Hot Blood
4 Say what you need to say?
“O fogo cairá do céu, a água será amaldiçoada e se tornara sangue, o mundo ira cheirar a morte de norte a sul e principalmente onde a maldade reinar. O fogo não ira batizar esse solo sujo, o céu será uma cama suja onde a velha viúva de Mefistófeles ira deitar e morrer para que a nova noiva de Hallaah ira nascer.” 27:30 Livro de Juhazell.
Ao longe se via a lua a o qual nos insistentemente tentávamos alcançar, o ser sem luz própria e mais sombrio de tempo em tempos fazia sua oferta de paz aos demônios e seres das trevas dando-nos uma luz vermelha e poderosa que poderia fazer e dar mais poder a cada um de nos seres das trevas. No meio daquela luz eu parei e fiquei ali flutuando como uma folha no meio da imensidão e Y estava ali inerte assim como eu, não sei se encarava ela ou o pequeno tufo de penas marrons que estavam em sua asa, mas o azul que os olhos dela ganharam roubou minha atenção, era um azul escuro puxando o violeta da maneira mais imposta possível. Quando aquele olhar estava na treva do meu eu não pude resistir.
Um beijo foi solto pelos meus lábios banhados no fogo que me fazia viver, um fluido que eu nunca havia trocado com ninguém. Combustão automática. O beijo foi bem retribuído. O espaço entre eu e Y era impossível de ser encontrado, nem mesmo uma misera formiga seria capaz de atravessar o pequeno espaço que existia entre nós.
– Devemos para de fazer isso P, não podemos enganar um ao outro, somos de mundos diferentes. — Y olhava para mim com uma expressão de arrependimento.
– Essa é a primeira vez que nós dividimos um beijo que mais parece uma repentina chuva de pedras e fogo. Aqui não é Pompeia. — tentei fazer uma relação estranha que não deve ter funcionado muito bem.
Tudo estava querendo voltar aos trilhos iniciais, mas uma sombra cobriu a luz do luar.
– O que aconteceu com a intensa luz que aqui estava. — Y virou a cabeça para olhar, os olhos dela se tornaram prata como a lua que brilhava atrás da sombra. — Y o que você esta fazendo com um demônio?
– Q eu já falei que você não pode mandar em mim e não tem pose alguma sobre mim. — Q jogou alguma coisa em Y, não pude ver já que o movimento que ele fez foi muito rápido, mas pude ver um pó dourado que deixou os olhos de Y em uma pausa e em uma cor que nunca tinha ficado. Curiosamente anjos não tem uma cor própria de olhos. Já os demônios tem o preto profundo e os híbridos tem olhos humanos com um preto profundo. No meu caso eu tenho um par de olhos com uma certa diferença, tenho o meu lado humano onde o olho humano e distinguido do buraco negro que faz parte do meu lado não humano.
– Y você esta bem? — Perguntei sentindo Y esmorecer em meus braços. — Quando algo que eu não souber dizer o que era aconteceu minhas reações sumiram e eu fiquei imóvel. Parece que fiquei congelado no meio do ar.
Q saiu batendo suas asas prateadas exalando brilho pela noite escura. Os raios atingiam tudo que estava próximo e longe deles. Raios de luz capazes de cegar qual quer pessoa.
Y conseguiu se recompor depois de alguns minutos parados no ar sem apoio de vento ou asas, era insano, mas algo estava nos segurando ali. O ar estava mais leve que o normal.
Levei Y em meus braços para o solo, os olhos dela estavam fechados ainda. Não tive alternativa e não pensei em voltar ao palácio da luz. — Agora tenho de escolher e me arriscar a encontrar Q ou tentar em minha casa com meus irmãos. — Exclamei para o nada que não respondeu nem deu a mínima para o que eu acabara de falar. — Pra casa seria a minha melhor alternativa, só espero que lá não esteja cheia de demônios. Aliás, vai estar, mas para o palácio de luz eu não volto nunca mais. Arrumei uma maneira de carregar Y em meus braços e equilibrar um vôo plano e satisfatório para que minhas asas nos levassem para casa e não nos matasse no meio do caminho.
Levantei voo em poucos segundos e estávamos indo contra a luz do luar dessa vez, Y era tão linda, a pele dela é tão branca que ela parece uma boneca de porcelana. Ela parece tão frágil, aqueles longos cabelos de um castanho tão claro.
A floresta a baixo entoava assovios ao som do vento forte, eu tentava não olhar para baixo, mas não conseguia esquecer o rosto de Q quando jogou uma espécie de pó no rosto de Y. Minhas asas faziam um barulho estranho ao cortar o ar.
Cheguei em casa e pelo menos meu quarto estava vazio, mas a casa inteira cheirava a carne queimada, quando ia fechar a claraboia resolvi deixa-la aberta já que aquele cheiro poderia fazer Y se sufocar. Abri a porta e sai escada a baixo, as meias luzes se juntavam as sombras nas paredes e apenas velas iluminavam o corredor dos quartos no segundo andar da velha casa.
A madeira velha ia rangendo, as sombras se moviam assim como o fraquejar da chama das velas, o velho candelabro sibilava acima de minha cabeça. Olhei para o lado e vi que Ignor estava sentado em uma poltrona olhando para a porta. — Ignor onde estão K e P?
Ignor ergue a cabeça e seus olhos estão negros, e a boca esta seca quase se rasgando em quatro partes. Pisquei meus olhos e queria saber se era mentira, mas não era. Algo havia dominado Ignor. Algo metálico reluzia na mão dele, uma adaga de cabo preto e com uma lamina grande e assustadora estava vindo na minha direção. Uma arma capaz de matar minha parte humana. Não poderia deixar de ser um híbrido e me tornar um demônio total, ele iria matar tudo e depois de me matar iria sangrar Y, ele poderia abrir o mundo de baixo e liberar todas as criaturas que lá habitam.
