Hot Blood

5 The Prophecy


Notas iniciais
acabou a primeira era agora no próximo capitulo vão ser anos depois aliás no meio do seculo 21...

" E os anjos não poderão salvar ninguém, pois para cada pessoa que Nehe criou, Mefistófeles criou cem demônios, e quando a lua sangrar e o sangue de um inocente por cima dela for derramado a profecia se tornará real e a fera com suas seis pernas e com seu focinho batido ira tentar se erguer contra o monstro que a humanidade criou, mas mesmo assim todos os homens e monstros se encontram e o sangue de ambos serão derramados em vão " Izaha 20:14

Andando de mais dadas com Y e olhando para o nascer do sol, todas as minhas palavras ainda estavam presas em minha garganta, língua e pulmões.

– Y você acha certo um demônio andar e falar com um anjo ou com um mortal? — Era meio duvidoso pra mim, ouvir meus irmãos e depois ser diferente de tudo e igual ai mesmo tempo.

– Se Nehe criou tudo, mesmo você sendo um demônio, ele criou você, alias ele criou suas duas partes. Mas o que eu gostaria de saber por que estão nos perseguindo!

– Olhei para o fundo dos olhos de Y, os olhos que são o espelho da alma, vi duas brasas de uma fogueira em chamas, teria de conta-lhe sobre a guerra que estava prestes a acontecer, não sei qual será a reação dela, mas pelo menos isso terei de revelar para ela.

– Y eu quero lhe contar uma coisa que nos deixa em uma situação meio complicada, Esta havendo o começo de uma guerra de três mundo, de um lado estamos nós os demônios do outro vocês e ainda contra nosso grupo estão os humanos querendo se defender, eu ainda não sei como isso vai chegar ao fim, nem muito menos o que ira acontecer conosco, mas independente de tudo eu estarei sempre ao seu lado.

– Eu sei disso P, você ainda não entende os anjos muito bem, mas temos mais poderes do que você imagina. — Isso era fato, eu não entendo muito sobre anjos, ja que lógico eu sou um demônio, bem um híbrido, mas tenho mais certeza que sou um demônio.

– Temos que conversar, quero entender mais sobre os anjos. — Dessa vez eu fiquei muito curioso, esses talentos a mais que anjos carregam, quero saber o que são. — Meu pensamento produzia milhares de hipóteses sobre esses talentos, mas a mais plausível, eram dons dados a eles por Nehe, e já que Nehe expulsou Mefistófeles do céu e lhe deu poder retirando qual quer coisa que ligava ele a um arcanjo, acho que os demônios são bem diferentes dos anjos, incluindo no quesito dons.

– Tem um lugar em que podemos conversar sem que nem uma criatura possa nos anos incomodar. — Y estava mesmo querendo que ficássemos cada vez mais próximos. — gostaria de saber que lugar é esse? — Y perguntou exibindo um meio sorriso sobre as bochechas vermelhas e a pele branca.

– Sim gostaria de saber. — falei querendo matar de vez essa duvida que Y acabará de enfiar entre minhas orelhas. — O Salão dos mortos e para lá que nós vamos.

– Ela falou salão dos mortos? — Estou me perguntando loucamente se essa garota tem algo acima da cabeça tirando a aureola que paira por cima daquela cabecinha de vento. — Como assim salão dos mortos? Você é louca ou apenas finge ser? — Lá pelo menos estaremos seguros. — Falou Y com sua calma avassaladora.

– O salão dos mortos e a entrada para o céu e para o inferno, mas ela parou de ser usada a milhares de anos, ela ficou sendo habitada por espíritos guardiões dos segredos, seres que fazem as pessoas esquecerem sua vida terrena e poderem se entregar de vez ao céu ou ao inferno, esquecendo de tudo que elas já fizeram.

– Do chão, levantamos vôo, com destino ao Salão dos mortos, não teria como evitar essa guerra, mas poderíamos tentar resolver alguma coisa ou ajudar os inocentes que iriam morrem, ou coisa pior.

As montanhas altas do sul escondiam muito bem a única entrada e saída do céu e do inferno, o salão dos mortos estava próximo ao por do sol, escondido atrás das nuvens para que nem um mortal pudesse ver as maravilhas que aquele lugar poderia proporcionar a quem fosse até ele em busca de poder. O salão dos mortos na verdade era um palácio de grandes blocos de pedra quadrados acima das nuvens, o salão dos mortos era surpreendente, mesmo a alguns metros se via a tamanha beleza, aquela arquitetura em seus detalhes feitos de ouro, banhados pela luz do sol da manhã.

