Hostility

42 Tomorrow might not make it but...


Notas iniciais
Ta... Eu sei que eu falei que era quinta, mas fiquei ansiosa!
Pq eu faria vcs esperarem por algo que já está pronto. Ia criar expectativas e eu tenho muito medo delas, pq geralmente eu decepciono HAUSHUAHUSHAUHSUAHUSH
Então vamos aos avisos...
1) Esse capitulo contém HENTAI! Ou seja, cenas de séquicio animau seu vagem e se você tem menos de 18 anos METE O PÉ! ( Ava... Até parece que isso funciona ahsuhaushuahushauhs nem eu acreditei...)
2) Santanna sua linda! Matt e Dani não usaram camisinha! Porque a Dani toma anticoncepcional e não tem nehuma DST. Matt tbm! Mas isso só pode na historinha Agente não pode conhecer alguém em uma noite e dar sem incapar o boneco viu
?
3) Dani!!!! Eu to com muito medo mesmo da sua reação. Do fundo do coração espero que goste. Também espero que vocÊ não me mate nem me bata. Sou sensível a dor. Eu tentei seguir o que você me pediu sem mudar o contexto da fic. Tomara que não tenha ficado muito ruim!
4) Preciso muito da opinião de vocês!!! Preciso saber onde eu preciso melhorar e se tem sugestões de como eu posso melhorar meus hentais pra que eles não fiquem chatos e repetitivos. Podem fazer isso nos coments por mim???
Então... é isso! To nervosa. Chego a estar tremendo! HAUSHUAHSUHAUSHUAHSUH
Espero que gostem

- Qual seu nome? – Perguntei sem deixar de notar na pele pálida e nas olheiras que mesmo cobertas por maquiagem apareciam. Ela havia chorado. E não havia sido pouco.

— Para quê eu tenho que lhe dizer meu nome? Não vai fazer diferença. E amanhã você nem vai lembrar ele. Eu sei o que realmente quer querido. E a resposta é sim. Então vamos pular toda essa fase de “se conhecendo melhor” e vamos ao que interessa.

Ela me encarou sem humor e eu meneei a cabeça um pouco para o lado, analisando a figura tão esquiva que estava a minha frente. Ela era linda. Mesmo presa em toda a sua melancolia, definitivamente ela era linda. E talvez por esse sentimento ser tão conhecido por mim, a fazia ficar ainda mais bela ao meu ver. Estava com uma calça Jeans clara e uma blusa em tonalidade clara, creme de gola alta e mangas longas. Seu rosto era perfeitamente emoldurado por um longo cabelo loiro acinzentado. Parecia uma menininha devida a franja que caiam quase na altura do seu rosto e isso me lembrava inocência. Porem no fundo dos seus olhos castanhos notei um brilho esverdeado e nesse brilho eu percebi que aquela inocência que ela aparentava havia sido maculada.

Seus olhos faiscavam e eram ariscos e isso me intrigou. Resolvi por fim entrar em seu jogo.

- Então senhorita “sem nome”... Já que você é uma especialista, o que eu realmente quero?

Ela voltou seu corpo em minha direção aproximando mais nossas cadeira e sorriu encarando meus óculos. Algo me dizia que ela consegui enxergar meus olhos mesmo através das lentes escuras e isso me deixou um pouco assustado.Porém não demonstrei e alarguei meu sorriso mostrando o quanto gostei de sua atitude.

— Você quer transar comigo com o único intuito de esquecer nem que seja por algumas horas toda a merda confusa, dolorosa e sem sentido que se tornou sua vida. Simples assim meu caro.

Definitivamente a loira tinha me assustado. E dessa vez não consegui controlar minha expressão. Ela sorriu vitoriosa e encostou relaxando seu corpo na cadeira e bebericou sua bebida lentamente.

Após alguns minutos de choque consegui forma algo descente para falar.

— Como você sabe disso?

Vi tristeza cruzar rapidamente seu olhar enquanto ela sorria. Seus olhos não terem acompanhado o sentimento que a boca tentava expressar me incomodou bastante.

— Eu vejo refletido em você exatamente como eu me sinto. Além do mas... – ela deu mais um gole no que parecia ser vinho. – Hoje a noite que antecede o ano nove e ao invés de você estar com sua família. Está aqui. Conversando comigo.

