Hostility

35 We are victims...


Notas iniciais
Olá meus amores!!! Sabe quem fez aniversário???
Hostility!!! Pois é... Minha Fic fez um ano dia primeiro de Maio e era pra esse capitulo ter sido postado nesse dia. Só que com a correria do inicio das minhas férias, não consegui postar.
Então tá aqui o capitulo comemorativo de um ano de Hostility! Espero que gostem e mais do que nunca, esse capitulo eu preciso de comentários. Sério mesmo. Nunca fui de fazer isso, mas por favor leitores fantasma e os que comentam sempre também, deem sua opinião!
Pode ser até um : Desiste de escrever que você é´péssima!
Esse capitulo é decisivo na fic e a trama vai se desenrolar a partir dos comentários de vocês.
Pra todos aqueles que estão de saco cheio de hentai. AVISO, Tem mais nesse capitulo, mas esse é o ultimo por um tempo, I promisse!
Espero que gostem dele, eu adorei escreve-lo mesmo. Me diverti muito.
Enjoy

Pov’s Jade

O carro estacionou na porta do hotel. Tentei parecer um pouco mais apresentável e com os dedos trêmulos de nervoso amarrava a fita de cetim do corpete. Então Matthew deu partida no carro novamente.

- O que pensa que está fazendo Matt? Ficou louco? Nós temos que voltar!

Fui um pouco brusca, mas com o amanhecer e a sobriedade vieram a culpa e o medo das conseqüências da noite. Não queria pensar em nenhuma delas naquele momento. Só queria entrar e dormir. Mas mesmo assim, elas catucavam minha mente incansavelmente.

Ele não me respondeu. Mas quando atingimos a área coberta percebi que entravamos no estacionamento privativo do hotel..

Só o ruído do carro era notado na extensão do lugar. Parecíamos estar sozinhos, por sorte. O veículo parou em frente ao elevador de hóspedes do estacionamento.

- Achei que uma entrada triunfal pelo saguão no nosso estado seria um pouco acusador.

Ele sorriu tão lindamente com a certeza daquilo, e naturalmente, meu coração acelerou. O sorriso dele era o mais incrível do todos. E eu poderia jurar que as batidas do meu coração nessa hora poderiam ser ouvidas do lado de fora do hotel.

E sobre nosso “estado”. Bem, ele tinha toda a razão. Eu ainda tentava ajeitar o que sobrou da minha roupa. Tinha marcas pelo meu corpo que denunciavam que minha noite tinha sido movimentada. Maquiagem destruída, cabelo pro alto. Já Matthew estava melhor do que eu, lógico. Era só colocar os óculos e o boné. Porém perdemos sua blusa em algum lugar da vista do Capitólio. Então eram visíveis as marcas das minhas unhas que se estendiam por suas costas. Imaginemos nós dois entrando assim. E juntos?

Pensar essas coisas é bem mais rápido que dizê-las, afinal assim que ele sorriu, eu me voltei para a árdua tarefa de amarrar meu espartilho.

- Você vai me ignorar para sempre agora? – Disse retirando os óculos e me encarando. Seus olhos verdes estavam ainda mais destacados por conta da vermelhidão que os cercava, de uma noite mal dormida.

- Não estou te ignorando, apenas não sei como agir.

Ele segurou meu rosto, fazendo com que eu encarasse.

- Está arrependida de alguma coisa?

- Sim.- Ele me olhou decepcionado, e eu logo emendei tentando tranqüilizá-lo. – Não de algo que tenha acontecido essa noite. Foi incrível.

Parecia respirar um pouco mais aliviado e deslizou o dedo pela minha bochecha suavemente. E então, continuei.

- Meu problema é com agora. O que vai acontecer daqui pra frente. Você tem sua vida e eu a minha Matt. Eu tenho muita coisa pra resolver agora. E me arrependo por uma noite tão maravilhosa ter acontecido sob essas circunstâncias.

Matthew considerou por alguns segundos. Com a cabeça baixa, sem tirar as mãos das minhas maçãs. Por algum motivo, aquele carinho era muito reconfortante.

– Pode agir como você sempre agiu. Não somos dois estranhos que se esbarraram na noite e acabaram transando. Nos conhecemos, somos apaixonados um pelo outro e fizemos amor. Só que como você mesmo disse, temos coisas para resolver. Mas pode ficar tranqüila. Não vou fazer nada nem falar nada que prejudique você.

Sorri sem saber se era em agradecimento por ele me garantir que seria discreto ou se por vergonha. Sem que eu esperasse ele segurou com um pouco mais de força meu rosto e me puxou para um beijo ávido. Sua língua buscava a minha ferozmente e tudo que eu podia era retribuir.

Era a nossa despedida.

Eu achava que era.

Depois dali, apenas fingiríamos que nada daquilo aconteceu. Que não senti o corpo dele tão próximo ao meu. Que não toquei na sua pele quente, e não me reconfortei em seus braços. Nunca aconteceu nada disso. Tudo teria sido mais um sonho insano ao término desse beijo.

Queria não ser confusa. Queria que meu coração parasse de me sacaniar de cinco em cinco minutos. Queria não ter envolvido ninguém nessa confusão. Queria poder explodir nos braços de Matt. Queria que as coisas não fossem tão difíceis. Por que não podia ter os dois?

O pensamento me horrorizou, mas não ao ponto de fazer com que eu me afastasse de Matt. Não era convencional, eu sabia. Era errado. Era feio isso. Mas eu realmente queria aos dois. Era essa a conclusão.