– Estamos chegando, lá dentro poremos conversar. — Y estava meio desfocada, perdendo um pouco da calma que lhe restava, o salão dos mortos estava ficando cada vez mais próximo, ao longe via-se as sombras dos guardiões e cada vez que íamos nos aproximando os guardiões se eriçavam mais, até que um daqueles seres grandes de branco chegaram em nós e aqueles olhos de vidro centralizaram meu coração e o de Y, não sei mas eu senti o olhar adentrando o nosso corpo, pelo menos o meu.

– Seus motivos para adentrar o salão dos mortos são puros, então podem se dirigir e adentrar o salão sem medo. — O guardião conseguiu ver quais eram nossos motivos, então aquele lugar deve ser muito especial. Chegamos ao solo sendo guiados pelo guardião que nos parou minutos antes o mais estranho era que não se via uma porta ou janela naquele castelo enorme.

– Como entearemos nesse lugar sem uma porta ou janela. — Perguntei procurando os olhos do guardião.

– O nosso coração que é a porta que nos guia dentro do salão dos mortos, por isso que quem tem desejos impuros no coração não conseguem mais entrar. — Eu não sei se seria aceito ou mandado embora, meu coração e minha mente estivessem confusos pra caramba eu não sei o que fazer. Isso e fato.

– Y vá você primeiro, não sei o que pode acontecer comigo. — Y fechou os olhos e saiu andando para frente enquanto eu fiquei esperando para ver o que aconteceria, mas Y sumiu, evaporou, em instantes ela estava na minha frente e agora ela sumiu.

– Vá garoto se seus motivos forem puros não precisa ter medo. — Não sei como aquele espírito guardião conseguia falar, mas resolvi tentar, morrer ou viver dependia de saber os segredos e tentar evitar evitar essa guerra sem sentido.

Abrindo os olhos pude ver mais que Y, vi o grande palácio, a terceira maravilha do mundo sobrenatural, nas paredes janelas com vistas para fora, cortinas vermelhas com detalhes feitos de fios de ouro, tons de prata e de vermelho rubi dominavam com força aquele lugar cheio com escadas de pedra maciça que sempre levavam para lugares escuros. — Então Y, qual caminho seguimos ? — Y não respondeu, mas seguimos por um uma escadaria diferente de todas, ela era reta, as pedras eram cor de um preto claro quase se tornando cinza, em outros olhos eu diria que ali era o lugar mais energizado que eu já estive. No meio do longo corredor podia-se enxergar uma luz, um clarão sem igual invadiu meus olhos e de repente estávamos em uma sala banhada pela luz do sol que refletia em seus moveis de ouro. — Sente-se. — disse Y com um olhar tão efêmero coligindo as cadeiras que saíram de seus lugares e sentamos.

– O que quer saber primeiro? -Perguntou Y levantando um olhar de sinceridade intensa. — Quero saber o que os anjos tem para começar uma guerra e tentar depor os humanos de vez.

– Isso acontece desde a criação do mundo, quando Nehe criou os humanos com base nos anjos e depois da revolta de Mefistófeles todos ficaram com medo de serem expulsos do céu, mas agora que Nehe sumiu e deixou a terra em pecado com alguns demônios que não foram presos, todos os anjos que estão na terra resolveram tomar o lugar deles de direito, além do que os humanos estão construindo armas para poderem dominar os anjos e os demônios. — Agora é minha vez de perguntar. — Por que você me ajudou? Você me ama?

– Eu não sei onde minhas palavras foram parar, eu estava com elas ali e um segundo depois elas simplesmente voaram para longe de mim. — Lembre-se que aqui é a ala da verdade e que o qual quer mentira que você contar o pensamento ira falar em alto e bom som.

– Eu te ajudei pois não sou um demônio qual quer, eu não sinto tanto impulso vindo do meu lado demônio, sinto meu lado humano me dominando. Na verdade quando vi uma mulher tão bonita assim sendo levada por um bando de necromantes não pude me conter e fui salva-la, depois disso eu não sei, mas me apaixonei por você de uma maneira que eu jamais havia imaginado. — Eu te amo mais que tudo, e te amo desde a terra até o céu infinito. — Eu estava realmente apaixonado por ela, ainda não sabia se esqueci meu coração em casa ou ela roubou.

