Hostility
46 I Won't see You Tonight (part 2)
Notas iniciais
Essa minha depressão pelo fim da fic da minha irmã siamesa me fez escrever... aí eu não me aguento né, e tô aqui. Minha mãe gritando que eu sou desnaturada e não dou comida ao meu filho. Mas como eu estou acostumada, vou postar e levanto pra dar jantar para meu baby!
Bom.... Sankdeepinside, favor, não venha me matar.
Cherry... Isso serve ´para você também.
Dani... Adorei seu surto hoje! Nunca te vi assim ahsuhaushuah
Santanna... Cadê você garota? Vou atras de você com uma corda, uma faca e o Zacky... Só isso que tenho a dizer a senhorita.
Lilith Bernardini... Adorei seu surto amiga!!! nunca te vi assim! Mais uma que surtou e eu não esperava...
e Mila... Mais um episódio de Maria do Bairro ahsuhaushuahsuha
Enjoy
E como sempre, perdão pelos erros^^
Zacky chegou ao hospital arfando, parecia que havia corrido quilômetros para estar naquele momento ali.
— Cadê ela? – perguntou indo em direção a Jessica. Péssima estratégia...
A baixinha se levantou da cadeira e partiu literalmente para cima de Zacky, socando seu peito com força enquanto o mesmo o encarava atônito.
— Você é um babaca! Um idiota! Só faz merda... Se a Jade morrer eu vou te matar filho da puta! – Ela dizia isso o mais baixo que conseguia, com medo dos outros a ouvirem.
Zacky segurou seus pulsos conseguindo imobilizá-la. Johnny se meteu entre os dois , afastando Jessica de Zacky que não demonstrava outra reação a não ser horror.
— Ela está mal? O que ela fez? – Disse me encarando assustado.
— Ela não fez nada Zacky. Desde o principio. Nós não sabemos como ela está....
Ele sentou ao meu lado e nesse meio tempo, Jessica parecia já ter se acalmado. Seu rosto estava duro, e ele não me encarava. Apenas fitava algum ponto no chão, perdido nos próprios pensamentos.
— Zacky?
— Diz... – Ele se virou e me encarou pela primeira vez em minutos.
— O que você viu na cozinha na verdade não foi a Jade que provocou...
— Que foi você é fato!- Ele me disse e seu olhar faiscava em minha direção. – Ela que não deveria ter cedido.
— Mas ela não cedeu. – ele revirou os olhos como se não acreditasse. – Eu passei o dia inteiro hoje tentando perturbar a vida de vocês. Eu fui para lá nessa intenção.
— Mas por que shadz? – Ele perguntou incrédulo.
— Porque eu sou assim, você sabe. – Ele riu sem humor e afirmou balançando a cabeça. – Eu vi a Jade ir para a cozinha sozinha e resolvi que seria uma boa oportunidade para fazer inferno na vida de vocês... Eu tentei, mas ela não deixou... Ela me empurrou Zacky, pediu pra que eu deixasse ela em paz e então você chegou.
Eu precisava contar a ele a verdade e acreditei que aquilo faria com que eu me sentisse melhor. Mas não fez. Eu continuava sendo um idiota.
— Eu estava feliz cara... – Zacky respirou fundo e me olhou. – Hoje de manhã eu tinha minha mulher e meu filho deitados ao meu lado na cama. E nós estávamos bem. E olha como está tudo agora? Eu não sei se a Jade está bem, não sei se meu filho está bem... – colocou as mãos na cabeça desesperado, já via as primeiras lágrimas aparecerem em seus olhos. – Você ouviu o que eu falei para ela? – Balancei a cabeça afirmando. – Se alguma coisa acontecer com o meu filho eu não vou me perdoar... Ela nunca vai me perdoar Matt.
Controlei o impulso de frisar que aquele bebê era meu. E o ciúme que eu senti das palavras possessivas de Zacky quase me fizeram gritar. Mas aquilo não era hora para isso.
Brian apareceu pelo corredor caminhando com o rosto cansado em nossa direção, mais ou menos uma hora depois.
— Ela dormiu... – disse respirando cansado.
— Vou lá...- Zacky começou mais foi interrompido por Syn que o encarou sério.
— Não, você não vai!
— Claro que vou é minha mulher que está lá dentro! – Disse entre os dentes. Eu só assistia aquilo, cansado demais para dizer alguma coisa. Algo em mim me dizia que as notícias não eram boas e parece que somente Zacky não tinha percebido isso.
— Aquela lá dentro é a sua namorada que por acaso mora com você!- Brian disse irônico- E que por sua culpa está nessa merda. Então, faz um favor a si mesmo. Vai para casa, esfria a cabeça, toma um banho que amanhã de manhã eu vou levá-la para lá. Aí vocês conversam,..
