Hostility

27 Scream the way you would if I ravaged your body


Notas iniciais
Obrigada a todas pelos reviews lindos que recebi. Vocês são incríveis. Fico feliz demais com as teorias de vocês. Elas enchem minha cabeça de idéia. Graças a vocês eu mudo o rumo da história diversas vezes em seu decorrer.
Eu acreditei que tinha ela toda em minha cabeça quando postei o primeiro capitulo. Mas a interação de vocês foi tão surpreendente, que fiz alterações que me agradaram demais. Obrigada mesmo.
Hoje começa a fase pós prólogo. Espero que não esteja mais confuso do que já está... Um dia eu prometo que isso melhora.
Eu vou dedicar esse capitulo a uma menina que me fez chorar horrores ao recomendar minha outra fic, Querido Jimmy.
Você me fez chorar porque eu realmente nunca esperei que alguém fosse ler quanto mais recomendar aquela história, que não é bem uma história.
Por mais bobo que talvez tenha ficado, eu escrevi aquilo com todo amor que eu sinto por ele, e tecnicamente o que eu narro é real. Eu escrevi aquilo porque estava sufocada e precisava desabafar com alguém que não fosse me chamar de louca.
Enfim, Kelly_Sullivan, nem sei se você vai ler isso, mas esse capitulo é dedicado a você. Muito obrigada mesmo linda.
Som... Cala a boca Lilith Já deve ter começado...
Enjoy

Pov’s Jade

Scream!

Era uma musica tão intensa, com uma conotação sexual tão grande que eu tive certeza que Zacky tinha milhares de intenções enquanto tocava.

E estática encarando Matt escutei os últimos acordes e saí do palco. Eu precisava sentar. Precisava de ar. Ou precisava ser sufocada.

Um simples olhar fez um turbilhão de sentimentos virem à tona novamente.

Por que ele fez isso? Por que me olhou daquele jeito? Eu estou feliz. Eu estava feliz até esse momento. Não é justo que tudo comece de novo. Eu não posso deixar que Matthew Sanders estrague novamente minha vida.

Andei até achar um canto bem escondido com várias caixas de som empilhadas atrás do palco. Me sentei bem encolhida em uma das caixas e fechei os olhos escondendo o rosto com as mãos. Iria ficar quietinha ali até que se esquecessem de mim ou até ficar invisível.

Eu ouvia a movimentação atrás de mim, mas eu estava certa de que ninguém me acharia ali. Mas como sempre minhas certezas eram contraditas.

A sensação que eu tinha era do mundo ruindo aos meus pés. Eu ficando sem chão, sem querer existir. E isso não podia acontecer novamente.

Senti uma respiração quente em meu pescoço. Eu não queria abrir os olhos e ver quem era. Porque eu já sabia quem era. Como ele me achava eu não sabia explicar. De algum jeito, ele sempre me buscava novamente. Eu podia sentir quando ele se aproximava de mim, mesmo que eu não estivesse olhando. Eu reconhecia os seus passos, a forma como se movimentava. Porque eu passei horas da minha vida tomando nota de cada gesto seu. Eu podia evitar tomar consciência disso, mas meus olhos o acompanhavam onde quer que ele estivesse. E eu brigava internamente para admitir isso. Admitir seria aceitar qualquer sentimento que eu julgava que tivesse desaparecido.

Era como se fosse um filme de terror sendo repetido. Combinava com a droga dessa cidade fria e chuvosa que eles me enfiaram. Que saco. Tem sempre que ser em cidades assim?

— Por que você está aqui sozinha? – Matt parecia realmente curioso, mas incapaz de se mover um centímetro.

Tudo o que eu queria àquela hora era que ele se movesse. Se afastasse de mim. Eu não queria sentir a segurança que eu senti quando seus braços fortes me envolveram e fizeram parecer por segundos que era ali que eu sempre deveria estar. Sua voz meio rouca parecia risonha e lembrar seu sorriso fez meu coração praticamente saltar pela minha boca.

