Hostility
45 Betrayed
Notas iniciais
Pois é, comecei a trabalha e o ritimo vai voltar a um capitulo por semana... A não ser que aconteça um milagre, pq é muito corrido para mim. Notaram que até os comentários eu demorei para responder? Mas respondi a todos... adoro fazer isso...
Tá aí mais um capitulo a vocês, espero que gostem... E me deem a opinião de vocês! Quero agradecer as meninas que voltaram a dar as caras nos comentários! Juro que nem dou mais esporrinhos em vocês por notas : sweet, senkdeepinside, santana e lilith!!! A ultima nem dei esporro pq ela é meio sádica sabe... tenho medo... muito medo! ajhsuhajsijaijsiajisja
Cherry sua linda, a rainha do avatar "seduzente" e primeiro review que aparece a uns 3 capitulos já!!!
Vamos ao capitulo que é o que interessa né? kkkk
Enjoy
Obs: desculpem os erros.
Obs 2: Primeiro Pov do jojo... Rapidinho mas é!
Pov’s Jade
O churrasco aparentemente estava bem. Todo mundo bebendo a beira da piscina, rindo e se divertindo. Logo Val e Jess já estavam conosco e com uma pequena relutância (minha), incluímos Daniela em nosso grupo.
Ela era uma mulher legal, mas muito bonita para meu gosto. O olho castanho esverdeados, o cabelo loiro e a franjinha que deixava seu ar tão angelical. As meninas conversavam animadas e eu não conseguia prestar atenção em uma única palavra. Eu só conseguia olhá-la e invejá-la profundamente. E eu tentava me convencer que era só por ser extremamente linda.
— Meninas, deixem eu roubar minha garota por alguns minutos? – Zacky me deu um beijo estalado na bochecha.
— Porra seu gordo, você tem ela todos os dias, custa deixar agente curtir a gravidinha um pouquinho? – Jess se manifestou com um tom risonho.
— Juro que é rápido tampinha... – Entrelaçou seus dedos nos meus e me levantou delicadamente da cadeira. Pedi licença e me retirei.
Caminhamos em direção aos limites do quintal de Zacky que davam para aquela linda floresta que eu amava olhar pela manhã. Nos embrenhamos um pouco nela e aquilo já estava me assustando.
— Zacky , por que estamos entrando aqui?
— Não quero que ninguém nos escute.
Chegamos a uma clareira com um tronco deitado que logo ele me sentou. O clichê da cena quase me fez rir. Ele revirou os bolsos e puxou de lá o que parecia ser um baseado e um isqueiro. Acendeu rapidamente depois de colocar “bastãozinho” perfeitamente moldado em sua boca e sugou com vontade a fumaça inebriante.
— O que é isso Zacky? – Perguntei levantando e me aproximando dele, que colocou a mão para trás afastando a fumaça de perto de mim e andou dois passos. – Você me tirou do meio do pessoal para assistir você fumar?
— Jade, senta, por favor? A fumaça vai fazer mal para o bebê. Tem como sentar ali? – Apontou para o tronco e eu revirando os olhos me sentei novamente afastada dele. – Eu preciso relaxar antes, ok?
— Antes do quê? – Perguntei e ele tragou mais uma vez sem me responder.
Foram longos minutos de espera até que ele terminasse de fumar. E isso tudo, me encarando como se me estudasse. Após apagá-lo, sentou-se ao meu lado.
— Então Jade, cansei de joguinhos, certo?
— Que jogo? – perguntei exasperada e senti que meu tom de voz havia alterado e ele gentilmente pousou a mão em meu rosto.
— Olha, você sabe o que acontece comigo não é Jade?
— Depende ao que você se refere...
— Eu sou bom em fazer merdas impensadas. Eu sou impulsivo. Você sabe que tudo o que eu fiz com você naquele período... Aquele... Você lembra.Eu fiz porque eu quis, por mais doloroso que seja admitir isso. Eu quis te machucar, quis te humilhar, quis afetar você de alguma forma, porque eu queria sempre no final me vingar. Me vingar por você nunca me escolher e por você sempre brincar com os meus sentimentos sem ter a menor piedade.
