Notas iniciais
Olá, queridos leitores. Como vai você? Boa leitura à todos (:

Eu senti, literalmente algo vibrando em mim, e acabei acordando com isso. Era meu celular, que vibrava devido a mensagem que chegou, a tela extremamente branca e brilhante incomodava meus olhos. Com muita dificuldade, consegui desbloquear a tela, e ler a mensagem.

– "Sinto muito não poder estar com você, mas você sabe, estou em época de provas e preciso estudar muito. Prometo estar aí em breve. XO" — A mensagem dizia, era Caitlin. Respirei fundo e levantei meu corpo da cama, ficando sentada.

– O que, já é três e quarenta? Como fui acordar tão tarde? — Gritei espantada ao ver as horas. Não demorou muito até eu raciocinar que fui dormir tarde, por isso, era mais que normal eu ter acordado tarde. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, e fui tirando a roupa deixando-as no chão, caminhei nua até o banheiro, onde liguei o chuveiro no gelado, estava sentindo muito calor. Deixei que a água gelada caísse sobre meu corpo, me refrescando do calor que fazia aquela tarde. Enquanto isso, minha cabeça se enchia de pensamentos, eu não conseguia parar de pensar naquela declaração que Elliot fez.

Um breve flashback daquela cena se fez presente, o que conseguia fazer com que tudo piorasse. Por mais que eu tentasse, eu não conseguia confiar nele, eu sabia da sua história, e se ele fosse realmente quem eu penso que é, Amanda não estaria com tanto ódio dele. De repente, a cena do nosso primeiro beijo não deixou que eu pensasse em mais nada, apenas naquilo. Sua pegada e delicadeza, a intensidade, a suavidade, tudo, todos os detalhes daquele beijo, eu não conseguia tirar da cabeça, e precisava urgente de alguém que me fizesse esquecer aquilo antes que eu começasse a enlouquecer.

Elliot ficou sem manter contato nos dias seguintes, não ligava, não mandava sms, não me procurava, nada. Eu não sabia se me preocupava, ou se me apavorava. Não sabia se ele parou de me procurar porque simplesmente não quer mais saber de mim, ou se parou de me procurar porque sofreu um grave acidente e está em coma. Eu não sabia o que pensar, e pra piorar tudo, Caitlin havia sumido de vez.

Em um sábado, exatos sete dias depois do nosso último encontro, ele finalmente voltou a ligar. Eu estava jogada no sofá, de pijama, assistindo programas sobre moda enquanto Eunice estava enrolada em meu pescoço, e um enorme balde de pipoca estava ao meu lado. Ao ouvir o toque do celular, tentei correr para alcança-lo rapidamente, mas ter uma cobra de sessenta quilos no pescoço não ajudava muito. Quando finalmente consegui pega-lo, vi o nome Elliot Tyler na tela, e minhas esperanças voltaram ao mesmo tempo que um sorriso bobo surgiu em meu rosto.

– Alô? — Eu atendi me esforçando ao máximo para não parecer me importar com a ligação dele. Eu ainda tinha um plano pra seguir.

– Emma? Nossa, como é bom ouvir sua voz. Você está bem? — Ele perguntou com sua voz suave e angelical.

– Estou ótima, e você como vai?

– Melhor agora que ouvi sua voz. Você está ocupada hoje à noite?

– Não, porque?

– Você poderia me encontrar na ponte White Castle as oito horas? — Ele perguntou.

– Tudo bem. Até lá.

– Ok. Mal posso esperar pra te ver. — Ele disse desligando.

Ponte White Castle, eu já ouvi esse nome, me é tão familiar.

– Ouviu isso, Eunice? Ele voltou a me procurar, o que quer dizer que eu ainda tenho chances de conseguir meu emprego na Vogue, certo? — Eu disse acariciando sua pele.