— Não estou me sentindo muito bem Matt. Estou um pouco cansada. Acho que é isso.

Ele me segurou pela cintura e girou meu corpo para que eu ficasse de frente para ele, como se eu fosse uma boneca de pano. Seu sorriso se alargou quando me encarou e eu, por minha vez, parecia uma colegial estúpida, já que ver seu rosto naquela proximidade fazia com que meu rosto corasse automaticamente.

— Você não me parecia muito cansada há alguns minutos enquanto dançava.

Ele mordeu seu lábio inferior ao mesmo tempo em que tirava uma mecha de cabelo da frente de meu rosto e o pousava gentilmente atrás da minha orelha. Meu corpo praticamente tremeu pela intensidade com que se arrepiou quando os dedos de Matt tocaram a pele da minha nuca sem querer.

— Aquilo tudo era pro Zacky ou você queria chamar a atenção de mais alguém? – Ele passou lentamente o dedo indicador pelas maçãs do meu rosto e horrorizada percebi que seu nariz já estava de encontro ao meu. Senti a pontinha do seu nariz sarrar docemente no meu.

— Não haveria mais ninguém além dele que eu quisesse chamar atenção. – Com dificuldade consegui responder e como represália ele que estava agachado a minha frente, envolveu minha cintura com os braços e me puxou, praticamente me encaixando entre suas pernas. Ele parecia saber que eu não teria reação. Sempre com ele parecia que eu era uma criança que estava fazendo besteira. E que eu tinha que ficar quieta prestando a atenção no que ele tinha a me dizer.

- Matt... Por favor! Acho que essa não é uma situação própria...

- Você ainda pensa em mim? – Seu sorriso havia sumido, ele me encarava sério, quase suplicando.

- Por que eu pensaria em você, se você não pensa em mim? – Ele arqueou uma sobrancelha, divertido.

- E se pensasse? Qual seria a sua resposta? – Ele olhava dentro dos meus olhos e os flashes da nossa noite juntos viam em minha mente tão intensos que parecia acontecer naquele momento.

Ele ia me fazer chorar a qualquer momento eu desviei meu olhar do seu, Abaixando a cabeça. Mas ele não deixou. Pegou meu rosto em suas mãos que estavam muito quentes e me fez encará-lo. Eu podia sentir sua respiração batendo em minha face.

- Você pensa em mim? – Perguntei séria sem conseguir desviar o olhar dos olhos de Matt. Eles eram tão diferentes dos do Zacky. Eram mais escuros e me causavam reações completamente diferentes.

Desci minhas mãos por seus braços, contornando suas tatuagens delicadamente com a ponta dos dedos. Senti ele tremer ao meu toque. Parecia que eu também lhe causava reações estranhas e inexplicáveis.

Prendi minha atenção no Deathbat do Jimmy em sua mão. O que me deu uma saudade sem explicações. Talvez se o Jimmy estivesse ali, as coisas fossem diferentes. Mas pensar isso era loucura, tendo em vista que eu nunca havia conhecido o cara pessoalmente. Voltei a subir os dedos pelo braço de Matt. Não sei por que aquelas tatuagens estavam chamando minha atenção. Talvez fosse porque eu acreditava que ele nunca responderia a minha pergunta então precisava me distrair com alguma coisa.

Ele fechou os olhos e seu lábio tocou o meu levemente. Eu não retribui. Mas meu coração acelerou. Era amargo aquele contato e ao mesmo tempo necessário. Eu sentia falta de tudo em Matt. Mais uma coisa insana. Havíamos tido apenas uma noite. Nada mais que isso. Uma noite cheia de promessas que nunca se cumpriram. Me doía saber que sua boca fazia com que eu me perdesse e quase me entregasse. Mas não me entreguei, fui mais forte que isso e apenas me afastei.

- Obrigada por ter encontrado a Minha namorada Sanders. – Ouvi a voz seca de Zacky atrás de Matt.

