How It Ends

2 02. - A Rival


Notas iniciais
Mais um capítulo quentinho pra vocês! Não se esqueçam gente, Meridia e Rilian não são irmãos de verdade, portanto a fic não se trata exatamente de um incesto! Não deixem de comentar, obrigada! Beijos

Com a chegada do anoitecer as cozinheiras do palácio se prepararam para servir aos seus reis com um excelente banquete que foi posto a mesa exatamente as sete, como ordenado pelo rei. Caspian sentara-se a cabeceira da mesa, seguido por sua amada rainha Annabeth que estava a sua esquerda logo a frente de seu estimado filho Rilian, que por sua vez a sua direita tinha como companhia sua irmã Isabelle, ou carinhosamente chamada de Izzy, a frente desta encontrava-se Meridia e ao lado da mesma Adelaine, e a sua frente a divertida filha de Pedro, Samire. Os demais por não se encontrarem presentes no palácio, não compareceram à mesa como de costume, mas o jantar seguiu como sempre animado entre os presentes. Os diálogos seguiram com muito humor e animação até que o rumo da conversa fosse destinado à filha de criação do casal real, mais especificamente sobre o possível futuro noivo da moça, que ao ouvir o nome citado por sua rainha imediatamente dirigiu seu olhar ao irmão que franziu o cenho insatisfeito com a novidade.

– Adrian? – se manifestou Rilian em tom indignado. – Não podem estar falando sério. – ele largou abruptamente seus talheres sobre o prato de porcelana.

– Desculpe querido, não entendo seu tom. – repreendeu a rainha. – Adrian é um dos mais cobiçados príncipes ainda solteiros de Nárnia, um excelente rapaz, muito bem educado, conhecedor de muitos territórios, e um nobre não apenas no nome, mas também em suas refinadas atitudes.

– E também é um gato... – murmurou Adelaine com um sorriso faceiro, mas logo recebeu um olhar repressor do irmão e o desfez baixando o rosto sobre seu prato.

– Perfeito! – continuou o rapaz em tom cínico. – Porque não casamos Adelaine com o tal Adrian... – ele pronunciou o nome com desdém. – Já que ela parece interessada.

– Rilian. – reprendeu Caspian.

– Não, é sério! – Rilian prosseguiu ignorando o olhar sério do pai.

– Rilian, Adelaine ainda não tem dezoito anos e Adrian não está interessado em uma criança... – prosseguiu a rainha enquanto segurava um guardanapo azul com o emblema real bordado no tecido.

– Eu não sou criança. – reclamou a garota Adelaine franzindo o cenho.

– Quieta Adelaine. – a rainha se dirigiu a filha com um olhar seco.

– Mas eu não sou... – a menina usando uma única trança lateral fez um bico com os lábios.

– Sua irmã já aceitou a minha decisão Rilian. – disse Caspian em um tom mais sério do que o habitual, como se estivesse pronto para repreender severamente o filho. – Essa questão já está decidida, não há o que contestar sobre isso.

– Você aceitou? – dessa vez o príncipe de dirigiu diretamente a Meridia com olhar incrédulo.

Meridia sentiu o rosto aquecer e sem saber o que dizer, apenas baixou os olhos e em seguida levou sua colher cheia de sopa para dentro da boca tornando impossível uma resposta. A rainha apenas fitou a face da filha sentada ao seu lado e voltou a olhar o filho a sua frente com olhar reprovador.

– Não há razões para não aceitar Rilian. – respondeu a rainha pela garota. – A menos que saiba algo sobre o caráter do príncipe Adrian que seu pai desconheça e que torne inaceitável a união dele com sua irmã.

Sem saber como rebater a questão levantada por sua mãe, que naquele momento o encarava a espera de uma resposta plausível para tal atitude, o rapaz respirou fundo e empurrando sua cadeira para trás se levantou abruptamente de seu lugar e disse em tom agressivo:

– Ela não é... Minha irmã.

E com isso, batendo com os punhos fechados sobre a mesa e sem mais esperar por outra represaria que viria logo do rei, Rilian girou sobre os pés causando um ringir da sola de suas botas contra o piso abaixo de seus pés enquanto atravessava a sala de jantar, e logo abandonara a mesma deixando as portas baterem fazendo um barulho desagradável ecoar por todo o cômodo. Caspian apenas permaneceu com o olhar fixo na direção por onde seu filho se retirara em silêncio, apenas esboçando um olhar preocupado, mais do que descontente. A rainha por sua vez, lançou sobre seu amado marido um olhar condolente como se dissesse algo.