— NÃO VOU PORRA! – Gritou Zacky atraindo a atenção de algumas pessoas para nossas figuras. – EU QUERO SABER COMO ELA ESTÁ. EU QUERO SABER DO MEU FI...
— ELE NÃO EXISTE MAIS! – Syn gritou também,transformando em palavras o meu pior medo desde que eu havia entrado naquele quarto e visto Jade sangrar.
Val choramingou baixinho acariciando a própria barriga que estava bem mais saliente do que a de Jade aquela altura. Jessica se aproximou dela e a abraçou carinhosamente a confortando. Zacky encarava Syn sem expressão, como se ele não houvesse assimilado ainda aquela idéia.
— Acabou cara. – Disse Brian abraçando Zacky que só retribuiu o abraço após alguns minutos. – Vai para casa Zacky. Ela não quer te ver essa noite. Ela pediu.
Zacky se afastou de Syn e sem se despedir deixou o hospital atordoado parecendo cego ao esbarrar em algumas pessoas que entravam pela porta de espera.
— Brian... – Disse com dificuldade e ele apenas assentiu.
— Preciso telefonar para avisar a senhora Greenwood. – Brian saiu de nossa presença parecendo que estava ligado no automático. Alguma coisa estava errada com ele. Ele parecia saber mais do que nos falava. Anos de convivência com eles haviam me ensinado a entender o comportamento dos meus amigos, e o de Brian era muito suspeito.
Porém a dor da realidade daquele momento era maior que qualquer desconfiança que eu criara.
Coloquei a cabeça entre minhas mãos e chorei como não chorava a muitos anos. Eu me sentia vazio. Tinha perdido a mulher que eu amava, tinha perdido meu filho. Tinha perdido tudo. Senti a mão de Daniela em meu ombro. Ela havia chegado tão lentamente que nem havia notado. Eu esqueci que ela estava ali. Eu esqueci na verdade que todos estavam ali. Só existia “eu” e toda a dor que eu sentia. Dor essa que nenhuma das lágrimas que eu verti amenizou.
— Vai ficar tudo bem Matt.- Daniela disse docemente na tentativa de me acalmar.
Infelizmente eu me sentia tão perdido, que não acreditei em suas palavras.
Pov’s Jade
Cheguei a casa de Zacky por volta das dez da manhã do dia seguinte a minha entrada no hospital. A minha alta saiu rápido e pedi sigilo absoluto ao médico que me atendeu sobre o que havia ocorrido. Para quê contar a eles que eu estava a beira de uma eclampsia? E o pior... Eu só tinha 3 meses de gravidez , então isso era raríssimo de acontecer. Geralmente a eclampsia ocorria a partir do quinto mês. Pedi a Brian que me esperasse no carro e sem relutar ele me atendeu.
Abri a porta da casa e me assustei com a cena que vi. A casa estava toda revirada. Vasos quebrados, o sofá revirado... Não queria imaginar o que havia acontecido ali. Subi as escadas que levavam ao quarto que dividia com Zacky, desviando de cacos, e pedaços de madeira que eu não fazia idéia de onde haviam vindo. Ao entrar no quarto pude notar que meu sangue ainda sujava o chão. As cortinas fechadas sem deixar que a claridade entrasse faziam com que a aparência daquele lugar fosse doentia.
Como a de seu dono.
Zacky saiu do banheiro e não consegui conter o suspiro assustado que soltei ao vê-lo. Nem doze horas haviam se passado desde o ocorrido e ele era outro. Seus olhos estavam vermelhos, as olheiras fundas, a aparência muito cansada os cabelos desgrenhados. Ele caminhou em minha direção e me olhou com uma dor tão grande que eu quase desisti de tudo e o abracei.
Quase...
Mas eu não podia mais fazer isso.
— Jade... Acho que nós precisamos conversar.
— Você só acha? – ri fracamente e ele segurou minha mão me fazendo sentar na cama.
— Agente fez tudo errado não é?
Concordei balançando a cabeça e ele fez menção de me abraçar e eu me esquivei.
— Não faz isso Jade, por favor. Eu só ... – Respirou fundo e prosseguiu- Eu não sei quando agente vai se tocar novamente ou vai se abraçar...
— Então você sabe?
Ele riu sem humor.
— É claro que eu sei. Uma hora isso aconteceria. Foi mais cedo do que eu imaginei. Sempre soube de verdade que você uma hora iria me deixar. Agora então. Eu não tenho nem argumentos para fazer com que você fique. Nada me vem a mente.
