Hostility

5 Seize The Day


Notas iniciais
Antes de mais nada quero agradecer a todas quem tem lido minha fic e deixado Reviews. Eu fico muito agradecida por todo o incentivo que vocês tem dado. Sem vocês eu não conseguiria escrever mais uma linha. Obrigada mesmo!!!

Só para explicar algumas coisas desse capitulo. Sim... Eu precisava de um Pov do Zacky, o meu gordinho merece destaque.
True Blood é uma seria que passa na HBO pela qual eu sou apaixonada e eu não seria eu Se não falasse nem que fosse só um pouquinho dela ou dos livros que basearam a serie. Para quem não assistiu, aconcelho que assista. Vale a pena, vai por mim. Lá os vampiros podem até beber sangue sintético de vez enquando... Mas eles definitivamente não brilham no Sol. =p
Fangbangers são como se intitulam os seguidores dos livros Vampiros do Sul ,livro do qual foi baseada baseado a serie.
Alexander Skarsgard é um ator sueco que faz um dos personagens na serie, Eric Northman, que por sinal é um dos meus atores favoritos.
Falei muito hoje... E espero que gostem... Boa leitura^^

Pov’s Zacky

Um barulho irritante insistia em perfurar meus tímpanos.. Merda de toque do inferno. Comecei a tatear a mesinha de cabeceira em busca do meu celular. Quando o achei nem me dei ao trabalho de tirar o travesseiro da cara. Enfiei ele por baixo do travesseiro mesmo e encostei o celular no ouvido.

- Fala porra

- Bom dia para você também meu querido amigo rechonchudo. – A voz de Synyster latejou dentro da minha cabeça. Nunca pensei que a voz dele fosse tão irritante.

- Cara sem sacanagem, eu tava dormindo pô...

- Nem tinha notado. Ta de ressaca né? Bebeu muito pra conter a frustração não é?

- Não sei do que você está falando. — Eu até sei, mas é melhor me fazer de desentendido. Aquela garota me deixou literalmente na mão.

- Não sabe não é. Entendo você. Enfim, só liguei pra avisar que eu to indo buscar a ruiva gostosinha que você quase pegou ontem.

-E eu com isso Syn? – A melhor coisa nesses momentos é a indiferença, apesar de alguma coisa me incomodar no que Syn acabava de dizer.

- Você meu caro amigo redondinho, nadinha. Já eu? Der repente faço a ruiva perceber a burrada que ela ia fazer ficando com você. E dou a ela a chance de ter a maior e melhor experiência sexual da vida!

Meu estomago revirou. O que provavelmente era efeito da bebedeira passada, misturada a outras coisas que agora nem vem ao caso.
— Era somente isso que você tinha a me dizer? Já posso voltar a dormir?

- Pode sim. Só não esquece que as dez da noite nós já teremos que estar dentro do ônibus. Você não vai querer o Sanders putinho com você não é? Ele ta um pouco tenso com esse lance de ter uma fã com agente. Vamos tentar não irritá-lo. Pelo menos não muito...

A imagem de Matt irritado era um pouco assustadora. Quando nós éramos crianças, era fácil lidar com as crises raivosas do cara. Ele era mirradinho. Mas e agora? Agora ele era um monstro gigante e ninguém gostava de ficar por perto quando ele começava a gritar.

- Falou cara. Pode relaxar, às dez eu to dentro daquela porra.- E desliguei o telefone.

Até tentei voltar a dormir. Mas havia algo que me incomodava profundamente. Me levantei e fui até o banheiro. Minhas mãos em formato de conchas jogavam a água gelada da torneira contra o meu rosto e então me olhei no espelho. Eu estava horrível. Minhas olheiras estavam mais fundas do que nunca e meu cabelo uma droga. Que falta fazia a Gena, ela resolveria isso em dois tempos.

Ri dos meus pensamentos. Que coisa idiota de pensar da sua ex- namorada. E para que eu estava tão preocupado com a minha aparência? Era só o inicio de mais uma turner, eu não iria precisar me preocupar com isso enquanto estivesse trabalhando dentro daquele ônibus, e nos shows, nós sempre temos uma equipe de apoio maravilhosa que por pior que estejamos, sempre nos fazem parecer perfeitos. Talvez eu soubesse por que eu estava tão preocupado. Talvez eu quisesse chamar a atenção de uma certa pessoa...

