Hostility

44 Run from me before I tear you down


Notas iniciais
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! CHEGAMOS AOS MIL!!! CHEGAMOS MENINAS!!! Nem sei o que dizer a vocês o quanto eu fiquei feliz com isso! Obrigada mesmo meninas por estarem sempre aqui comigo!!!
A propósito, Santanna, Sweet e sankdeepinside,APAREÇAM! Cadê vocÊs que me largaram assim?
Lilith bernardini gatona! Essa é a autora do review numero 1000!!! Valeu amiga!!!
Tô eufórica!!!
Capitulo de hoje está curtinho, mas é só para introduzir vocÊs na nova situação. É dedicado a todas que comentam sempre a minha fic! Adoro conversar com vocês pelos coments, adoro os surtos. Adoro até quando vocês me odeiam ahushauhsuahushauh
Sem mais delongas, vamos ao que interessa realmente!
Desculpe os erros e tudo o mais. Esse deve estar um pouco pior pq eu não revisei, mas eu tenho que sair daqui a pouquinho.
Enjoy!

– Alô? – A voz de Valary era claramente embargada pelo sono mas ela não estava nem aí.


– Ah queridinha... Te acordei?- Perguntou sonsamente, era óbvio a resposta.


– Não há problema Gena... Como está?


– Estou ótima lindinha... Liguei só para saber como você está? Se deu certo aquilo que estávamos tentando...


– Ah Gena... Deu sim. Ele relutou no inicio mas acabou cedendo. O Matt é uma pessoa boa, ele não iria me deixar no escuro... – Ela parecia exitar por alguns segundos mas logo continuou. – Ele está aí?


Gena sorriu largamente do outro lado da linha. As pessoas eram tão idiotas e tão fáceis de ser manipuladas. Era óbvio que os dois estavam apaixonados e se não fossem tão auto-sugestionáveis poderiam ter se acertado sozinhos. Mas não. Precisavam desesperadamente colocar mais e mais obstáculos diante da sua felicidade. E isso, Gena agradecia mentalmente.


– Ah meu amor, ele não está aqui. Na verdade não o vejo a muito tempo – a mulher mentia- não acredito até agora que ele não acreditou que o filho era realmente dele. Como ele pode ter feito esse tipo de juízo logo de você?


– Eu não sei Gena- A voz de Val agora era embargada pelo choro. Ela ainda se ressentia sobre sua ultima conversa com Arin. – Mas é melhor assim ... Matt é um homem muito melhor que ele e com certeza será um pai maravilhoso.


– Isso mesmo amiga. Bom... Vou desligar... Volte a descansar meu amorzinho, e relaxa... Tudo vai dar certo.


– Espero. Beijos Ge...


– Beijos. – A mulher cortou Val e desligou o telefone.



Como alguém poderia imaginar que ela deixaria esse assunto de lado? Como puderam cogitar essa possibilidade.


De acordo com Gena por causa da Vagabunda ruiva ela tinha perdido o namorado, grande partes das regalias que tinha por namorar ele, havia sido presa e respondia um processo por porte de drogas.


Manipular Arin foi fácil. Ele o “encontrou” bêbado em um bar perto do natal, esconjurando todos os santos porque aparentemente Valary estava grávida. Ele já tinha a dúvida e foi só Gena trabalhar o resto. Foi muito fácil convence-lo de que aquele filho seria do Matt, afinal, Val e Matt estavam sempre juntos.


O próximo passo, tão fácil quanto. Gena conhecia a rotina de Valary. Conviveram juntas por muito tempo. E foi certeira quando “acidentalmente” a encontrou fazendo compras na mercearia, perto da casa dos pais.


Valary sempre fora inocente e não fazia idéia do que Gena já tinha aprontado para agarrar novamente a Zacky. Logo a pobre loira se abrias aos prantos para a cabelerera que se mostrou atenciosa e uma ótima conselheira. “Por que você não conversa com Matt? Vocês se conhecem a vida toda. Ele não te abandonaria em um momento como esses”


Previsíveis. Completamente patéticos e previsíveis. Era mesmo muito fácil acabar com a vida de algumas pessoas usando apenas alguns argumentos.


Mas nada disso era eventual. Gena tinha um objetivo. Ela iria acabar com a piranha ruiva. Ela iria acabar com Greenwood. Ela cansou de ser boazinha. Estava na hora de jogar. E nesse jogo, Jade iria perder tudo. Não teria amor, não teria os amigos e muito menos a maldita criança que carregava dentro da barriga.


Seu carro estava estacionado a uma distancia segura da enorme casa de Vengeance. Era de manhã e pelo que Valary havia informado anteriormente, logo a casa estaria cheia daquele bando de trogloditas, de acordo com o que Gena pensava. E ela não fazia idéia o porque eles gostavam tanto de comemorar.


