How To Break Elliot's Heart

2 Destrua o coração de Elliot Tyler


Notas iniciais
Como eu disse antes nas notas da história, são capítulos curtos, portanto não estranhem se tiver pouca coisa AEYHAUHEUQH boa leitura (:

San Diego — Califórnia, Quarta-feira, 11h32, Starbucks Coffe Company

O sol escaldante fazia com que as pessoas usassem pouco tecido de roupa e óculos ultravioleta no rosto. O movimento do Starbucks local estava fraco, as pessoas optaram por visitar uma casa de banho ou uma praia. Como qualquer outra pessoa, eu também estava sofrendo com o calor que fazia, mas eu não deixaria de tomar meu café diário por nada. Com a ajuda de uma revista da Vogue eu amenizava o calor fazendo ela de leque. Bebericava goles do café enquanto pensava por onde começar. Não é só porque terminei a faculdade recentemente que vão me dar um emprego fácil. A tranquilidade do lugar foi interrompida por uma garota loira de aparentemente dezesseis ou dezessete anos, que entrou gritando por Emma Mclaren, para minha infelicidade naquele momento, ela estava gritando por mim.

– Emma Mclaren, eu sei que você está aqui. — Ela gritava enquanto desfilava com seu salto agulha de 10cm. Ela segurava em sua mão uma fotografia, e ao mesmo tempo examinava as pessoas que preenchiam o Starbucks, ela também examinava a pessoa da fotografia, que certamente era eu mesma.

– Te encontrei. — Ela disse entusiasmada ao ver que eu era a garota da fotografia. Ela sentou-se à mesa em que eu estava e se apresentou. Seu nome era Amanda Morgan, e ela alegava que eu era a garota perfeita para o seu plano.

– Mas que plano? — Perguntei curiosa.

– Destruir o coração de Elliot Tyler. Você é perfeita para isso, é o tipo de garota por quem ele se interessaria.

– Destruir o coração de quem? — Perguntei arqueando uma das sobrancelhas tentando captar o que estava acontecendo exatamente.

– Elliot Tyler. — Ela tirou seu celular da bolsa, mostrando a foto do garoto de quem ela se referia. Ele era dono de cabelos negros, tinha brilhantes olhos azuis e pele caucasiana. Dava para ver através da camisa branca que ele usava que tinha um abdômen bem definido. Ele exibia seus dentes brancos e alinhados, mostrando seu sorriso perfeito. Seus traços eram perfeitos. Era um rapaz realmente charmoso.

– E porque eu faria isso? — Perguntei depois de minutos verificando os detalhes da fotografia que ela mostrava.

– Porque ele partiu o meu primeiro e merece provar do mesmo remédio. — Ela sorriu irônica. — E então, você pode fazer isso por mim?

– Mas é claro que não. — Eu respondi seca.

– E se eu te oferecesse 3.000 dólares? — Ela insistia.

– Não.

– Tá, e que tal 6.000 dólares?

– Não.

– Okay Emma Mclaren, você é difícil, gosto assim. E que tal 10.000 dólares? Dinheiro não é problema para mim.

– Não quero seu dinheiro, Alice. Desista.

– É Amanda. — Ela me corrigiu.

– Tanto faz.

– Tudo bem, essa é minha cartada final, juro. Você acabou de terminar sua faculdade de jornalismo, certo? E está querendo emprego de editora na revista Vogue, certo? Mas esse cargo é muito disputado e difícil de conseguir, não é mesmo? E se eu te dissesse que posso conseguir esse emprego para você com facilidade? — Ela conseguiu chamar minha atenção, tocou no meu ponto fraco: minha carreira. Aquele emprego era tudo que eu sempre sonhei desde a primeira revistada Vogue que minhas mãos tocaram.

– E como você iria conseguir isso? — Perguntei interessada em sua proposta.

– Sabe a revista que está em sua mãos? — Ela apontou. — Foi minha mãe, Marina Morgan quem editou. — Ela sorriu debochada. — Sabe quem eu sou Emma? Eu sou Amanda Morgan, filha da editora chefe da revista Vogue. E minha querida mãe confia em minhas escolhas, se eu disser que Emma Mclaren é a garota perfeita para trabalhar na revista, ela vai confiar na minha opinião. — Ela concluiu seu argumento super convincente.

– E porque eu? — Insisti em questionar.

