Hostility
31 And all I can see is the place I wanna be
Notas iniciais
Meu irmão maravilhoso fez um gatilho na fonte do meu pc. E agora sou obrigada a idolatrá-lo pra sempre.
Meninas, muito obrigada pelo apoio que me deram e esse capitulo não teria saído sem todos os comentários maravilhosos que recebi de vocês. Muito obrigada mesmo por cada palavra que me fez perceber que eu não estava sozinha nessa. Que a Jade não é importante só para mim. Obrigada mesmo!
Capitulo dedicado a vocês, fies leitoras que não me abandonaram nem no meu momento mais dark!
Enfim a todas que sentiram falta do nosso ogro tatuado, ta ele aí de presente.
Espero que gostem
Enjoy
Pov’s Matt
Chega! Chega dessa palhaçada. Cansei dessa boiolice!
Sou homem. Estou no auge da minha vida sexual e pra todo lugar que vou. Cada cidade em que passávamos para os shows eu era cercado por mulheres lindas. Mas como eu passava dia e noite como uma menininha chorona, não tinha tempo para nenhuma delas.
Isso tinha que acabar. Nem Valarie conseguia me fazer esquecer. E ela tentou.
Da primeira vez eu consegui. Só que a chamei por outro nome. Bem no momento do meu ápice eu chamei pela Jade. Isso a feriu, lógico. Impossível não a ter ferido mas é incrível como Val é compreensiva em determinados momentos. Mas eu me senti um lixo e ela por fim percebeu que era uma tentativa vã me fazer esquecer da ruiva que tirava minhas noites de sono e levava embora minha paz.
Depois disso, nós passávamos as noites dormindo enquanto todo mundo acreditava que estávamos transando loucamente.
Eu dormia quando o desejo não era muito.
Algumas noites, eu acordava depois de um sonho ou outro em que Jade era minha e me sentava em minha poltrona do ônibus. As noites quentes eram as que mais gostava. Eram aquelas em que minha pequena Baby Doll deixava a janela aberta e usava roupas leves para dormir.
A brisa que entrava pela janela bagunçava os cabelos da minha ruiva. Senti inveja do vento quando ele deslizava pela barriga descoberta dela. Ele tocava sua pele sem que ninguém o recriminasse e eu a ouvia gemer baixinho entre um sonho e outro, aparentando gostar da pequena caricia que recebia da natureza.
Sua pele se arrepiava o que me fazia pensar que talvez a exposição por um longo tempo ao vento a fazia sentir frio. Então meus olhos que adoravam me trair percorriam o caminho de seus arrepios. E eu admirava cada pelo do seu corpo que se eriçava e perdia completamente a razão ao perceber seus seios endurecidos pela mesma sensação.
Automaticamente minha boca enchia de água e em minha calça, sob os shorts de verão que usava era notório o quanto aquilo me afetava. E eu, Matthew Sanders um homem com 30 anos e que poderia ter qualquer mulher, estava indefeso como um adolescente que acabava de assistir seu primeiro filme pornô.
Jade apenas dormindo me excitava mais do que Valarie havia me excitado por toda a minha vida. Mas que qualquer groupie ou prostituta com quem eu tivesse esbarrado pelas estradas por onde passei.
E se eu parecia um adolescente, eu agia como um.
E no banehiro do ônibus era onde eu aliviava ou tentava aliviar o desespero que era ter aquela mulher tão próxima mas tão longe dos meus braços.
E enquanto deslizava minha mão por meu membro endurecido e dolorido já, não cansava de fantasiar com a minha pequena ruiva, e com seus lábios carnudos, seus seios róseos e suas pequenas e delicadas mãos que apenas com uma única caricia me levavam ao paraíso.
Eu estava com vergonha por ser tão fraco a esse ponto. Desejar a mulher do meu amigo a ponto de me esconder como uma criança no banheiro e me masturbar era vergonhoso. Era constrangedor e doloroso. E a vergonha nunca vem sozinha. Junto com ela, vem a culpa.
Eu me sentia tão culpado por não conseguir tirar aquela ruiva da minha cabeça tendo alguém tão maravilhoso ao meu lado. Valarie era uma mulher incrível, estava ao meu lado desde sempre e eu nunca iria deixar de amá-la. Só que era um amor fraterno. Coisas que só quem tem um amigo de longa data, que o apoiou e o trouxe a realidade quando precisou sabe como é.
Era um amor muito diferente do que eu sentia por Jade.
