Hostility

36 We all need the person who can be true to you


Notas iniciais
Eu voltei!!! E em uma empolgação fora do comum!!!
Primeiro, agradeço a todos os comentários que como sempre me fizeram escrever como louca! Lindos e maravilhoso que me fazem perder o folego e fazem com que minha cabeça rode com idéias! Obrigada!
Queria dedicar esse capitulo a lindona da Lilith ( Estamos crescendo nesse site, vai chegar uma hora que as Liliths dominaram o mundo muahahahaha) que fez uma recomendação incrivel a minha fic. Estava com uma saudade imensa de recomendações e a sua gata me fez ficar nas nuvens! Muito obrigada mesmo!
Agora quero fazer propaganda de 4 fics fabulosas que estou acomapanhando.
This Fortress Of Tears da Lilith Bernardini! Fodástica que descreve sentimentos como ninmguém... Te faz ficar presa a ela!
Memories You Hold da LennzTP que eu sei que um dia vai me dar o Moran kkkk Lennz é uma escritora maravilhosa e divina!
Anatomy da IeroVengenz que pra quem curti slash (e quem não curte também) Vale a pena conferir. Bem feito. Nada vulgar e divertida!
I love a criminal da Fernanda (Nanda para os intimos). É uma fic envolvete e magnifica em universo alternativo que me fez ficar viciada nessa garota!
Então meus leitores lindos, deem uma olhada, comentem e incentivem essas meninas.~Preciso de atualizações delas... please!!! kkkkkkk
Espero que gostem desse capitulo, sei que não está muito bom. Mas a idéia ficou boa na minha cabeça... Juro que ficou.
Enjoy

Estava escorada na parede para que eu pudesse realizar o telefonema que eu tinha direito. Me comportei o suficiente para notar a cara confusa do policial enquanto me acompanhava até o telefone. Era o mesmo que havia me retirado de cima de Gena e ele parecia realmente simpático.

Soltou minhas algemas e me encarou com um meio sorriso.

— Senhorita, como você mesmo fez questão de lembrar anteriormente, tem direito a apenas um telefonema.

Segurei o aparelho e disquei o numero da única pessoa que eu sabia que me ajudaria, mesmo reclamando mais que tudo.

Eu já estava ficando nervosa porque chamaram mais de oito vezes e ninguém atendeu. Quando eu ia desligar e tentar outro numero uma voz nada feliz me recepcionou do outro lado da linha.

Quem me incomoda?!

Jess, é a Jade. Brian está por aí?

Nossa amiga, onde você se meteu o dia todo? Batemos no seu quarto, ligamos pro seu celular e nada.

— Explico quando eu chegar Jess- Eu estava mentindo. Não estava muito afim de comentar com ninguém o que tinha ocorrido. No fundo, eu estava com vergonha. – Eu preciso realmente falar com o Syn...

- Tudo bem Jade... Só um segundo? BRIAAAAAAAAANNNNNNNNNNN TELEFONE E É URGENTE, SAÍ LOGO DESSE BANHEIRO!- Jessica gritou e eu tive que afastar o telefone um pouco do ouvido pra evitar de ficar surda.

Ouvi ela murmurar que era eu , o que me fazia acreditar que Brian já estava perto do tel.

- Cat? O que aconteceu?

— Brian?- É eu faço perguntas idiotas as vezes. Ou sempre.

Não porra, é a Madonna. Como foi engano, vou ter que desligar...- Disse rindo. Provavelmente achando que a situação era normal. E seria se eu não estivesse em uma delegacia e prestes a ser indiciada por invasão e agressão.

-Não Brian, Por favor! – Implorei – Me meti em uma merda, preciso da sua ajuda!

Isso pareceu despertar, já que sua voz melhorou muito e ele passou a gritar meio desesperado. Juro que se não estivesse tão assustada por estar em uma delegacia, eu teria rido.