— Isso é tão triste. Quando agente não tem argumentos para fazer com quem agente ama fique... Talvez seja porque agente não ama. – Respirei pesadamente e o pior, ele em nenhum momento fez questão de me contradizer. — Mas pensa pelo lado positivo, agora nada mais te prende a mim. Você está livre...
— Eu falei aquilo com raiva Jade. Na raiva...
— É que falamos o que sentimos de verdade. – O cortei antes que ele terminasse aquela frase pronta.
Dessa vez deixei que ele me abraçasse e controlei ao máximo a vontade que eu tinha de chorar.
— Eu não sei como me sinto com relação a isso Jade. Minha vontade é de te trancar aqui e não deixar você sair. Mas quando eu digo trancar, eu falo trancar mesmo. Presa, pra você nunca mais falar com ninguém.
— Você me odeia tanto assim? – perguntei ainda assustada com as suas palavras.
— Esse é o problema. Não te odeio. Mas te quero demais. Acho que isso não faz bem... Eu estou maluco amor?- Seus olhos verdes brilhavam intensamente. Sentiria tanta falta deles.
— Não... Se você é maluco eu também sou. Porque durante esse tempo eu quis você demais. É mais obsessivo que qualquer outra coisa.
— Exatamente. É... Sempre soube que não nos fazíamos bem. – Ele arqueou uma sobrancelha e me aconcheguei mais em seu abraço.- Somos dois doentes.
— Somos sim...
— Separei suas coisas já, sabia que você chegaria cansada...
Ele me afastou do seu abraço com delicadeza e foi em direção ao closet. Quando voltou de lá trazia uma de suas malas verdes e a colocou ao lado da cama.
— Mas essa mala é sua. Eu vim para cá de mochila.
— Eu preferia que você fosse com a minha mala...
— Mas por que? – Indaguei achando aquilo estranho.
Ele apenas balançou a cabeça meio perdido.
— Eu não sei... Acho que é melhor.
Respirar estava sendo muito difícil naquele momento, e querendo ou não, cheiro pútrido que o quarto começava a exalar por conta do sangue que secara no chão estava me dando náuseas.
— Zacky.... Eu ...
— Não precisa falar ok? – Ele me interrompeu colocando uma mecha de cabelo meu atrás da orelha- Vamos acabar logo com isso certo? Eu vou te ajudar com a mala...
Ele segurou a mala com uma mão e me estendeu a outra para que eu pudesse levantar. Sair daquele quarto era um alívio e ao mesmo tempo tão doloroso. Ia ser tão doloroso deixar aquilo tudo. Eles tinham sido a realização do meu sonho e agora eu iria embora, eu os abandonaria. Eu deixaria Zacky, e aquilo estava sendo muito mais difícil do que eu previa. Eu sabia que tinha acabado e talvez por isso eu comecei a desejar que aquilo não tivesse realmente acabado.
Quando chegamos ao ultimo degrau da escada ele largou a minha mala no chão. Um de seus braços envolveu minha cintura e a outra mão livre segurou minha nuca com força e seus lábios se juntaram aos meus brutalmente. Mas logo a brutalidade foi substituída por um doce roçar quando minha língua deslizou por sua boca pedido passagem e mostrando que eu queria esse beijo tanto quanto ele. Nossas línguas se movimentaram em sincronia, como velhas conhecidas que eram. O beijo era calmo, lento e cheio de saudades. Saudade de tudo o que nunca mais sentiríamos estando um com outro. Era uma despedida.
A falta do ar não foi nem sequer um empecilho, nos separamos apenas para recobrar o fôlego e voltar a nos beijar. Sua mão em minha nuca me puxava cada vez mais para si. Senti meu rosto queimando por minhas lágrimas. Era estranho saber que essa era a ultima vez que eu ia sentir aquele gosto, que era a ultima vez que o arrepio de excitação percorreria meu corpo. Aquele arrepio que eu só sentia quando Zacky me beijava. Nossas línguas se massageavam mutuamente em um ritmo sedutor e complicado. Como tudo em nosso relacionamento havia sido. E tão inesperado como começou, o beijo terminou. Nossas bocas se desprenderam com dificuldade, como se não aceitassem ainda que aquilo estava acontecendo. Mas estava. Sua testa encostou na minha e seus olhos verdes intensos me encararam pela ultima vez.
— Vou sentir muito a sua falta.- Se eu não estivesse tão próxima não teria ouvido suas palavras de tão baixas que haviam sido sussurradas.
— Também vou sentir muito sua falta. – Lhe dei um selinho e ele limpou meu rosto com as costas da mão.