Matt me magoou, mas foi meu primeiro homem e será para sempre. Guardava não só meu amor como mulher mas todos os meus sonhos de menina foram montados em cima da figura dele. Não tinha lugar no mundo que eu me sentisse melhor do que em seus braços. A aparência dele denotava alguém rude, mas no fundo era uma das pessoas mais carinhosas que já havia conhecido. Eu poderia derreter em seus braços naquele momento. Teria sido uma ótima solução para esse problema.

Já Zacky era intenso. Era bruto e meigo. Doce e ácido. Ele podia ser o melhor de todos os homens e o mais vil. Ele me magoou tanto quanto o Matt, mas era dono de alguma coisa em mim. O quê exatamente, eu não fazia idéia. Ele me instigava, excitava. Fazia de mim o que queria e eu gostava da forma que ele me tratava. Ele podia ser super delicado comigo na frente de todos. Mas sozinho comigo, a vontade dele era o que predominava, de um jeito ou de outro. Isso me enlouquecia. Ele cuidou de mim quando eu mais precisava de alguém que remendasse todos os caquinhos que tinha se tornado o meu coração.

Por que eu fiz isso com ele?

A essa altura, pra variar, eu já chorava sem sentir. Só me dei conta quando o gosto de sal invadiu minha boca e Matt as secou com o dedo indicador sem quebrar o contato de nossas bocas.

Eu me afastei com dificuldade, e antes que eu jogasse tudo pro alto e ficasse pra sempre presa com ele naquele carro, abri a porta e me virei para sair.

Sua mão segurou meu braço e logo senti a proximidade da sua boca em minha orelha e sua voz rouca se fez presente.

– Isso não é um adeus. Eu não desisti.


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Eu fiquei estática alguns segundos quando abri a porta do quarto.

Zacky dormia profundamente na minha cama. Esparramado, com o cabelo bagunçado, caindo na testa. Seu semblante era calmo. O rosto redondo levemente rosado. O ritmo calmo da sua respiração. Parecia uma criança dormindo.

O rosto delicado contrastava violentamente com o corpo extremamente tatuado coberto parcialmente pela edredom. Ele estava sem blusa. Ele sempre ia dormir com ela, e na metade da noite acordava, a arrancava e arremessava no lado da cama. E o mais engraçado é que ele nunca lembrava que isso tinha acontecido. E gritava pelo ônibus que eu tinha me aproveitado dele enquanto ele dormia. Sentia falta das suas brincadeiras comigo. Isso não poderia ter mudado tão rápido em tão pouco tempo.

Eu continuava a admirá-lo. Lembrei da primeira vez que nos encontramos e o quanto ele me ignorou. Lembrei que na mesma noite ele me imprensou em frigobar e quase nos beijamos. Nossa primeira noite no ônibus, sua mão que sempre que me tocava, queimava como fogo e eu nunca liguei. Lembrei de todas as brincadeiras que fizeram sobre seu peso, sobre como ele comia ou como ele se vestia. Eu adorava tudo nele. Eu adorava o corpo do Zacky. Estava fora de forma para os outros. Para mim não. Eu achava ele perfeito.Não mudaria nada nele nem no nosso relacionamento, a não ser as ultimas semanas. Talvez se eu fosse uma pessoa melhor. Porque ele eu sei que era bom. Já eu, uma vadia que tinha passado a noite transando com o melhor amigo dele e agora estava ali, como se tivesse direito de analisar ou lembrar de momentos bons que passou com o homem deitado.

Corri para o banheiro sem me preocupar em trancar a porta. Escovei meus dentes até minhas gengivas sangrarem. Precisava tirar o gosto de Matt de mim. Eu era suja. Eu era uma vagabunda e não merecia o amor de nenhum deles. Eu queria os dois e por isso merecia sofrer do jeito que eu sofria. Merecia mais que aquilo talvez.

Depois de escovar os dentes abri o chuveiro e me joguei em baixo dele de roupa e tudo. A água morna relaxou meus músculos e quando fechei os olhos pude sentir que estava com sono. Tirei minha roupa úmida e joguei no chão do box mesmo.

Me esfregava com tanta vontade que minha pele ardia e as primeiras placas vermelhas começavam a surgir. Mas isso não me inibia. Logo passava mais sabão na esponja e esfregava com mais vontade. Eu era suja. Mas a sensação de imundice não passava nunca. Era interno. Eu era podre por dentro.

–Hey, hey, hey, my sweet. Por que você está fazendo isso com você?

Zacky entrou embaixo do chuveiro de bermuda e segurou minhas mãos impedindo que eu machucasse mais minha pele. Como estava de costas não notei sua presença. Mas ele imobilizou meus dois braços com suas mãos e beijou o topo da minha cabeça.

Comecei a chorar copiosamente e ele abraçou minha cintura delicadamente, apoiando o queixo em meu ombro.

– Já passou meu amor. Agora você está bem. –disse me virando de frente para ele e me abraçando em seguida, enquanto afagava meus cabelos. — Você está comigo. Do meu lado, você sempre estará segura.

Eu me sentia ainda pior com tudo o que ele dizia. Mas não conseguia me desgrudar do seu abraço.

Como pude ser tão baixa a ponto de desejar tão intensamente a dois homens? E ainda por cima que eram amigos e trabalhavam juntos. Eu não merecia o carinho que Zacky dispensava a mim, mesmo que ele estivesse completamente errado. Mesmo que tenhamos brigado. Eu não tinha o direito de fazer o que eu fiz. Eu não merecia nenhum dos dois. Eu precisava ir embora, o mais rápido possível.

