Hostility

29 Thonigth the world dies


Notas iniciais
Olá meninas! Mais uma vez eu demoro séculos para postar. Espero que Thay Baker não tente me matar. ^^
Fiquei sem net. Tomei um pé na bunda histórico e digno de nota e tenho que admitir que isso influenciou muito na minha escrita. Então se esse capitulo ficou emocional demais, me desculpa. Eu estou assim esses ultimos dias.
Amei a cada review que vocês mandaram e li eles umas centenas de vezes, cada um. Juro que nesse meu periodo de dor de corna, eles tem me ajudado a superar, sem sacanagem nenhuma. Parece que ainda é importante pra alguém que eu faça algo. Isso não tem preço mesmo.(Comercial do mastercard, eu sei... )
Obrigada a cada uma de vocês que não me abandonou mesmo eu demorando séculos para escrever. Obrigada Por não terem me abandonado.
As leitoras novas, senjam bem vidas a essa porra de familia e muito obrigada por darem essa oportunidade a essa humilde que vos fala.
Então... Capitulo dedicada a TODAS VOCÊS , que não me largaram na medina!
Enjoy ^^
obs: perdoem os erros ok? Não consegui revisar, pra variar

– Zacky não!- Sussurrei o mais baixo que pude pra não acordar os outros que dormiam ao longo do corredor.


Todos estavam mais que bêbados e não acordariam por nada, com certeza. Mas minha moral por algum motivo apitava, insistindo com o fato de que fazer aquilo, ali, era sujo e errado.


Zacky me imprensou contra a janela do ônibus. Eu deitada de costas para ele na poltrona reclinável, estava completamente indefesa. Senti nitidamente sua ereção de encontro ao meu corpo. Só que aquilo era estranho. Eu não estava excitada com a situação. Eu estava assustada.


– Por que não?- Zacky deslizando sua mão por minha barriga e tentando colocá-la por dentro da calça de moletom que eu usava para dormir. – Eu tenho direitos sobre isso aqui.


Tentei tirar sua mão, mas parecia que quando ele se drogava sua força aumentava e sua consciência definitivamente o abandonava..


– Porque eu não gosto disso Zee, por favor. Eu não estou me sentindo confortável com essa situação. E se um dos meninos acorda?


Ele colocou a mão por dentro da minha calça e apertou minha intimidade, por cima da calcinha ainda, com um pouco de força e mordiscou a ponta da minha orelha.


– Seria excitante. Com perigo é muito mais gostoso...


Usei meu cotovelo de encontro a sua barriga para afastá-lo e isso pareceu pegá-lo desprevenido, já que funcionou. Consegui tirar sua mão de dentro de minhas calças e rapidamente me virei ficando de frente para ele.


– Eu já falei que eu não quero Zacky. Assim não, nem aqui...

- Então vamos para o banheiro Jade, eu preciso gozar...

Suas palavras me deram nojo e uma raiva grandiosa cresceu dentro de mim.


– Só disso que você precisa? Gozar né? Porque você é homem e a minha obrigação agora é essa.

- Então finalmente chegamos a um denominador comum. Sua obrigação é essa. Me fazer gozar. Você não é uma menininha mais, é minha mulher e tem que me dar prazer.


– Pode até ser minha obrigação na sua cabecinha. Mas você não toca em mim enquanto você estiver usando aquela merda Zacky. O meu namorado não era um imbecil drogado até duas noites...


Zacky me interrompeu segurando firme em minhas bochechas e apertando com força, quase me fazendo gritar. Me contive o máximo que pude no intuito de não deixar com que nenhum ruído saísse por meus lábios. Não queria que ninguém acordasse e me visse naquela situação.