Meus olhos encheram de lágrimas. Ouvi-lo tão calmo dizendo essas coisas fazia um rombo em meu coração. Por que ele estava falando disso logo agora?
— Eu senti vontade de novo hoje Jade.- Ele disse acariciando meu rosto ternamente. Seus atos não fazia sentido após as suas palavras. – Eu tive uma vontade imensa de te machucar de novo hoje de manhã.
— Mas... Mas por que Zee? – tremendo beijei a palma de sua mão. – O que foi que eu fiz?
Ele sorriu ternamente.
— Você não consegue nem mais perceber, mas a cena de ciúmes que você fez foi ridícula. Todo mundo notou. E isso dentro da nossa casa Jade. Você quer que eu me sinta como?
Eu não tinha o que dizer. Qual desculpa usar nesse momento? Na havia desculpas. Eu tinha vacilado com Zacky mais uma vez.
— Desculpa... – Ele riu sem humor.
— Você não acha que “desculpa” tem sido a palavra chave do nosso relacionamento? Está ficando repetitivo e eu não quero mais te machucar, entende? Eu quero ficar bem com você e estou disposto a isso. Mas você não. Eu juro para você Jade, que se você não estivesse grávida do meu filho eu tinha arremessado você contra uma parede sem me importar com os outros ali. Ainda bem então que você está grávida...
Não adiantava mentir para Zacky. Ele sabia que eu estava com ciúmes. Ele sabia que era por causa de Matt.
— Eu não consegui controlar, mas isso não diminuí o que eu sinto por você. Foi só a surpresa de ter visto o Matt com alguém pela primeira vez. – Fui o mais sincera que pude e ele me encarava. – E ouvir que o que te controla e o que parece te prender a mim é minha gravidez doeu demais agora, se interessa saber. Então acho que estamos quites.
— Não falei isso Jade. O que me prende a você é unicamente você. Eu sou louco por você garota. Tão louco que eu não consigo me controlar às vezes... E não chora... – Limpei as lágrimas dos meus olhos e ele prosseguiu. — Por que você está comigo Jade?
— Porque eu te amo. – Disse sem pestanejar.
— Então tenta não me machucar também e eu vou tentar o mesmo, ok?- Ele sorriu e beijou meus lábios delicadamente enquanto eu assentia. – Sem cenas de ciúmes por causa de outros homens e não olha mais para a coitada da Daniela como se fosse uma Serial Killer doida para cortar a cabeça dela. Assistir isso da minha garota não é legal.
— Tudo bem Zee... – Me aproximei e o abracei com força. Beijou o topo da minha cabeça e se levantou me levando junto.
— Você é minha. Aja como tal.
Todos estavam reunidos na sala de estar ao pé da lareira. O para quê acender uma lareira no meio da Califórnia? Não sabia também. Tudo bem que era inverno, mas eu acreditava sinceramente que nem era para tanto.
Depois da conversa com Zacky eu passei a me controlar. Comecei a tratar Daniela, na medida do possível, melhor. Ela era boa e não tinha nada haver com a maluquice que eram aqueles relacionamentos os quais me envolvi. Então o dia transcorreu normalmente, sem mais incidentes e comigo evitando ao máximo olhar para a cara de Matt.
Encostei minha cabeça no ombro de Zacky quase cochilando enquanto eles conversavam ainda animados. Ultimamente eu sentia muito mais sono do que o normal mesmo. Zacky acomodou melhor meu corpo e me envolveu com seus braços.
— Está na hora da gente subir bebê?- disse com uma risada maliciosa em meu ouvido.
— To morrendo de sono...
— Não estou planejando dormir se eu for subir, se é que você consegue me entender. – beijou a ponta do meu nariz me fazendo rir. Soltei de seu corpo.
— Acho que você me animou o suficiente agora- Lhe dei um rápido selinho. – Me deu vontade de beber achocolatado gelado.