– Y se aproximava de mim ou pouco mais a cada segundo acho que eu iria beijar ela. — Quando ficamos cara a cara não consegui ficar ali a menos de um palmo do rosto dela e não beija-la como se fosse nosso último beijo, mas o que eu queria saiu do controle, eu a beijava loucamente e ela retribuía o beijo com generosidade, não senti mais nada a não ser aquela boca macia e quente na minha estourando em um beijo. Era como se tiros fossem dados entre nós, tudo havia ficado escuro e eu não sabia o que fazer ja que ficar naquele beijo até o fim da vida era o que eu queria fazer.

– P o que nós fizemos? — Y estava com uma expressão totalmente inepta e que não dizia "não quero você" mas sim "Infelizmente algo ruim aconteceu" — Quero que saiba que eu te amo até o fim dos tempos. — Estava abrindo mais que meu coração para Y, eu queria que ela estivesse em minha vida para sempre, infelizmente relacionamento entre anjos e demônios são estreitamente proibidos, mas por Y eu cruzaria céu, inferno e etc...

– O que aconteceu Y, que você esta com essa cara? — Y estava congelada, mas o coração dela ainda pulsava, o rosto dela empalideceu como se ela se tornasse uma luz branca.

– Quebramos o espaço tempo e se passou-se dois anos, ou seja nosso mundo mudou. — Y estava quase enlouquecendo, mas não queria demonstrar que o que aconteceu foi grave, para nós dois, o pior e que nossa falta pode ter afetado tudo.

– Vamos temos que sair daqui e ver o que aconteceu com tudo ao nosso redor. — Y ainda estava nervosa. -Saímos para fora da sala e o salão dos mortos ainda esta vazio e agora flores decoravam o ambiente de uma forma bem primaveril, saímos para fora de mãos dadas e la um guardião esperava por nós, o mesmo que nos ajudou da primeira vez.

– Vocês demoraram dois longos anos para saírem da sala da verdade, por isso as mudanças que ocorreram aqui não os afetaram, mas vai ser como se vocês estivessem saído de casa ontem. — Mas o que mudou em nossas vidas então? — Y estava fascinada com o que acontecera, eu não perdi nada então nem sei o que ele vai falar pra mim.

–Descobriram que o seu sangue vale muito tanto para anjos, quanto para demônios e para os humanos, seu sangue esta valendo mais que tudo nesse universo e no outro. Os portais do mundo de baixo foram abertos e varias criaturas foram libertas e com isso estão todas soltas pela terra, humanos denominados como caçadores de monstro estão tentando matar dragões, vampiros, lobos e varias outras criaturas, isso é perigoso para o equilíbrio natural do mundo, não pode só existir seres bons, pois o mal também existe e isso poderá acabar com a terra. — Continuou — P seus irmãos queriam que você entregasse Y a eles e você não fez isso, você lutou com Ignor e mais uma vez fugiu para salvar Y, o beijo de vocês dentro da sala da verdade agravou algumas coisas aqui fora e acho melhor que vocês procurem as murtas lá irão saber tudo sobre a missão que Nehe os deu. Vão rápido pois, daqui a exatas contagem de movimentos do sol estará um exercito de anjos e criaturas da noite aqui, sem contar que os humanos estão construindo uma maquina demoníaca capaz de acabar com todos vocês e Y você ja sabe, todos querem seu sangue. — Como chegamos na cavernas das murtas? — Perguntei. — Usem o coração. — Respondeu o guardião antes de sumir como uma estrela ao nascer do sol.

– Saímos voando novamente, mais rápido do que nunca e não havíamos envelhecido os dois anos que se passaram com nós no salão da verdade, algo que aconteceu nos protegeu... Ainda não havia entendido a parte da missão de Nehe. — Ouvi um barulho de aço cortando o ar, olhando para trás mal consegui ver minha sombra, mas vi uma corja de anjos e demônios voando em nossa direção, abaixo de nós as árvores se mexiam eram pessoas correndo, uma chuva de flechas começou a vir por baixo de nós e para nossa sorte conseguimos desviar, eles sabiam de alguma forma onde nos encontrar, eles realmente queriam o sangue de Y. — Y temos que chegar as murtas o mais rápido possível, antes que acabem conosco. — Segui pelo lado esquerdo e Y pelo direito, mas ninguém veio atrás de mim, sai em meio a um furação feito pelas asas dos anjos e dos demônios, eles seguiam atrás de Y, fui voando mais rápido e consegui alcançar Y. — P eu estou cansada e não consigo, mais voar, acho que vou cair. — O rosto de Y estava suja de sangue, o suor se misturava com o sangue. — Você foi atingida pelas flechas, levou flechada em algum lugar importante?