- AH MEU DEUS! EU SABIA QUE ESSE DIA CHEGARIA! O GORDO TE ENGRAVIDOU E VOCÊ TENTOU FAZER UM ABORTO, PORQUE NÃO QUERIA SER MÃE DE UMA MINI ORCA...

- Não foi nada disso Syn, é sério.

- Então você está presa com algum traficante. Não pode dever a boca cara! Quanto eles querem pra te soltar?

O filho mal parido de uma égua do meu melhor amigo estava me zuando ainda. Pelo menos ele estava de bom humor.

— Brian, eu estou na delegacia. Aconteceu um probleminha...

- Caralho... Eu sabia que era merda grande. – disse me interrompendo. – Passa o endereço da delegacia. Quanto é a fiança?

- 1,000 dólares.

Passei o endereço da delegacia e ele ia repetindo tudo o que eu dizia.

Mas que porra que tu fez Cat? – Ele respirou fundo. — Não... Quando eu chegar aí agente conversa. E Cat... A senhorita está bem encrencada viu mocinha! – Ele disse isso com a voz séria mais em seguida começou a gargalhar. – Sempre quis dizer isso. Foi a mesma coisa que meu pai falou quando eu fui preso da primeira vez... Só que não foi mocinha é claro...

Ri sem graça e foi acompanhada por ele.

O Zacky ta aqui também. Não sei se o valor da fiança dele é a mesma e não sei onde ele está... – Disse um pouco sem jeito.

O Zacky foi preso com você?- Ele ficou mudo alguns segundos e quase achei que tinha havido algum problema na linha quando ele retomou a falar. -Ta ok Cat. To indo pra aí. Beijo amor... E criminosa da minha vida.

- Beijo e Obrigada Syn.

Desliguei o telefone e o policial me encaminhou para uma sala de interrogatórios ao lado de onde ficava o telefone. A sala era escura, com uma mesa no centro e duas cadeiras, uma de cada lado da mesa. O policial puxou a cadeira para que eu sentasse. Sentia-me a maior assassina de todos os tempos em um episódio de Bones sabe?

Ele encostou do meu lado, se apoiando na mesa.

— Bom , senhorita Greenwood. – Disse olhando uns papéis em cima da mesa que provavelmente continham alguma informação sobre mim. — A senhorita não tem antecedentes. Nem de atravessar fora da faixa de pedestres. É formada pela Universidade do Arizona. Mora em um apartamento em uma região de classe média em Huntington Beach, Califórnia. Trabalha atualmente com uma banda que o senhor Zachary Baker nos informou que ele faz parte. Ele também nos informou que você e ele são namorados. – Apenas confirmei com a cabeça e ele prosseguiu. — Já conversei com os outros dois e eles me deram explicações bastante razoáveis sobre o ocorrido. Eu só queria entender o que a senhorita faz com essa gente louca? E o que a fez se descontrolar tanto?

— As vezes senhor, eu também quero. – contei a ele exatamente tudo o que ocorreu. Em detalhes. Exceto é claro, a parte em que eu gritei que tinha transado com outro. Informação demais.

Ele ouvia pacientemente e me encarou analisando meu corpo por alguns segundos. Seu olhar se prendeu a todas as marcas roxas que eram visíveis.

— A senhorita parece bem machucada. Mas alguns desses hematomas parecem um pouco mais antigos, como esse do seu rosto.

Eu congelei e fiquei realmente assustada. Recompus-me o mais rápido que pude e permaneci o encarando impassível. Sabia que ele se referia a marca que Zacky teria feito dentro do ônibus quando apertou meu rosto com força.

— Andou se metendo em mais confusões pelo visto. A senhorita não teria mais nada para me contar?

— Não senhor. – Disse o mais convicta que pude.

Ele ficou quieto por alguns minutos só me encarando. Ele sabia que eu estava mentindo, mas o que eu poderia fazer? Delatar o Zacky. Dizer que ele foi abusivo, me estuprou, me machucou e por isso estava assim? Seria meio contraditório já que o policial, ou melhor, tenente Hartson , me pegou batendo na mulher com quem ele me traía.

