Hot Blood
3 P and My Old Life
Notas iniciais
" O céu ficará negro como se noite fosse, mas não e nada a mais, nem poderá ser o fim isso tudo e apenas a anunciação do filho da besta criado pelos humanos através do medo e da desconfiança absoluta acima de todas as coisas. " 13:96 Livro de Ejahall.
Y...
O novo começo estava nascendo, a guerra entre humanos, anjos e demônios estava por começar, a terra do meio era um troféu para os ganhadores, o poder e o demônio também, Deus não estava mais nem ai, a terra do meio era apenas um vazio que deveria ser preenchido pelo que fosse, so não poderia continuar com essa chafurdaria que estava, anjos se entregando ao pecado, demônios levando humanos para o caos, isso teria de terminar.
A floresta negra era um bom lugar para se pensar e para analisar o que os necromantes estão tramando. Eu como uma Eghyerr estava tranquilamente voando acima da velha floresta, quando fui atingida por uma flecha que foi atirada sem rumo e pronta para atingir e matar qualquer criatura imortal e leva -la a morte, caída no chão eu me via quase morrendo se não fosse a misericórdia divina de curar meu ferimento eu estaria vagando pelo gás do universo. Ao tentar abrir os olhos novamente via que estava sendo carregada por uma matilha de necromantes.
A floresta negra e um dos lugares mais estranhos da terra e de toda Salém, fazia até mesmo o inferno se parecer um bom lugar para se viver.
Os longos basca bacanais e Orgias que aconteciam ali eram apenas para a procriação e para oferecer a energia gerada pelo corpo para as divindades demoníacas deles, isso tudo apenas para perder a guerra que estava por vir.
Depois de tudo ainda fui salva por um demônio, depois de conversarmos e ate quando eu senti o toque dele eu sabia que ele não era igual aos outros demônios que vagam pelos mundos. P era tão gentil e legal que eu nem sei um adjetivo para nomear um ser assim, ele não pode ser um demônio.
– Vamos P tenho que chegar em casa ainda hoje e ir concertar essa asa que ainda arde. — P estava meio distraído olhando para a escuridão que cobrira o mundo minutos antes, tudo jazia no escuro, algumas pessoas de pequenas aldeias gritavam, o progresso humano e sobrenatural estava chegando, ao longe acima de uma das montanhas mais altas podia ver as luzes de Eligee, anjos voavam apreçados formando linhas de ataque, P focou meio assustado.
– Calma P, todos os anjos são inocentes e não irão lhe fazer mal. — comentei meio em tom de piada. — Eu sei, mas sou meio demônio e eles podem me matar em questão de segundos.
No céu os anjos voavam sem parar e conversavam coisas em uma linguagem própria deles, eu apenas consegui ouvir algo sobre a verdade e de um artefato que Lúcifer queria a qual quer custo.
– Parados ai.- Q exigia, sem camisa e com aquele tronco a mostra era de matar qual quer garota e mulher de desejo, tentação e se ele quiser luxúria, litros e litros de luxúria.
– Sou eu Y, não precisa temer Q. — Falar isso não serviu pra nada. — Y eu sinto cheiro de coisas ruins de longe, e isso tem cheiro de demônio.
– Não é um demônio, mas isso que você esta sentindo é o mal cheiro dos necromantes fedorentos. — eu estava quase escapando quando Q me surpreendeu — Quem é essa besta que a segura pelos braços de uma maneira tão amigável como se estivesse escondendo ou renegando a própria natureza.
– Ele me salvou, talvez por ele eu estaria morta agora senhor Q e a natureza dele não tem muito haver com caráter, exigem anjos bem nojentos também e que fazem ainda coisas piores. — Q nos deixou passar, mas foi nos seguindo até a mansão celestial, quando meus pés tocaram o solo daquele lugar eu senti um arrepio dentro de mim mesmo, uma corrente de eletricidade correu dentro de mim como um raio na tempestade, o fogo que existia dentro de mim água se tornou e de água tudo em instantes era vapor.
– Here i am, Here I Stay, Venha P entre. — Insisti, mas o medo de P o deixava congelado em pe enquanto Q nos olhava, ele eram alto, forte e com uns cabelos grisalhos, era um belo ser. Aliás deus não criou os humanos a sua imagem e semelhança, na verdade os humanos são criaturas criadas na base de anjos, pois no tempo da criação nós eramos apenas energias que se locomoviam com base no espectro.
