How To Be The Princess of England
8 How NOT to reveal that your friend is lesbian
Notas iniciais
Olhei pra baixo, sentindo meu rosto ficar vermelho, muito vermelho, mas muito vermelho mesmo.
— Desculpa, não queria deixa-la corada senhorita Rhondes. – ele sorriu, vitorioso.
— Palhaço. – levantei, e sai andando, mas ele veio atrás.
— Já viu um palhaço? – perguntou, sorrindo.
— Meu vizinho era um palhaço.
— Mentira? Já li sobre palhaços, mas nunca vi um. São engraçados?
— As crianças acham. Eu acho... Assustador.
— Tem medo de palhaços? Como convivia com seu vizinho?
— Não convivia. – ri. –Saia de casa mais cedo pra não ter que encontra-lo varrendo a calçada vestido com aquela roupa ridícula. – cruzei os braços, me sentando num banco do pátio. Estávamos distantes de todos que desenhavam seus carros alegremente.
— Você trabalhava?
— Sim, numa cafeteria como garçonete. Não foi por muito tempo, depois que... Minha mãe morreu. – ele abriu a boca pra dizer “Sinto muito” mas interrompi. – Tudo bem, não precisa. Era legal trabalhar lá.
— Então você faz café? – ele deu um um sorriso pequeno e enigmático. Fiz uma cara confusa.
— Sim...?
— Oh, vem comigo. – ele me puxou pela mão.
(...)
Estava cansada de ser puxada pelo imenso castelo que parecia não ter fim.
— Ei, dá pra falar onde estamos indo? – pedi.
— Espera. – ele sorriu.
— Eu sei andar sem você me puxar. – tirei minha mão da dele, e o segui. Entramos na sala de jantar, e no fundo dela, tinha uma porta de onde sempre saiam os cozinheiros trazendo a comida. – Ah, você quer café então?
— Hum... – ele sorriu, avançando pela cozinha.
Tinham 3 mulheres lá, uma delas era Andy.
— Majestades. – elas fizeram uma reverência.
— Posso ajudar? – Uma senhora nos perguntou.
— Ah, ela vai fazer um café pra mim.
— Eu vou fazer um café pra ele.
— Bem vamos deixa-los. – Andy fez sinal pras duas, e antes de sair me deu uma cotoveladinha. Revirei os olhos, e fui até a pia.
— O que acha de me ensinar a cozinhar? – ele sorriu. Suspirei.
— Certo. O que quer fazer? – ele olhou pro grosso livro de receitas no balcão. Fui até o livro e o abri, o fazendo vir até mim. – O que acha de... Strogonoff?
— São 14:35...
— Hum, é. Bolo?
— Bolo? – ele arqueou uma sobrancelha.
— Nunca provou meu bolo. Pega farinha, 3 ovos, leite...
— Olha, eu sou um desastre na cozinha. – falou, cruzando os braços.
— Não deve ser tanto.
(...)
— Você é um desastre!
— Eu disse! – ele riu.
— Pega uma vassoura e se livra de toda essa farinha. – falei, irritada.
— Você fica estressada fácil. Leva a vida a sério demais e desmorona. – falou, pegando a vassoura.
— Não gosto de filosofia.
— Nossa, eu sou um filosofo. E olha o que eu faço com pessoas que não gostam de mim... – ele pegou um ovo e tacou na minha cara, antes que eu pudesse desviar.
— Seu... – fechei o punho com força. – Não tem graça Andrew. – peguei um pano e limpei meu rosto.
— Ah, não vai rolar nenhuma briga de comida?
— Você não queria café? – empurrei a xícara pra ele. Ele se sentou no banco alto da mesa no centro, e pegou a xícara, em quanto eu terminava de me limpar.
— Opa, isso é cheiro de... – Um dos amigos de Andrew entrou. Acho que é o da França...
— Eron! – ele sorriu, colocando a xícara na boca. – Você chegou a tempo de provar o melhor café que você vai beber na vida.
— O que estão fazendo aqui? – Eron perguntou.
— Café, meu amigo.
— Também fiz bolo.
— Bolo? De quê?
— Chocolate.
— Talvez... Eu queria um pedaço. – ele se sentou na frente de Andrew.
— Ta no forno. – falei.
— Eron? – Uma voz fina chamou. – Eron por qu...? – Am, eu não faço ideia de que nação essa tia é...
