Hostility

37 With this ink in our skin we've sealed our fate


Notas iniciais
OMG!!! O Que aconteceu? Eu por aqui em uma terça- feira?
Pois é meninas... Isso tem nome e sobrenome. Chamam-se Reviews e Recomendações. Isso dá um incentivo tão grande. Grande mesmo. Saber que vocês acompanham, gostaram ou não do que leram. Isso faz todo o difrencial e por isso estou aqui. Agradeço de coração a todas as que comentam e tornam meu dia mais maravilhoso! Adoro conversar com vocês ali!!! Fantasminhas( Tá na moda usar esse termo ahsuahushuah) Apareçam por favor, só não no pé da minha cama, eu sou medrosa demais. ahsuahushuah
Quero dedicar esse capitulo a foREVerSullivan! Que recomendação foi aquela Cat!!! Nunca me deixou comentário mas me faz chorar na recomendação! A mocinha! Amei mesmo de coração. Muito obrigada pelas palavras linda apesar de saber que não mereço metade. É seu o capitulo de hoje!
Sei que vocês vão querer me matar, pricipalmente você Sweet Cherry Pie! Por favor sua linda, não me mate. Não esfregue minha cara no asfalto. Lembre-se tudo tem um motivo. Se eu morre não tem mais a fic... Só se eu psicografar... A mais eu vou calar a boca que eu estou dando idéia já para vocês. De repente me matar pareceu o de menos Oo
E sankdeepinside, você viu que eu tô tentando mesmo ajudar na greve da sua facul! E parabéns gata por ter percebido aquele lance lá ahsuhaushuahsuhaushauh
Bom... Vamos ao capitulo então né?
Enjoy

Pov’s Jade

O Show dos meninos em Washington foi incrível. Não poderia ser diferente. Quando eles subiam no palco parecia mágica. Tudo sumia. Eu voltava a ser só a Jade, fã incondicional. E eles o Avenged Sevenfold, meus ídolos. Comecei a desejar imensamente que essa visão permanecesse por mais tempo.

O que estava acontecendo nesse meio tempo? Nada.

Matt foi me ver no dia seguinte da confusão toda. Conversamos um pouco. Mas não tocamos em nenhum assunto comprometedor. Ele não mencionou nossa noite nem eu. Ele cumpria sua palavra.

Zachary eu ignorei, o máximo de tempo que eu podia. Quando ele entrava no meu quarto ( Porque ele ainda tinha a chave), eu dava a sorte de fingir que estava dormindo. Ele não encostava em mim. Não tentava me acordar. Mas no café da manhã da sexta que antecedeu o show o vi no restaurante do hotel.

Todo mundo resolveu tomar café da manhã juntos. O Falatório era inevitável. O barulho dos talheres, as piadas. Johnny ao meu lado, uma coisa que eu sentia muita falta. O único que não parecia se divertir era Arin. Mas aquilo não me incomodou. Eu gostei demais do clima descontraído. Mas como tudo que é bom dura pouco...

Zacky se reuniu a nós e não pude evitar de encará-lo. Seu rosto estava machucado. O lábio inferior tinha um corte. O olho esquerdo estava levemente arroxeado. Ele me olhou e era como se toda a dor voltasse.

A tensão era praticamente palpável. Todos na mesa, e dessa vez até Arin, olhavam nervosos uns para os outros como se a qualquer momento uma bomba fosse explodir. De repente eu tinha perdido a fome.

— Então , depois Afther Party né? A Turner ta acabando e eu preciso relaxar... – Syn disse rindo, tentando continuar o assunto e aliviar a atmosfera.

Aos poucos a conversa retomou. Os risos voltaram e eu movi meus lábios sem emitir som agradecendo a Syn que apenas acenou com a cabeça.

Se todos sabiam o que havia acontecido? Sim e com detalhes. Eram uma família, amigos de infância. Nada era segredo por muito tempo.