Para variar Matt não se moveu um centímetro.

- Por nada Baker. – Então ele se levantou e eu fiquei ali parada com cara de idiota. E com muita vergonha de encarar Zacky.

Matt se retirou do cantinho do backstage, mas antes se virou sorrindo inocentemente e me encarou mais um vez.

- Quase esqueci sua resposta... – Ele parou ao lado de Zacky que nos fuzilava com o olhar. — Todo o tempo, desde que te vi pela primeira vez.

Meu coração parou. Zacky estava ficando vermelho e achei que ele explodiria ali mesmo em cima de nós dois. Ao invés disso ele abaixou a cabeça e riu.

- Matt, a Val mandou te avisar que ela está exatamente onde você havia mandando à uma hora. – Ele tirou o celular do bolso e mostrou a mensagem que deveria ser de Val ao Matt. – Não sei pra que deixar seu telefone desligado.,

- Só está descarregado. – Matt estava impassível e não dirigiu mais nenhum olhar a mim. – Vou indo então... Vejo vocês mais tarde.

Matt se retirou e a expressão no rosto de Zacky mudou. Agora sim ele explodiria. Ele me encarou sério e estendeu a mão.

- O pessoal está nos esperando.

Segurei sua mão e me levantei indo embora com ele. Iríamos a um barzinho local comemorar com o pessoal do Staff o show. Na falta de assunto, permanecemos o caminho no carro alugado em silêncio.

Ele não me tocava como sempre fazia. Não contava piadas. Não comentou sobre o show. Apenas ficou calado.

Eu preferia que ele tivesse gritado, batido, tido alguma reação. Mas ter me ignorado parecia ter sido a melhor idéia de todas. Aquilo me corria.

Calado ele me assustava muito mais.

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O Bar não estava muito cheio e tinha um clima bem agradável. Teria sido mais divertido se Zacky não estivesse me ignorando a noite inteira. Ele conversava e ria para todos. Dava atenção, jogava charme pra algumas fãs que apareceram pedindo autógrafos. Mas comigo ele não trocava uma única palavra.

Foquei uma cena que me chamou muito atenção. Brian esbarrou na mão de Jessica e se levantou. Se aproveitado que quase todos estavam bêbados demais para prestar atenção ela abriu o bilhete que estava em sua mão. Sorriu largamente e olhou pros lados, cambaleando um pouco pela bebida e caminhou na direção dos banheiros.

Eu fui obrigada a rir daquilo. Acho que eles haviam se acertado de algum jeito. E eu imaginava exatamente qual teria sido esse jeito. Pelo menos a explicação para a mudança de humor repentina de ambos estava ali.

Quase uma hora depois, voltaram os dois de mãos dadas, sorrindo um para o outro. Se sentaram na mesa em que eu estava, a essa altura sozinha, já que Zacky e os outros caras tinham ido atrás do bar, e eu não sabia o porque. Quando Jessica percebeu que eu estava ali tentou largar a mão de Brian.

— Ah pára de palhaçada. Eu os vi saindo juntos. – Disse sorrindo maliciosa. – Então para de fingir que não ta rolando nada.

— Eu disse pra ela Cat. Mas ela não em escuta. – Syn , sorrindo sonsamente beliscou a bochecha de Jess. Que corou batendo nele.

— Então... Namora...

— Não completa essa frase! – Jessica me interrompeu assustada. – Ficantes.

— Ficantes? – Arqueei uma sombracelha sorrindo sinicamente.

— Na verdade, ficantes fixos. – Syn sorriu e entrelaçou os dedos nos da garota

— Ficantes fixos?- Gargalhei gostosamente. – me senti no ginásio de novo.

Zacky e os outros voltaram e ele se sentou ao meu lado. Quando o olhei, havia algo branco sujando uma de suas narinas e aquilo me enojou.

Percebendo meu olhar ele apenas fungou e tentou limpar com o indicador.