Ela viu a porta da frente sendo aberta e Zacky sair risonho, puxando a vaca ruiva pela cintura e depositando um beijo em sua boca. O estomago da mulher revirou-se. Aquilo era nojento. Ela era a dona daquela casa, não Jade. Rezava internamente para que a ruiva se tornasse um porca de tão gorda que ficaria pela gravidez, mas tudo o que ela via daquela distancia era um leve arredondamento da barriga da garota que antes era chapada.


Ficou tão perdida em pensamentos que não notou quando Zacky já estava a porta de seu carro. Gena destrancou-a e o encarou com um sorriso sedutor.


– Sabia que você não recusaria um convite meu.


Ele entrou no carro com a expressão séria e a encarou.


– Seja rápida, eu tenho o que fazer Gena.


– Ah meu amorzinho... – Ela levantou a mão na tentativa de acariciar seu rosto mas ele se esquivou. Ela continuou a sorrir e não deixou que essa atitude brusca dele a afetasse. – A ultima coisa que quero e ver sua infelicidade.


– Você já trouxe problemas demais para minha vida Gena. Nem sei o porque eu estou aqui com você.


– Por que no fundo você sabe que essa sua brincadeirinha de casinha com aquela lá não vai te levar a nada.


– Aquela lá é a mãe do meu filho...


– Quem te garante que esse filho é seu Zacky? – Perguntou a loira arqueando uma sobrancelha sorrindo sarcasticamente.- Quem te garante que enquanto você não está em casa é verdadeiro pai, que nós dois sabemos quem é, não faz uma “visitinha” intima a sua tão adorada...


– CALA A BOCA GENA!- Ela tinha o atingido. Conhecia Zacky melhor do que ninguém para saber que agora ele remoeria aquilo até fazer uma besteira. Ele era assim... Tão manipulável quantos os outros.


Zacky respirava com dificuldade devido ao nervosismo. Os nós dos seus dedos de tanto que os apertava estavam brancos. Ele não podia sequer cogitar a hipótese de ser enganado mais uma vez por Jade. Ele tinha a acolhido, independente de qualquer coisa que ela tenha feito que o feriu, ele tinha a trazido para perto dele. Ele estava feliz. Jade não poderia ser tão baixa a ponto de levar outro homem para dentro da casa deles. Porque naquele momento Zacky a considerava dona da casa também. Ela e o filho que carregava, apesar de tudo, se tornaram sua família. Colocou a mente no lugar e respirou fundo.


Se aproximou perigosamente e viu o sorriso de Gena esmaecer aos poucos e então sem o menor aviso segurou o pescoço da loira com força e o apertou. Aproximou os lábios de seu ouvido e sussurrou enquanto a loira se engasgava e tentava desesperadamente respirar.


– Fica longe da minha família. Longe de mim!Se você encostar novamente em Jade ou tentar alguma coisa conta o meu filho eu mato você. Entendeu?


– Si... Sim... – Os olhos da loira estavam esbugalhados devido a pressão exercida em seu pescoço e logo Zacky afrouxou o aperto se desvencilhando dela. Abriu a porta do carro bruscamente e a fitou por mais algum segundos.


– E a propósito, você está demitida. O Karl vai cuidar da sua papelada. – Ele fechou com força a porta do carro e caminhou em direção a sua casa novamente.


Levou alguns segundos para que Gena regularizasse a respiração mas quando o fez soltou a maior gargalhada e a mais gostosa que já havia dado na vida. Ela tinha conseguido. Desestruturou Zacky e chamou a tona todas as desconfianças que ele já tinha. As outras, ele mesmo se encarregaria de cria-las.


O castelinho de areia da vida ridícula daqueles dois iria desmoronar. E a piranha ruiva iria pagar por tudo o que havia feito. E com juros... Logo ela sumiria para sempre da vida de Gena e Zacky. Logo, Zacky voltaria rastejando para ela.



Pov’s Zacky

Entrei em casa bufando. Havia me esquecido completamente que Jade estava lá dentro. O ódio que me deu de Gena naquele momento... Por pouco eu não esganava ela até a morte.


– Amor? Que aconteceu? – Jade parecia exasperada e me encarando confusa.


– Nada... – Caminhei até meu escritório sem prestar atenção nela e bati a porta dele, deixando claro que não queria conversa.


Mas com a Jade isso nunca funcionava.


– Não foi nada e você entrou aqui desse jeito, e não trouxe nada do que eu pedi para que você trouxesse para o churrasco.


– Jade , eu tropecei na rua, caí e voltei... Liga para o mercado e manda eles trazerem as coisas aqui. Passei a maior vergonha e to puto com isso. Tem como me deixar em paz agora?


