Hostility
32 No one Can save Me...
Notas iniciais
Amei os comentários e estou respondendo ainda alguns, mas vou responder a todos!
Queria agradecer especialmente a Lilith Bernardini por ter sido incentivadora da postagem desse capitulo. Valeu gata!
Dedico a você e a lindona kikishadows que comentou todos os capitulos que leu. Muito obrigada mesmo linda!
Ta aí e ignorem por favor os erros que passaram despercebidos.
Enjoy!
OBS: Tentei formatar duas vezes esse capitulo, mas o Nyah me odeia!
Povs Matt
Eu estava decidido. Eu iria comer a primeira mulher gata que aparecesse na minha frente.
Brian estava sentado na mesa apavorado porque seu celular tinha descarregado. E o medo que ele tinha de que Jessica descobrisse que estava em uma boate sem a ter avisado fez daquele mane um refém de sua própria imaginação. Qualquer mulher morena que passasse ao lado dele fazia com que ele desse um pulo gigante de sua cadeira.
Isso é o que acontece com quem se amarra em um relacionamento com sentimentos. Eu não queria esse tipo de vida para mim. Eu era livre. E aproveitaria isso ao máximo.
Johnny aquele anão de jardim guloso saiu de nossa mesa acompanhado de duas loiras incríveis. Nem convida os amigos para uma festinha certo? Também não convidaria quando achasse a minha.
Zacky era o oposto de Johnny. Enquanto o menor era só sorrisos e gracejos. Zacky não olhava para os lados. Entornava um copo atrás do outro e aquilo estava começando a me incomodar profundamente. O que será que tinha acontecido para que ele agisse assim?
– Hey V. Vai com calma rapaz. Tentei puxar assunto com ele e tudo o que ele fez foi me encarar, virar outro copo e sinalizar para que o garçom trouxesse outro.
– Cara, você está me assustando. Aconteceu alguma coisa? Problemas com a Jade?
– Bem que você gostaria que fossem né? Zacky falou com tanto desdém que me irritou. Ele não estava bêbado ainda, ele disse isso porque quis.
– Achei que tínhamos passado dessa fase. Disse me virando pra frente na cadeira e Zacky balançou a cabeça assentido.
– Foi mal cara, não quis falar isso. Só não to legal hoje. Deveria ter ficado no hotel.
Nesse meio tempo o garçom trouxe mais doses de wisky para nós dois. Zacky virou mais um.
– Quer conversar sobre isso? Tentei fazer o papel de bom amigo, apesar de não querer compartilhar a infelicidade dele logo na noite que eu decidi me divertir. Mas ele era meu amigo. Se precisava de mim, eu iria estar ali para ele.
– Valeu Shads, mas eu só preciso dar uma volta.
E dizendo isso, aquela baleia estranha que era o meu amigo, me largou sozinho na mesa.
Bom já que eu estava sozinho , iria aproveitar pra fazer o que eu tinha em mente e colocar meus planos em ação.
Nem cinco minutos e uma morena estonteante com mexas loiras pelo cabelo e um corpo escultural sentou-se ao meu lado.
– E aí gato? Me paga uma bebida?
A voz dela era insuportável. Imagina aquela mulher gemendo? Não , teria que ser a segunda gostosa.
Com um sorriso amarelo me levantei, chamei um garçom, paguei a bebida da moça e saí de fininho.
Comecei a caminhar entre as pessoas da boate. Uma loira alta me chamou a atenção, mas o sorriso dela era feio. Ai veio uma morena dançar comigo. Era magra demais, os joelhos pareciam que se chocavam e eu imaginei o barulinho irritante que eles deveriam fazer. Me esquivei e continuei a procura.
Minha procura estava um fiasco. Não haviam mulheres bonitas nesse lugar. Ou eram gordas demais, ou magras demais. Altas demais, baixas demais. O Cabelo me irritava, o sorriso. A voz.
Comecei a beber compulsivamente. De alguma forma o álcool tinha que estimular a minha libido. Porem tudo que o Wisky conseguia fazer era embaçar minha visão.
Eu comecei a pensar que eu tinha virado gay. Só pode, mas homens não me interessavam tão pouco. E quando isso começou a me preocupar seriamente eu a vi.
Ela era perfeita.
Ruiva.
Eu precisava era de uma ruiva como aquela.
