Hot&Cold

2 Capitulo Um - Farewell and Miss Early


Notas iniciais
Antes de tudo, queria agradecer a linda da Mei-chan! Minha primeira leitora e a primeira a comentar!! Agora sim, espero que gostem! =D

Capítulo Um

Despedidas e Saudade adiantada

(Seis anos depois)

Trim-trim-tri...

Soquei o maldito despertador até que aquela porcaria parasse de tocar. Acho que agora ele quebrou de vez. Tateei a cômoda ate achar meu celular e olhei as horas: 06h00min da manhã.

“Por que eu ainda vivia essa vidinha de merda mesmo...?”

Era a pergunta que eu me fazia toda manhã, para você ter uma ideia de como meu dia começava maravilhosamente bem.

Me levantei, fiz minha higiene matinal, tomei um banho, vesti meu terno, dei um nó na gravata e ajeitei o cabelo e fui trabalhar com um belo sorriso no rosto!

Mentira é claro.

Eu ainda estava deitado na cama, de pijamas e parecendo um zumbi de cabelo rosa. Não adianta, mesmo depois de seis anos eu ainda não consigo acordar cedo!

— Sério que você ainda está na cama otou-san!? – Ouvi batidas incessantes na porta e uma vozinha impaciente e irritada gritou do corredor. Ela abriu a porta de supetão e entrou a passos firmes dentro do quarto. E então disse gritando: — Vamos! Se levanta! – Ela tentava a todo custo me empurrar para fora da cama, mas eu segurei nas grades da cabeceira da cama e comecei a rir muito da cara dela.

— NÃO LEVANTO! ME DEIXA DORMIR MENINA!

— NÃO DEIXO! LEVANTA LOGO! – Mais puxões e empurrões.

— EU SOU SEU PAI, ME OBEDEÇA!

— NÃO!

—SIM!

— NÃO! LEVANTAA!!

Ela tentou de todos os jeitos me tirar da cama. Mas vendo que seria em vão, caiu sentada no chão inflando as bochechas e ficando vermelha de raiva.

Dei uma gargalhada vitorioso. Levantei-me passando as mãos nos cabelos, e fui ate Layla. Peguei-a no colo e a joguei sobre a cama, causando um ataque de risos na pequena.

— Eu ganhei dessa vez!! – Gritei alegremente, pulando e dançando que nem um idiota. Se teve uma coisa que aprendi nesse tempo é que ser pai é sim pagar mico de vez em quando, mas valia a pena.

— Não ganhou nada não, baaka! – Layla se sentou e me olhou com raiva, cruzando os braçinhos na frente do corpo. Parei e a encarei. Ela tentou fugir mas não conseguiu. Eu a segurei e comecei a fazer cosquinhas pelo seu corpo.

— Retire o que disse moleca!

— Nuunca! Para Otou-san, baaka! – Falava com falta de ar de tanto rir.

Layla tem oito anos de idade. Seus cabelos cresceram e agora batem ate pouco abaixo de sua cintura. Sua personalidade era cada vez mais parecida com a da mãe, o que me divertia e me entristecia ao mesmo tempo.

Parei e cai exausto ao seu lado para respirar um pouquinho. Ela também estava ofegante, e nós ainda riamos do ocorrido.

— Amanha... Amanha você... – Mas ela parou de falar e de rir. Se levantou e ficou sentada na cama, olhando para baixo com tristeza, e eu sabia o porque.

Layla partiria hoje para um colégio interno. O melhor que seus avós maternos conseguiam pagar. Mas tinha um detalhe, ele ficava na Itália. Nós moramos no Japão, ou seja: só nos veríamos nas férias.

Eu não concordei com isso a princípio. Mas em meus planos do futuro, ser pai não estava incluído. Eu não estava preparado para essa vida: Contas, problemas, dinheiro, escola.

Apesar de Jude sempre me oferecer ajuda procuro não pedir a ajuda dele. Orgulho? Talvez. Mas só consegui permanecer com a guarda de Layla, por causa de um acordo que fiz com ele.

Eu tamborilava os dedos impacientemente sobre a mesa do escritório de Jude. Eu odiava aquele homem! Como ele ousa falar uma coisa dessas!?

