How To Be The Princess of England
7 How NOT to Decorate a car: making him look a circus
Notas iniciais
O que eu podia esperar dele? Decência humana? É, o mínimo que ele podia ter feito era guardar esse pensamento pra ele.
Perdi completamente a fome, então não desci para o jantar que já deve estar acabando.
Achei que ele se preocupava comigo.
Mas pelo visto não.
Acho que sou apenas o plano perfeito.
O que devia esperar de Jason Londres?
Viu, nunca mais chego cedo em lugar nenhum.
Ouvi 3 batidas na porta.
Deve ser Angie querendo perguntar se quero algo pra comer. Levantei e abri de bom grado.
Mas dei de cara com Jason.
— Desculpa, eu devia estar morta. — Ia fechar a porta nele, mas ele foi mais rápido e impediu com o pé.
— Por favor. — Respirei fundo. Talvez eu devesse falar o que estou segurando sobre esse ridículo mimado.
Larguei a porta, e me sentei rapidamente na cama. Ele entrou meio apreensivo, e permaneceu de pé na minha frente. — Eu nunca deixaria você morrer Emily.
— Claro que não, eu sou seu plano. — ele negou com a cabeça.
— Nem uma testa sem dor vale você morta. — Ele se agachou do meu lado, com uma das mãos no meu colo. — Eu não estava irritado com você, era com Andrew. Por ele ter sido mais eficiente que eu. Ele trouxe guardas pra te proteger, e eu nunca soquei ninguém. — ri pelo nariz, mas logo voltei a ser séria. — Não pensei no que eu disse, mas não é verdade. Eu engoli meu orgulho pra vir aqui...
— Imagino. — sorri. — Você pareceu sincero. E estou um pouco mal por estar aqui pensando em como iria atirar na sua cabeça depois. — ele riu.
— Então... Está com fome? — arqueei uma sobrancelha.
— O toque é em alguns minutos...
— Qual a parte de "Eu sou Jason Londres" não ficou clara pra você? — ri. — Venha. Quero te recompensar. — ele me fez ficar de pé, puxando minhas mãos.
(...)
Sempre que um guarda nos parava, ele dizia a mesma coisa: "É super urgente. Assuntos de príncipe."
E dava certo!
Ele me puxou até uma sala na qual nunca tinha entrado antes. Lá tinha um lustre enorme no teto, com uma mesa circular no centro, acompanhada por duas cadeiras. O teto era enfeitado com dezenas de pinturas de anjos, formando um paraíso desenhado. Uma grande janela na parede de frente para a porta estava aberta, revelando a noite estrelada que estava lá fora.
— É bonito né? Uma das minhas salas preferidas do castelo.
— Deixe-me adivinhar. Gosta de vir aqui ver as estrelas? — zombei. Ele não parecia o cara que "perdia tempo com estrelas".
— Não. Para comer escondido. — ri.
Ele puxou a cadeira pra mim sentar.
— ?
— Sei que você não tem frescurite de princesa. Só senta. — obedeci, o vendo sentar de frente pra mim. Ele puxou aquelas coisas redondas de metal, cujo eu não sei o nome, revelando... Uma coisa cinza.
— Que. Coisa. É. Essa.
— Escargot.
— E isso é de comer?
— Claro.
— O que é?
— É um prato francês... Come e te conto depois. — dei de ombros. Enfiei o garfo na concha, o que pra mim era estranho. Por que usavam uma concha de prato?
— Hum. Isso é bom! — ele sorriu, como se fosse acabar com minha alegria em alguns minutos.
— Aham.
Continuamos comendo, em quanto eu contava sobre minha casa no Sul. Não era algo muito interessante, mas pra ele era. Algo diferente de sua realidade.
— Acabei. Quer contar o que isso é?
— Não sei, acho melhor não.
— Por que? Você vai contar sim.
— É lesma.

— Que engraçado. Jason, fala logo o que é, eu estou ficando irritada.
