How To Be The Princess of England
12 How NOT to blow the eardrums
Notas iniciais
— Emily. — Me virei e vi Jason vindo até mim.
— Oi, Jas.
— O que aconteceu com a Wanda? — ele perguntou preocupado. — Hlenah me chamou, e disse que ela estava trancada chorando no quarto.
— Ela quer ficar sozinha. — Olhei pra baixo.
— Certo, por que parece que todos sabem de algo, menos eu?
— Ela contou antes de você entrar no verdade é desafio...
— Diga o que é.
— Você vai manda-la pra casa.
— Eu só que o ajuda-la. O que quer que seja, não vou mandar ela pra casa, por você.
— Jura?
— Sim.
— Ela é Lésbica, e a namorada dela morreu.
— Oh... — Jason fechou a boca, espantado. — Mas que coisa, achei que ia dizer que ela tinha um terceiro braço, ou coisas assim. Mas que pena. Não consigo imaginar como ela está se sentindo.
— É.
— Hlenah sabe? — Assenti. — Então ela resolve, ela é um amor de pessoa.
— Mas ela já deve estar lá em baixo, pro baile de despedida. Vou lá em cima, falar com ela.
(...)
Wanda pediu encarecidamente pra mim sair, e realmente deixa-la sozinha, e insistiu que ficaria bem.
Então achei melhor ouvi-la.
O baile já estava rolando lá em baixo, e eu vim me arrumar.
Escolhi um vestido bem lacrador. Fiz um penteado, passei um batom vermelho e calcei um tênis vermelho.
Por que tudo isso? Eu não sei...
Desci, e entrei no salão de festas.
Todos já estavam lá, conversando, rindo e comendo. Andrew tinha uma garrafa na boca, e quase a jogou no chão quando do me viu, me fazendo sorrir.

— Wow. Você está quase tão linda quando eu. — ele me deu um beijo na testa.
— Nossa, na próxima tento ficar mais parecida com você. — ele sorriu.
— E Wanda?
— Não desceu. — Olhei em volta.
Jason conversava com Dakota, Anne e Georgia. Queria falar com ele, mas os animais envolta me impediam. Então fiquei ali com Andrew.
— Emily, você tem que ter cuidado com Dakota e Georgia.
— Eu não tenho medo.
— Me prometa.
— Tudo bem — arqueei uma sobrancelha.
— Se alguma coisa acontecesse com você, eu... — ele suspirou.
— Eu vou ficar bem. — Segurei sua mão. — Você já colocou muito medo na Dakota, relaxa. — ele riu.
— Emily? — Meu sangue gelou, gelou muito...
— Rainha — fiz una reverência, assim como Andrew.
— Posso rouba-la por um momento?
— Toda sua. — ele sorriu, e piscou pra mim. A acompanhei pra longe dele.
— O que que tá rolando? – ela sorriu maniacamente.
— A-Ah, rolando? – respondi nervosa.
— Entre você e Jason... Sabe, eu vi...
— Am, eu, bem... Ele me beijou mas...
— Eu sou a sogra mais sortuda do mundo! — sorri, completamente nervosa. — Acha que ele vai te escolher? Ah, claro que sim, não tem nenhuma chance dele escolher aquela senhorita Northwest... Nem a Anne que perdeu um parafuso, e ainda acho que Wanda é Lésbica... Enfim, você vai casar com ele, certo?
Procurei os olhos de Jason, que estava distante atrás de Briana, me olhando. Pedi socorro com os olhos, mas ele apenas riu, e assentiu. Vou entender isso como um "Diz que vamos casar de uma vez"
— Sim...? — Falei.
— Ai meu Deus, que alívio. Sério, eu estou muito aliviada que minha nora vai ser você!
— Eu também estou animada para ser sua norinha... — ri, entrando na brincadeira.
— Estou muito feliz. — ela sorriu. — Ah, Jason é alérgico a camarão. Muito. Você tem que saber isso antes de casar com ele!
— Ah.
— Bem, vou até meu marido que não se alimenta sem mim. — ela tocou meu ombro e saiu andando.
Corri até Jason.
— Meu Deus. — ele ficou rindo da minha cara, enquanto eu o encarava com raiva. — Okay, vou parar... — É começou novamente. — Você tinha que ver sua cara! Era tipo "Aí Jas, me ajuda, sua mãe perdeu um parafuso!" — e voltou a rir.
— Me chame quando acabar. — fiz menção em sair andando, mas ele me impediu.
— Certo, acabei. O que você disse?
— Disse que VOCÊ me beijou, e ela perguntou se eu iria casar com você se você me escolhesse, então eu disse que sim... Aí ela veio com um papo doido sobre sogras... Enfim.
— Okay, foi tudo bem. Sei que ela vai me interrogar depois, então já sei o que falar. — Assenti. — Pode voltar pro seu garotinho. — ele falou, parando de sorrir.