– Não! – Ela sentou na minha frente e me encarou. – Vou aproveitar o seu estado para conversar com você.


– Não estou para conversa não Jade...


– É sobre o bebê.


Apenas a encarei esperando ela continuar.


– Eu engravidei naquele período em que estávamos com problemas... – Jade ultimamente estava sendo direta demais, mas não deixei que ela prosseguisse.


– Eu sei.


– Como assim você sabe? – Me perguntou assustada me encarando com aqueles olhos tão lindos que eu tanto amava.


Respirei cansado e joguei minha cabeça para trás, relaxando meu corpo na poltrona.


– Jade. Eu pareço até idiota mas eu não sou ok? – Ela tentou me interromper mas eu apenas levantei a mão pedido que ela não fizesse isso e Jade se aquietou. – Eu sei fazer contas... sei que a probabilidade de ser geneticamente meu é de... Digamos... 50%?


Perguntei arqueando uma sobrancelha, divertido e ela me olhava chocada como se não esperasse essa reação da minha parte.

– Eu não ligo Jade. Esse filho é meu e acabou. – me aproximei de seu rosto e o cobri com minhas mãos, sentindo ela se retesar sob meu toque- Eu amo você e amo nosso filho já. São minha família e esse bebê- passei a mão em sua barriga que já endurecia e estava arredondando aos poucos. – é meu. E não aceito discussão quanto a isso.


Ela riu e beijou meus lábios ternamente.


– A não ser... – E então me encarou e segurei com um pouco de força seu queixo para que ela me encarasse. – que você queira o Matt ao invés de mim.


– A Zacky, achei que esse assunto já tinha morrido. – Disse bufando e se levantando.


Me levantei e a abracei. – Só estou me precavendo meu amor.


Beijei sua bochecha e ouvimos a campainha tocar. Deveriam ser eles.



Saímos do escritório de mãos dadas e logo pude ver meus amigos espalhados pela sala e e Syn com os pés no meu sofá branco. Ele sabia que eu odiava isso mas mesmo assim ele fazia.


Só quando senti o aperto forte e com certeza involuntário de Jade que percebi que havia mais alguém ali além dos de sempre.


– Ah... Zacky, Jade. – Matt levantou delicadamente a loira que estava sentada em seu colo e senti Jade engolindo seco. – Essa é Daniela , minha... – Olhou para a garota loira que corava furiosamente. – Minha amiga.


Foi muito rápido que isso ocorreu. Mas pude perceber Johnny encarando Jade como se esperasse que ela fosse explodir de tão vermelha que havia ficado. Syn lançou-lhe um olhar de reprovação que Jade assentiu e logo seu corpo relaxou. E um sorriso foi estampado em seu rosto.


O sorriso mais falso que eu já a tinha visto dar na vida.


– Ah minha querida... – Me soltou e caminhou em direção a convidada de Matt e a abraçou com força. Logo a menina retribui. – Muito prazer, sou Jade. E aquele mal educado que ainda não veio falar com você é meu namorado, Zacky. – acenei para a garota de Matt educadamente – Sinta-se em casa minha linda.


Minha querida? Minha linda? Desde quando Jade tratava alguém por esses nomes eu não sabia.


– Onde está Val? – Jade perguntou se sentando ao lado de Syn. Mas aquela pergunta, a única que não entendeu o real significado foi Daniela. Ela queria perguntar “ Cadê a mulher que você engravidou que não está vendo você se pegando com outra?”


Matt a respondeu calmamente com um leve sorriso. Um sorriso vitorioso era aquilo nos lábios dele?


– Vindo com a Jess. O Arin não quis vir... bom... Elas foram no mercado comprar os restantes das bebidas e naturalmente seu refrigerante né mamãe?

– Ah! Que linda! Você está grávida!Afirmou docemente a loirinha que não sabia onde estava se metendo. Eu conhecia Jade. Sabia que por trás daquele sorriso ela queria matar a pobre da mulher.


– Pois é... – Jade pareceu que recobrou o juízo e lembrou que eu era namorado dela. Se aproximou de mim envolvendo suas mão em minha cintura. Retribui o abraço sem demonstrar o que realmente estava sentido após essa cena.


– Parabéns então a vocês. – A loirinha que não pude deixar de notar que era incrivelmente bonita sorriu sinceramente e Matt e contornou seus ombros com os braços grandes. E ali me convenci de que ele sorria vitorioso mesmo. Ele conseguiu o que queria, atingir Jade. E me provar que talvez, só talvez, as coisas que Gena havia me dito aquela manhã não eram tão sem fundamento assim.


Notas finais
Então?