Suas mãos deslizaram por minha cintura e chegaram a minhas nádegas. Ele apertou com força a região sarrando meu corpo no dele. Beijou um ponto do meu pescoço que eu sentia que estava dolorido, com carinho. Segurei seu rosto e dei um selinho em seus lábios. Ele tentou aprofundar o beijo, mas eu me esquivei e me afastei.

– Jade, o que aconteceu?- Ele me encarava sério. — Desculpa por tudo o que eu fiz Jade. Sei que te magoei, mas se é por isso...

– Não amor... – Eu era ridícula, estava o chamando de amor depois de ter trocado juras com outro. – Só estou cansada. E não precisa mais me pedir desculpas. Eu me magoei, mas agora eu já estou bem.

Disse isso sem soar convincente até mesmo a mim, me virando de frente para encará-lo. Seus olhos tinham um brilho estranho, quase alucinado que não condizia com sua expressão serena. Ele me analisou por alguns segundos. Sentia que percorria os olhos por meu corpo, mas eu tão entregue aos meus pensamentos egoístas, não entendi o verdadeiro significado daquilo.

Zachary me pegou no colo de surpresa e andou comigo para fora do banheiro. Me deitou na cama, tirou sua bermuda e logo em seguida a cueca, e sem se importar deitou seu corpo sobre o meu. Beijou meu rosto repetidas vezes e eu sentia seu membro enrijecendo pressionando um ponto entre minhas coxas.

– Meu bem, precisamos fazer as pazes... – Ele desceu seus beijos para meu colo e eu quase vomitei de nojo de mim mesma por deixar que ele fizesse isso. – Preciso sentir você meu anjo.

– Não Zacky eu estou...

Mas antes que eu pudesse terminar a frase, levantou minhas pernas fazendo com que elas ficassem arcadas uma de cada lado de seu corpo. Minha intimidade estava de encontro com seu membro. Nada o impediria de me invadir a qualquer momento. Eu tentava freneticamente tirá-lo de cima de mim. Mas o peso do seu corpo somado a meu cansaço não permitiam isso.

Ele me penetrou de uma só vez e eu não estava pronta para recebê-lo. A dor foi cruciante e eu gritei. Mas meu grito foi abafado pelo beijo que ele logo fez questão de me dar. Eu estava sensível, eu havia transado mais de uma vez com Matt e ele não era pequeno. Zacky ter entrado em mim daquela forma, apenas magoou mais a região, e o movimento que ele fazia só piorava a situação.

Tentei empurrá-lo e virei o rosto quebrando o beijo.

– Zacky, por favor, agora não. Não me sinto bem.- Eu implorei que ele parasse. Eu não agüentaria aquilo por muito tempo. Mas eu havia parado de chorar. Minha preocupação era tanta que eu não conseguia mais verter nem uma lágrima sequer. Eu não queria que ele me machucasse mais. Tentei empurrá-lo novamente e ele segurou com força em meu rosto, fazendo com que eu o encarasse.

– Você vai se sentir bem meu anjo. – Levou a boca a meu ouvido e rebolou lentamente, e um pouco de lubrificação começava a surgir, mais devido ao movimento do que a excitação. — Você ta bem mais gostosa hoje. O que você fez hein? Me conta!

– Não fiz nada, mas que droga. Você está me machucando!- Comecei a batê-lo e arranhá-lo com toda a força que consegui reunir. Eu não podia acreditar que ele seria realmente capaz de fazer isso comigo. Ele se levantou um pouco, sem desencaixar de mim e arrancou o travesseiro que estava em baixo da minha cabeça. Vendo que não conseguiria o que pretendia foi obrigado a sair de dentro de mim.

Me esquivei e tentei levantar, mas logo ele me puxou pelo cabelo me jogando na cama. Sentou em cima da minha barriga com todo seu peso. Não conseguia respirar. Fechei os olhos e esperei. Ouvi um barulho de tecido rasgado e senti os dedos de Zacky segurando meus pulsos. Ele os amarrou com força e os prendeu provavelmente na cabeceira da cama. Minhas mãos foram ficando dormentes. Eu já não sentia mais meus dedos. Então seu peso saiu de cima de mim.

– Me conta Jade, o que você fez pra ficar tão deliciosa hoje para mim?

Abri os olhos e o vi de frente para mim. Ele me observava com um sorriso malicioso nos lábios. Mordeu seu snakebite enquanto me olhava de cima a baixo. Tendo total visão de todo meu corpo. Naquela hora eu percebi o que ele olhava. Meu corpo devia estar marcado. E ele deduziu o que tinha acontecido.

Zacky caminhou até a cabeceira com um canudinho em mãos, que eu só notei que era uma nota de dólar quando ele se aproximou. Virei a cabeça pro lado e pude ver duas carreiras de um pó branco ao lado da mesa e uma, pela metade, já desfeita. Ele se sentou e cheirou a metade que faltava. Provavelmente antes de entrar no banheiro ele já havia cheirado uma parte dela. E em seguida sem nem piscar, cheirou a carreira do lado inteira. Levantou a cabeça aspirando com força e coçando o nariz.

– Zee amor, de novo.- Falei chorosa. Não queria ver ele se destruir assim. E sinceramente, tinha medo das suas atitudes quando estava nesse estado.

– De novo o que? Você faz o que você quer por aí e eu não posso me divertir um pouco também?