– Eu falarei com ele depois do jantar. – respondeu Caspian como se pudesse ler os pensamentos da rainha.

As moças sentadas ao longo da mesa apenas ficaram em silêncio, em seguida fitando a face de Meridia, que não ergueu o rosto de seu prato talvez por vergonha, ou com medo de ser questionada com alguma pergunta sobre aquela reação agressiva e incomum de seu irmão. Annabeth passou levemente a mão aberta pelas costas da garota como se a consolasse pelas palavras rudes do irmão mais velho. Talvez ela não soubesse o que seu marido sabia, ou achasse melhor fingir que desconhecia os sentimentos do filho para evitar maiores conflitos. A questão ali era que Meridia, e não somente ela, conhecia bem os sentimentos de Rilian, mas ninguém mais do que ela sabia dos mesmos.

No decorrer do jantar, com todos já satisfeitos com a sobremesa, o rei dispensou as filhas para seguirem para seus devidos quartos, apesar destas terem achado melhor optar por um passeio a beira mar para fazer a digestão.

– Quer vir conosco Meri? – perguntou Izzy antes de se afastar junto com as outras.

– Não Izzy, eu vou para meu quarto estou cansada. – respondeu Meridia levantando-se da mesa e deixando seu guardanapo ao lado do pratinho com resto de doce.

Assim ela se retirou da sala de jantar seguindo imediatamente pelo corredor que a levou até as escadas, e delas Meridia partiu para o seguinte andar onde ficavam os quartos. Como costume a garota atravessou o corredor em passos lentos, revirando as franjas de seu vestido entre os dedos enquanto cantarolava uma canção que ela costumava ouvir desde criança nas rodas de cânticos. Em seu quarto, deitado sobre sua cama macia e confortável, o príncipe fitava o teto decorado mantendo a nuca repousada sobre as mãos entrelaçadas enquanto pensava sobre a sua reação impulsiva durante o jantar. Ele ouviu a doce voz de sua irmã de criação e imediatamente sentou-se sobre a beirada da cama, pondo os pés descalços sobre o tapete e levantando-se rapidamente correndo em seguida até a porta abrindo a mesma e fitando por entre a pequena brecha a silhueta de Meridia pelas costas. Ela se afastava já alguns passos a frente, o que não o impediu de abrir a porta totalmente para trás e correr até a garota, puxando-a pelo braço surpreendendo-a ao levá-la as pressas para dentro de seu quarto. A se ver dentro dos aposentos do irmão, Meridia manifestou-se afoita:

– Rilian, o que quer? – perguntou sem ter certeza se queria uma reposta sincera.

– Conversar com você. – disse ele trancando a porta com sua chave.

– Deixe para amanha, está tarde e eu não devo ficar no seu quarto... – disse ela dando alguns passos rumo à porta na intenção de sair.

Rilian retirou a chave da fechadura e levou a mesma que estava presa a uma corrente de prata até o redor do pescoço, e deixou que a chave caísse para dentro de sua camisa. Ele andou em direção a irmã, a olhando fixamente nos olhos e disse:

– Se quiser sair vai precisar da chave. – disse em voz grave.

– Rilian, abra a porta, isso não tem graça, não estou com animo para brincadeiras. –Meridia falava com a voz fraca, embora tentasse parecer firme em suas palavras.

– Nem eu. – ele respondeu com a voz ainda mais grave, só que dessa vez parecia um pouco ameaçadora.

