How I Can Live With No Air? Part 2
10 Camille-Sophie
Notas iniciais
Quando terminamos de treinar, Drake pediu que, após tomar banho e essas coisas, o procurássemos na sala onde estão expostos os uniformes dos nossos pais. Fui pro meu quarto com a Jade, para nos ajeitarmos. Eu tomei banho primeiro e ela foi logo depois.
Saímos do quarto e caminhamos ate a sala, onde a cerca de dois dias atrás, nós descobrimos tudo sobre o nosso passado! Aqueles uniformes ainda me assustam, olhar para o uniforme de meu pai e da minha mãe mexeu muito comigo, tanto para o lado bom quanto para o lado ruim.
Drake estava sentado atrás do único computador da sala, ele pediu que nós olhássemos para o centro da sala, especificamente para o projetor.
– Esse é Loki! – a imagem de um homem pálido, de cabelos negros e roupas verdes, muito parecidas com as do pai de Peter, apareceu na tela. – Pelo o que consta nos arquivos da S.H.I.E.L.D ele foi o causador da Batalha de Nova York. Aparentemente foi por causa desse cara que nossos pais sumiram a 15 anos atrás! – Drake falou. Ficamos ali ate tarde com Drake nos explicando sobre o que ele conseguiu dos nossos pais e do tal Loki. Quando percebemos já era de noite e havíamos descoberto várias coisas sobre nosso passado e sobre nossos pais.
– Acho que já deu por hoje! – Peter falou. Olhei para ele e vi Jade cochilando em seu ombro, sentada na cadeira que havíamos pegado mais cedo. Sophie estava ‘pescando’ ao de James. – Vem Jade!
– Não, eu to bem, obrigada! – ela falou, se levantando. Ela rodopiou e quase caiu, ainda sobre os efeitos dos calmantes que os médicos deram para ela. Peter a pegou no colo e a levou pelo corredor, aparentemente, para o nosso quarto.
– Eu vou comer. Alguém? – perguntei, olhando em volta. Drake negou, mal tirando os olhos do computador. Sophie negou também, disse que ia dormir.
– Vamos? – James perguntou e eu assenti.
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– Então, como está se adaptando a vida de super espiã? – ele me perguntou enquanto comíamos.
– Estou tentando. Encarar a realidade de que meus pais são super espiões assassinos é que ta realmente tirando meu sono! – comentei.
– Hey, meu pai tem praticamente 100 anos de idade! Eu tenho uma super força que mal consigo controlar! Você não é a única com problemas aqui! – ele falou e eu assenti.
– E... Como ta a pratica com essa força ai? – perguntei e ele riu, sem humor.
– Estou me adaptando. Mas, eu não vejo uma utilidade para ela...
– Não vê agora James! Mas ainda vai salvar a gente com essa força toda! Eu vi o que fez com aquele robô! Salvou nossas vidas! – aproveitei do assunto para dar-lhe um beijo na bochecha. – Obrigada.
– De nada! – e, pela primeira vez, eu vi James ficar realmente envergonhado.
Terminamos de comer e voltamos para os nossos quartos. Entrei devagar para não acordar Jade. Tomei um banho e me deitei. E, pela primeira vez durante muito tempo, eu não sonhei naquela noite.
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Estava frio e, apesar de eu não saber onde estava tudo era feito de gelo, sabia disso, pois as paredes ao meu redor eram transparentes e geladas. Segui pelo enorme corredor, ate aonde minha intuição me mandava ir, no meio do caminho olhei para o lado e vi uma sala, onde armas estavam penduradas pela enorme parede, mas não eram quaisquer armas, eram armas humanas. Olhei melhor e vi o escudo de meu pai. Eram as armas dos Vingadores.
Continuei andando pelo corredor e me deparei com uma porta dupla de vidro, empurrei e entrei na sala, me deparando com varias câmaras de hibernação, nove para ser mais exata, todas em funcionamento e ligadas a grandes tubos que iam ate uma máquina.
Caminhei entre elas e percebi que eu conhecia aquelas pessoas. Eram meus pais. Eram os vingadores. Fui ate aonde minha mãe estava. Eles estavam em uma espécie de congelamento, a aparência física deles não havia mudado em nada, minha mãe era apenas alguns anos mais velha do que eu.
Observei a minha volta e na própria câmara, procurando um jeito de tirar eles dali, mas eu não entendia nada dessa parte da ciência. Não havia nada que eu pudesse fazer, pelo menos, não sozinha. Procurei por meu pai, ele estava apenas um compartimento de distancia da minha mãe.
– Lindo! Esse momento entre família! – ouvi alguém dizer, olhei para trás. Era o tal Loki.
– O que você quer? – perguntei.
– Quero tornar essa reunião completa. Traga seus amigos para mim, senão a sua amiguinha cientista será apenas a primeira de uma infinita lista de pessoas na minha mira! – ele falou, rindo irônico.
– Você? Você tentou matar Jade! Por quê? – perguntei, avançando ate ele.
– Vingança. – ele falou e então eu apaguei. E só o que eu lembro depois é de acordar sozinha no meu quarto, na manha seguinte.
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