— Você acabou de jantar...
— Mas eu estou com fome ainda. – Me levantei- Quer?
— Não amor... Nem eu sou capaz de tanto... – disse rindo e dando uma tapa na sua cabeça fui para cozinha preparar meu chocolate e o mais gelado que eu conseguisse. Acho que o desejo pelo gelo veio por culpa daquela maldita lareira acesa nesse calor. O único problema é que só eu parecia estar com calor.
Encostei no batente da pia da cozinha após pegar o leite na geladeira. Segurei com força e o batente e fechei os olhos. Meu mundo parecia rodar e por algum motivo a cozinha também estava calor demais. Minha cabeça começou a latejar tanto perto da nuca que ficou difícil abrir os olhos novamente. Comecei a respirar fundo e sentir minhas mãos tremerem levemente. Respirei mais uma vez e aos poucos a dor na nuca foi diminuindo. A pressão que não me permitia abrir os olhos também. Mas não havia desaparecido ao todo.
Mãos grandes pousaram ao redor do meu quadril e me puxaram fazendo meu corpo chocar lentamente com seu corpo quente. Sorri com a proximidade e senti o caminho lento torturante que seus beijos em meu pescoço fazendo meu corpo se arrepiar. Só que eu ainda não estava muito bem, estava tonta ainda. Zacky teria que deixar isso para outra hora.
— Amor, agora não dá... Não estou muito bem...
— O que está sentindo Baby Doll?
Quase que meu coração veio na boca de tanto nervoso. Meu Deus! Eu e Zacky já tínhamos tido problemas por conta dele e Matt estava ali, sozinho comigo. Isso não era bom. O empurrei e ele riu divertido pegando uma maçã verde no cesto de frutas em cima da mesa e a mordendo.
— Ta fazendo o que aqui? Você ficou maluco?
— Só estou realizando o desejo que você tinha desde que me viu hoje de manhã.
Ele se aproximou de mim e me imprensou contra a pia.
— Matthew, é sério... Saí de perto de mim. – Falei bem baixo com medo de que Zacky ouvisse.
— Para com isso Jade, eu sei que você quer... Eu sei que você me quer.
— Você deve estar bêbado Matt, vou chamar sua namorada para ajudar a te levar...
— Eu quero você! – Ele sussurrou perto do meu rosto e senti o cheiro do Álcool misturado a maçã. Beijou meu queixo e o empurrei com força.
— Caralho, eu não estou bem. Me deixa porra! Será que dá para entender...
— Espero não estar atrapalhando
Zacky estava parado no batente da cozinha com os braços cruzados nos encarando. Sua expressão era indiferente.
— Que nada Vengeance. – Matt se afastou de mim e levantou a maçã com um sorriso vitorioso nos lábios. – Valeu Jade pela... Maçã. – Se retirou da cozinha ainda rindo.
— O que foi isso? – Disse Zacky assim que Matt passou pela porta.
— Eu não sei. Eu vim fazer meu leite...
— Sabe de um coisa? – Ele disse me cortando bruscamente. – Foda-se!
Também saiu da cozinha bruscamente, mas a ele eu precisava seguir. Ele precisava me ouvir. Dessa vez eu não havia feito nada.
— Zacky, espera me escuta...
Meu desespero era tanto que eu nem me importei com todos que estavam na sala e encaravam o pequeno show que era Zacky subindo as escadas rapidamente e eu correndo atrás.
Ele bateu a porta do quarto praticamente quando eu já estava o alcançando, mas mesmo assim entrei. Isso nunca funcionava comigo.
— CARALHO JADE! SAI DAQUI! ESSA É A SEGUNDA VEZ QUE VOCÊ FAZ ISSO HOJE! EU QUERO FICAR SOZINHO. LONGE DE VOCÊ ENTENDEU?
— Você tem que pelo menos me dar o direito de me explicar,,,
— Direito?- Sua voz era afiada. – Vai se foder Jade! Eu vi... Sempre que essa porra toda ta normal e que eu penso que
finalmente você vai tomar jeito, você vai e me da uma rasteira! PARA MIM JÁ DEU!