— Isso é nojento. – Eu disse mais para mim do que para ele ouvir e cruzei meus braços.

Ele circulou um dos seus braços em minha volta e sorriu, encostou o lábio em meu ouvido e sussurrou.

— Você quer que eu enumere agora , na frente de todo mundo o que você fez que eu acho nojento meu amor?

Eu não tive coragem para responder.

— Vamos embora agora. – Ele levantou me puxando pelo braço.

— Cat algum problema? – Syn como um raio havia largado Jessica e já estava do nosso lado. – Você não tem que aturar ninguém “pancado” não.

Zacky apenas me fitou com um meio sorriso que me desafiava claramente a contar o porquê ele estava assim.

— Não Syn. Está tudo bem. – Dei um beijo em sua bochecha. – Curte sua ficante fixa que eu estou cansada mesmo, já tinha comentado com o Zacky que queria ir embora.

— Você é uma péssima mentirosa. – Ele disse baixo. – Qualquer coisa me liga.

Eu sorri e sai do bar atrás de Zacky.

Ele dirigia pelas ruas como um louco e em menos de cinco minutos estávamos no hotel.

Assim que chegamos ele andou na frente na direção do elevador que já estava com as portas abertas. Eu segui e entrei junto com ele que já havia apertado o andar em que estávamos hospedados.

Nunca um elevador demorou tanto na história para chegar a um andar. O clima dentro dele era péssimo. A tensão era quase palpável. Meu coração estava tão apertado por saber que o tinha magoado. E ao mesmo tempo tinha medo de qual seria sua reação.

Quando chegamos ao nosso andar saí na frente caminhando em direção ao meu quarto quando senti a mão de Zacky segurar meu pulso e me puxar brutamente na direção oposta. Onde ficava seu quarto.

— Zacky, você está me machucando...

— CALA A PORRA DA BOCA! – Ele vociferou e eu me encolhi diante daquilo.

Nunca o tinha visto descontrolado. E fiquei sem reação.

Ele abriu a porta de seu quarto e me atirou em direção à cama. Eu esfreguei o pulso que ele apertou com lágrimas nos olhos. Havia nitidamente a marca de seus dedos nele.

— Você me machucou seu escroto! – Disse entre as lágrimas que rolavam soltas pelo meu rosto.

— Te machuquei? – Ele perguntou rindo sarcasticamente. — E você faz o que comigo?

— Eu nunca...

— Você cala a maldita boca que eu vou falar. Você vai me escutar querendo ou não. – Ele mordia os lábios de cinco em cinco minutos e se aproximou de mim que tentei apenas me encolher na cama com medo do que ele poderia fazer.

Ele colocou um joelho em cada lado da minha cintura e imobilizou minhas duas mãos de uma só vez. Eu o encarava assustada. Nunca esperei uma reação dessas vinda de Zacky.

— Você acha que eu sou palhaço? – Sua voz agora era baixa e fria. Ele segurou minhas duas mãos como uma só mão sua e com a outra deslizou a ponta dos dedos por meu pescoço. – Eu poderia te machucar de verdade agora.

— Zacky, não aconteceu nada. – Eu não podia dizer nada que não fosse isso.- Nós só estávamos abraçados... eu sempre abraço os meninos. O Syn dormia comigo e você nunca agiu assim...

— Só que o Syn nunca te comeu! – Ele olhava dentro dos meus olhos enquanto sua mão começou a deslizar por meu colo até chegar em meu decote. Ele passou a mãos pelo meio dos meus seios e a desceu até a barriga. Ele apertou minha barriga com força e se ajeito sobre meu corpo de forma que uma de suas pernas ficasse entre as minhas e seu membro que estava rígido era forçado contra minha coxa. – Ou será que já? Porque parece que todo mundo tem livre acesso ao corpo da minha garota, menos eu.