Quase sete e meia, eu já estava pronta. Eu não sabia exatamente aonde ficava a tal ponte, e nem se ela ficava perto de casa, portanto resolvi sair assim que fiquei pronta.

Aquele céu me fazia lembrar vagamente da última vez que o vi, estava tão negro e estrelado, mas desta vez a lua minguante estava presente, deixando-o ainda mais bonito. Fui até uma ponto de táxi, e esperei que um parasse, pedindo para me levar até a ponte White Castle.

– Fica muito longe? — Perguntei ao taxista.

– Não, senhorita. Se não tiver trânsito chagamos lá em quinze minutos. — Ele respondeu. Tirei o celular da bolsa, procurando ver as horas, eram sete e quarenta e cinco, se chegássemos mesmo lá em quinze minutos, eu chegaria pontualmente.

White Castle Bridge; Sábado; 20h05

– Parece que não levaram exatos quinze minutos. — Murmurei enquanto conferia as horas.

Aquela ponte me lembrava alguma coisa, haviam muitos casais, raramente eu conseguia ver uma pessoa sozinha, ou em grupo. A ponte era alta, e não permitia a passagem de veículos, era um ponto turístico de San Diego. De cima, dava para ver o movimento dos carros, e uma bela vista das luzes da cidade. Elliot ainda não havia chegado, e acho que ele não sabia, mas odeio esperar. Debrucei meu corpo sobre a ponte, observando os carros que estavam abaixo. Era uma vista linda, mas eu estava me sentindo sozinha perante a todos aqueles casais.

– Emma? — Uma voz conhecida disse. Eu virei meu corpo de forma que pudesse ver quem era, e quando vi, tive uma surpresa. Era James.

– James? — Eu disse surpresa ao vê-lo.

– Emma, quanto tempo. — Ele se aproximou para me abraçar. Seu perfume ainda era o mesmo, ainda tinha aquele cheiro amadeirado marcante, tão marcante quanto seus olhos verdes.

– O que faz aqui sozinha? — Ele perguntou depois do longo abraço.

– Estou esperando alguém, e você?

– Na verdade, eu trabalho aqui perto, e quando estou afim de respirar um ar fresco, eu venho aqui antes de ir para casa.

– Entendi. E então, como vai sua vida? — Perguntei constrangida.

– Bom, está indo né.. estou aguardando o resultado da prova, e quem sabe não consigo um bom emprego em algum hospital.

– Que ótimo, James. Estou torcendo por você. — Eu disse animada.

– Sabe, Emma, eu sinto falta de ter você por perto me incentivando, você era como uma líder de torcida, sexy e apaixonante. — Ele riu discreto, me olhando nos olhos.

– Você sempre terá meu apoio, não importa se estamos ou não juntos. Eu sei que você é competente, e que pode conseguir o que quiser. — Eu sorri de volta.

– Eu não consegui segurar você.

– James, eu sinto muito, muito mesmo. Eu sei que parece clichê, mas não é você, sou eu.

– Ah, Emma, conta outra.

– É verdade, você é um cara incrível, inteligente, bonito, tem um brilhante futuro pela frente, mas o problema realmente é comigo.

– Então me diz qual é o problema, Emma.

– Talvez eu conte, e talvez não já que sou a garota mais fria, cruel, e insensível que existe nesse mundo.

– Não acredito, Amanda te falou sobre isso.

– Você nem imagina. — Falei revirando os olhos.

– Eu não quis dizer isso.. quer dizer, sabe, eu ainda estava em uma fase de superação e você me deixou realmente de coração partido, e não conseguia encontrar nenhuma outra definição para Emma Mclaren que não fossem estas três categorias.

– Tudo bem, eu te perdoo. — Eu disse sorrindo.

– E então, agora que estou perdoado, você poderia me contar o real motivo de você ter terminado comigo?