– Eu não fiz nada, Zacky. Sou igual a sempre. – Naturalmente eu menti. Mais um pra minha lista de pecados que estava cada dia que passa maior.- Me solta, agente conversa Zacky... Você quer saber o que aconteceu não é? Eu explico pra você... Só me sol...

– CALA A PORRA DA BOCA!CARALHO! QUE MANIA VOCÊ TEM DE FALAR QUANDO EU NÃO QUERO OUVIR SUA VOZ!

Eu emudeci na hora e Zacky caminhou na direção da cama. Meu coração pulsava. Eu tinha medo do que ele podia fazer. Ele subiu na cama e eu dobrei minhas pernas na tentativa vã de me proteger. Então, Baker ajoelhou na minha frente e segurou meu joelho os afastando e colocou seu corpo entre minhas pernas.

– Ta cansadinha né? Meteu a noite toda e agora não tem tempo pro seu macho né? Você acha que ele é mais homem que eu?

– Não acho nada. Não sei do que você está falando.

Sua mão estalou na minha face. Meu rosto virou com o impacto. Ele se deitou por cima de mim novamente e embrenhou seus dedos por meus cabelos, e os puxou com força. Aproximou os lábios do meu ouvido e sussurrou.

– Você acha realmente que eu acredito em alguma palavra que sai da sua boca? Tudo o que vem de você é mentira. Você não passa de uma vadia mentirosa. – Puxou um pouco mais o meu cabelo e eu gemi devido a dor que isso provocou. – Isso minha puta. Geme pra mim. Porque eu sou o dono dos seus gemidos, do seu corpo e da sua vontade.

– Baker, sai de cima de mim agora! Ou eu vou gritar.

Ele não me respondeu imediatamente, apenas continuou me encarando, com o olhar mais frio que ele já me lançou em toda a minha vida.

– Pode gritar meu anjo, eu gosto.

Depois de alguns segundos, Zacky segurou seu membro e bem lentamente colocou só a cabecinha na minha entrada. Eu gemi novamente de dor. Parecia que ele estava me rasgando. Ele levou o dedo indicador ao meu clitóres e começou a massageá-lo em círculos cada vez mais rápido.

– Por que para mim você não fica meladinha que nem ficou pra ele? Eu quero deslizar dentro de você igualzinho a ele. – Ele enfiou até a metade de seu membro dentro de mim. Mordi os lábios com força para que ele não pensasse que eu gemeria. – O pau dele é mais gostoso que o meu é? – Então ele enfiou o resto de seu membro em mim. Entrava e saia lentamente sem parar o movimento circular que fazia com o dedo indicador em meu clitóres. Involuntariamente me contrai ao redor de seu membro e ele gemeu profundamente. – Isso minha puta! Me aperta mesmo. Eu sei que no fundo você gosta de ser tratada assim. Você engana os outros, a mim não. Você nunca foi santa.

As coisas que ele falava não tinham o menor sentido ou nexo, mas meu corpo me traia aos poucos. Ele estimulava meu ponto do corpo mais sensível com os dedos ao mesmo tempo em que seu membro saia e entrava lentamente dentro de mim.

Aos poucos o movimento que fazia foi tornando a penetração ainda mais fácil. E ele parou a massagem que fazia e lambeu os dedos.

– Sabe qual é a diferença dele pra mim?

Balancei a cabeça negando e quando ia responder se enterrou fundo em mim me fazendo gritar e segurou em meus cabelos mais uma vez. Colocou os lábio no bico do meu seio e o lambeu demoradamente. Mordeu o bico dele e o deixou preso entre seus dentes enquanto sua língua brincava me causando arrepios. Quando me dei conta, já estava fora de mim e aos poucos já rebolava na tentativa de fazer com que ele se movesse dentro de mim. Zacky soltou meu seio e novamente foi ao meu ouvido. Sua voz estava rouca e eu me excitava pouco a pouco.

– Você está cheirando a uma prostituta e isso me deixa louco. Toda a vez que penso nele te fudendo eu tenho vontade de meter em você até te partir ao meio.- Então ele rebolou lentamente e mais uma vez minha entrada apertou seu membro. – Ah... Viu? É disso que eu to falando. Eu te trato com uma vadia, e você pede mais. – Mordeu meu pescoço com força sem parar de rebolar dentro de mim. Suas mãos deslizaram por meu corpo e ele segurou minha coxa, pressionando mais ainda seu corpo ao meu. De forma que enquanto ele rebolava dentro de mim, sua área pubiana massagiava em círculos meu clitóres da mesma forma que ele havia feito com os dedo. Mas era muito... Muito mais gostoso dessa forma.- A diferença dele para mim é que ele te faz gozar quando você quer. – Ele passou a rebolar mais rápido. – E eu... Faço você gozar até quando você não quer!

Ele tomou impulso quase saindo de dentro de mim e voltou com violência. A essa altura eu já não me importava mais. Só meus instintos mais animais estavam aguçados naquele momento. Eu só pensava no prazer que ele me proporcionava enquanto alucinado, investia em mim com toda a força que tinha. Era uma delicia ter ele dentro de mim. Ele tinha razão. Eu não passava de uma prostituta. E ele me trataria como tal.