– Escuta aqui sua vaca... – Ele dizia cada palavra daquela com ódio e as lágrimas começaram a rolar pela minha face. – Meça suas palavras antes de falar comigo, você não sabe o quanto eu fico violento quando estou irritado. Você pensa mesmo que eu não sei o que se passa nessa sua cabecinha? Você acha que eu não sei que enquanto você finge gemer meu nome é nele que você está pensando? Mas você nunca vai ser dele, porque eu que te consegui. Eu ganhei no final das contas.


Afrouxando um pouco o aperto ao perceber que eu chorava copiosamente mas sem emitir nenhum ruído, ou pelo menos tentando não emitir. Ele lambeu demoradamente meu rosto, sentindo minhas lágrimas e eu me dei conta que no fundo tudo não passava de uma competição interna. E eu fui o prêmio o tempo todo. Matt achou que tinha me ganhado, mas por descuido próprio, Zacky tomou a dianteira e agora era só usufruir até que enjoasse.


E o que eu sentia, quem era eu? Não importava a ninguém. Eu estava ali pra ser usada e só isso. Fosse por trabalhar com eles, pra transar com eles. Eu não significava nada e aquilo me destruiu e por segundos me peguei pensando que teria sido melhor que Zacky nunca tivesse me achado naquele quarto de hotel em Seeatle.


Ele abriu o zíper de sua calça e libertou seu membro rígido. Segurou em meu pulso direito e levou minha mão até ele, fazendo com que ela envolvesse completamente.


– Para de cena Jade... Eu sei que você gosta disso. – Usando a própria mão ele fazia a minha deslizar por toda a extensão de seu membro. Eu estava tão perplexa que me peguei pedindo internamente que ele fosse rápido. Que o dia chegasse logo.


Comecei a intensificar os movimentos com a mão. Queria que aquilo fosse o mais rápido possível. O Cheiro de Álcool misturado ao seu suor me enjoava. Queria gritar, fugir dali em primeiro plano. Mas tudo o que eu queria na verdade era o meu Zacky fofo e compreensível. Aquele que cuidava de mim, o mesmo que me tirou daquele quarto de onde eu havia desejado não ter saído. Aquele que passou mais de 24 horas trancando em um quarto comigo me amando, me fazendo dele de graça. Só queria o meu Zacky, não aquele monstro que a droga tinha o transformado.


Quando ele viu pensando erroneamente que eu estava correspondendo só porque não parei os movimentos, Zacky soltou minha mão colocando suas próprias em meus rosto e o acariciando. Ele encarava meus olhos enquanto mordia os lábios e algumas vezes gemia longamente.Em outra situação eu teria achado lindo ver que ele se contorcia de prazer e era eu que proporcionava isso a ele. Mas aquela altura eu só sentia tristeza.


Ele selou nossos lábios me beijando docemente e prendeu meu lábio inferior com os dentes enquanto seu corpo se contraía de prazer, seus olhos se fecharam brevemente e Zacky praticamente urrou de prazer enquanto seu sêmem sujou minha mão.


Meu corpo todo tremia e Zacky se deitou me puxando para que eu deitasse em seu peito. Eu chorei, doloridamente enquanto ele acariciava lentamente o topo da minha cabeça.


– Eu amo você Jade.


Em questão de segundos ele estava dormindo sem ter ao menos se comovido a ponto de se cobrir. Permaneceu exposto enquanto sue ronco era alto e ecoava por todo o ônibus. Levantei sem fazer muito barulho com medo que ele acordasse novamente. Cobri ele com nosso edredom pra que ele não ficasse exposto.


Caminhei em direção a banheiro do ônibus e me tranquei lá dentro.


O banheiro era pequeno e o cheiro que exalava não era um dos melhores. Vários homens bêbados fazendo uso de um único cômodo para esse procedimento, devem ter alguma idéia do que isso significa.


Me encarei no pequeno espelho em cima da pia e abri a torneira desesperada , limpando minha mão. Nunca eu imaginaria que seria tratada assim por alguém. Quanto mais por uma cara que eu admirei desde do primeiro momento que o vi.