– Isso é um pouco constrangedor, e sem sentindo. Anos atrás, eu tive meu coração partido logo após minha primeira vez, e desde então, eu coloquei na minha cabeça que os caras só esperam dormir comigo pra poderem terminar o namoro e pra evitar essa humilhação, eu acabo terminando antes que eu me apegue ou saia magoada da história. Eu deixo antes que me deixem.

– Emma, eu nunca faria isso com você. Você é tipo a garota dos meus sonhos só que numa versão mil vezes melhor. Eu sei que você deve ter se magoado muito, eu entendo, de verdade, porque eu também tive meu coração partido, por ironia, esse alguém que partiu meu coração foi você. Mas, não deixe que isso acabe com sua vida, você merece ser feliz.

– É, eu sei James, mas eu não consigo, eu, sei lá.. eu.. — James foi se aproximando cada vez mais de mim, seus olhos verdes pareciam penetrar os meus, estávamos perto de nos beijar, quando eu ouvi aquela voz, aquela voz tão docemente suave e tão apaixonantemente sensual.

– Emma, o que está fazendo? — Aquela voz disse em um tom autoritário. Rapidamente me afastei de James, e nós dois olhamos espantados para a figura de Elliot que nos encarava.

– Quem é esse, Emma? — Elliot perguntou encarando James furioso.

– Esse é James, meu..

– Sou ex-namorado dela. E você, quem é? — James apresentou-se. Uma certa rivalidade foi declarada entre eles apenas com o olhar. Os dois pareciam se fuzilar com os olhos.

– Sou o atual namorado dela. O que você estava fazendo tão perto dela?

– Isso é verdade, Emma? — James perguntou voltando a olhar em meus olhos.

– Bom, eu.. sim eu estou saindo com ele, e.. — Falei toda sem jeito.

– Emma, porque você não me disse que estava namorando?

– James, me desculpe eu..

– Não precisa se desculpar, eu entendo. E de verdade, eu desejo toda a felicidade do mundo, pra você. E espero que você consiga superar aquilo. — Ele se aproximou de mim novamente, beijando minha testa. — A gente se vê. — Ele disse se despedindo. Elliot me encarava sem entender o que estava acontecendo.

– Emma, o que foi isso? — Ele perguntou bravo. Expressando.. ciúmes?

– Como assim o que foi isso? Você se atrasou e James apareceu e me fez companhia, só isso.

– Me desculpe, meus pais me prenderam em casa fazendo um monte de perguntas, e eu acabei pegando um trânsito horrível.

– Tudo bem, eu entendo. E então, você quer me dizer o porque de estarmos aqui nessa ponte?

– Sério? Você não reparou que só tem casais aqui? — Ele perguntou com uma de suas sobrancelhas arqueada.

– Sim, eu reparei, mas o que tem isso?

– E você não conhece a história dessa ponte?

– Não, eu deveria?

– Isso é ótimo, assim não estraga a surpresa por completo. — Ele segurou minha mão, e foi me guiando. Eu estava reconhecendo cada vez mais aquele lugar.

Segurando minha mão o tempo todo, chegamos quase no final da ponte, onde havia um parte da grade dominada por cadeados, foi aí que finalmente consegui lembrar, aquela ponte era a famosa ponte dos apaixonados, onde casais colocam cadeados na grade que os impedem de cair, feito isso, jogam a chave fora.

– O que você planeja, Elliot? — Perguntei ao ver aquela quantidade absurda de cadeados na grade, todos com nomes e datas gravadas.

– No nosso último encontro você disse que não confiava em mim. Eu não quis encontrar você enquanto eu não tivesse uma ideia que fizesse você mudar sua opinião sobre mim. E então eu lembrei desse lugar, e eu juro, Emma, eu nunca trouxe nenhuma garota aqui, porque eu realmente acredito nessa lenda, e se for pra me prender á alguém, eu quero que esse alguém seja você. — Ele disse olhando em meus olhos. Eu sorri em troca de seu belo discurso. Ele tirou um cadeado preteado de seu bolso, no cadeado estava gravado as iniciais de nosso nome dentro de um enorme coração.