Ele saiu de dentro de mim e agachou em minha frente na cama. Sua língua logo passeava por minha entrada. Ele fazia movimentos rápidos, simulando a penetração de alguns instantes, só que com a língua. Enfiou fundo um dedo em mim e começou a lamber novamente meu clitóres. Mordiscava dava pequenas chupadas na região que faziam com que eu fosse ao céu e voltasse em questão de segundos. Eu queria segurá-lo. Eu queria esfregá-lo em mim. Só que tudo que eu conseguia fazer era me contorcer sob sua língua. Quando eu estava quase chegando ao meu ápice ele parou o que fazia. E novamente, com violência, me invadiu. Urrei de dor e de prazer ao mesmo tempo enquanto ele não parava de gemer.

– Você é minha puta! De mais ninguém. Vou te ensinar a nunca mais desejar outro pau dentro de você que não seja o meu!

Seu corpo já estava por cima do meu e tomada pela raiva, Abocanhei seu ombro com força até que senti o gosto de seu sangue em meus lábios. Ele urrou e usou toda a força que tinha para entrar e sair de mim. Beijou meus lábios desesperado e mordeu meu lábio inferior com força até que ele começasse a sangrar. O gosto do meu sangue e do dele se misturaram. Me beijou e gemia por entre o beijo como se saboreasse o gosto metálico que havia se impregnado em nossas bocas. Ele se afastou e eu joguei meu quadril para cima acompanhando o ritmo de sua penetração. Me deu mais um tapa na cara, mas agora eu ria sadicamente.

Eu queria sentir seu sangue. Eu queria que ele sentisse dor e seu desejo era o mesmo. Éramos dois animais descontrolados. Ele se inclinou para olhar seu membro no movimento de vai e vem ininterrupto e frenético que ele fazia. Levou suas mãos aos meus seios e os apertou com muita força me fazendo gritar, logo senti seu liquido morno me preenchendo por completo. Aquilo foi o auge de minha excitação e segundos depois que Zachary atingiu seu ápice, meu corpo inteiro tremeu e uma onda de prazer enorme o tomou. Eu gritei seu nome sem mesmo notar que fazia isso.

Zacky deitou a cabeça em minha barriga sem nem mesmo se desencaixar de mim. Ele havia gozado tanto que senti o liquido pegajoso escorrendo por minhas pernas. Sem se desencaixar de mim ele continuou movimentos preguiçosos enquanto murmurava.

– Você é minha, de mais ninguém... Só minha. Não adianta fugir. Você me pertence...

A exaustão me tomou e pouco a pouco minha visão foi escurecendo. Senti um leve enjoou e apaguei.



Pov’s Zacky

Eu estuprei minha namorada. Eu sabia que tinha estuprado ela. Mesmo ela me correspondendo depois. Tudo havia começado em uma merda de um estupro.

Que tipo de homem eu me transformei?

Nunca precisei disso. Nunca mesmo. Desde que começamos a banda, sempre tive garotas a minha disposição. Fossem elas pagas ou não. Sexo nunca foi um problema. Quanto mais sucesso fazíamos, mas fácil era de encher a cama com a mulher que desejássemos e nem precisávamos olhar a cara delas no dia seguinte. Não havia drama, só diversão.

Então por que agi assim com ela?

A resposta era simples. Ódio misturado a um pouco de coca. Por que eu cheirei aquela porra de novo? Porque no meu interior, bem no fundo, eu queria uma desculpa para fazer exatamente isso que eu fiz.

Coloquei as mãos em meu rosto lembrando como eu era nojento. De que mesmo depois que ela dormiu eu não a soltei, e eu continuei até gozar novamente e só então dormi, ainda encaixado a ela.

Mas quando acordei a culpa me consumiu. Errada ou não. Ela tendo feito alguma coisa ou não eu não tinha o direito de humilha — lá dessa forma. Ela não era um objeto. Eu não poderia fazer o que eu queria sem me importar com o depois.

A desamarrei e vi o leve contorno arroxeado de seus pulsos. A acomodei melhor na cama e a cobri. Eu era um monstro, mas essa afirmação já estava ficando batida. O rosto dela estava manchado de sangue. Não sabia se meu ou dela. Senti um leve incomodo no ombro e constatei que estava ferido. Provavelmente eu havia merecido aquilo.



Eu estava sentado em uma poltrona assistindo Jade dormir. Na posição em que a deixei, permaneceu o resto do dia. Imagino como ela não estava se sentindo. Eu a tinha estuprado. Eu a forcei a fazer algo que ela não queria. E a machuquei.

Passei o dia sentado ali e tudo o que fiz foi beber o que tinha no frigobar e observar.

Jade só podia achar que eu era burro. Tudo nela indicava que alguma coisa tinha acontecido. Acordei aquela manhã com um barulho estranho, levantei e olhei pela fresta que estava aberta da porta. Jade escovava ensandecida sua boca, murmurando alguma coisa que eu não compreendia. Depois lembrei com quem ela estava a noite e meu corpo todo tremeu de raiva. Eu precisava me acalmar. E lembrei do que tinha em meu bolso.

Puxei o saquinho de coca, ia cheirar só um pouco pra relaxar e não fazer nenhuma besteira antes dela me contar o que aconteceu.

Eu já desconfiava quando entrei no banheiro que ela tinha feito alguma coisa. Ela se esfregava freneticamente. Só que quando vi todas as marcas de dedos em suas coxas e bunda. Vi os chupões em seu pescoço e peito eu me descontrolei. Só queria humilha — lá da mesma forma que ela me humilhou. Pois é... A cocaína faz tudo aumentar de intensidade. Amor, ódio, raiva, tesão...

Queria entender porque me descontrolei tanto. Sempre fui tão pacato e sensível. Nunca fui de machucar as pessoas apenas por fazer. Mas a Jade me tirava fácil do sério. Como alguém ia marcar o corpo da minha mulher daquele jeito? E ela deixava?