Apoiei as mãos na mesa respirando fundo e tirei meus óculos. Ela havia me surpreendido. Ela não era com certeza o tipo de mulher que eu procurava aquela noite. As mulheres que freqüentavam aquele tipo de bar para os propósitos que me interessavam naquela noite vinham com praticamente um letreiro escrito “puta” na testa. Elas eram cheias de joguinhos e na verdade não queriam nem saber da nossa companhia. Mas se percebessem que você era conhecido de alguma forma, colavam como chiclete na tentativa de prender você. A menina sem nome não era assim. Ela estava magoada e queria como eu parar de sentir dor. Ela estava machucada e de machucados eu estava entendendo muito ultimamente.

— E se eu disser que não quero só sexo por uma noite com você? – Disse alargando meu sorriso e aproximando meu rosto do seu o suficiente pra que sentisse seu hálito quente batendo em meus lábios. – Se eu disser que eu quero carinho por uma noite? Parece gay, mas é o que eu quero e ...

— Daniela Skolimowsky- Ela sorriu e dessa vez seus olhos acompanharam. Me afastei dela encostando no espaldar da minha cadeira e foi minha vez de sorris vitorioso. – E eu diria que você é diferente dos outros que tentaram a mesma coisa que você hoje.

— Então Daniela – Adorei pronunciar seu nome, era diferente. Estendi minha mão que ela prontamente apertou. – Prazer, me chamo Matthew Sanders, mas pode me chamar de Matt.

— Eu sei quem você é.

— Que injusto! – fingi indignação. – Você sabe quem eu sou mas queria me deixar no escuro quanto a quem você é.

Fiz sinal para que o garçom trouxesse mais do vinho que ela tomava e ela me olhou seriamente.

— Matthew, perdão... Matt, — ela se corrigiu rapidamente. – Nós podemos passar a vida com uma pessoa, mas sempre estaremos no escuro sobre quem elas são realmente.

Risadas, conversas, toques e vinho, muito vinho depois eu estava sentado no braço do sofá do apartamento de Daniela.

Ela havia pedido que eu esperasse enquanto ela tomava banho e fiquei por alguns minutos a analisar todas as fotos que ficam em cima da estante.

Havia ela abraçada a um jovem moreno e alto. Muitas fotos deles dois juntos e uma na qual se beijavam. Algo me disse que o motivo de toda a sua tristeza estava enraizado ali.

Então ela veio e agradeci que meus olhos estivessem cobertos por meus óculos novamente, porque com certeza eu sabia que tinha expressado toda a malicia que me veio em mente por eles quando ela surgiu. E eu não queria assustar ela... não ainda.

Ela vestia um conjunto de lingerie rendado preto. Eu amava preto. Eu podia ver o contorno de seu mamilo pela transparente renda e pensar em como seria a sensação de telo preso em minha boca estava me matando.

Ela caminhou sem pressa em minha direção e sentou em meu colo. Encarando-me com um sorriso lindo nos lábios ela retirou meu casaco. Deslizou suas mãos por meus braços e não pude deixar de ficar tenso ao sentir seus dedos gélidos contornarem meus músculos. Retirou meus óculos.

— Quero ver seus olhos. Gosto deles. –Disse em um sussurro rouco que fez todo meu corpo se arrepiar.

Suas mãos passearam por minha nuca, retirando minhas toca e seus dedos embrenharam por meu cabelo. E com isso ela me puxou para que nossos lábios se colassem. Deslizei minha língua suavemente por sua boca pedindo passagem que ela concedeu na hora. Logo sua língua massageava a minha e seu corpo se movia lentamente em círculos em meu colo. No mesmo ritmo em que o beijo se desenrolava o que me causava um prazer imenso. Minha ereção, clara naquele momento mesmo por baixo da calça jeans, era esfregada por seu corpo e aquilo me descontrolava. Eu não conseguiria mais por muito tempo manter a calma com aquela mulher estonteante agindo daquela forma. E não mantive.

Apertei com um pouco mais de força do que deveria suas coxas e ela ofegou longamente por entre o beijo. A ergui em meu colo pressionando o máximo que consegui seu corpo ao meu, mostrando para Daniela que eu a desejava naquele momento mais do que tudo.

Deitei seu corpo sobre o espaçoso sofá enquanto ela me olhava com uma malícia praticamente palpável. Retirei minha blusa e a joguei em um canto e não pude deixar de me sentir orgulhoso com o olhar que ela lançou sobre meu corpo desnudo. Suas mãos rapidamente deslizaram pelo meu peitoral e barriga . Segurou o cós da minha calça e me puxou, fazendo com que meu corpo caísse por cima do seu.