Sai do banheiro e me atirei na cama. Flashs da noite passada não saiam da minha cabeça. Aquele sorriso, o jeito que ela joga os cabelos... A boca dela, tudo em Jade me deixava maluco desde a hora em que entrei naquele camarim. Comecei a rir sozinho quando lembrei que jurava que ela tinha uns 16 ou 17 anos. Mas pudera. Nunca vi mulheres de 23 anos com aquele ar angelical e inocente que ela tem. Eu nem cheguei a conversar com ela, não flertei com ela. Eu simplesmente imprensei a garota do nada. Eu falei a verdade para o Shadows, eu não conseguia raciocinar. Eu a vi de costas para mim, e o desenho que as curvas dela faziam era de deixavam qualquer um louco. Pelo menos me deixava louco. Então apareceu um pouco da pele dela pela barra da blusa quando ela se inclinou para pegar a cerveja e maldição! Eu só queria sentir aquela pele perfeita e aveludada de encontro a minha. Só de pensar nisso, certa parte do meu corpo começava a dar sinal de vida e isso era atitude de adolescente, não de um cara com quase 30. Tem alguma coisa nessa garota que ta me descontrolando e o pior de tudo, eu to gostando de ficar descontrolado.

Pov’s Jade

E para todos aqueles que acharam que depois que Matt me deixou em casa eu revirei na cama até pegar no sono... Parabéns. Porque foi exatamente isso que aconteceu. Não conseguia pegar no sono de forma alguma. Também pudera. Foram muitas emoções para um coraçãozinho tão fraco como o meu. Enfim quando estava mais do que claro eu consegui pegar no sono. Mas esse sono foi interrompido 3 horas após com minha mãe entrando no quarto e abrindo as cortinas.

— Bom dia amor! – Se ela soubesse o estado deplorável no qual eu me encontrava ela não faria isso comigo. Abri os olhos contrariada e minha voz por pouco não saia.

-Bom dia mãe.

— Chris meu anjo.- Só minha mãe me chamava de Chris.- O porque dessa cara? Achei que você tinha se divertindo ontem.

— Me divertir sim...- Disse me sentando na cama. – Só não consegui dormir... Mãe, eu tenho que te contar...

— Já sei querida. A promoção. Eu já estou sabendo. Uma mulher ligou para cá o dia inteiro atrás de você e a noite aquele rapaz do pôster no seu armário, aquele que fica escondido, ligou e me explicou o porquê estavam lhe procurando, aí eu disse onde você estava.

— Ué... Como a senhora sabe do meu pôster?- Então reformulei a pergunta. Era óbvio que mamãe mexia nas minhas coisas. Nunca existia privacidade em uma casa em que se encontrasse Verônica Greenwood.- Como a senhora sabe que era o Matt mãe?

— Minha filha!- Ela me olhou fingindo que estava ofendida. — Há quase 10 anos eu escuto esse homem berrar no meu ouvido, impossível não reconhecer... E ele se apresentou- ela completou- Vamos tomar café da manhã. Você precisa de um... Está com a cara horrível...

Me levantei da cama e acompanhei minha mãe, pronta para fazer um escândalo e dizer que o Matt não berrava. Não muito... Era meu lado, fã psicopata entrando em ação então preferi reprimi-lo.

Aproveitei o máximo do dia com a minha mãe dentro de casa. Falei para ela sobre meus planos para o site dos meninos. Eu queria que fosse algo intimista. Um fan site baseado em informações quentíssimas. Afinal, seriam aprovadas por eles. Seria a visão de um fan, sobre seus ídolos sem ser infestado de rumores. Eu queria postar o cotidiano deles, vídeos que mostrassem eles sob a minha perspectiva. Minha mãe estava feliz por mim é claro. Mas eu notava certo incomodo em sua voz. Meus dois irmãos já estavam casados com suas próprias famílias para se preocuparem. E eu, a única filha mulher, me sentia na obrigação de cuidar da minha mãe, desde que meu pai morreu. Até enquanto cursei a faculdade no Arizona, todo o fim de semana estava aqui. Lógico que essa necessidade de cuidar da minha mãe, me anulou um pouco. Eu não corri atrás de nada que eu queria, e perdi inúmeros namorados por conta de nunca poder estar com eles. Mas agora era minha hora. E acho que no fundo, minha mãe sabia disso.