Balancei a cabeça e a vi se virar de lado na cama pela primeira vez naquele dia. A marca roxa do pescoço onde eu havia a machucado a duas noites ainda era visível. Fazia par com todas as outras que estavam espalhadas por seu corpo inclusive as novas que eu tinha feito. Eu a marquei como se ela fosse um animal e eu o dono. Na hora eu só pensava em deixar provas de que ela me pertencia e a ninguém mais.

Olhei meu relógio. Estava a mais de sete horas ali e ela não acordava.

Estava na hora de tomar uma decisão. Eu iria tentar me desculpar e tentar ter uma vida ao lado da mulher que amava. Ou ia viver nessa putaria até que um de nós dois saísse machucado de verdade?

Me aproximei da cama e beijei sua testa.


– Amor?

Ele abriu os olhos lentamente e me encarou. Aos poucos o reconhecimento foi tomando sua expressão. Ela se esquivou como um ratinho assustado se afastando de mim na cama. Poderia culpá-la?

Sentei na cama com as mãos na cabeça. Não consegui encará-la de imediato e nem tentar acalmá-la. Só respirei fundo e tentei tomar coragem.

– Jade...

– Acabou Zacky!

Não adiantou nada eu ter respirado fundo, aquela frase tirou meu ar. Levantei a cabeça e a encarei. Ainda tinha medo estampado nos seus olhos e para minha infelicidade, convicção. Levantei meu braço tentando tocar seu rosto.

– Não encosta em mim nunca mais! Não olha para mim! Finge que eu não existo e some da minha vida! – Ela encolheu as pernas e abraçou os joelhos, deitou a cabeça entre eles se movendo para frente e para trás.- Você nunca mais vai me machucar de novo... Nunca mais vai tocar em mim. Acabou Zacky, some.

Sua voz era chorosa e subi na cama e sentei colocando minhas pernas entre seu corpo, a puxei para o meu colo sem me importar com seu corpo ainda sujo, sem me importar com o cheiro de sexo que exalava dela e de todo o quarto para falar a verdade. Ela me empurrava, arranhava e eu finalmente consegui deitar sua cabeça em meu peito. Então ela chorou. Era dolorido e parecia que me arrancava alguma coisa.Ela agarrou na blusa que eu vestia e enterrou a cabeça em meu peito.

– Não acabou Jade. Amor não acaba.- Eu sussurrei em seu ouvido.

– Isso não é amor. – Ela dizia chorando. – Isso é doença. Obsessão. Amor não. Amor é doce... Nada aqui foi doce. Você não é mais você... Eu não posso... Eu não consigo...

– Eu preciso de você Jade! Mais do que nunca eu preciso de você agora. — Mais rápido do que eu podia imaginar eu também já estava chorando. – Preciso de você na minha vida. Eu não vou conseguir sem você.

Levantou a cabeça gemendo de dor e me olhou nos olhos.

– Nunca mais, na minha vida, eu vou machucar você! Eu prometo...

– Você está mentindo. Você não sabe que está mentindo mas está!- Ela respirou ruidosamente tentando controlar as lágrimas-Mas eu não consigo me afastar de você. Eu sinto você me queimando e eu só deixo queimar.

Não entendi o que ela disse mas tão pouco pedi explicações.Beijei seus lábios demoradamente. Um selinho carinhoso, tentando passar confiança, tentando demonstrar que eu era verdadeiro.

Ficamos abraçados até que ambos se acalmaram. Ela se moveu e virou me encarando depois de alguns minutos.

– Que horas tem? – Ela balbuciou tentando se levantar

– 18:30. Eu tenho uma reunião em uma hora, sobre a loja daqui. Quer vir comigo?

– Acho que não Zee, tô...- Então ela parou sem completar a frase.

– Dolorida. Me desculpa!

– Não quero ouvir mais essa palavra. – Disse sorrindo fracamente.- Não agüento mais ela.

Sentou na cama e me olhou.

– Eu não sei se quero sair hoje Zacky, dormi o dia todo e ainda me sinto cansada.

– Quero só pedir desculpas formalmente por ser um canalha com você esse tempo todo. Não quero mais isso para você e nem para mim. Quero as coisas como antes.

– Também quero Zee, só isso que eu quero.- E ela sorriu. Seu sorriso era lindo mas não ia mudar nada do que eu faria aquela noite.

– Então, se arruma que vamos jantar em um restaurante que serve o molho de churrasco com frango mais foda do mundo. Ou pelo menos das redondezas. Venho te buscar assim que acabar a reunião. Não deve levar nem trinta minutos.

Beijei sua testa e em seguida sua boca e ela retribuiu carinhosamente.

– Então vou te esperar.

Eu saí do quarto com uma única idéia na cabeça. Lógico que eu iria levar ela pra jantar. Claro que eu vou mudar, que eu vou ser melhor e as coisas vão dar certo entre nós. Mas antes queria minha despedida . Queria minha vingança particular, mesmo que ela nunca ficasse sabendo, eu saberia e isso já me faria melhor.

Eu escolhi vingança como sobrenome e as pessoas insistem em esquecer disso.

– Gordo filho da puta, você Só faz cagada!

Definitivamente, odeio minha consciência...



Pov’s Arin


– Ele já chegou?- Perguntei assim que atendi o celular. Já sabia que era Gena e não queria render muito assunto com ela aquela noite.

