Hostility
30 Buried Alive
Notas iniciais
Mas está aí mais um capitulo e espero sinceramente que gostem...
Amei todos os reviews e os respondi!!! EEEEEEEEEE!! E vai ser assim de agora em diante. Adoro falar como vocês, e pelos reviews fica muito mais fácil. Obrigada mesmo por todos!
Quero dedicar esse capitulo a quatro pessoas maravilhosas!
Para LennzTP, DaniSkolimowsky e SamanthaBakerHaner! Muito obrigada pelas lindas recomendações que vocês fizeram. As palavras de vocês me fizeram chorar lendo-as e eu to meio sensível ultimamente né? AHUSHAUHSUAHUSHAUSH Então muito obrigada mesmo por fazerem com que eu me sinta importante.
Para ingriduchiha! Porque essa linda ficou até tarde esperando minha atualização e veio cobrar issso por MP! Espero que você não me abandone mesmo Cat! E que possa me perdoar ...
Então...
Enjoy
obs: Perdoem os erros e a formatação. Eu tentei mas acho que o Nyah me odeia!
“Porque eu sou o único aqui que consegue enxergar as coisas claramente?”
Johnny estava no bar do hotel em seu segundo Long Island Ice Tea ouvindo as palavras sem sentido de Val que tomava Um drink colorido que ele não conseguia identificar.
– Você consegue entender isso Johnny? Michelle quer raspar a cabeça e decidiu tentar a sorte com mulheres? Eu não consigo entender isso.
– Eu consigo, eu tento isso o tempo todo. – Disse o rapaz sorrindo e levantando o copo pela metade a mulher a sua frente como se brindasse.
Valary deu um soco leve no ombro do amigo sem deixar de rir de seu comentário. Johnny era sempre o melhor para conversar. Era o mediador. Ele não tomava partidos, mas distinguia fácil quem era o certo e quem era o errado.
– Sabe Val. Você deveria se preocupar menos com sua irmã. Deixa ela no que a faz feliz. Se o bagulho é mulher cara, deixa ela. Só acho que raspar a cabeça não ia ajudar muito.
– Mas não dá para simplesmente deixar para lá Johnny. Ela é minha irmã! Imagina o desgosto da minha família? Meus pais já não tem idade pra tantas emoções. Eu não sei se eles superam mais essa...
– A Val... Para de ser dramática! O senhor e a senhora Dibenedetto agüentaram a filha ladra namorada do marginal da banda de Rock. A outra filha perfeita ir pelo mesmo caminho. Agüentaram seu divórcio. Acho que nesse momento, seus pais estão cientes de que criaram loucas e que são loucas maravilhosas e completamente seguras da sua própria vida.
– Seguras? Só se for da Mich que você está falando...
Valary sugou o canudinho de seu copo com força abaixando a cabeça.
– O que está havendo Val? – Johnny demonstrava preocupação ao conversar com a amiga.
– A Jojo, eu queria ser menos confusa mas vai ser difícil.
– Tem relação ao Super Mario Bros bombado que é nosso amigo?
A mulher respirou fundo e assentiu com a cabeça.
– Também tem haver com ele. E com tudo isso. Eu estou tão confusa.
– Achei que vocês estavam se acertando.
– Eu também Johnny. Só que não é mais a mesma coisa que era há 10 anos. E você conhece o Matt. Gosta do momento, da emoção. O que ele ganha em um relacionamento sem isso?
– Isso é até verdade Val, mas talvez todos os relacionamentos longos durem porque o casal descobre que depois que morre a paixão, pelo menos resta a amizade. E isso vocês tem e sei que você e Matt logo estarão...
Johnny se interrompeu ao ouvir um suspiro longo da amiga.
– A não ser – continuou- que não seja só o Matt que é assim.
– Já pensou em fazer psicologia Johnny? – Disse Val sorrindo sem emoção. — Vai se dar bem nessa área.
– Para chegar na faculdade de psicologia eu teria que no mínimo terminar a escola né? – Johnny sorriu maroto, sorriso esse que Valary retribuiu e continuou. — Então uma consulta com psicólogo Johnny Christ, o mais gostoso, lógico. O que se passa nessa cabecinha?
– Coisas demais em pouco tempo.
O ruído do toque polifônico invadiu o bar do hotel e Valary tirou seu celular do bolso.
– Ah... Michelle.
A falta de emoção era clara na voz e expressão da amiga e Johnny se levantava de seu lugar.
– Vou deixar você a sós com sua irmã.
– Não! – Valary segurou o braço de Johnny.- Pode ficar aqui, termina seu drink. Eu vou lá para fora.
E atendendo o telefone, Val se dirigiu a entrada do hotel.