— É lesma Emily. — Olhei pra ele Incrédula. Um sorriso foi crescendo no rosto dele, em quanto sentia as lesmas voltarem pra cima.
— Eu preciso vomitar.
(...)
Optei por um vestido rosa rodado e longo, com um tênis da mesma cor, com uma flor desenhada na lateral. Fiz uma trança embutida e passei um batom rosa.
Eu estava atrasada sim.
O que fez todas as pessoas já presentes direcionarem o olhar curioso a mim.
Me sentei entre Wanda e Andrew.
— Ta todo mundo me olhando.
— Lógico! Depois você vai me contar o que aconteceu.
— Eu não gosto que todos estejam... Sabe, olhando pra mim...
— Relaxa princesa. — Pediu Andrew.
Perdi meu olhar entre o prato de comida na minha frente. Olhei pra Jason, tentando buscar conforto, ou ajuda, porque ele tinha sempre pessoas olhando pra ele, devia saber como lidar com isso.
Ele piscou, e sorriu de canto, e voltou às atenções ao prato. Abaixei a cabeça. Por algum motivo, senti meu rosto ficar quente. Droga, eu estava toda corada. Mas então percebi que a rainha sorria, e que ela viu a ceninha. Ótimo...
— Peço a atenção de todos. — O rei se levantou, e limpou a garganta. — Como todos vocês sabem, recebemos uma visita indesejada no castelo. Uma rebelde infiltrada. Mas quero que fiquem tranquilos, nós estamos cogitando a possibilidade de vocês irem para casa, e voltarem apenas no dia da paz. — Andrew levantou a mão. — Sim, príncipe Andrew.
— Não quero ir. Nossa opinião também conta, não é? — O rei assentiu. — Então eu não quero ir. Mostrar pra elas que estou com medo? Não obrigado. — dei um pequeno sorriso. A possibilidade dele ir, me fazia... Ficar mal.
— Bem... Alguém mais pensa como Andrew? — O asiático se levantou num impulso, fazendo George, e todos os outros se levantarem assentiu os poucos. Todos olharam pra Georgia, que era a única sentada.
— Okay, okay. — ela se levantou.
— A coragem de todos vocês é perceptível. Mas quero que saibam que podem estar correndo riscos. Mas é claro que teremos uma drástica modificação na segurança...
(E ele começou a falar sobre isso.)
(...)
Jason contou a todos sobre os acontecimentos no labirinto. Éramos "lendas" agora. Mas duraria pouco, logo esqueceriam de tudo isso.
Bem, nesse momento estávamos reunidos com o estilista francês que esqueci o nome, por que não falo francês.
Os 15 gigantes carros alegóricos de ferro estavam enfileirados no pátio onde o desfile aconteceria. Várias pessoas corriam para todos os lados, ajudando e servindo os membros da realeza que tentavam desenhar os carros alegóricos, alguns sozinhos.
Eu estava tendo a ajuda de Jason, Wanda e Anne, já que Dakota e Georgia ficavam de papinho ao invés de ajudar, o que acho que é bom, pois ela deve ser bem mandona e convencida.
— Certo, alguém aí sabe desenhar? – Jason perguntou.
— Sei desenhar um boneco de palitinhos. – Sorri, o que fez Jason rir.
— Também não sei. – Anne disse, nervosa por não ter assunto.
— Eu sei uma pessoa que desenha. – disse.
— Quem?
— Esperem. – pedi, indo pra longe deles. Avistei quem eu queria ajudando a espalhar garrafas de água pela mesa. – Angieeeee! – gritei.
— Sim majes... Emily.
— Eu preciso das suas habilidades de desenho.
— M-Mas eu sei desenhar vestidos... Não... Carros alegóricos...
— Mas estamos desesperados e só sabemos desenhar bonequinhos de palito.
— Certo. – puxei seu braço até nosso carro.
— Majestade, senhorita Anne. – os cumprimentou.
— Angie, não é? – Jason sorriu.