Se alguém me tratava mal? Não. Dessa vez não houveram partidos. Ninguém recriminou ninguém e parece que entraram em um acordo apenas pra ignorar a situação e deixar que ela se resolvesse por si só.

Continuei meu café sentindo e tentando ignorar ao máximo a presença de Zacky. Mas ele não parava de me encarar. Durante todo o café seus olhos permaneceram grudados em mim. Isso era no mínimo desconcertante. A nostalgia não pode deixar de me assolar. Era assim antes. Quando mal nos falávamos. Era isso o que ele fazia. Apenas me olhava. Eu não sabia mais se ignorá-lo era o certo. Eu não sabia mais de nada.

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Quando o show terminou nos dirigimos a uma casa noturna que foi fechada exclusivamente para a banda e o staff. Não era um dos meus melhores dias e sinceramente eu não estava com a menor vontade de me arrumar. Nem ir eu queria. Mas Johnny insistiu tanto que eu acabei cedendo.

Mulheres lindas que eu nunca vi na minha vida inundavam o lugar em trajes mínimos. E eu de vestido tomara que caia preto simples, levemente rodado e all star. Minha maquiagem? Nunca fui boa com isso, mas era normal. A que eu usava para sair. Olhos leves. Na boca um gloss. Sim, eu não queria chamar a atenção e nem estava com animo para chamar a atenção.

— Eu não estou acreditando que você veio para cá usando tênis Jade! – Jess disse alto, enquanto estávamos sentadas a mesa esperando Syn voltar da varanda, onde ele tinha ido fumar.

— Ah Jess, eu estou com sono, cansada. Quero só dormir ...

— Você dorme demais!- Disse rindo.

Johnny, Matt e Valary se aproximaram com nossas bebidas. Peguei o meu copo e o beberiquei de leve, olhando ao redor. Arin não quis vir. E por mais estranho que pudesse parecer, ninguém insistiu para que viesse. Nem mesmo Val que sempre era tão carinhosa com o garoto. Logo meus olhos me traíram e buscaram por Zachary durante alguns minutos. O avistei sentado no balcão conversando muito próximo a uma mulher loira. Eles riam demais para o meu gosto. Mas quem era eu para falar ou pensar qualquer coisa sobre as atitudes dele?

Apesar de eu não ser ninguém para falar ou recriminar qualquer atitude de Zacky, ficava difícil controlar a sensação de posse e o maldito ciúme. E isso ficou claro não só para mim como para todos os presentes quando ele deslizou o dedo indicador pela bochecha da menina enquanto dizia alguma coisa em seu ouvido. Ela riu concordando com a cabeça e se levantou puxando ele pela mão.

Meu corpo todo gelou. Eu tentei levantar, mas fiquei travada na metade do caminho, esbarrando na mesa e derrubando quase todos os copos. Os meninos e Jess se levantaram rápido, porém o vestido lindo de alça azul marinho de Val ficou enxarcado.

— Desculpa...

Ela levantou a mão, tentando secar com o guardanapo.

— Não... Está tudo bem Jade. Pode ficar tranqüila.

Eu estava sem graça. Isso era fato. E Jess logo chamou minha atenção.

— Ele ta lá fora na varanda não é? Então vai logo lá, que eu sei que você quer. – Disse revirando os olhos e rindo.

— Ele quem? – Matt se pronunciou olhando estranhamente de mim para Jess. – O Zacky?

— Ah... Que Zacky o quê... A bicha do meu namorado. Ela está assim porque ela não consegue ficar longe dele, você não sabe disso?

— É verdade. Com o Syn aqui você fica mais calma Chris, mais soltinha. Ele é um amigo melhor do que eu né?

Johnny fez biquinho e eu tive que apertar sua bochecha.

— Sem crises de ciúme ok. Eu amo você! Só você sabe o Senhor dos anéis aqui nessa bagaça!- Disse ele me deu uma piscadinha marota. -Do jeito que vocês falam parece até que é verdade...