– Elliot, você não acha isso um pouco precipitado? — Perguntei.

– Não. Eu sei que você é a garota certa pra mim. Eu nunca senti isso por ninguém antes.

– Tem certeza de que quer fazer isso? — Insisti.

– Absoluta. — Ele respondeu se agachando, e eu o fiz o mesmo apesar de saber da burrada que ele estava prestes a fazer. Ele abriu o cadeado, e o prendeu na grade em um espaço que encontrou, fechando-o novamente. Em seguida, ele se levantou, e segurando minha mão, jogou a chave para longe, longe o suficiente pra saber que nunca mais encontraríamos aquela chave.

– Estou preso à você agora, Emma Mclaren. — Ele disse ainda segurando minha mão.

– Droga, vou ter que te aturar. — Eu sorri logo em seguida.

– Sim, você vai. — Ele disse mostrou o que tem de melhor: o sorriso.

Jantamos em um restaurante japonês, o que acabou sendo algo engraçado, Elliot não sabia comer com hashi, e acabou deixando sushi cair em sua roupa. Caminhamos na rua quase deserta e estrelada, e ouvimos uma canção de amor de um cantor de rua. No fim, foi uma noite romantica. Já em seu carro, ele resolveu estragar tudo começando a perguntar sobre James.

– Então você e seu ex.. vocês são amigos? — Ele perguntou indiscreto.

– Não, eu e ele só..

– Eu não sabia que dava pra continuar a amizade com ex. — Ele me interrompeu.

– Elliot, não começa, por favor.

– Emma, eu vi, vocês só não se beijaram porque eu cheguei na hora. — Ele falou ainda concentrado no volante, evitando olhar em meus olhos, como ele sempre faz. Eu evitei responder a observação dele, já que era verdade e eu não sabia o que dizer, mas ele insistia em continuar com esse assunto.

– O que nós temos, Emma? — Ele perguntou sério.

– Como assim o que temos?

– O que sou pra você?

– Elliot, para com essas perguntas. — Eu disse gritando, ficando estressada com seu questionário.

– Eu não estou fazendo isso porque quero, Emma. — Ele disse estacionando o carro frente à minha casa, como de costume. — Eu só quero saber se significo algo pra você. — Ele perguntou assim que estacionou, voltando a me encarar, esperando por uma resposta como uma criança espera por uma torta de chocolate.

– Elliot, eu.. você.. você significa algo pra mim, e no momento eu não posso dizer o quê, mas significa. — Eu disse hesitando.

– Tudo bem. — Ele disse ainda sério. Abrindo o seu lado da porta, em seguida ele caminhou até o outro lado, abrindo o meu lado da porta. Me acompanhou até a porta sem dizer uma palavra. Dava para ouvir os grilos cantando e o vento soprando.

– Amanha é aniversário do meu pai, se me lembro bem, eu te falei sobre isso, não é mesmo? — Ele perguntou, cortando o silêncio constrangedor.

– Ah, sim, falou.

– E então, eu gostaria de te apresentar aos meus pais amanha. Minha mãe vai fazer um almoço em homenagem ao meu pai, e eu gostaria muito que você fosse.

– Seria um prazer, Elliot. — Eu sorri fraco.

– Perfeito. Amanhã as onze eu venho te buscar, tudo bem? — Ele disse voltando a sorrir animado, como antes da pequena discussão.

– Tudo bem. Boa noite, até amanhã. — Eu disse beijando sua bochecha em seguida. Ele sorriu como resposta desejando uma boa noite. Voltou para seu porsche vermelho, e seguiu seu caminho.

Abri a porta com pressa, queria pensar e repensar. Aquela foi a gota d'água, eu não sabia mais o que pensar, ou sentir. Joguei a bolsa em um lugar qualquer e subi as escadas correndo. Ao chegar no quarto, me deparei com Caitlin jogada em minha cama lendo uma das edições da Vogue.