— Isso é ciúmes Jason? – cruzei os braços.
— Hã. – ele me olhou. – Eu tenho cara de quem tem ciúmes?
— Se eu disser que tem, você vai ficar bravo?
— Você não me conhece. – ele colocou as mãos na cintura.
— Você não me conta nada sobre você. Só sei que você é um arrogante que tem problemas no relacionamento com sigo mesmo.
— As vezes eu termino comigo mesmo, pra ficar interessante. – ele deu de ombros.
— Acho que você tem medo de falar sobre você. – ele me olhou em silêncio por alguns instantes.
— Eu não tenho medo de nada. – ele diz sério.
— Todo mundo tem medo de alguma coisa. – ele me encara por um tempo, nivelando o olhar entre meus olhos e minha boca.
— Eu não. – ele sorri, e morde o lábio. – Posso te agarrar aqui na frente de todo mundo?
— Não mesmo. – sorri, cruzando os braços.
— Então aqui um fato sobre mim: eu gosto de te beijar. – ele foi andando até a mesa onde se encontrava uma jarra de ponche.
— Isso eu sei. – Me encostei na mesa. – Me conta algo que eu não saiba.
Começou a tocar uma música lenta, e as luzes apararam, dando lugar a coloridas. Todos que estavam ali foram pro centro das luzes, e começaram a dançar.
— Quer dançar? – ele pergunta.
— Não sei dançar. — dou um sorriso amarelo.
— Eu ensino. – ele para de sorrir, e me oferece a mão.
EU LITERALMENTE NÃO SEI O QUE FAZER, MAS TUDO BEM.
Seguro sua mão, e ele me puxa pro meio das pessoas. Fico parada, estática, enquanto ele segura minhas duas mãos, e as coloca sobre seus ombros, passando por sua nuca. Devagar, ele posiciona as mãos em minha cintura, e começa a balançar ao som da música.
— Relaxa. Você parece um cubo de gelo quando está nervosa.
— Cubo de gelo...
— É sério, você tá muito gelada. – ele sorri. Observo seus olhos extremamente azuis. É quando ele me olha desse jeito, começo a viajar na imensidão azul...
— Um fato sobre mim: estou quase sempre gelada. Agora você.
— Am... – Jason fechou um dos olhos. – Eu tenho um caderno de anotações.
— E anota o que?
— As pessoas a minha volta.
— E eu posso ver?
— Não. Sua vez.
— Tenho um caderno de desenhos.
— Eu sei disso. Aquela vez que você trombou em mim no jardim, eu vi.
— Bem, tenho medo de palhaços. – ele sorri.
— Já sei minha fantasia na próxima festa a fantasia. – revirei os olhos rindo. — Eu gosto de fotografar as pessoas pra fazer par com as anotações. Colo tudo numa das paredes do meu quarto. – sorri.
— Posso ver as fotos pelo menos?
— As fotos pode. Sua vez.
— Tem uma frase no meu colar em um idioma que não faço ideia de onde vem. Meu pai também não sabia. Então passei muito tempo procurando isso.
— Isso não é bem um fato sobre você. Mas tudo bem. – ele respirou fundo. – Eu não sou calmo. Sou uma pilha de nervos durante 24 horas por dia. Eu não consigo ficar parado, e sou muito ansioso. As vezes chega a doer. Minhas preocupações de futuro rei me deixam louco, e as vezes eu tenho a impressão de que vou explodir. Mas eu tento o máximo possível parecer calmo. Eu tenho que ser. Sou um exemplo, serei um líder.
Dei um sorriso triste.
— E você quer comandar o país sozinho. Por que sabe que se apaixonar na conseguirá se conter.
Ele me olhou.
— Acho melhor você dançar com as outras garotas. Elas estão me fuzilando com os olhos. Pelo menos Dakota e Georgia.
— Tudo bem. – ele respirou fundo. – Não conte a ninguém que não sou perfeito. – ele piscou pra mim. Sorri.- Obrigada por me ensinar a dançar.
— Quando quiser. – e saiu andando.
Minhas opções de amigos eram uma Wanda de coração partido, ou um Andrew adorável.
Olhei pra entrada do salão, e vi Wanda.
Ela tinha os braços envolvendo o corpo, e estava com um vestido amarelo e diferente do que estava antes, mas não tinha as joias nem a maquiagem que gostava de usar. Droga, eu tinha que falar com ela. Ela precisa de alguém.
Comecei a andar até ela, mas Hlenah foi primeiro.
OPA, VAMOS DEIXAR O AMOR ROLAR.
Me sentei numa cadeira atrás de uma mesa redonda e vazia, me escondendo atrás de uma planta de enfeite, as observando.
Hlenah sorriu, e disse algo que fez Wanda rir.
Hlenah pegou ponche pras duas, e começaram a observar o ambiente.
— Está brincando de 007? – Eron se sentou do meu lado.