— Mas é verdade Baby Doll. Não sei como a Jessica agüenta isso. Eu já teria cortado essa história há muito tempo. Homem e mulher muito tempo juntos... — Matt disse com um leve sorriso. Eu sabia que eles estavam brincando pra tentar amenizar a cena que eu tinha visto.

— Você é um machista Shadows. – Disse rindo.

— Bom, vou dar uma chegadinha no banheiro que só guardanapo não está dando jeito. – Val informou e se levantou.

— Vou com você...

Comecei a caminhar ao lado de Val, mas pude ouvir Matt gritando. Era impossível não o ouvir gritar.

— ALÁ!!! NÃO FALEI! Ta ela correndo atrás do Syn de novo. Dá uma coça nela Jess...

Olhei para trás e eles estavam rindo e conversando animados. As maneiras que eles encontravam de levantar minha moral eram estranhas, mas eu gostava. Por mais que eu sentisse que não merecesse a sorte toda que eu tinha.

Cheguei à varanda e minha pele se arrepiou no mesmo instante. O tempo estava estranho e o vento era dolorido. Syn estava parado olhando para a rua lá em baixo com seu cigarro pela a metade. Ele parecia totalmente perdido nos seus pensamentos e só reparou que eu tinha chegado, porque eu o abracei por trás e deitei minha cabeça em suas costas. Respirei fundo sentindo o cheiro que mais me acalmava de todos. Eu amava demais o cheiro de Syn. Ele era intenso, refrescante, másculo e me passava segurança. Tudo nele me passava segurança.

Ele fez carinho em meus braços enquanto tragava lentamente o cigarro.

— Vai me dizer que você veio aqui fora no frio só para me abraçar? – Ele disse com uma leve risada na voz. Eu não via o seu rosto mas eu tinha certeza que ele havia levantado uma sobrancelha para falar isso.

— To proibida de te abraçar agora?

— Não né... Mas eu tenho certeza que dava para esperar eu chegar.

— Desculpa não sabia que você queria ficar sozinho...

Soltei-me dele e me virei. Ele bufou alto e foi a vez dele me abraçar por trás e me arrastar para onde ele estava.

— Ah... Para de putaria Cat! Você entendeu. Você está estranha desde quarta- feira. Provavelmente aconteceu alguma coisa. Por isso você veio atrás de mim. A única parte do meu corpinho lindo que você usa são meus ouvidos. – quando eu ia argumentar que já que ele não gostava, Brian tapou minha boca com a mão que segurava o cigarro mesmo. – Para de drama! Você sabe que eu gosto de ser usado.

Fui obrigada a rir e ele me acompanhando me soltou.

— Zacky ou Matt?

— Zacky... Me dá um cigarro?

— Desde quando você fuma? –Perguntou apoiando o queixo em minha cabeça.

— Desde quando eu te pedi um cigarro, agorinha mesmo.

Ele rui e vi logo na minha frente o maço de Marlboro. Retirei um e ele me ajudou a ascender com seu próprio cigarro. Na primeira tragada eu quase tossi. A muito tempo eu não fumava, desde das festas da faculdade. Mas logo a nicotina foi fazendo seu efeito e meus músculos foram ficando relaxados.

— Jade – Odiava quando ele me chamava pelo nome, significava assunto sério. – Isso vai continuar até quando?

— Não sei Brian... Sinceramente eu não sei.

— Eu detesto ser chato e eu já disse que nunca vou te julgar. Por nada. Mas pior do que tomar uma decisão errada e não tomar nenhuma decisão.

Traguei novamente o cigarro. Ele tinha razão. Para variar. Eu estava brincando de quê afinal? Eu não me decidia qual dos dois eu queria, mas também queria que os dois ficassem me pajeando o tempo todo. Eu estava sendo ridícula demais. Só ligava mais uma vez para os meus problemas. O sentimento dos outros que se explodisse.