Era compulsivo, louco e inconseqüente. Era mais que insano, era puro e sujo. Profundo, doloroso e delicioso ao mesmo tempo. Doía amá-la, mas eu era viciado nessa sensação. Era uma dor gostosa. A melhor dor que já senti. Eu era a contradição em pessoa e o que sentia por Jade também.
Em pouco tempo, Jade se tornou parte do meu ser. Ela era única e minha mente e meu coração estavam completamente voltados para ela.
Foi um erro incentivar um relacionamento entre ela e Zacky. Mais um dos enormes erros que cometi desde que a conheci. Isso tirou completamente minha paz.
Eu não conseguia sentir desejo nem atração nem nada por qualquer mulher. Na verdade qualquer mulher exceto uma. Jade.
Minhas noites haviam se tornado infernais. Meus dias também. Eu não tinha pra onde fugir. Porque para todo lugar que eu fosse eu via eles. Parecia uma energia que me arrastava até onde Zacky e Jade estavam.
E ela parecia tão feliz ao seu lado. Estava sempre radiante e sorridente. Com exceção dessa tarde, quando chegamos ao hotel.Jade se enfiou correndo dentro do seu quarto sem encarar ninguém e deixando Zacky adormecido dentro do ônibus.
Confesso que meu lado egoísta deu saltinhos gays de alegria quando vi que havia alguma coisa errada. É meu lado egoísta era extremamente enviadado. Mas desde que a Jade entrou na minha vida, tudo meu era emotivo demais.
Me encaminhei até o grande espelho emoldurado ao lado do armário. Os hotéis em que nos hospedávamos agora eram extremamente luxuosos e me peguei rindo ao compará-los com os quais freqüentávamos no inicio de nossa carreira. Apesar de tudo. Eu era um homem de muita sorte.
Olhei-me no espelho e só pude ver a sombra do homem que fui um dia. Meus 30 anos estavam pesando como se fossem 60. Olheiras fundas, cabelo opaco e eu havia emagrecido. Eu, que sempre fui tão vaidoso e cuidei tanto de meu corpo e saúde agora estava em frangalhos por amar uma mulher que era impossível para mim.
Isso teria que mudar. E essa mudança viria agora.
Eu precisava de uma noite para que o bom e velho M. Shadows voltasse com força total.
Tomei um banho quente e demorado. No banho mesmo passei a máquina em meu cabelo. Se eu era bom nisso? Nem um pouco mas o resultado ficou legal. Não estava muito curto, mas pelo menos eu não parecia mais o urso do cabelo duro.
Coloquei uma blusa da VU que achei entre minhas coisas, sem mangas. Queria mostrar meus braços , afinal mesmo um pouco mais magro eles ainda chamavam a atenção. Coloquei uma calça surranda jeans que eu tinha a séculos e meu bom e velho addidas. Passei um lápis preto contornando meus olhos e deixando seu verde mais ressaltado. Eu estava bem mais faltava algo e quando os vi em cima da cama quase tive uma crise compulsiva de riso.
Aproximei-me da cama e estiquei minha mão. De uma só vez envolvi meus óculos escuros e meu boné. Os coloquei e dei uma ultima olhada no espelho.
Agora sim, M. Shadows estava de volta. Mathew estaria adormecido bem longe, em qualquer lugar menos ali em Washington. Aqui só haveria espaço para as sombras. E de repente assim eu afastaria as sombras que haviam tomado meu coração.
Eu era mais idiota do que eu imaginava.
Pov’s Zacky
Eu tinha certeza de que estava certo. Com Jade longe eu poderia refletir em tudo o que havia feito a ela.
Ela não merecia o que eu havia me tornado. Na verdade nem ela nem ninguém que convivia comigo.
Queria entender em que momento eu havia me perdido. Eu estava bem e feliz. Tinha uma namorada linda, o melhor emprego do mundo e os melhores amigos que alguém poderia desejar.
Porque eu caí de novo? Que necessidade foi essa de me entorpecer a ponto de não conseguir controlar meus impulsos mais animais e logo com alguém tão frágil como meu anjo?
Simples. Eu tinha um monstro dentro de mim que fazia com que eu fosse o mais doentio e desprezível dos seres humanos.
Meu ciúme era incontrolável.
Ver cada toque, cada palavra carinhosa e cada sorriso que Jade oferecia a outros homens me enlouquecia. Eu tinha vontade de machuca-los. Tinha vontade de machuca-la.
Principalmente quando ela estava perto de Matt ou do Syn. Do primeiro eu não precisaria nem de argumentos para convencer que eu tenho motivos para agir assim. Ele tinha fudido ela literalmente. E toda a vez que eu pensava nisso os odiava.