Tomei um banho e coloquei um short bem curtinho cinza, mas que era muito confortável. Peguei uma blusa imensa do AC/ DC que ficava gigantesca em mim e a coloquei. Ela cobria meu short e isso fazia que parecesse que eu não vestia nada além da blusa. Mas eu estava dentro de casa, se alguém não quisesse ver minhas pernas branquelas, que não fosse lá, certo? Desci as escadas e fui para sala assistir TV. E para minha felicidade estava passando a maratona da terceira temporada de True Blood. E eu como boa viciada que sou nessa série, me sentei esparramada no sofá, abraçada ao travesseiro, com um sorrisão na cara toda a vez que Eric Northman aparecia. Ai ai... Não tem como não suspirar vendo Alexander Skarsgard.

A campainha tocou e eu amaldiçoei até a décima geração do infeliz que estava na porta. Como minha mãe não apareceu, eu fui obrigada a ir atender. Quando abri a porta com o pior humor do mundo dei de cara com Syn e Johnny.

— Wowwww! Cat! Nunca vi uma blusa tão linda do AC/ DC... Se você tem o costume de atender as pessoas sempre assim, eu faço questão de tocar sua campainha dia e noite baby.

- Eu to de short por baixo palhaço.
— E ela é nossa fã hein... Imagina se não fosse...- Disse Johnny sorrindo.

- É a confiança meu caro amigo pigmeu. A confiança só faz duas coisas: divida e filho! E aí Cat? Quer tentar a segunda opção comigo?- Disse Syn arqueando uma sobrancelha para mim. Ele era sexy sim, sem duvidas, às vezes inconveniente. Mas era engraçado com toda a certeza

- Vocês querem entrar por favor, e parar de ficar falando sacanagem na minha porta.

-Claro Jade, agente pode falar sacanagem aí dentro se você prefere assim.- disse Johnny que me deu um beijo estalado na bochecha e entrou seguido de Syn, que logo puxou minha mão me arrastando junto com ele.

- Eu juro que não sabia que vocês viriam a essa...

- TA PASSANDO TRUE BLOOD !!!- Johnny exclamou e se sentou no sofá olhando hipnotizado para a televisão.

- Você gosta?- Eu perguntei já com um sorriso se formando no meu rosto, tudo o que fangbanger precisa é encontrar outro fangbanger para poder falar horas sobre os livros e a serie.

- É lógico, eu sabia que você era foda no momento em que te vi garota!

Sentei ao lado de Johnny e Syn do meu lado, e ficamos os três assistindo a serie até que minha mãe se reuniu a nós na sala. Os apresentei, ela adorou os meninos o que a animou o suficiente para que fosse para cozinha preparar alguma coisa para agente comer.

— Sua mãe é demais Cat. – Disse Syn, já se sentindo em casa, a jaqueta que ele vestia já estava jogada na poltrona ao que ficava ao lado do sofá. – Mas eu ainda não entendo o que vocês vêem de tão divertindo nessa serie.

Eu e o Johnny o encaramos sérios e então ele percebeu que era melhor não continuar o assunto... Ele era minoria. Se acomodou no sofá e me puxou para que eu deita-se minha cabeça em seu peito. Era muito cômodo estar ali. Ele era quente e seu perfume muito gostoso. Não pensem que era um ato maldoso. De forma alguma. Era mais acolhedor do que qualquer outra coisa. Apesar de que qualquer um que presenciasse a cena não compreenderia. Eu deitando minha cabeça no colo do Syn, enquanto ele fazia carinho em meus cabelos e Johnny, completamente deitado no sofá com a cabeça em minhas pernas. Eu me sentia segura entre eles e foi então que eu percebi, e algo no meu inconsciente me informou que por mais que Syn falasse aquelas besteiras todas para mim e Johnny fosse sei lá... O Johnny. Eu seria amiga deles. E eu poderia contar com eles sempre. Engraçado, eu sempre achei que os conhecia. E é essa a sensação que todo fã tem com relação ao ídolo. Mas naquele momento foi diferente. Eu não achava. Eu tinha certeza de que os conhecia. Deve ser algumas coisa de outra vida, ou qualquer besteira desse tipo.