– Mas é claro! Você achou mesmo que ele me daria um bolo? Sou gostosa demais e faço tudo o que ele quer. Ele só tem a ganhar comigo.

Ela deu uma pequena risadinha no telefone e isso me deu náuseas.

- E onde ele está?

– Na sala de reuniões. Eu to na varanda. Peguei o telefone dele emprestado, porque o meu ficou sem bateria e eu esqueci o carregador. Sabe que eu precisava ligar para o meu quiropata urgente, né?

– Você é tão... – Tive vontade de falar “ridícula as vezes que chega a dar pena” mas me segurei e emendei.- rápida.

– Eu sei queridinho. Enfim, pode passar no quarto da pentelha ruiva. Ela está te esperando.

- Como ela já está me esperando?

- Simples, o Zacky me disse que teríamos que ser rápidos porque ele precisava voltar ao hotel para buscar a pentelinha. Parece que eles vão sair pra jantar ou algo assim.

– Deduzi isso e nem precisei usar muito da minha inteligência. Mas enfim, como ela sabe que eu vou buscá-la?

– Simples. Chegou uma mensagem para ela do telefone do Zacky, pedindo que ela te esperasse no quarto que você a traria pro local onde ele estava realizando a reunião. Ele irá se atrasar então... Ela vai ficar esperando ele aqui. È uma pena que ela esteja esperando ele para jantar. Parece que ela vai ficar com fome essa noite.

Odeio essa mulher. Cheguei essa conclusão sem muito esforço.

– Ta ok Gena. Estou indo.

Desliguei o telefone em sua cara. Não queria mais assuntos com ela. Hoje isso iria acabar e eu nunca mais iria precisar ouvir essa vozinha irritante nem conviver com ela.

Esperava imensamente que tudo desse certo. Que ninguém saísse machucado. Eu não queria machucar ninguém. Apesar disso ser impossível.



Pov’s Jade

O lugar não era bem o que eu esperava como sede de uma empresa em determinado estado. Mas vindo de Zacky, até fazia sentido.

Era uma rua residencial. A loja ficava na frente de uma casa muito bonitinha. Cerca branca envolvia a casa , que tinha a fachada pintada de cinza e branco.

O carro de Zacky estava estacionado na porta de entrada. Natural, ele me mandou uma mensagem dizendo que me encontraria ali certo?

Quando Arin chegou ao meu quarto não conseguiu disfarçar quando me viu. Eu usava um vestido tomara que caia branco. Joguei um bolero vermelho por cima, apenas pra conter o frio e meu inseparável all star vermelho. Tentei disfarçar as marcas com maquiagem, mas não sou tão boa quanto Val. Por sorte , Arin foi discreto o suficiente para não fazer perguntas constrangedoras.

Dei um beijo em Arin em agradecimento. E desci do quarto. A porta da frente da casa estava entre aberta, mas tudo parecia calmo. Arin disse que a sala de reuniões se encontrava no segundo andar da casa.

Subi as escadas lentamente, sentindo que algo estava errado. Que tudo estava quieto demais. Mas assim que alcancei o segundo andar puder ouvir um barulho. Um barulho que minha mente por algum motivo não conseguia identificar. Parecia um cachorro sendo esfolado vivo ou algo do tipo.

Cheguei a sala de onde via o barulho que aumentou devido a minha proximidade. Por coincidência ou não, a porta tinha uma pequena abertura que me dava visão total do que acontecia lá dentro.

Minhas pernas sumiram e meu ar faltou. Depois de tudo o que ele fez comigo. E eu o perdoei. Não podia ser verdade. Como alguém poderia ser tão duas caras assim?

A suja falando do mal lavado.

Dei meia volta, rezando para o Arin ainda estar lá embaixo para me levar novamente para o hotel. Mas no segundo degrau que descia o gemido alto daquela vaca loira ecoou no meu ouvido e eu estanquei.

Ta, não sou a pessoa mais certa do mundo. Estou sempre fazendo alguma merda. Transei com o melhor amigo do meu namorado, e quando cheguei, transei com meu namorado. Sou uma puta? Sim. Mas dessa vez eu não ia ficar calada. Eu ia ser uma puta escandalosa, isso sim. AQUELA VADIA NÃO IA SAIR GANHANDO. NÃO MESMO!

Voltei para a porta e pude visualizar nitidamente que Gena estava deitada de bruços enquanto Zacky investia por trás agressivamente. Parecia que ele se divertia né? Agora eu ia me divertir.

Escancarei a porta fazendo um estrondo. Zacky assustado desencaixou dela e caiu pro lado. Sentado no chão ele me encarou e seu rosto foi perdendo a cor aos poucos. Desesperado ele tentava vestir as calças enquanto balbuciava.

- Jade, amor... Como você chegou aqui? – Eu na hora não tinha me ligado de que Zacky não fazia idéia de que eu apareceria.

- Amor, to tão feliz por você ter conseguido alguém pra comer sem precisar forçar.

- A ta, sua pirralha, você acha mesmo que alguém no mundo acreditaria que o Zacky precisa te forçar a alguma coisa. Você cheira a galinha dos pés a cabeça!

A voz estridente da loira invadiu meus ouvidos , eu me virei calmamente. Ela estava semi nua, com o vestido ainda levantado, de braços cruzados me encarando com um sorriso vitorioso nos lábios. Ela era ate bonitinha, nunca tive contato com ela. Só havia visto uma vez de longe e por fotos. Estava na hora de alguém tirar aquele sorriso daquela boca desenhada.