Quanto ao Syn. Ele era dono de uma intimidade que nem em um milhão de anos eu teria com ela. Eles conversavam calados e aquilo fazia com que cada pelo do meu corpo se eriçasse de raiva.
Eu era doente. Estava tirando conclusões e criando sentimentos contra meus amigos e a mulher que amo nada saudáveis.
A principio, era algo normal. Eu tinha um ciúme normal. Aquilo de eu quero sua atenção toda para mim. Mas quando Arin também começou a perceber as mesmas coisas que eu a coisa mudou de figura totalmente.
Arin era quem convivia com agente a menos tempo, e conseguia enxergar as coisas com maior clareza. Lembro da conversa que tivemos na noite anterior, nós cheirando na cozinha do ônibus sem nos importar com o sermão que havíamos tomado minutos antes de Syn.
- Mas cara, como estão as coisas entre você e a Jade?- Arin perguntou diretamente mas nós nem estávamos nesse assunto. Falávamos de carros.
Cherei a carreira de pó a minha frente e limpei o nariz.
- Ah... As coisas estão normais. Estamos ok. Apesar dela não gostar muito que eu me divirta dessa forma.
- Olha Zee, eu acho que você dá muito espaço para ela sabia? Tipo, ela é meio que sua dona.
- Não fode magrelo, onde que ela é minha dona? As coisas são muito diferentes do que você pensa.
- A são? – Ele arqueou a sobrancelha me encarado divertido.- Ta ok então. Quando foi a ultima vez que você saiu com agente pra zuar? Quando foi a ultima vez que você tomou umas cervejas a mais e entro nesse ônibus ou no hotel só na tarde do dia seguinte? E o mais importante, quando foi que você comeu outra buceta que não fosse a da Jade?
Joguei a garrafa de cerveja que estava na minha mão e se ele não tivesse se esquivado teria pegado em cheio em sua testa. Na tentativa de tentar se desviar da garrafa ele acabou caindo sentado no chão e eu comecei a rir freneticamente. A cocaína já fazia efeito, e rápido.
- Qual é seu viado, respeito pra falar da minha mulher.
Ele levantou rindo também e novamente se sentou a minha frente.
Quando me controlei da crise de gargalhadas tornei a falar.
- Se liga magrelo. Eu não preciso de noitadas e de comer outras mulheres por aí. Jade me é o suficiente. Eu gosto de tudo nela. Ela me diverte e o sexo com ela é incrível. Eu to bem com ela.
- Será que isso é da parte dela també?. – Indagou.
- Como assim? Você já viu alguma coisa?
- A cara deixa isso pra lá nem sei porque toquei nesse assunto...- Disse se levantando mas o impedi segurando seu braço.
- Agora que começou termina.
Ele respirou fundo e considerou por alguns segundos o que iria me dizer. Enfim começou.
- Cara, já parou pra analisar as condições em que você e Jade começaram a namorar? Ela e Matt transaram, ela quase se matou e você foi meio que o porto seguro dela quando ela estava em depressão por causa de outro. E lembra quem arrumou tudo pra que vocês ficassem juntos? Matt cara, no aniversário dele. E da pra ver no rosto dela toda a vez que ele está presente que ela ainda sofre por ele. Ainda sente alguma coisa.
Eu estava perplexo com as palavras de Arin. E ele continuou.
- E o Syn cara? Sei lá, eles tem uma ligação meio estranha e a noite que os dois passaram juntos e sumidos. Lembra? Onde eles estavam e fazendo o quê? Ela chegou a comentar contigo?
Balancei a cabeça negando. Estupefato como a intensidade que as coisas que estavam sendo ditas ganhavam dentro de mim.
- Nem pra você nem pra ninguém. Ninguém sabe o que eles foram fazer e onde foram fazer e se bem conheço o Synyster, isso me cheira a sexo. E fora que ele tem mais intimidade com ela do que qualquer um, inclusive você. Só que na época era casado e agora namora. Talvez isso seja o que...
- Cala a boca Arin!- Vociferei.
Ele me encarou assustado e eu sentia que cada músculo meu estava tenso. Minhas veias saltavam em minha testa, eu podia sentir e minha têmpora latejava incessantemente.
Tudo estava claro. Tudo fazia sentido agora. Ela era uma oportunista que queria quantos homens pudessem em sua cama e porque não astros do rock com dinheiro o suficiente para realizar suas fantasias?
- Vou indo cara. Arranjei uma morena incrível no bar a algumas horas e vou voltar pra lá.
Arin saiu do ônibus e eu permaneci perdido em meus pensamentos.