Brian apagou o cigarro, beijou o topo da minha cabeça e se afastou.

— Bom, vou voltar para a minha mulher né, porque você sabe que se eu demoro mais cinco minutos ela manda uma equipe de busca.

— Brian, a Jess não é assim... Nós dois sabemos disso.

— Michelle me ligou.

Virei de frente para ele com os olhos arregalados.

— E?

— E que fez com que eu me sentisse pior do que eu me sinto normalmente.- Ele respirou fundo balançando a cabeça com um sorriso triste nos lábios.

— Brian, você é meu melhor amigo. Não quero ver você assim. Eu sempre me abro com você, mas você nunca se abre comigo.

— Jade, você com certeza em cinco minutos, sabe mais de mim do que qualquer um. Só não quero estragar minha noite. Tem uma gata morena deliciosa me esperando para fazer sexo comigo. Quero aproveitar isso saca?

Eu tive que rir. Syn era tão evasivo. Ele sempre mandava uma piada em qualquer situação. Principalmente quando queria encerrar um assunto.

— Bom, eu não desisti. Pode lá para baixo agarrar sua gata morena. Mas nós ainda iremos conversar mocinho! – Fiz alusão a forma como ele falou comigo quando estava presa e ele riu e bateu continência.

— Sim mamãe!

— Não fode Syn!

— Também te amo Cat! – Me mandou um beijinho no ar e se virou. – Mais tarde agente conversa.

E assim ele se foi colocando um ponto final naquele assunto mais que incomodo para ele.

Continuei ali, terminando o cigarro e encarando a rua deserta lá em baixo da mesma forma que Syn. O que eu estava fazendo da minha vida?

— Você vai querer morar aí?

Aquela voz rouca fez meu corpo tremer. Era sempre a mesma reação quando se tratava de Matt.

— Não, só estou terminando de fumar.

Ele me avaliou por alguns segundos e parecia querer dizer alguma coisa, mas as palavras não saíam.

Depois da ultima tragada, apaguei o cigarro e o encarei.

— Sabe Jade... Eu... Você está bem? – Ele perguntou coçando a cabeça e me olhando com uma cara cômica. Ele parecia perdido e isso me fez sorrir.

— Sim Matt, eu estou bem!

— É que você ficou tão abalada quando viu o Zacky com aquela garota que me fez pensar em algumas coisas.

— Quais? – Perguntei apesar de saber exatamente sobre o que Matt estava falando.

Ele respirou fundo, parecendo cansado e abaixou a cabeça. Ficou alguns minutos assim e eu apertei meus braços em volta do corpo. O frio estava realmente me incomodando, mas não iria interrompê-lo.

Depois de algum tempo Matt levantou o rosto sério.

— Você me ama mesmo?

Eu sabia que ele perguntaria isso, mas mesmo assim eu não estava preparada para ouvi-la.

— Sim Matt... Eu amo!

— E por que não estamos juntos? – Não se moveu um centímetro, nem mesmo quando uma rajada de vento um pouco mais forte passou por nós. – Por que você ficou tão nervosa quando viu o Zacky com outra?

— Não sei Matt. Desculpa mas eu não sei.

Aquela situação estava me incomodando. Não gostava que me pressionassem. Detestava estar ali passando por isso. Logo com ele.

— Você sabe sim. Me diz por favor.

— Eu não tenho nada pra dizer...

— Nós dois só sairemos daqui depois que você falar.

— EU AMO OS DOIS! – gritei e ele me olhou um pouco assustado. – É isso que você queria ouvir? Que eu amo os dois. Que eu não consigo me decidir... Que eu queira os dois na minha vida, porque eu não consigo dizer ou escolher ou amar só um. – Eu estava desesperada. E de repente as palavras pareciam que saiam mais rápidas do que deveriam. – Eu fico me perguntando porque eu entrei nessa porra toda? Por que eu me envolvi nessa bagunça? Mas nem eu tenho a resposta. Mas deve ser simplesmente porque eu não presto. Talvez seja isso...