Ela vestia um espartilho preto rendado apertadíssimo que fazia juz as suas curvas maravilhosas. O salto fino delineava ainda mais sua bunda e pernas. Fazendo com que elas ficassem ainda mais deliciosas aos meus olhos. O cabelo vermelho vivo caia em cascata por suas costas. Sua pele branca contrastava lindamente com o preto da roupa. Ela era maravilhosa e seria ela a minha presa.
A ruiva dançava sensualmente de costas para mim e parecia já muito alcoolizada. Eu também estava. Mal enxergava os outros. Só via a ela que rebolava lentamente, praticamente me chamando com os quadris.
Eu ia comer ela de quatro. Puxar aqueles cabelos e fazer ela gritar até perder o ar todinho que existia em seus pulmões.
Me aproximei lentamente pois não queria que ela se afastasse assustada.
Segurei em sua cintura e apertei contra mim. Aproximei meu rosto do ouvido da mulher e pude aspirar aquele cheiro tão familiar. E por um motivo que eu não sabia explicar aquele cheiro me acalmou. Me trouxe uma paz que não era normal. Me fez esquecer por segundos o que eu tinha ido fazer ali.
Então ela se virou sorrindo.
Puta que pariu!!! Mais que caralho!
Ela me olhou assustada e tentando balbuciar alguma coisa. E eu a encarava horrorizado.
Eu sou um merda mesmo que faz tudo errado. Como eu pude rodar tanto e acabar de cara com ultima pessoa que queria ver?
Tentei de verdade me perder dela. Mas como sempre ela me encontrou. A onde quer que eu fosse, onde quer que eu estivesse. Mesmo sem querer meu coração a encontraria.
– O que você está fazendo aqui?- Jade me perguntou confusa.
– Ah... Saí com os rapazes. E você? Como veio parar aqui?
– Saí com as garotas...
– E cadê eles/ elas? Dissemos juntos.
– Não sei- repetimos o feito e começamos a rir.
Sua gargalhada era tão gostosa. O som mais incrível de toda aquela boate. Só naquele momento me dei conta do quanto ruído estridente de sua risada me fez falta.
Alguns minutos se passaram até que eu percebesse que ainda segurava sua cintura. Eu não queria solta-la. Sua proximidade era boa demais. Seu corpo colado ao meu era entorpecente. Era a melhor sensação.
Ela olhou para baixo e a senti um pouco incomodada com a situação. A soltei, com certa dificuldade.
– Bem Jade... Eu estou abandonado aqui e parece que você também.
– É verdade...
– Que tal curtimos nossa solidão juntos?
Ela me olhou assustada e tentei me concertar.
– Não nesse sentido que você imaginou, me expressei mal, desculpa. Ela parecia respirar um pouco mais aliviada.- Eu quis dizer que como nós dois estamos aqui mesmo, e nunca saímos para curtir juntos. Bom... Achei que seria uma boa idéia .
Ela assentiu um pouco receosa.
– É uma boa idéia sim e tenho alguém que me leve de volta para o hotel.
Jade piscou para mim sorrindo e eu só pude retribuir.
Fui ao bar e pedi uma dose de vodka para Jade e mais um wisky para mim. Bom, meus planos de ter alguma mulher essa noite tinha ido por terra. Eu não teria minha noite de sexo animal selvagem. Mas teria a melhor das companhias.
Povs Zacky
Eu já estava alterado pela bebida e cheguei a conclusão de que não adiantaria mais. Eu tinha que ir embora.
Iria para o hotel, faria as pazes com Jade. Diria que a história de tempo havia sido um erro. E ficaria de boa com meu anjo ruivo novamente.
Eu havia sido um babaca. Eu iria parar de cheirar. Nunca mais trataria a mulher que eu amava como a estava tratando. Era assim que eu colocaria minha vida no lugar com ela ao meu lado.
Vozes familiares chamaram minha atenção vindo do lado esquerdo da boate. Achei incrível como no meio daquele barulho todo eu pude notá-las.
– E VOCÊ VEIO FAZER O QUE AQUI SOZINHA? PODE ME EXPLICAR- Brian gritava tentando ser mais alto que o som da musica que tocava.
Em contra partida, Jessica gritava do outro lado enquanto Val, apoiada a parede apenas ria. Essa era sádica mesmo.
– COMO ASSIM EXPLICAR BRIAN? Tô tentando ligar pra você a horas e nada do bonito atender o telefone. Eu ia avisar. Diferente de você... Afinal você é homem... Quer saber Brian, você não me deve explicações . Faz da merda da sua vida o que quiser.
Jessica deu as costas mas Brian a impediu a segurando pelo braço.
– Não me dê as costas, ainda não acabei...