Rilian andou firmemente até Meridia, que recuava conforme seu coração começava a palpitar em seu peito, acuada como um filhote sem a proteção da mãe, enquanto via o irmão se aproximar mais e mais rápido. Ele lhe tomou nos braços tocando primeiramente o rosto dela, e puxando-o para junto do seu com força e sem permissão, roubando um beijo de seus lábios que não deveria ser concedido por ela, mas que ela não teve escolha. Ao sentir os lábios fartos dominados pela boca quente de Rilian, Meridia levou suas mãos tremulas até o peito do rapaz na intenção de bloquear sua ação, mas a força dele contra ela era mais forte do que seu desejo de fazê-lo parar com aquela loucura. Sem forças para lutar contra aquilo, a princesa não o empurrou nem o afastou, mas retribuiu ao beijo de maneira tímida no inicio, e aos poucos conforme ganhava a permissão dela, Rilian aprofundou ainda mais o beijo tornando-o ainda mais atrevido entrelaçando sua língua na dela com paixão despudorada. Deixando-se dominar pela sensação prazerosa causada pelos lábios quentes e majestosos de Rilian, a princesa logo conduziu suas mãos para as golas da camisa do rapaz, as segurando entre os dedos com força como se lutasse contra algo invisível que ela não podia conter. Rilian estava satisfeito por ela não tentar afastá-lo, mas ainda não estava completamente satisfeito até por suas mãos na cintura da garota acariciando-a com destreza. O coração de ambos batia forte, quase na mesma velocidade enquanto o beijos avançavam de estágio, se tornando mais afoitos o que causou uma leve falta de ar em Meridia, que afastou os lábios dos dele por um momento, e então conseguiu afastá-lo por uma distração e desviou do irmão indo alguns passos para a sua direita ficando de costas para Rilian.

– Não posso... – disse ela com voz de culpa, respirando com dificuldade.

– Por que não? – ele se aproximou pelas costas dela, tocando com sutileza os ombros descobertos dela. – Eu sinto falta disso. Sinto falta de te beijar, te tocar. – ele dizia com voz mansa, deslizado as mãos quentes sobre os ombros dela, aproximando seus lábios dos mesmos, depositando beijos suaves. – Sinto falta de ficar com você... – ele sussurrou causando nela um arrepio por todo o corpo.

– Isso não é certo, somos irmãos... – ela se virou abruptamente interrompendo os beijos dele.

– Ah não... – ele revirou os olhos respirando pesado. – De novo isso não. Meridia nós não somos irmãos, e você sabe disso, todos sabem... Nós nem temos o mesmo sangue... – retrucou o príncipe com tom irritado.

– Não importa. –ela desviou dele e andou até a beirada dos pés da cama. – Fomos criados como tal, e é assim que devemos agir. Eu vou me casar... Isso não pode acontecer mais...

– Você não vai se casar com o Adrian. – ele afirmou em tom obsessivo. – Não se eu puder evitar. – ele prosseguiu a virando para ele, tomando-a pelo braço.

– O que vai fazer, contar á todos sobre seus sentimentos? –ela o enfrentou, mas não com arrogância e sim humildade.

– Sim, eu irei. Gritarei em alto e bom som diante de todos se preciso for, mas não permitirei que você se case, nem com Adrian, nem com ninguém. – Rilian segurou novamente o rosto de Meridia, mas com ambas as mãos dessa vez olhando nos olhos castanhos esverdeados dela. – Não verei você sendo entregue a outro enquanto meu coração é despedaçado. Porque é isso que vai acontecer se você se casar Meridia, me fará o homem mais infeliz de toda Nárnia. É isso que quer?

– Não... – ela lamentou com voz melancólica levando sua mão ao rosto do irmão. – Claro que não, eu quero que seja feliz.

– Eu só serei feliz se for com você. – ele rebateu antes que ela prosseguisse. – E você só será feliz ao meu lado. Sabe disso...

– Não existe possibilidade de isso acontecer... Não se iluda com algo impossível Rilian...

– É você quem está se iludindo achando que poderá dar seu coração a outra pessoa quando ele ainda pertence a mim. – ele insiste com um tom risonho, esperançoso, embora sem alegria.

– Você está obcecado Rilian. – apesar de saber que ele tinha razão, Meridia insistia em manter-se firme. – Não faça isso com você mesmo.

– Você fere a minha inteligência e até mesmo a minha percepção enquanto olha nos meus olhos e diz algo em que você não acredita de fato. Eu vejo nos seus olhos, sinto no seu beijo que estou certo. Então porque insiste em mentir pra si mesma, porque está mentindo pra mim? – ele diz em tom desesperado apertando as bochechas dela com seus dedos.

– Por que...

Antes que ela pudesse dar uma resposta com sua voz trêmula e os olhos quase molhados, uma batida foi ouvida no lado de fora do quarto. Alguém batia de modo firme à porta do príncipe, o que fez com que tanto Rilian quanto a princesa Meridia voltassem seus olhos para aquela direção, Meridia mais tensa do que Rilian, e ela ficou ainda mais tensa quando Rilian se afastou e abriu a porta:

– Pai? – disse ele ao se deparar com Caspian, em pé com expressão séria no corredor.

Continua....

Notas finais
Vish, ferrou... o.O