— PORRA, EU NÃO FIZ NADA !- Minha cabeça girou quando eu gritei e a dor na nuca veio mais forte que nunca. Sentei na cama o encarando e rezando para que o enjoou que comecei a sentir passasse.- Você não viu o que aconteceu Zacky. Não me julga sem saber. Eu sei que te dei motivos para desconfiar de mim, mas eu estou sendo sincera...
Ele se aproximou de mim sério e segurou com um pouco de força minhas bochechas para que eu o encarasse.
— Não quero sua sinceridade... Sua sorte garotinha – ele espumava de ódio. – É esse filho. Quer a verdade? – Ele pausou olhando meus olhos com um sorriso frio em um olhar maldoso. Eu sabia que ele queria me magoar. — Só o que está me prendendo a você é ele.
Me soltou com brutalidade e saiu do quarto. Eu estava estática demais com o que tinha acontecido para chorar ou ter qualquer reação. Foi quando senti algo quente escorrer pelo meu nariz. Passei a mão e elas se sujaram de sangue. Meu nariz estava sangrando e isso começou a me preocupar.
Levantei disposta a pedir a alguém para ir comigo para o hospital quando uma fisgada atingiu meu baixo ventre e eu gritei de agonia, caindo em seguida no chão. Um liquido quente escorreu por minhas pernas e eu fechei os olhos... Não queria ver o que era. Meu bebê precisava estar bem...
Pov’s Johnny
Todos nós olhávamos tensos quando Chris passou correndo atrás de um Zacky bufando de ódio.
- Que porra aconteceu? – Jessica falou baixo e ninguém sabia responder. Apenas Matthew que exibia um sorriso sínico nos lábios parecia não se preocupar.
Logo os gritos nos sobressaltaram. A voz de Zacky era raivosa... De Jade, suplicante. O que ela teria feito para ele agir assim. E quando olhei para Matt novamente o sorriso dele havia murchado e ele parecia preocupado. A menina que o acompanhava sussurrava algo em seu ouvido e ele assentia parecendo culpado.
Havia sido ele, com certeza...
Zacky apareceu com um touro enfurecido pelas escadas e sem trocar nenhuma palavra com ninguém, saiu pela porta da frente.
- Eu vou ver o que aconteceu com a ... – Syn começava a dizer quando foi interrompido pelo grito angustiante que gelou meu corpo vindo do andar de cima.
Eu não consegui pensar, apenas corri pela escada, sentindo meu coração apertar a cada degrau que subia.
Abri a porta do quarto de Zacky com pressa.
- Chris... Meu Deus!
A cena me chocou. Ela estava deitada de lado no chão com os joelhos encolhidos. Suas pernas sujas de sangue e ela choramingava e balbuciava coisas que eu não conseguia entender. Me aproximei dela afastando seu cabelo que estava colado pelo suor e percebi o rosto também sujo de sangue.
- O que aquele viado fez Chris?
- Não foi ele... – Ela conseguiu se fazer entender.
Eu nem me dei conta que os outros já estavam dentro do quarto. Matt me empurrou e se ajoelhou do lado dela preocupado.
- Desculpa Baby Doll eu não sabia... – Ele tentou remove-la mas foi impedido por Syn que já estava do outro lado o empurrando.
- Não encosta nela, já chamei a ambulância. – Colocou a cabeça dela em seu colo e começou a acariciar seus cabelos lentamente.
- Vai ficar tudo bem Cat... Mas o que aconteceu?
- Eu não sei... Eu briguei com o Zee e ele saiu, aí ... Eu já estava me sentindo mal... – Matt engoliu em seco e se levantou do lado deles andando de um lado para o outro. – Aí meu nariz sangrou e eu senti dor...
Antes que pudéssemos processar o que tinha ocorrido, uma equipe de paramédicos já invadia o quarto e afastou Syn de Jade. A colocaram em uma maca e a levaram. E eu, não conseguia fazer e nem dizer mais nada. Só olhava aquela cena como se ela não fosse real. Como se fosse apenas um filme estranho. Não podia acontecer nada com a Jade...