– Y não respondeu, apenas fechou os olhos e se pôs a cair, ela caia como uma pedra que foi jogada em um lago, me joguei para baixo sem abrir as asas, consegui pegar Y nos braços e ela estava com flechas nas asas e as flechas tem coletores de sangue, então não podia joga-las fora, pois eles conseguiriam o que tanto desejam.

Consegui me esconder e dentro da caverna sem luz Y queimava, ela ainda estava inconsciente, foi então que percebi que deveríamos ir procurar quem tem ainda mais pode que nós. Estávamos a uns batidos de asas de distancia da caverna das murtas, não sei se conseguiríamos chegar lá vivos, mas é melhor tentar que morrer cercado dentro de um espaço minúsculo, quebrei os pedaços das flechas que estavam ainda com suas pontas dentro das asas de Y, os coletores estavam quase saltando para fora das asas de Y, então peguei-a nos braços novamente e depois coloquei-a sobre a luz do sol, rasguei alguns traços de minhas roupas e algumas folhas de Malvina para que o sangue escarlate dela pudesse parar de cair, coloquei-a em meus braços e a parte mais estranha e que quando toquei a pele dela e meu dedo começou a queimar, não entrou em chamas, mas ele ficou quente como se o fogo dentro de mim quisesse sair, segurei firme Y em meus braços abri minhas asas e saímos em direção a próxima montanha que era onde ficava a caverna das murtas, e ainda para alcança -las teríamos que passar por um desafio que iria dizer se nossas atitudes eram boas ou ruins.

– A entrada da caverna era no pé de um vulcão adormecido, a porta era de pedra maciça e era pesada, eram mil toneladas para puxar com uma das mãos. Segurei o aro de ferro e puxei e a porta abriu, o túnel era fundo e escuro, no meio do escuro crescia um escuro ainda maior, entrei e consegui riscar minhas unhas na parede e consegui sogar fogo em uma das paredes da caverna. No meio do escuro tochas se ascenderam mais que automaticamente, comecei a andar e já no meio da caverna ouvi um barulho meio maquinário, e vi que milhares de agulhas de aço grosas vinham em minha direção, minhas asas de couro grossas me ajudaram a não ser morto pela chuva de agulhas que tentavam me matar e matar Y.

– Τα κίνητρά τους και τις καρδιές τους είναι καθαρά καθώς το νερό ενός ποταμού, τότε το murtas θα λάβετε και να σας βοηθήσει με το πεπρωμένο σου / Seus motivos e seu coração são puros como a água de um rio, então as murtas irão lhe receber e lhe ajudar com seu destino. — minhas asas estavam perfuradas pelas milhares de agulhas que estavam querendo realmente nos matar. No fim do túnel uma luz apareceu e me cegou, segundos depois quando abri meus olhos, estava em uma grande sala esculpida dentro da caverna, se viam ossos, caldeirões de ferro, frascos de argila jogado por todas as partes.

– O que você quer meu filho? — Perguntou a velha senhora que estava na minha frente, uma murta é um ser estranho, ela tem uma aparência de velha, usa mortalha rasgada branca e suja de lama vermelha, tem pés escanos e unhas longas, o rosto e pálido e com aparência de uma velha, os dentes são brancos e pútridos. — Preciso de ajuda com ela.

– Ela olhou para mim e para Y que estava em meus braços, a velha se aproximou como uma brisa e mais duas velhas, uma de cabelos negros e uma de cabelos marrons com pontas cinzas, surgiram. — Primeiro vamos tirar essas coisas de suas asas e costas. — Disse a velha que se aproximou de mim. — Ela pousou a mão em minhas costas e todas as agulhas sumiram.