— Bom senhorita, não houve queixa de nenhum dos moradores da rua que denunciaram o ocorrido, e como seus antecedentes são bons, após o pagamento da fiança, estará livre. O mesmo vai valer para o rapaz apesar de o seu namorado ter mais passagens pela polícia do que eu gostaria de ter visto. — Franziu o cenho e considerou por alguns segundos.- Mas tirando o fato de que ele desacatou um policial, acredito que na tentativa de lhe defender. Ele não fez absolutamente nada que seja ilegal essa noite. Já a senhorita que estava com vocês está um pouco mais complicada. Sobre essa, creio que a senhora não vai querer informações.

Balancei a cabeça negando e ele se levantou seguido por mim.

— Vou levá-la de volta a cela, por fazer parte do protocolo. Acho que não preciso lhe algemar, certo. – E sorriu me dando uma piscadinha marota.

Antes de sairmos pela porta ele me parou e me fez encará-lo. Sua expressão era preocupada o que me deixava mais tensa. Tinha medo dele mudar de idéia. E não adiantava o que ele fizesse ou dissesse. Eu não iria expor minha vida daquele jeito e eu nunca prejudicaria o Zacky. Ta sendo um momento difícil para ele e para mim. Eu só queria esquecer isso tudo.

— Filha, escuta só o que eu vou dizer. Eu trabalho com isso a muito tempo e sei o que aconteceu com você, antes dessa briga toda em que se envolveu. Nada disso vale a pena, ta ok? Nada mesmo. Você deve se sentir culpada e achar que merece o que passa, mas nenhuma mulher merece isso.

— Por que está me dizendo isso?- Disse tentando aparentar calma, mas a essa altura eu já tremia. – Realmente não sei a onde o senhor quer chegar.

-Aconteceu a mesma coisa com minha filha. Conheço os sinais quando os vejo.- Ele disse calmamente.

Fiquei sem reação primeiramente. Mas tomei coragem e me esqueci por alguns segundos que pra todos os efeitos, nada tinha acontecido comigo antes da briga.

— E como está sua filha agora?.-

— Morta.- Eu o olhei com pena, não pude evitar e ele colocou a mão em meu ombro. – Precisando de ajuda, você sabe a quem procurar.

Na cela encontrei Gena encostada na parede esperando. Ela me olhou com ódio e eu só pude retribuir. Não nos encarávamos depois disso e foi fácil fingir que ela não existia. O mais engraçado eram as prostitutas e viciadas que estavam na mesma cela a encarando e jogando piadinhas para a loira, que olhava para elas horrorizadas.

Depois de uma hora mais ou menos o carcereiro chamou meu nome e abriu a porta da cela.

Syn estava no corredor de frente para o balcão e o abracei com força.

— Calma Cat! Assim você vai me matar asfixiado e nunca mais vai sair daqui. – Disse rindo e eu soquei seu braço levemente.

— Seu babaca!- Sorri feliz por ele estar ali, porque sem duvida aquela tinha sido uma das piores experiências da minha vida. A presença de Syn fazia tudo parecer mais fácil. Menos sério.

— Jade.- Ouvi uma voz rouca e conhecida me chamar e me virei. Matt me encarava com o semblante preocupado. Se aproximou e me abraçou com um pouco de força. Gemi de dor. Convenhamos, eu estava toda fudida mesmo aquela altura e ele se afastou me encarando horrorizado. – Meu Deus Jade o que fizeram com você?

— É verdade Cat, você está toda roxa!- Syn puxou meus braços lentamente e viu marcas arroxeadas em torno dos meus pulsos. Olhou meu rosto com atenção e se prendeu em um ponto específico na minha boca. – Matt, pode levar o Zacky de taxi?

— Por que sua Bicha, eu vim de carro e vou voltar de carro.

— Sim, mas em um taxi.

Vi Zacky vindo em nossa direção sendo acompanhado por um policial. Ele se aproximou de nós, um pouco envergonhado.