– P estava pensativo e ele olhava para Q, que não tirava os olhos de mim, estávamos em um triângulo de olhares, Q com seu tronco bem marcado por um formato do mais belo e incrível, aqueles cabelos negros escuros como a floresta negra no meio daqueles cabelos brancos meio cinzas que nasciam entre suas orelhas e na parte de trás de sua cabeça me deixavam louca, enquanto P estava ali olhando para mim fazendo meu coração incinerar qualquer combustível que por ali encontrasse, minhas mãos suavam frio como a chuva antes da nevasca.
– Bem temos de parar de olharmos -nos entre si e decidir se vamos ficar aqui a noite inteira, aliás até essa sombra deixar a terra. — Q não respondeu, mas mexeu os lábios de uma maneira sensualmente explicita, esses lábios bem desenhados me enlouquecem.
– Bem Y eu tenho que ir antes que seu amigo resolva que eu quero fazer algo ruim com você. — P deu uma risadinha de canto de boca, eu peguei em sua mão e pude sentir a pele escamosa de um lagarto dele, marrom e quente, e o misto da pele humana, tudo era um tanto estranho pra mim, mas aquele calor inteiro me fascinava de uma certa forma.
– Não podia insistir para que P ficasse, ainda mais com Q ali na minha frente, me desejando com os olhos e me engolindo com aquela maneira de ser tão estranha e atraente dele.
Eu estava dominada por aquele olhar pela milésima vez. — Bem Obrigado Q, você é muito melhor que os demônios, só pra constar isso foi uma piada. — Da com minha clássica cara de brava que todos já conheciam avidamente, minha asa estava melhorando e eu ainda sentia o peso do olhar de P sobre mim, aquela pele de lagarto marrom meio cinza me aquecendo e me fazendo ter uns pequenos choques ele era diferente de qual quer ser que eu já tive contato, bem no máximo ele não é tão estranho apenas por ser um demônio, mas bem eu acho que ser sequestrada e quase morta valeu a pena.
Deitei em minha cama e percebi que os anjos não sentem sono, mas pela primeira vez eu não precisava fechar meus olhos para sonhar, eu estava ali sonhando de olhos aberto, eu nunca havia sonhando antes.
– Aquele sorriso falso, sem sal e amarelo, de V era uma merda. — Y eu andei ouvindo por ai que você esta tendo contato direto com demônios, e eu não acreditei nesse fato, mas eu sinto um cheiro de enxofre vindo de você. — Levantei rápido e fiquei frente a frente com V. — Você não pode mandar em mim sua vaca, somos todos do mesmo lugar e vai para o mundo de baixo que lá você iria ver o que eles fazem com anjos idiotas como você. — eu fiquei pavio curto, como assim ??? — Bem agora saia da minha mínima privacidade que é esse quarto porcaria. — Eu gritei tanto que depois fui ver que tinham alguns anjos na porta vendo se eu não iria estrangular a vadia que estava na minha frente, eu me controlei, minhas emoções humanas estavam crescendo mais e mais a cada momento. Minhas asas abriram-se e eu senti que nada mais me importava a não ser estar ao lado de P. — Abri a janela de que ia do chão ao teto.
O cristal se abriu majestosamente, o luar ao longe gritava por mim, eu mesmo com minhas asas doloridas, subi na mureta que ficava no pequeno espaço aberto para podermos voar e aterrissar tranquilamente. Me joguei e não abri as minhas asas de imediato, o vento passava como ginetes cortantes em meu rosto. O som das estrondosas ondas que batiam nas pedras veio aos meus ouvidos, um bolso de ar forte fez com que minhas asas abrissem e com que eu levantasse voo, um choque me bateu, mas minha asa outrora dolorida já estava como nova.
Não dei nem uma batida nelas, deixei o vento me levar para onde ele queria que eu estivesse, não sei se o vento era mais uma força da natureza ou mais uma mostra do poder de Deus na terra, bem eu não decidi, mas devido as circunstâncias prefiro ficar quieta.
P...