— Deixa de ser idiota. Para de falar merda Zacky. – Precisamente Zacky forçou seu joelho entre minhas pernas e aquilo me excitou mais do que devia. Eu mordi o lábio com força contendo um gemido que ele notou que sairia. Ele sorriu sádico e pressionou mais o membro em minha coxa.

Eu deveria ter algum distúrbio mental grave. Era pra que eu estivesse ferida com as atitudes dele, mesmo que estivesse errada. Ao invés disso, eu estava cada vez mais me excitando com essa situação. Eu estava indefesa e em suas mãos. Eu não conseguia me mover mesmo que quisesse pois ele usava seu corpo para travar meus movimentos. E o que era pra ser uma briga cheia de lágrimas e desespero começou a se tornar algo erótico e muito gostoso.

— Por que você não me deseja? – Ele levou a mão livre ao meu seio e o cobriu apertando com um pouco de força. – Por que você não me quer como você quer a ele? Eu faço de tudo pra te ver feliz. Eu...

Zacky abaixou a cabeça escutei um murmúrio baixo e dolorido. Me senti a ultima pessoa do mundo. Milhares de garotas dariam tudo para estar na mesma cama que ele e eu o desprezava. Sexo para os homens é completamente físico. Talvez uma necessidade biológica maior do que é para as mulheres. E der repente pareceu óbvio que deveria ser difícil para ele que tinha mulheres a disposição todos os dias se abster de sexo pra não me magoar. Eu imaginei que hoje ele tinha planejado algo especial pra nós dois e foi pego de surpresa pela visão de sua namorada praticamente no colo de outro. Se minhas mãos estivessem soltas eu teria o acariciado.

Ele começou a beijar lentamente meus seios por cima do meu vestido e senti algo quente cair em meu colo. Zacky chorava. Tentei me soltar e ele subiu os beijos até meu pescoço me mordendo com um pouco de força. Eu gemi em protesto e ele pressionou mais ainda seu joelho contra minha intimidade.

Um gemido longo saiu de meus lábios e eu não conseguia mais pensar. Só queria seu corpo. Só queria que sua dor acabasse e que a minha fosse junto.

Minhas mãos já estavam dormentes quando ele resolveu atacar meus lábios de forma lasciva me beijando de uma forma que ele nunca havia me beijado. Ele parecia querer provar para mim que era capaz de me fazer enlouquecer. Que era capaz de me fazer gritar.

Soltou minhas mãos que desesperadas procuraram a barra de sua blusa a levantando com pressa. Ele quebrou o beijo, levantando um pouco seu corpo para tirar a blusa. A jogou em um canto qualquer.

Como seu fosse feita de papel ele me virou de costas. Deslizou suas mãos por meus ombros desnudos seguindo em direção ao meus braços. Seu corpo encaixava perfeitamente ao meu mesmo que estivéssemos parcialmente vestidos ainda. Ele prendou minhas mãos mais uma vez e com o rosto afastou meu cabelo para o lado. Beijou demoradamente minha nuca e a mordeu em seguida com força. Gemi mais uma vez mas não de dor. Tive necessidade de mais contato e sem notar, empinei minha bunda o que pareceu agradá-lo. Ele soltou uma mão minha e começou a deslizar o zíper do meu vestido distribuído beijos por minhas costas. O Ajudei a tirá-lo ainda deitada de bruços.

Minha calcinha foi tirada lentamente e quando menos esperei, Zacky mordeu com vontade uma das minhas nádegas. Dessa vez eu gritei e ele passou a língua como se me pedisse desculpas por isso. Ele queria me marcar. Isso me assustava sim. Mas naquele momento eu estava entregue. E não ligava pro que ele fizesse contanto que me fizesse sua.

- Você é muito gostosa... – Ouvi o barulho do sinto e do ziper da calça de Zacky.