Não sabia o que era aquilo entre Zacky e eu naquele momento. Só sabia que era insano e doentio. Tudo nele me faria falta, as partes boas e as partes ruins. Mas teria que ser assim. Era como ele disse, não fazíamos bem um ao outro. Nem nunca faríamos.
Quando chegamos ao carro, Syn aguardava pacientemente encostado no capô, fumando despreocupado. Franziu o cenho ao me ver de mãos dadas com Zacky que apertou a mão do amigo, e me soltando, guardou minha mala no bagageiro.
Sorriu fraco enquanto eu entrava no carro e com um aceno de cabeça simplesmente virou na direção de casa e entrou.
Havia acabado e ali me dei conta de como isso doía.
— O que foi isso? – alguns minutos depois quando estávamos a caminho do meu novo “lar’, Syn me indagou,
Comecei a chorar dolorosamente e Brian encostou o carro no acostamento da estrada. Envolveu seus braços ao meu redor protetoramente.
— Cat, o que você está fazendo é insano.
— Eu não tenho escolha Brian. É melhor assim...
— Claro que tem você sempre tem escolhas, só que tende a escolher a pior. Sabe que eu sou contra isso tudo não sabe?
Me afastei de seus braços e o encarei preocupada.
— Você prometeu Brian.
— E eu estou arrependido de ter prometido Jade. – odiava quando ele me chamava de “Jade”. Sabia que ele falava sério.- Isso vai dar uma merda muito grande. Não é só você que está envolvida agora. O que você acha que aqueles caras farão comigo quando souberem que eu te ajudei nisso?
— Syn, se for trazer problemas a você, não precisa mais me ajuda...
— Não fala merda também né? Eu não deixaria vocês sozinhos agora, por nada nessa vida. E você sabe disso.
— Então Syn, é só esperar tudo se arrumar. E não se preocupe. Logo eles não vão mais nem lembrar que eu existi na vida deles. E espero que eu nunca mais lembre também.
Anos mais tarde enquanto olhava uma certa pessoa dormir, me lembrei desse comentário e ri baixinho para não acordá-lo. Me dei conta de que era impossível esquecer aqueles homens em especial um.
- Acho muito difícil disso acontecer Cat... Muito mesmo.
Quando chegamos a casa um figura branquinha e de cabelos já me aguardava sentado no meio fio. Um sorriso sincero cobriu seu rosto quando Taylor veio de encontro a mim. Me abraçou por longos minutos enquanto Brian retirava minha mala e me entregava.
— Bom Cat, mais tarde eu passo aqui com o resto das coisas que estão no seu apartamento ainda. – Ele se aproximou e beijou minha testa carinhosamente. E se voltou para Taylor. – E você magrelo, cuida da minha garota direito até eu voltar hein.
— Brian. – O Chamei antes que ele entrasse no carro. – Não esquece que você não sabe mais nada de mim?
— Nunca te vi mais gorda Catzinha. – sorriu com aquele jeitinho safado que somente ele tinha e que fazia qualque mulher se derreter aos seus pés. – Sempre sobra para mim mesmo, já me acostumei.
Somente quando Brian saiu com o carro que Taylor conseguiu formular uma frase coerente.
— Caralho! Aquele ali era o Synyster Gates! Que foda...
Sorri realmente feliz por estar com Taylor novamente. Tinha saudade dessa reação vinda das pessoas que me rodeavam. Essa coisa que só fãs falam sobre os ídolos. Passei tanto tempo com os meus que havia me esquecido quem eles eram algumas vezes e principalmente, que Taylor não tinha tido contato com eles na mesma proporção.
— Sim... Era ele.
— Eu não acreditei quando ele me ligou ontem, mas é ele! Caralho... – Ele beijou feliz minha bochecha com força. Mas logo me soltou e me encarou. – Mas pera aí? Como assim cuidar direito de você? Fiz isso a minha vida toda e ele está querendo me ensinar?
— O Brian só é marrento Tay... Mas é gente boa.
— Sei... Bom, ele que é...
— NÃO! – Gritei assustada o fazendo rir. – Não é ele.
— Então mocinha. – Pegou minha mala e abraçou meus ombros me conduzindo para a porta de sua casa. – Pode começar a contar tudo o que aconteceu. Acho que eu mais do que nunca, mereço algumas explicações.
Esqueci completamente de como Taylor esteve comigo a minha vida inteira, com exceção desse ultimo ano. Ele merecia sim muitas explicações, principalmente agora.
Seria um longo dia, e se bem conheço meu amigo de infância, seria cheio de sermões sobre como eu me comportei mal durante esse período. E o pior, eu teria que escutar calada.
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