– Michelle, fazer uma loucura não vai trazer Brian de volta a você! Tem como você me escutar ao menos uma vez na sua vida? Tá na hora de seguir sua vida, tenta se feliz. Para de fazer dos outros o motivo da sua felicidade.
– Boo!
O sussurro perto de seu ouvido fez todos os pelos de seu corpo eriçarem. A mulher se virou lentamente e encarou o homem que lhe provocava aquela reação.
– Mas tarde falo com você Mich.
Valary desligou o telefone e Arin sorriu vitorioso.
– Bom saber que você ainda faz questão de falar comigo Val.
– Lógico, precisamos conversar.
– Sobre nós? – O jovem arqueou uma sobrancelha esperançoso por uma resposta positiva.
– Não tem mais nós Arin.
O vento do fim da tarde bagunçava as mechas do cabelo da loira e o jovem em impulso, retirou uma mecha que insistia em atrapalhar a visão da mulher. E delicadamente a colocou atrás da orelha da mesma.
Valary por sua vez tremeu. O toque de Arin era tão quente e gostoso. Queria se sentir assim ao lado de Matt. Mas esses eram sentimentos que há muito seu relacionamento já havia perdido. Só havia sobrado amizade e um bom entendimento na cama. Mas só. Paixão era uma coisa que nem ela, sentindo tudo o que sentia perto de Arin, acreditava não sentir mais.
– Sempre vai haver por mais que você não admita.
Arin, visivelmente magoado, se afastou indo em direção ao capitão porteiro do hotel e logo pediu que lhe chamasse um taxi.
– Hey Arin.
Valary gritou e o jovem se voltou para ela sem estampar nenhuma emoção.
– Sim.
– Seja lá o que for que está aprontando, está na hora de parar ouviu?
– Quem disse que eu estou aprontando alguma coisa?
– Nem precisa de ninguém para dizer. Eu conheço você muito melhor do que pensa.
Sem dizer nada para se defender, o jovem aproveitou a chegada do taxi e ignorando o pedido da mulher que amava, entrou nele. Sem olhar para trás ao menos uma vez, ele informou seu destino ao taxista.
Seu plano estava perto do ápice. E nem mesmo Valary o tiraria do foco. Logo tudo estaria terminado e as coisas iriam estar em seu determinado lugar.
Jade’s Pov
Ar! Eu precisava desesperadamente de ar.
Mais uma vez minha vida tinha virado um misto de sentimentos destruidores e confusos.
Eu fui uma idiota, de onde eu havia tirado que um dia isso daria certo? Onde que um cara lindo, rico, famoso e talentoso veria graça em mim. A mulher mais sem graça que já existiu na face da terra. Sem talento nenhum, sem beleza. Caras assim são para as garotas boas. Não para mim.
Por algum motivo, parece que eu não tenho o direito a ser feliz. Nem mesmo o direito em pensar a ser feliz.
Tudo estava tão perfeito, tudo era tão perfeito. Ta aí uma boa prova de que perfeição não existe.
O que existe são mágoas. Arrependimentos. Tristeza. Mentiras. Promessas quebradas.
E logo eu que estava disposta a amá-lo. Abri mão de tudo, peguei sentimentos velhos e os enterrei bem fundo dentro de mim só pra lhe dar uma chance. Uma chance que eu também precisava.
Ilusão. Ele saiu por aquela porta sem nem olhar para trás.
Tempo. Isso existe? Acho que não. Isso para mim significa: “Não estou satisfeito com você e vou tentar outras. Se não der certo eu volto na desculpa de que eu só dei um tempo”.
Estava tão perdida em meu próprio desespero que não vi quem entrava. A essa altura eu chorava copiosamente e meu corpo todo tremia. Era incrível como eu me descontrolava quando estava com raiva. Porque era por isso que eu chorava. Eu tinha raiva de mim mesma. Eu não conseguia nem entender como eu existia ainda sendo uma pessoa tão idiota que acredita tão facilmente nas pessoas.
Minha existência não tinha o menor sentido.
Braços frágeis e delicados me envolveram em um abraço reconfortante. Nunca pensei que sentir meu corpo sendo embalado tão carinhosamente por ela fosse tão revigorante.
– Vai passar querida.
Essas palavras sussurradas em meu ouvido tão docemente foram me acalmando aos poucos. Nunca pensei que fosse precisar de colo depois de adulta. Mas eu precisava. Também nunca pensei que quem me daria esse colo fosse Valary Dibenedetto.
Me afastei de seu abraço após ter me acalmado e a encarei. Algumas lágrimas ainda rolavam pelo meu rosto e ela as enxugou, sorrindo docemente. Era um sorriso que me acalmava.