Isso não iria ficar assim. Não mesmo. Hoje ela ia ver quem mandava ali. Ou Jade era minha ou não seria de ninguém. Hoje eu ia mostrar a ela quem era o dono de quem ali. Eu era o dono dela. E ela iria aprender a me respeitar como homem.
Agora que não estava sob efeito de nada tudo o que Arin havia dito parecia tão sem fundamento. Obsoleto. Como pude deixar me levar tanto por palavras tão sem sentido. E de onde havia tirado pensamentos tão malvados?
Jade era tão boa e fazia amizade com facilidade por ser um doce. O que aconteceu entre ela e Matt era passado e a amizade dela com Syn deveria ser motivo de minha alegria. Desde que Jimmy morreu, Brian não era tão receptivo com alguém como era com Jade. E agora Brian namorava uma garota legal que era amiga de Jade.
Nada dito aquela noite tinha procedência. Nada a não ser o fato de que Matt me fez jurar que eu faria Jade feliz e cuidaria dela. E eu não estava cumprindo meu juramento.
Ouvi batidas insistentes na porta e quando a abri tive a impressão de que havia chamado o anjo da guarda de alguém.
Matt estava parado a porta completamente arrumado, com um sorriso sádico no rosto.
Invadiu o quarto sem cerimônias.
— Bora sua bicha gorda, se arruma.
— Para quê? Posso saber?
— Vamos a caça hoje, melhor, eu vou a caça hoje já que você é compromissado não é mesmo. Eu sou livre e faço da minha vida o que quiser. Os outros já estão nos esperando no saguão.
— Pra onde vamos? A meninas vão também? – perguntei pensando logo em Jade.
— Vamos ao uma boate aqui perto Zee e sem as nossas respectivas senhoras. É uma noite de cavalheiros. As damas não foram convidadas.
Me arrumei e antes mesmo que pudesse me dar conta já estávamos os quatro, já que Arin não quis ir, na porta de uma boate aparentemente lotada no leste de Washington.
Pov’s Jade
Se eu espirrar com certeza esse espartilho que a Val me obrigou a usar arrebenta e eu vou ficar nua. E definitivamente, salto agulha e eu não combinamos em nada. Meus pés estavam me matando e essa insistência dessa gente de que all star não combina com tudo estava me dando agonia.
As marcas que Zacky havia deixado estavam imperceptíveis agora com os quilos de maquiagem que Val havia colocado sobre elas.
Tenho que admitir que só gostei da idéia quando chegamos a boate. Ela estava lotada. Pessoas bonitas e cheias de estilo dançavam, bebiam e sinceramente eu percebi ali que tinha saudades de dançar e me divertir assim.
Val, Jess e eu mas parecíamos as Panteras andando juntas pra tudo quanto é canto, já que alguns homens eram um pouco mais ousados e tentavam a todo o custo conseguir nossa atenção. Até mesmo de forma inconveniente. E por mais bonitos que fossem, nós éramos namoradas, ou enroladas com caras muito melhores, com toda a certeza.
Era ótimo pro ego, admito, ser desejada a esse ponto e resolvi me divertir. Esquecer meus problemas. Esquecer Zacky por uma noite. Me faria bem. Eu tinha chorado mais nesses últimos meses do que chorei a vida inteira. Era hora de me libertar. Era hora de ser feliz nem que fosse por algumas horas. Mas a felicidade não é isso? Alguns momentos que precisamos aproveitar ao máximo por serem tão rápidos? Eu ia aproveitar o máximo que eu pudesse esse momento. Estava com minhas amigas e o mundo parecia perfeitamente em paz depois de meia garrafa de vodka.
Como se tragadas pela terra, Jess , que estava um pouco irritada por não ter conseguido encontrar o Syn no hotel antes de sair e Val , sumiram. Resolvi então aproveitar sozinha.
Fui ao bar, pedi uma dose dupla de vodca e com o copo ainda na mão fui pra pista de dança. Eu dançaria até meus pés se desfazerem o que não seria muito difícil, já que o sapato os destruía.
E no meio de uma das musicas eu senti mãos fortes segurarem minha cintura. E essas mãos me eram familiares de alguma forma. Seu toque era firme e gostoso. De certa forma me passava uma segurança única. Entretanto, eu ainda namorava Zacky e como fiz a noite toda, iria me esquivar de mais um bêbado que tentava ter uma boa noite de sexo.
Ainda dançando me virei e sorrindo encarei os olhos verdes de quem me segurava e a minha expressão de choque foi refletida na mesma expressão do homem.
Eu não conseguia acreditar que de todas as boates de Washigton DC ele tinha que ter ido logo pra que eu fui. Se fosse combinado não teria sido tão perfeito.
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