– Porque você é perfeita para isso, Emma, não percebe?

– E como vou saber que você é realmente filha da editora chefe?

– Eu sabia que você iria perguntar isso. Por isso vim prevenida. — Ela apoiou sua bolsa na mesa, e de lá retirou uma certidão de nascimento, onde constava que ela era filha de Marina Morgan e Paul Grinaldi. A patricinha mimada em minha frente estava falando a verdade, ela era filha de editora chefe da Vogue.

– E então, acredita em mim agora? — Ela perguntou enquanto guardava a certidão novamente em sua bolsa.

– Acredito, mas preciso pensar antes de decidir algo.

– Tudo bem. Aqui está meu número, me ligue quando decidir. — Ela entregou em minhas mãos um pequeno cartão cor-de-rosa com seu número, colocou seu óculos de sol em seu rosto e saiu de lá do mesmo jeito que entrou: desfilando.

Cabia a mim decidir o que fazer, ter o emprego dos meus sonhos ou poupar o coração do tal Elliot Tyler. Nunca foi difícil para mim partir corações, afinal de contas, eu já sai e entrei em diversos relacionamentos, mas nenhum chegou a me agradar, e Emma Mclaren termina um relacionamento em grande estilo.

Emma Mclaren's House; 21h20

Chocolate, pipoca, filme, pijama e é claro, a melhor amiga. Convoquei Caitlin urgentemente para um noite das garotas, eu precisava contar à ela sobre o acordo de Amanda Morgan. Caitlin e eu somos amigas desde o jardim de infância, e a única coisa que nos separou foi nossas decisões para a faculdade, eu queria seguir meu sonho de ser editora chefe de Vogue e fiz jornalismo, enquanto ela queria conhecer mais a mente humana e fez psicologia. Ela já estava com seu pijama, jogada no sofá confortavelmente, em seu colo o balde de pipoca e em suas mãos o controle, Caitlin mudava constantemente os canais, procurando por algo que a agradasse. Ela não tinha cara de quem era psicóloga, e muito menos agia como tal, quer dizer, ela agia como uma pessoa normal, em casos raros, ela despertava a psicologa profissional que era, e dava concelhos como se estivesse vivenciando o problema.

– O que eu faço, Caitlin? — Perguntei me jogando no sofá ao lado dela.

– Ué, não é obvio? Aceita o acordo da tal Amanda, é uma oportunidade única, você sabe o quanto conseguir esse emprego é difícil. — Ela dizia enquanto enchia sua mão de pipoca e colocava em sua boca.

– É eu sei. Mas você ouviu bem a parte de que pra conseguir esse emprego eu vou ter que partir o coração de um garoto inocente?

– Se ela quer que você parta o coração dele, é porque ele não é nada inocente. E afinal de contas, porque você está tão preocupada com isso? Você já partiu corações antes, você é Emma Mclaren.

– Eu eu sei, Caitlin. — Eu ri. — Mas desta vez é diferente, eu não conheço esse Elliot, e se ele não merecer?

– Emma, ter o coração partido por você é um presente. E você vai estar ganhando o emprego de seus sonhos. E além disso, talvez depois eu ganhe um paciente. — Ela riu.

– Tudo bem, você me convenceu, vou aceitar a proposta da Amanda. — Eu disse enchendo a mão de pipoca.

Emma Mclaren's House; Quinta-feira; 09h50

Com o número marcado no papel cor-de-rosa em minhas mãos, disquei o número de Amanda, e liguei para ela decidia a aceitar o acordo.

– Alô? — A voz extremamente irritante dela atravessou os auto-falantes de meu celular.

– Amanda?

– Sim, quem fala?

– Sou eu, Emma Mclaren.

– Ah sim. E então, o que você decidiu?

– Eu aceito sua proposta.

– Perfeito. Me encontre no mesmo lugar de ontem daqui a duas horas, vou dizer exatamente o que você deve fazer. — Ela desligou o celular logo em seguida. Sem tchau, sem despedidas.

Era fácil de deduzir o que aconteceu, Amanda era aquelas típicas garotas do colegial que só se importam em estar bem vestidas e em ser má com outras. Elliot era aquele garoto que conquista qualquer uma facilmente e não liga no dia seguinte. Amanda se apaixonou por Elliot, mas ele não sentia o mesmo em relação a ela. Amanda teve seu coração partido, e por ser mimada e vingativa, resolveu fazer Elliot provar do mesmo remédio. Acertei?