Novamente a beijei, mas dessa vez o beijo era intenso. Disputávamos um território que não existia. Brigávamos por dominância mas nessa briga, ela ganhou por alguns minutos. Abriu o botão da minha calça, deslizou o zíper rapidamente e sua mão a invadiu. Senti suas mãos habilidosas tocarem e cobririam por completo meu membro que latejou na primeira carícia.

Não pude resistir. Há tanto tempo não tinha contatos assim com ninguém. Desde do incidente em Washington eu não tinha sentido o calor de alguém tão próximo ao meu corpo. Investi meu quadril para frente ofegando enquanto ela fazia movimentos de vai-e-vem em meu membro. Do jeito que eu estava, aquela noite acabaria rápido demais e eu não poderia deixar isso acontecer.

Segurei seu pulso com delicadeza e com um gemido rouco tirei sua mão de minha calça. Quebrei nosso beijo e Daniela gemeu em protesto. Levantei de seu corpo e retirei minha calça e logo em seguida minha cueca. Senti meu pênis liberto me fez mordiscar meu lábio inferior com força só para conter o gemido.

Daniela me encarava com o desejo estampado em seu rosto. Ela mesma retirou seu sutien e deslizou a mão sensualmente por seu corpo, a levando até seu sexo. O apertando com força enquanto se contorcia. Deslizei minha mão por meu membro suavemente ao ver aquela cena. Aquela loira me excitava de uma forma que não esperava.

Me posicionei novamente em cima dela e beijei seu pescoço o mordicando levemente. Suas mãos já traçavam caminho por minhas costas o que me causava arrepios deliciosos. Segurei com delicadeza seu seio direito e parei para encará-la. Usei dois dedos para segurar seu mamilo e assisti encantado rosto se contorcer em prazer enquanto a estimulava. Seu mamilo se intumesceu rapidamente e logo. Meus lábios tocaram a pele rosada e sugaram com força. Minha outra mão foi levada ao seu outro seio o estimulando da mesma forma enquanto dava pequenas lambidinhas naquele que tomou a atenção da minha boca.

Seu gemido era música em meus ouvidos e poderia ficar os ouvindo a noite inteira. Eu lhe dava prazer e ela ainda me daria muito mais. Desci meus beijos por sua barriga e mordi com força a divisão entre o elástico de sua calcinha e sua barriga. Ela gemeu em aprovação e eu podia sentir seu corpo tenso pelo o que estava por vi. Eu queria beijá-la completamente. Sua pele cheirava a baunilha e era adocicada. Eu queria sentir seu gosto mais que tudo.

Afastei meu rosto e encarei seu corpo perfeito por alguns segundos e arrancando um suspiro assustado da jovem, rasguei sua calcinha com certa violência. Sorri de lado e beijei a parte protuberante da área que eu mais ansiei por conhecer naquele corpo. Seu corpo relaxou e ela logo arqueou suas pernas ficando totalmente exposta para mim.

Minha língua deslizou calmamente por sua entrada e a sentir se contrair. Ah... Ela queria me enlouquecer. Só podia. Prendi meus dentes em seu clitóris enquanto minha língua o massageava da melhor forma que podia. Ela gemeu alto segurando meus cabelos e a puxando mais para seu corpo. Penetrei um dedo em sua entrada o movendo rapidamente enquanto não parava de sorver tudo o que sua excitação me presenteava. Logo seu corpo respondia aos meus sinais e senti movendo seu quadril de encontro a mim. Penetrei mais dois dedos meus o que fez com que o gemido de Daniela fosse ainda mais sonoro.

Sentia que ela estava quase em seu ápice e eu não permitiria isso. Eu precisava estar dentro dela quando isso acontecesse.

Retirei meus dedos e mais uma vez ela protestou e fez um biquinho que combinava perfeitamente com seu rosto. Eu sorri ao presenciar a cena enquanto afastava um pouco mais suas pernas. Encaixei meu corpo entre elas e a encarei. Eu via expectativa em seu olhar. Eu amei seu olhar ali. Eles me falavam tudo o que ela sentia e queria.

Deslizei meu membro algumas vezes por suas entrada, Massageava seu clitóris com minha cabeça e só a via mordendo os lábios, não se permitindo gemer para mim. Não... Ela gemeria.

