Hot Blood
2 Black Demons
Notas iniciais
Dizem que a inteligência e a única arma dos humanos contra o resto do mundo, mas ela não é a única arma, ela pode ser a melhor, mas não é a única. Quando o poder chega para pessoas inexperientes em grandes proporções isso pode causar um estrago maior que uma das bombas da guerra.
Em 1609 a família Wyinn foi fundada por Ignor e Evanorra doutores e psicólogos formados, numa casa velha no meio do mato, os Greyerr a família que começou tudo era a maior família de necromantes da face da terra e controladora das galáxias das dezesseis luas, Ignor era um alquimista e necromante, com o começo das guerras e conflitos as pessoas começavam a ficar decapitados, no laboratório Ignor tentava a qual quer custo fazer com que as pessoas recuperasse esses membros perdidos na guerra, Evanorra chegou a pensar que Ignor tinha passado para o lado do bem, mas o que ela não sabia era que Ignor estava destinado a uma coisa bem maior do que simplesmente construir autômatos e pequenos brinquedos com peças metálicas, depois de algumas invenções no porão de sua casa Ignor resolveu levar finalmente tudo para a luz.
Pode ter sido um erro, mas também pode ter sido o sentido de uma mudança integralmente nova, junto com uma revolução em dois mundos, o mundo sombrio e a terra.
Evanorra seguiu em frente com seu plano de fundar a família mais forte de todos ao lado de Ignor e de Mefistófeles, ela tentou milhares de vezes engravidar de Mefistófeles, mas nem uma das tentativas obteve sucesso. Em 1810 um ano depois Ignor na penumbra tentou vender as peças metálicas que poderiam substituir partes e membros humanos para uma empresa que estava começando na garagem de uma casa das mais velhas de Salém, saindo do meio do pântano para revolucionar o mundo. Finalmente Ignor pensava que poderia se livrar da maldição fazendo seu coração bater de novo, mas para a tristeza dele as peças que ele havia inventado a mando de Mefistófeles, bateu em várias portas e todas foram fechadas na cara dele, quando ele estava voltando para casa dois homens perseguiram ele e quando acharam conveniente, pegaram ele e bateram nele até que Ignor estava no chão quase inconsciente, ele apelou para que alguém o salvasse, mas por puro azar nem mesmo o homem que namorava sua irmã o ajudou, no meio das trevas ele ouviu uma voz que o chamava com força, a face de um homem surgia no meio das trevas: — Ignor eu sei que você precisa de mim agora, eu sempre estive aqui por você, por sua família. — Acho que única coisa que Ignor foi capaz de responder foi : — Eu aceito.
O coração de Ignor foi metade congelado e o sangue dele parou de correr, para apenas caminhar, ele se tornou um homem frio e esse frio o tornou um ser sem espírito, chegou em casa e encontrou Mefistófeles na cama com sua irmã e algo dentro dele fez com que ele pulasse na cama e ali rolou o incesto que o mundo já viu. Mefistófeles e Ignor revezavam para poder ter a mesma mulher que ainda que uma bruxa induzida por um feitiço era inocente, ali no meio da floresta de Salém nascia a porta do Inferno, Evanorra sentia a eletricidade correndo pelo corpo, o coração em chamas e sentia cada vez mais um poder dentro dela e de todos que ali estavam...
Depois de meses tendo devaneios sexuais e experiências nunca vivenciadas por nem um mortal, Evanorra acabou ficando grávida de trigêmeos, infelizmente todos eles eram gêmeos siameses. Após passarem por uma operação K e F conseguiram ficar com suas pernas quase normais porem P não pode ele ficou com apenas uma perna e começou a tomar muitos medicamentos recomendados por um curandeiro a mando de Mefistófeles, P acabou ficando deformado de rosto e de corpo adquirindo a aparência similar a um demônio, ele ganhou duas longas asas de pele grossa e que podia ser usadas para voar, P se tornou realmente um demônio por enquanto que seus irmãos eram apenas simples comensais do mal, infelizmente P foi o escolhido para liderar os irmãos contra a raça humana que não queria aceitar necromantes e nem muito menos a magia negra exercida por eles, com algumas tentativas e a evolução da tecnologia Ignor pode dar a seu filho uma perna de gesso bem acabada que respondia a estímulos nervosos, o que vinha para o futuro ninguém sabia ainda, mas algo chegasse era planejado por Mefistófeles.
Nos anos 20 Mefistófeles sumiu levando Evanorra com ele e Ignor foi enganado, a caça as bruxas havia recomeçado e muitos necromantes haviam morrido na guerra contra a Ordem Angelical, ou a ordem da chave. — P você e muito feio acho que nem todo o demônio do Inferno ou mostro do mundo de baixo. — K zombava do irmão de uma maneira idiota e tola.