Encostei ao lado de Val que me olhou surpresa.
– Não sabia que você tinha vindo também Zacky.
– Ah... Precisava espairecer.
– Você precisava?- balançou a cabeça incrédula e virou o copo com um liquido avermelhado em um só gole.- Precisamos conversar Baker.
Tinha certeza sobre o que Val queria conversar. Algo me dizia que já havia chegado aos seus ouvidos o que havia acontecido entre Jade e eu dentro do ônibus.
– Valary, eu fui um estúpido...
– Estúpido é pouco- Ela me cortou e sinceramente, ninguém gostava de tomar um esporro da Val. Quando ela chegava a reclamar de alguma coisa fazia com que nós percebêssemos que a merda era grande.- Você foi um babaca Baker. Como você pode fazer isso com ela? Como teve a coragem de machucar uma mulher? E principalmente a mulher que você diz que ama?
– Eu estava drogado Val.
– Essa vai ser sua desculpa até quando? Até quando você vai fazer uma cagada atrás da outra e vai usar pó, álcool e o caralho a quatro como pretextos para ser impulsivo, canalha e covarde?
Incrível como essa baixinha podia humilhar um homem e era tão decidida, tão firme. Em poucas palavras ela tinha acabado com meu ego. E o pior, eu sabia que ela tinha toda a razão.
– Ou você para de usar essa porra ou você volta pra merda da clínica Zacky. E tem mais- Ela disse apontando o dedo em minha direção. Se a Jade aparecer com um arranhão eu , pessoalmente vou contar ao Matt e ficarei feliz em assistir você sendo castrado.
– Isso não vai se repetir Val.
– Você quebrou sua promessa cara, você nunca fez isso.
Nesse meio tempo, Syn e Jess já haviam parado de brigar e agora se agarravam freneticamente encostados na parede. Senti inveja deles e desviei o olhar. Eu deveria estar dessa forma com Jade. Ela deveria estar em meus braços.
– Eu sei Val. Eu vou agora me acertar com ela. To indo pro hotel...
– Mas ela não está no hotel, ela está aqui.
Confesso que meu primeiro impulso foi o maldito ciúme. O que ela estaria fazendo ali sem mim. Sim , sou um machista escroto. Fazer o quê?
Mas logo voltei a razão e sorri para Val.
– Então vou resolver tudo mais rápido ainda. Tem alguém pra ir com você para casa?
Ela balançou a cabeça negando.
–Então espera aqui que eu vou atrás da Jade e levo você de volta ok?
– OK então... To esperando. E sozinha né, porque aqueles dois não vão se desgrudar mesmo...
E apontou com a cabeça para Syn que parecia desejar fazer com que Jessica virasse parte da decoração das paredes. Ele a imprensava tanto que fiquei com um leve temor de que ele realmente fosse conseguir.
Sorri balançando a cabeça e fui em busca de Jade. Iria pega-la, leva-la para o hotel e repetiria a dose da ultima vez em que ficamos trancados assim. Dois dias de reconciliação. Da melhor forma possível.
O problema é que não foi tão difícil quanto eu imaginava encontrar Jade.
Eu não dei nem dez passos e avistei ao longe uma ruiva dançando sensualmente enquanto Matt segurava a sua cintura e praticamente a devorava com os olhos.
Eu poderia ter me tornado um assassino naquele momento. Minha vontade era de metralhar os dois, de arrancar o coração de cada um e come-los. Porque naquele momento eu estava destruído.
Ela gargalhava enquanto dançava, seus cabelos balançavam e era notório que Shadows se divertia na mesma intensidade. Ela estava visivelmente bêbada. E estavam tão entretidos que nem notavam que eu os observava a poucos metros.
Se ela está ali com ele a culpa é sua.
Minha consciência era uma puta intrometida que deveria guardar seus palpites pra ela mesma ao invés de ficar me fazendo remoer as merdas que eu faço.
Eu sabia que a culpa era minha.
Virei de costas e fui buscar Val. Ela sorria mas quando percebeu que eu voltava sozinho seu sorriso murchou.
– O que aconteceu?
Apenas acenei com a cabeça na direção de Jade e Matt que agora estavam parados na pista de dança, conversando muito próximos um do outro.
– Não vejo nada demais nisso Zacky.- Val tentou sem sucesso fazer parecer aquela atitude normal. Eles só estão conversando...
– E flertando!- retruquei.
– Você terminantemente está doente. — Mas algo no olhar de Val me disse que ela também entendeu daquela forma.