A marca arroxeada estava um tanto evidente em meu rosto e quando seus olhos pousaram nela, seu sorriso murchou. Ela me encarou sem entender e depois seu olhar tomou um tom assustado.
– O Matt sabe disso, Jade?
Balancei a cabeça negando.
– Ainda não vi Matt.
– O meu deus, Jade! Isso não pode ficar assim. O que Zacky fez com você?
– Como sabe que foi ele?
– Por favor Jade. De uns tempos para cá ele tem ficado muito estranho. E você não estaria assim se não fosse com relação a ele.
Me endireitei um pouco mais calma na cama.
– O Zacky me deixou Val. Eu não sirvo para ninguém. Eu fiz ele ficar estranho. Foi eu! A culpa sempre é minha. Tudo era normal até eu aparecer. Eu não sei porque eu estou aqui. Acho que só para estragar a vida das pessoas...
– Não diga isso. – Val me interrompeu, e mesmo que sua voz fosse doce, eu fui obrigada a me calar pela forma incisiva que ela falou.
Segurou em minha mão acariciando-a com o polegar e continuou.
– Você é incrível Jade. Você é linda, divertida e talentosa. Se o Zacky não consegue perceber isso e dar valor, é porque ele é um imbecil gordo.
Tentei sorrir mas não deu muito certo. Mas parecia uma careta que um sorriso.
– Eu só queria que mais alguém pudesse ver isso.
– Todos vêem Jade. A única que ainda não viu foi você. Enquanto você continuar se focando em seus pontos fracos, a coisas não vão dar certo. Auto estima garota. Não deixa gente idiota colocar você para baixo.
Definitivamente estava aí o porque Matt se apaixonou por essa mulher. Val era incrível. Além de linda era divertida e carismática. Era impossível não a amar. E eu queria tanto que ela fosse uma completa vaca como a irmã. E tendo em vista que ela tenha passado por tanto ou mais coisas que Mich, ela ainda conseguia ser doce. Ela ainda era boa. Donde se conclui que a explicação para isso sem duvida era o caráter. Val era boa por natureza. Já Michelle...
– Sabe Val... Você vai ser uma mãe e tanto. – Disse sorrindo e dessa vez eu conseguir sorrir de verdade.
– Você acha mesmo? Bom... Tomara que eu seja. Eu só sei que se precisar de mim sei lá, para chorar, gritar, encher a cara ou dar umas porradas no porpeta, estamos aí. Se bem que... – Então ela segurou meu rosto delicadamente analisando onde estava machucado. – quando Matt ver isso, vai ser o fim do Baker.
– Não! – Eu me desesperei e dei um salto da cama. – Eu não quero mais confusão Val. Por favor, eu vou ficar quietinha dentro do quarto. Até melhorar. Só não conta pro Matt. Me promete?
Ela considerou por alguns instantes um pouco séria mas depois logo abriu um sorriso.
– Tudo bem. Sem Matt saber, mas você não concorda que ele acharia um pouco estranho você não aparecer por alguns dias? Você vai sair sim dona Jade.
Revirei os olhos e apontei para o rosto.
– Como ? Assim?
– Querida, olha as pessoas com quem eu ando. Você acha mesmo que eu não sou uma expert em esconder chupões com maquiagem? Como você acha que morei tanto tempo na casa dos meus pais e namorando com Matt?
Fui obrigada a rir ignorando a pontadinha de ciúmes que me invadiu quando ela lembrou de seu relacionamento com Matt..
– Vem cá... Vamos dar um jeito nisso.- Ela disse acariciando meu rosto.- Vamos aproveitar que somos solteiras, estamos em uma cidade nova e somos gatas! Hoje a noite nós vamos sair!
Eu quase me senti culpada por ter ficado momentaneamente empolgada. Eu precisava de uma amiga naquele momento e não podia atrapalhar Jess que parecia mais que ocupada tendo que “cuidar” de Brian.
Nunca imaginei que essa amiga seria logo Val.
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– Não Gena!- Arin exclamou com um pouco de raiva do que a mulher estava falando.
– Por que não docinho?
A essa altura Arin já andava de um lado para o outro dentro da sala da gerência da VU. Ele não conseguia aceitar a proposta que a loira tinha lhe feito. Isso era ruindade. Ele estava vendo que até agora, tudo o que ela sugeriu para colocar o plano deles em prática, envolvia alguma maldade com alguém. Principalmente Jade.
A culpa o consumia. No inicio ele tentou ignorá-la. Mas agora estava sendo impossível.