— Hlenah. – O cara asiático, Kiro Pequim, se não me engano, entrou a seguindo. Hlenah Dublin... Duquesa da Irlanda. – Que diabos?
— Isso é cheiro de café? – Hlenah perguntou.
— É. Emily fez café. – Eron respondeu.
Abaixei a cabeça, com vergonha.
Todos sentaram na mesa, conversando animadamente, em quanto eu tentava memorizar os nomes de todos.
— Emily? – Wanda entrou junto com Anne. – Andy disse que estava aqui...
— Olá. – Hlenah falou. – Sou Hlenah, e a Emily fez café, sentem-se conosco. – ela sorriu, simpática.
— Obrigada. – Anne sorriu, se sentando do lado de Kiro.
— Eai. – ele piscou pra ela.
— Oi. – servi café pra Anne e Wanda ao meu lado.
Tirei o bolo do forno, e todos devoraram e me encheram de elogios. Nem sabia que cozinhava tão bem. Depois Andrew sugeriu de brincarmos de verdade e desafio. A garrafa foi girada, e saiu em Andrew pergunta pra Hlenah.
— Verdade, sempre gosto da verdade. – ela sorriu.
— Hum... Você já machucou alguém?
— Oh, não mesmo! AH, espera, sim. – ela abaixou a cabeça. – Pisei numa formiga bem grande quando tinha 5 anos.
— Ah, qual é. – Kiro reclamou. – Você deveria ter adivinhado que ela não faz mal a nem a uma formiga.
— EU MATEI ELA! – Ela começou a chorar, fazendo Andrew me olhar rindo.
“Bem vindo ao circo da realiza, princesa”
Depois de acalmarmos ela, voltamos.
Anne pergunta pra Wanda.
— Você já beijou uma garota? – perguntou, cruzando as pernas. OH GOD.
— E se já? – ela disse. Deu pra ver seu nervosismo.
— Oh, isso é um sim.
— Ela é lésbic... – tapei minha boca com força. Todos me olharam.
— Mentira? – Kiro sorriu. – Que maneiro. Eu também sou lésbica! Gosto de garotas! Olha que crime!
— Cala a boca Kiro. – Andrew pediu.
— Não há por que se envergonhar. – Hlenah sorriu. – Toda forma de vida deve ser respeitada!
— Tô ligada. Acho que o único que tinha vergonha era ele. – apontou pra Kiro, fazendo todos rirem.
— Jason sabe? – Eron perguntou.
— Sei do que? – ele entrou na sala. – Isso é verdade e desafio? Vocês tem quantos anos? 13?
— Ah cara, senta aí, sei que você quer jogar. – Eron pediu.
— Só por que você pediu meu lindo. – ele sentou do lado de Wanda. – E sei do que?
— Que... Kiro é lesbica! – gritei.
— Nossa, achei que ele fosse gay. – Jason fez todos rirem. Parece que ele engoliu.
Girei, e caiu em Andrew perguntando a Jason.
— Isso vai ser lindo. – Hlenah começou a comer a pipoca que nem sei de onde ela tirou. Olhamos pra ela. – Que foi? Sou da paz e amor mas gosto de uma tretinha básica.
— Vejamos. Você já amou alguém que não fosse você mesmo?
— Você já defendeu alguém que ama com as próprias mãos? Ou mandou alguém fazer isso pro você, como sempre faz?
— Ah, você quer lembrar sétima série? Jura? Achei que tinha superado isso.
Opa, o que aconteceu na sétima série?
— Quer resolver do jeito do Hugo?
— Eita. – Kiro fez uma cara assustada.Algo me diz que ele sabe do que está acontecendo.
— Vem. Quem sabe você enfrenta dessa vez? – Andrew levantou, levando Jason a fazer o mesmo.
— Ei. – Levantei. — Vocês vão responder as perguntas, pra acabarmos logo com isso, ou vão se pegar na porrada como garotos de 12 anos? – Todos me olharam. – Sentem, por favor.
Eles obedeceram com raiva irradiando pelos olhos.
Anne girou a garrafa, e ela parou em Kiro perguntando pra mim. Gelei.
— Oh, Emily. – ele fez uma cara exagerada e maliciosa. – Verdade ou desafio?
— Ah... Morrer. – eles riram.
— Vou considerar isso como desafio.
— Ei. – Eron. – Pega leve.
— Uhum. – ele sorriu novamente. – Beija o Andrew.
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