melhor. Se achar que o dia não está sendo produtivo, pode ir para o hotel e voltar a hora que quiser. Apenas saiba que preciso do contrato escrito em 60 dias. Iremos aprová-lo e, na última semana, você irá para Dubai para fechar o acordo. Tudo bem?

— Sim, claro, — respondo imediatamente. Eles estavam sendo bem liberais comigo. Sorrio com a confiança deles.

— Qualquer dúvida, tenho certeza que Jace poderá ajudá-la. Pode ir agora, querida, — ele sorri gentilmente e começa a escrever algo em seu computador.

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Depois de passar pela sala que seria minha e ter deixado minha bolsa e blazer lá, fui com Jace fazer um tour. Jace disse que o terceiro andar era, em sua maioria para os chefes. O chefe de RH, o chefe da gerência, o chefe do planejamento, o chefe de relações internacionais e os chefes da empresa. Seu pai era o presidente e Jace era o vice. Tudo que era decidido pelos outros chefes passava por eles. O segundo andar, que tinha ainda mais salas do que o terceiro, era composto de várias seções. As divisões, no entanto, eram todas de vidro. Isso fazia com que fosse possível ver todas as pessoas trabalhando no andar. Ele disse que, nesse andar, as coisas aconteciam. Tudo que era planejado e estabelecido no andar de cima era concretizado aqui. Olhei em volta maravilhada com a eficiência de todos. Embora a empresa fosse enorme, a proximidade de todos fazia com que ela parecesse pequena. Me senti bem imediatamente.

— O primeiro andar é a parte administrativa da empresa. As pessoas escrevem os relatórios para os chefes e avaliam a produção do segundo andar. Basicamente, eles fazem todos os cálculos de lucro, orçamento, etc, — ele diz enquanto descemos na recepção. Há diversas salas e divisões, e as pessoas entram e saem o tempo todo.

— E essa galera determinou que eu era a melhor saída de vocês? — pergunto, sorrindo para ele.

— Sabe, para alguém que já fechou vários contratos impossíveis, você não se dá muito crédito, — ele arqueia uma sobrancelha para mim.

— Não é isso. Tipo, eu sei que eu sou boa, mas é difícil ver toda essa gente confiando cegamente em mim. Vocês estão me tratando tão bem e, sei lá, não quero decepcionar ninguém, — concluo, dando de ombros. Me sinto tímida de repente, surpresa com a habilidade que Jace tem de me fazer falar sobre tudo que eu sinto.

— Se você não conseguir fechar esse contrato, então ninguém conseguiria, Clary, — Jace diz. Seus olhos transbordam sinceridade.

— Dio mio, lei è davvero bella, — um homem alto, de olhos azuis e cabelo e pele morena, diz. Ele é lindo e anda de uma maneira que faz com que eu fique em alerta. A maneira como ele se aproxima de mim, sorrindo, me lembra um felino que encurrala sua presa.

— Onde está a Tessa, Will? — Jace pergunta, ignorando a fala de Will. Sua mão circula minha cintura, me puxando para mais perto de si. Meu corpo queima quando sinto o calor da sua pele através do tecido da minha saia. O gesto não passa despercebido por Will, mas ainda sim, seus olhos deslizam pelo meu corpo lentamente.

— Provavelmente, com Jem, — ele dá de ombros. — Eu sou William Herondale, — ele olha para mim, dando um daqueles sorrisos de tirar o fôlego.

— Herondale? — olho de Jace para Will, confusa. — Eu sou Clary, — digo sem jeito.

— Somos primos, — Jace murmura, como se isso fosse um problema que ele não pudesse evitar.

— Achei que o Sr. Herondale fosse filho único, — digo.

— Digamos que o meu pai é um Herondale falsificado. Ele não é filho legítimo, mas ainda sim herdou o nome, — Will diz, dando de ombros. Percebo como os dois se parecem. Claro que, fisicamente, são muito diferentes. Ainda sim, ambos são lindos e têm essa postura confiante e sarcástica, dando de ombros e sorrindo torto para qualquer coisa. Meu Deus, que genética é essa?