— Escute Natsu. Sei que você a ama e se esforça muito para cuidar dela, mas isso será o melhor para minha neta, já que você se recusa a passar a guarda de Layla para mim pacificamente. – Ele olhava pela enorme janela que havia por traz de sua mesa. Layla (minha sogra) estava ali também, em pé ao lado da mesa, cabisbaixa. – E será melhor para você também. Assim que você se formar poderá vir trabalhar comigo e...

— Está de brincadeira comigo!? – Gritei impaciente. Me levantei de supetão e bati na mesa com raiva. – Eu cuidei de Layla ate hoje! Eu a criei sozinho! – Falei de modo frio, mas exasperado. Eu sabia que minhas últimas palavras os magoariam bastante, mas nem me importei.

—Natsu-kun, onegai! Só estamos querendo ajudar! – Minha sogra pediu chorosa com sua voz maternal. Ela levantou a cabeça e olhou no fundo dos meus olhos, como se lesse minha alma. – Sabemos o que nossa filha fez, mas não podemos fazer nada! Mas Layla merece o melhor para seu futuro... Sei que você concorda ao menos com isso.

— Natsu, pense! – Jude tomou a palavra. – Está mais do que na hora de crescer e pensar como um adulto! Como um pai! E você sabe qual a melhor opção para Layla.

— Tsc... – Estralei a língua e olhei para o outro lado da sala.

Eu sabia o que era melhor para Layla naquela época, mas não queria admitir. Desde que Lucy nos abandonou para ser modelo em Londres, Layla era a única coisa que me motivava a continuar, a seguir em frente. Ate mesmo na época em que eu enfrentei aqueles problemas... Layla foi a razão para eu voltar à mim.

Suspirei pesadamente e escorei as mãos novamente na mesa de Jude. Cabisbaixo, murmurei:

— Ok. Eu concordo. Quando Layla completar oito anos ela irá para a França. – Dito isso me virei e fui para a porta, mas chegando à mesma, Jude falou uma última coisa.

— Mês que vem ela já começará com as aulas de Francês.

Apertei mais ainda minhas mãos em punhos e sai batendo a porta com força.

E ela começou mesmo os estudos por volta daquela época. Com os melhores professores e com o auxílio de algumas viagens que fazíamos para França, hoje Layla já falava francês fluentemente. Ela era tão inteligente...

Percebi que uma pequena lágrima escorria por seu rostinho, o que me preocupou.

— Hey, qual o problema pequena? – Fui ate ela e a sentei no meu colo, secando a lágrima sua.

— Je papa de peur... – Falou em francês. Sorri sem humor e me segurei para não chorar junto com ela.

— Hey, vai ficar tudo bem! – Afaguei seus cabelos. – Isso será o melhor para você.

— Ma-mas... Por que eu não posso ficar com você e a tia Erza? – Senti um forte aperto no peito com seu tom de voz.

— Isso será o melhor querida. – Tornei a falar, acho que para tentar convencer mais a mim mesmo do que ela. – Seu avô está te mandando para uma das melhores escolas da França, sei que você irá gostar muito de lá. Lembra que nos fomos lá no ano passado? – Ela assentiu. – Então! Você não disse que parecia mais um castelo? Eu sei que você vai adorar aquele lugar.

— Não sei não... E porque tão longe? – Se levantou e ficou de frente para mim, e já que eu estava sentado, ficamos quase na mesma altura. Como eu poderia responder se nem ao menos eu sei o por quê?

— Ara, ara! Quem é essa menininha medrosa? Minha filha de verdade não tem medo de uma escola! – Falei com falso espanto e me diverti com a feição irritada dela.

— Eu não tenho medo! – Bradou decidida e indignada cerrando as mãozinhas em punhos. — Sou muito corajosa! Tanto quanto você, otou-san!

— É assim que se fala! – Falei empolgado dando um cascudo na cabeça dela, que riu enquanto esfregava a cabeça e me xingava. – Você é Layla Dragneel, e um Dragneel nunca desiste – Estendi a mão para ela. – Ou sente medo!