– Vamos Val... Vou te deixar no hotel.
– E a Jade? Vai deixá-la aqui?
Olhei pela ultima vez para a pista de dança e abaixei a cabeça, saindo a passos largos sem responder. Valarie rapidamente me seguiu. Era uma mulher esperta essa loira. Ela me conhecia bem o suficiente para entender que era melhor que eu fosse embora. Ela sabia que se eu continuasse ali, não daria certo. Eu iria acabar cometendo um crime.
Pov's Matt
Eu estava me divertindo com uma mulher linda e não tinha sexo envolvido no meio? Alguma coisa errada estava acontecendo, com certeza.
Jade bebia, dançava e eu só conseguia babar. Admira-la tinha se tornado já parte da minha personalidade. Isso é ridículo? Sim, mas e daí?
Quando ela falava comigo eu não conseguia ouvir muito bem. Em parte, porque a música alta atrapalhava. Mas tinha outro fator muito importante. Eu ficava analisando como a boca dela mexia toda a vez que formava palavras. Os lábios rosados que eu ainda conhecia textura e sabor. A forma como ela sorria e as linhas de expressão que formavam nos cantos de sua boca quando isso acontecia. O jeito que seu olho brilhava quando ela dirigia a palavra a mim.
Por alguns instantes me iludi o suficiente e acreditei que ela me amava. Que eu fazia parte dos pensamentos dela da mesma forma que ela fazia dos meus. Eu podia acreditar. Eu quase acreditei. Quase...
Meu telefone tocou em meu bolso e sinalizei a Jade que iria atende-lo. Saí do meio da muvuca e coloquei o aparelho no ouvido.
– Fala aew.
–Hey Shads. Era Zachy e parecia que dirigia pelo barulho que eu ouvia ao fundo da ligação. To indo embora com a Val... Acho que o Johnny nós veremos amanhã e com o Syn você não precisa se preocupar. Encontrou a Jessica na boate.
Ele riu mas alguma coisa estava estranha naquele riso. Parecia cansado.
– Ta beleza, então não volto com nenhum de vocês.
– Só faz o favor de trazer a Jade inteira pra casa.
Na hora fiquei mudo na linha. Ele sabia que eu estava com a Jade. Provavelmente viu. Era por isso que estava indo embora?
– Matt? Ta aí ainda cara?- Zachary me chamou ao telefone e eu lembrei que estava com o aparelho nas mãos. Não sabia o que dizer.
– Ah... Você quer falar com ela? Quer que eu a leve pro hotel agora? Minha noite não ta mesmo saindo como eu planejei...
– Não cara. Fica aí, só não deixa ela voltar sozinha. Ela parecia um pouco bêbada pelo o que a Val me contou. Só vim embora porque sabia que podia contar com você pra não deixar minha garota fazer alguma besteira.
Ele enfantizou tanto o minha garota que eu quase quebrei o celular de tanto que meus músculos se retesaram. Antes o Celular do que a cara do meu amigo.
– Quer falar com a sua namorada?
Que a propósito está comigo, se divertindo coisa que talvez você não seja capaz de fazer- Pensar isso me torna mais nojento do que eu era. Se tivesse reproduzido essas palavras também, talvez Zacky voltasse com o carro só pra me matar.
– Não cara. Não quero falar com ela por enquanto. A ligação ficou muda e depois de alguns segundos ele voltou a falar- Vou desligar, até amanhã.
Desligou o telefone sem ao menos me deixar responder. E esse era Zachary James Baker quando estava com raiva e enciumado. Eu conhecia aquele filho da puta muito bem para saber que ele só me ligou para atazanar e se certificar de que eu fique com peso na consciência o resto da noite.
Olhei para o relógio e marcavam 1:30 da manhã. Estava cedo ainda. Não iria ser isso que estragaria minha noite. Ela estava começando ainda.
Voltei até Jade que cantava loucamente uma música da Lady Gaga. O que eu acho que era Lady Gaga para falar a verdade. Não fazia idéia de que ela conhecia outra coisa que não fossem bandas extremamente grotescas com vocais de scremo e etc.
Estava enganado.
Quando ela me viu me chamou pelo dedo e eu caminhei em sua direção. Ela circulou os braços em meu pescoço e nesse momento pude perceber que ela encaixava perfeitamente em baixo do meu queixo. Eu poderia apoiar meu rosto no topo da sua cabeça e ela se aconchegaria em meu peito.
O que ela fez não foi bem isso. Ela levou os lábios a minha orelha e sussurou.