Lá pelo quarto episódio... Já eram umas oito da noite o celular do Syn tocou atrapalhando meu momento especial. Syn atendeu o telefone, sem tirar os olhos da TV. Depois que ele viu a primeira cena de sexo da serie, ele mudou um pouco de idéia sobre gostar ou não...

— Hey dude... Estamos na casa da Jade ué... Não foi o que você falou pra gente fazer?... Sim... nós vamos estar no ônibus as dez cara. Que saco... Você tem estado muito estressado cara! Isso é falta de sexo, você sabe disso não é...

Eu estava perto o suficiente de Syn, pois ainda me encontrava deitada em seu peito , para ouvir uma voz rouca, minha velha conhecida gritar um sonoro “Não fode, Gates”.

- Mas eu to fudendo cara... Quem não fode é você! Sacou... Por isso você ta assim... Tah... Já estamos indo. – E syn desligou o celular. – Cat, me desculpe, mas temos que ir.-Eu me levantei e o encarei

- Agora? Então vamos falar com a minha mãe, comer o que ela fez, e agente vai. Tudo bem?

- Lógico... Você não achou que íamos embora sem comer aquilo que ta cheirando bem pra cacete que vem da cozinha? – Ele me encarou rindo

- Chocolate, e é bolo... E deve ter calda, porque eu senti cheiro de calda. — Disse Johnny inspirando fundo com os olhos fechados.

- Hey!! Agora você me assustou cara. Você incorporou o Zacky cara? Para ele que é alto já é difícil esconder as banhas imagine pra você que tem a altura exata de um anão de jardim?

- Idiota... Só estou com fome mesmo. Você não me deixou almoçar...

Fui para a cozinha e eles logo me seguiram. Comemos o bolo de chocolate, que por sinal realmente tinha calda. Conversamos um pouco mais com a minha mãe e então fui buscar minha mochila. Já tinha preparado antes de dormir. Tinha tudo o que eu precisava ali dentro e como eu iria receber por semana, era uma das informações que constavam no site do concurso. O que eu precisasse a mais eu compraria ao longo da vagem. Eu coloquei uma calça Jeans clara e uma Camiseta regata branca que deixava aparecer a alça do meu sutian preto. Meu All Star xadrez no pé. Afinal sem ele eu não sou ninguém , e desci.

Nos despedimos da minha mãe, que já estava quase desidratada de tanto chorar. A abracei com força e disse que ligaria todos os dias. Ele deu um beijo em cada um dos meninos. E tinha que soltar a famosa perola “ Cuidem bem do meu Bebe ouviram?”

Synyster sorriu.
— Pode deixar senhora Greenwood... – Ele disse me abraçando – Vamos cuidar direitinho do seu Babe- E então sussurrou no meu ouvido- Se bem que você prefere que o V. cuide de você, não é mesmo?- Arregalei os olhos e entrei no banco de trás do carro. Syn assumiu o volante e Johnny o carona. Quando Syn deu a partida, Johnny me olhou pelo retrovisor, viu minha cara vermelha e depois olhou pro Syn.

— Você sacaneou ela com a história do zacky não é? – Disse balançando a cabeça.

— Você já sabe disso também... Mas você estava dormindo... – Eu disse quase que desesperada e Syn também me olhando pelo retrovisor me informou muito calmo.

— Cat... Tem algumas coisas que você vai ter que se adaptar. Uma delas é que nada é segredo por muito tempo quando você esta cercado de amigos de infância. É quase uma corrente sabe. Mas pode confiar na gente. Prometo não te zuar na frente de estranhos.

— Isso é tão tranqüilizador... – respondi irônica e eles riram. Johnny se virou no banco de frente para mim.
— Pode relaxar Jade, nós somos legais... E só para você se sentir melhor. Hoje agente não vai ter nada para fazer mesmo. Agente assisti True Blood na sala de TV do ônibus a noite toda. A tela é grandona e o som Digital...
Eu fui obrigada a sorrir depois dessa. O Johnny era muito fofo. Ele sorriu para mim, e eu quase chorei. O sorriso era tão verdadeiro, aqueles sorrisos que você pode estar com mil pedras pra tacar no dono, ai ele sorri e te desarma por completo.

Notas finais
Como sempre, venho aqui para lembrar dos reveiws. Não esqueçam de mim por favor. São graças a eles que toda a semana eu atualizo. Sem eles eu não tenho força! Não se esqueçam de mim!!! (To dramática hoje mesmo)