— Mas vocês são tipo irmãos, não são?

— Claro, — diz Will ao mesmo tempo em que Jace diz não. Sorrio e reviro os olhos.

— Soam como irmãos, — concluo. Dou risada da cara de Jace.

— Gosto de você, — Will diz de repente. Olho em seus olhos, a dúvida estampada em minha cara. — Normalmente não gosto das mulheres que…

— Vamos indo, Clary, — Jace me puxa e eu aceno para Will, que dá uma gargalhada e anda na direção oposta.

— Marcando território, Jace? — pergunto, arqueando minha sobrancelha e sorrindo maliciosamente para ele. Ele sorri e dá de ombros. — Cuidado, eu posso me acostumar com isso, — digo dando uma piscadinha. Ele ri e me leva de volta para minha sala.

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O dia passou voando. Fiquei a maior parte do tempo na minha nova sala. Almocei um lanche qualquer e continuei trabalhando. Já eram 18:40 e eu ainda estava lendo os arquivos da petrolífera de Dubai. Havia muitas informações e eu não podia deixar passar nada. Anotei mais algumas informações em um caderno e guardei os arquivos em uma gaveta. Revejo algumas das minhas anotações, grifando em laranja o que é importante para as reuniões e em amarelo o que é importante para o contrato. Circulo algumas coisas de caneta vermelha e ouço uma batida na porta.

— Oi, — a voz de Jace enche a sala. Ele está com seu paletó nas mãos e aparenta estar indo para casa.

— Você parece cansado, — eu digo, sorrindo quando ele se apoia na parede.

— Eu? Você parece exausta, — ele diz sorrindo. Olho para o vidro da janela ao lado dele e vejo meu reflexo. Meu cabelo está preso em um coque bagunçado e um lápis está equilibrado atrás da minha orelha. Há uma leve sombra embaixo dos meus olhos, que parecem fundos com o cansaço. O meu cropped está torto e percebo, depois de alguns segundos, que estou descalça.

— Foi um dia produtivo, — digo sorrindo. Calço meus sapatos e ajeito meu cropped. O tecido justo faz com que meus seios se comprimam e tomo cuidado para não deixar o decote vulgar enquanto arrumo-o. Solto meu cabelo e deixo o lápis em cima da mesa. Jace parece encantado com a mudança.

— Estou indo para casa. Pensei que você pudesse querer uma carona, — ele diz, tímido. Sorrio com a maneira como ele encolhe os ombros.

— Claro, eu adoraria isso, — respondo. — Só tem um problema… — Seus olhos encontram os meus com seriedade. — Não paguei nenhuma conta para ganhar essa carona, — concluo finalmente.

— Ah, Clary, — ele sorri abertamente. A maneira como ele diz meu nome me dá arrepios. — Estava pensando sobre o seu tour pela cidade. A Tessa disse que vai te levar em alguns lugares domingo, mas eu pensei que podia te levar em um daqueles ônibus turísticos amanhã, — ele diz, se aproximando de mim. — Garanto que você terá várias oportunidades para compensar essa carona, — ele completa, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. Sorrio com o gesto, mas coro violentamente quando percebo o duplo sentido.

— Então temos um acordo, Jace.

Notas finais
E aí, gente? Gostaram? Recebi poucos comentários no cap. passado, então ficaria feliz se vocês me dissessem o que estão achando. Estava pensando em postar o capítulo 5 na perspectiva do Jace, o que acham? Para quem ficou curioso, aqui está a fala do Will: "Meu Deus, ela realmente é linda." Ah, e não se esqueçam de falar o que acharam do Polyvore. É a primeira vez que eu uso, então me falem, por favor!! A ideia é postar de domingo, mas estou me mudando para o exterior. Ou seja, se eu atrasar, me desculpem! Apenas aguentem firme que eu posto logo, ok? Não se esqueçam de favoritar/recomendar/comentar meus amores! Beijos, beijos