Contive um gemido de surpresa ao sentir o calor do membro de Zacky deslizando por meu bumbum. Os instintos são coisas engraçadas já que sem perceber eu me empinava para recebê-lo. Ele segurou em minha barriga e deslizou a cabeça de seu Membro em minha entrada, que já estava mais que umedecida de tanto excitação que sentia pela situação. Sem o menor aviso, me penetrou de uma só vez fazendo com que eu gritasse.

Meu grito o excitou mais do que deveria, já que ele empurrou com mais vontade e força que eu jamais pensei que ele poderia exercer sobre mim. Ali tudo o que ele sentia. Suas frustrações e desejos estavam sendo descarregados. Ele queria me fazer sentir da mesma forma que ele se sentiu ao me ver com outro. Queria que eu sofresse. Eu sabia que isso era um desejo interno seu e que em circunstâncias normais, Zacky jamais agiria dessa forma comigo. Mas sobre o efeito de algumas gramas de pó nenhum homem permanece são.

Me colocou de quatro em questão de segundos e uma de suas mãos pressionava a apertava com força minha bunda. Suas estocadas eram cada vez mais violentas. Ele não considerou o fato de que essa era a segunda vez em algum tempo que eu transava com alguém. Nem esperou que eu me acostumasse com seu tamanho dentro de mim. Não ligou se eu sentia dor ou se sentia prazer. Ele queria me fazer gritar. Ele prometeu que não teria clemência. E o pior de tudo. Aos poucos eu me acostumava com a movimentação e me peguei desejando que ele fosse mais rápido... Mais forte... Mais fundo!

Suas mãos seguraram meu cabelo e o puxaram com um pouco de força. E eu estava gostando disso. Me empinei mais na tentativa de sentir ele mais fundo em mim enquanto ele me apertava e puxava meu cabelo. Ele me dominava e eu nunca pensei que pudesse gostar dessa sensação de submissão.

Ele deitou seu corpo por cima do meu sem parar de estocar e gemeu em meu ouvido.

- Eu não vou agüentar mais , eu vou acabar gozando

Mordi meu lábio e após dizer essas palavras, senti ele se despejando em mim com um gemido longo ao mesmo tempo em que me apertava contra si.

Seu gemido era excitante, eu ainda queria mais. Mas achei que não mereceria e esse seria meu castigo por ter o magoado. Ele me deixaria completamente louca e não me aliviaria.

Seu corpo tombou por cima do meu corpo e beijava meu pescoço carinhosamente.

- Desculpa meu anjo. Me desculpa....

Me virei de frente para ele que apoiou seu corpo com os cotovelos e me encarou. Dei-lhe um selinho demorado.

- Não deveria ter sido assim. Eu me descontrolei. Eu machuquei você ... Sou um idiota. Não deveria ter feito nada do que fiz essa noite. Eu não cheirava a séculos e der repente tudo ficou mais intenso... Amor me desculpa...

Ele havia recobrado a razão finalmente. Mas eu não estava com raiva dele. Não acreditava a muito tempo em contos de fadas. Ele me amava e eu o amava sim. Podia ser um amor diferente, mas era o único amor que me era suficiente.

O silenciei com um beijo lento e calmo que rapidamente mudou seu curso se tornando firme e impassível. Deslizei minhas unhas por suas costas com delicadeza e ele gemeu por entre o beijo.

Senti novamente sua ereção, mas o sentia hesitante. Segurei então seu membro sem parar de beijá-lo e o levei até minha entrada. Ele sorriu e lentamente o introduziu em mim. Ele mesmo diminuiu o ritmo com o qual me beijava enquanto rebolava preguiçosamente dentro de mim. Eu segurava em sua bunda o trazendo mais para mim. Aquilo ainda não parecia o suficiente. Eu queria mais dele em mim. Eu jogava desesperada meu quadril de encontro ao seu. Aquela lentidão estava me deixando insana e ele sorria toda a vez que percebia uma tentativa minha de fazer com que ele voltasse a ficar agressivo.

Zacky parecia outro homem. Não parecia mais aquele ser revoltado de alguns instantes. Era meu zacky de novo. Doce, meigo e que me fazia querer gritar.

