How I Can Live With No Air? Part 2
11 Peter - Sophie
Notas iniciais
– Você tem certeza de que era ele? – Jade perguntou.
– Tenho! Era ele! Eram os nossos pais! Eu tenho certeza! – Sophie falou.
– E ele queria a gente? – perguntei.
– Anham. Disse que queria reunir as nossas famílias ou algo assim! Ta na cara que é uma armadilha! Mas eram os nossos pais! Eu tenho certeza! – Soph falou e assentimos.
– Nós precisamos ir pra lá o quanto antes, seja lá onde for esse lugar! – Peter falou.
– Precisamos estar preparados! Treinados! Não adiantará nada irmos dar as nossas caras a tapa sem treinamento! – James falou.
– Detesto concordar, mas ele tem razão! — Camille falou.
– Temos um pouco mais de um dia para treinar. Todos nós! Vamos fazer valer a pena, ta? – Jade falou, decidida, completamente diferente da menina incerta que conhecemos há poucos dias atrás.
– Porque não começamos agora? Não estamos fazendo nada mesmo. – falei e eles assentiram, levantando-se e indo cada um para seu quarto, para trocar de roupa e ir para a ala de treinamento. Puxei Jade pelo braço, ela se assustou e eu sorri.
– Que foi? – perguntou.
– Você está bem?- perguntei.
– Apesar do fato de eu não ser a pessoa mais forte do grupo ou a mais rápida, eu sou uma completa inútil! – falou visivelmente estressada.
– Hey, você é sem sombra de duvidas a pessoa mais inteligente daqui! Você não é uma completa inútil! – falei.
– Só não quero ser um peso morto quando chegar a hora do combate corpo a corpo! – falou e eu assenti.
– Você não vai! Estou aqui pra te ajudar e te proteger! Prometo! – falei e foi à vez dela assentir. Abracei Jade e beijei o topo de sua cabeça.
– É disso que eu tenho mais medo! Não quero que ninguém se machuque por minha causa, principalmente... Você! – falou e olhou pra mim. Seus olhos eram de um castanho claro, beirando o mel. As mechas em seu cabelo conseguiam fazer com que ela parecesse cada vez mais frágil, como uma boneca de porcelana... Uma boneca que eu deveria proteger de tudo e todos. Não havia percebido até aquele exato momento, mas eu havia me apaixonado por Jade Banner.
– Enquanto você estiver a salvo, eu ficarei bem. – beijei sua testa, meio relutante. Senti ela suspirar.
Pov’s Sophie
O grande dia havia chegado, estávamos nos ajeitando para partir. Partir para Asgard. Eu e meu irmão estávamos no nosso quarto ajeitando as poucas coisas que iriamos levar e trocando as nossas roupas normais pelas roupas térmicas desenvolvidas especialmente para aquela ocasião.
James estava tenso, isso era visível em suas ações, eu não precisava ser uma psíquica para saber disso.
– Não é hora para paranoias James! – falei e ele se virou para mim.
– Só.. Me promete que não vai fazer nada estúpido! – ele falou e eu assenti.
– Quem deveria me prometer isso é você, não acha? – perguntei e ele continuou me olhando sério. – Eu prometo! Até porque você levou toda a estupidez com você quando estávamos dentro da barriga da mamãe! – consegui fazê-lo rir.
– Bobona! – falou e eu sorri. Coloquei as armas em seus devidos lugares, peguei os cartuchos reservas, prendendo-os no cinto.
– Então... Como estou? – perguntei e ele me olhou de cima a baixo, me fazendo ficar vermelha.
– Como uma verdadeira Rogers! – falou e eu sorri.
– Vamos trazê-los de volta! – falei e ele assentiu.
– Vamos sim!
Do lado de fora do quarto, nós nos juntamos com o agente que nos levaria ate os outros, para começarmos a nossa jornada. Todos usavam roupas parecidas com as nossas, porém a minha e das meninas possuía traços femininos que a dos rapazes não tinha, por motivos óbvios, além de serem de cores diferentes.
A sala que prepararam para a nossa viagem era uma diferente das outras. Ela era branca, com vários computadores. No seu centro um quadrado de vidro guardava uma espécie de tele transportador, igual aqueles de filmes de ficção-cientifica, só que muito melhor e mais moderno.
– Como nunca tive acesso a isso antes? – Jade perguntou, maravilhada.
– Não podíamos dar livre acesso a senhorita ate a hora certa. – Fury falou.
– E como ela funciona? – Jade questionou.
– Usamos uma energia armazenada que é derivada da energia do Cubo. O próprio Thor nos presenteou com essa possibilidade. – um dos cientistas nos explicou.
– Espera... Já fizeram antes? Como sabem que vai funcionar? – Peter perguntou.
– Fizemos! Uma vez...
– Com nossos pais! – falei. – Vai dar certo. – James me encarou, ele ainda estava aprendendo a confiar nos meus “poderes psíquicos”.
– O que fazemos? – Camille perguntou.
– Estendam o braço direito. – Fury pediu e nós fizemos o gesto. Um do cientistas veio a te nós com uma injeção na mão. Ele injetou a agulha no meu braço e empurrou alguma coisa para dentro das minhas veias. Quando ele retirou a agulha, uma coisa muito pequena, do tamanho de um grão de areia, começou a brilhar dentro do meu braço.
– O que é isso? – James perguntou, nervoso.
– Um rastreador. Eles se dissolverão em três dias, é o tempo que vocês têm para concluir essa missão antes de perdermos a localização de vocês. – o cientista explicou, terminando de injetar o tal rastreador em Peter, que era o ultimo.
– Prontos? — Drake perguntou e assentimos.
– Máquina ligada em três... – a máquina fez barulho na nossa sempre... – dois... – ela começou a girar... – um... – não enxerguei mais nada.
Tudo a minha volta era borrão, eu não conseguia enxergar nada, não sentia nada, porém, os outros estavam a minha volta, sabia disso pois a única coisa que eu sentia era meu irmão apertado minha mão.
Depois de um tempo, que pareceu segundos, nós caímos no chão. Minha vista demorou um pouco para se acostumar com a claridade. Tudo a nossa volta era claro, parecia dourado. Não só parecia como era, as paredes eram curvas, douradas e entalhadas, com desenhos indecifráveis. A nossa frente, um pedestal dourado onde se encontrava uma espada. A frente da espada um homem, negro, com roupas estranhas, como as que vimos nas fotos de Thor e Loki.
– Bem-vindos, jovens viajantes. Meu nome é Heimdall e nós estamos esperando por vocês há muito tempo!
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