O que eu via no reflexo era alguém derrotada e estranha. Eu chorei de dor por aquela que vi no espelho. Chorei de dor por mim e por Zacky. Chorei por nutrir sentimentos sempre por quem me fazia mal. Me peguei imaginando como seria minha vida se nunca tivesse me inscrito em uma promoção idiota. Sem ter me envolvido com ninguém. E tive certeza que eles continuariam sendo sonhos para mim. E eu seria feliz assim, como a maioria das pessoas é. Porque são nossos sonhos que nos mantém vivos. São eles que ditam os caminhos que vamos seguir, os rumos que vamos tomar. Através deles que conseguimos levantar pela manhã e lutamos pelo que acreditamos.


A porta do banheiro foi escancarada. Eu não sabia se havia trancado mesmo para falar a verdade, de tão atordoada que estava. Meu coração gelou quando vi o reflexo de quem me encarava. Me voltei para ele e Syn estava parado me encarando assustado. Ele abriu os braços e eu me afundei em seu peito, chorando e pedindo pra que ele me tirasse dali.


Ele me encaminhou até a sala de TV e trancou a porta. Bateu a seu lado para que eu sentasse. Sentei e ele simplesmente puxou minha cabeça e a deitou em sue colo. Eu precisava tanto de colo e não sabia. Mas o Brian sempre sabe do que eu preciso e vai ser sempre assim.


Acariciava lentamente meus cabelos enquanto eu chorava copiosamente. Até que resolveu se manifestar.


– Cat, eu vou ser obrigado a dar um soco naquele obeso ou é impressão.


Virei a cabeça em seu colo o encarando.


– Não quero que você bata em ninguém. Por favor. Só quero sumir.


– O que ele te fez Cat? Porque eu acordei com você levantando como um furacão. Achei que você estivesse se sentindo mal.

– Não aconteceu nada.

– Ninguém quer sumir por não acontecer nada Cat. Eu to aqui pra te ajudar, mas você tem que me deixar te ajudar ...


– Faz carinho em mim, só isso. Acho que estou carente.- Informei virando minha cabeça novamente para que ele voltasse a me acariciar.


Após meia hora, eu já havia me acalmado, e Brian se mostrou tão paciente e não me importunou mais com perguntas.


– Brian, desde quando Zacky cheira?


Syn parou de me acariciar e eu sentei para encará-lo.


– Bem Cat, ele já teve problemas com isso, e pelo seu estado. Parece que está tendo de novo.


Ele respondeu respirando fundo.


– Como assim ele já teve problemas? E se ele teve problemas com isso porque ninguém está fazendo nada?


Disse me levantando e sem conseguir compreender aquilo.


– Não é assim tão fácil Cat. E só quem sabe sou eu. Os outros suspeitam. Mas eu não posso simplesmente bater nele e trancafiar meu melhor amigo em uma clinica. Tem que partir dele Jade. O V sempre foi sensível a essas coisas. E ele tava limpo a um tempo já. Eu não sei o que aconteceu, ou como ele conseguiu. Eu já estou me sentindo um merda , não precisa fazer com que eu me sinta pior.


Me sentei novamente a seu lado.


– O que agente faz? – perguntei com uma esperança mínima ainda de que pudesse resolver isso sem maiores repercursões .


– Vendo essa marca vermelha na sua bochecha Cat já me certifiquei de que você não vai fazer nada. As pessoas quando estão sob efeito dessas coisas não medem conseqüências. O zacky não é um cara ruim. Ele está ruim. É uma condição temporária. Tem que ser.

A ultima frase ele disse mais para ele do que para mim, como se tentasse convencer a si mesmo do fato.


– Syn, eu não posso ficar vendo ele se destruir sem sabe ao menos o motivo.


– Isso eu resolvo Cat. Eu não vou deixar isso acontecer com ele. Mas eu acho o seguinte. Você não pode se colocar nessa situação. Você linda, inteligente e divertida. Você não merece que coisas como essa... – E ele alisou delicadamente a parte do meu rosto que estava magoada pelo apertão de Zacky.- tornem a acontecer.