A penetrei de uma só vez e ela gemeu em surpresa e aprovação. Não pude evitar de arfar de tanto prazer que eu sentia ao perceber meu membro sendo apertado por seu corpo tão quente e tão úmido.

Comecei a me movimentar dentro de seu corpo enquanto ela cruzou suas pernas ao meu redor, jogando seu quadril para o alto na tentativa de que eu fosse ainda mais fundo. E logo eu estava rebolando e me movendo com rapidez dentro de seu corpo que suava junto ao meu. Suas unhas arranhavam meus braços, minhas costas enquanto nossos gemidos inundavam o ambiente. Senti seu corpo tremer em baixo do meu e logo um gemido mais longo deixou seus lábios. Seu corpo desfalecia aos poucos e um sorriso calmo brotou em seus lábios. Aquilo era lindo, sentir que eu havia proporcionado isso a ela me deixava ainda mais excitado.

Eu não a deixaria descansar. Não agora.

Desencaixei meu corpo do de Daniela e ela me olhou sem compreender. Levantei-me e parei de frente ao sofá.

— Mas o que você pensa que está fazendo... — A loira começou a indagar e eu a interrompi.

— Levanta – Usei a voz mais autoritária que eu possuía, porém o tom era baixo e quase rouco.

— O quê? – ela me olhou incrédula.

— Mandei você levantar. – Sorri malicioso ao ver o seu rosto espantado. – Minha vez de brincar Dani...

Ela mordeu o lábio inferior em dúvida, mas por fim se levantou.

Cruzei os braços ainda sorrindo maliciosamente, enquanto contemplava seu corpo perfeito. Seus seios fartos. Sua cintura fina e quadril largo.

— Vire-se. – A encarei e ela prontamente obedeceu minha ordem. Segurei meu membro e deslizei minha mão fortemente por sua extensão enquanto me aproximava. Espalmei a mão que tinha livre fazendo com que Daniela inclinasse seu corpo para frente me dando a visão deslumbrante de sua bunda empinada. Ainda me masturbando esfreguei lentamente a cabeça do meu membro pela região enquanto assisti-a colocando suas mãos apoiadas no encosto do sofá.

Distribui beijos demorados pela a extensão de suas costas até que cheguei em seu pescoço, que mordi ferozmente. Mas antes que ela pudesse protestar, esfreguei a glande por sua entrada que começava a se umedecer novamente para me receber.

Mordi o lóbulo de sua orelha e comecei a penetrar lentamente em sua entrada mais uma vez. Sussurrei rouco em sua orelha.

— Quero ouvir você gemer meu nome!

Seu corpo se contraiu e eu me enterrei completamente em seu corpo. Comecei a me movimentar com rapidez. Sentindo meu corpo inteiro se arrepiar a cada investida. Ainda inclinado sob seu corpo levei uma mão livre ao seu clitóris o massageando em círculos. Queria que ela sentisse tanto prazer quanto eu estava tendo em possuí-la daquela forma.

Ela gemia descontrolada ao meu toque e eu intensifiquei as investidas. Retirei uma das mãos as quais ela apoiava o sofá e a levei até sua entrada. E com a minha mão fiz ela repetir os movimentos em seu clitóris que fazia anteriormente.

Sussurrei novamente sem, mas a rouquidão da minha voz dessa vez não era proposital. Era causada por todo o tesão que essa mulher me submetia.

— Se toca pensando em mim... – mais fundo e ela gemeu longamente. – Eu quero que você goze sentindo como é gostoso me ter dentro de você.

Ela ouviu isso sorrindo maliciosamente e começou a mover a mão em sua intimidade com ainda mais afinco. Mas logo me surpreendeu mais uma vez aquele noite jogo seu quadril de encontro ao meu corpo. Fazendo com que eu delirasse a cada estocada.

Levantei meu corpo e segurei em seu cabelo com um pouco de força. Eu iria domá-la da forma que ela me domou a noite toda.

A estocava com violência e velocidade a cada gemido alto que Daniela dava. Nossos corpos faziam um barulho delicioso ao se chocarem. Ela estava entregue a mim. E eu a ela aquela noite.

— Matthew... – A ouvi gemer meu nome e seu corpo mais uma vez se contrair em prazer causado por outro orgasmo.