— Amor você está bem? – Disse se aproximando de mim e tentando depositar um beijo em minha testa, do qual eu desviei. Minha vontade era de mandar ele beijar a vadia da Gena, mas com Matt ali, e sabendo o que ele sabia sobre mim, achei que seria um pouco desnecessário.

Zacky assentiu meu ato balançando a cabeça e murmurou um “eu entendo” que só eu consegui ouvir.

— Vamos V. Precisamos conversar. — Matt disse e se aproximou de mim, dando um beijo na minha testa.- Depois que descansar eu passo no seu quarto para saber como você está.

Zacky acenou com a cabeça se despedindo de mim, abraçou ao Syn e agradeceu por ter ido nos tirar de lá e foi caminhando com Matt para fora da delegacia.

Syn envolveu seu braço em meus ombros e me retirou daquele local que já me enjoava.

Ao entrarmos no carro, ele não colocou o cinto, não deu a partida. Apenas se virou de lado e me encarou.

— Estou esperando Cat.

Olhei confusa para ele.

— Esperando o quê exatamente?

— Que você me explique o que aconteceu. Mas eu quero tudo dessa vez.

Eu praticamente bufei e encostei a cabeça no banco do carona cansada.

— Pode ser em outro lugar? Não quero ficar aqui nem mais um segundo.

— Vamos voltar para o hotel então. Mas você não vai fugir de mim.

— Fica tranqüilo... Não tenho mesmo pra onde correr.

Quando chegamos ao hotel, fomos direto para seu quarto. Jessica não estava lá, o que eu achei meio que um milagre, já que eles não se desgrudavam a um tempinho já.

— Vou ao seu quarto buscar umas roupas para você, vai tomando banho enquanto a isso. Não quero ninguém fedendo a cadeia dormindo do meu lado.

— Ok papai...

Ele me mostrou o dedo médio em um claro sinal obsceno e eu gargalhei entrando no banheiro em seguida.

Olhei-me no espelho e não gostei de nada que eu vi. Eu estava completamente marcada. Minha boca estava inchada, meus braços e rosto arranhados e levemente arroxeados. Fora o que eu já tinha das minhas atividades anteriores. Eu estava um caco.

Tomei um banho quente, e agradeci por isso internamente tendo em vista que eu parecia que tinha perdido 20 kg depois dele. A água quando batia em meu corpo parecia me chicotear, mas mesmo assim o peso todo daqueles dias saiu de cima de mim. Acho que a delegacia deve ter alguma coisa pesada o suficiente no ar pra que você se sinta assim. Eu perguntaria isso ao Syn mais tarde.

Bateram de leve na porta e eu me enrolei na toalha.

— Pode entrar.

Brian entrou com uma blusa do Pantera na mão e uma samba- canção de seda preta que eu reconheci na hora como sendo dele.

— Eu tentei entrar no seu quarto, mas tem uma arrumadeira histérica lá dentro tentando ajeitar a zona que você deixou. Acho que isso daí deve servir pra você pelo menos dormir.

Estiquei a mão e peguei as peças que ele me estendia. Coloquei a samba canção por baixo da toalha e me virei de costas, colocando a blusa e em seguida retirando a toalha. Isso tudo porque Brian não fez a menor menção de se mover.

Syn estava encostado na pia do banheiro, com os braços cruzados me encarando com uma sobrancelha arqueada.

— Que horas você vai começar a me explicar o que aconteceu?

— Quero só dormir Brian... To cansada.

Saí do banheiro e ele me seguiu. Deitei na cama enquanto ele se sentou ao meu lado.

— Disse que você não ia fugir Cat. O que o gordo fez? Por que você está assim toda machucada? E o por que o Shadows parecia um louco quando entrou na delegacia querendo saber o que tinha acontecido com você?

Sentei-me com um pouco de dificuldade na cama, agora que eu tinha relaxado parecia que meu corpo a qualquer momento explodiria. Tudo doía. Syn notando meu desconforto, me ajudou a sentar e colocou o travesseiro em minhas costas.