Sem aviso, as estocadas aumentaram a velocidade e ele se ergueu quebrando nosso beijo para me encarar. Ele se movia dentro de mim com firmeza ao mesmo tempo em que levou seus dedos ao meu clitóris o estimulando. A essa altura tudo o que eu consegui fazer era me contorcer e gemer, chamando por Zacky que era o único que poderia me salvar desse desespero.

- Você nunca esteve tão linda como você está agora. – E então Zacky me segurou pela cintura e rolou comigo na cama, deixando que eu ficasse por cima de seu corpo.

Apoiei minhas mãos em seu peito me impulsionando para cima e para baixo, e sentindo um prazer que beirava a loucura fácil. Eu tinha a impressão de que se algo cortasse essa conexão eu morreria.

Então Zacky me segurou em minha coxa com força e começou a me mover pra frente e para trás fazendo com que minha intimidade roçasse nele. Ele apertava minha coxa gemendo, fechava seus olhos e jogava sua cabeça para trás. Se contorcia de prazer em baixo de mim e não consegui evitar a satisfação que senti por ser eu a proporcionar isso a ele.

Meu corpo todo se contraiu e cravei com força minhas unhas em sua barriga, que foi o primeiro lugar que alcancei. O orgasmo foi tão violento que meu corpo tremia e eu já me sentia sem forças, até vontade de chorar eu jurei que senti. Ele continuou estocando em mim com força, apertando com uma força descomunal minhas coxas e logo teve seu próprio orgasmo.

Deitei em seu peito sem me desencaixar dele. Minha respiração era descompassada. Eu nunca havia sentido isso em toda a minha vida. Não conseguia pensar em mais nada que não fosse esse homem e tudo o que ele significava para mim.

Adormeci exatamente deitada em seu colo, ouvindo Zacky sussurrar que me amava.,

A luz do sol invadia o quarto e meus olhos travavam uma batalha para abrirem. Senti o braço de Zacky envolvendo minha cintura. Sorri ao lembrar da noite passada. Ela tinha tudo para ser um fiasco mais acabou se tornando maravilhosa.

Meu celular tocou e quando me movi para pegá-lo em cima da mesa meu sorriso sumiu. Meu corpo todo doía de forma descomunal. Eu não estava acostumada a tanto exercício se é que alguém me entende.

Peguei o telefone e vi o nome de Brian piscando.

- Bom dia! – Disse atendendo.

-Bom dia é o caralho! Onde você está? Ontem aquilo foi muito estranho, vocês dois saindo juntos e Matt quando chegou com a Val e escutou nossa versão queria montar um mutirão pra encontrar vocês.

Comecei a rir no telefone, não consegui me controlar. Zacky parece ter acordado com a minha crise de risos e me puxou pela cintura me aconchegando a ele.

- Quem ta falando bebê? – Zacky perguntou com a voz rouca.

- O Syn amor... – Disse beijando seu rosto.

- Manda esse viado desligar por que estamos ocupados no momento.

- Avisa a essa porra desse gordo que eu to ouvindo ele. – Syn disse do outro lado da linha- Onde vocês estão? Eu estou na porta do seu quarto.

- Brian amor, vocês procuraram tudo menos o quarto do zacky? – Disse rindo.

- Quarto do gordo, mas vocÊs quando dormem juntos estão sempre no... A caralho!

Escutei alguns barulhos e logo a maçaneta do quarto foi girada. Graças a Deus a porta estava trancada.

- Aham... Rolou sexo animal selvagem ontem!!! Nada como a boa e velha tensão pra dar tesão nas pessoas.

- Eu vim dormir aqui só...

- Porque não fizeram isso no seu quarto? – Syn dizia rindo e parecia estar andando. – Simples, porque todo mundo entra no seu quarto... O casalzinho não queria ser incomodado...

Zacky tomou o telefone de minhas mãos vendo que eu ficava vermelha.