– Quem era no telefone?
Era só uma pergunta comum. Mas aquilo soou mais erótico do que deveria para mim. Fiquei todo arrepiado e naquela proximidade, sem que ela parasse de dançar um minuto, era impossível que minha física não começasse a dar grandes sinais de que eu estava gostando daquilo.
– Era o Zacky.
Me arrependi de ter dito aquelas palavras. Seu sorriso murchou na hora e ela parecia triste, muito triste mesmo.
– Você disse que eu estava aqui também?
Balancei a cabeça afirmando.
– E ele não quis falar comigo Matt?
Seus olhos na hora brilharam de uma forma diferente. Era dor. Ela virou o rosto como se a qualquer momento fosse chorar e não quisesse que eu presenciasse e foi caminhando em direção ao bar.
E eu quase acreditei que era a mim que ela queria aquela noite. Agora tudo ficava óbvio e fazia sentido. Zacky bebendo feito um condenado, como se não houvesse amanhã. E Jade, bebendo na mesma proporção. Tentando se divertir, sendo de um jeito que eu nunca a havia visto antes.
Eles tinham brigado. E não eram as brigas comuns de sempre.Era sério e eu era o step dela.
Foda-se! Eu prefiro ser o Step do que porra nenhuma.
Caminhei na mesma direção em que ela estava . Sentei ao seu lado no balcão.
– Quer conversar?
Ela balançou a cabeça negando e virando o copo de uma só vez de vodka. Pelo menos ela não tinha começado a misturar ainda. Em seguida pediu outro ao bartender.
– Só estou sufocada.
– Beber que nem um gambá faz você respirar agora? Isso é novidade para mim.
Jade riu pelo nariz quase engasgando com a bebida. Aquilo me deixou feliz. Eu fazia ela rir.
Ela apoiou a mão em minha coxa e aproximou o rosto do meu. Senti sua respiração próxima a minha boca. Ela iria me enlouquecer.
– Me leva embora?
– Levo, vou encerrar a conta e te levo pro hotel...
Ela apertou minha coxa com força e eu mordi meus lábios ao sentir aquilo.
– Para o nosso hotel não. Eu disse que estou sufocada Matt. Preciso respirar.
Jade queria respirar... Bem eu ia fazer ela respirar. Ia fazer ela arfar. E que se foda mais uma vez essa porra toda! Eu quero ela e não consigo parar de imaginar seu corpo sendo envolvido pelo meu.
Levantei do banco e ela me encarou confusa. Deixei 200 dólares no balcão e estendi minha mão. Com um pouco de dificuldade ela levantou e eu contornei sua cintura com as mãos. Foi minha vez de aproximar os lábios de sua orelha e sussurrar.
– Conheço o lugar perfeito então.
Passei a língua delicadamente em sua orelha e a mordisquei de leve.
Ela gemeu e apertou meus braços, que foram o primeiro lugar que encontrou. Eu sabia jogar esse jogo muito bem. Muito mesmo.
Saímos da boate e em menos de cinco minutos já estávamos em meu carro. Mas ela estava começando a mandar meu juízo pro espaço. Ela parecia uma gata no cio.
Jade pressionava minha coxa com força enquanto eu apenas tentava dirigir. O que já estava sendo muito difícil.
– Para onde vamos?- Sua voz era rouca e aquela tensão toda já estava me matando.
Eu não sei como conseguia me controlar tanto quando minha vontade era de toma-la ali mesmo. Sem pudor nenhum, em qualquer beco.
Mas ela não era uma qualquer. Não poderia tratá-la assim. Apesar de que, talvez ela não se importasse tanto.
E quando eu achava que a coisa não poderia piorar, fui obrigado a frear bruscamente o carro. Porque a mão de Jade encontrou meu membro enrijecido e por cima mesmo da calça ela começou uma massagem torturante.
Joguei minha cabeça para trás quase gemendo e tentando me controlar.
Não Matt, aqui não.
Minha mente tentava me convencer mas Jade não ajudava. Ela me apertou com força e dessa vez ela conseguiu me fazer gemer. Ela sorriu maliciosamente e aproximou o rosto de meu pescoço, dando pequenos beijos na minha pele. Beijos esses que quase me fizeram perder o sentido.
Recuperei a noção e a empurrei gentilmente até seu assento. Virei no banco e a encarei.
– Assim você não me ajuda Baby Doll, vamos acabar batendo com o carro.
Ela gargalhou e voltou a posição original se afastando de mim e olhando para frente.