— Aham. Você chegou perto. – voltei a prestar atenção nas duas.
— O que você tá olhando?
— Você é míope por acaso? – sorri.
Ele franziu a testa, e olhou pra frente.
— Não to ent... Ah. Hlenah e Wanda. – ele parou de sorrir. O olhei, confusa. – Am, aconteceu algo com Wanda?
— A namorada dela morreu ontem. – falei, triste.
— Nossa. Ah, sim, namoradA. – ele deu um sorriso triste.
— Hum... – Resolvi não comentar. – Tem alguma chance da Hlenah ser lésbica? – sorri.
— Não, não mesmo, quer dizer, talvez, não pera... Ela já teve um namorado, eu acho, é, não.
O olhei com as sobrancelhas erguidas.
— Quer me contar alguma coisa? – ele suspirou, e apoiou a cabeça nas mãos, as observando.
Agora eu saquei. Tudinho. Gente.
— Você gosta dela... – Ele bufou e suspirou.
— Tá tão óbvio?
— Sim. Mas a Wanda é completamente lésbica.
— O que? Eu não gosta da Wa... Eu to falando da Hlenah!
— Ahhhh. Faz mais sentido. – sorri.
— Não conta pra ninguém.
— Tudo bem, minha boca é um túmulo. – sorri.
Até que Hlenah estendeu a mão pra Wanda, que sorriu, e aceitou.
Oh Eron tampa os olhos.
As duas foram pro meio da pista de dança, e começaram a dançar como as outras pessoas.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Se controle, por Eron.
Podia levantar suspeitas pro rei. Talvez pra rainha também, mas sinto que ela gosta tanto de Wanda que não ligaria se ela fosse um homem na ERMI do Jason.
Aí o rei insistiria em manda-la embora, mas Jason prometeu, vai cumprir...
— Tss. Ela não deve gostar da Wanda desse jeito... Sério, é só uma hipótese da minha cabecinha burra...
— Tudo bem, Emily.
— Então, eu vou ali... Plantar batatas...
— Pode ir plantar batatas, sua péssima mentirosa. – sorri, e sai andando rápido, olhando pros lados. As perdi de vista, drog...
Trombei com alguém bem musculoso, e fui praticamente arremessada contra a mesa.
— Ai!
— Emily, desculpa – Vi que era Andrew, meu arremeçador.
— Não foi culpa sua, estava distraída.
— Se machucou? – ele tocou meu ombro, e senti uma fisgadinha.
— Um pouquinho – disse tocando meu ombro.
— Vou pegar gelo. – ele foi até um frigobar, e pegou um gelo e um guardanapo, e colocou no meu ombro.
Ele sorriu, mas parou quando um som ensurdecedor invadiu a caixa de som do lugar.
Larguei o gelo, e coloquei a mão nos ouvidos, assim como todos no lugar.
Eu me joguei no chão, sem aguentar a dor, gritando. Subitamente o som parou, me fazendo abrir os olhos, aliviada.
— Meu Deus...
— Você está bem? – Andrew colocou a mão nas minhas costas. O olhei, massageando os ouvidos.
— Claro... – me sentei, desorientada. – Onde a gente tá?
— Oi? – ele riu, dei um sorriso e abri os olhos.
— Minha cabeça tá doendo. O que foi isso? – ele deu de ombros, olhando pra Jason e o rei conversando com um homem, que apontava pras caixa de som descontroladamente. Jason revirou os olhos, e saiu andando, checando se as pessoas estavam bem.
Andrew me ajudou a levantar, e Jason veio até nós.
— Vocês estão bem?
— Sim, estamos, mas o que foi isso? – perguntei sussurrando.
— O técnico acha que foi uma falha no sistema...
Ele não pode continuar. Outro som começou a sair da caixa e som.
— NINGUÉM SAI DO CASTELO. NINGUÉM VAI VOLTAR PRA CASA. OU IREMOS BOMBARDEAR UM PAÍS DE NOSSA ESCOLHA.
A voz era alta e feminina. Mas era modificada por computador para dar um ar assustador a frase. O que funcionou, me assustou pra valer. Agarrei o braço de Andrew por impulso.
— NINGUÉM SAI DO CASTELO. NINGUÉM VAI VOLTAR PRA CASA. OU IREMOS BOMBARDEAR UM PAÍS DE NOSSA ESCOLHA.
A voz repetiu.
— EMILY RHONDES, SE ENTREGUE ANTES QUE MAIS ALGUÉM MORRA.
Arregalei os olhos, e no meio das pessoas que olharam pra mim, vi Dakota, com um olhar orgulhoso e braços cruzados. Desviei o olhar na mesma hora.
— Ei. – Andrew me chamou. Não dei ouvidos, continuei olhando pro chão.
— EMILY RHONDES, SE ENTREGUE ANTES QUE MAIS ALGUÉM MORR...
Alguém desconectou os cabos, interrompendo a fala.
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