— Nunca! – Apertou a minha mão do modo como conseguia, já que minha mão era enorme se comparada com a dela. Sorriu orgulhosa e eu sorri do mesmo modo.

— Aye! – Miou Happy aparecendo no parapeito da janela. Como ele chegou ali eu não sei, já que estávamos no segundo andar... Happy. Desde filhote vivia andando por lugares desconhecidos e aparecia sempre nos lugares e momentos mais estranhos.

— Happyyyy!! – Layla correu e o agarrou, esmagando o coitado com seus pequenos bracinhos.

— A-aaye... – Happy me olhava como quem pedia ajuda.

— Desculpa ae parceiro, essa você vai ter que se virar sozinho. – Falei rindo do olhar de desespero do gato. Ás vezes Happy parecia ser humano. Agia como se nos entedese e miava parecendo que nos respondia.

— Aaaaaye!!

— Vamos Happy. – Layla, que ainda o apertava, foi andando em direção a porta. – Tia Erza já deve ter preparado nosso café e... – E saiu do quarto com o gato quase asfixiado em mãos.

Fiquei ainda um tempo olhando para a porta por onde Layla saíra. Me levantei após uns segundos e caminhei ate meu closet abrindo minha gaveta.

É pequena... Não sei como vou me virar sem você.

***

— Natsu seu inútil! Pare dormir na mesa do café! – Erza gritou, dando um forte tapa em minha nuca. E quando eu digo forte é forte meesmo!

— Ai! Qual o seu problema em!? – Esfreguei minha nuca, essa mulher concerteza fez um pacto com o demônio para ter essa força tão sobrenatural! – Eu sou seu patrão, posso te demitir sabia?

— Calado! – Deu outro de seus belos ( e mega doloridos) tapas na minha cabeça. Acho que agora sim eu tenho traumatismo craniano! – Quero ver como você iria se virar sem sua priminha aqui. – apontou a espátula de virar panqueca para si mesma. – E nem é você que me paga então cala a boca, senta e come. – Deu um soco em meu ombro. Sem contestar tratei de fazer logo o que ela mandou.

Erza era a minha prima e também a governanta da mansão. Bem, apesar de eu morar em uma mansão luxuosa, não tenho dinheiro algum. Eu herdei essa casa do meu pai, que antes morrer era o dono de uma grande rede de hospitais que ele acabou mal administrado durante uma crise de depressão. Além de suas dividas em jogos, ele acabou caindo facilmente em um golpe que tirou quase todos os seus bens, e depois disso virou um bêbado nojento que morreu em um acidente de carro.

E onde Erza entra nesse drama mexicano todo?

O pai dela era sócio do meu, e assim que a rede de hospitais Dragneel faliu, a família Scarllet também perdera quase todo o seu dinheiro. Erza acabou tendo de arrumar um emprego para facilitar um pouco a vida de seus pais, e como isso tudo ocorreu mais ou menos na mesma época em que Lucy foi embora, Jude concordou que Layla precisaria de uma presença feminina em casa e contratou Erza para isso.

Mas Erza não é bem um exemplo de feminilidade, acho que por isso minha filha é assim. Ó céus...

— Agora anda, sai logo! – Me jogou (literalmente) para forada cadeira. – Ou você vai se atrasar.

— Oe! Eu nem acabei o meu... meu... – Fitei Erza que me olhava com um olhar assassino que esvaiu toda a minha raiva. – Ha-hai, Erza-sama! – Me ajoelhei aos seus pez. – Deixa eu me despedir de Layla pelo menos?

— Hmm, ok. Mas vá logo!

Sério, quem aquela mulher acha que é? Minha mãe?!

Levantei-me e corri para o quarto de Layla. Bati na porta e ouvi um “pode entrar” lá de dentro. Ao abrir a porta me deparei com o quarto de Layla praticamente vazio. Os pôsteres que tomavam as paredes cor-de-rosa de boy bands americanas e Koreanas não estavam mais ali. Todos os enfeites, fotos, roupas estavam ajeitados em caixas lá no hall. Só sobrara o vazio e sua cama.