Meus irmãos pela milionésima vez me fizeram ficar mal comigo mesmo, eu ja cansei disso, mas infelizmente tenho de suportar eles e suas reuniões cheias de coisas detestáveis, o sangue e o cheiro de carniça inundava e empesteava o ar, cadáveres estavam espalhados pela casa e mulheres tomavam banha o de sangue dos coelhos que eram mortos um a um a cada instante, em um dos quartos da casa mulheres prendiam peças de aço em seus mamilos e passavam finas laminas em seu corpo e encharcavam as feridas com sal e iodo, elas se contorciam com os fios elétricos em suas vaginas e a eletricidade faziam com que elas ficassem mais ligadas ao sexo e elas andavam pela casa com o sexo delas a mostra, tudo era heresia e bruxaria, e cada vez mais híbridos eram produzidos. Dizem que híbridos são seres improdutivos sexualmente falando, mas meus irmão e os demônios consegui guiam produzir cada vez mais e mais híbridos para um exército que poderá dominar o mundo. Híbridos tem mais poderes que demônios convencionais, a única coisa que não temos é a famosa imortalidade já que nem nossos pais cederam isso para nós.
O ar corria cada vez mais por dentro de minhas asas, a lua dourada emanava dela uma luz doada a ela pelo sol, eu sentia que nada poderia ficar melhor, eu voava acima de uma floresta que realmente tive de reconhecer já que eu havia sido sequestrada por necromantes horas atrás, ao passar pela floresta vi que estava sendo levada a algum lugar, o vento em seus sussurros naturais não me contava de maneira alguma onde íamos, era um segredo nosso, pela primeira vez me senti em meu lugar, um sossego tomava o meu corpo e eu não precisava bater minhas asas, eu era simplesmente levada, como uma folha de outono que o vento puxa suavemente da árvore que era sua mãe e dona.
As estrelas aos poucos apareciam e um sorriso brotou de meu rosto quando senti um arrepio gostoso na nuca, meu cabelo ruivo foi puxado de leve pelo vento que mudava de direção, mas me levava reto com convicção de onde iria me levar. Agora sim poderíamos contar as estrelas que aparecem no céu sem precisar contar nos dedos, agora milhares de pequenas luzes povoavam o céu e o véu foi jogado por cima do manto doce da noite, a noite foi criada especialmente para W, a filha favorita de deus, velho ingrato, mesmo assim W foi muito gentil e deixou o presente dela para todos verem e poderem contemplar, o vento estava me revelando um artefato secreto, mas eu esbarrei em algo e estou caindo, melhor dizendo eu esbarrei em alguém me recompus e voltei a seguir para cima, quando vejo a face de P. — P você quer me matar depois de me salvar? Garoto bobo. — P sorriu e eu claro olhei bem tentando focar em seu rosto.
– Desculpe Y, eu sempre saio para voar essa hora e não esperava ver você aqui já que o céu esta sempre tão limpo e tão vazio. - Olhei para ele meio sem expressão.
– Definitivamente hoje eu tive uma vontade muito grande de voar, mesmo minha asa ainda estando meio estática, bem mas a vontade de voar foi bem maior que eu. — Sorri e vi que P também sorriu.
– Então hoje a vontade de voar foi mútua. — Aquele sorriso com uns dentes meio grandes e amarelos e o outro lado dentes pequenos brandos e brancos. — Bem quer voar junto comigo P ? — Era uma atitude desnecessária, mas era minha atitude no momento.
– Sim, claro Y vamos até as montanhas do Himalaia. — P sorriu meio sem graça e ainda meio esquecido longe. — Peguei a mão de P, aquela pele miscigenada criada apenas para um ser híbrido especial, eu não tinha uma pele tão maravilhosamente estranha como a de P.
– Saímos voando sem um bater de asas se quer, o vento nos empurrava para frente e cada vez mais rápido, íamos de mãos dadas rumo ao norte, o vento mudou a direção do norte rumo ao oeste, Salém vista de cima era tão estranha, pequena e poucas luzes se mostravam no meio da noite escura.
O vento soprava mais e mais confissões que valiam mais ouvir que ignorar, dei-me a ignorar o que o vento estava tentando falar já que eu estava mais distraída do que nunca estive em minhas duas vidas. O caminho para frente sempre nos leva ao passado, andar para trás e tão mais fácil que eu que tinha o mais absoluto medo de criaturas da noite e das trevas que elas tinham em seus corações. Estar de mãos dadas com outra pessoa e mais incrível que tudo, ainda mais quando a energia que fica em torno dessas duas pessoas e a mais alta possível...
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