– Você ainda não sabe quem eu sou K, uma guerra esta começando e você ai cuidando da minha aparência? — A tão comentada guerra iria começar, a guerra era para saber quem ficaria com a terra do meio já que os anjos dominaram o céu e os vampiros, lobos e outras criaturas demoníacas dominaram a terra de baixo.
P, não era tão malvado como sua aparência mostrava infelizmente K e F eram os mais malvados demônios de toda a galáxia e do mundo de baixo, Mefistófeles e Evanorra ainda estavam desaparecidos. Ignor começou a provocar as pessoas falando sobre a realidade da magia e ameaçando se mostrar aos hunidy e mostrando a sua habilidade com tecnologia mais avançada que a época, suas próteses eram milagrosas e com elas ele pode ajudar algumas pessoas com deficiência, eu ainda não sei se o que nos fez nascer assim com essas deformidades físicas, pode ter sido o incesto com o demônio ou pode ter sido alguma doença genética e ate o mal puro que corria dentro de nós.
Um belo dia eu estava voando a procura de alimento já que sou apenas 5% humano, eu me alimento de Carne e Sangue, mas posso comer comida humana e também posso me alimentar de pesadelos e coisas ruins, mas prefiro sangue e as vezes comidas humanas ao contrario de K e F que se alimentam de cadáveres humanos e de coisas ruins eu faço algo para ser a pequena exceção, Ignor não mora mais na mesma casa que eu e meus irmãos, mas ja que ele fez a nossa metade humana ele ganhou uma casa ao lado da nossa, os humanos podem ate pensar que não vivemos em casas, mas quando menos esperam lá estamos nos.
Voando por cima de um cemitério eu pude ver uma mulher enlouquecer a fazer sexo com um cadáver, outro garoto também estavam ali encima de cadáveres, eles saciavam a fome de sexo encima de pessoas em estado de decomposição avançada, eles estavam realmente fazendo tudo com aqueles cadáveres, a garota de cabelos negros e seios fartos, esfregava sua vagina no penis enrijecido do cadaver, ela ia a fundo esfregando as mãos gélidas do cadáver em seus seios, ela inseri-a o dedo no anus do cadáver, era a relação sexual mais estranha do mundo e a pior parte e que eles sentiam prazer o mais absoluto prazer do mundo, as vezes o ser humano e tão repulsivo, o garoto penetrava o cadáver e depois era penetrado pelo cadáver era difícil ver aquela cena e não ficar com nojo, acho que os mortos merecem respeito e não serem profanados.
K e F estavam apoiando Ignor a quebrar o trato e mostrar a verdadeira magia negra para as pessoas, não o vodu nem mesmo trazer um cadáver de volta a vida, mas a pura necromancia de abrir os portões do mundo de baixo e libertar tudo, libertar as sete pragas do Egito e os monstros do apocalipse, para a sorte dos humanos Ignor estava ainda mais ocupado aprendendo a usar suas máquinas para criar seres perfeitos usando corpos humanos e DNA demoníaco, 1929 estava sendo um bom ano, mesmo tendo de fugir de caçadores e outros problemas com a quebra da bolsa ganhamos muitas almas para atormentar e eu estava cada vez mais deslocado e não concordava mais com os métodos de meus irmãos, algo bom crescia dentro de mim e agora eu iria deixar essa florescer e me mudar ja que eu sei que sou um demônio mas prefiro ficar neutro, esse lado negro e que acaba com tudo estava fugindo de mim e eu via cenas em preto e branco, tudo passava em câmera lenta ou em modo rápido 7x tudo em mim mudava e agora eu sentia mais e mais vontade de andar no meio dos humanos.
– Esta tentando nós ajudar a mostrar a maldade aos humanos irmão? — F me provocava enquanto K passava com um Demônio que acabara de possuir o corpo de uma humana. — Eu não sou como vocês seus babacas isso não é uma vida e nem menos brincadeira, ser malvado é uma escolha e essa não é a minha.
– F saiu depois de um risinho idiota que ele deu. Passando pela porta entreaberta do quarto subindo a escada pude ver pela fresta que a garota estava nua encima de K, ela esfregava-se no corpo dele e eu continuei meu caminho rumo ao telhado, onde passava minhas noites pensando nessa tal vida que Levo.
Para os humanos, todos os demônios possuem corpos a toa so para elas serem forçados a ir a uma igreja idiota, mas não e bem assim, queremos viver, pois o mundo de baixo e realmente um inferno, e alguns demônios querem apenas fazer maldades mesmo já que os seres humanos foram criados para povoar a terra que era nossa, as vezes a noite com as longas orgias rolando na casa inteira eu ficava a noite olhando o céu e as estrelas e ainda me perguntava por que éramos tão odiados, ma isso e culpa de babacas como meus irmãos.