Foi minha vez de respirar fundo. Ele tinha razão. Mas eu ainda tinha esperanças de que Zacky voltasse ao normal. Ele foi minha salvação quando eu achei que tudo estava perdido. Ele me apoiou em um problema. Era mais do que minha obrigação apoiá-lo quando ele está mal.


–Só uma coisa me intriga. Como ele tem conseguido cocaína? Porque os caras e eu cuidamos pessoalmente para que ele não tivesse acesso a isso facilmente.



Zacky’ s Pov



Acordei com uma puta dor de cabeça e no corpo. Eu estava semi nu e dormindo sozinho. O que eu fiz na noite anterior me atingiu em cheio. Como pude fazer aquilo com meu anjo. Eu estava ficando louco e ela estava pagando.


Levantei e endireitei minhas calças e caminhei pelo ônibus. Parece que havíamos parado e eu já reconhecia aquela cidade. Era o estacionamento do mesmo hotel em que havíamos nos hospedado em outra turner. Chegamos então finalmente a Washintong DC. O ônibus estaria vazio se não fosse por Jason que dormia com os pés em cima do volante e com o boné em cima da cara. O sacudi e ele acordou assustado.


– Porra, até que enfim você acordou Zacky. Achei que iria dormir para sempre.

– Que horas tem man?


Jason riu e tacou meu relógio que ele segurava pra cima de mim. Quando olhei o visor fui obrigado a me assutar.


– Caralho Jason, 5 da tarde? Qual é? Porque ninguém me acordou?


Jason riu e se levantou saindo do ônibus. Eu o segui.


– Todo mundo tentou te acordar e depois de tanto você chingar, desistimos e te deixamos aí.


– E Jade? – Perguntei esperançoso.


– Jade? Man.,.. Se eu fosse você deixava ela no canto dela. Ela não parece estar de muito bom humor não. Foi a primeira a dizer que era pra gente deixar você aqui sozinho para aprender e saiu saltitando daqui com a Jess... A propósito, Jess e Syn tão se pegando né?


Não prestei nem atenção ao comentário de Jason sobre Jessica e Syn já que todos os meus sentidos me informaram que tinha sido um idiota e que Jade não ia querer me ver nem pintado de ouro.


Assim que chegamos ao saguão do hotel pegamos o elevador que em menos de 30 segundos havia nos deixado no oitavo andar. Era esse o andar que estaríamos hospedados. Ele me entregou o cartão que era a chave da porta.


– Suas coisas já estão aí dentro. Aproveita a cidade. Temos uma folga longa até o show mesmo.


– Jade está em qual quarto?


– Fim do corredor, mas quer um conselho de amigo. Toma um banho, melhora essa cara porque do jeito em que ela está te pegar assim, mulambento, ela te escorraça na hora.


Acenei com a cabeça concordando e ele entrou no quarto ao lado do meu. Eu entrei e vi que minhas malas e minha guitarra estavam ao lado da cama. O quarto era legal, claro e confortável como a maioria dos quartos. Peguei uma blusa branca e entrei no banheiro. Fiquei uns trinta minutos só sentindo a água cair por meu corpo. O que eu havia feito? E feito com meu anjo?


Por mais que eu quisesse, e por mais que eu fosse tentar negar e fingir que não me recordava, eu lembrava de tudo. E meu coração apertava cada vez que eu pensava nas palavras duras que havia dirigido a mulher que eu amo. Cada vez que tudo passava em minha mente como um filme. Cada vez que eu lembrava do rosto do meu anjo sofrido e sendo abusado, um ódio crescia dentro de mim. E esse ódio só podia ser dirigido a mim, o que era pior.