– Ok então Senhor Sanders, eu vou ficar quietinha.
– Respirei fundo, coloquei meus óculos escuros que desde a boate estavam na gola da minha blusa e tive uma pequena e muito malvada idéia.
Soltei meu sinto e sem avisar com uma única mão imobilizei as duas de Jade e as coloquei no topo de sua cabeça. Ela era tão frágil que foi fácil fazer com que ela não descesse as mãos.
Ela me olhou um pouco assustada e aproximei meu rosto do seu. Meus lábios ficaram a centímetros dos da ruiva, mas não a beijei.
Deslizei a mão que estava livre por seu colo e apertei com força seu seio direito, o tirei lentamente de dentro do espartilho. Passei o dedo lentamente pelo biquinho rosado como sua boca e sem mais me controlar, abocanhei sem dó, sugando e mordiscando seu mamilo.
Soltei as mãos de Jade que automaticamente as levou ao meu cabelo meu puxando ainda mais para si. Como aquilo era excitante.
Sem aviso levei minha mão até sua calcinha. Ela estava tão úmida que a calcinha já havia se encharcado. Era eu que fazia isso com ela.
Cheguei sua calcinha para o lado e de uma só vez introduzi dois dedos em sua entrada e comecei a estoca-la com força. Ela gemia, se contorcia e eu não parava de sugar seu seio e movimentar minha mão dentro dela ao mesmo tempo.
Jade rebolava incansavelmente em minha mão na tentativa de aumentar seu prazer. A essa altura eu já tinha perdido a noção e decidido que iria comer ela ali mesmo, no carro e depois ia pra vista do Capitólio. Se ela não se arrependesse, transaríamos de novo. Eu precisava dela ali, principalmente porque cada vez que ela se contraia apertando meus dedos eu imaginava isso com meu membro dentro dela. Fora que ela estava tão melada que minha mão já tinha se molhado totalmente.
Ela estava pronta para me receber. Tirei meu dedo de dentro de Jade ouvindo um protestar manhoso da garota.
– Você fica mal de óculos. Disse fazendo biquinho, e com um pouco de dificuldade ainda. Eu gosto de homens maus. Gosto mais de quando você é mal.
Sorri largamente ouvindo isso. Essa era a confirmação de que ela estava entregue totalmente a mim.
– Ainda bem, porque eu ainda tenho muito tempo para ser mal com você.
Definitivamente ela estava muito bêbada, mas eu também estava. Ótima desculpa.
Ela puxou a mão que eu havia colocado dentro dela e colocou os meus dois dedos em sua boca. Ela lambeu toda a extensão do meu dedo sem parar de me encarar um segundo.
Segurei sua nuca e beijei seus lábios, o que eu queria fazer a muito tempo, desde que havia colocado os olhos nela dentro daquela boate. Minha língua pediu passagem a sua boca e a intensidade do beijo foi aumentando a medida que sentia que ela tentava desesperadamente abrir o cinto de minhas calças.
Eu tinha que parar de usar essas calças apertadas...
A ajudei a abrir sem parar de beija-la um minuto e quando ela estava quase colocando a mão dentro da minha calça, um carro passou por nós em alta velocidade buzinando como louco. Na rua deserta, pudemos ouvir a gargalhada ensandecida das pessoas do carro que se afastava.
Isso foi o suficiente para nos assustar e colocar na cabeça que estávamos na rua, e que pessoas passavam por ali.
Nos afastamos um do outro assustados mesmo, com os olhos arregalados. Passados alguns segundos, começamos a rir compulsivamente. Segurei seu queixo e lhe dei um pequeno selinho
Voltei a minha posição de motorista e Jade colocou seu cinto. Cruzando as pernas em seguida.
Liguei o carro e segurei sua mão entrelaçando nossos dedos. Eu queria provar a ela que eu era seguro. Eu não a machucaria. Não mais.
Puxei sua mão até meus lábios e a beijei carinhosamente.
È... Eu iria ter que guardar tudo que eu tinha a oferecer a minha pequena Baby Doll para a Vista do Capitólio. Mas eu não ligava. Saber que ela me desejava era o suficiente. Eu podia ver nos olhos dela que apesar de tudo, ainda existia alguma coisa ali, em algum lugar , que era meu. Bem no fundo, Jade me amava da mesma forma que eu a amava. E nada iria mudar isso nunca. Nem mesmo a nossa situação atual. Nem namorados ou melhores amigos.
Eu havia nos amaldiçoado na nossa primeira noite juntos e não tinha nem idéia disso.
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