Eu participei de duas dessas Orgias, mas eu era tão feio que nem um dos demônios que adquiriam corpos do sexo feminino me queria, a mais pura verdade e que não temos sexo, somos apenas criaturas que podem se reproduzir apenas estando dentro de seres humanos isso e a única coisa que temos de igual aos anjos.
Em algumas dessas orgias tinha de tudo, Sangue, tortura e crueldade que só demônios sabem, eram 'pessoas' pelo teto no banheiro e em todo lugar até em meu quarto as vezes tinham pessoas fazendo sexo, bem essa e minha pequena vida de poucos anos ainda, sempre estarei vivo e pela eternidade estarei ligado aos meus irmão cabeçudos.
Estava voando por cima das nuvens um belo dia sem sol, o negro manto da noite estava prestes a cair sobre o mundo quando uma coisa veio aos meus olhos, uma garota era levada por necromantes mal intencionados, eles rasgavam as roupas da pobre garota, eu não aguentei ter tal visão contra uma bela garota na flor de sua idade, que deveria seus 20 anos, em vôo raso me arrisquei para tentar salvar a moça, seu vestido estava sendo arrancado pedaço a pedaço, ela gritava por ajuda, mas no meio da velha floresta nem mesmo os corvos iriam ajudar ela, quanto mais me aproximava da mulher mais medo eu tinha, minha parte humana temia os feitiços, mas minha parte imortal me jogava cada vez mais forte e para salvar aquela bela dama.
– Estou voando como assim — afirmou a jovem garota. — Estamos sim — Ao olhar para mim a garota tomou um susto e começou a cair em queda livre. Tive de salvar a garotinha tola pela segunda vez em minutos.
– Calma garota eu sei que eu sou feio e estranho, mas eu não lhe farei mal assim como as pessoas la de baixo — eu disse a garota. — Ela riu.
– Muito obrigado, eu ainda não sei o que falar, nem muito menos o que fazer, em um minuto eu estava caminhando pela floresta tentando esfriar meus pensamentos que iam a mil por hora, essa nova revolução esta deixando tudo muito estranho, extremamente complicado e difícil, eu ainda não sei se isso tudo e por um novo mundo ou se é apenas pelo poder.
– Hã nós ainda não nos apresentamos — Afirmei meio confuso. — Eu sou P — A garota riu. Continuei a esperar para ouvir o nome dela, mas em vez do nome dela ganhei o sorriso que ia murchando.
– Bem eu sou Y, mas não gostaria de ser, sou eu por um erro, se não fosse eu um grande erro eu não seria Y eu acabaria sendo M ou provavelmente G, mas como eu sou um erro sou apenas Y.
Ela estava triste novamente, era estranho ver um rosto tão bonito e tão triste, eu ainda não sei o motivo da tristeza dessa jovem garota, mas Y poderia muito bem me explicar qual o motivo de tanto peso na alma. Estava sendo levado por devaneios e pensando na aflição daquela garota em vez de ir em encontro a minha própria.
– Eu nunca vi algo como você, então essa e a pergunta : O que você é? — Eu ri baixinho para não perder a concentração e acabar tentando matar a mim e a jovem garota. — Bem eu sou um Demomann.
– Nem parece que você e a prole de um demônio com um necromante. -Garota corajosa essa falar assim da pessoa que pode acabar com ela em menos de um minuto. — Você e uma garota bem estranha, como você soube que eu era filho de um demônio com um necromante? — Falei atônito. — Ela se limitou a responder.
– Bem eu sou mais vivida que você pelo jeito, não concorda P. — Essa garota e mesmo corajosa demais para uma pessoa que esta a uns mil metros do solo.
– Pelo jeito sim, mas acho que no quesito magia e bruxaria, ainda mais quando se trata das artes das trevas ai acho que você e muito inocente garota, mas eu também tenho uma pergunta. — Me preparei e mandei a pergunta lábios a fora — Como uma garota tão inteligente foi andar pela floresta negra e ainda conseguiu ser pega pelos necromantes? — De algum modo a conversa ia se tornando uma guerra pessoal.
– Eu estava pensando e caminhando quando ultrapassei os limites da floresta e invadi o território dos necromantes, não foi minha culpa os problemas que surgem do nada pra mim e explodem como bombas na minha cara. — Eu ri e ela teve a mesma atitude e sorriu, por incrível que pareça Y não era tão chata assim.
– Então para onde devo levar a senhorita? — Disse para Y que estava sorrindo e esquecendo tudo que a fazia triste. — Bem isso depende, se o senhor pode me levar para o polo norte eu vou, se não puder basta voltar para Eligee.
– Você vai fazer o que em Eligee, que eu saiba poucas pessoas podem entrar lá, bem que mesmo nunca entrei lá. — Bem achei mais prudente fechar a boca antes que a garota fizesse alguma coisa que pudesse matar a gente.