Consegui me esquivar da lâmina e corri em direção ao meu quarto, tenho que levar Y daqui e coloca-la em um lugar seguro. O sangue de um híbrido de anjo é uma arma muito forte contra Nehe e contra os anjos e arcanjos que estão no céu. Corri e vi que Y ainda estava na cama da maneira mais majestosa do mundo. Ela era a criatura mais perfeita que Nehe poderia criar.
Peguei Y em meus braços novamente e sai correndo contra a grande janela que se estilhaçou atingindo minhas asas com os cacos de vidro que ficaram alojados em meus ferimentos ardendo como nunca havia ardido. Conseguia ver o brilho escarlate do rastro do sangue na grama, Ignor estava olhando esperando que eu caísse, mas continuei voando para o além, a lua já caia e em algumas horas o sol iria sair. Levei Y para a base de uma montanha, era mais difícil de sermos localizados, debaixo de um pinheiro deitei Y e fui para a margem de um córrego tentar retirar o vidro estilhaçado que se encontrava alojados nas minhas asas, quando comecei a retirada de cada um dos pedaços de vidro, olhava para a outra margem do córrego e senti que uma mão estava segurando meu ombro.
– Y o que está fazendo aqui? Como você conseguiu levantar? — Milhares perguntas vinham a minha mente, mas nem uma maior que a duvida que tinha pousado em meu cérebro " O que estava acontecendo? " — P eu estou bem, não lembro do que aconteceu, mas estou bem. — Os olhos de Y brilhavam como a lua no céu, esse deveria ser o fim do mundo, que criatura mais magnífica era essa.
– Olhando para a frente e tentando não morrer de dor, tive uma visagem, tive a impressão de ver K e F fazendo sexo. K metia o pau dentro de F que estava com duas brasas vermelhas em seus mamilos, K sufocava ele com um pano grosso, ele se asfixiava e tentava prender no máximo a vontade de gozar dele, K tirava o pano e F tentava respirar enquanto K retirava o pau ainda ereto de dentro do rabo de F e urinava encima dele. — Y você esta vendo aquilo do outro lado da margem?
– Não estou vendo nada. — Y afirmou meio sem atenção. F se erguia w voltava a se deitar na grama, K ficava de cócoras e quando fui perceber ele estava defecando no peito de F.
Cai dentro da água e fui até o fundo do córrego, o córrego tinha mais ou menos 8 metros de largura e não era tão raso e impotente quanto parecia, quando cheguei ao fundo já não conseguia enxergar a luz do luar, minhas asas ardiam como se eu estivesse colocando brasas vermelhas por cima delas, eu sentia meu pau ficar cada vez mais ereto e eu ficava cada vez mais excitado.
A vontade de foder com Y agora era maior, antes ela existia e carregar ela nos braços não foi fácil pra mim, mas agora eu queria vira-la de bruços e foder o rabo dela e estrangular ela, introduzir meus dedos na vagina dela, queria muito foder com ela, não poderia sair da água até meu pau ficar flácido novamente. Senti algo se mover dentro da água ao meu redor, o que quer que seja tem força para movimentar a água de uma maneira impressionante.
Prendi o meu fôlego e senti que a água ao meu redor estava aquecendo de uma maneira impressionantemente rápida e voraz, acho que eu não tenho poder suficiente para fazer algo assim, ou seja eu não estou sozinho na água. Algo mexeu em meu pé e fui obrigado a abrir meus olhos e para minha sorte meu lado demônio tem uma membrana ocular que pode servir para enxergar tudo e vi que um dragão voava com sua calda longa por dentro da água.
Alguns demônios saíram do inferno, alias o mundo humanos e aberto para todos os anjos e demônios, menos Lúcifer e as criaturas do mundo de baixo.
– Zhu ahey Ruud huue? — Perguntei quem era ele, mas estava meio apreensivo. — Suet Behhe Suu Na'haell — Ele e um demônio criado desde o nascimento do mundo Na'haell e o nome dele, resolvi sair dali e comecei a nadar tentando chegar na margem, não sei como um monstro daquela magnitude poderia viver em um lugar tão pequeno, ele segurou minha perna e não consegui nadar, estava quase perdendo o resto do meu ar.
Acordei olhando o rosto angelical de Y, ela estava muito linda, o sol já estava nascendo e eu estava deitado na grama, os olhos de Y estavam verde esmeraldas da maneira mais bela que o amanhecer. — O que aconteceu quando eu estava no fundo do córrego? — Y olhou para a pequena passagem fluvial, deitada ao meu lado e tudo estava calmo. — Um dragão de milhões de anos resolveu tentar lhe afogar, mas quando ele lhe soltou você boiou e eu consegui lhe tirar da água, a parte boa e que ele curou suas asas de alguma forma e a má e que há mais demônios na terra do que presos no inferno.
– Uma vontade de vomitar tomou meu sistema digestivo, eu fiquei quieto. -Que expressão tão estranha e essa que esta em sua face P? — Y era tão intensa e eu ficava com medo de contar o que estava guardado, mas eu não sei, as palavras ficavam no meio da língua, mas não pulavam para fora.
– Y eu ainda não sei como agir, nem mesmo sei com que coragem irei tentar dizer isso, mas eu gosto de você, gosto muito de você. Gosto muito mesmo de você. — Fui tirado de meu sonho pela voz de Y perguntando se eu estava bem.
– Queria ter palavras para dizer o quão bem eu estou, mas a palavras me fogem. — E melhor sairmos daqui, pois pelo jeito, nosso sangue esta valendo coisas inimagináveis.
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