Syn a acompanhou na ambulância e nós fomos no carro do Matt por ser o maior, seguindo de perto a ambulância. No trajeto inteiro, tentando ligar para Zacky que não atendia nenhum telefonema.
O idiota ia perder o filho e a mulher e nem fazia questão de atender a merda do celular.
Pov’s Matt
Como ela está? – Jess foi a primeira a chegar correndo e abraçar Syn com Val em seus calcanhares.
- Não sei ainda. – Ele se sentou em uma cadeira respirou fundo enquanto nos aproximávamos. – levaram ela lá para dentro e não me deixaram ir junto.
Eu sentei distante dos outros e rezei para que tudo desse certo. Não acredito que estávamos novamente em um hospital com Jade em uma situação arriscada. E eu havia causado aquilo novamente.
— Eu disse que isso era ridículo Matthew. E você não me disse que ela estava grávida.,
Daniela se sentou ao meu lado e eu a encarei com os olhos ardendo.
— Eu... Não sabia que seria assim.
— Que você não sabia é um fato. Foi inconseqüente. Você não conhece seus próprios amigos? Olha, fazer ciúmes na ex namorada é uma coisa. Agora colocar em risco o relacionamento dela, a vida dela e do filho deles foi a maior idiotice de todas...
— O filho é meu! – falei baixo sem desviar o olhar dos olhos de Dani e tentando passar toda a convicção do que eu sentia. Eu sentia até a ultima célula do meu corpo que aquele bebê era meu filho.
Daniela me encarava com os olhos arregalados tentando assimilar o que eu tinha acabado de falar.
— Eu coloquei em risco a vida da Jade e do meu filho... Fui eu. – abaixei a cabeça e parei de me segurar e deixei as lágrimas queimarem meu rosto de uma vez. – Eles vão morrer e a culpa é minha. Eu deveria ter deixado tudo como estava...
A loira passou a mão carinhosamente por minha cabeça e sussurrou.
— Então reza Matt. Reza para que as coisas possam se acertar e que fique tudo bem com os dois.
— Senhor Haner? – Ouvimos uma voz grossa e logo todos se levantaram. – A senhorita Greenwood deseja vê-lo.
— Ela já está melhor?
O médico o encarou sério, como se estivesse em uma luta interna apenas para responder aquela simples pergunta.
— A estabilizamos senhor e ela pediu que chamasse o senhor. – Ele disse após alguns segundos relutantes.
Brian foi atrás do médico e eu também caminhei tentando acompanhá-lo até a porta em que Brian entrou, mas o médico fez questão de me barrar.
— Somente o senhor Haner. A paciente ainda está fraca, não pode receber muitas visitas senhor... Sinto muito.
— Eu compreendo.
Voltei para onde os outros estavam e me sentei ao lado de Johnny com as mãos na cabeça. Daniela tomava um café encostada na parede e Jessica andava pelo hospital, falando ao telefone alterada. Val e Johnny vieram e minha direção. Val estendeu um copo e me entregou.
— Que é isso?
— Maracujá. Bebe!- Ela disse com uma voz que não permitia contestação.- Vai te fazer bem... Tomei quase uma jarra agora. – Riu fraco.
Jessica se aproximou de nós desligando o celular bufando de ódio.
— Consegui falar com aquele viado gordo! – Ela se jogou no banco ao meu lado e tomou copo da minha mão e deu um longo gole na bebida. – Já está vindo ... Era melhor nem vir, porque eu quero matar ele...
Se ela soubesse que foi eu que provoquei e armei para que isso acontecesse com certeza não era a Zacky que ela iria querer matar.
Eu só pedia que tudo desse certo. Que tudo ficasse bem e não podia deixar de me sentir cada vez pior ao perceber o olhar decepcionado e reprovador que Daniela me lançava. Até ela agora sabia que eu era um idiota.
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