Ela estava escorada no parapeito da janela. Seus cabelos voavam levemente de acordo com a brisa que soprava ali.

— Vou sair agora pequena. – Fui ate ela e dei um beijo em sua cabeça. – Vá em paz meu bem.

— Você está indo pra escola, otou-san?

Layla ainda não entendia que eu ia à faculdade e não à escola. Sorri com a inocência dela.

— Sim, porque?

— Você não pode faltar hoje não? Só para ir comigo ate o aeroporto... ?

Fiquei surpreso com a pergunta. Olhei as horas no meu celular. Layla iria sair daqui a pouco e eu já estava atrasado...

— Só vou pegar algumas coisas e vamos.

***

— Adeus papai! – Layla falou me abraçando. – E tia Erza – Foi ate ela e abraçou suas pernas — Cuide bem dele enquanto eu estou fora, ok?

— É claro pequena. – Olhou para mim enquanto afagava os cabelos dela. – Eu vou cuidar bem desse cara ai.

Revirei os olhos com seu modo de falar, mas olhei-as com ternura. Elas ainda conversavam barbaridades abraçadas e Erza sorria como nunca das palavras ditas com animação pela pequena. Ela tratava Layla como uma filha e certamente sentiria muita falta dela. Suspirei ao ouvir aquela campanhinha irritante e a vozinha chata chamando os passageiros para o avião.

— É o seu vôo... – Erza olhou seu relógio de pulso impaciente. – Onde está ela? Sempre chegando atrasada!

— Cheguei! – Lisana gritou ao longe, esbarrando em algumas pessoas no caminho. Parou do nosso lado e respirou um pouco apoiando as mãos nos joelhos. – Erza! Natsu! – Deu um abraço em cada um de nós ainda um pouco ofegante. – Há quanto tempo não nos vemos! E essa é a pequena Layla... Olá! Que kawaii!

Foi ate Layla e a abraçou (ou melhor, esmagou) levantando ela no ar. Pelo menos agora Layla sabia como Happy se sentia.

— Layla, essa é a nossa prima Lisana. Ela trabalha no internato em que você vai estudar e irá te acompanhar nessa viagem.

Layla conseguiu se soltar do aperto e nos olhou com a cara emburrada.

— Achei que eu ia viajar sozinha!

Todos rimos da cara de irritada dela, o que a fez corar.

Alguns minutos depois estávamos na frente da fila de entrada para o vôo delas.

— Ate daqui a pouco Otou-san... – Falou Layla com uma voz manhosa. Eu a conheço, sei que se faz de forte mas quando estivesse sozinha iria chorar muito. Sorri sem humor e a abracei pela última vez.

— Vendo assim parece ate que vocês não vão mais se ver! — Lisana falou rindo com ternura. – Vamos Layla, ou perderemos o vôo!

Lisana pegou na mão de Layla e a puxou quase correndo para o portão de embarque.

E assim fiquei ali parado, observando-a indo embora... Para a França!

— Eu também irei sentir falta dela Natsu... – Falou Erza, passando uma mão por meu ombro. – Mas, por favor, não desista como daquela vez Ok. Layla merece tudo de bom. Ela é uma menina ótima, inteligente, carismática. Ela puxou a você nesse sentido. – Falou revirando os olhos. Ri da carranca dela. – Hei, não fique se achando cérebro de lava!

— Vamos logo priminha, temos aula agora. – Sorri, dando um aceno para o avião de Layla que já partira.

Notas finais
E então minna? Gostaram? Espero que sim. E ESPERO COMENTÁRIOS EEM!! (desculpem a letra maiúscula mas é só pra chama a atenção já q muitas pessoas num lêem aki kkk) Enfim, não tenho muito o que explicar desse capitulo, acho que ele não é muito difícil de entender. Mas qualquer coisa podem perguntar pelos comentários. Acho que no próximo vou por uma foto da Layla, vocês querem? Aaah e, próximo capitulo, chaga um certo... carinha na história kkkkk Alguém faz ideia de quem seja? Num falo, é surpresa U.U Feliz férias para quem (como eu) já tá de férias! o/o/o/ Kissus da Kyla-chan =*