Starbucks Coffe Company; 12h00

Amanda usava um vestido Valentino, assim como seus saltos. Seus cabelos loiros estavam soltos, deixando os leves cachos jogados ao ombro. Desta vez ela não usava óculos, deixou seus olhos verdes expostos. Detesto admitir, mas ela estava incrivelmente bonita. Ela estava em uma mesa isolada, queria privacidade.

– E então, o que quer que eu faça? — Perguntei logo que sentei á mesa.

– Quero que faça Elliot se apaixonar por você e em seguida quero que você destrua o coração dele, quero que você parta o coração dele em mil pedacinhos, se possível, faça ele chorar. — Ela dizia com raiva cerrando o punho, e encarando um lugar vazio com um olhar que expressava claramente seu espírito de vingança e o ódio que ela estava sentindo.

Aviso a quem quiser namorar Amanda Morgan: Nunca a magoe.

– Não sei se consigo fazer ele chorar, mas as primeiras duas coisas eu posso tentar. — Eu disse calma. Ela voltou sua atenção á mim novamente.

– Não vai achando que é fácil, Elliot não se entrega á ninguém. É mais fácil você sair de coração partido do que ele.

– Acredite Amanda, você procurou a pessoa certa. — Falei debruçando-me sobre a mesa, sorrindo debochada. — Alias, como você me encontrou? — Perguntei ao dar conta que ela sabia meu nome, sobrenome e tinha uma fotografia antiga minha.

– James me falou sobre você. — Ela respondeu quase que instantaneamente.

– Que James? — Perguntei tentando lembrar dos vários James que se passaram em minha vida.

– James Oliver. Ele disse que você é a garota mais fria, cruel e insensível que existe nesse mundo. Sabia que você deixou o coitadinho de coração partido?

– Awn, ele andou me elogiando. — Falei sarcástica.

– Quando eu descobri que foi você quem deixou ele naquele estado, eu fiquei impressionada, achei que James fosse do tipo machão.

– E ele era. Mas isso não importa agora. Eu preciso de informações sobre o tal Elliot.

– Oh, é verdade. Hmm, vejamos o que você precisa saber. — Ela dizia pensativa. — Ah, ele tem vinte anos...

– Vinte anos? E está no colegial? — Perguntei espantada. Com vinte anos eu estava terceiro ano da faculdade.

– Sim, ele repetiu de série umas duas ou três vezes. Mas isso não importa. Elliot, mora com os pais e depende deles financeiramente.

– Com isso você quer dizer que...

– Sim, todo dinheiro que Elliot tem, é graças aos pais dele. A mãe dele é empresária e o pai advogado.

– Mas alguma coisa?

– Sim. Elliot é o típico pegador, dorme com todas as garotas que sai.

– Só para deixar claro, eu não vou dormir com ele, muito menos deixar ele tocar em minhas partes íntimas, entendeu bem, Amanda Morgan?

– Não, mas deveria. Elliot é muito bom na cama, e tem uma pegada que..

– Amanda. — Eu a interrompi.

– O que foi?

– Me poupe de detalhes. — Falei quase que gritando ao me sentir incomodada com o excesso de informações. — Aonde posso encontrar ele com frequência? — Perguntei tentando mudar de assunto. Não queria saber sobre a vida sexual dela.

– Ele costuma frequentar a lanchonete Maryjane's depois do colégio. Geralmente é lá que ele fisga garotas inocentes. — Ela dizia encarando o além, como fez da outra vez.

– Foi lá que ele te fisgou? — Perguntei sorrindo debochada novamente.

– Olha para mim e vê se eu tenho cara de quem anda nesse tipo de lugar. — Ela disse apontando suas vestes. Realmente, ela não tinha cara de quem andava em lanchonetes.

– Isso é tudo que eu preciso. — Eu disse levantando da cadeira que sentava.

– Ok. Me ligue quando sair algo, eu quero saber de tudo, entendeu? — Ela disse se levantando também.

– Certo. — Concordei.

Perfeito. Eu tinha tudo que precisava para conseguir elaborar um plano excelente. E se tem uma coisa que eu posso afirmar com convicção, é que quando eu tenho um plano, ELE NUNCA FALHA.

Notas finais
Espero que tenham gostado. xoxo, YC