Desliguei o chuveiro, e me sequei. Coloquei uma calça qualquer, saí do quarto e me dirigi até o fim do corredor. Havia risadas e falatório saindo de dentro do quarto e aquilo me enraiveceu. Mas logo, respirei fundo e me contive. Em algum lugar escondido dentro de mim eu queria que ela estivesse melancólica. Mas o porquê disso era um mistério.


Bati na porta e respirei fundo mais uma vez. Syn sorria ao abrir a porta, porém quando me encarou sua expressão mudou quase que instantaneamente.


– CAT- Gritou sem parar de me encarar. E se dirigindo a mim, continuou em um tom mais calmo. — Você vai ter sorte se ela quiser falar com você. Sério seu gordo. Você só faz merda.


Eu assisti a cena mais dolorosa de todas quando meu anjo saiu do banheiro ainda com a toalha enrolada na cabeça sorrindo.

- Nossa Syn pra que gritar dessa forma comigo, eu estou sensível e...

A tristeza veio quando ela se interrompeu ao me ver na porta. Seu sorriso pouco a pouco foi sumindo de seus lábios e o desespero tomou conta de mim. Seu rosto estava levemente arroxeado nas bochechas. Como se eu tivesse tomado um soco na boca do estomago, tomei consciência de que havia sido eu que havia feito aquilo.

Eu sou um monstro.

Syn saiu da porta para que eu entrasse e só então percebi que Jess estava no quarto também e olhava de mim para Jade tensa.

Ela levantou da cama e sem nem me cumprimentar, segurou as mãos de Syn e tentou o tirar do quarto.

– Vamos querido, esses dois precisam conversar.

Brian me encarou de cima a baixo e olhou para Jade com um olhar significativo. Ela, no entanto deu um leve aceno de cabeça , consentindo provavelmente nas entrelinhas desse olhar que estava tudo bem. Eu nunca vou entender essa relação entre eles. E o monstrinho do meu ciúme obsessivo começou a rugir por conta disso. Os dois tinham um relacionamento tão estranho que por um olhar eles conseguiam se comunicar. Será que era hora de começar a me preocupar com Synyster também?


Jessica e Syn saíram do quarto rapidamente e encostaram a porta. Por alguns segundos eu e Jade nos encaramos. Olhos nos olhos e esse contato só foi quebrado quando eu desviei o olhar. Pronto, entreguei a culpa.

- Você queria conversar comigo Zacky? Estou ouvindo. – se pronunciou com um toque de mágoa na voz que terminou de destruir.

- Você está bem?


Ela riu sem humor.

- O que você acha?

Eu tentei me aproximar , mas ela se esquivou quando fui abraçá-la como se estivesse com medo de mim. Também pudera, eu era um monstro.


– Amor, eu não sei nem como começar...

– Amor? Eu não sou seu amor Zacky.

Aquilo cortou meu coração. Como ela não era meu amor. Ela era sim.

Ela tirou a toalha da cabeça e sentando na cama começou a pentear os longos cabelos ruivos que eu tanto amava.

– Sabe Zacky – continuou- o que você fez comigo ontem não chega nem perto de amor. Passou muito longe mesmo.

– Eu te magoei. – Eu sentei ao seu lado e sentir o corpo de Jade se retesar levemente. Ela tinha medo.

– Eu não consigo descrever a que ponto vai essa mágoa Zee.

Como ela foi um pouco mais doce comigo resolvi me aproximar. Envolvi seus ombros em meu braço e a abracei como s eminha vida dependesse daquilo. Enfiei meu rosto por entre seus cabelos e respirei fundo, sentindo o melhor cheiro de todos. O mais inebriante e que me enlouquecia. Fiquei tão perdido no mar vermelho sem fim que eram seus cabelos que levou alguns segundos para que eu notasse. Eu senti algo morno umedecer meus ombros e foi aí que me dei conta de que meu anjo chorava,


Eu fazia mal a ela. Eu era mal.