Fexei meu punho e deferi o soco mais forte que já dei em alguém em toda a minha vida no olho da vadia. Ela cambaleou e caiu sentada na mesa.

Zacky deu um pulo e segurou meu braço.

- Amor, calma...

- CALMA É O CARALHO! SE VOCÊ TEM QUEM COMER PARA DE FINGIR QUE GOSTA DE MIM PORRA! – eu gritava sem me importar se aquilo era ou não uma rua residencial – QUER SABER? EU DEI MESMO PRO MATT! A NOITE TODA- Zacky arregalou os olhos e tentava se aproximar, mas toda a vez que ele chegava perto eu o empurrava. – AGENTe FUDEU ENQUANTO VOCÊ ESTAVA NO QUARTO DORMINDO. NÃO ERA ISSO QUE VOCÊ QUERIA SABER?

- Jade meu anjo, eu não quero saber sobre nada. Só se acalma e vamos conversar.

- AGORA VOCÊ QUER CONVERSAR- Descobri que gritar realmente era legal, por isso o Matt sempre fazia isso. – MAS EU PREFIRO QUE TODO MUN DO SAIBA QUE O MATT ME COME POR QUE EU QUERO! – Abaixei bem o tom da minha voz e deixei que ele se aproximasse de mim.- Ele não precisa me obrigar a nada.

Eu não consegui prestar atenção muito bem em Gena. A essa altura já até tinha esquecido dela. Só que a vaca não esqueceu de mim. Colocou as mãos por meu cabelo e me puxou com força. Me fazendo cair no chão. Subiu em cima de mim e começou a me golpear. Estapeado todos os lugares que conseguia acertar. Acho que ela ficou irritada com o soco.

- SUA VAGABUNDA! O meu rosto! – E continuava a me bater.

Zacky a segurou pela cintura e a tirou de cima de mim. Me aproveite disso, e mesmo cheia de dor no meu corpo. Acreditem, eu estava destruída, mas eu queria matar aquela piranha. Me levantei e partir pra cima dela. Foi minha vez de derrubá-la no chão.

Sentei sobre sua barriga. Eu ouvia sirenes ao longe, mas pouco me importei. Comecei a socá-la diversas vezes, fazendo de tudo pra acertar seus rosto. Toda vez que Zacky se aproximava , eu o socava também. Agora ele queria separar a briga... Bonitinho ele né?

Como Gena sempre se esquivava dos socos, ou colocava o braço na frente que já começava a ficar com hematomas. Tive a brilhante idéia de agarrar seus cabelos com força e bater com sua cabeça no chão repetidas vezes.

– Sua vagabunda! – Eu dizia baixo , praticamente babando de raiva em cima dela. – Vai aprender a nunca mais mexer com o homem dos outros!

Nunca pensei que sentisse tanto ciúme do Zacky até aquele momento. Na verdade, eu nunca estive em uma situação assim com o Zacky. Nunca me senti ameaçada por ninguém. Nunca achei que o perderia para outra mulher. O que só provava o quanto eu era egocêntrica. Foi ali que eu aprendi que o Zacky era desejado por outras sim. Seu mundo não girava ao meu redor. Eu podia sim perder ele a qualquer momento. E eu não dava o valor que ele merecia. E o mais importante, eu tinha medo de não ter mais ele.

Gena desferiu outro soco em meu rosto, e eu puxei seu cabelo pra trás com mais vontade. Senti braços desconhecidos segurando minha cintura enquanto eu me debatia freneticamente.

- SOLTA ELA PORRA!- Ouvi Zacky gritar e logo ele tomou um safanão no rosto de um dos policiais.

Tentei me desvencilhar, para ver se Zacky estava bem, mas o policial que me segurava me deu praticamente um mata leão e me imobilizou.

– Calminha mocinha. – O homem negro parecia sorrir enquanto falava comigo e sua voz era calma.- Você está muito nervosa. Precisa se acalmar.

Vi Zacky sendo algemado depois de tentar ir para cima do policial tentando me soltar. E Gena, depois de ter tentando voar em mim aproveitando que estava imobilizada nos braços do policial, também foi algemada.

Nos colocaram na viatura e o engraçado foi a arrumação. Eu em uma ponta, atrás do banco do motorista. Zacky no meio e Gena na outra ponta. Eles queria evitar um confronto com nós duas algemadas? Porque parecia isso.

– Pois é crianças. – Disse o policial que me segurou se virando para trás. Pude ver que seu sorriso era muito bonito e ele parecia ser um bom homem. A pele bem negra, as feições finas. Ele era um homem bonito que não aparentava mais que 35 anos. – Vocês não sabem brincar direito. Então o titio vai ter que levar vocês para dar uma volta. Lá vocês vão poder explicar melhor essa situação.

Olhou para mim pelo retrovisor e piscou.

– Ah e se acalmar né baixinha.

Ele gargalhou estrondosamente pelo carro e seu amigo, que não parecia tão sociável e me lembrava muito um porquinho, já que era baixinho, redondo e rosa deu a partida.

Eu causei uma confusão um pouco maior do que eu previra. E agora que a razão me voltava aos poucos eu pude perceber que eu estava fudida. Eu era uma puta e agora uma criminosa? Ta... Exagerei no criminosa. Mas eu nunca tinha sido presa por nada.

Só pedia a Deus que isso nunca chegasse aos ouvidos da minha querida mamãe. Ela teria um infarto, com certeza.


Notas finais
Não esqueçam... Preciso de vocês!