– Caitlin? O que faz aqui? — Perguntei surpresa ao vê-la.

– Ué, eu não falei que estaria aqui em breve? Estou aqui desde as nove horas, Eunice me contou com o olhar que você foi a um encontro, então resolvi esperar por você aqui. — Ela disse fachando a revista, sentando-se adequadamente sobre a cama.

– Que ótimo, eu estava precisando de você, estava precisando muito de você. — Eu disse enquanto tirava os saltos. Caminhei até a cama, me jogando confortavelmente ao lado de Caitlin.

– Deixa eu adivinhar, o problema é o tal do Elliot? — Ele perguntou me encarando séria.

– Exato. Eu não sei o que eu sinto por ele, não sei se é coisa do momento, ou se eu estou gostando dele ou coisa do tipo. Eu preciso de ajuda. — Eu falava desesperada por respostas.

– Então você está dizendo que pode estar gostando do Elliot? — Ela perguntou com aquele seu ar de psicologa, era percebível quando ela fazia aquilo. Hora estava agindo normalmente, como uma garota de vinte e dois anos qualquer, noutra estava agindo como se fosse psicologa há anos.

– Não, quer dizer, é. Eu não sei, Caitlin. Eu não posso, é complicado, eu não posso jogar fora o emprego dos meus sonhos por um desleixo qualquer.

– Tem certeza que ele é um desleixo qualquer e que você não está gostando dele? — Ela disse me encarando, como ela sempre faz quando está dando concelhos.

– Acho que..

– Você "acha que"? Emma, você não pode achar, você tem que ter certeza. Olha, eu estou no meu último ano da faculdade, foram quatro anos estudando psicologia, e se tem uma coisa que eu entendo, é a mente humana. E estou dizendo como amiga, e como profissional, você está apaixonada pelo Elliot, e pra piorar a situação está dividia entre o ele e o emprego de seus sonhos. — Ela falou de uma vez. — Emma, concelho de amiga, você tem que escolher logo um antes que perca os dois.

– Eu sei, Caitlin. Mas não é só isso de estar dividida, também tem essa coisa nele que me lembra o Luke. Eu não conseguiria manter um relacionamento com alguém que me lembra o Luke. — Desabafei.

– Como assim "essa coisa nele que me lembra o Luke"? — Ela perguntou arregalando os olhos. Caitlin dividia o ódio que eu sentia pelo Luke, era quase que uma competição de ódio, mas nessa competição, eu ganhava.

– Sei lá, alguma coisa nele me lembra o Luke, e isso não é legal.

– Emma, outro concelho, você precisa superar isso, já faz seis anos, não deixa que isso acabe com sua vida, você merece ser feliz.

– É, acho que você tem razão. O que seria de mim sem você? — Eu disse abraçando-a.

– Uma perfeita bagunça. — Ela respondeu me apertando.

– Mas eu ainda estou em dúvida. É o emprego que eu sempre sonhei, o emprego que estou batalhando pra conseguir.

– Emma, escolhe o que você acha que vai te fazer mais feliz. — Caitlin disse com aquele seu ar de psicologa bem sucedida.

– Nossa, agora eu vou conseguir dormir em paz. — Eu disse irônica.

– Idiota! — Ela disse me acertando com o travesseiro.

O resto da noite não poderia ter sido mais confortante. A dúvida ainda me consumia, e eu não conseguia ter certeza sobre o que queria. E por incrível que pareça, consegui adormecer sem pensar nos problemas, com Caitlin ao meu lado me confortando.

Notas finais
Pois é, Emma. As vezes a vida nos obriga a fazer essas escolhas difíceis, mas eu sei que você vai sair dessa. Enfim, o próximo capítulo está super emocionante. Até logo. xoxo, YC