– Eu não presto Jade. Não presto. – Disse enquanto afagava sua cabeça.


– Presta sim Zee. – disse Jade se afastando um pouco e tentando limpar o rosto, desajeitada.


– Não presto. Eu sou mal. Fui mal com você. Nunca deveria ter feito o que fiz. Você não merece isso.


– Não é você. É aquela porra lá que você tem usado Zacky. – Meu anjo levantou a cabeça e me encarou serio.- Aquilo muda você. Te faz um idiota impossível de conviver. Você não precisa daquilo. Faz com que eu me sinta insuficiente pra te deixar feliz.


As palavras de Jade foram como um balde de água fria. Ela achava que não era suficiente para mim. Meu deus ela era incrível. Não tinha nada a ver com ela o que eu fazia ou não. O que eu usava ou não. Ou tinha?


– Jade, eu cheirei só de zueira, não quer dizer que eu seja viciado ou algo do tipo...


– Eu sei que você já teve problemas com isso. – me interrompeu Jade e meu sangue gelou.


Detestava lembra que um dia me trataram como um louco só porque eu me divertia um pouco mais que os outros. Gena, é claro, que fazia de tudo para me agradar, arrumava sempre um jeito de burlar os meninos e me consegui um pouco de cocaína. Ela gostava da forma com a qual eu ficava, parecendo insaciável e inconseqüente. Isso a excitava e a mim, por um bom tempo também. O que no inicio era só uma brincadeira virou uma coisa séria e eu não conseguia mais fazer nada sem cheirar antes. Até que os meus amigos e minha família se mobilizaram e me trancaram 48 horas no meu quarto. As piores 48 horas da minha vida. Eu chorei, vomitei e gritei pedindo, implorando. Até que fiquei limpo. E prometi nunca mais nem chegar perto.


Mas como ela ficou sabendo? Agora isso não importava. Jade não era Gena. Jade não merecia isso. E pelo jeito eu ia me afundar de novo. Eu precisava me acertar para que eu pudesse acertar as coisas com Jade. Eu precisava cuidar de mim para que eu pudesse cuidar dela.


Segurei em seu rosto a fazendo me encarar.


– Eu sei que tenho agido de uma forma errada com você. Mas eu irei me redimir. Mas para isso, eu preciso de um tempo Jade.


Seus olhos brilharam em angústia e tensão.


– Tempo? Você precisa de um tempo? Isso significa um tempo sem existir você e eu?


– Amor... Eu quero um tempo pra mim. Pra que eu me cuide e possa voltar pra você bem. Eu não posso nem tenho direito de te expor a isso. Você não merece isso...


– Quem decide isso sou eu Zachary!. – Jade se levantou da cama afastando bruscamente minha mão de sua face.- Eu posso te ajudar. Não use isso como uma desculpa para que as coisas entre nós terminem.


– Isso não é uma desculpa. Isso é uma forma de fazer com que dê certo entre agente. Eu tenho que te fazer feliz. Assim... – Eu me levantei da cama passei o dedo levemente pelo arroxeado em suas bochechas. – Eu nunca iria fazer isso.


Beijei sua testa demoradamente e sai de seu quarto sem olhar para trás com medo de mudar de opinião ao ver aqueles olhos castanhos me encarando novamente. Saí decidido a mudar. A jogar tudo o que Arin e eu compramos pra nossas festinhas particulares. Iria falar com ele para maneirar também, já que ele era novo e não merecia se perder nisso.

Mal sabia eu que ali foi exatamente o momento que eu dei a brecha para uma substituição. Ali eu fiz com que o plano de alguém desse certo, ou quase. Essa atitude sentenciou todos os acontecimentos que ainda estariam por vir. Eu fui culpado de cada um deles e nunca me perdoaria por ter saído daquele quarto e nem por não ter aceitado lutar ao lado de quem estava disposta a me ajudar.

Notas finais
Por favor, não esqueçam de comentar. Please.
Beijos