– Deite-se aqui e coloque-a sobre a pedra do σου. — As minhas dores melhoraram e meu sangue negro ficou espalhado pela caverna e sobre as pedras brancas que encrustavam o chão. — As velhas senhoras começaram a queimar algumas ervas e a luz branca passou por uma metamorfose para padrões de cores desconhecidos até mesmo por mim. — Iremos ler tudo nas suas vidas e iremos falar tudo sobre o que Nehe tem para vocês. — As velhas senhoras falaram em sincronia. Os olhos delas se tornaram brancos e com uma pedra negra no meio. — O destino de vocês estão mais que atados, estão juntos pela eternidade, mas ela nasceu no lugar errado e na posição errada, contudo isso pode mudar. — As três murtas estavam coligadas como uma só, ainda estava assustado com aquelas criaturas que não eram nem de luz, nem de trevas. — Continuou as velhas murtas. — Quando o Sol, Lua e marte se coligirem em uma só linha o sangue de um inocente devera ser derramado, essa será a única maneira de salvar o mundo e sua amada meu doce demônio, ela tem uma ligação mais forte com você que com qual quer outra pessoa. O uivar dos lobos devera ser o último som que ela devera ouvir, mas aguarde, Nehe guarda grandes segredos sobre vocês dois, tudo isso é para que possam vir a conseguir um futuro juntos, vocês terão de lutar lado a lado, mas que isso não podemos falar, lado a lado, estar em ciclo, o fim do ciclo tem que ter suas mãos, e nem um dos lados podem ter renunciado ao sangue dela. — Eu terei de deixar ela morrer? — estava com medo de deixa-la morrer, eu amava Y e esse sentimento era verdadeiro.

– Sim. Você terá de deixa-la morrer, e cuidado já que ela não é apenas um ser ambíguo, mas sim ela tem um poder maior que tudo. Ela tem o mesmo poder que você. — As senhoras pararam de falar e seus olhos ficaram negros por completo. — Continuou as senhoras. — Feche os olhos. — Fechei os olhos e ouvi as murtas falando e quando os reabri vi que estava no alto de uma montanha e Y estava limpa e com os ferimentos limpos e curados, apenas algumas cicatrizes sobraram em mim.

O céu ficava escuro, a lua começava a cobrir o sol, um brilho vermelho começou a encobrir o mundo, de um dos lados anjos queriam Y que começava a abrir os olhos, do meu lado esquerdo K e F estavam com um exercito de demônios encarnados e na minha frente necromantes, buxos e bruxas se amontoavam querendo o sangue de Y e eu deveria deixa-la morrer. — As murtas. — Gritou Y.

– Sim Y, tenho que deixar a profecia ser cumprida de vez, nenhum dos lados podem ganhar essa guerra por seu sangue. — Y começara a chorar, mas não poderia salva-la, a pior parte ainda era vê-la ser morta por todos ali.- P não me deixe aqui, essa profecia pode ser falsa. Sempre pensei que você me amava. — Y gritava entre berros e soluços, mas não poderia fazer nada a não ser ver ela morrer.

– Ela tentou abrir as asas e voar, mas não conseguiu, foi então que viu um precipício de uma altura inimaginável que terminava em uma área cheia de pedregulhos e pedras bem afiadas capaz de matar até mesmo uma mosca.

– Y fechou os olhos e no meio da luz vermelha pude ver algo incrível, ela era realmente a escolhida, de alguma forma até mesmo os astros veneravam ela. — As lágrimas dela brilhavam ao atingir o solo e finalmente ela se jogou-se abrindo os braços, o vento levou três gotas de suas lágrimas mais suaves, levou para ele, antes que qual quer anjo ou demônio pudesse alcançar Y ela caia e eu virava as costas, como a única forma de agradecer a ela por tudo. Ainda consegui ver Y atingir as pedras com tanta força que foi partida em milhares de pedaços. Vi K e F procurando por sangue, mas a única coisa que acharam foi um grande nada pintado pelo vazio nas pedras.

– Os restos do corpo de Y estavam sendo recolhidos, suas partes humanas haviam se perdido de vez, porem sua parte imortal se deu ao luxo de não quebrar-se por inteiro. Foi então que eu resolvi dar as costas e voar para minha casa, ela não era dividida como eu, mas foi estranho ver ela se despedaçando e restar suas asas braços e pernas. O coração de Y ainda batia quando foi recolhido, porém nele nem em todo o resto do corpo dela não restou se quer uma gota de sangue.

Notas finais
ficou triste ? pensou que eles iam viver felizes para sempre? Não por enquanto :) Mas quem sabe um infelizes para sempre seja mais apropriado ???? Nem eu sei de nada... Ainda.... Enjoy =)