— Cat, sei que a merda foi grande. Mas não precisa ter medo. Eu sou seu melhor amigo. Só quero ajudar ok?

Aquilo me deixou com o coração na mão. Com toda a certeza.

— Transei com o Matt. – Falei rápido e ele arregalou o olho assustado. E quando ele abriu a boca para falar, coloquei meu dedo indicador por cima dos lábios dele. – Me deixa terminar de falar, por favor.

Ele assentiu então tive que continuar.

— Depois da noite com Matt voltei para o meu quarto e o Zacky estava dormindo lá. Ele acordou enquanto eu tomava banho, suspeitou de alguma coisa e não gostou. Tivemos alguns desentendimentos e fomos dormir. – Achei que falar “seu amigo me estuprou” seria pesado demais.- Quando acordamos fizemos as pazes e ele disse que tinha uma reunião sobre a loja e que depois disso sairíamos para jantar. Fui encontrar com ele na loja, peguei ele comendo a Gena. Meti a porrada nela, gritei um pouco com o Zacky e então a policia chegou. Ou gritei com o Zacky e depois meti a porrada na Gena... Não lembro muito bem a ordem.

Olhei para Syn em expectativa. Sua feição era muito séria o que não acontecia com freqüência. Geralmente ele sempre tinha a sombra de um sorriso pelo rosto. Mesmo que esse sorriso fosse safado.

— Ele cheirou quanto Cat?

— Eu não disse que ele...

— Por favor, eu sei que ele cheirou cara. Eu conheço ele só a minha vida toda. Você acha mesmo que eu não sei o que aconteceu nesse seu pequeno “desentendimento” com ele. Ele cheirou e bateu em você de novo. Não foi isso porra?

Syn já estava se descontrolando, e eu comecei a ficar nervosa. Não queria mais confusão, só queria dormi.

— Brian, já passou. Já resolvemos tudo ou quase tudo...

— Mas você também... Para que você foi fuder com o Shads Cat?

— Eu e Zacky tínhamos terminado, eu estava chateada e bêbada.- Considerei por alguns segundos, eu não tinha ficado bêbada a noite toda. Matt tinha o “poder” de rapidamente me deixar sóbria.- Olha Brian... Já sei que eu agi como uma vadia. Eu não preciso de mais gente falando isso para mim...

— É verdade, você foi uma vadia mesmo!- Ele disse rindo e eu abaixei a cabeça.- Mas é uma vadia que eu amo.

Eu deitei na cama novamente e Syn tirou a blusa e se deitou em seguida. Eu virei de costas para ele que se aninhou ao meu corpo, envolvendo a mão em minha barriga e me puxando. Fazendo com que minhas costas batessem em seu peito. Eu me senti segura pela primeira vez naquele dia quando Brian me abraçou.

— Sei que você deve estar se sentindo a pior pessoa do mundo Cat. Mas todo mundo faz merda sabe. – Ele dizia baixo perto do meu ouvido para que eu pudesse ouvi-lo- Eu fiz muitas... Muitas mesmo e não estou aqui pra julgar você. Mas com certeza a surra que o Zacky vai tomar será lendária...

— Você não vai fazer nada com ele não é?

— Eu? Nem preciso... Não conhece o Zacky? A essa altura já está cuspindo tudo na cara do Sanders. –Ele riu e eu me encolhi. Ele beijou o topo da minha cabeça e acariciou lentamente minha barriga.

— Calma Cat... Todo mundo aqui já caiu na porrada muitas vezes. Ta que apanhar do Shads não é muito fácil. Mas ele vai sobreviver.

— Espero...

— Já decidiu?

— Me decidi sobre o quê?

Brian riu novamente e eu estava quase o acompanhando. Ficar junto do Syn fazia com que eu fosse como ele. Ele me fazia feliz sem se esforçar muito. Feliz e segura. Brian sem duvida era a melhor pessoa que eu já tinha conhecido.