Um grunhido fez toda a floresta se assustar, até mesmo as árvores tiveram medo. O céu começava a ficar negro e o sol que outrora brilhava no meio das nuvens se foi deixando o mundo negro e envolvendo tudo em um manto negro triste.
– Tudo vai recomeçar. — Y estava ainda mais aflita de uma forma péssima.
– Eu sei por que você ficou quieto quando eu falei sobre Eligee, nós dois sabemos o que nós somos e sua aparência não renega o que você é, alias ela ainda ajuda mais a sabermos o que você é. — Y não era uma garota comum repetia minha mente que estava a mil por hora, ela esta indo para Eligee.
– Então nós sabemos o que somos e ainda não tentamos cometer homicídios, isso e meio raro. — Ri e falei tranquilamente eu sabia que Y era uma maravilha da natureza assim como eu.
– Somos híbridos meio sangue, isso pode ser bom para nossos país, mas para nós isso e um fato horrível, somos apenas meio imortais. — Y levantou a cabeça e deu um risinho.
– Nem me fale estou com um buraco enorme em minhas asas que podem comprovar nossa meia imortalidade maravilhosa. — Tomei um grande susto quando ouvi e vi um par de asas marrons emplumadas, diferente das minhas que eram escamosas e feitas de uma estranha pele que lembra a pele de répteis, eram divinas com pelas plumas marrons e na ponta de cada uma dessas plumas uma coloração branca espuma queria invadir a qualquer custo a cor dominante, era incrível.
– Como você é linda — Afirmei a comtemplar o par de asas. — Mas olhe só o que a flechada causou-me. — Ela ergueu as assas completamente divinas e no meio da asa esquerda jazia um buraco enorme aberto ali, uma gosma vermelha e dourada escorria daquele buraco enorme.
– Posso perguntar o que esta saindo do seu ferimento? — Indaguei curioso. — Bem Somos seres ambíguos como você mesmo sabe, aquilo nada mais é que dois líquidos vitais para minha vida, O sangue divino corre em minhas veias, e o que o sangue negro é minha parte humana se manifestando. — Aquela visão embrulhou meu estômago pela primeira vez na minha vida.
– Nossa então em algum quesito somos iguais, meu sangue também e dourado e negro.
Resolvi parar e dar um jeito naquele ferimento horrível parei no topo de uma montanha onde a neve ficou acumulada entre o céu e a terra, estava meio frio, mas não iríamos morrer com um pouco de frio.
– O que você vai fazer parando aqui, vai me matar? Eu não deveria ter confiado em você, um demônio mesmo que apenas uma criatura ambígua não tem coração. — Y com medo de mim, essa eu não acreditei.
– Eu não vou te matar, vamos dar um jeito nessa sua asa antes que algo ruim possa acontecer com você. — Uma das minhas garras foi transformada em uma lamina por mim mesmo, cortei minha mão e rasguei um pedaço da minha blusa de algodão, pinguei algumas gotas do meu sangue quente no ferimento, o sangue queimava o ferimento fazendo com que a pele em volta daquele buraco voltasse a crescer e se juntasse.
– Olha não ira crescer plumas por algumas semanas ou atém mesmo meses, dependendo de como seu corpo ira agir sobe a influência do meu sangue, mas acho que no máximo uma semana tudo volta ao normal. — Ela sorriu e me ajudou a amarrar o trapo que outrora era um pedaço da minha blusa de algodão.
– Bem eu nunca havia conhecido um demônio gentil, mas acho que pelo jeito você e diferente de todos os outros. — Devolvi o sorriso que me foi dado. — Sim eu sou diferente, pergunte isso aos meus irmãos, depois que abri bem meus olhos eu comecei a ver o certo e o errado da maneira certa, aliás, não pergunte aos meus irmãos já que eles são iguais os outros.
– Como assim a coisa certa da maneira certa? — eu sorri meio sem jeito. — As historias que me contavam me influenciaram por muitos anos, mesmo eu tendo nascido nesse século, meus pais tem mais de mil séculos e ciclos de vida, e eu comecei a aprender a maioria das coisas que eles sabem, o certo deles era o meu certo sem nem mesmo pensar antes de falar, com o passar dos anos via que isso de anjos derrubaram os demônios de seu império e eles se tornaram criaturas malvadas por causa das circunstâncias e que anjos são ameaças, isso estava tudo errado, quando o Love Club que dominava tudo foi quebrado o mundo se tornou o que é e ponto. — Y ria da minha ligeira explicação.
– Bem depois de toda essa lógica eu não vou duvidar de você P, bom e melhor você me levar em casa, pois eu ainda não consigo voar e minha asa ainda dói.
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