Ele andou até mim e me abraçou. E sentia meu rosto arder mas eu não ia chorar.

— O que eu fiz com você Baby Doll?

— Você não fez nada comigo Matt. Ninguém fez...

Ele se afastou de mim após alguns minutos e levantou meu rosto fazendo com que eu o encarasse.

— Sabe Jade no fim das contas eu cheguei à conclusão de que a culpa é minha também. Não importa o que você diga. Eu sempre vou achar isso. Mas eu não tiro a culpa de você tão pouco.

Encarava aquelas orbes verdes que me decifravam sempre. Que me intimidavam e me causavam mais arrepios do que eu gostava. Mas também me passavam uma tranqüilidade sem explicação. Era como se apesar de tudo, me compreendessem. Eu poderia ter ficado perdida horas ali. Mas ele prosseguiu me tirando de meus devaneios.

— Você precisa crescer Jade. Só quando isso acontecer você vai conseguir colocar sua vida no lugar. E eu vou está aqui, esperando isso acontecer. Pode ter certeza disso.

Sua convicção me irritou tanto que antes que eu pudesse medi-las, as palavras saíram impulsivamente de meus lábios.

— Quem te garante isso? Quem garante a você que quando isso acontecer nós dois ficaremos juntos? E se eu não estiver mais aqui? E se eu tomar outra decisão?

Ele sorriu e as covinhas mais lindas do mundo estavam ali me presenteando com a imagem da perfeição. Não adiantava, ele sempre seria o homem mais lindo que já tinha visto por toda a minha vida.

— Eu garanto. Não importa qual caminho você tomará Jade, Todos eles irão trazer você para mim.

Matt virou as costas antes que eu pudesse retrucar e se foi. Largando-me ali, sozinha e tendo que tomar uma decisão.

Era isso o que ele pensava? Eu era infantil? Imatura? Talvez ele estivesse certo. Todas as atitudes que eu tomei até ali foram totalmente inconseqüentes. Será que um dia eu iria conseguir parar isso?

O vento finalmente me venceu. Eu iria congelar, eu não tinha nem um casaco comigo. E de qualquer forma eu não poderia ficar escondida ali a noite toda. Restava-me descer e rezar para encontrar alguém. Achava que aquela noite já tinha rendido demais.

Eu pensava em Zacky com outra e meu estomago revirava. Pensava nas palavras do Matt e mais uma vez ele dava um salto. Eu estava cansada disso. Eu ia ter que tomar uma decisão. Eu precisava disso. Não só por eles, mas por mim. Eu estava me destruindo aos poucos. Quando tudo acabasse eu seria só mais uma que passou na vida de ambos. As coisas seriam como sempre para eles e nas minhas memórias só restariam dor, sofrimento e tristeza.

Desci pelo corredor que levava de volta para a pista principal da casa de shows. Não havia notado quando eu subi, de tão atordoada que estava o quanto ele era escuro. Ouvi alguns gemidos vindos de alguma direção, mas estava um breu, não dava para ver quem produzia os sons. Agradeci por isso. Não queria ver ninguém transando com certeza.

Minha vista foi se acostumando aos poucos e quando me dirigi para descer o primeiro lance de escadas, um braço agarrou minha cintura e em seguida uma mão tapou minha boca com um pouco de força.

Meu coração veio na boca, naturalmente, mas logo uma voz se fez reconhecível em meus ouvidos.

— Desculpa se te assustei, mas precisamos conversar. E do jeito que você tem fugido de mim, ficava difícil que fosse de uma forma normal.- Ele fez uma pausa e eu bati em sua mão para que ele soltasse minha boca, eu já estava me sentindo sufocada. Parece que ele entendeu. – Ah... Desculpa por isso também. – Disse risonho.