— Qual dos dois você vai querer né querida. Porque eu acho que ficar com os dois não daria muito certo. Não a recriminaria por isso e se quiser me incluir nessa sua listinha...

— Brian! – Dei um beliscão nele que gemeu de dor mas continuou rindo.- Deixa a Jess saber disso seu safado...

— Ah... Você também é bem safadinha... Acho que somos irmãos sabia? Tipo, meu pai nunca foi muito certo e todo mundo sabe que o gene da safadeza quem passa é ele. Então... De repente... Sua mãe freqüentava quais locais...

— Brian cala a boca!- Eu tive que rir. Era impossível não rir quando se estava com Syn. – Mas cadê a Jess? Vocês não se desgrudam mais...

— Ah... Eu disse que você ia precisar do seu amigo “gay” essa noite e ela nem discutiu. Jessica sabe que...

— Que você está de quatro por ela. – ri e ele me acompanhou.

— Faz sentido ... – Ele disse por fim.

— Bom... Finalmente alguém para controlar o famoso e desejado Synyster Gates...

— É verdade Cat... Agora só falta alguém para controlar Jade Greenwood. Ou pelo menos que ela escolha alguém para fazer isso. Já seria um grande avanço.

Pov’s Zacky

Descemos do carro em uma praça que não ficava muito distante da delegacia. Como já eram mais de 11 da noite a pracinha estava deserta. Um vento gélido contornava nosso corpo. Parecia que o tempo iria mudar.

Eu andava na frente na tentativa de me acalmar, mas não funcionava. Ela deixou que ele a abraçasse. Que ele beijasse sua testa e a mim, seu homem, ela queria longe? Não...

Virei-me bruscamente encontrando Matt logo em seguida. Fechei meu punho direito com força. Tomei impulso e deferi um soco que pegou em cheio no maxilar do maior. Ele não fez absolutamente nada para se defender. Apenas virou o rosto na violência do impacto e em seguida me encarou novamente.

— Quando você soube?

Matt me perguntou com a voz calma. Como se soubesse que merecia aquele soco.

— Na hora em que ela chegou. Ou talvez tenha sido na hora que ela gritou para todo mundo ouvir que eu era corno.- Disse isso com a voz calma. Sem demonstrar nenhuma reação.

— Eu a amo!- Ele disse sem vacilar.

— Desculpa, mas eu também. E que eu saiba, ela namora comigo. – Fiz questão de falar isso. Queria que ele sentisse dor. Só que aquele era meu melhor amigo desde que eu era criança. Matthew acreditou em mim quando ninguém mais acreditava. Cuidou de mim quando ninguém pode cuidar. E eu queria que ele sofresse quando eu era o vilão dessa história?

— Eu bati nela. — Disse por fim, eu sabia o que ele faria e eu merecia.

-O que você fez? – Ele sussurrou aquilo perigosamente. Matthew sussurrando raivoso era o que dava medo. Quando ele gritava era mais fácil de lidar. Agora assim? Eu sabia o que viria a seguir.

— Cheirei, me descontrolei , bati nela. E...

— E o que Zachary? – Seu tom de voz era o mesmo.

— Eu a forcei a transar comigo e fui bruto e...

Não consegui terminar a frase. Ele me socou com uma força descomunal. Meu maxilar latejou com força e antes que eu pudesse me recuperar outro soco pegou no meu estomago... Fiquei sem ar. Cambaleie e caí no chão ajoelhado, segurando minha barriga. Eu não iria revidar. Da mesma forma que ele sabia que merecia aquele soco, eu sabia que merecia aquela surra.

Matthew me segurou pela gola da camisa me levantando. Seus olhos estavam vermelhos de raiva ele me arremessou com força sobre uma arvore e minhas costas impactaram com uma violência grande. Eu só esperava não quebrar nenhuma costela.