Ele só queria estar feliz ao lado da mulher que ele amava. Mas Zacky havia atrapalhado tudo. Ele se lembrava como se fosse na noite anterior o dia que Jade chegou. Que todos ficaram tão entretidos com a nova convidada que ele conseguiu arrastar Valary para debaixo do palco.
Longe dos barulhos, longe de ex maridos e amigos inconvenientes, ele pode amá-la e se sentir amado na mesma intensidade.
Tudo estaria certo se Baker não tivesse colocado na cabeça que ele precisava da Jade quando era notório que o amigo dele também queria.
Aí o que aconteceu? Simples... O Matt chorou e Val foi correndo para os braços do grandão o consolar. E Arin como ficava? Apenas uma aventura enquanto ela estava lá, ao lado do ex,. dando a mão ( e outras coisas) toda a vez que ele precisasse.
Para Arin, Valary merecia coisa melhor. Merecia ser amada e respeitada mais que todas as mulheres do mundo. Era ela que atormentava seus dias e noites em sonhos onde eles nunca conseguiam ficar juntos. Valary merecia um homem melhor.
Triste mesmo foi quando ele chegou a conclusão de que esse homem não podia ser ele.
Olha o que ele estava fazendo com seus amigos. Manipulando situações para que eles fossem infelizes e ele saísse vitorioso. Gena e ele estavam mexendo com vidas. E o engraçado era que a loira parecia não se sentir nem ao menos culpada. Nem um leve arrependimento.
Já Arin com certeza estava arrependido.
– Eu não dou mais nada para Zacky! Não mesmo. Ele não é um brinquedo Gena. Se eu soubesse de tudo que ele passou por causa disso, eu nunca teria aceitado essa porra.
– Ah Arin! Você acreditou mesmo naquele conto ridículo que o Gates contou? Ah... Pára né?
Gena estava particularmente bonita aquele dia. Seu vestido tomara que caia florido. Levemente rodado fazia lembrar o final do verão. Sua maquiagem era leve e fez Arin rir. Aquela puta parecia mesmo uma boa menina quando queria.
Ela sentou na mesa e abriu um pouco as pernas o chamando com o dedo. Ele se aproximou da loira e encaixou seu corpo entre as pernas dela.
– Querido, você não precisa se preocupar com nada, ok? Eu cuido disso daqui por diante.
A mulher disse isso abraçando com falso carinho o pescoço de Arin. Ele apenas a encarou aborrecido.
– Não acredito que você possa cuidar de alguma coisa sem machucar alguém Gena. Tem que haver outro jeito.
Gena impaciente empurrou Arin para longe e desceu da mesa.
– Olha aqui garoto. – disse apontando o dedo indicador na cara de Arin. – “Se com a melhor você mexer, como o resto irá morrer”. Você que pediu minha ajuda, esse é meu jeito de ajudar. Já disse pra se tranqüilizar...
Ela andou pela sala com um sorriso malicioso nos lábios.
– Como? Eu não levo mais pó pro Zacky! Eu não vou fazer mais isso. O Syn pegou agente cheirando na cozinha do ônibus e passou o sermão do século. E quando ele me disse tudo o que aconteceu com Baker... Me admira você dizer que ama tanto a ele e o fazer passar por isso.
– Os fins sempre justificam os meios minha criancinha. Por mais que digam que não. E você não vai mais levar nada para ele. Zacky virá diretamente para mim.
– Como? – Arin indagou parecendo um pouco mais curioso que devia.
– Temos reunião no fim da semana sobre o andamento da loja. E você sabe exatamente o que fazer no dia da reunião.
– Sei?- Arin arqueou uma sobrancelha, descrente.
– Sabe sim. E depois de sexta, queridinho, tudo volta ao seu lugar. Eu com meu gostosinho, você com a pentelha daquele bombado brocha e Jade... hum... Por mim que aquela piranha vá pro diabo que a carregue.
– Ela é uma pessoa boa Gena. Não merece passar pelo que está passando. Me sinto culpado.
– A culpa é para os fracos e covardes. – Mais uma vez a mulher se aproximou de Arin e acariciou delicadamente seu rosto. – antes que você pensa, estaremos felizes onde sempre deveríamos ter estado.
O garoto desistiu de contestar e começou a rever se pedir ajuda a Gena havia sido mesmo uma boa idéia. Ela era má! Zacky não merecia mesmo aquilo.
Mas depois de se centrar por alguns minutos, bem, o que não tem remédio, remediado está.
Ele deixaria que Gena seguisse o restante do plano, até porque, ele já tinha brincado com a vida de pessoas boas. Era tarde agora para dar para trás.
Ele sabia exatamente que papel desempenharia dentro de 7 dias....
Notas finais
Beijos
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