Ouvir meu nome praticamente fez com que eu saísse de mim e apertei com força sua bunda a trazendo mais para perto de mim. A penetrei com tanta vontade e necessidade apreciando a visão do meu membro entrando e saindo de seu corpo.

Não consegui mais resistir por muito tempo e meu corpo todo tremeu enquanto eu gozava a apertando mais contra mim. Fechei meus olhos com força e joguei minha cabeça para trás sem me preocupar com o que praticamente parecia um urro saído de minha garganta. Ainda com o corpo tremendo e ofegante encostei minha testa em suas costas. Aquela mulher tinha me deixado louco com toda a certeza.

Me desencaixei dela, e a peguei no colo de surpresa. Ela riu mas deitou sua cabeça em meu peito.

— Onde fica o quarto? –perguntei ainda ofegante.

Ela apontou e caminhei com ela aninhada a meu corpo na direção do aposento. A deitei em sua cama e em seguida me deitei a seu lado. De lado, puxei seu corpo pra junto do meu e beijei sua testa enquanto ela sorria.

— Achei que só mulheres ficavam carentes depois que gozavam... – ela disse rindo e eu mordi seu queixo levemente.

— Eu já cheguei carente, ou esqueceu aquela coisa ridícula que eu te falei.

— É verdade...

— Que eu cheguei carente?

— Não... Sobre ser ridículo aquilo que você falou de carinho por uma noite.

Tive que rir da afirmação dela. Havia mesmo sido ridículo e ela continuou. Daniela aninhou seu corpo mais ao meu beijou minha mão que estava em volta de sua cintura carinhosamente.

— Mas... Eu até que gosto de coisas ridículas...

Beijei o topo de sua cabeça inalando seu cheiro irresistível.

Adormecemos quase simultaneamente, exaustos e satisfeitos. Talvez bêbados.... E realmente por alguns instantes eu havia esquecido...

O sol machucava meus olhos mesmo que eles ainda estivessem fechados. Os abri me amaldiçoando lentamente por ter esquecido de fechar as cortinas do meu quarto antes de dormir. Minha cabeça latejava e eu não conseguia parar de pragejar a maldita da ressaca.

Abri aos olhos e notando toda a decoração diferente do cômodo, fui tomando aos poucos noção de onde estava e porque estava ali.

Os flashs da noite anterior me fizeram sorrir largamente. Havia sido incrível. Daniela era incrível.

Procurei seu corpo ao meu lado na cama mas ele não se encontrava mais lá. Com dificuldade me levantei da cama e pude ver na cabeceira do lado mesmo em que eu dormia uma folha com uma caligrafia extremamente rebuscada. O peguei e não consegui evitar de sorris largamente.

Matthew... Ah... Desculpa! Matt,

Em primeiro lugar, sinta-se a vontade na minha casa. Só que você não me verá, devo ficar fora um bom tempo. Mas quando sair, pode deixar a chave que está pendurada na porta atrás do extintor de incêndios no corredor. Lá eu posso encontrá-la.

Desculpe mais uma vez por não estar aí quando você acordou. Mas eu precisava resolver algumas coisas e você me ajudou a tomar as decisões que eu precisava para colocar minha vida no lugar. Você me fez esquecer sim, por algumas horas... Mas nós dois sabemos que tudo volta a tona mais cedo ou mais tarde.

Conselhos não são bons, eu sei, mas eu lhe diria para tentar resolver o seu lado dessa história também. Descobri em uma noite que você é alguém que merece ser tão feliz quanto eu vou tentar ser.

Obrigada pela noite incrível.

Dani... ( Gostei de quando você me chamou assim)

Me deitei novamente na cama e cobri a cabeça com o edredom. Aspirou profundamente o odor de baunilha que exalava em cada centímetro do tecido. Era o cheiro dela. E eu sabia que seria muito difícil esquecer esse cheiro. Essa noite. Esquecer-se dela.

Voltei a dormir despreocupadamente. Me sentia um pouco mais leve e decidido. Mas me permitiria curtir esse sonho por mais algumas horas. Esse sem preocupações. Sem tristezas. Sem mulheres amadas que estão constituindo família com seu melhores amigos.

Pelo menos seria assim até sair daquele apartamento e encarar sua realidade.

Dura, vazia e sem o menor sentido.

Notas finais
E aí??? Vai... Fantasminhas apareçam... vi vocês tá? Tô ficando médium que nem o Moran... Muahhahaha