- Seu viado que não fode ninguém. Para de alugar a minha mina e vai caçar uma mulher pra você. Depois agente te chama de bicha e você não gosta. Lindo da sua parte o todo poderoso das mulheres querendo ficar de fofoquinha de manhã cedo com a minha mulher. Tenha um bom dia.

Então desligou o telefone e estendeu para mim.

- Nossa Zacky. – Rindo, peguei o telefone de sua mão.

- Nossa nada. Cara chato da porra. – Ele me fez deitar e se deitou por cima de mim. – Bom dia amor.

- Bom dia disse- sorrindo , mesmo ainda sentindo dor.

Zacky tirou meus cabelos da frente do meu rosto e depositou um beijo suave em minha testa.

- Adivinha quem está planejando passar o dia trancado dentro desse quarto?

- Está querendo ficar trancado aqui o dia todo amor. – Me espreguicei em baixo dele.

- Estou sim. E a noite também. – Ele riu mordendo a ponta do meu nariz.

Ri e o empurrei pra que ele saísse de cima de mim. Levantei da cama ouvindo os protestos de Zacky quando me enrolei no lençol.

- Pra que isso? Você fica tão perfeita sem nada.

- Seu tarado, eu estou com fome. – Falei rindo e caminhando em direção ao banheiro.

- Eu vou ligar pro serviço de quarto então... E só pra constar Jade...- Ele abriu um sorriso fofo que me deu uma vontade louca de pular na cama e o agarrar de novo — O gordo sou eu, você acha mesmo que eu ia deixar passar o café da manhã em branco, principalmente depois de ontem.

Revirei os olhos com seu comentário e parei na porta do banheiro, vendo ele fazer os pedidos pelo telefone. Sorri maliciosamente e o chamei.

- Hey, Zee?

Ele me olhou enquanto aguardava na linha e me virei de costas deixando que o tecido do lençol caísse por meu corpo até chegar ao chão.

Entrei no banheiro falando.

- Quando quiser se juntar a mim é só falar.

Liguei o chuveiro e encostei a cabeça na parede do Box sem acreditar no que tinha acabado de dizer. Em menos de um minuto, Zacky já estava com os braços em volta da minha cintura e beijando meu pescoço.

Descobri que tinha um novo esporte favorito e agora entendia perfeitamente o porquê.

E ficamos trancados o dia e a noite toda. Não atendíamos ninguém que não fosse o serviço de quarto.

Telefone fora do gancho. Celulares desligados.

No dia seguinte agente resolvia com os outros...

Mas em alguns momentos um sorriso invadia minha mente e esse sorriso não era o dele. Um cheiro e uma frase com uma voz que eu não reconhecia de quem era dizia sempre: “– O Matt é um idiota eu sei. Então dê tempo ao tempo. Eu sei que é difícil lidar com a mágoa. Mas se for para vocês no final, ficarem juntos, nada disso vai importar.”

Toda a vez que essa frase vinha a minha cabeça eu fechava os olhos e tentava ignorar seus significado. Eu não sabia onde a tinha escutado. Não fazia a menor idéia. Mas não queria prestar atenção nela. Eu estava com o homem que me queria bem. Com alguém que não queria só uma aventura de uma noite comigo. Alguém me respeitava e por mais que as coisas tivessem parecido estranhas ontem a noite, eu tinha certeza que ele nunca mais seria agressivo comigo de novo.

Tolos são os que pensam que as coisas não podem se repetir. Porque eu estava completamente enganada. Quando você cria coragem para fazer pela primeira vez , não se importar de repetir sempre que achar necessário.

Eu deveria ter corrido disso enquanto ainda dava tempo.

Notas finais
E aí??? Mereço ser apedrejada na medina??? Mereço sugestões??? Aceito qualquer coisa contanto que vocês expressem isso. E adivinha como??? Reviews, Sou viciada neles amores!!! HASUDHAUSHUASHUASHDUh