— Você é um grande filho da puta!!! Bater em mulher seu viado. – E ele me deu outro soco.- Você forçou a Jade cara? Porra...- E mais um soco. Sua voz era embargada. Eu sabia que meu amigo queria chorar. – Você é um filho da puta- Tudo ele falava sem alterar o timbre baixo da voz. Outro soco pegou ao lado da minha têmpora e eu vi tudo escurecer rapidamente. Escorreguei e cai sentado no chão com a cabeça um pouco mole. Aos poucos minha visão ia voltando. – SE DEFENDE SEU FILHO DA PUTA! EM MULHER VOCÊ SABE BATER NÃO É? ENCARAR UM HOMEM VOCÊ NÃO CONSEGUE!

Fiquei aliviado ao ouvi-lo gritar. Ele tinha razão. Eu era um frouxo. Mas esse grito me fez perceber que ele se acalmaria. Matt quando estava com raiva não podia conte-la. Era pior, bem pior se ele não gritasse.

Matt me segurou novamente pela gola da blusa me fazendo ficar de pé e encarando meus olhos com uma raiva que ele nunca havia dirigido a mim.

— Eu deveria comer teu cú seu filho da puta! Só para você saber como é ser obrigado, como é ser humilhado. Mas acho que conviver com a merda que você fez e com o merda que você se tornou já é o suficiente.

Me jogou no chão novamente e andou na direção do carro. Ele ia me largar ali. Eu merecia. Não tiro a culpa das costas dele. Ele comeu minha mulher porra. Mas isso não justificava nada do que eu tinha feito. Eu podia ter tirado satisfação. Terminado com ela... Qualquer coisa. Mas eu a humilhei duplamente. Em seu quarto e depois com a Gena. Eu me tornei pior do que ela. Eu fiz pior...

Deitei no gramado do parque tentando me recuperar e senti a presença de alguém sentado ao meu lado. Abri os olhos lentamente e pude ver Matt sentado apoiando os braços nos joelhos. Ele tinha duas garrafas de Haineken nas mãos. Estendeu-me uma. Levantei com um pouco de dificuldade e a peguei.

— Não vou desistir dela. – Ele disse mais uma vez sem vacilar. A convicção que ele aplicava toda a vez que falava de Jade me assustava. – Eu pedi só para você cuidar dela Zacky. Só para você não repetir a merda que eu fiz e você faz pior.

Sua voz era sofrida.

— Eu estou muito arrependido...

— Seu arrependimento não mudou nada!- Ele me cortou e deu um longo gole em sua cerveja- Eu sei que eu fui um canalha e que como seu amigo eu não poderia ter feito o que fiz. Desculpa-me mesmo, mas eu não vou mais abrir mão dela.

— Nem eu vou abrir mão dela. Eu quero me acertar ainda não acabou o que existe entre agente. – Tomei um gole da cerveja também.

— Você acha que ela ainda vai te querer depois de tudo?- me perguntou arqueando uma sobrancelha e com um sorriso nos lábios.

— Você não conhece a Jade. Ela precisa de mim tanto quanto eu preciso dela Matt.

— Se você diz...

Matthew se levantou e estendeu a mão me ajudando a levantar. Me abraçou e fomos caminhando assim até o carro. Ajudou-me a sentar, realmente eu estava todo quebrado fexou a porta do carro e deu a volta, logo tomando o assento de motorista.

— Que vença o melhor então. – Disse com um sorriso em meus lábios doloridos e naquele momento senti o gosto de ferro na minha boca. Só então percebi que ela sangrava.

Matt colocou os óculos escuros e sério encarou a estrada a nossa frente.

— Isso não se trata mais de um jogo Zacky. Não é uma competição cara. È nossa vida. Só espero que você entenda isso antes do final.

Eu já tinha entendido isso. Eu sabia que era nossa vida. E também sabia que a minha não faria muito sentido se eu chegasse aquele hotel e Jade não quisesse mais olhar na minha cara.

Eu arranquei as asas do meu anjo. No final, a culpa disso tudo era minha....

Notas finais
Se comentarem eu vou ficar feliz hein... por favorzinho *__*
Beijos ...