— O que você gostaria de falar comigo Zacky?- perguntei um pouco mais ríspida do que pretendia, afinal meu coração ainda disparava pelo susto que ele me deu.

— Aqui não. – Segurou minha mão e me arrastou por um corredor que eu ainda não tinha visto. No final havia uma saleta com a luz avermelhada e alguns puffs, totalmente vazia. Ele me levou até a sala e fechou a porta atrás de si. – Assim é melhor.

Ficamos em silencio alguns minutos e isso era incomodo. Pessoas falando comigo e fazendo pausas incomodas já estava repetitivo demais aquela noite.

— Bem... – Zacky começou. – Primeiro quero saber o por que você está fugindo de mim?

— Porque eu não quero falar com você. — respondi rapidamente.

— Mas o por que você não quer falar comigo? O que eu fiz para você? – Zachary se encostou-se a um batente que havia algumas garrafas de Whisky e cruzou os braços. Ele não parecia ofendido. Parecia levemente interessado pela resposta.

— Porque você tem sido um idiota comigo, me trocou por cocaína e me traiu com a vadia loira da sua ex namo...

— Ah... Isso mesmo. – Ele disse se aproximando de mim, após me interromper e segurando delicadamente em meus braços. – Você chegou a um ponto realmente importante.

— Olha eu não quero mais discutir...

— Isso não é uma discussão. Vamos apenas esclarecer nossos pontos de vista.- Ele me interrompeu e me encarando, continuou. – Eu fui um idiota sim com você. Mas porque eu estava perdido. Confuso e nunca agi assim com ninguém na vida Jade. Eu mereci sim cada soco que eu tomei por ter te agredido. Quanto à traição... Bem... Eu fui traído primeiro, concorda?

— Só porque você deu brecha para que isso acontecesse...

— Eu dei brecha? Jade escuta o que você está falando. – Nesse momento ele alterou um pouco o tom de voz e parecia nervoso. Afastou-se de mim e voltou à posição original me encarando parecendo ferido. – Não tenta justificar o fato de você amar o Matt pelas minhas atitudes. Isso não é de agora. Isso já acontece há muito tempo. Acho que nunca acabou. E tudo o que eu fiz foi tentar, tentar e tentar fazer com que você o esquecesse. Mas você não deixa! Você não permite que eu tente te fazer esquecer. Achou que minha paciência duraria até quando? Você achou que eu ficaria sentado esperando você acordar um dia e descobrir que me amava?

— Mas achei que tínhamos nos resolvido...

Ele jogou a cabeça para trás impaciente.

— Por favor, você sabe o que acontece comigo toda a vez que eu pego você olhando para ele como se ele fosse a coisa mais incrível que você já viu na vida? Sabe o que acontece quando eu pego ele sussurrando no seu ouvido ou quando você chegou na quarta de manhã entupindo o quarto com o cheiro dele? Você achou que eu me senti como? O pior merda de todos os tempos. Porque eu sei que eu errei, e feio cara. Mas eu comecei a cogitar que te amar tenha sido meu primeiro erro. Você me fez odiar meu melhor amigo. Você tem idéia de há quantos anos eu conheço o Matt? De quantas ele já me livrou? De como eu to me sentindo um escroto por ter passado pela minha cabeça prejudicar ele. Isso tudo por você. Você me faz mal Jade. Muito mal.

Eu fiquei parada sem conseguir argumentar. Ele falou aquilo que eu passei tempos perguntando a mim mesmo. Ele confirmou o que eu já sabia. Eu fazia mal a ele.

— Me desculpa... – Eu tremia e logo as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto e ele me encarava sem um resquício mais de emoção. Estava lá o Zacky calmo, impassível e alheio do mundo novamente.

— Não. Eu não desculpo. – Disse por fim e se dirigiu a porta. Ele iria me deixar ali, corroendo tudo o que eu sentia.