— Sim majestade. – ela corou um pouco.
— Bem, você desenha?
— Vestidos.
— Acho que serve. – ele deu um bloco pra ela, que se sentou na mesa.
— O que devo desenhar?
— Uns babados em baixo. Com as cores da bandeira. – Anne sugeriu. Angie desenhou um paralelepípedo não muito grande, e fez os babados de lápis.
— Podia ser tipo um bolo, ter uns 3 ou 4 andares. – Falei.
— Li sobre um grande relógio no centro de Londres. Ele era enorme, mas foi destruído na guerra. – Jason.
— O Big Ben. – sorri. – Que tal um enorme no topo?
— Que tal um bule de chá bem grandão? – Wanda falou. Sorri.
— O último andar pode portar os símbolos do país, então.
— O Big Ben, chaleiras, Cabines telefônicas, guardas com aqueles chapeis grandes, como antigamente, ônibus vermelhos de 2 andares, gelo seco, pra simular a névoa, cercados por uma grande coroa com rosas de Tudor. – Falei, por impulso.
— Você é boa em história. – ele sorriu.
— Só um pouco.
— Bem, o que acham? – Angie perguntou, nos mostramos.
Meu queixo caiu.
Ela desenha muito bem! Do jeito que imaginamos, estava lá, desenhado e lindinho.
— Nossa. Muito bom, Angie! – falou Jason.
— É. – Wanda concordou.
— Obrigada. E os outros 3 andares?
— Podia ser um pra cada país que faz parte do reino unido. – sugeri.
— É. Afinal, o carro é do reino unido. No terceiro andar, podia estar a Irlanda do Norte. – Jason falou.
Anne gostava da Irlanda, então saiu sugerindo várias coisas. Como não era o topo, pensamos em contornar o quadrado com os símbolos nacionais. Vários duendes de verde, atrás de um grande arco íris, no meio de um campo verde de flores, mas principalmente trevos de quatro folhas.
No terceiro andar, sugerimos estar a Escócia. Anne novamente se empolgou e gritou;
— MONSTRO DO LAGO NESSSS!
E foi o que fizemos. Um grande monstro do lago ness, azul e escamoso, com ovelhas e verdade num cercado, gaitas de foles, e algumas pessoas as tocando, vestidas de saias xadrezes. Ah, e um unicórnio de coroa ao lado do monstro.
No primeiro, estava o país de Gales, com cabras, mulheres de saias, flores amarelas, um dragão vermelho e uma grande harpa.
— Isso ficou uma bagunça. – Jason disse, por fim. – Vai dar muito trabalho.
— Não está uma bagunça. Duvido que já tenham feito algo assim antes. Meu primeiro ano, vai ser inesquecível querido. – Falei.
— Vai ficar lindo mesmo. – Angie disse.
— Muito bem então. E as roupas?
— Isso é minha especialidade. – Angie.
Resolvemos que Jason ia usar vermelho, Georgia e eu, branco. Já Dakota usaria azul, assim como Wanda, e Anne verde pra combinar com a Irlanda.
Georgia ia ficar no primeiro andar, com Gales, pois não gostava de altura.
Dakota e Wanda de azul, com Escócia.
Anne verde, com a Irlanda no terceiro andar.
Eu de branco e Jason de vermelho, com a Inglaterra.
— Pronto.
(...)
Fui ver como Andrew e George se saiam.
— Precisam de uma tradutora?
— Graças a Deus. – Anrew sorriu. – O que é Bier?
— Cerveja.
— Aaah! Bem, obrigado. Resolvemos fazer 3 andares. Já entendi pretzels, sanfonas e churrasco.
— Fußball
— Futebol.
— É, boa.
—Tiroler Hut. – George sorriu.
— Chapéu Tirolês. O que é isso?
— É aquele chapeuzinho lá. – Andrew respondeu.
— Ata. – olhei pra folha que ele desenhava.
— Isso tá lindo. – apontei pra folha.
— Você também. – ele sorriu.
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