Pelo menos ele já tinha resolvido metade do meu problema. Ele não iria me querer mais. Mas o por quê isso doía tanto? Simples, porque eu tive o cara mais incrível do mundo ao meu lado e não dei o menor valor. Eu tive alguém que realmente se importou comigo desde o principio e não liguei. Eu era o monstro no fim das contas. Tudo o que aconteceu tinha sido conseqüência das minhas atitudes impensadas.

Abaixei a cabeça esperando o barulho da porta mas ele nunca chegou. Senti seus braços envolvendo meu corpo e em seguida me virando de frente para ele. Ele segurou meu rosto e distribuiu beijos por ele, acompanhando o caminho que as lágrimas faziam.

- Me deixa tentar... Por favor! De verdade dessa vez. Eu posso te fazer feliz, é só você deixar Jade. Eu posso ser o suficiente. Eu sou o suficiente.

- Você é o suficiente Zacky, sempre foi. – Disse e em seguida ele colou os lábios nos meus.

Era um beijo calmo como não dávamos há muito tempo. Não era agressivo. Era carinhoso, terno. Era como se tirasse todos os pesos de cima de meus ombros. Era acolhedor e único. Ele tinha me perdoado finalmente e eu a ele. Eu devia isso a ele. Eu precisava fazer as coisas certas dessa vez.

Zacky deslizou as mãos por meus braços e as depositou em minha nuca, aprofundando o beijo. Sua língua pediu passagem calmamente por meus lábios e na ânsia de senti-lo não relutei em permitir. Nossas línguas se tocaram e um choque percorreu meu corpo. O calor macio da língua de Zacky percorria minha boca sem ser desesperado. Tinha o gosto de menta e tabaco muito acentuado. Eu amava aquele gosto. Confortava-me aquele gosto.

Logo nosso beijo começou a tomar um ritmo mais intenso. Agora havia disputa de dominância. Nossas línguas se entrelaçavam sem cansarem até que as mãos de Zacky chegaram a minhas coxas deixando pelo meu corpo um rastro quente e ele puxou minhas pernas para cima, fazendo com que eu as entrelaçasse em sua cintura. Logo minhas costas bateram com um pouco de força na parede e Zacky pressionava seu corpo contra o meu, transformando o contato entre nossas intimidades quase doloroso. Eu precisava respirar e tentei quebrar o beijo, mas ele pressionou seu lábio com mais força sobre o meu e não pude evitá-lo.

Sua mão achou o caminho da minha nuca e ele embrenhou seus dedos por meu cabelo. Deu um leve puxão desconectando nossos lábios e me encarou com um sorriso enigmático no canto da boca.

- Adoro o jeito que sua boca fica depois que eu te beijo... – Ele beijou meu pescoço e eu arfei- Vermelha...- Beijou mais uma vez e mordiscou a pele lentamente. – Inchada... – Agradeci por ele está segurando minhas pernas com uma mão já que ele mordeu com um pouco mais de força meu pescoço e começou a maltratá-lo com beijos, me fazendo como sempre, perder totalmente meu juízo. Passou a língua subindo pela pele do meu pescoço onde ele mordiscou com carinho minha orelha e sussurrou. — Eu amo você. Nada mudou dentro de mim. Eu quero ser feliz do seu lado.

Investiu em mim, e mesmo vestidos, pude sentir seu volume de encontro a mim me fazendo arfar novamente e mais uma vez ele sorriu. Eu não pude evitar de sorrir de volta. Encostou sua testa na minha e ficou olhando meus olhos por longos minutos. E sinceramente eu não ligava pra há quanto tempo estávamos ali.

Eu não disse nada, nem diria. Mas eu já tinha feito a minha escolha. Eu escolhi Zachary Baker.

Notas finais
Então! Não me apdrejem na medina! Por favor! Eu sou legal... Eu juro!
Beijos suas lindas e comentem por favor, que dependendo de como for nos coments, quinta tem capitulo...